Setembro 2009
Arquivo Mensal
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Publicado por Marcelo Mastrobuono em 19 Set 2009 | sob: Política
Vocês já sabem faz tempo que gosto de chamar as coisas pelo nome, mesmo que isso custe algumas horas no fórum. Como dizem, a “Justiça tarda, mas não falha”! Esse negócio de ficar atirando por trás não é comigo.
Dentro dessa linha, há pessoas com as quais a gente se identifica, ignora ou abomina. Geralmente procuro estar por perto daqueles que andam com a coluna ereta. O jornalista Augusto Nunes é um deles. Acompanho seu trabalho, às vezes próximo, às vezes distante, desde os meus tempos de PUC-SP. Deliciei-me e me identifiquei com o livro “Minha razão de viver”, no qual ele narra a trajetória de Samuel Wainer, o fundador do jornal Última Hora.
Nunes já andou por quase toda a grande imprensa, sempre deixando rastro de boas realizações e, acima de tudo, de muita seriedade e eloquência. Em algumas situações, chegamos a trocar e-mails, em especial durante o período em que esteve à frente da Redação da revista Época. As circunstâncias em que deixou a empresa foi um demonstrativo de seu caráter e de como entende o jornalismo. Uma coisa posso lhes garantir: Nunes não é servil.
Vejam só, fiz todo este nariz-de-cera para reproduzir um de seus textos, breve em palavras mas profundo em conteúdo, publicado no site da revista Veja, onde agora o colega é colunista. Não por acaso - e nem coincidências (esse foi um dos temas que dialogoamos), ele fala sobre o episódio em que se meteu o Nelsinho Piquet, com aquele acidente em Cingapura. Nada a acrescentar. O título é “O PILOTO MORREU DE MALANDRAGEM’. Confiram!
Se provocou o acidente em Cingapura por ordem da Renault, Nelsinho Piquet é desonesto e servil. Se inventou a história para vingar-se da demissão por incompetência, é desonesto e ressentido. Nesta semana, a Federação Internacional de Automobilismo só vai decidir se a fábrica também é delinquente ou apenas não conhece os profissionais que contrata.
Nelsinho já se condenou. Criminoso confesso, o jovem mimado que confundiu a Fórmula-1 com Brasília transformou o que seria um julgamento em autópsia. Morreu de malandragem, disso todo mundo sabe. Mas é preciso especificar o tipo. Conforme o resultado, pode até virar senador
Bem, como veem, de gente servil o mundo tá cheio. A Maniçoba que o diga. A incompetência que andou por muitos lugares antes de cair do cavalo (parece que foi de um Mangalarga), achou um ancoradouro oportuno nesse Porto! Como dizem: na falta de clientes, arruma-se um patrão que lhe pague com dinheiro público!
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 19 Set 2009 | sob: Política
Olá! Fazia um tempão que não apareceia por aqui, daí resolvi conferi a quantas andam. Imaginei que os acessos ao blog mais lido da cidade tinham zerado, dada a longa ausência do autor. Quase nem me lembro mais da senha. Fiquei surpreso! Tinham quatro pessoas on line e os acessos não param de subir.
Imagino que têm coisas que devem ser lidas e relidas muitas vezes, principalmente porque os assuntos continuam atuais. Só para fazer um paralelo com a política nacional, algo recorrente neste espaço deste outrora, vejam que o apedeuta-mor agora indica para o cargo de ministro ao Supremo Tribunal Federal um sujeito que já foi condenado em duas instâncias por recebido verbas públicas de forma ilegal. Estou me referindo a José Antonio Dias Toffoli, advogado da geral da União: Vejam algumas de suas aptidões:
Toffoli é brasileiro nato, tem 41 anos, não tem mestrado, foi reprovado duas vezes no concurso para juiz estadual e apresenta escassa produção acadêmica. Sua experiência profissional mais evidente, antes de entrar no governo, foi a de advogar para o PT. O fraco currículo, porém, não é o seu maior obstáculo. Toffoli é duas vezes réu. Ele foi condenado pela Justiça, em dois processos que correm em primeira instância no estado do Amapá. Em termos solenemente pesados, a sentença mais recente manda Toffoli devolver aos cofres públicos a quantia de 700.000 reais - dinheiro recebido “indevidamente e imoralmente” por contratos “absolutamente ilegais”, celebrados entre seu escritório e o governo do Amapá
Viram só? Recebeu dinheiro público indevidamente e está recebendo uma espécie de promoção. Lembram-se de alguém mais próximo? É só lembrar sempre que a sem-vergonhice anda a passos céleres e os lobos se vestem de cordeiros.
A Choldra tem mesmo uma forma muito peculiar de moralidade. Os canalhas passam a mão no dinheiro público e são alçados a postos ainda maior, por ironia, dentro de um contexto jurídico. Viva o Brasil do PT! Isso ainda vai acabar uma Venezuela…