Julho 2008

Arquivo Mensal

Deu no site da Viu!: Justiça confirma candidatura de Erval

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 31 Jul 2008 | sob: Política

Quem diria: a candidatura de Erval Steiner (PV) foi deferida pela Justiça e a de Cláudio Maffei (PT) ainda aguarda julgamento. Ou seja, por enquanto a cidade só tem um candidato, e não é o petista, como todos previam. Política tem dessas coisas….Leiam a matéria de Juliana Machado, do site da Viu! AQUI

Mais sobre “petralhotários” e “petralhantras”

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 30 Jul 2008 | sob: Política

O blog do Tio Rei nos ensina a distinguir um “petralhotário” de um “petralhantra”. Vejam como as definições deixam as coisas cada vez mais claras:

Imprensa
O petralhantra tem na imprensa seu principal inimigo e, por isso, decidiu comprar os anões morais e as ratazanas do subjornalismo.
Já o petralhotário, quase sempre um duro, ressentindo e que se sente passado para trás por gente mais talentosa do que ele, é leitor assíduo do que produzem os Mãos-Peludas.

Mídia
Um petralhantra vive acusando a imprensa de perseguir o PT, mas sabe que isso é mentira. Afinal, há mais pessoas que acreditam nos petistas nas redações do que no próprio partido. A acusação tem funcionado: muitos veículos resolvem puxar o saco do petismo só para provar que não são tucanos.
Um petralhotário acredita que, de fato, existe uma conspiração no que ele chama “mídia” contra os interesses populares.

Privatizações
Os petralhantras sabem que as privatizações foram e são um bem para o Brasil. Eles só não se conformam é em não levar a sua parte na negociação das empresas privatizadas com o estado. Por isso, estão sempre metidos em negociatas.
Já o petralhotário, coitado, não levada nada e está convicto de que o Brasil era bem melhor quando a Telebras, a Vale do Rio Doce e a Embraer estavam nas mãos do estado. Um deles até me escreveu lembrando os “benefícios” do estatismo na telefonia: “O bocó. Vc comprava ações da empresa, lembra? Vc so tem um neuronio em funcionamento”.

Futuro
Um petralhantra tem garantido o seu próprio futuro e o de várias gerações. Uma única negociata pode render milhões de dólares. Imaginem dezenas… Se preciso, vive também do achaque.
Já um petralhotário vive contando o seu suado dinheirinho e acredita que não está em melhor situação por culpa do capitalismo.

Música
Um petralhantra viaja para os EUA e Europa com o dinheiro dos petralhotários para tomar um “banho de cultura”.
Já um petralhotário antevê a revolução do cavaquinho, aquele instrumento que pode ser tocado com algemas, numa rodinha regada a um legítimo uísque nacional…

Capilé, bufunfa, propina
Um petralhantra pega empréstimo no BNDES e depois não paga.
Já um petralhotário paga juros escorchadores (ver dicionário) e aplaude a revolução do crédito: “Nunca antes neztepaiz…”

Voz ativa, voz passiva
Um petralhantra, em suma, engana os otários.
Um petralhotário, em suma, é enganado pelos pilantras.

O “petralhotário” e o “petralhantra”

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 29 Jul 2008 | sob: Política

Leiam o que segue abaixo, do do blog do Reinaldo Azevedo. Explica muita coisa do que se fala por aqui. Diria até que é “didático” para explicar uma certa espécie com a qual convivemos de perto. Volto mais tarde para falar mais sobre dinheiro nas campanhas.

No texto “O monopólio da verdade dos mentirosos”, faço uma distinção que considero importante e que passarei a incorporar ao conjunto de neologismos deste blog. Vamos nos lembrar. O que é um “petralha”? É o cruzamento de um “petista” com os “Irmãos Metralhas”, aqueles que viviam de olho na caixa forte do Tio Patinhas. É uma categoria de gente que tem uma teoria para justificar o “roubo social”. Para eles, bater a carteira do próximo, especialmente o erário, é permitido se for para construir o partido.

Todo petista é “petralha”? Em tese, não — embora eu não compreenda o que faz um não-petralha ser petista, confesso. Mas vá lá: admito a hipótese em teoria ao menos. Mas todo petralha é petista — seja pela natureza do vocábulo, seja pela moral que ele designa.

Precisamos distinguir os petralhas, não é? Há os petralhas que são pilantras dentro da pilantragem ideológica. Explico-me: dizem que estão pegando a bufunfa para construir o partido, mas estão é cuidando do próprio futuro. Assemelham-se a esses gurus e líderes de seitas que arrancam o coro de fiéis idiotas para comprar limusines, mansões, emissoras de TV, jornais… É, em suma, um “petralhantra”. E existe o “petralhotário”.

Mas o que é o “petralhotário”? Como o nome evidencia, é a mistura de petista, metralha e otário. À diferença dos chefes, os petralhantras, o cretino não ganha nada. Ao contrário: ele só dá. Dá a sua boa-fé desinformada, a sua esperança obscurantista e, claro, o seu dinheirinho. Direta e indiretamente, ele acaba contribuindo para financiar a máquina partidária que faz a fama e a fortuna dos petralhantras.

Sobre impugnações, bens e grana das campanhas. PT pode gastar até R$ 600 mil

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 29 Jul 2008 | sob: Política

Viram só a que situação chegamos? A Maniçoba não tem candidatos a prefeito! Pelo menos por enquanto, já que os nomes de Cláudio Maffei e Erval Steiner foram impugnados. É verdade que já havia uma grande expectativa com relação ao ex-prefeito Erval, mas o que será houve com relação à candidatura do petista? Na prefeitura, ninguém dá muita explicação, como sempre. O que soube de fontes lá de dentro é que o homi teve um chilique quando soube da decisão da justiça. Queria subir pelas paredes, arrastando seus advogados.

As impugnações podem ser revertidas com recursos, nos dois casos. Mas a situação bizarra já está estabelecida. Acho muito pouco apenas dois candidatos em uma cidade com tantas linhas (ou grupos) de pensamento e interesses distintos. Vejo isso como um atrofiamento político, gerado pela forma perversa de como se pratica a política local. Quem ousa a ser adversário, logo vira inimigo e é perseguido. E isso não é de hoje!

Mas voltemos às candidaturas. Não são só as impugnações que chamam a atenção. Há uma diferença gritante na relação de bens dos dois candidatos. Erval declarou ao TSE patrimônios no valor de R$ 258.396,16. Já seu concorrente petista, Maffei, afirma que “não tem bens”. Isso mesmo: não tem nadinha de bens. É, no mínimo, estranho que um prefeito não tenha sequer uma casa em seu nome. Nem um carro? Nem uma bicicleta?

Outro detalhe. O candidato do PT declarou que os gastos em sua campanha podem chegar a R$ 600 mil. Ulalá! É uma bela grana, hein. A pergunta é inevitável: de onde virá tanto dinheiro? Perguntem vocês mesmo, porque a mim ninguém responde.

E Erval? Bem, não sei os números que ele apresentou este ano, mas na última eleição foi de R$ 20 mil. Só isso? Pois é, Erval economizou muito e perdeu por R$ 150 votos, que na prática seriam 76. O PT, como sempre, não foi nem um pouco modesto na previsão de gastos: R$ 400 mil, contra R$ 150 mil de Cássia Angelieri e R$ 20 mil de Dito Mâncio.

A verba empenhada não é necessariamente a verba gasta. Mas as projeções dos números são um bom parâmetro para se aferir o potencial e disposição financeira de cada partido para chegar ou se manter no poder. Como dizem. “quem pode mais chora menos”, né não?!?

“Governo engorda receita de aliados”

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 22 Jul 2008 | sob: Política

Reportagem do Estadão de hoje, por Sônia Filgueiras e Sérgio Gobetti, de Brasília:

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva abriu o cofre para os aliados no ano das eleições municipais. Das 50 cidades que mais receberam transferências federais, a base aliada administra 43. Ao todo, o governo federal já liberou R$ 8,5 bilhões para convênios com Estados, municípios e entidades públicas e privadas desde o início do ano. Metade disso foi paga nos últimos 40 dias, com a proximidade do prazo final estipulado pela Lei Eleitoral para que o governo inicie obras.

A reportagem do Estado identificou os 935 municípios que receberam mais de R$ 800 mil neste primeiro semestre. O grupo soma R$ 2,7 bilhões em liberações. Destes, 81% dos recursos foram repassados para partidos da base aliada - o PT, que tem 7% dos prefeitos do País, abocanhou 23% das verbas, seguido por outra sigla governista, o PMDB, com 22% dos recursos liberados.

Ou seja, os prefeitos do PT e do PMDB, juntos, receberam 45% dos recursos liberados para todos os municípios pesquisados. Com o PSB e o PR na soma, essa conta sobe para 60%. Dos oposicionistas, o PSDB é o que teve a maior parcela de repasses, com 10%. Todos estes dados são oficiais e foram coletados pela assessoria do DEM no sistema eletrônico de registro dos gastos federais (o Siafi) e processados pelo Estado.

A Prefeitura de Salvador, com 2,8 milhões de habitantes e dirigida pelo candidato à reeleição João Henrique, do PMDB, é a maior beneficiária: R$ 99,3 milhões. A capital baiana recebeu R$ 75 milhões por obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), repassados pelo Ministério das Cidades. Do Ministério da Integração Nacional, comandado pelo peemedebista e também baiano Geddel Vieira Lima, recebeu outros R$ 5 milhões. Um dos convênios, assinado em 1º de julho, teve a primeira parcela, de R$ 2 milhões, liberada no mesmo dia.

A Lei Eleitoral proíbe que, até o final da eleição municipal, o governo federal transfira verbas para pagamento de obras que não tenham sido iniciadas até 4 de julho. Por isso a pressa dos ministérios em assinar papéis e fazer o primeiro pagamento ainda em junho ou início de julho.

Leia mais AQUI

Pensamentos e convicções

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 22 Jul 2008 | sob: Política

Mudei a “Pensata da Semana”, sempre ao lado direito, mas mantive o autor. Falarei mais sobre o assunto na minha coluna da próxima edição da Revista Viu! Aguardem! Ningue´m vai algemar meus pensamentos e minhas convicções!

“O direito achado na rua”

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 22 Jul 2008 | sob: Política

Sei que o blog é muito acessado pelos advogados da cidade. Uns, a maioria, em busca de informações e debate de opiniões; outros, tadinhos, atrás de alguma moedinha jogada na sarjeta. Dão uma “lustrada” nela e tentam vendê-la pelo valor de seus interesses pessoais e proselitistas. Por um lado ou por outro, segue abaixo artigo de Reinaldo Azevedo sobre um tema muito instigante e que vem ganhando campo nas universidades de Direito. Trata-se do “Direito Achado na Rua” A íntegra e outros artigos do Jornalista (com caixa alta mesmo) podem ser acessados no link da coluna do lado. Direito, é claro!

(…)
Notem bem: falo de um corrente, não de um clubinho. Não existe carteirinha de filiação a um “partido”, mas a comunhão de um conjunto de valores. Há pouco mais de um ano, expus a vocês o que é essa tal corrente: trata-se da teoria gramsciana aplicada ao direito — e, entendo, em vez de Justiça, ela opta pelo justiçamento. É um pouco longo, mas vale seguir o mapa de uma teoria que subverte o estado democrático e de direito sob o pretexto de fazer a Justiça chegar aos pobres. Acompanhem:
*
Tenho aqui em mãos uma preciosidade. Trata-se do que poderia ser definido como a carta de princípios de uma estrovenga chamada “O Direito Achado na Rua”. Foi publicado pela Editora UnB e elaborado pelo Núcleo de Estudos para a Paz e Direitos Humanos. Paz? Si vis pacem, para bellum, já ensinava adágio latino. Se queres a paz, prepara a guerra. E foi o que os valentes fizeram.
(…)
Mas que diabo é “O Direito Achado na Rua”? Trata-se de uma formulação teórica, que aspira a uma corrente, inspirada num troço chamado NAIR, pomposamente traduzido por “Nova Escola Jurídica Brasileira”, de que o grande mestre foi Roberto Lyra Filho (1926-1986). De tal maneira se encantou com a sua obra, que ficou conhecido no meio como “o homem da NAIR”, até que virasse simplesmente “o Nair”.

“O Direito Achado na Rua”, conforme é definido por seus adeptos, busca combater o que consideram o “legalismo”. Entenda-se por isso o conjunto das leis que aí estão, que estes bravos avaliam ser vincado pelas desigualdades de classe. Daí que se ocupem, na prática, de combater esse formalismo, digamos, classista em benefício de um “verdadeiro direito”, que seria aquele formulado pelas lutas sociais. Já contei isso aqui. Mas as crias da NAIR acharam que eu estava sendo simplista. De certo modo, é verdade. O conjunto da obra é bem pior do que eu imaginava.

A cartilha que tenho aqui dá o caminho das pedras. Lyra, por alcunha “o Nair”, não brincava em serviço. Informam-me, por exemplo, que era versado na obra de Gramsci, o pai do totalitarismo perfeito. Gramsci, como sabem, é o teórico comunista italiano que deu o caminho das pedras: forneceu o instrumental teórico para que a esquerda açambarcasse as instituições da “sociedade burguesa” e as usassem a serviço de sua causa.

“O Nair” era um verdadeiro guru, um mestre. Num texto de sua autoria, que está no manual, ele ensina como devem agir seus gafanhotos. Reproduzo um trecho para que continuemos. Vejam como ele se dirige ao jovem estudante de direito:

“Vocês devem, inclusive, aproveitar as lições de seus mestres conservadores. Se o ceguinho remói as suas fontes, se o catedr’áulico (SIC) irrita com a arrogância do cortesão, se o nefelibata dá sono com os seus discursos, onde há pérolas de erudição sem um fio que as reúna em colar de verdadeira cultura — todos eles, sem querer, trazem milho para o nosso moinho.
A questão é não comer o milho (não somos galinhas agachadas diante dos falos de terreiro pedagógico) e, sim, ‘moer’ o milho, isto é, constituir com ele o nosso ‘fubá dialético, acrescido com outras matérias que os ceguinhos catred’áulicos e nefelibatas ou não conhecem ou deturpam, e, em todo caso, não usam porque eles são do Planalto, e nós somos da planície, democrática, popular, conscientizada e libertadora”

(…)
Observem que “o Nair” fala a agentes subversivos, que devem aproveitar o “milho dos conservadores” para produzir o “fubá dialético”. Atentem também para a elegância revolucionária da linguagem e para o estímulo ao que não passa de delinqüência intelectual contestadora. “O Nair”, vê-se, gostava mesmo de jovens topetudos, ousados, malcriados quem sabe… Não estranho que tanto garotão que mal saiu dos cueiros, que mal sabe articular a inculta e bela, se atreva a dar lições de direito, de moral, de ética e, por que não?, de censura. Devem achar que chegou a hora de a gente passar pelo teste do fubá dialético.

Doutor Nair falava também umas coisas um tanto estranhas — e, às vezes, fica parecendo que o público-alvo de sua revolução eram só os rapazolas. Num outro momento de seu artigo, depois de desancar o direito, digamos, tradicional, ele escreve: “Não à toa, o ‘direito’ que se adapta a esse esquema, dito apolítico (isto é, político de direita) só pode ser um “direito” examinado segundo a teoria ‘jurídica’ de um positivismo (capado) ou de um jusnaturalismo (brocha)”. Eu, hein, Rosa… “A direita”, como vêem, apanhava demais, coitadinha. E urgia não ser capado (ah, tudo menos isso!) nem brocha (uma decepção, certo?). Era um homem maduro falando aos jovens, era o Sócrates do “direito achado na rua”. Os partidários dessa corrente, nem capada nem brocha, hoje se dizem muito preocupados com as criancinhas.

E onde ele queria chegar? Ele responde: “Dialeticamente, direi que política é tornar ‘possível’ o ‘impossível’, isto é, o objetivo final de toda ação, mediante a ‘evolução revolucionária’, constituída por sucessivas aproximações, que pressionam e dilatam as barreiras da reação e do conservantismo, com vista à transformação do mundo e não à adaptação ao mundo da dominação instituída”. Trata-se de um pastiche gramsciano, com intenção muito clara. A receita acima, que já usei para convencer algumas moças a ceder aos meus encantos (“Que isso… Temos de romper barreiras etc e tal”), aplicada ao direito, resulta num esforço sistemático e continuado de subversão da ordem.

Sim, este blog tem muitos correspondentes na Universidade de Brasília. Eles me informam que esse negócio se espalhou por lá feito PRAGA — sem deixar de ser uma CHAGA —, especialmente no curso de Direito, que teria se tornando um samba de uma nota só. Ora, compreende-se por quê: Seu Nair julgava que seu pensamento — e a doutrina que ensinava a seus rapazes — não era uma entre várias leituras; não era uma entre várias interpretações; não era uma entre várias possibilidades. Não! Ele tinha grandes ambições revolucionárias: como todo revolucionário, via-se como a própria encarnação da evolução. Ele defendia “a verdadeira cultura” — os outros tinham apenas pérolas esparsas de erudição. Aqueles que não se alinhavam com seu pensamento eram “catedr’áulicos, nefelibatas”. O livro tem 156 páginas e é um verdadeiro show de horrores. Mas, acreditem, nele está a explicação de boa parte dos descalabros que vivenciamos.

Formalização
O que a turma do Seu Nair — na verdade, toda a tal escola jurídica — faz é tentar dar uma expressão legal (!?) à subversão da ordem e à transgressão da lei. Muito “dileticamente”, como diria o mestre… Já falei dessa gente aqui e lhes pedi que pensassem, por exemplo, na invasão da Reitoria da USP. Ilegal? E daí? O manual que tenho aqui me diz que ela pode ser legítima. E, se é assim, a legalidade que se dane. Direitos individuais estão sendo desrespeitados? Calma lá: “individuais” de quem? É perfeitamente possível concluir que existe um direito coletivo à greve, que àquele se sobrepõe. Assim como os interesses dos invasores do MST fundam uma nova demanda de direito que se sobrepõe ao da propriedade. Quem, na imprensa, passou a mão na cabeça dos comuno-fascistinhas da reitoria está endossando isso: a formalização da barbárie

Olhem lá para a Venezuela. O tiranete fechou um canal de televisão, ameaça um outro e mandou prender o oposicionista que liderou os protestos. Chávez fez tudo isso com o direito que foi encontrando na rua, aniquilando a ordem legal “tradicional”, “catedr’áulica”, “conservadora”, de “direita” e impondo a “evolução revolucionária”. Na aparência, agiu segundo o mais estrito formalismo. Porque essa gente também sabe enganar, não é? Vai moendo o milho para produzir o seu “fubá dialético”. Não é outra coisa que o PT tem feito desde que chegou ao poder: submeter as instituições a uma pressão que “dilata as barreiras da reação”.
(…)
Não achamos a democracia na sarjeta.

Por que precisamos mudar

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 20 Jul 2008 | sob: Política

Fiz uma entrevista muito proveitosa com o escritor e especialista em cavalos de corrida Renato Gameiro, que mora e trabalha nos Estado Unidos. O conteúdo será utilizado apenas na próxima edição da Horse, em setembro. Para os meus leitores, porém, um aperitivo desse, como ele mesmo gosta de se definir, albatroz do turfe brasileiro. Só para reforçar o que disse alguns posts abaixo, que a PO-LÍ-TI-CA está presente em todos os atos de nossa vida:

É possível resgatar o glamour do turfe nas grandes metrópoles brasileiras?

Tudo é possível quando existe interesse em mudar e gente a fim de arregaçar as mangas. O Brasil é um país em que as pessoas se elegem em troca de bolsa família, cestas básicas e bicas em favelas. Em clubes turfísticos, por uma melhor piscina, luz nas quadras de tênis e uma baixa manutenção para as mesmas diretorias se eternizam. Desculpe, mas não é assim que as coisas mudam. Somos o único país em que não existem cadáveres em nossas revoluções. Do grito do Ipiranga ao rugido da máquina militar em 64, nos adaptamos, nunca mudamos. Quanto ao glamour. Este se foi. Mas pode voltar, pois, de uma coisa o Brasil pode se gabar: temos charme e gente bonita.

O ovo, a galinha e a …Toyota

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 15 Jul 2008 | sob: Política

Antes de ler o que segue abaixo, vejam o que escrevi em 28 de janeiro de 2008 AQUI.

Nova fábrica da Toyota será em Sorocaba; investimento chega a US$ 700 milhões

BRASÍLIA (Reuters). Por Fernando Exman - A japonesa Toyota vai investir até US$ 700 milhões em uma nova fábrica de automóveis no país a ser instalada em Sorocaba, interior de São Paulo.

O anúncio foi feito pelo presidente da montadora no Mercosul, Shozo Haseb, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Planalto, nesta terça-feira.

O valor do investimento foi estimado pelo ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, que acompanhou a audiência, em US$ 600 milhões a US$ 700 milhões.

A fábrica produzirá um modelo de tamanho pequeno para os mercados doméstico e externo. A Toyota, que completou 50 anos de presença no Brasil este ano, já tem uma fábrica de veículos no país, inaugurada em 1998 em Indaiatuba (SP), onde produz o sedã Corolla. A empresa também possui uma unidade industrial em São Bernardo do Campo, região metropolitana de São Paulo. A empresa tem cerca 3.200 funcionários no país.

COMENTO - Viram só? Tudo está “porvir”. Mas não veio. É melhor não contar com o ovo antes da galinha. Cá estou eu, agora tendo que explicar até as piadas…

Porto Feliz, “terra do chorinho”

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 14 Jul 2008 | sob: Política

O Chora Porto, evento organziado pela Revista Viu! há cinco anos, foi tema de destaque da Revista de Sábado da TVTEM, no sábado retrasado, dia 5. A reportagem abriu a matéria chamando Porto Feliz de “Terra do Choro”. Muito bacana. Isso mostra que é possível fazer alguma coisa pela cidade sem necessariamente precisar de “verbas públicas”. Vejama matéria AQUI

Gerúndio:10 mil reais por citação?

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 14 Jul 2008 | sob: Política

Mesmo com minhas sucessivas ausências, a audiência do blog vem crescendo a cada dia. A estatística mostra que passamos a casa das 105 mil visitas e caminhamos em ritmo galopante. Deve ser por isso que querem tirar o blog do ar. Tô me sentindo aquele elefantinho, que incomoda muita gente. E nem dieta adianta.

Vejam só, soube agora que Maffei, naquela nova ação judicial, pediu ao juiz que eu pagasse uma multa de 10 mil reais para cada vez citasse a expressão “Seu Gerúndio”. Poxa, se o Gerúndio está tão valorizado assim, quanto será que custa o Particípio? Imagino que seja bem mais caro. Fazer humor tá ficando caro com essa turma do PT.

Ainda não tenho detalhes da ação, mas, pelo que soube, o juiz chegou a pedir que a advogada de Maffei, Ana Maria Bello, colocasse “verbo” na oração para que ele pudesse entender o que ela de fato estava pedindo. Bem, de fato, gramática não é um critério que Seu Gerúndio avalia para escolher seus advogados.

Mas por que estou comentando isso? Porque a ação é pública, os temas são públicos e vocês, cidadãos, merecem saber. É o mínimo que posso fazer, graças ao Estado Democrático de Direito, muito bem resguardado pelas autoridades magistradas de nossa cidade. Volto depois com detalhes de mais essa peça “literária” que corre no fórum local e as belas palavras de Sua Excelência Jorge Panserini, que deu uma aula de democracia ao rejeitar o pedido de liminar da causídica de meu algoz.

“TEATRO DO ABSURDO”

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 10 Jul 2008 | sob: Política

Tenho novidades muito interessantes. Antes, porém, vejam este artigo do blog do Reinaldo Azevedo. Volto mais tarde, em outros posts:

Devemos, sim, ficar preocupados. O teatro do absurdo está aí, diante de todos. Porque Dantas, Pitta e Nahas são quem são, querem aproveitar a sua péssima reputação para avançar sobre direitos coletivos. Sob o pretexto de fazer justiça com “ricos impunes”, começa-se a achar razoável avançar nos direitos constitucionais.

Ah, dou vivas! Tomara que PF e promotores consigam reunir as provas e meter todo mundo na cadeia. Ora, se Dantas queria comprar um policial, motivos para temer ele deve ter. Que se dane! Que se dantas! O meu papo é outro. Não é com ele. Ele não é meu interlocutor.

INQUÉRITO – É uma piada funesta que jornalistas tenham obtido a cópia do inquérito antes dos advogados dos acusados. Você acha bom, leitor amigo? Tem certeza de que está livre desse risco? Eu seria mais prudente: se fazem isso com um bilionário, imaginem o que não fariam com a gente — nós, a turma do tostão? Francenildo que o diga.

PROTÓGENES, ANDRÉA E TRALLI – Protógenes, o que queria prender a jornalista Andréa Michael, e o Menino da Procuradoria da poesia de Nassif (ver acima), que queria um mandado de busca e apreensão na casa da moça, não viram nada de errado em uma equipe da Globo filmar a operação??? Quem vazou a informação para César Tralli? NÃO! EU NÃO QUERO SABER. Eu defendo o direito de a Globo estar lá e filmar tudo. Com defendo o direto de Andréa fazer suas reportagens. O sigilo da fonte é uma prerrogativa constitucional. O que não pode é o delegado Protógenes querer prender uma e ficar se exibindo para o outro. Tanto Andréa como Tralli tiveram acesso a vazamentos, certo? Ou o vazamento dele é bom, e o dela, mau? Protógenes, um dos “mansos” de Nassif, virou juiz do que o jornalismo pode e do que ele não pode fazer?

BARBAS DE MOLHO – Fiquemos atentos. Sei de fonte certa que há juízes por aí sinceramente empenhados em “disciplinar” a mídia, que eles consideram excessivamente livre, entenderam? Notem que não são assim tão raros no país os despachos de primeira instância que simplesmente impedem a publicação de uma matéria — como se houvesse censura prévia no país. Há magistrados que acreditam mesmo que é preciso “pôr limites na mídia”, conforme pede o jornalismo petista, que quer fazer um Pravda para o partido.

A política em nossas vidas. E na morte de nossos filhos!

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 08 Jul 2008 | sob: Política

Agradeço a solidariedade de amigos e leitores sobre o ocorrido em minha empresa (veja abaixo). Para mim, essas manifestações têm muito valor e servem de incentivo para continuarmos nossa luta. Muita gente, aliás, tem me perguntado se o ocorrido, principalmente da forma inusitada como aconteceu, tem a ver com a política. Não me sinto à vontade para fazer comentário sobre um episódio de cunho pessoal. Não obstante, creio que temos exemplos mais relevantes para tal reflexão. Refiro-me ao caso do fuzilamento do menino João Roberto Soares, por PMs do Rio de Janeiro. Se já tínhamos motivos de sobra para nos indignar com a escalada da bandidagem, agora já nos sobram razões para nos preocuparmos, também, com aqueles que, ao invés de nos proteger, matam os nossos filhos.

Foram dois casos absurdos em curto intervalo de tempo. Quinze dias atrás, foi o segurança de uma promotora que atirou em um rapaz de 18 anos. Ontem, a ação inimaginável de dois policiais que fuzilaram – pasmem – o carro de uma advogada com seus dois filhos, matando um menino de 4 anos com um tiro na cabeça.

Assisti à reportagem apenas nesta manhã e não contive as lágrimas. Poderia ser meu filho, claro. Poderia ser o seu. Na verdade, estamos todos à mercê de bandidos inescrupulosos e policiais despreparados. Estamos jogados à sorte!

Mas voltemos à questão do primeiro parágrafo: o que a política tem a ver com isso. Absolutamente tudo, meus caros.
A bala que atingiu a cabeça do jovem João, de apenas quatro anos, saiu das armas entregues pelo Estado a dois policiais militares despreparados. O Estado que deveria nos proteger, mata os nossos filhos. A bala, meus caros, é apenas o fim da trajetória de um processo que está muito mais próximo de nós do que imaginamos. Está bem na frente da indiferença com que se tratam questões de extrema importância, como, por exemplo, a PO-LÍ-TI-CA!

E é na política que se estabelecem as prioridades de um governo. São por meio de ações PO-LÍ-TI-CAS que os governos deixam de investir no que é preciso, para atender interesses partidários e pessoais. Assim, criam-se dezenas de empregos para amigos e correligionários, e o investimento em segurança, saúde, educação, entre outras questões de relevância, são deixadas a segundo, terceiro ou último plano.
São em decisões de PO-LÍ-TI-CAS, por exemplo, que um governo prioriza gastar milhões em uma TV Pública sem audiência, em detrimento dos investimentos em PO-LÍ-TI-CAS públicas para oferecer mais segurança à população, como, por exemplo, preparando melhor os policiais que recebem armas do Estado.

Obviamente que a segurança não é a única questão. Vejam a situação da Saúde Pública, onde diariamente seres humanos vivem agonizando nos corredores de hospitais em todos os cantos do país. Mas o que isso representa para aqueles que podem pagar o seu “plano de saúde”? Representa a mesma indiferença com a qual algumas pessoas de boa formação se dispõem a pagar uma Taxa de Bombeiro porque, para elas, R$ 20 a mais ou a menos não fazem diferença. “É o preço de uma pizza”, ora bolas! Para esses “cidadãos”, pouco importa se isso é obrigação do Estado. Pouco importa se o governo sabe ou não estabelecer suas prioridades. A questão é reduzida ao individualismo do que “eu posso”.

De pizza em pizza chegamos aonde estamos. Pouco importa se o governo gasta dinheiro e estrutura pública para produzir dossiês contra seus adversários partidários; pouco importa se um ministro faz uso de seu cargo para invadir o sigilo bancário de um simples caseiro; pouco importa se o “cumpadre” do maior mandatário do País usou de sua influência para direcionar a venda de uma das maiores empresas estatais…

A indiferença com que boa parte da população encara a PO-LÍ-TI-CA tem conseqüências trágicas. “Mas sempre foi assim”, pode interpelar algum incauto. Negativo. Nunca foi e nem ficará assim. Nada é eterno. Poderá, sim, ficar muito pior. A inépcia e o conformismo nada mais são do que o caminho mais curto para a barbárie. É o ponto de partida do projétil que acabou com a vida do pobre João e feriu o coração de toda uma nação! É dor sem subterfúgio. É o fim!

Esclarecimento público

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 06 Jul 2008 | sob: Política

Como prometi, segue abaixo o comunicado que publicamos na Tribuna neste fim de semana:

Prezados clientes e amigos,

Na manhã do dia 26 de junho, a equipe de funcionários do AUTO POSTO MASTROBUONO LTDA foi surpreendida com uma operação de retirada de equipamentos (tanques subterrâneos e bombas de combustíveis) do imóvel do qual somos locatários há mais de 15 anos. A ação respaldava-se em uma medida liminar, expedida pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, em razão de uma ação judicial movida pela BR Distribuidora contra Cooperativa dos Plantadores de Cana da Região de Capivarí Ltda, proprietária do imóvel.

Estranha-nos que tudo tenha ocorrido sem que nós, responsáveis pela administração do posto, sequer fôssemos informados da liminar. Por esse motivo, entendemos que a ação foi realizada de forma arbitrária, truculenta e sem nenhum direito à defesa, já que éramos parte diretamente interessada.

Como se não bastasse todo o prejuízo material, uma onda de boatos falsos ganhou as ruas da cidade, depreciando a imagem que nossa empresa construiu, arduamente, ao longo de mais de 15 anos de trabalho honesto. Por essa razão e em respeito à dedicação de nossos funcionários e à confiança de nossos clientes, sentimo-nos no dever de prestar alguns esclarecimentos:

► A retirada do tanques e bombas do posto se deve exclusivamente a um litígio civil administrativo entre a BR Distribuidora (Petrobrás) e a Cooperativa dos Plantadores de Cana da Região de Capivari Ltda, SEM NENHUMA conotação sobre a qualidade do combustíveis ali comercializados.

► O ocorrido NÃO TEM nenhuma implicância de origem contábil ou fiscal, uma vez que todas as entradas e saídas de produtos seguem rigidamente as regras vigentes.

► Em mais de 15 anos no controle administrativo do imóvel, o Auto Posto Mastrobuono Ltda NUNCA sofreu NENHUM tipo de autuação sobre a qualidade de seus produtos, calibragem de suas bombas ou qualquer outro tipo de irregularidade que prejudicasse seus consumidores-clientes.

► Os produtos e serviços oferecidos por nossa empresa estão de acordo com as normas estabelecidas pela ANP (Agência Nacional do Petróleo), sem nenhum tipo de ressalva.

►A ação truculenta ocorrida em nossa empresa NADA tem a ver com questões de ordem ambiental com a CETESB, cujo processo de análise de solo para adequação está em fase conclusiva.

Diante do exposto, reafirmamos nossa perplexidade com a ação devastadora da BR Distribuidora, que investiu dinheiro público para “eliminar” de forma truculenta a fonte de sustento de mais de uma dezena de famílias de trabalhadores brasileiras, retirando tanques que, uma vez removidos, nada mais são do que SUCATA. Mas, afinal, por que tudo isso? Por que dessa forma? O que a nossa gigante estatal ganhou com a retirada dos tanques, a não ser o prejuízo que deixou a todos que ali TRABALHAVAM honestamente? Quais os interesses que, de fato, moveram toda essa brutalidade, se nem os fraudadores recebem tal tratamento?

Há, de fato, uma série de questões nebulosas que precisam ser esclarecidas. Não obstante, o prejuízo material e moral já está deflagrado, atingindo nossa empresa e toda equipe de abnegados funcionários, alguns com mais de 10 anos de casa.

É em respeito a eles e à confiança de nossos clientes que vimos a público prestar esse esclarecimento. O Auto Posto Mastrobuono é muito mais que uma empresa; é parte da história de minha e de várias famílias. E elas merecem respeito!

Marcelo Mastrobuono,
sócio-proprietário do Auto Posto Mastrobuono Ltda

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