Maio 2008
Arquivo Mensal
Arquivo Mensal
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 29 Mai 2008 | sob: Política
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 28 Mai 2008 | sob: Política
Artigo de Ricardo Noblat:
Lula voltou a se queixar da imprensa, como de hábito. Há pouco, durante a solenidade de posse do novo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse que a imprensa não conferiu destaque ao lançamento do Programa Amazônia Sustentável.
Esse é um velho truque que Lula sabe usar como poucos. Ele fala mal da imprensa. E a imprensa publica o que ele diz. Como ele se diz vítima dela em várias ocasiões, a imprensa registra tudo o que ele diz - de pertinente, de relevante, de bobagens, de estupidez.
E por que procede assim?
Primeiro por um conceito equivocado do que seja notícia. Ela acha que é notícia tudo o que o presidente da República fala, seja qual for o presidente. Segundo porque ela se sente acuada por Lula. E para que não digam que o trata mal, divulga qualquer coisa que ele diga.
Como Lula faz discursos diários, ninguém mais do que ele ocupa as manchetes dos jornais e o espaço nobre dos noticiários do rádio e da televisão.
Em 1994, quando dirigia a redação do Correio Braziliense, encomendei a dois editores uma entrevista exclusiva com o então presidente da República Itamar Franco. Depois joguei a entrevista no lixo. Ali nao havia nada de importante. Nada. Só clichês, lugares comuns, bla-bla-blá.
Lula deveria ser grato à imprensa por seu comportamento burocrático e assustado
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 28 Mai 2008 | sob: Política
Bem que me avisaram, mas sou teimoso… Pegaram déi real de cada pra servir Crystal e refrigerante pet sem gelo? No fim a dor de cabeça saiu cara demais.
Bom, de verdade, foi rever a tchurma. Ganha um sorvete da Klasmel quem adivinhar quem estava lá. Eu ajudo, vai. Afinal, tá cheio de gente nova na política petista.
Um dos novatos, por exemplo, era o Genésio Ventura. Sangue novo na política da Maniçoba. Essa figura de traços tão nativos merece uma chance, minha gente. É preciso acreditar que, depois de tantos anos, ele realmente possa contribuir para o desenvolvcimento de nossa cidade. Ele tem toda a credibilidade do mundo apra colocar Porto Feliz nos trilhos…
Ah, outra figura singular da administração pública: Dr. Rei, o imperado jurídico do município. O homem que ficou quatro anos recebendo pensão ilegal e quando todos imaginavam que fosse se dar mal tornou-se, acreditem!, procurador-por-nomeação da Maniçoba. Uma ótima razão para todos os conterrâneos sentirem orgulho de sua cidade.
Outro nome bastante novo, com a cara da Maniçoba: Lelo Tuani. Profissão: ex-vereador ad infinitum. Mas o que ele precisa, de verdade, é outra chance. Lelo é o tipo de pessoa que não envelhece. Suas idéias permanecem atuais, como a cor de seus cabelos. Nenhuma figura pública da cidade consegue reunir todas as qualidades que ele representa. É o protótipo do passado, do presente e do futuro político da Maniçoca.
Imaginem só o que um debate entre ele, Genésio e Vartão de Lara e Seu Gerúndio pode contribuir para as futuras gerações. Ôpa, sem deixar de lado o extraordinário cantante Bob Nando. Aliás, também estava lá, claro, proporcionando uma excepcional música ambiente.
Ou seja, a festa ficou assim: Cerveja Crystal, refrigerante pet (sem gelo) e a música de Bob Cantando Cesar ao fundo.
Precisa dizer mais alguma coisa? Ah, precisa sim: parabéns pra você…
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 27 Mai 2008 | sob: Política
Gente, vou ter de me ausentar. De novo. Vou à festa de aniversário do Seu Gerúndio. Para quem entrou no Engenhão, o Centro Comunitário da Maniçoba é fichinha. Além do mais, tenho convite. Paguei por ele. Ou melhor, pagaram pra mim. Vejam o que diz lá: aniversário do PREFEITO. Déi real!
Vai ficar lotado. Depois que assumiu a prefeitura, Seu Gerúndio fez muitos amigos. É natural! O Lula não confirmou presença, mas quem sabe, né? Castagnaro também não sabe se vem. Everallllldo, o obreiro, já prometeu que vai ajudar a apagar as velinhas. Nada mais justo!
Eu estarei lá, disfarçado, é claro. Arrumei uma barba postiça e um óculos de armação pretinha, para parecer um intelectual de esquerda. Espero encontrar o meu amigo João Boca de Irochima. Autos papos (assim mesmo, com “u”).
Esta semana tem outra festa. Desta vez em prol da Santa Casa. Viram só? A entidade está sob intervenção da Prefeitura, mas continua sem dinheiro. Vamos lá, minha gente. Afinal, quem é que vai pagar o salário de R$ 16 mil do interventor?
Sua presença é importante, cumpanhero!

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 27 Mai 2008 | sob: Política
Poxa, desta vez meu sumiço foi além da conta. Lamento muito, mas tenho meus motivos. O que era para ser uma grande história, acabou com certa frustração. Vocês vão entender o por quê.
Terça-feira da semana passada, fiz um viagem de trabalho ao Rio e aproveitei a viagem para ir ao Engenhão, o estádio construído para o Pan-americano e cedido ao Botafogo. O que fui fazer lá? Oras, ver o meu glorioso Timão!
Foi uma verdadeira aventura. Fiquei hospedado em Copacabana e já tinha acertado com o meu anfitrião, Robenilson Fernandes (eu o chamava de Fernando) para irmos ao estádio, que fica no bairro do Engenho Velho. Claro que eu não fazia a menor idéia de como chegar lá, mas Robenilson me garantiu que era “fácil” de ir de metrô. Pois bem, é tudo o que eu queria: um passeio pelo Rio de metrô, ônibus ou qualquer coisa que não fosse taxi.
Meu guia, porém, acabou se atrasando. Quando chegou, resolvemos pegar um…taxi, só para não frustar as minhas expectativas. As coisas não começaram bem…
Chegamos ao estádio com mais de 20 minutos após o jogo ter começado. Ainda do lado de fora, ouvia a torcida do Corinthians, com seus cantos tradicionais. Logo imaginei: será uma nova invasão corintiana?
Andava de um lado para outro à procura de um portão. Foi uma dificuldade danada e já me preparava para a frustração maior: voltar para casa sem assistir ao jogo.
Em uma das entradas, nos deixaram passar. Quando nos demos conta, estávamos dentro do estádio. Ou melhor, dentro do campo. Isso mesmo, fomos parar (não me perguntem como) dentro do campo, ao lado da âmbulância, policiais, repórteres etc. Esse é o nosso Rio de Janeiro. Se dificultam por um lado, facilitam de outro. No fim, tudo dá certo.
Nem tanto. A sensação de assistir ao jogo no mesmo nível dos atletas tem lá suas vantagens e, principalmente, desvantagens. No meu caso, muito mais desvantagens. Primeiro porque você não pode ter comportamento de torcedor. Tem de ficar na miúda. O principal, no entanto, é a falta de visibilidade. Lembrei-me da época do Esporte Clube União, quando ficávamos dependurados no alambrado, atrás do gol. Que alegria. Que sufoco! Quase sempre não se vi nada.
Bem, voltemos ao Engenhão. O resultado do jogo vocês já sabem. Claro que fiquei decepcionadíssimo com a arbitragem, que usou dois critérios para os cartões amarelos e acabou por deixar meu time sem quatro titulares para o embate derradeiro de amanhã, no Morumbi. Até lá debaixo dava para perceber.
Quando acabou o jogo, fiquei mais de uma hora esperando o buzão. Táxi?, nem pensar! Queria mesmo conhecer o dia-a-dia do carioca torcedor.
Voltamos para o Hotel sem maiores problemas. Era mais de uma hora da matina e as ruas ainda fervilhavam de gente nos bares, em plena terça-feira. Que maravilha!
Fui dormir já na expectativa de meus compromissos do dia seguinte. Tinha duas reuniões pela manhã e, ao meio dia, uma viagem ao Complexo da Rocinha, de Van. Lá estava eu e meu guia, Robenilson, neto de um dos capangas de Lampião. Mas essa eu conto amanhã. Tomara que sobre um tempinho! Inté!
Agora vou na festa! Tô atrasado. Vejam o post acima. hehehehe!
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 26 Mai 2008 | sob: Política
Sabem aquele joguinho de revistas infantis, no qual você vai ligando os pontos até formar a figura. Segue abaixo mais um capítulo da história que pretendo contar em breve. É simples. Por Fernanda Odilla, Rnier Bragon e Letícia Sander, na Folha de hoje:
Parte das 20 empresas que mais doaram dinheiro ao PT em 2007 recebeu no segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pagamentos do governo federal que totalizam ao menos 54 vezes o valor repassado ao partido. A contabilidade do PT entregue no último dia 30 ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) registra R$ 8,7 milhões em doações feitas por 20 empresas em 2007, metade desse valor oriundo de empreiteiras ou empresas de construção civil.
Consulta ao Portal da Transparência do governo federal mostra que 8 das 20 doadoras receberam do governo, diretamente ou por meio de empresas do mesmo grupo, um total de pelo menos R$ 473 milhões em 2007 e 2008. A empreiteira Andrade Gutierrez foi a maior doadora do PT em 2007, com R$ 1,5 milhão. Do Portal da Transparência, ela consta como beneficiária de R$ 45 milhões desde 2007.
O valor obtido no portal é subestimado, já que não abrange possíveis subsidiárias não detectadas pela reportagem e pagamentos feitos pelas estatais, que não são abrangidas pelo portal do governo. Assinante da Folha leia mais em: Governo paga a empresas 54 vezes o que doaram ao PT
Doadoras do PSDB obtêm contratos de R$ 3,4 bilhões. Andrade Gutierrez e Odebrecht ganharam licitações em Minas Gerais e São Paulo
As duas principais doadoras de recursos ao PSDB nacional em 2007, as construtoras Andrade Gutierrez e CBPO Engenharia (empresas do Grupo Odebrecht), mantêm contratos que ultrapassam R$ 3,4 bilhões com os governos de Minas e São Paulo, os dois Estados de maior orçamento administrados pelo PSDB.
Em Minas Gerais, as empresas fecharam contratos com o governo do tucano Aécio Neves que, somados, superam o montante de R$ 1,35 bilhão. Em São Paulo, as construtoras participam de duas obras prioritárias para o governo de José Serra -o Rodoanel e a Linha 4 do Metrô-, respondendo por contratos que, juntos, passam de R$ 2,1 bilhões. O total de contratos é de R$ 2,3 bilhões.
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 26 Mai 2008 | sob: Política
Poxa, o cara (eu, lógico) sumiu e agora volta com mais essa. Tá chovendo no molhado. Por Leonardo Souza e Ranier Bragon, na Folha.:
O PT bancou, com recursos públicos do fundo partidário, taxas condominiais de uma cobertura usada por familiares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em São Bernardo do Campo. O imóvel, de número 121, é no mesmo andar e fica de frente para a cobertura 122, comprada por Lula em 1996, no condomínio Hill House.
Em análise da prestação de contas do PT de 2006, ano de reeleição do presidente Lula, a equipe técnica do Tribunal Superior Eleitoral constatou que o PT gastou R$ 4.536,70 com taxas de condomínio do apartamento 121, “não justificado pelo partido a utilização e finalidade em área residencial”. O partido arcou com despesas desse apartamento desde 2003.
Três anos depois da revelação do chamado “caso Okamotto”, em que o hoje presidente do Sebrae, o petista Paulo Okamotto, assumiu a paternidade do pagamento de uma dívida de R$ 29,4 mil de Lula, uma vez mais despesas relacionadas à vida privada do presidente são bancadas por terceiros -desta vez diretamente pelo PT.
A lei (9.096/95) que rege o funcionamento dos partidos políticos não permite a utilização do fundo partidário -dinheiro público repassado mensalmente aos partidos- para custear despesas de caráter pessoal dos dirigentes das legendas.
Por causa dessa e de outras observações, os técnicos sugeriram a rejeição das contas do PT de 2006, o que pode resultar na suspensão do repasse do fundo ao partido. A previsão em 2008 é que o PT receba cerca de R$ 28 milhões dos cofres públicos.
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 20 Mai 2008 | sob: Política
Oi gente, devo-lhes desculpas pelo sumiço! Estou envolvidos em com o fechamento de duas Horses e com uma apuração que vai arrepiar o cabelo de muita gente. Se é que alguém ainda se espanta com que a choldra é capaz de fazer. Em breve, muito breve, vocês ficam sabendo.
A esperteza, também chamada de expertise, é uma coisa impressionante. Tudo para favorecer a tchurma da patota. E ainda tem gente pensando com a “massa asfáltica”, enquanto a dinheirama como por baixo… Aguardem!
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 14 Mai 2008 | sob: Política
Viram o post abaixo? Pois é, minha gente, esse pessoal do sindicalismo levou todo o know how para as ONGs, que o jornalista Reinaldo Azevedo chama muito oportunamente de ONGG (Organização Não-Governamental Governamental). Faz todo o sentindo! Elas deveriam ocupar o chamado Terceiro Setor (o primeiro seria o PÚBLICO e o segundo o PRIVADO), mas viraram apêndices de órgãos governamentais, geralmente lotadas de gente ligada ao governo ou órfãos do sindicalismo dos anos 70/80.
Pensa que na Maniçoba é diferente? É não, meu caros! Aqui também tem Oscip (uma variação de ONG) que vive às custas de verbas públicas. E adivinhem que é o presidente? Um ex-assessor de Saúde do…tcham tcham tcham tcham… Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, senhor Francisco Carlos Bernal!
É isso mesmo, camaradas! Como ele veio parar aqui? Ah, perguntem pro pessoal do PT. Aproveitem para questionar por que a verba destinada ao Programa Saúde da Família (PSF) subiu de R$ 2 milhões para mais de R$ 4 milhões anuais. Será que os serviços melhoraram tanto assim?
Depois volto com mais novidades sobre a ligação da tal Oscip que hoje recebe milhões dos recursos públicos da Maniçoba e o… PT.
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 14 Mai 2008 | sob: Política
Vejam só a quantas anda a tchurma do sindicalismo-petista. Por Fausto Macedo, no Estadão:
A Justiça Federal decretou a quebra do sigilo bancário e fiscal do lobista João Pedro de Moura, amigo e ex-assessor do deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força, e de duas organizações não-governamentais (ONGs) que teriam sido beneficiadas com R$ 119,5 mil repassados por integrantes do grupo acusado de desvio de recursos do BNDES.
Uma das ONGs é a Meu Guri, presidida por Elza Pereira, mulher de Paulinho. A outra é a Luta e Solidariedade que, segundo a Polícia Federal, é presidida por Eleno Bezerra, vice-presidente da Força Sindical e braço direito de Paulinho.
A Meu Guri recebeu R$ 37,5 mil de Moura, de acordo com registro bancário de 1º de abril. A Luta e Solidariedade captou R$ 82 mil, depositados por Marcos Mantovani, consultor do esquema BNDES que a Operação Santa Tereza desmascarou.
A PF está convencida de que as duas ONGs foram usadas pelo esquema BNDES para fazer o fluxo do dinheiro tomado a título de financiamento.
A quebra de sigilo foi ordenada pelo juiz Marcio Ferro Catapani, da 2ª Vara Criminal Federal de São Paulo. A pesquisa compreende os últimos cinco anos e atinge também Mantovani e sua empresa, a Progus Consultoria e Assessoria.
Foi decretada ainda a abertura dos dados da Termaq Escavações, da WE Original - boate que seria reduto do esquema - e de seu proprietário, Manuel Fernandes de Bastos Filho, o Maneco, que está foragido. Foi quebrado o sigilo fiscal do advogado Ricardo Tosto.
Ontem, o Tribunal Regional Federal (TRF) abriu inquérito contra o prefeito de Praia Grande, Alberto Mourão (PSDB). O caso foi distribuído para o desembargador Fábio Priteto.
Leia mais no site do Estadão.
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 14 Mai 2008 | sob: Política
Está todo mundo querendo saber se deve ou não recolher a taxa de bombeiros. A presidente da Ordem dos Advogados do Brasil de Porto Feliz, Helcimara da Silva, já se manifestou, por meio de reportagem da Revista Viu!, que pretendia entrar com uma ação de inconstitucionalidade. Ocorre que a medida deveria ser impetrada, após análise, pelo respectivo conselho da entidade, que até agora não o fez.
Enquanto aguarda a decisão, ela encaminhou o seguinte comunicado aos advogados interessados no assunto. Vejam, volto depois:
Prezados colegas,
Venho por meio desta, prestar alguns esclarecimentos aos nobres colegas relativamente a Ação Direta de Inconstitucionalidade solicitada por esta Subsecção à Seccional Paulista contra Lei Municipal que criou a taxa de bombeiros.
Conforme determina o procedimento, foi remetida a Comissão de Direito Tributário da Seccional todo o material necessário para análise da possibilidade de ingresso da ação. Esse material, além da Lei Municipal, incluía jurisprudência com as decisões favoráveis, mas, sobretudo, com atenção especial à decisão do STF sobre a lei de igual teor do município de Bauru.
Isto porque, em recente decisão daquele órgão (28 de fevereiro de 2008) a ADIn proposta pelo Procurador de Justiça do Estado de São Paulo foi julgada improcedente, portanto, declarando a constitucionalidade da taxa de bombeiros daquele Município.
Como operadores da lei sabemos as conseqüências da criação de um precedente contrário ao nosso intuito.
Dessa forma, solicitei que o nobre Presidente da Comissão de Direito Tributário da Secção São Paulo analisasse as leis de municipais de Porto Feliz e Bauru a fim de verificar a possibilidade de questionamento, pois, por certo que qualquer medida judicial tomada pela OAB há de ser revestida de mínima segurança jurídica, até porque não se pode admitir o simples ingresso com a Ação diante de forte precedente do órgão maior do Judiciário.
Diante disto, foi instaurado um processo na Seccional para parecer da Comissão e, posterior, análise da Diretoria e aprovação do Conselho.
Assim, com a aproximação do vencimento da taxa, na segunda feira p.p. compareci na Seccional para participar da reunião de Diretoria, tendo em vista que o mencionado processo foi incluído na pauta em caráter de urgência.
Obtida vista do processo foi constatado que a Ação estava acabada (cópia ao final) restando apenas a outorga de poderes da Seccional para distribuição no Tribunal de Justiça, contudo, o parecer da Comissão não considerava a Lei Municipal de Bauru e não trazia a comparação necessária entre as situações jurídicas entre aquela e a Lei de nosso Município.
Desse modo, posta à Diretoria a temeridade do ingresso com a ação diante do precedente criado, foi determinado o retorno do processo à Comissão para elaboração de novo parecer com urgência considerando a reunião mensal do Conselho.
Nesse sentido, resta-nos aguardar a confecção de novo parecer e decisão da Secção de São Paulo, o que será devidamente acompanhado, sem prejuízo do devido protesto apresentado por esta Presidente à Diretoria da Seccional, tendo em vista os fatos narrados.
Era o que cabia esclarecer, com os protestos de elevada estima e distinta consideração.
Helcimara da Silva
Presidente
VOLTEI - Bem, qualquer pessoa pode questionar a cobrança na justiça, defendendo seu interesse pessoal. No caso de uma Ação Popular, tem de ser feita por algum órgão representativo da sociedade, que pode ser até um partido político. Não tenho notícias de que alguém esteja se mobilizando nesse sentido, embora acho que devessem. Mas esperar o quê de nosso partidos políticos, né? Na Maniçoba, então, nem se fala…
Eu, pessoalmente, não vou recolher a taxa, que considero inconstitucional. Existem vários municípios que questionaram a cobrança e tiveram sucesso, como Bertioga. Bauru não é o melhor exemplo pra ser comparado a Porto Feliz. Helcimara concorda comigo, mas as opiniões pessoais não podem servir de pilastra para a uma instituição tomar decisões que envolvam o interesse público.
As pessoas de responsabilidade costumam ler e analisar antes de assinar documentos que envolvam interesse público. Entedem? Então, vamos aguardar!
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 12 Mai 2008 | sob: Política
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confidenciou a amigos sua visão sobre o dossiê: “Dossiê? Dossiê? Dossiê é um nome bonito. Mas o povo não sabe o que é dossiê.” Lula sabe das coisas. Se você se inclui no que seu presidente chama de “povão”, veja o artigo abaixo, do jornalista Ricardo Noblat:
Depende de José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil, a sorte da candidatura de Dilma Rousseff à sucessão de Lula. Se ele autorizar José Aparecido Nunes Ferreira, chefe da Secretaria de Controle Interno do ministério, a contar o que sabe sobre o dossiê contra Fernando Henrique Cardoso, Dilma será acusada de ter mentido em depoimento no Senado.
Mentir é algo banal na política e fora dela. Mas se um político é flagrado mentindo diante de senadores e em sessão transmitida ao vivo pela televisão, a situação dele pode, sim, se complicar.
Richard Nixon não renunciou à presidência dos Estados Unidos porque mandou espionar a sede do Partido Democrata em Washington - mas porque mentiu ao país.
Luiz Estevão de Oliveira não perdeu o mandato de senador porque se envolveu com o desvio de dinheiro para a construção do Fórum da Justiça do Trabalho em São Paulo - mas porque mentiu a seus pares.
Dilma repetiu no Senado que jamais existiu dossiê.
Foi Dirceu que nomeou José Aparecido para o cargo que ele ocupa desde o início de 2003. Para Aparecido, é Deus no céu e Dirceu na terra.
Quando Dirceu era ministro, Aparecido despachava com ele pelo menos uma vez por semana. Depois que Dilma substituiu Dirceu, Aparecido passou a despachar com Erenice Guerra, secretária-executiva do ministério. Sente-se humilhado desde então.
Aprendeu a detestar Erenice e a própria Dilma. “Elas me tratam como se eu fosse lixo”, confidenciou certo dia ao amigo de longa data André Eduardo da Silva Fernandes, atual assessor do senador Álvaro Dias (PSDB-PR).
No último dia 20 de fevereiro, às 11h47, Aparecido aproveitou uma troca banal de e-mails com André para anexar em um deles dois arquivos. Um dos arquivos ganharia fama mais tarde por listar despesas sigilosas do governo Fernando Henrique Cardoso.
O Congresso estava às vésperas de instalar uma CPI para investigar gastos com cartão corporativo feitos durante o governo Lula. Só no ano passado os gastos somaram R$ 78 milhões. Do total, R$ 58 milhões foram sacados em dinheiro vivo. Havia a suspeita de que parte desse dinheiro teria ido parar no bolso de alguns dos 11.500 portadores de cartões.
Por que Aparecido, ligado ao PT desde 1990, vazou o dossiê para André, seu ex-colega no Tribunal de Contas da União (TCU)?
Talvez por mágoa dos seus superiores. Talvez para alertar a oposição que o governo tinha munição contra ela e que não se acanharia em usá-la.
Nada demais. Afinal, no mesmo dia em que Aparecido despachou o dossiê para André, Dilma, em São Paulo, jantou com cerca de 30 empresários e revelou que estava em curso uma coleta de informações para incriminar o governo Fernando Henrique na farra dos cartões.
Amanhã, a CPI do Cartão decidirá se convoca Aparecido e André para deporem. O governo conta com larga maioria de votos na CPI. É inimaginável que só convoque André. Passaria recibo de que teme o que Aparecido possa revelar.
É possível que não convoque nenhum dos dois. Usaria a desculpa de que a Polícia Federal ainda apura o caso. Se à polícia ou à CPI Aparecido repetir o que mais de uma vez confidenciou a André por telefone e, em particular, a alguns jornalistas, Erenice perderá seu emprego. E Dilma, no mínimo, parte das chances de vir a ser candidata do PT e de partidos aliados à vaga de Lula.
E o que disse Aparecido a André e a alguns jornalistas?
Ora, o que só os mais puros de coração ainda se recusam a acreditar. Que Dilma instruiu Erenice a montar o dossiê. Que Erenice reuniu meia dúzia de funcionários da Casa Civil e encarregou-os da tarefa. E que informações extraídas do dossiê alimentaram no Congresso acertos entre líderes do governo e da oposição para que a CPI do Cartão não desse em nada.
Até aqui não deu mesmo em nada. Só dará em alguma coisa se Dirceu quiser. Parece improvável que ele queira. Dirceu é amigo de Dilma. Seu poder de continuar influente decorre do poder de Lula.
Quanto a Aparecido, o governo acena com sua volta sem punição ao TCU.
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 11 Mai 2008 | sob: Política
Do Blog do Noblat:
Reportagem de Eliane Oliveira e Gerson Camarotti, publicada na edição deste domingo do jornal “O Globo”, mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenta, cada vez mais, influir politicamente em decisões técnicas do governo. De acordo com a reportagem, o objetivo é evitar prejuízos políticos para si e para seu governo.
O caso mais recente foi em relação ao aumento dos combustíveis. Outras decisões técnicas do governo continuarão contando com intervenção do Palácio do Planalto. Cada vez mais requisitado para bater o martelo em meio a tradicionais divergências entre a área econômica e outros ministérios, Lula terá de deliberar nos próximos dias, por exemplo, sobre o pacote de medidas que será lançado dentro de um mês para estimular a produção agrícola. Leia mais em O Globo
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 11 Mai 2008 | sob: Política
Por Marcelo Carneiro, em Veja:
O sociólogo Alberto Carlos Almeida causou polêmica no ano passado ao lançar um livro, A Cabeça do Brasileiro, em que mostrava que a parcela mais educada da população – ou seja, a elite brasileira – é menos preconceituosa, menos estatizante e tem valores sociais mais sólidos do que a parcela formada pelos brasileiros menos escolarizados. Exatamente o contrário do que a turma costuma apregoar, afeiçoada ao mito do “povo sábio” e da “elite retrógrada”, entre outros anacronismos que a história já se encarregou de enterrar. Agora, com seu novo livro, A Cabeça do Eleitor (308 páginas, 40 reais, editora Record), que será lançado na próxima semana, o sociólogo se arrisca a provocar nova grita. Com base na análise de 150 eleições – municipais, estaduais e presidenciais –, Almeida analisa a lógica que orienta a escolha de um candidato por parte do eleitor brasileiro. E chega à conclusão de que essa lógica é bem mais simples do que se poderia supor. Constrangedoramente simples até: o brasileiro vota a favor do governo ou do candidato do governo se considera que sua vida está boa ou melhorou. E vota no candidato da oposição se considera que ela está ruim ou piorou. Questões como ética, corrupção, separação entre o público e o privado não entram nessa conta. “O eleitorado, sobretudo o de baixa renda, vota em função de suas necessidades imediatas e da satisfação dessas necessidades”, concorda o sociólogo Demétrio Magnoli. Leia íntegra na edição de Veja desta semana.
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 09 Mai 2008 | sob: Política
Já falei, mas tem uns idiotas que insistem. Este blog é meu! Falo o que eu quero e sobre o que eu quero. Quer pautar?, vá na imprensa-amiga ou no colunismo esbirro. Aqui não, manézita! Vejam o e-mail que resgatei da lixeira, “assinado”por um(a) tal de Spy, mas com IP oficial dos petralhas. Comento em seguida:
Vamos la novamente
tb nao nos interessa publicar.
O nobre jornalista/jornaleiro (ja q vende revista) sempre da um Ctrl V em materias nacionais.
Seria interessante para a grande parcela que acessa o seu blog (neste momento 4 conectados!) que informasse os nomes e a participacao do vice prefeito de sp, do vice governador e do vice da presidencia e vamos comparar.
Cada um faz politica e (no seu caso) jornalismo com bem entender.
E cada um tera seu julgamento popular.
No caso do vice as urnas e no seu bem como esta a venda da nobre revista?
TLISTE!
VOLTEI - Viram só? Não tenho dúvida que, pelo IP e pela gramática, trata-se de uma petralinha. Só faltou conclamar a “santa democracia” - deles, é claro - para querer pautar meus comentários. Está preocupada, tadinha, porque faço alguns clippings de assuntos nacionais. Nem percebeu, ainda, que tudo que coloco aqui, com raríssimas exceções, são assuntos correlatos à política da Maniçoba, a qual já chamei até de “Um pequeno Brasil”, tamanha as coincidências com o planalto. Oscips, esquema do mensalão, aparelhamento etc… Até motorista denunciando esquema de cheques já tivemos, lembram-se?
Mas o que poderíamos esperar de cabecinhas como essa? Se nem escrever sabe, acredita que vá compreender uma linha de pensamento?
Ela também está preocupada com as vendas da revista? É mesmo? Chama-me, até, de jornaleiro. “E cada um tera (sic) o seu julgamento popular”. Hehehehehe. Prefiro o “julgamento divino”, mas tudo bem… Estão vendo só? Se você não vive às custas de verbas do governo, eles ficam incomodados. Querem ter todas as formas de expressão sob suas asas de influência. Abominam a livre iniciativa. Sai fora, chulé!
A idiota também está de olho na audiência do blog. É, pode se preocupar mesmo. Está crescendo a cada dia. Em 3 de março, já tínhamos 55 mil acessos. Neste fim de semana, bateremos a casa dos 80 mil, tranqüilo. Já registramos 13 simultâneos. Confiram lá embaixo, à direita. Só tenho a agradecer, inclusive a imbecis como essa, que enchafurdam na nossa lixeira.
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 09 Mai 2008 | sob: Política
Por Ruy Castro, hoje na Folha de S. Paulo. Negritos meus:
Entrevistada na TV em um baile de Carnaval carioca, Regina Casé se espantou: “Pô, aqui todo mundo é atriz-modelo-manequim. E as piranhas, onde estão as piranhas?”.
O baile político está bem parecido. Todo mundo quer dançar com o governo, de Maluf e Collor à extrema esquerda do PT, revertendo a clássica piada anarquista dos anos 60 para “hay gobierno? Soy a favor!”.
Quem quer ser oposição em Minas, contra Aécio Neves e Fernando Pimentel? No Ceará, a oposição ao governador Cid Gomes se reduz -como diria Nelson Rodrigues, que abominava unanimidades- a “cerca de dois” deputados. Isso é bom para a democracia? Ou, além da jabuticaba, o Brasil quer surpreender o mundo com a novidade da democracia sem oposição?
Ou talvez seja hora de rediscutir o papel da oposição no Estado democrático moderno, como no Chile e na Espanha. Em países civilizados, a oposição é rigorosa, combativa, propositiva e indispensável -e exige mais do governo. Mas, aqui, ainda é movida a fisiologismo, ressentimento e desmoralização dos adversários.
Há muitos prefeitos, de todos os partidos, que são íntegros e competentes, mas são minoria entre os bandidos, os fisiológicos e os mercenários em causa própria. Para eles, ser oposição no Brasil é um semi-suicídio administrativo, um atentado contra os interesses da população, é aderir ou sucumbir.
Serra e Aécio devem suar frio imaginando o tamanho da encrenca que os espera em um eventual governo no pós-Lula. Devem ter pesadelos com os movimentos sociais e as centrais sindicais nas ruas, com as greves, com a oposição parlamentar dinamitando projetos e reputações, como um velho filme de terror, turbinado pelo apego às delícias do poder dos que ainda não as haviam desfrutado.
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 08 Mai 2008 | sob: Política
Ronaldinho entra na tchurma do “Não sabia”e vai pedir conselho a…Lula, claro. Veja AQUI