Novembro 2008
Arquivo Mensal
Arquivo Mensal
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 25 Nov 2008 | sob: Política
Se você, amigo leitor, pensa que a Maniçaba é estéril de penamento, está muito engando. Aqui tem palmeiras e sabiás. Veja o que me escreve um amigo-leitor, impaciente com a minha ausência e igualmente indignado com os sintomas da debilidade nacional: “já q o blog tá leeeeeeeeeeeeeento posta o post do reinaldo “Katrina passou na janela, e a Carolina barbuda não viu “ Então tá, segue abaixo o que escreve o tio Rei. Nada a acrescentar:
O furacão Ike matou quatro pessoas em Cuba. As chuvas já fizeram, em números oficiais, provavelmente subestimados porque deve haver corpos soterrados, 69 vítimas fatais em Santa Catarina.
Duas tragédias, dois presidentes. Para responder à emergência cubana, com seus quatro mortos, Luiz Inácio Castro da Silva convocou uma reunião de emergência com sete ministérios e editou uma MP determinando ajuda humanitária ao país. Para Santa Catarina, por enquanto, ele pediu um minuto de silêncio. Ah, sim: determinou que quatro ministros dêem uma espiadela na tragédia que acomete o estado. O governo ofereceu helicópteros para resgate e alguns colchões. E só. Nada de Medida Provisória liberando dinheiro.
Vamos entender as coisas na sua devida dimensão. A presença de ministros no local da tragédia, se não tiverem recursos a oferecer, é inútil. O papel da solidariedade política cabe ao chefe da nação — que é Lula. Ele, sim, já deveria ter pisado em solo catarinense para evidenciar que a população não está só. Tratar-se-ia de um simbolismo, enquanto seus auxiliares, em Brasília, viabilizariam os recursos. E olhem que nem seriam necessários sete ministros…
É o lado Bush de Lula. Katrina passou na janela, e a Carolina barbuda não viu.
O povo de Santa Catarina já se ergueu de outras tragédias. E o fará de novo. Que isso não sirva para esconder a lentidão do governo federal em prestar socorro àqueles brasileiros.
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 17 Nov 2008 | sob: Política
Reportagem exibida ontem (16/11) no Fantástico mostra o nível da ousadia da bandidagem, que invadiu o Fórum local para arrombar e roubar o caixa eletrônico. Isso porque, segundo panfletagem de campanha do PT, a criminalidade na cidade teve uma “redução de”, quanto mesmo?, 92%. Isso mesmo, mais um pouquinho só estaríamos com “criminalidade zero”. Então tá. Vejam a reportagem abaixo:
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 14 Nov 2008 | sob: Política
Não, não estou com preguiça não, petralhada. Só ando um tanto atarefado com outros compromissos profissionais. Aliás, preguiça é uma palavra que praticamente não existe no meu dia-a-dia. Trabalho desde os meus 14 anos. Já fui engraxate, sorveteiro, entregador de pão (com Lauro Padeiro), office boy, escriturário, mecanógrafo, músico profissional etc. Não, nunca fui sindicalista nem petista. Como disse, trabalho desde os 14 anos.
Falando nisso, lembrei-me de uma história que ilustra bem o que, desde outrora, considero como público e privado. Tinha lá meus 12 ou 13 anos (nem havia chegado aos 14) quando chamei meu primo Júnior para irmos engraxar sapados na Praça da Matriz. Cauteloso, me alertou que o local já “tinha dono”: um tal de “Oridinho” e o “Filho do Gaúcho”.
Nem tinha feito a minha primeira barba, mas já tinha noções de cidadania. Respondi: “Como tem dono? A praça é PÚBLICA, vamos lá!”. Meu primo talvez não tivesse tanta convicção sobre cidadania, mas com certeza tinha mais senso de realidade do que eu. Mesmo assim, foi corajoso e me acompanhou.
Resultado: Mal chegamos à praça e já fomos abordados pelos ditos-cujos. Já chegaram ordenando para que déssemos o fora. Eu, sempre eu, ainda tentei o velho argumento de que a praça era pública. Que nada! Os caras tinham, como vou dizer?, um “ponto de vista” diferente sobre o que é público e privado. Vieram pra cima e nos deram uns petelecos. Adivinhem? Demos no pé, claro.
É uma questão de inteligência e sobrevivência. Os “donos da praça” eram bem maiores. Além disso, nunca fui do tipo de resolver as coisas “no braço”. Às vezes é melhor um recuo estratégico…hehe.
Bem, as primaveras se passaram e continuo aqui, com a mania de cidadania, agora no exercício do jornalismo. Do outro lado da rua, estão os “Oridinhos”. Gente que em vez de seguir um caminho, preferiu o atalho.
Os tempos mudaram, claro. Imagem só que hoje existe até a Burguesia do Capital Alheio, como define o Reinaldo Azevedo. Uma categoria formada essencialmente por petralhas que, mesmo sem fazer calos nas mãos, enche as cuecas de dinheiro. Quando não, ficam empoleirados em cargos do governo, correndo de uma cidade a outra como se todas fossem “filiais” da mesma empresa, no caso, o…governo.
Assim como Gauchinho e Ouridinho, essa gente tem uma mania turva de diferenciar o “público” do “privado”. Veja o que diz o Tio Rei: “petralha, quando não tenta roubar a nossa carteira, tenta roubar a nossa decência. Petralha vem cobrar democracia aqui para defender ditaduras mundo afora e, claro, sonhar com uma ditadura petista no Brasil. O dever de uma democrata é lhes chutar o traseiro. E eu chuto.”
É isso aí, Reinaldão. Se na pré-adolescência tivemos de recuar, hoje é diferente. Não recuo não. Cada um que siga o seu caminho, suas opções, suas escolhas. A minha é o trabalho no jornalismo. Sem dinheiro público, é claro. Sujar as minhas mãos só se for com as graxas de sapato.
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 05 Nov 2008 | sob: Política
Reportagem do site da Revista Viu!, por Juliana Machado:
O estádio Dr. Julien Fouque, que pertence a AAP (Associação Atlética Porto-felicense) foi interditado por uma decisão judicial. Segundo a promotora do Ministério Público, Fabiana Dal’ Mas Rocha Paes, a promotoria foi informada pela Polícia Militar que a estrutura do estádio estava com irregularidades que poderiam causar acidentes. O primeiro passo foi agendar uma reunião com o presidente da AAP, Douglas Torres e com Regiane Bérgamo (diretoria de Esporte e Turismo) para chegar a um concenso. “Tentamos resolver tudo na conversa, mas foram passando tempo e o estádio continuava com as mesmas irregularidades. Então, fizemos uma recomendação e um TAC (Termo de Ajuste de Conduta), no qual a Associação se comprometeu a manter o estádio interditado até que todas as irregularidades estejam sanadas”, revela Fabiana. Leia íntegra AQUI
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 03 Nov 2008 | sob: Política

Já tinha lido e ouvido falar muito bem do Museu do Futebol, mas fiquei a protelar sucessivamente a visita. Neste fim de semana não teve jeito. Meu filho me intimou e jurou um castigo penoso caso não fôssemos neste domingo. Pois bem, com tamanha livre-espontânea-pressão, lá fomos nós, na companhia de uma de suas amiguinhas.
Chegamos por volta do meio-dia, já prevendo que o horário não seria dos melhores. Sabia que o museu tinha muitas atrações e precisaríamos de um certo tempo para poder aproveitar bem todas as curiosidades. Com as crianças, não dá pra ficar muito tempo sem comer, vocês sabem.
Pegamos uma fila de 30 minutos, mas muito bem comportada, afinal, mesmo sob as pilastras de um estádio de futebol (o Pacaembu), é o que se espera de um público de museu, mesmo que o tema seja…futebol.
As surpresas começam logo pela entrada. Tudo é muito bem planejado e arejado. Nem parece aquele museu com o qual estamos acostumados, cheio de coisas velhas e empoeiradas. Muito pelo contrário. Tudo é montado explorando a tecnologia na projeção de imagens, interatividade e, informação, muita informação.
Confesso que fiquei meio abestalhado querendo mostrar tudo pro meu filho e para nossa companhia. - Olha isso, filho, é o Pelé. Veja o que ele faz com a bola. E este, filhão, é o Garrincha… Não é fantástico? Praticamente todas as imagens tinham legendas explicativas. Algumas tão detalhadas que acabávamos por atrasar a fila. Sinto muito, amigos…
Tudo é muito fascinante, incrível e atraente. Demandaria um dia todo – ou até mais – para desfrutar de todas aquelas curiosidades. Aproveitamos tudo, absolutamente tudo, embora sem a devida atenção, o que nos fez acordar, desde já, um retorno em breve. Talvez o próximo fim de semana.
Sim, o lugar é demasiadamente proveitoso, para nós, adultos, e às crianças. A composição dos assuntos tocam na alma. É impossível ficar indiferente, goste-se ou não de futebol.
Conheço aquela parte do Pacaembu desde a época em que era uma churrascaria. Jamais imaginaria que aquilo pudesse ser transformado em algo de tamanho valor recreativo e educacional.
Como sabem, também sou freqüentador assíduo do estádio, o que poderia diminuir um pouco o impacto de participar de uma “torcida virtual”. Que nada! Ficamos impressionados com a sensação de realidade nessa ala. As imagens são projetadas no concreto debaixo das próprias arquibancadas, com um som volumoso e estéreo. Tem-se a sensação de estar no meio das torcidas, todas elas, que vão se revezando de um canto a outro. O cheiro de cimento queimado ajuda a reforçar a sensação das arquibancadas. Impressionante mesmo.
Não vou contar tudo. As surpresas fazem parte do passeio. No final, ainda batemos um “pênalti virtual”. Golaço. Comemoramos a vitória no aconchegante Bar Café do Torcedor, sob as pilastras do Pacaembu e das monumentais sombras ao lado da Praça Charles Miller. Que domingão…!