Estamos, ambos, carentes
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 04 Abr 2009 | sob: Política
Quanto tempo, hein?!? Desde que começamos com o Blog, em novembro de 2006, nunca fiquei tanto tempo sem postar notícias. Tenho meus motivos, como já disse. A exemplo de tudo o que me proponho a fazer, estou empenhado demais na edição da Revista Horse, publicação voltada ao segmento de cavalos de circulação em bancas do território nacional. Em razão disso, tenho viajado muito e estou um tanto distante dos assuntos locais. Isso sem contar a dificuldade de acesso à Internet em alguns pontos por onde tenho andado.
Sinto tanta falta de escrever para o blog quanto os leitores que reclamam a minha ausência. Estamos ambos carentes. Acabamos, inconscientemente, por criar uma relação interativa, comungando o princípio de formação de toda a sociedade: a comunicação. Nem sempre concordamos, é verdade, mas conseguimos estabelecer um ponto de reflexão sem os vícios do convencionalismo e das imposturas da imprensa engajada.
Se o blog tem uma freqüência que tem hoje é porque compartilhamos objetivos e expectativas. É porque acreditamos que as mudanças são constantes e que precisamos, mesmo que timidamente, acreditar no que para muitos é impossível. Meus leitores, tenho certeza disso, não compactuam da burrice e da preguiça intelectual. Querem algo mais. Querem, pelo menos, um ponto de vista que não seja bancado por interesses mesquinhos e com dinheiro público.
Alguns acham que sou idealista demais na defesa de meus princípios. Sou nada. Sou apenas um jornalista que reluta em ceder às facilidades do engajamento que idolatra o poder. Não tenho partido político e nem a canalhice de me esconder sob o pretenso populismo em nome da defesa dos interesses da cidade. O que defendo são minhas idéias, que são as mesmas quando estou em Porto Feliz, São Paulo ou Caruaru. Sou um ser individual e não coletivo. Respeito as regras da Constituição, mas também quero com plenitude o Estado Democrático e de Direito.
Não preciso, como dizem, ser “político” para parecer simpático. Estou feliz com os amigos que tenho e pouco importa se alguém concorda com o que digo ou escrevo. Não tenho a pretensão de ser Paulo Coelho. Devo satisfação apenas à minha consciência. É por isso que cativo leitores, não bajuladores. Posso ser uma voz solitária, mas serei sempre dono dos meus pensamentos…Até breve!
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