Vocês já sabem faz tempo que gosto de chamar as coisas pelo nome, mesmo que isso custe algumas horas no fórum. Como dizem, a “Justiça tarda, mas não falha”! Esse negócio de ficar atirando por trás não é comigo.

Dentro dessa linha, há pessoas com as quais a gente se identifica, ignora ou abomina. Geralmente procuro estar por perto daqueles que andam com a coluna ereta. O jornalista Augusto Nunes é um deles. Acompanho seu trabalho, às vezes próximo, às vezes distante, desde os meus tempos de PUC-SP. Deliciei-me e me identifiquei com o livro “Minha razão de viver”, no qual ele narra a trajetória de Samuel Wainer, o fundador do jornal Última Hora.

Nunes já andou por quase toda a grande imprensa, sempre deixando rastro de boas realizações e, acima de tudo, de muita seriedade e eloquência. Em algumas situações, chegamos a trocar e-mails, em especial durante o período em que esteve à frente da Redação da revista Época. As circunstâncias em que deixou a empresa foi um demonstrativo de seu caráter e de como entende o jornalismo. Uma coisa posso lhes garantir: Nunes não é servil.

Vejam só, fiz todo este nariz-de-cera para reproduzir um de seus textos, breve em palavras mas profundo em conteúdo, publicado no site da revista Veja, onde agora o colega é colunista. Não por acaso - e nem coincidências (esse foi um dos temas que dialogoamos), ele fala sobre o episódio em que se meteu o Nelsinho Piquet, com aquele acidente em Cingapura. Nada a acrescentar. O título é “O PILOTO MORREU DE MALANDRAGEM’. Confiram!

Se provocou o acidente em Cingapura por ordem da Renault, Nelsinho Piquet é desonesto e servil. Se inventou a história para vingar-se da demissão por incompetência, é desonesto e ressentido. Nesta semana, a Federação Internacional de Automobilismo só vai decidir se a fábrica também é delinquente ou apenas não conhece os profissionais que contrata.

Nelsinho já se condenou. Criminoso confesso, o jovem mimado que confundiu a Fórmula-1 com Brasília transformou o que seria um julgamento em autópsia. Morreu de malandragem, disso todo mundo sabe. Mas é preciso especificar o tipo. Conforme o resultado, pode até virar senador

Bem, como veem, de gente servil o mundo tá cheio. A Maniçoba que o diga. A incompetência que andou por muitos lugares antes de cair do cavalo (parece que foi de um Mangalarga), achou um ancoradouro oportuno nesse Porto! Como dizem: na falta de clientes, arruma-se um patrão que lhe pague com dinheiro público!