Fevereiro 2009
Arquivo Mensal
Arquivo Mensal
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 27 Fev 2009 | sob: Política
Como previ, o Carnaval na Maniçoba foi um fiasco. Chato demais. Um amigo músico fez o seguinte cálculo: “acho que cabem umas 6 mil pessoas no Cemex; sendo assim, acho que tinham umas 3 mil”. Ou seja, menos da metade.
Bem, nas minhas contas, isso pouco importa. Poderia ter até uma média de 15 mil pessoas, como previu a porta-bandeira do governo petista, Regiane Bérgamo, durante programa na TV Nova Regional, às vésperas da folia. O fato é que Carnaval enlatado, como propôs a administração pública, todos ficam como sardinhas. Em todos os sentidos.
Meu amigo disse ainda que o melhor, vejam só, foi na terça-feira, o último dia. Bem, imagino então que o melhor, mesmo, ficou para Quarta-Feira de Cinzas. Desta vez Seu Gerúndio se superou: o maior público não foi nos quatro dias de folia, mas sim na abertura da Quaresma. Essa gente faz história, não tenham dúvidas.
Fiquei sabendo também, pelo site da Revista Viu!, que uma turma resolveu fazer Carnaval de verdade, com irreverência, e “invadiu” as ruas públicas. É isso mesmo! Enquanto o MST invadia terras privadas, subsidiados com dinheiro público do governo Lula, um pequeno grupo de foliões era impedido de desfilar pelas ruas públicas do governo petista. O que mais vocês queriam? Isso sim é folia! Viva o Brasil! Viva o jeito PT de governar.
P.S.: Amanhã “denuncio” a imagem dos invasores das ruas públicas
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 24 Fev 2009 | sob: Política
Nosso amigo Paulo Henrique Baldini manda avisar que as fotos do Carnarval do Tênis Clube estão no site da Revista Viu! Confiram AQUI
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 24 Fev 2009 | sob: Política
Encontrei este poema, do João Cabral de Mello Neto, no site do Projeto Doma, que fica aqui pertinho, em Capivari. Creio que tem tudo a ver com o que falamos por aqui. Confiram:
Um ferrageiro de Carmona
Que me informava de um balcão:
“Aquilo? É de ferro fundido,
foi a fôrma que fez não a mão.
Só trabalho em ferro forjado
que é quando se trabalha ferro;
então corpo a corpo com ele;
domo-o, dobro-o, até onde quero.
O ferro fundido é sem luta,
É só derramá-lo na fôrma.
Não há nele a queda de braço
e o cara a cara de uma forja.
Existe grande diferença
do ferro forjado ao fundido;
é uma distância tão enorme
que não pode-se medir a gritos.
Conhece a Giralda em Sevilha?
De certo subiu lá em cima.
Reparou nas flores de ferro
Dos quatro jarros das esquinas?
Pois aquilo é ferro forjado.
Flores criadas numa outra língua.
Nada têm das flores de fôrma
Moldadas pelas das campinas.
Dou-lhe aqui a humilde receita
Ao senhor que dizem ser poeta:
O ferro não deve fundir-se
Nem a voz ter diarréia.
Forjar: domar o ferro a força,
Não até uma flôr já sabida,
Mas ao que pode até ser flôr
Se flôr parece a quem o diga.”
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 21 Fev 2009 | sob: Política
Vejam, abaixo, a íntegra da sentença da juíza Ana Cristina Paz Neri Vignola, que julgou procedente o pedido de afastamento da diretora de Saúde Cláudia Meirelles em razão do acúmulo de cargos. Um dos fundamentos são as distâncias e o tempo a serem percorridos entre as cidades de Itu, onde reside a médica, e as cidade de Porto Feliz e Sorocaba. Escrevi exatamente sobre isso em 1º de outubro de 2007 (leiam AQUI), quando o assunto veio à tona. A conta é bastante simples e, como constata a juíza, incompatível com a natureza do tempo e espaço. Só mesmo alguém Atemporal poderia cumprir tamanha proeza.
Tenho minhas dúvidas, porém, sobre a condenação da Prefeitura (instituição) como ré na mesma ação. A diretora ocupava cargo de confiança por nomeação. Estava a serviço dos gestores, do prefeito e do partido que ora ocupa o comando da cidade. Não vejo porque a municipalidade ser punida na mesma ação. Mas isso é uma outra história a ser depurada no decorrer da ação, que seguirá por outras instâncias jurídicas. Há a possibilidade, inclusive, de a doutora Atemporal voltar ao cargo. Vejam a íntegra da sentença que, de forma geral, está bastante consistente:
Autos nº 854/2007. Vistos, etc… JOSÉ GERALDO PACHECO DA CUNHA FILHO propôs a presente Ação Popular c.c. Pedido de Antecipação da Tutela contra CLÁUDIO MAFFEI, CLÁUDIA DA COSTA MEIRELLES e PREFEITURA MUNICIPAL DE PORTO FELIZ alegando, em síntese, que a ré CLÁUDIA DA COSTA MEIRELLES exerce dois cargos de médica, na Secretaria de Estado e Saúde e Sistema Único de Saúde, nos quais cumpre carga horária de 32 horas semanais, motivo pelo qual não poderia, a teor do disposto no artigo 37, incisos XVI, letra “c” e XVII, da Constituição Federal, ao mesmo tempo, receber remuneração por serviços prestados junto à Prefeitura Municipal de Porto Feliz, onde cumpre carga horária de 30 horas semanais, segundo Lei Complementar nº 83/2007. Alega haver incompatibilidade entre o exercício das duas atribuições de médica com o exercício do cargo de Diretora de Saúde do Município. Aduziu que a acumulação ilegal de cargos ofende os princípios da legalidade e moralidade administrativa. Requereu a antecipação da tutela visando a exoneração da ré CLÁUDIA DA COSTA MEIRELLES e, ao final, a procedência da ação. A inicial foi aditada para requerer a suspensão das funções da ré CLÁUDIA DA COSTA MEIRELLES, sem vencimentos, até a decisão final do processo (fls.91). O Ministério Público lançou seu parecer (fls. 94/95). A tutela antecipada foi concedida (fls. 97/98). Houve interposição de agravo de instrumento, o qual foi concedido efeito suspensivo (fls.109). Regularmente citados (fls.106), os réus apresentaram contestações, a saber: MUNICÍPIO DE PORTO FELIZ e CLÁUDIO MAFFEI alegaram, em suma, cerceamento de defesa da servidora, vez que não foi lhe oportunizado a manifestação sobre a eventual opção pelo cargo que melhor lhe interessasse. Alegam, a impossibilidade jurídica do pedido, ausente os requisitos da ação. No mérito, afirmam não haver qualquer ilegalidade na contratação da servidora, que conta com parecer favorável do Governo do Estado sobre a possibilidade da acumulação dos cargos noticiados na inicial. Afirmam, que devido ao elevado número de funcionários, torna difícil o controle de todas as contratações. Requereram a improcedência da ação (fls. 139/144). CLÁUDIA DA COSTA MEIRELLES alega, em síntese, haver compatibilidade de horários entre os cargos públicos que exerce, não havendo, portanto, qualquer ilegalidade. Alega, que o terceiro cargo que desempenha é de natureza particular, pois é contrata de empresa privada, denominado Hospital Sanatorinhos na cidade de Itu, sem a necessidade de comparecimento ou cumprimento de carga horária no local. Impugnou o documento apresentado pelo autor acostado a fls.23. Requereu a improcedência da ação (fls.161/168). Réplica (fls. 179/188 e 191/198). O feito foi saneado (fls.238/239). Colheu-se prova oral em audiência (269/313). As partes apresentaram suas alegações finais (fls. 326/332, 333/335 e 336/341). O Ministério Público opinou favoravelmente ao pedido (fls. 358/366). É O RELATÓRIO. DECIDO. Pretende o autor, seja declarada a nulidade da nomeação da ré CLÁUDIA DA COSTA MEIRELLES da função de Diretora de Saúde do Município de Porto Feliz, devido a acúmulo ilegal de função, já que exerce três funções em cargos que não são compatíveis entre si, na cidade de Sorocaba, como médica do Grupo de Vigilância Epidemiológica, da Coordenadoria de Controle de Doenças, com carga horária de 32 horas semanais. Na cidade de Itu, exerce a função de médica, no Hospital Sanatorinhos, com carga horária de 12 horas semanais e, por fim, exercendo o cargo em comissão de Diretora Municipal de Saúde nesta cidade de Porto Feliz, com carga horária de 30 horas semanais. As preliminares argüidas pelos réus foram apreciadas e afastadas por ocasião do saneador (fls. 238/239). No mérito, o pedido é procedente. Restou comprovado nos autos que a ré CLÁUDIA DA COSTA MEIRELLES exerce a função de médica, através da Secretaria de Estado da Saúde, junto ao Grupo de Vigilância Epidemiológica, da Coordenadoria de Controle de Doenças, com carga horária de 20 horas semanais. Na cidade de Itu, exerce a função de médica, no Hospital Sanatorinhos, com carga horária de 12 horas semanais e, por fim, exercendo o cargo em comissão de Diretora Municipal de Saúde nesta cidade de Porto Feliz, com carga horária de 30 horas semanais, totalizando 62 horas por semana. A Constituição Federal em seu artigo 37, inciso XVI, letra “c”, admite, na área de saúde, a acumulação remunerada de dois cargos ou empregos privativos de médicos desde que haja compatibilidade de horários. Ao que se vê, a liberdade de a Administração Pública estabelecer regras para contratações, ainda que se fale em cargos em comissão é relativa e deve respeitar o princípio constitucional da legalidade. De se observar, que é nula a acumulação remunerada de cargos públicos, quando não forem atendidos os requisitos do art. 37, XVI, da Constituição Federal. De fato, referido dispositivo legal é dirigido especificamente ao serviço público, não abarcando eventuais empregos ligados à iniciativa privada, como no caso, o trabalho realizado pela ré junto ao Hospital Sanatorinhos, na vizinha cidade de Itu/SP. No entanto, na hipótese dos autos, não é possível desconsiderar totalmente a referida jornada de trabalho, que é de 12 horas, já que tal atividade pode comprometer o desempenho da ré nas duas outras funções públicas que exerce atualmente, considerando haver declarado residir na cidade de Itu/SP. Segundo consulta por mim realizada no sítio do Departamento de Estrada e Rodagem – DER na Internet (www.der.sp.gov.br), a distância entre Porto Feliz à Itu, é de 24 km, com tempo de percurso de aproximadamente 23 minutos. Da cidade de Itu à Sorocaba, é de 36 km, com duração de percurso de aproximadamente 32 minutos. Já de Sorocaba à Porto Feliz, a distância é de 35 km, com tempo de percurso de aproximadamente 37 minutos. Assim, considerando a informação da ré de que reside na cidade de Itu, e labora diariamente na cidade de Sorocaba e também em Porto Feliz, cuja função comissionada lhe exige tempo integral, vinte e quatro horas por dia, aos domingos, sábados, inclusive à noite, cumprindo mais de 30 horas por semana, segundo depoimento do Sr. Prefeito Municipal acostado a fls. 271/272, a distância total é de 95 km, com tempo de percurso de aproximadamente 1h.30min. A jornada de trabalho é de 62 horas semanais, resultando em aproximadamente 10h.00min, por dia, devendo ser reconhecidas as horas in itinere no percurso realizada entre as três cidades, de aproximadamente 1h.30min., a ré CLÁUDIA DA COSTA MEIRELLES despende, proporcionalmente, mais de 11h.30min. diárias com suas atividades funcionais. Anoto, que a ré ainda presta serviços junto ao Hospital Sanatorinhos, em Itu, ainda que não seja obrigada a cumprir a carga horária a que foi contratada. Esta situação certamente impede que a atividade pública prestada pela ré CLÁUDIA DA COSTA MEIRELLES, à frente da Diretoria da Saúde do Município de Porto Feliz ou no DIR de Sorocaba, seja exercida com presteza, perfeição e rendimento funcional, havendo nítida ofensa ao princípio da eficiência, consagrado no artigo 37 da Constituição Federal. Ora, a máxima da experiência, indica que alguém que trabalhe mais de dez (10) horas consecutivas, além da jornada normal de trinta (30) horas semanais, inclusive, aos sábados, domingos, até mesmo à noite, exercendo funções diferentes em duas cidades distintas, percorrendo mais de 90 km por dia, por mais competente que venha ser, não será capaz de desempenhar de forma eficaz suas funções, causando em algum momento, prejuízo para o serviço público e satisfatório atendimento das necessidades da comunidade de seus membros, podendo, também, comprometer a sua própria saúde. Portanto, a compatibilidade de horários fica configurada quando houver possibilidade de exercício dos dois cargos, funções ou empregos, em horários distintos, sem prejuízo de número regulamentar das horas de trabalho de cada um, bem como o exercício regular das atribuições inerentes a cada cargo. Neste espeque, o próprio estatuto dos funcionários públicos do município de Porto Feliz (Lei nº 3.182, de 16 de abril de 1992), em seu artigo 112, § 2º, diz que: 112 – Ressalvado os casos previstos na Constituição, é vedado a acumulação remunerada de cargos públicos. § 2º - A acumulação de cargos ainda que lícita, fica condicionada à comprovação de compatibilidade de horário. De outra banda, mesmo que se assim não fosse, outro aspecto de grande relevância, diz respeito sobre a possibilidade da ré CLÁUDIA DA COSTA MEIRELLES acumular as funções desempenhadas no serviço público estadual com o cargo em comissão de Diretora Municipal de Saúde. Neste contexto, comungo o entendimento adotado pelo representante do Ministério Público, pela impossibilidade da acumulação do cargo em comissão com outra função concorrente. Isto porque, na condição de cargo de confiança do superior hierárquico nomeante, a ré deve permanecer à disposição da Administração Pública de forma plena e integral. Aliás, essa foi a informação prestada pelo prefeito municipal por ocasião do seu depoimento em Juízo (fls.269/275), de que a ré, como Diretora, permanece 24 horas à disposição da prefeitura de Porto Feliz, inclusive durante à noite e finais de semana, fato que, contradiz a declaração da ré acostada a fls. 278, em que afirma que trabalha como médica, em Sorocaba, com jornada de 24 horas. As demais testemunhas ouvidas em Juízo, também afirmaram que a ré, na função de Diretora da Saúde, permanece à disposição da Administração 24 horas por dia. Neste sentido o Prof. Hely Lopes Meirelles afirma que “A proibição de acumular, sendo uma restrição de direito, não pode ser interpretada ampliativamente. (…) Trata-se, todavia, de uma exceção, e não de uma regra, que as Administrações devem usar com cautela, pois, como observa Castro Aguiar, cujo pensamento, neste ponto, coincide com o nosso, ‘em geral, as acumulações são nocivas, inclusive porque cargos acumulados são cargos mal-desempenhados’”. Ao contrário do alegado pela ré, não há comprovação de que o Governo do Estado, através da Secretaria de Saúde, tenha autorizado a acumulação das funções. O documento apresentado a fls. 149, informa que existe tal possibilidade, desde que os horários sejam compatíveis, mais não é conclusivo, na medida em que condicionou a análise do pedido, a apresentação de determinadas informações. Independentemente, o acúmulo de cargos deve ser informado pelo servidor/funcionário à autoridade competente prevista no artigo 8º do Decreto Estadual nº 41.915/97, para análise da legalidade da acumulação e compatibilidade de horários e jornadas. Artigo 8º - À autoridade que der posse ao funcionário ou exercício ao servidor em regime de acumulação remunerada compete: I - verificar a regularidade da acumulação pretendida; II - publicar a decisão dos casos examinados. Somente se os cargos forem acumuláveis e se os horários e jornadas compatíveis, o ato será publicado, considerando a acumulação legal. Importante ressaltar que, mesmo que o servidor, no outro emprego, seja celetista, caracteriza-se situação de acúmulo de cargos se a fonte pagadora for pública. Já o réu CLÁUDIO MAFFEI, este na qualidade de Prefeito Municipal, deve ser responsabilizado por permitir o acúmulo irregular das funções exercidas pela ré CLAUDIA COSTA MEIRELLES, além do gasto, que esta contratação gerou, de forma inconveniente, não devendo, destarte, prosperar sua defesa (fls.139/144), pelos argumentos lá explanados no corpo desta sentença. Quanto à PREFEITURA MUNICIPAL DE PORTO FELIZ Os prejuízos decorrentes da contratação irregular serão apurados em execução. Isto posto, JULGO PROCEDENTE o pedido inicial, para anular o decreto administrativo que nomeou a ré CLÁUDIA COSTA MEIRELLES para a função de Diretora da Saúde do Município de Porto Feliz, pelos fundamentos expostos no corpo desta sentença. Condeno os réus: CLÁUDIO MAFFEI, CLÁUDIA DA COSTA MEIRELLES e PREFEITURA MUNICIPAL DE PORTO FELIZ ao pagamento de perdas e danos que será apurado em execução, nos termos do artigo 14, da Lei 4717/65 “in fine”. Condeno-os, ainda, ao pagamento das custas e despesas processuais, atualizadas desde o desembolso, e dos honorários advocatícios que arbitro em 15% (quinze por cento) sobre o valor da condenação. P.R.I.C. Porto Feliz, 16 de fevereiro de 2009. ANA CRISTINA PAZ NERI VIGNOLA JUÍZA DE DIREITO
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 21 Fev 2009 | sob: Política
Reportagem do site da Revista Viu!, por Juliana Machado:
A ação popular movida pelo vereador José Geraldo Pacheco da Cunha Filho (DEM) foi julgada procedente no dia 16, pela juíza de Direito Ana Cristina Paz Neri Vignola. Segundo documento do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, o parecer da juíza se deu devido a comprovação do acúmulo irregular de cargos dadiretora de Saúde Claudia da Costa Meirelles, que exerce a função de médica, através da Secretaria de Estado da Saúde, junto ao grupo de Vigilância Epidemiológica de Sorocaba, da Coordenadoria de Controle de Doenças, com carga horária semanal de 20 horas. Também exerce a função de médica no Hospital Sanatorinhos (Itu) por 12 horas e é diretora de Saúde do município de Porto Feliz com carga horária de 30 horas semanais, totalizando 62 horas por semana.
Segundo a sentença, a juíza anulou o decreto administrativo que nomeou Claudia da Costa Meirelles para a função de diretora de Saúde e “Condeno os réus: Claudio Maffei, Claudiada Costa Meirelles e Prefeitura Municipal de Porto Feliz ao pagamento de perdas e danos que será apurado em execução, nos termos do artigo 14, da Lei 4717/65 “infine”. Condeno-as, ainda, ao pagamento das custas e despesas processuais, atualizadas desde o desembolso, e dos honorários advocatícios que arbitro em15% (quinze porcento) sobre o valor da condenação”.
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 21 Fev 2009 | sob: Política
Já faz mais de dois meses, talvez três, que as obras na entrada da cidade estão paralisadas. É o caos para os motoristas que chegam e saem, obrigados a fazer longos contornos. A Colinas, responável pelas obras, diz que a culpa é da, vejam só, “chuvas”. Quem teria por obrigação exigir um resposta mais convincente da concessionária é a administração municipal, que, teoricamente, zela pelo bem-estar da população. A teoria, como todos sabem, dá grandes contornos na prática. Enquanto isso, os motoristas esperam, como disse certa vez a promotora, “pacatos” a conclusão das obras.

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 20 Fev 2009 | sob: Política
Dei outra sumida porque estava fechando aquela reportagem sobre a viagem que fiz à Pipa, no Rio Grande do Norte. Será tema de capa da próxima Horse. Por outro lado, vejo que o blog mantém a audiência mesmo quando a atualização anda a passos cágados. Que bom! Agradeço o prestígio. É sempre bom saber que nossas reflexões e propósitos são comparilhados, sem que seja necessário formar uma claque de funcionários públicos, que só prestigia quem lhe dá um emprego ou alguns favores. Agora mesmo, quando entrei, tinham lá sete pessoas on line. Já chegamos a ter mais de 20, acreditem. O gerenciador de acesso hoje está em 13, porque de tempo em tempo - e ainda não descobri quando - ele zera. Mantém apenas o número de visitas.
Na verdade, confesso que ando meio esgotado com a política local. Não o suficiente para fazer vistas grossas as barbaridades, mas o suficiente para aproveitar o tempo útil atrás de novas informações e conhecimentos. Se gasto muito do meu tempo tratando dessa gente, acabo reduzindo-me ao nanismo de pensamento, entendem? Prefiro, então, manter o meu campo de visão em um horizonte mais amplo, alinhado a expectativas mais ambiciosas de conhecimento. Isso não quer dizer, repito, que vou deixar a choldra à solta. Estou sempre atento em todos os momentos..
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 10 Fev 2009 | sob: Política
O debate sobre o carnaval da cidade (ou melhor, o fim dele) esquentou os tambores nos comentários. Estava tudo indo dentro de uma certa normalidade, até que o tal Felipe Santos Neves resolveu dar uma de entendido e escreveu o que reproduzo abaixo. Volto depois, com o trombone e os tamborins.
Então Maurício, não sei se você me entendeu. Não são aproveitadores no meio do samba, o samba em se tratando de carnaval, não existe aqui em Porto Feliz, tem gente que não sabe distinguir um agogô de um repique, um estandarte de uma baiana. Quem faz samba pra carnaval, faz o ano inteiro, e aqui em Porto, ninguém, repito, ninguém nunca fez isso. Agora então piorou. É gente que chega em janeiro e quer saber como anda a diretoria da agremiação pra ‘achar’ um carguinho e levar o seu. E depois vai almoçar no Fogo de Chão e apresenta nota. (
VOLTEI -
Olôco, Felipe Santos Neves, esse seu uísque paraguaio é ruim mesmo, hein?!? “Carnaval em Porto Feliz não existe”? Por onde tem passado? Nunca ouviu Isaltino tocando repelique? Nunca ouviu a caixa de China? E o pandeiro de Sucuri? E os irmãos Malinha, Xuvisco e cia dançando samba? E o Ivan Sampaio? (nossa, deste não se pode esquecer). E a sempre deslumbrante (agora vereadora) Miracy? Tenho certeza que deixei de fora muita gente boa (podem me ajudar a lembrar…).
E você, Felipe, que viola toca? Tu deves mesmo estar ruim da cabeça ou doente do pé, meu velho. Se liga! Muda a marca do uísque, quem sabe cê melhora…Tá preocupado com a conta da Churrascaria, é? Entendo. É o típico caso de quem fica de olho em um boi (um pedaço dele) e deixa escapar a boiada… Ou, em uma analogia oportuna, poderíamos até chamar de Trio Elétrico, né não???…hehehe
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 10 Fev 2009 | sob: Política
Sobre o post abaixo, vejam comentário do jornalista Reinaldo Azevedo. Assino do lado!
Que foi? Lula decidiu enfrentar a azia e ler os jornais? Em vez de uma crise de hiperacidez, foi vítima de uma concussão cerebral, daquelas que só paralisam o, vamos ser generosos, lado do cérebro que zela pela democracia? Seu ataque à imprensa é rasteiro e, em si mesmo, injusto.
É rasteiro porque faz crer que a imprensa sempre está de um lado, por injusta, e ele, de outro porque justo. O próprio Lula desmente isso. Podem procurar no Google quantas vezes ele afirmou ser fruto da imprensa livre. E tem razão. Sempre contou com a simpatia da maioria esmagadora dos jornalistas quando candidato. Jamais o jornalismo brasileiro, da cúpula à base, foi tão afinado com um governo. O que torna a crítica, então, também injusta: é um visível caso de amor não-correspondido.
Lula só quer elogio. Todos os presidentes antes dele, na fase democrática, foram criticados. FHC era xingado até de intelectual… Nunca ninguém reagiu com esse grau de boçalidade. Se notarem bem, o que o Apedeuta propõe é uma forma mitigada de linchamento da imprensa. Porque tem apoio popular, acredita que está sempre certo — ou finge acreditar, já que ele sabe muito bem o nome do que pratica.
O governo está estuprando a Lei de Responsabilidade Fiscal. Sob o pretexto de atuar para impedir o agravamento da crise, premia a administração ineficiente com a sua pantomima eleitoreira. E fica chocado quando lê isso — as críticas, diga-se de passagem, foram bastante leves. Na madrugada, voltarei ao tema. Em horas assim, fica claro que o ambiente de liberdade que, felizmente, respiramos é uma herança da institucionalização de procedimentos que Lula herdou. Ele e seu PT vivem num regime democrático por obrigação, não por gosto.
E que fique claro: MENTIRA! MENTIRA GROTESCA! Como o próprio Lula já disse, ele não foi eleito apesar da imprensa. Ele é fruto, sim, da imprensa livre. Mas também é fruto da imprensa engajada. Mas fica para mais tarde.
E.T. (meu): A julgar pelos procedimentos do petistas nativos, só pode ser, como já disse, uma patologia genética do partido. A boçalidade aqui é mais do que evidente.
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 10 Fev 2009 | sob: Política
Vejam só a constatação. Todos nós já sabíamos, é verdade, mas sempre é bom lembrar quando as evidências são tão claras. Não é só o mestre do gerundismo da Maniçoba e cia que odeia a imprensa. O patologia é genérica, está no DNA do PT. Lula e seus caudatários são incompatíveis com o jornalismo. Vejam reportagem de Renata Giraldi, na Folha On Line. No post seguinte, comentário de Reinaldo Azevedo.Eu fico para mais tarde…
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desafiou nesta terça-feira seu sucessor a manter a mesma relação que construiu com os prefeitos e prefeitas do país.Indignado, o presidente reclamou da imprensa ao divulgar que ele lançaria um “pacote de bondades” ao invés de avaliar que era um conjunto de medidas pertinentes. Também afirmou que “nunca” foi eleito por causa da ajuda da imprensa, mas sim porque “gastou suor” para ser vitorioso nas eleições.
“[Ao ler os jornais hoje] fiquei triste porque estão abusando da minha inteligência porque ainda tem gente que pensa que o povo é marionete”, afirmou Lula durante a abertura do encontro nacional de prefeitos e prefeitas, acompanhado por mais de 30 ministros, incluindo a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) –apontada como sua eventual sucessora na presidência da República. “[Os jornais] disseram que eu fazia o pacote de bondades. Como é fácil condenar as pessoas”, disse ele.
Em tom emocional, o presidente afirmou que a imprensa também julga a atuação dos prefeitos, mesmo daqueles estão iniciando suas gestões. “Não [estão] dando sequer uma oportunidade para vocês provarem que não são os ladrões porque [deram a entender] que vocês são. Não é possível que a gente tenha de se calar diante de tamanha ofensa”, afirmou.
Aplaudido pelos prefeitos, Lula conseguiu ainda mais apoio quando disse que jamais teve apoio da imprensa para conquistar as urnas. “Nunca fui eleito porque a imprensa me ajudou. Fui eleito porque gastei gota de suor para enfrentar o ódio dos de cima contra os de baixo. Eu posso perder a minha postura, mas não perco o meu caráter nem a minha vergonha”, disse.
Desafio
Lula disse que as medidas anunciadas hoje, que incluem o refinanciamento de dívidas com o INSS e a liberação de financiamentos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), são meios para enfrentar a burocracia. “Tudo é papelada”, disse ele. “É muito difícil fazer as mudanças em curto espaço de tempo”, afirmou.
O presidente desafiou seu sucessor a manter as medidas lançadas nesta terça-feira e a relação com os prefeitos. “Que nenhum governo que venha depois de nós tenha coragem de desmontar essa relação sadia e democrática [que nós construímos]”, disse.
Segundo o presidente, o esforço do governo é para facilitar a vida dos prefeitos e prefeitas. “Essa reunião tem o objetivo para que o prefeito possa por meio da internet acessar qualquer programa, sem precisar tomar dinheiro emprestado para vir a Brasília e esperar para ser atendido”, afirmou Lula.
HistóriaLula disse ainda que a história da democracia brasileira, incluindo as relações entre a União, os Estados e municípios, deve ser conhecida. Ele lamentou que parte da sua história pessoal seja desconhecida de seus filhos.
“Meus filhos não sabem a quantidade de porrada que tomei para conquistar um pouco de democracia. Quantas vezes, meu caro Paulo [Ziulkoski, presidente da Confederação Nacional dos Municípios], você tentou falar com um presidente da República e o máximo que ouviu foi ‘não’. Quanto desrespeito”, afirmou ele.
O presidente apelou pela contribuição dos prefeitos para todos enfrentem os impactos gerados pela crise financeira internacional. Segundo ele, é fundamental gerar emprego e renda. Lula afastou a possibilidade de suspender obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).”O que mais importa para nós é gerar trabalho e renda.”
Mais de 30 ministros estão presentes ao encontro nacional de prefeitos, além do presidente da Câmara, deputado Michel Temer (PMDB-SP), e os governadores do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), e do Piauí, Wellington Dias (PT), e do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM).
De acordo com a organização do evento, cerca de 3.500 prefeitos participam do encontro em Brasília.
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 08 Fev 2009 | sob: Política
O leitor Maurício Cazagrande, integrante da G.R.E.S. Acadêmicos da Barra, faz um comentário retificando a informação divulgada pelos jornais e no site da Viu! a respeito da afirmação da Prefeitura sobre “irregularidades nas contas” dos grupos carnavalecos da cidade. Diz ele que os ERROS foram da PREFEITURA, e não das instituições. Conhecendo a envergadura moral do PT, creio que o assunto deve ser melhor apurado pelo veículos de imprensa. Reproduzo o comentário na íntegra abaixo, com negritos meus nos pontos que considero importantes.
Caro Marcelo, como integrante do G.R.E.S Acadêmicos da Barra Funda, quero deixar registrado aqui também, minha indgnação em relação a matéria publicado pelo jornal Tribuna das Monções e pelo próprio site da Revista Viu…
Friso que é inverdade a matéria veiculada por esses dois meios de comunicação…
Creio que tais matérias, foram enviadas pela “competente” assessoria de imprensa da Prefeitura…
Quero salientar que a Barra Funda é uma agremiação séria…existente há 35 anos, sempre participando dos desfiles carnavalescos de forma perfeita aqui e em nossa região, elevando o nome de nossa cidade!!!
Não existe irregularidade em relação a prestação de contas da referida agremiação…temos tudo protocolado e guardados em nossos arquivos…o q houve foi um erro da própria prefeitura em relação a orientação da prestação de contas do ano de 2007…sempre solicitaram que as notas fiscais fossem emitidas em nome da Prefeitura…depois de feito a prestação, a prefeitura solicitou que se fizesse uma carta de correção das notas…a pedido do Tribunal de Contas…fato q não ocorreu, pois, a agremiação se negou a faze-las…repito: o erro partiu de dentro da prefeitura e não da BARRA FUNDA…não estamos irregulares de forma alguma!!!
Sendo assim, espero que a revista abra um espaço para a agremiação, a fim de que possa retificar essa matéria enganosa, que serve somente para desviar o foco pela a não realização do desfile de rua, por parte do poder público, mas sim atribuir toda responsabilidade para as entidades carnavalescas…que sempre levaram alegria ao povão!!! (Maurício Cazagrande)
E.T.: - Caro Felipe Santos Neves, uma coisa é ser contra o repasse de verbas públicas aos grupos carnavalescos, que ratifica o que escrevi; outra, BEM DIFERENTE, é chamar os integrantes das escolas e blocos de “vagabundos” e aproveitadores. Todo mundo sabe a abnegação do pessoal que fez, há anos, o Carnaval de nossa cidade e do qual vc sempre participou. Calma lá, meu velho. Seja mais comedido na dose. Tá bebendo uísque paraguaio, é? Cuidado, hein, pode arrumar uma bela dor de cabeça. Bolso cheio sai o Trio Elétrico que recebe muiiiiito mais do que os grupos e que, por coincidência, faz as campanhas do PT. Se liga, velhão!
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 04 Fev 2009 | sob: Política
Vejam reportagem do site da Revista Viu! Comento depois.
Com o tema “Caia na Folia de Coração Aberto”, a Prefeitura promoverá um carnaval solidário em Porto Feliz entre os dias 21 e 24 de fevereiro, no Centro Municipal de Exposições (Cemex) no bairro Bambu e em outros quatro bairros.
Segundo a diretoria de Esporte e Turismo, a Escola de Samba Acadêmicos da Barra e o Grêmio Recreativo Monções não deverão desfilar devido a irregularidades nas contas prestadas nos anos anteriores. No entanto, os blocos tradicionais da cidade também foram prejudicados, pois não receberam nenhum subsídio para colocar os foliões nas ruas e não participarão de nenhuma atividade do Carnaval.
Segundo a Prefeitura, a opção pelo carnaval popular no Cemex foi pela não participação das escolas de samba da cidade. A Diretoria de Esportes e Turismo optou por não contratar os blocos carnavalescos e voltar esforços para o evento no centro de exposições e trio elétrico nos bairros.
A DET ofereceu aos blocos a utilização do trio elétrico no Cemex. Cada grupo faria por um tempo determinado a festa com os foliões. Os blocos teriam direito ainda a um box para comercializar alimentos e bebidas. A proposta não foi aceita.
COMENTO - Bem, o que vocês esperavam de um governo totalmente desarticulado e preguiçoso? Agora vão oficializar até a folia. Coisa, aliás, que estão se especializando em outras épocas do ano.
Nâo, não acho que o governo tenha de custar as escolas de samba e blocos. Acho, sim, que a Prefeitura deveria trabalhar durante o ano para que os grupos se organizassem, oferecendo orientação e estrutura para que pudessem captar recursos sem precisar recorrer ao poder público. Com um pouco de empenho, o governo também poderia dar subsídios (estruturais) aos grupos carnavalescos para que se fortalecessem como entidades social, não apenas restritas à festa de Momo, mas sim articuladas em um papel mais amplo dentro da sociedade.
Para quem tem a conta das verbas públicas, porém, é muito mais fácil reduzir tudo a regras subjetivas de distribuição de grana. Sim, subjetiva, porque não há critérios para a contratação de trio elétricos e grupos profissionais. Ou alguém acha que eles “prestam” contas do dinheiro público que recebem? Ou seja, há dois critérios: uma para escolas de samba e blocos; outros para grupos profissionais.
Entre um e outro, fico com a tradição das escolas e blocos. O Carnaval de Porto Feliz já foi um dos melhores da região e do interior. Uma grande diversão, para a qual já deixei muitos passeios de lado. Entre ir a praia ou ficar na cidade, não tinha dúvidas. Aqui sempre foi mais gostoso. Barra, Monções, Banda do Mé, Angélica, Boi…enfim, nada melhor do que a folia ao lado dos amigos.
Não chamaria isso de saudosismo, não. Muitas cidades conseguiram manter a tradição das escolas e blocos de rua, atraindo turismo e movimentando o comércio local. Em São Luiz de Paraitinga (SP), por exemplo, o carnaval de rua é singelo e autêntico, com milhares de pessoas.
Siceramente, não há nada mais sem graça para o Carnaval do que Trio Elétrico e banda profissional contratada com o dinheiro público. É mecânico demais. É babaca demais! Abaixo ao oficialismo do estado petista de poder. O que o PT quer é palanque para posar de Chiquita Bacana. Vamos voltar às raízes e instiuir um Carnaval paralelo, com a tradição anárquica das ruas, autêntica, sem verbas públicas e sem palanque. É muito mais gostoso!
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 02 Fev 2009 | sob: Política
Queridos, estou mesmo insuperável na arte de fazer promessas e não cumpri-las. Desse jeito ainda acabo candidato a algum cargo público. Juro que tinha planejado acordar cedo, fazer um mix de leituras, selecionar alguns artigos e escrever outros. Acordei cedo, até mais do planejado, fiz as leituras, mas a cliping e os artigos ficaram inviáveis. Embarquei em duas semanas de dedicação total ao que hoje é minha tarefa principal: produzir a Revista Horse. Não teve jeito. Fui absorvido integralmente de corpo e alma.
A primeira semana passei aí pertinho, em Capivari, com o mestre Eduardo Borba, uma das maiores autoridades no estudo da relação homem-cavalo. Um autêntico horsemanship. Depois do quinto dia, confessei-lhe: quanto mais lidamos com os cavalos, mais entendemos os homens. É quase uma paródia do que disse Alexandre Herculano; “Quanto mais conheço os homens, mais estimo os animais”. Foi, realmente, uma semana sensacional de aprendizado. Durante duas ou três vezes por semana, pelo menos, estarei lá, aprendendo a lidar com os cavalos para entender melhor os homens. Filosoficamente falando, creio que estou na fase do Centauro. Mas podem ficar tranquilos, pois dedicarei parte do meu tempo às mulas e jumentos, se é que entendem o que estou falando.
Bem, da outra semana também tenho muito o que falar. Percorri as mais belas praias, lagoas e agreste da Paraíba ao Rio Grande do Norte. Foram cinco dias de muito trabalho, acreditem, no dorso de dois campeões da Raça Magalarga Marchador, de Marcha Picada. Abaixo, só um aperitivo. O resultado vocês podem conferir na edição Horse de março, em bancas de todo território nacional. Inté!



Entendem agora porque fiquei fora do ar por alguns dias. Na primeira foto, trecho da Praia de Camaratuba, na Paraíba; depois, atravesso o Rio Grajú, que faz a divisa entre Paraíba e Rio Grande do Norte; Na terceira foto, pose ao lado da Lagoa Araraquara, também conhecida como Lagoa Coca-Cola. Meu parceiro é ninguém menos que Lacre, o campeão de sela 2008, do Haras ÁguaBoa, de nosso anfitrião e companheiro de cavalgada Rogério Bivar. E isso foi só o começo de uma jornada de cinco dias por mais de 100 quilômetros.