Março 2008

Arquivo Mensal

Noblat: “Dilma é mãe duas vezes”

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 31 Mar 2008 | sob: Política

Comentário do jornalista Ricardo Noblat, sobre o episódio dos cartões corporativos e o dossiê produzido pela ministra Dilma Rousseff, contra o ex-presidente FHC.

Lula, o problema é o seguinte, meu filho: seu primeiro governo foi salpicado de escândalos. Mal começou o segundo e já tem escândalo novo na praça: o do dossiê montado na Casa Civil da presidência da República para chantagear a oposição e impedir que a CPI Mista do Cartão Corporativo cumpra com o seu dever. Assim não dá. Resolve sua crise.

Sem essa de apresentar a ministra Dilma Rousseff, da Casa Civil, como coitadinha, vítima de “fogo amigo” disparado pelos que se opõem à sua candidatura à sucessão de Lula. Sem essa de que ela possa ter sido traída por seu braço direito no ministério, a secretária-executiva Erenice Guerra, a quem delegou a tarefa de montar um “banco de dados” a respeito de despesas do governo com cartão feitas de 2002 para cá.

Por conta própria, Erenice teria recuado no tempo para acrescentar despesas do segundo governo de Fernando Henrique Cardoso. E produzido um dossiê de 13 páginas com informações pinçadas sob medida para constranger Fernando Henrique e a ex-primeira-dama Ruth Cardoso, intimidar a oposição interessada em investigar as chamadas contas sigilosas do período Lula, e esvaziar a CPI do Cartão.

De fato, Dilma é mãe duas vezes. Do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), conforme escolha de Lula, e do dossiê que lista entre outras coisas a compra de 144 lixas de unha, 30 toucas de banho, 24 sabonetes infantis, bacalhau e vinhos finos, além do aluguel de carros e o valor do salário da ex-chef da cozinha do Palácio da Alvorada, Roberta Sudbrack. Por ora não se sabe quem é o pai do dossiê.

Sabe-se que a primeira pista pública sobre a disposição do governo de se defender atacando foi dada pelo ministro Franklins Martins, da Comunicação Social, no dia 6 de fevereiro último. Ele disse: “Ninguém colocará o governo nas cordas. Vamos abrir o suprimento de fundos desde lá atrás”. Foi uma advertência que pode ser traduzida assim: se querem apurar o que fizemos vamos apurar o que se fez no governo passado.

Criado em 1998, o cartão corporativo para uso em serviço de autoridades da administração federal foi implementado pelo decreto 3.892 de agosto de 2001. Antes dele existia um fundo que bancava despesas sigilosas do governo. Foi a esse fundo que se referiu Martins. Somente a partir de 2003 permitiu-se o uso do cartão para saques em dinheiro vivo. A ministra da Igualdade Racial perdeu o emprego por causa de um desses saques.

Os gastos com cartão se multiplicaram desde o primeiro ano do governo Lula. Foram de R$ 8,7 milhões em 2003; R$ 13 milhões em 2004; R$ 20,9 milhões em 2005; R$ 34,6 milhões em 2006; e R$ 78 milhões em 2007. Quer dizer: em cinco anos os gastos com cartões cresceram quase 900%. Dos R$ 78 milhões gastos no ano passado, R$ 58 milhões foram sacados na boca do caixa por cerca de 11.500 funcionários. Uma farra. Que deu em CPI. Leia mais AQUI

Cavalgar é preciso…

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 31 Mar 2008 | sob: Política

Maldita mania deste blogueiro de sair sem avisar. Mas não teve jeito mesmo. Fiz uma viagem de trabalho um tanto às pressas a Recife, em Pernambuco. Fiquei apenas algumas horas na Capital e depois fui ao interior, em Carpina, onde não tinha conexão.

Fui conhecer de perto, ao vivo e a cores (como demanda a boa prática do jornalismo), um fenômeno chamado Vaquejada, no qual os grandes astros são os cavalos. Depois conto mais detalhes, mas posso adiantar que se trata de uma indústria de milhões, como mostra a reportagem da Horse que está nas bancas do Brasil todo.

Muitos dos animais, aliás, saem aí de pertinho, em dois haras localizados em Porto Feliz. O Rancho das Américas e o Vista Verde, em terras de Maniçoba, são exímios criadores de Quarto de Milha, a raça que domina mais de 95% das provas de Vaquejada do Nordeste. E Porto Feliz nem sabe disso. Aliás, não sabe de muita coisa, pois o “jornalismo” nativo não tira o traseiro da cadeira. O release oficial chega pronto!

Bem, tenho assuntos externos a tratar. Volto mais tarde com notícias fresquinhas, daquelas que não se lê em qualquer lugar. Só em espaços independentes que não vivem às custas do governo. Inté!

O que passa na Argentina

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 27 Mar 2008 | sob: Política

Querem entender um pouco o que está acontecendo na Argentina, onde o povo não engole a seco as bobanegens de seu governo. Vejam o texto abaixo, de Ariel Palácios, publicado hoje na Folha:

Quase cinco anos depois de Néstor Kirchner tomar posse como presidente, e pouco mais de 100 dias após a chegada de sua mulher, Cristina Kirchner, à Casa Rosada, o chamado “casal presidencial” está enfrentando sua pior crise. Um dos principais pesadelos do casal é a inflação.

A alta de preços, que entrou em escalada há meses, acelerou a velocidade nas últimas duas semanas, coincidindo com a greve dos agricultores e o conseqüente desabastecimento no comércio.

Diversas consultorias econômicas afirmam que nesse período a cesta básica de alimentos registrou uma alta de 12,5% nos preços. Alejandro Catteberg, da consultoria Poliarquía, considera que “a inflação, mais do que qualquer outro problema, tem capacidade de diluir rapidamente” a situação de popularidade de um presidente na Argentina.
(…)

Além da pressão inflacionária, uma série de escândalos de corrupção, envolvendo alguns dos principais ministros argentinos, tem abalado há meses o governo. O mais notório é o “Caso da Maleta”, cujo pivô é um misterioso empresário venezuelano, Guido Antonini Wilson, que em setembro passado tentou entrar no país com US$ 890 mil em uma maleta.

O dinheiro foi descoberto e confiscado pela alfândega, fato que disparou suspeitas sobre o destino desses fundos. Venezuelanos detidos pela polícia dos Estados Unidos em Miami afirmam que o dinheiro seria usado na campanha eleitoral de Cristina Kirchner em 2007.

Leia mais na AQUI

Mais blog na Maniçoba

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 26 Mar 2008 | sob: Política

O amigo Nilson Araújo, frequentador assídio de nossa seção de comentários, gostou da idéia de blog e montou o seu. Pede que eu ajude a divulgar. Claro! É uma iniciativa honesta e corresponde com o caráter de seu autor. É evidente que não endosso tudo o que Nilson pensa e escreve. Pefiro seus dotes artísticos. Temos formações e exeriências muito diferentes, embora, acredito, compartilhemos dos mesmos princípios. Aprecio, sobretudo, sua franqueza e coragem em expressar suas opiniões. Sendo assim, não deixem de dar uma conferida no Blog do Nilson.

Doc Holliday x Ringo! A Justiça está chegando!

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 25 Mar 2008 | sob: Política

A respeito do post abaixo, lembrei de uma cena do filme Tombstone, um clássico do faroeste. A certa altura do trailer, o pistoleiro Ringo e os capangas entram no saloon e vão direto à mesa onde Doc Holliday (incrivelmente interpretado por Val Kilmer) está postado ao lado do xerife Wyatt Earp e seus amigos em uma mesa de baralho. Petulante e provocativo, Ringo começa a exibir-se, fazendo malabarismo com o revólver, até depositá-lo de volta no coldre. A bar aplaude!

Com a calma de um tuberculoso, Doc Holliday fita-lhe prazerosamente, manda a bebida de sua canequinha goela abaixo, e começa a girá-la com a mesma destreza de seu adversário. Depois de vários movimentos, deposita-a confortavelmente em um coldre imaginável. O bar veio abaixo. Ringo sai desconsolado. Foi, elegantemente, desmoralizado.

É claro que os dois voltam a se encontrar mais adiante, mas não vou contar o fim do filme. Vale a pena ver.

Há várias versões no cinema que contam essa história. Uma delas, inclusive, é protagonizada pelo ator Kevin Costner, mas, na minha modesta opinião, não chega aos pés de Tombstone, a Justiça está chegando! Sem trocadilhos…hehehe!

Veja a cena abaixo:

FHC chama Lula pro duelo: saque o seu que saco o meu

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 25 Mar 2008 | sob: Política

Está posto o desafio. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso colocou o sigilo do uso dos cartões corporativos de sua gestão à disposição da CPI. E agora, Lula? Vai se esconder sob a mesa? Vejam matéria do Estadão.

SÃO PAULO - O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio, leu nesta terça-feira, 25, uma carta do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, onde ele autoriza a quebra de sigilos dos cartões corporativos de sua gestão e de sua mulher, dona Ruth Cardoso. “Se for para avançar nas investigações, não vejo inconveniente para isso. Mesmo porque não há amparo legal para tal procedimento”, disse FHC, na carta.

E completou: “É a única maneira de ambos os governos se livrarem de suspeitas que, no meu caso, são infundadas e espero que também o seja no caso do atual governo”.

O ex-presidente disse que consultou ministros que trabalharam no Palácio do Planalto durante sua administração. Estes ministros informaram, de acordo com o relato feito por Fernando Henrique na carta, que uma única vez, no início de seu primeiro mandato, lançou-se mão de reserva para a compra de material criptográfico e de portas detentoras de metais.

Virgílio disse ainda que a ex-primeira-dama recebeu um telefonema da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e que estava disposta a abrir todos os seus sigilos.

A carta é uma resposta a pedido feito por Virgílio ao ex-presidente, também por escrito. ” Em resposta, desejo esclarecer que nunca houve sigilos nos gastos do meu gabinete”, disse o ex-presidente. Em seguida à leitura de Virgílio, parlamentares do partido parabenizaram a disposição de FHC e que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deveria “fazer o mesmo”. Não há motivo agora para o presidente e sua esposa não autorizarem”, disse a senador Kátia Abreu.

Mais cedo, Virgílio disse que vai pedir à CPI informações sobre os gastos do ex-presidente e de Ruth Cardoso, e do atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, e da primeira-dama, Marisa Letícia. O pedido vai incluir também os gastos do ex-vice-presidente Marco Maciel e do da esposa de Lula e do vice atual, José Alencar, e de sua mulher, Marisa.

O líder do PSDB quer votar nesta quarta a convocação da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, para falar sobre o dossiê sobre gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, divulgado pela revista Veja.

Os bons exemplos do ensino público

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 25 Mar 2008 | sob: Política

Vejam, abaixo, reportagem do Estadão de hoje, por Ana Paula Scinocca. Comento mais tarde. Mas adianto desde já: a Maniçoba não está na lista das 37 mais bem-sucedidas. Nunca esteve. Era tudo mentira dos petralhas, que aproveitaram a barrigada de Veja (é, quando interessa, até a revista que eles chamam de “fascista” vira referência. Só quando interessa)

Apesar de não haver uma receita única, pesquisa fechada no final do ano passado e divulgada agora mostra que há dez metas indispensáveis para oferecer educação básica com qualidade e fazer da aprendizagem ferramenta de progressão social. A aplicação sistemática dessas metas transformou 37 municípios brasileiros - 0,66% das 5.564 cidades do País - em campeões de aprendizagem escolar.

Em todos os municípios vigora uma regra de ouro: ‘’Um a um, nenhum a menos'’. Ou, como dizem os professores de Marilena (PR), ‘’a agente não deixa nenhum aluno para trás'’. O que, na prática, foi sentido por um estudante da escola municipal de Guaramirim (SC) desta maneira: ‘’Os professores insistem, insistem, até a gente aprender'’.

A pesquisa Redes de Aprendizagem-Boas Práticas de Municípios que Garantem o Direito de Aprender foi feita pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Ministério da Educação/Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais e União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime). Os dados serão apresentados e debatidos hoje, em Brasília, no Fórum da Undime.

Nas 37 cidades onde governo, professores e pais sustentam um pacto pelo ‘’direito de aprender'’, as dez práticas sistemáticas são: 1) gestão para a aprendizagem, isto é, organizar a escola com o objetivo de chegar a um ‘’ensino de resultados'’, que é fazer com que o aluno aprenda; 2) prática de rede, que vem a ser a integração de todas as escolas do município a um mesmo método de trabalho; 3) planejamento, que envolve, obrigatoriamente, os pais dos alunos; 4) avaliações; 5) valorização dos professores; 6) investir na formação contínua dos docentes; 7) valorização da leitura; 8) atenção individual aos alunos; 9) agenda de atividades complementares e 10) parcerias envolvendo áreas da saúde, esporte, cultura e assistência social. Como destaca o relatório, ‘’o bom desempenho não (pode) ser creditado a fórmulas ou atividades complexas'’.

A única complexidade está na fórmula criada (leia texto abaixo) para definir os 37 municípios alçados à condição de campeões de aprendizagem: uma parte do Indicador de Efeito Redes Municipais (IERM-Ideb) foi tirada dos resultados dos alunos ao fazer as provas que compõem o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). A outra parte da pesquisa e do indicador final levou em conta a condição socioeconômica dos alunos e dos municípios e como mesmo em situações adversas as redes de ensino obtêm resultados fora do padrões médios. ‘’Capricho'’ foi uma das palavras-chave que resumiram as principais atitudes das redes de excelência, que para os professores e os pais dos alunos significam o seguinte: ‘’Ninguém se deixa imobilizar pelas dificuldades.'’

Em 29 dos 37 municípios há uma prática generalizada de incentivo à leitura. E, em vez de estantes com livros arrumadinhos, as escolas criam ambientes de bibliotecas ambulantes que usam ônibus, baús, carrinhos de mão e até jegues.

As redes escolares trabalham um fluxo de informações sobre práticas bem-sucedidas, o que gera um compromisso de toda a comunidade com as questões locais e com a qualidade da educação. Isso quer dizer que o aluno não é só de uma professora, mas de toda a rede. O professor não está sozinho, é parte da equipe da escola e da rede.

A simplicidade na resposta de dois profissionais de educação - um de João Monlevade (MG) e outro de Carmo do Rio Verde (GO) - despertou a atenção das 18 pesquisadoras que fizeram o trabalho de campo. Ao exemplificar como via o real compromisso com o aprendizado dos alunos, um dirigente da cidade mineira disse: ‘’Aqui é tudo pedagógico.'’ E, à mesma pergunta, uma professora da cidade goiana assegurou: ‘’A aula é gostosa, prazerosa. Educação é movimento.'’ A ‘’prática de rede'’ foi assim traduzida pelo pai de um dos entrevistados na Escola Municipal São Caetano, em Arroio do Meio (RS): ‘’A escola é de todos nós.'’

Além dos dez pontos mais citados, os entrevistados apontaram alguns outros aspectos considerados importantes: acesso à educação infantil, interação com as famílias e comunidade, prática por projetos, respeito ao tempo escolar, infra-estrutura, perfil e papel da direção escolar.

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Assessoria de imprensa do município faz campanha

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 24 Mar 2008 | sob: Política

A contar pelos releases da assessoria de imprensa da Prefeitura, publicados no site oficial e reproduzidos nos veículos oficialescos, em breve a Maniçoba não terá mais mão de obra para tamanha demanda de empresas. Veja o texto abaixo, com comentários meus em negrito.

“Empresa de autopeças vai gerar 300 empregos em Porto Feliz”
Por A.I. Prefeitura de Porto Feliz

Na última semana, representantes da empresa Aluer estiveram no gabinete do prefeito de Porto Feliz, Cláudio Maffei (PT), para anunciar a instalação de uma unidade da empresa no município. A Aluer fabrica peças de alumínio para carros e deve terminar a construção das instalações em 80 dias. A expectativa é que sejam gerados 300 empregos diretos.

Isso é que se pode chamar de desenvolvimento a jato. Em 80 dias se instala uma empresa que vai gerar 300 empregos. Logo pode-ser concluir que, daqui a 80 dias, a cidade terá mais 300 empregos, certo? Bem, se você não se incomoda em deixar de comer uma pizza para pagar vintão para os bombeiros, também pode engolir essa.

“Nossa política de desenvolvimento inclui a criação de novos postos de trabalho em nossa cidade. Todos os esforços estão sendo feitos para que Porto Feliz se desenvolva, com escolas, saúde e trabalho para todos”, comenta Maffei. O prefeito também cita a infra-estrutura da cidade e o investimento em qualificação profissional como fatores que ajudam à vinda de novas indústrias: “Hoje somos capazes de receber empresas dos mais diversos setores e gerar empregos em muitas áreas da economia. Isso demonstra a confiança que os empresários têm na atual administração pública”.

“Política de desenvolvimento”? Hehehehe! Cadê? Só se estiver na barriga do gato. O único setor que “vem gerando” novos empregos descontroladamente é o setor público, a maioria, é bom que se diga, de cargos em comissão, SEM CONCURSO. E que história é essa de “qualificação profissional” para atender empresas de “diversos setores”. Que eu saiba, o que se têm por essas bandas são cursos de costureira, torneiro mecânico e serigrafia do Senai. Será que esqueci de algum? Isso atende a todos os setores?

Sobre o grande número de empresas interessadas pela “política de desenvolvimento” da gestão gerundiana, a Concessionária Colinas teme congestinamentos na Castello. Hehehe! “Isso demonstra a confiança que os empresários têm na atual administração pública”, constata o alcaide. Concordo absolutamente!

O diretor de Agricultura e Desenvolvimento Econômico, Paulo Bassul, também participou do encontro e garantiu que Porto Feliz está pronta para a chegada de novas empresas.

Então tá!

A Aluer ficará instalada num terreno com 15 mil metros quadrados localizado no km 21 da rodovia Dr. Antonio Pires de Almeida, que liga Porto Feliz a Sorocaba. A empresa deverá trabalhar em três turnos. De acordo com o projeto apresentado, existe a expectativa que a empresa cresça com o passar dos anos, já que uma outra área foi reservada para possíveis ampliações.

Viram só, há a expectativa de que a empresa cresça com o passar dos anos. Isso não é extraordinário?

Maffei, que trabalhou muito para a vinda da nova empresa, lembrou os recentes anúncios de quatro grandes empreendimentos: a ampliação da fábrica Porto Feliz SA (que vai gerar mais 200 empregos), a construção do centro esportivo da equipe Desportivo Brasil, a implantação de um condomínio fechado e um hotel de alto padrão, que vai atrair investidores e gerar vagas no mercado hoteleiro, e a instalação da Flamboiã que vai gerar 500 novos postos de trabalho e vai produzir 15 mil toneladas de ração para frango na unidade de Porto Feliz. “Nesses quatro casos, além dos empregos diretos, teremos o aquecimento do comércio em toda a cidade”, ressalta.

Nâo tô falando!?! A Maniçoba é a “terra prometida” do PT. Façam as contas: 300 (Aluer) + 200 (Porto Feliz S/A) + 200 (é o que dizem, sobre o Despotivo Brasil) + 500 (Flamboiã). Só aí, são 1.200 empregos. Sem contar o “condomínio fechado” (nossa, até isso já conta?) e o “setor hoteleiro”.

Mas de doer, mesmo, é o caráter eleitoreiro do texto veiculado no “diário oficial digital” do município, pago com dinheiro público: “Maffei, que trabalhou muito para a vinda da nova empresa…”, escreveram. Trabalhou mesmo, é? Poderia dizer como? Isso a oposição não vê, né!

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O que dizem por aí

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 20 Mar 2008 | sob: Política

1. Que toda vez que tem uma sessão polêmica envolvendo base governista e oposição, a presidente da Câmara, Dona Maria, passa mal e falta, como ocorreu no início da semana, quando foi apresentado o relatório da CEI PortoPrev

2. Que a assessora de Dona Maria, que não me recordo o nome, vai sair candidata a vereadora pelo…PT.

3. Que o prefeiturável José Menk “Mumu” já teria desistido da disputa para postular-se como vice do outro prefeiturável, Erval Steiner. Mumu nega de pé e mãos juntas.

4. Que Carlão, hoje diretor de Esportes, é candidato a vereador.

5. A Toyota não vem mais para Porto Feliz. Vai para Sorocaba. A decisão ocorreu em reunião em São Bernardo, no ABC, e o representante da Maniçoba era…o empresário Paulo Guerine.

6. Que a oposição está preparando um pacote de ações judiciais que vai dar uma dor de barriga danada no Seu Gerúndio.

7. Que não é “o” Cearense, como escrevi em post anterior, mas sim, “a” Cearense.

8. Que Eugênio Motta anda tristinho, tristinho depois de trabalhar mais de quatro meses no processo da CEI e ver tudo terminar em pizza.

Por hora, é só!

E.T.: A propósito do comentário da Dona “Domitila”, faltou o 9. Que já está em curso a elaboração de uma ação civil pública contra a cobranças da taxa de bombeiros, sob a alegação de vários pontos de inconstitucionalidade.

Do cearense à pizza. Eu já sabia

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 19 Mar 2008 | sob: Política

Confirmado! Acabou agora há pouco a reunião da CEI da PortoPrev, com os dois representantes da base governista rejeitando a denúncia, o que, diferente dos políticos, todo mundo já sabia.

A vereadora Andréia do PT, que na semana passada transformou o Cearense em Lei municipal, mostrou que também sabe fazer pizza. “Considero as denúncias infundadas com relação às supostas irregularidades apontadas bem como entendo que não houve prejuízo voluntário ao PortoPrev”, escreveu a petista, que segue inocentando o prefeito Maffei, Robertinho e…todos envolvidos.

Mas peraí: “não houve prejuízo voluntário”? Êpa, e o prejuízo involuntário, houve? Isso também não tem de ser apontado?

O melhor, porém, é a parte do Roberto Carlos Castagnaro, preso pela Polícia Federal sob a acusação de ser sócio do maior traficante de drogas do México. Sabe o que Andréia disse? Que ele “representava a Euro DTVM, que também é cadastrada na CVM”. Ponto! Simples, assim, como o chá das 5, ou o cafezinho depois da pizza.

O relator José “Mumu” saiu revoltado. Disse que não teve oportunidade de se manifestar. “Só falei uma vez”, reclamou. Ele queria um debate. De qualquer forma, disse que também encaminhará o seu relatório, que pede a quebra de sigilo e aponta outras irregularidades, ao Ministério Público.

Depois vou tentar transcrever o “conteúdo” todo da peça. Por hora, estou compenetrado em outros deveres.

Ah, a propósito disso, vale explicar que fui à Câmara fazer um “biquinho” de fotógrafo para o pessoal da Viu!. E não é que o advogado Zéca veio me intimar: “Hei, mas você não estava viajando? “. Olhem só, arrumei um “monitor público”. Deveria eu perguntar: “e você, não deveria estar trabalhando?”. Mas não, só perguntei o que ele tinha a ver com a minha vida. Justificou-se, gaguejando: “não, é que li no blog que vc estava viajando”. Ôpa, aí é diferente. Agradeci o prestígio pelo leitura do blog, e expliquei que a viagem foi semana passada.

Tudo em ordem. Temos que compreender que nem todo mundo entende o que lê. Alguns, nem o que escrevem.

Inté breve!

A CEI da PortoPrev e a operação abafa

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 19 Mar 2008 | sob: Política

A nossa digníssima Câmara municipal se reúne daqui a pouco, às 9h30, para votar o novo relatório sobre a CEI da PortoPrev. A vereadora e membro da CEI, Andréia Mattos (PT), que ganhou notoriedade depois de transformar o prato “Cearense” em lei municipal, cozinhou um outro documento no qual, pelo que tudo indica, vai isentar o prefeito Cláudio Maffei e membros do Partidos dos Trabalhadores de qualquer responsabilidade sobre as aplicações da dinheirama do Fundo de Pensão municipal em uma empresa envolvida no escândalo do mensalão, por meio de um intermediário preso pela Polícia Federal sob a acusação de ser sócio de um traficante de drogas internacional.

Será que ela vai dizer que….Maffei não sabia?

Ancelmo Gois, o novo amigo do blog

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 18 Mar 2008 | sob: Política

Tem amigo novo na seção de links do blog. Trata-se de Ancelmo Gois, jornalista de primeira linha que sabe tratar assuntos políticos e sociais com irreverência e intelegigência. Segue abaixo um aperitivo do que os leitores podem encontrar por lá.

Falso moralismo

O “Ponto Final” da coluna no papel faz uma reflexão sobre esse governador de Nova York que chegou ao poder com um discurso moralista e caiu por se envolver com prostitutas. Diz lá: “Em política, desconfie sempre dos moralistas, de esquerda ou de direita. Não tem erro: mais dia, menos dia, eles acabam se enrolando na própria farsa”. A propósito do falso moralismo, circula, mesmo antes da internet, um texto superinteressante. Veja só:

É hora de eleger um novo líder mundial, e o voto de todos é importante.
Estes são os três candidatos finais:
Candidato A: É associado a políticos corruptos e costuma consultar astrólogos. Teve duas amantes. Fuma um cigarro atrás do outro e bebe de oito a dez Martinis por dia.
Candidato B: Foi demitido duas vezes, dorme até tarde, usava ópio na universidade e toma um quarto de garrafa de uísque por noite.
Candidato C: É um herói condecorado de guerra. É vegetariano, não fuma, toma uma cervejinha de vez em quando e nunca teve relações extramatrimoniais.

Em qual dos três você aí votaria?

O candidato A é Franklin D. Roosevelt. O candidato B é Winston Churchill. E o candidato C é… Adolf Hitler!

Os benfeitores de capital alheio

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 18 Mar 2008 | sob: Política

Passei a semana passada praticamente inteira fora, só dei uma chegada no sábado, e não foi propriamente na cidade, foi em um sítio. Sabem qual era o assunto: taxa de bombeiros. Os proprietários reclamavam que teriam de pagar mais de R$ 300 reais, o que, para eles, é um absurdo. Concordo absolutamente!

Absurdo maior, entretanto, é a forma como o governo petista embrulha seus presentes de grego e entulha pseudo-parcerias com a iniciativa privada, sob uma pressão velada. Foi assim que fizerem com os bombeiros e agora estão estendendo a outras iniciativas. Soube, por exemplo, que o documentário cinematográfico que está sendo rodado na Maniçoba recebeu esse tipo de ajuda do governo. Alguém liga na empresa, “pede” que ajudem, deixando no ar aquele aviso subliminar de que, se não ajudar, a administração municipal também pode… não “colaborar”.

De uma forma mais, vamos dizer, suavizada, é o mesmo que o Silvinho Pereira fez na Petrobras. “O meu sonho é ter uma Land Rover”. Daí o empresariado diz: “Sim, mestre, captei vossa mensagem…”. É assim que cresce a casta, já denominada por outros, como a “burguesia do capital alheio”, esse pessoal que nunca produziu de verdade e, no exercício do poder, cria patrimônio.

A história dos bombeiros tem esse viés, embora não tenha seguindo propriamente esse rito. O governo conseguiu a “doação” de um terreno, “pediu” que as empresas fizessem a construção e, agora, quem vai pagar a manutenção é a população. Ou seja, o que o governo fez, de fato, a não ser articular de forma pouco transparente toda essa ação?

Vamos falar a verdade: uma coisa é o empresariado assumir o papel de responsabilidade social a que lhe cabe, um requisito cada vez mais evidente no mundo corporativo atual; outra, bem diferente, é fazer “doação” a governos. Vivem reclamando, com razão, que já pagam impostos demais. O que justificaria, então, repassar mais recursos ao governo?

A distorção não pára por aí. Estabelecida essa cadeia de “cooperação” mútua, na qual empresas e população arcam com os custos de obrigações do poder público, saem os petistas fazendo propaganda por aí de que foram eles que conseguiram a “grande conquista”. Percebem a envergadura moral desses “benfeitores de capital alheio”?

O triste é que não há nenhuma novidade no processo. O PT está proliferando no poder público o que sempre fez no sindicalismo pelego. A história continua. Vejam o post abaixo!

Sindicalismo insaciável

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 18 Mar 2008 | sob: Política

Reportagem de Maria Lima, de O Globo.

O projeto de lei que está sendo preparado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) para instituir a contribuição negocial, no lugar do hoje obrigatório imposto sindical, pode pesar mais ainda no bolso do trabalhador. É que a proposta do governo prevê a unificação de duas contribuições que financiam os sindicatos: o imposto sindical e a contribuição assistencial. O problema é que a contribuição assistencial, que não é obrigatória, passaria a ser compulsória, na prática. Pelo projeto, que deverá ser encaminhado ao Congresso em 90 dias, as contribuições sindical e assistencial seriam negociadas e aprovadas em assembléia, junto com os acordos coletivos, pelos respectivos sindicatos.

Aí, sindicalizado ou não, todo trabalhador da categoria que se beneficiar do acordo terá que pagar a nova contribuição negocial. Hoje, o imposto sindical obrigatório corresponde a um dia de trabalho por ano, e a contribuição assistencial, em média, a 5% do salário, também uma vez por ano. Leia mais AQUI

O Brasil começa por Porto Feliz

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 17 Mar 2008 | sob: Política

Vejam o que escrevi ontem, domingão (post abaixo), e o que sai hoje no Estadão, com reportagem de Ana Paula Scinocca e Rosa Costa, de Brasília

Criada para investigar suspeitas envolvendo repasses oficiais para organizações não-governamentais, a CPI das ONGs acabou por ganhar o apelido de CPI do Google, porque só manuseia dados públicos encontrados na internet, sem acesso a dados sigilosos. Instalada em outubro, a comissão patina e alguns de seus integrantes dizem que o trabalho está próximo de ser enterrado. De posse de relatórios considerados insuficientes para avançar nas investigações, o presidente da CPI, senador Raimundo Colombo (DEM-SC), avisa que, se não conseguir ao menos quebrar o sigilo de alguns investigados e aprovar requerimentos, deverá “jogar a toalha” e pôr fim ao que chama de “palhaçada”.

A dificuldade em avançar na apuração é atribuída aos governistas, maioria na CPI. Ao todo, a comissão abriga sete integrantes da base do governo - incluindo o relator, senador Inácio Arruda (PC do B-CE), e apenas quatro oposicionistas, contabilizando Colombo. O problema é que nem governo nem oposição demonstram muito apetite investigativo. A comissão se propôs a apurar repasses de verbas federais para ONGs de 1999 a 2006, ou seja, no segundo mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e nos primeiros quatro anos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Leia reportagem na íntegra AQUI.

Quebra de sigilo telefônico, o medo do PT

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 16 Mar 2008 | sob: Política

Antes de tudo, vamos refrescar a memória com a reportagem que repercutiu regionalmente as denúncias apontadas pelo jornalismo da Revista Viu!. Clique AQUI

Viram? Voltemos então.

A oposição da Câmara municipal de Porto Feliz é mesmo muito ingênua, tadinha. Acreditou que o vereador Nando César (PR) fosse aprovar o relatório da Comissão Especial de Inquérito (CEI) da PortoPrev. Caiu feito patinho naquela conversa de bom mocinho que fez no início do processo e ignorou o fato de já ter se declarado aliado do prefeito Cláudio Maffei (PT), que lhe prometera palanque para sua reeleição ou, até, um posto mais à altura de seu caráter. Agora viram no que deu. Nando ficou com Andréia do PT e, juntos, rejeitaram o relatório final que, entre vários pontos, apontava indícios de crime e pedia ao Ministério Público a quebra de sigilos bancários e telefônicos.

Não há de se esperar que os petistas sejam tão ingênuos como a oposição a ponto de engordar as contas bancárias indevidamente à luz do dia. Mas vai saber, né? Para um partido cujo filho do presidente saiu do zoológico (Lulina era monitor no zoo de São Paulo) e virou, do dia para a noite, megaempresário do ramo de telefonia, tudo pode se esperar.

Mas o que preocupa mesmo o PT da Maniçoba é a quebra do sigilo telefônico. Ah, aí sim mora o perigo. Por tudo o que foi investigado até o momento, parece óbvio demais que Roberto Carlos Castagnaro, apontado pela Polícia Federal como sócio de um traficante mexicano, não caiu de pára-quedas na Maniçoba. Veio recomendado e credenciado. Está evidente, também, que Seu Gerúndio sabia muito bem quem era o intermediário da mensaleira Euro DTVM quando pegou o rapaz pelo braço e o levou até a sala da diretora PortoPrev.

A quebra de sigilo telefônico pode, sim, mostrar as pontas que ligam a conexão entre a Maniçoba e o Planalto, passando por acusados de tráfico e lavagem de dinheiro, ingerência em autarquias públicas e, principalmente, utilização de dinheiro do Fundo de Pensão de funcionários públicos em aplicação de risco e que geraram prejuízos, como aponta o relatório da auditoria de próprio Ministério da Previdência.

É por isso que os vereadores Bob Nando e Andréia Mattos se recusam a endossar o relatório, e nem sequer revelam os motivos da discordância. A quebra de sigilo de Robertinho, Seu Gerúndio, gabinete municipal, Isac e Juçara podem desnudar o mistério de um dos capítulos mais aterrorizantes da história da administração municipal.

Cabe ressaltar que o relatório não é uma condenação, mas sim um apontamento de evidências a ser encaminhado ao Ministério Público, que faz uma investigação paralela ao processo. Se não devem nada, porque temem tanto assim esse tal relatório? Como disse o esbirro Robertinho: “deixe o MP investigar, cara”

“Por que não desisto?” - Por Juca kfouri

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 14 Mar 2008 | sob: Política

PONHA-SE em meu lugar.

Imagine-se aos 20 anos de idade, na USP, sonhando em fazer carreira universitária.

Aí, surge um convite de uma grande editora para você ir ganhar bem num trabalho com um tema que você adora, o futebol, e que não impedirá a continuidade do curso na faculdade.

Você vai, é claro, e, quatro anos depois, fica diante da encruzilhada: ou seguir na pós-graduação em Política ou abraçar de vez o jornalismo, algo que jamais tinha passado por sua cabeça, apesar de o avô materno ter sido jornalista de destaque, o primeiro repórter a encontrar a Coluna Prestes.

Então você percebe que está inoculado pelo vírus do jornalismo e dá adeus à USP.

A militância na imprensa logo revela que os bastidores de sua paixão são imundos, e você resolve que o leitor tem o direito de saber como as coisas funcionam, por mais que muita gente tente desestimulá-lo a seguir tal caminho, tenso, ameaçador, além de proporcionar inimigos no atacado e processos a granel.

Mas, talvez por herança paterna, o filho do promotor de Justiça não consegue arquivar sua indignação e vai à luta.

Faz até uma carreira bem-sucedida, dirige revistas importantes, trabalha para as TVs líderes no país e depois vira colunista do principal jornal nacional, além de blogueiro do maior portal de internet, âncora da emissora de rádio de mais prestígio e membro da única equipe de TV independente do Brasil.

E ganha muito mais do que imaginava que poderia ganhar como jornalista, essa profissão que ainda remunera mal e que é aviltada pelos que a utilizam para se vender como garotos-propaganda ou para os piores interesses de capitalistas sem escrúpulos, adeptos apenas do deus dinheiro.

Você, no entanto, se deu bem e, apesar de inúmeros erros, manteve seus princípios intactos, jamais se curvou aos poderosos para não mostrar o traseiro para os oprimidos (a frase é do Millôr).

Está, portanto, reclamando do quê?

Ponha-se no meu lugar, insisto.

Você é doido por futebol, torce pelo Corinthians (outra herança paterna) e o que vê, 38 anos depois de ter começado na profissão?

Um cidadão que você denuncia há quase 20 anos, que foi devidamente desnudado na imprensa e em duas CPIs, não só resiste no poder como, mais que isso, é hoje dos cinco homens mais importantes do país, bajulado por governadores, ministros e até pelo presidente da República, a ponto de outro dia, numa cerimônia num jornalão mineiro, ter sido mais paparicado que o vice-presidente do país, também presente.

Se não bastasse, o Rei se curva diante dele.

Já o seu time de coração se encontra na situação em que se encontra, não só na segunda divisão como nas páginas policiais, muito até pelo que você mesmo ajudou a revelar.

Não é para desistir de tudo, neste país em que somos traídos diariamente?

Parar de dar soco em ponta de faca?

Só que, se parar, o que dirão os amantes do futebol limpo ou gente como Bob Fernandes, Clóvis Rossi, Elio Gaspari, Janio de Freitas, Luis Fernando Verissimo, Sérgio de Souza e outros caros lutadores?

O jeito é continuar. Porque não tem outro jeito. E tem as netas…

Rapidinha…

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 14 Mar 2008 | sob: Política

charge pol  tico - charge pol  tico

Cidadania e o autismo etílico

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 14 Mar 2008 | sob: Política

Até semana que vem devemos chegar a 60.000 mil acessos. Ulalá! A freqüência cresce dia a dia e já registramos 10 leitores simultâneos. É como se fosse uma mesa de leitura com uma dezena de pessoas com os ombros sobre o mesmo tema. Ou seja, a Maniçoba, diferente do que pensam alguns, não é terra de desinteressados. Muito pelo contrário. O que falta, talvez, é um pouco mais de prática para discutir as questões pertinentes do dia-a-dia. Mas isso leva algum tempo. O importante, agora, é se informar, descobrir a verdade e praticar a cidadania.

O blog é um instrumento, claro, mas não pode ser o único. Devem haver outros. Quem acha mesmo que não dou espaço, o que é uma grande mentira, que faça o seu. Monte seu blog e crie seu público de leitores, ué!?! Isso, sim, é democracia. Não venham aqui falar bobagens e querer que eu publique, sob a ameaça dessa falsa democracia. Antes de tudo, isso aqui é meu campo de expressão. Nunca deixei de dar espaço a quem venha abertamente colocar seu “ponto de vista”, mesmo que seja contrário ao meu. Faço-o, entretanto, simplesmente porque quero. A prática da democracia não me obriga a isso, porque blog não é concessão governamental e nem “veículo de comunicação”. É pessoal, capisce? Cada um pode ter o seu. Por enquanto. Habilite-se quem quiser e puder.

Há outros mecanismos - muito mais importantes, é bom que se diga - para difundir a informação e fomentar o debate. Jornais, rádios, revistas etc. Se eles não fazem a sua parte, cobre-os. Se vocês gostam da sua cidade, não deixem que fiquem de quatro para os governos. A posição pode-lhes parecer confortável, mas traz seqüelas desastrosas às futuras gerações. É só ver o que acontece hoje na Maniçoba: uma comunidade enfraquecida, com medo de expressar suas opiniões. Culpa de quem? De uma imprensa omissa, que deixou de lado seus compromissos sociais para fazer o papel de mascateira do poder público.

O raciocínio do cidadão segue a linha da lógica: “se eles, imprensa, não falam, por eu terei de falar?”, questiona-se. Tem razão. Criou-se aí, no decorrer dos tempos, um paradigma deturpador para o exercício da cidadania. Sem imprensa atuante, a democracia fica manca. Oprimi-se as formas de expressão e forma-se gerações alienadas do ponto de vista da educação e formação política. É o que acontece em Porto Feliz. Os debates e troca de opiniões ficaram restritos aos balcões e mesas de botecos, quase sempre regados a grandes doses de ignorância. O resultado não poderia ser outro: um porre de achismos sem argumentos e ressaca no dia seguinte.

Dessa forma, é óbvio que a cidade não evolui; Fica tropeçando em seu autismo etílico. Para quem tem mais de quarenta e a barriga já ameaça chegar nos joelho, tudo bem; mas como fica a expectativa das novas gerações? Mudam de cidade? Ou vão ter de conviver eternamente com o conformismo alienado de seus pais e a hipocrisia bambolê do gerundismo, que só atende os interesses da patota do partido? É esse o futuro que deseja para os seus filhos?

Pasmem, assédio jurídico até em minsitro

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 14 Mar 2008 | sob: Política

Reportagem da Folha On line, por Gabriela Gueirreiro.

O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Marco Aurélio Mello, reagiu nesta quinta-feira à decisão do PT de protocolar no CNJ (Conselho Nacional de Justiça) uma reclamação contra ele por ter supostamente “extrapolado” suas atribuições de magistrado ao opinar sobre o lançamento do programa Territórios da Cidadania pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mello disse que não feriu em nenhum momento a lei da magistratura, como argumenta o PT, além de ressaltar que ninguém terá o poder de calar sua boca.

“Essa tentativa de emudecer o presidente do TSE é até mesmo preocupante. Se eu tivesse por acaso elogiado o programa no ano das eleições, o que haveria? O aplauso generalizado e até mesmo um busto na Praça dos Três Poderes”, ironizou.

O presidente do TSE disse que ficou “surpreso” com a decisão do PT porque representa o “desconhecimento dos novos ares constitucionais” da liberdade de expressão no país. “[O PT] desconhece também o papel da Justiça Eleitoral. É o único ramo do Judiciário que atua no campo consultivo de interpretação prévia do Direito posto, editando resoluções, organizando as eleições”, disse.
O líder do PT na Câmara, deputado Maurício Rands (PE), encaminhou hoje a queixa ao CNJ questionando as freqüentes opiniões políticas do ministro sobre o governo Lula. Para o deputado, Marco Aurélio violou a Loman (Lei Orgânica da Magistratura Nacional).

O ministro rebateu o argumento do PT ao afirmar que tem pleno conhecimento do teor da Loman. “A essa altura, depois de quase 30 anos na judicatura, eu a desconheço? Logo eu, que busco a prevalência das normas do país? Creio que há algo errado aí. É uma ótica que merece uma ex-comunhão maior”, afirmou.

Mello considerou o episódio “interessante” para colocar em xeque as competências do CNJ –uma vez que, como integrante do STF (Supremo Tribunal Federal), tem a prerrogativa de julgar os atos do conselho. “É interessantíssimo o episódio até para definir a extensão da atuação do CNJ. Faço uma única colocação: como integrante do Supremo, julgo os atos do CNJ.”

Sorocaba contra a poluição visual

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 13 Mar 2008 | sob: Política

Veja reportagem do jornal Bom Dia, de Sorocaba. Por Pedro Guerra. Comento em post futuro.

Um projeto de lei que está tramitando na Câmara combate a poluição visual nas ruas de Sorocaba. A proposta disciplina a colocação de outdoors, cartazes e retira as propagandas em excesso.

A idéia foi apresentada pelo vereador Jessé Loures (PV). “O excesso promove um desconforto visual e enfeia a cidade em face da confusão da difusão de imagens”, disse ontem, durante visita ao BOM DIA.

De acordo com o projeto será estabelecido uma padronização e controle de instalação de peças publicitárias na cidade. “É preciso oferecer condições de segurança ao público e também não prejudicar a visibilidade de sinalização de trânsito”, destaca o parlamentar.

Caso a proposta seja aprovada e sancionada pelo prefeito Vitor Lippi (PSDB) haverá aplicação de multas para quem desrespeitar a lei. (veja abaixo). “Creio que o controle desse tipo de publicidade igualmente gerará benefício para o próprio anunciante por meio da redução de custos”, acredita Jessé.

A proposta, semelhante à instituída na Capital, não recebeu nenhuma restrição da Consultoria Jurídica da Câmara. “Por isso, vou pedir para colocá-la em votação.”

O parlamentar afirma que está aberto para sugestões. “Queremos ouvir os profissionais de comunicação publicitária, arquitetos e urbanistas para que possamos entrar num consenso”, argumenta o vereador.

Baú dos ancestrais

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 12 Mar 2008 | sob: Geral

Sábado passado fiz uma visita a duas de minhas tias, irmãs de meu saudoso e querido pai. Uma acabou de completar 92 anos e a outra está às vésperas de sua 83ª primavera. Falamos e comemos muitas coisas gostosas, até que uma delas resolveu abrir o baú da família. Acabei por reproduzir algumas imagens e documentos dos Mastrobuono, oriundos da província de Campobasso, na Itália. Um material riquíssimo, fruto de pesquisa dedicada de um dos meus primos. A foto abaixo foi publicada em um jornal do Tatuapé, bairro da Capital, onde meus avós tinham olaria. Tenho mais, mas fica para uma outra hora!

Familia Mastrobuono - Familia Mastrobuono

Como a Maniçoba explica o Brasil

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 12 Mar 2008 | sob: Política

Aquela história de “assédio jurídico” continua dando o que falar. Usei o termo aqui já faz algum tempo e muita gente não entendeu. Zomabaram e quiseram até me corrigir. Se parassem alguns minutos para tentar entender o gerundismo da Maniçoba, talvez compreendessem um pouco o que está se passando no Brasil.

O texto que segue abaixo, do jornalista Reinaldão Azevedo, é primoroso, do título ao ponto final. Fiquei até com inveja, confesso. Pretensão minha, mas gostaria eu de tê-lo escrito àqueles que, pasmem, já vieram me dizer que entendem de…jornalismo. Reparem que não é muito diferente do que tenho dito por aqui. Vejam as referências e citações: o pastor protestante “Niemöller”, que está no cabeçalho do blog; o “mascaste”, que vocês conhecem bem; os puxa-sacos, que temos aos baldes; e o “ladrãozinho nada barato do dinheiro público”. Bem, este último, imagino, é bem barato, mas não menos nocivo, com carinha roliça e ruborescida.

Não sou profeta, não, minha gente. A referência ao “assédio jurídico” deve-se à experiência própria, nas suas respectivas proporções e dimensões. Já as demais consonâncias, digamos que se trata de um paralelo em exercício analítico de imaginação de foco local com visão global. Ou vice-versa.

Uma coisa é certa: podemos ser poucos, mas não estamos sozinhos!

Vejam o texto:

“Os marcolas da ideologia querem debater a imprensa… “

Vocês estão interessados nas críticas que Marcola, o chefão do PCC, tem ao Código Penal ou à Lei de Execuções Penais? Eu não estou. Ele é um profissional da ilegalidade. Tudo o que tiver para dizer a respeito busca, pois, tornar mais fácil a sua atividade. Entre uma leitura de Platão e outra de Nietzsche (nisso, ao menos, talvez seja melhor do que alguns de nossos acadêmicos), ele quer é ser bandido. Quando alguém resolve atacar a grande imprensa, convém saber quem está falando e por quê.

Estão em curso várias ações coordenadas contra o jornalismo que não se verga ao oficialismo. Constituem um verdadeiro Zeitgeist, o espírito de um tempo, plasmado, sim, pela chegada do PT ao poder. O partido está numa guerra surda contra “a mídia” que não faz a sua vontade. O que determinou a jihad? Por que os aiatolás da esquerda, com a ajuda dos anões, mascates, tocadores de tuba e dualéticos, resolveram decretar a sua fatwa? Ora, convenham: Lula chegou bem perto de perder o mandato com o escândalo do mensalão. Nascido da confissão de Roberto Jefferson, cresceu e robusteceu-se com as apurações jornalísticas. Depois veio o dossiê dos aloprados. E uma nova crise se instalou.

Então o PT, com a ajuda de dois intelectuais — Marilena Chaui e Wanderley Guilherme dos Santos — inventou a tese da mídia golpista. Segundo os mestres do partido de Delúbio Soares, ela não queria informar coisa nenhuma, mas derrubar Lula. O partido que havia sido tão hábil em usar antes a imprensa para atingir seus adversários não aceitava que empregassem contra ele próprio o mesmo expediente, ainda que para revelar verdades. E tem início a campanha aberta contra a mídia, que conta com a militância dos mais diversos vigaristas: desde o puxa-saco compulsivo até o ladrãozinho nada barato de dinheiro público.

O “salve” foi disparado pelos marcolas da ideologia, e os ataques de rua começaram, sempre com o mesmo alvo: a liberdade de imprensa. Diogo Mainardi foi a primeira vítima da cascata de processos. A Igreja Universal repete o expediente contra a Folha, e o tal Paulinho da Força promete seguir-lhe os passos. Agiram mal os que silenciaram quando o agredido era o colunista de VEJA. Como se vê e lembrando o pastor Niemöller em texto célebre, todos somos judeus contra o totalitarismo. É burrice ignorar quando os tiranos vêm pegar o seu vizinho.

A Justiça existe para reparar direitos agredidos, não para impor penas a adversários antes mesmo que o mérito das ações seja julgado. Se um meliante moral, agindo a soldo, cria uma cadeia de difamação contra este ou aquele veículos, contra esta ou aquela pessoas, tem de responder pelos seus atos segundo os rigores do estado democrático e de direito, que protege a honra e a dignidade pessoais e a reputação de empresas. No ambiente de degradação da institucionalidade promovido por governantes e seus esbirros no subjornalismo, tenta-se fazer tabula rasa disso também, confundindo o direito de recorrer à Justiça com o crime de abusar da Justiça.

Um colunista da própria Folha escreveu, não faz tempo, que lhe parecia um tanto exagerado falar em ameaça à liberdade de imprensa no país. Ainda bem que algumas entidades ligadas ao jornalismo (ver post às 23h24 de ontem) parecem não concordar com ele. Levaram à OEA — Organização dos Estados Americanos — justamente a denúncia de que a ameaça existe.

Fiquem atentos, leitores. A campanha difamatória contra a imprensa e as ações intimidatórias contam com a simpatia de muitas cabeças coroadas do Planalto — algumas com uma vasta folha corrida de serviços prestados à tirania disfarçados de luta democrática.

Hummm….cheirinho de eucalipto no ar

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 11 Mar 2008 | sob: Política

Lembram-se daquele post no qual falei que o blog tem identificador de IP? Pois bem, adivinhem o que aconteceu? Isso mesmo, as ratazanas sumiram como em um passe de mágica. Verdade, a lixeira, quem diria, está limpinha que dá gosto. Dá até para sentir aquele cheirinho de eucalipto no ar. Hummmm, que delícia…

Se soubesse que a súcia tinha tanto pavor assim de um “identificador”, tinha passado o raticida antes. Que maravilha! Até aqueles bocós usurpadores de reputações de falecidos sumiram. Foram fazer companhia pro Dito Carrié, a personagem que o Dr. Rei inventou e explorou até conseguir de volta sua boquinha no governo do Gerúndio. Depois que recuperou a majestade de mais de 20 anos de forma surpreendente, aposentou o aposentado. Hehehe. E os caras caíram direitinho. Acho que pensaram assim: “melhor ter o pit bul na coleira, do que deixá-lo flertando com a oposição e correr o risco tomar uma mordida”. É, pensando bem, faz sentido!

Mas não imaginem vocês que a choldra foi dizimada. Foi nada. Está só de atalaia e, se bobear, daqui a pouco avançam de volta, feito germes que compõem um novo corpo. Por isso, mantenho a luz de alerta bem ligada! Se botarem o focinho aqui, piso em cima o torço o pé! Enquanto isso, vamos curtir o cheirinho de perfume no ar.

Para os amigos, tudo…

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 10 Mar 2008 | sob: Política

Reportagem de O Estado de S. Paulo. Por Sônia Filgueiras e Marcelo de Moraes:

Aderir à base de apoio do governo federal ou mesmo mudar de partido dentro da base de sustentação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tornou-se compensador politicamente para muitos prefeitos. No ano passado, pouco depois de trocarem de legenda, prefeitos conseguiram assinar convênios com órgãos federais para repasses de verbas ou liberaram recursos pendentes de contratos assinados anteriormente

As prefeituras petistas não têm do que reclamar sobre liberações de convênios federais. Nos últimos 30 dias, 69 prefeituras do PT conseguiram liberar cerca de R$ 56,2 milhões em convênios novos ou já assinados anteriormente, segundo dados do Portal da Transparência do governo federal. As liberações de recursos favorecem prefeituras de todos os tamanhos, de capitais como Belo Horizonte e Recife até pequenas cidades como Serra Branca (PB), Cacique Doble (RS) e Urucurituba (AM), por exemplo, que, juntas, têm cerca de 30 mil habitantes.

SÃO PAULO - Para São Paulo foi liberado cerca de R$ 1,1 milhão, beneficiando oito cidades com prefeitos petistas: São Carlos, Sumaré, Várzea Paulista, Guaíra, Guarulhos, Jandira, Nova Granada e Penápolis. O maior dos repasses foi para Guarulhos, do prefeito Eloi Pietá, com R$ 519,3 mil.


Vejam mais:

Petistas conseguem R$ 56 mi em 30 dias.

Prefeitos mudam de partido para reforçar caixa

“Um defeito na mulher”

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 08 Mar 2008 | sob: Geral

Meu filho chegou ontem da escola com o texto abaixo para entregá-lo à mamãe. Ela leu esta manhã e derreteu-se em pranto. Depois passou para eu ler e justificou-se: “ando muito sensível”. Faz todo o sentido! Tenho notado isso nos últimos 16 anos! Leiam e hão de concordar comigo!

“Quando Deus fez a mulher, já estava nas horas-extras de seu sexto dia de trabalho. Um anjo apareceu e Lhe disse: “Por que gastas tanto tempo com esta?”

E o Senhor respondeu: “Você viu minha “Folha de Especificações” para ela?” “Deve ser completamente lavável, porém não ser de plástico, ter mais de 200 partes móveis, todas arredondadas e macias e ser capaz de funcionar com uma dieta de qualquer coisa e sobras, ter um colo que possa acomodar quatro crianças ao mesmo tempo, ter um beijo que possa curar desde um joelho raspado até um coração ferido e fazer tudo isso com somente duas mãos.”

O anjo se maravilhou com os requisitos.
“Somente duas mãos…Impossível! E este é somente o modelo Standard? É muito trabalho para um só dia… Espere até amanhã para terminá-la, Senhor.”

“ Não o farei, protestou o Senhor. Estou muito perto de terminar esta criação, que é a favorita de Meu próprio coração. Ela já se cura sozinha, quando está doente e pode trabalhar 18 horas por dia.”

O anjo se aproximou mais e tocou a mulher.
“Porém a fizeste tão suave, Senhor!”
“É suave”, disse Deus, “porém a fiz também forte. Não tens idéia do que pode agüentar ou conseguir.”

“Será capaz de pensar?” perguntou o anjo.

Deus respondeu: “Não somente será capaz de pensar , mas também de raciocinar e negociar”. Então, notando algo, o anjo estendeu a mão e tocou a pálpebra da mulher… “Senhor, parece que este modelo tem um vazamento… Eu Te disse que estavas colocando muitas coisas nela”

“Isso não é nenhum vazamento… É uma lágrima”, corrigiu-o o Senhor.

“Para que serve a lágrima?” perguntou o anjo. E Deus disse: “As lágrimas são sua maneira de expressar sua sorte, suas penas, seu desengano, seu amor, sua solidão, seu sofrimento e seu orgulho.”

Isto impressionou muito ao anjo. “És um gênio, Senhor. Pensaste em tudo. A mulher é verdadeiramente maravilhosa”

“Sim, ela é! A mulher tem forças que maravilham os homens. Agüentam dificuldades, carregam grandes cargas físicas e emocionais, porém, têm amor e sorte. Sorriem, quando querem gritar. Cantam, quando querem chorar. Choram, quando estão felizes e riem, quando estão nervosas. Lutam pelo que acreditam. Enfrentam a injustiça. Não aceitam “não” como resposta, quando elas acreditam que haja uma solução melhor. Se privam, para que sua família possa ter algo. Vão ao médico com uma amiga que tem medo de ir. Amam incondicionalmente. Choram quando seus filhos triunfam e se alegram quando suas amizades conseguem prêmios. São felizes, quando ouvem falar de um nascimento ou casamento. Seu coração se despedaça, quando morre uma amiga. Sofrem com a perda de um ser querido, mas são ainda mais fortes quando pensam que já não há mais forças. Sabem que um beijo e um abraço podem ajudar a curar um coração ferido.

Porém, há um defeito incorrigível na mulher:

“É que ela se esquece o quanto vale.”

Questão de embaixada!

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 08 Mar 2008 | sob: Política

Recebi o vídeo abaixo em uma daquelas correntes da Internet. Repassei para alguns amigos e acabamos ficando em dúvida se os craques do estúdio eram mesmo Cristiano Ronaldo e Alexandre Pato. Desconfiamos que pode-se tratar de gente conhecida da cidade. Meu amigo Fernando Arruda, por exemplo, sugeriu algumas possibilidades de quem seriam os dois artistas das embaixadinhas, dada a habilidade incontestável. Vejam as possibilidades que ele apresenta: Zelão e Chic; Zé Luiz e Corneta; Pilon e Sucuri; Cacareco e Seu Benê. É, pode ser! Como é que dizem mesmo?: “tudo é uma questão de …ponto de vista”! Heheheh!

Atualize seu Explorer

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 06 Mar 2008 | sob: Política

Alguns leitores têm reclamados que no novo lay out do blog não aparece as caixas de serviços do lado direito. Para resolver o problema, basta atualizar o Internet Explorer, clicando AQUI. Salve o programa em seu computador e depois peça para executar. É super simples, até eu consegui…rsss. O novo Explorer é bem melhor e oferece uma série de outros serviços.

O perigo mora ao lado

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 05 Mar 2008 | sob: Política

Quando vejo o amigo Fidel (não o de Cuba, claro) falando bobagens sobre política e chamando pessoas de bem com a alcunha de “bode”, faço de conta que tudo não passa de brincadeira. Afinal, nunca dá para saber quando está falando sério ou galhofando. Fiquemos com a segunda hipótese. O meninão já deve ter passado da casa dos 30, mas ainda acredita que Che Guevara era mesmo defensor dos pobres e oprimidos, e não um assassino sanguinário como se provou mais tarde. Ele ainda aprende.

Agora, quando aparece por um profissional experiente tentando transformar assunto sério em teoria de baixo meretrício, daí não me contenho. Wilson, meu caro, a questão abordada pelo editorial do Estadão é preocupante, sim. Só não vê quem não quer!

Esse seu niilismo catedrático de que “não vai dar em nada” só serve para jogar uma manta sobre um problema real que pode tomar dimensões inimagináveis. O apoio do governo Lula ao Equador e Venezuela não é um fato isolado e não está tão distante da realidade de nossa cidade. Faz parte do tipo de comportamento de um partido alinhado com narcotraficantes, que seqüestra pessoas inocentes para transformar em moeda de troca política. Eles realmente não têm limites para atingir seus objetivos.

Não é verdade, e você sabe disso, que “vai continuar tudo na mesma”. Não vai não. Pelo rumo que o conflito está tomando, é bem provável que fique pior, não só para os colombianos, equatorianos e venezuelanos, mas também para brasileiros como eu, você e, principalmente, nossos filhos.

Tenho um garoto que vai completar oito anos e já sabe bem das coisas. Como toda criança, curiosa por natureza, vive me fazendo perguntas difíceis. Nunca lhe furto a verdade: Bandidos são bandidos, fique longe deles!

Não existem meias palavras para se dizer a verdade. Essa história de que “depende do ponto de vista” é balela. Ladrão é ladrão, e ponto. Assassino é assassino, e ponto. Fez coisa errada, vai pagar por isso. E ponto! A isso chamamos de princípios.

Quem quer confundir as coisas é a esquerdeopatia que chegou ao poder e lá quer se perpetuar. Chamam bandidos e assassinos de “revolucionários”. Seqüestram gente inocente para barganhas políticas. Se você é contra e fala, querem te calar. A arrogância é tanta que ameaçam até ministro do Supremo.

No topo desse processo, caro Wilson, tem uma organização chamada PT, cuja cartilha é seguida à risca em todos os cantos do País, inclusive aqui. Foi o senhor presidente Lula, aliás, que fundou o tal Foro de São Paulo, onde sentaram-se à mesma mesa o caudilho Hugo Chávez e esse tal de Raúl Reyes, segundo homem das Farc, morto pelo exército colombiano. Muito natural, agora, que saia em defesa de seus “companheiros”.

Veja só a situação: o Equador dá guarida a narcotraficantes e não se fala nada; a Colômbia invade o território de um vizinho para matar assassinos e se cria uma celeuma internacional. Qual a lógica do que é mais grave?

E você ainda acha, Wilson, que tudo vai continuar como está? Pode ser que nossa geração não veja o desfecho dessa cruzada, mas lhe garanto que nossos filhos verão! Por isso, não seria tão desdenhoso com a situação. O perigo está mais perto do que imagina.

O que se espera do Brasil

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 05 Mar 2008 | sob: Política

Editorial do jornal O Estado de S. Paulo, de hoje:

Todos os governos sul-americanos condenaram, com maior ou menor ênfase, a invasão do território equatoriano por forças militares colombianas. Não podia ser diferente, diante de uma clara violação do direito internacional. O presidente Rafael Correa já iniciou uma rodada de visitas a seus colegas latino-americanos - estará hoje em Brasília - para pedir-lhes apoio para a condenação da Colômbia na reunião de emergência convocada pela Organização dos Estados Americanos para examinar a crise. Também isso é procedimento de praxe nesses casos.

Mas o problema não é simples como pode parecer à primeira vista. A incursão colombiana não pode ser caracterizada como um ato gratuito e imotivado de agressão. Os governos do Equador e da Venezuela têm dado, abertamente, proteção a uma quadrilha de traficantes de cocaína e seqüestradores de vítimas inocentes, que pretende ser reconhecida como uma guerrilha ideológica que luta contra um regime político, por acaso democrático. Se os países da região decidirem isolar política e economicamente a Colômbia, terão dado uma inestimável ajuda aos inimigos da democracia naquele país - e no continente.

O chanceler Celso Amorim, em nome do governo brasileiro, considerou insuficiente o pedido de desculpas encaminhado pelo presidente Álvaro Uribe ao governo equatoriano e sugeriu que seja feito outro, acompanhado do compromisso formal de que não se repetirá a invasão do território do Equador. Hoje, o presidente brasileiro terá a oportunidade de fazer ao presidente Rafael Correa uma exigência igualmente enérgica e justa: a de que o governo equatoriano assuma o compromisso solene de não permitir a instalação de acampamentos e o trânsito de narcoguerrilheiros das Farc em seu território. Se esse tipo de exigência não for feito a Correa e estendido ao caudilho Hugo Chávez - que é quem está fazendo rufar os tambores da guerra -, estará configurada uma falta de isenção que certamente comprometerá os interesses brasileiros na região, no curto e no longo prazos.

Pois o fato é que as Farc têm usado o território do Equador e da Venezuela para seus negócios sinistros, sem que os governos desses países movam uma palha para coibir os narcoguerrilheiros. As Farc tentaram fazer o mesmo no Brasil e foram repelidas. E, no Equador, nem sempre elas tiveram trânsito livre. Em janeiro de 2004, por exemplo, o líder Simón Trinidad foi detido e deportado pelas autoridades equatorianas. Mas o governo era outro.

Rafael Correa e Hugo Chávez têm indisfarçáveis simpatias pelas Farc. Consideram esse grupo terrorista parte do projeto geopolítico “bolivariano”. Chávez, segundo documentos apreendidos no computador de Raúl Reyes - morto na operação militar de sábado -, tem também outras razões para gostar das Farc. Numa mensagem enviada ao Secretariado da organização, Reyes relata que Chávez se mostrou agradecido pelos US$ 105 mil que recebeu das Farc quando estava preso em 1992, depois de uma fracassada e sangrenta tentativa de golpe de Estado na Venezuela. Outro documento revela que Chávez forneceu US$ 300 milhões às Farc. Hugo Chávez e Raúl Reyes, aliás, se conheceram pessoalmente numa reunião do Foro de São Paulo, a entidade organizada por Luiz Inácio Lula da Silva para o congraçamento dos movimentos esquerdistas do continente.

Outro documento encontrado com Reyes também deixa muito mal o governo de Rafael Correa. Descreve um encontro com o ministro da Segurança Interna do Equador, Gustavo Larrea - por alcunha, Juan. O ministro - entre outras coisas - manifestou o interesse de Rafael Correa em “oficializar as relações com a direção das Farc”, a disposição de coordenar a ajuda aos moradores da zona fronteiriça e de mudar os comandantes das forças públicas que tivessem “comportamento hostil”.

Essas atividades configuram uma violação da lei internacional, tão ou mais grave que a invasão do Equador. Em países com tradição de asilo a perseguidos políticos, o abrigo a terroristas não é admitido. A França, por exemplo, deporta para a Espanha os militantes da ETA que encontra em seu território. E existem pelo menos três resoluções da ONU que caracterizam como ato de agressão o abrigo, a instigação, a ajuda e o consentimento de um Estado, dentro de seu território, de forças irregulares que praticam ações terroristas em território alheio.

Você tem fome de quê?

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 04 Mar 2008 | sob: Política

Quer entender por que o governo Lula mantém sua popularidade em alta e o Brasil em baixa? Leia o artigo abaixo do Ali Kamel, colunista de O Globo e editor-executivo da TV Globo. Trata-se de uma análise fundamentada em pesquisa, como dados objetivos que mostram como o Bolsa Família é apenas um engodo para empurrar com a barriga os reais problemas do Brasil, com a falta de educação da popualação carente. O mesmo que ocorre na Maniçoba, onde a massa asfáltica seduziu a massa encefálica, o advogado que recebia pensão ilegal por quatro anos passou a ser, pasmem, procurador-por-nomeação e os fatos viraram….”pontos de vista”.

Bolsa-eletrodoméstico

Todos são testemunhas de que, quando o Bolsa-Família foi lançado, o objetivo era matar a fome de 54 milhões de brasileiros. Meus leitores são também testemunhas de que, desde o início, venho dizendo que não existem 54 milhões de famintos. Pois bem, uma visita à página do Ministério do Desenvolvimento Social (aqui) vai surpreender. Ali, o governo anuncia que vários estudos comprovam que o Bolsa-Família tem ajudado os beneficiários a comprar eletrodomésticos. Isso mesmo, nada de arroz, feijão e carne, isso tudo que há muito já está na mesa dos pobres brasileiros, como provou a Pesquisa de Orçamento Familiar do IBGE; o que tem sido comprado é geladeira, microondas, máquina de lavar, fogão, liquidificador, forno elétrico, televisão e DVD.

Rosa Maria Marques, da PUC-SP é citada dizendo que, no passado, todo dinheiro extra era usado pelos pobres na compra de alimentos, mas que isso mudou, graças ao efeito multiplicador do Bolsa-Família: “Com o passar do tempo, as famílias ganharam segurança de que vão receber o benefício e, assim, puderam destinar parte de sua renda para a compra a prazo de eletrodomésticos.” Rosa cita outros fatores para explicar o crescimento do consumo daqueles bens, como a elevação constante do salário mínimo, a estabilidade monetária , o aumento do número de trabalhadores com carteira assinada e a ampliação do crédito consignado, mas a ênfase do press-release do ministério é a injeção de recursos do Bolsa-Família, R$ 10,9 bi previstos para este ano.

O release cita também Felícia Madeira, do Seade (São Paulo), para quem oscilações no orçamento sempre impediram que famílias pobres fizessem gastos que necessitassem de um horizonte longo, fato remediado agora pelo Bolsa-Família: “Como existe a garantia de que o dinheiro virá, a pessoa se planeja e pode abrir um crediário para comprar um eletrodoméstico ou um equipamento para trabalhar.”

O ministério dá exemplos. A catadora de lixo Rosineide dos Santos, 47 anos, de Maceió, com três filhos, recebe R$ 76 do Bolsa-Família, mas declara uma renda total de R$ 200. Com isso, pegou um empréstimo de R$ 500 no Banco do Cidadão, uma instituição que opera com micro-crédito para empreendimentos populares. O release diz que ela já tem fogão, liquidificador, cafeteira e forno elétrico, mas que, assim que saldar a dívida, pretende comprar uma televisão. Ou seja, não usa o Bolsa-Família para se alimentar nem o Banco do Cidadão para um pequeno empreendimento: usa para aumentar a conta de luz. Patrícia Belmira Henrique, de 43, manicure mineira, recebe R$112,00 do Bolsa-Família. O dinheiro, diz o release, ajuda a pagar a máquina de lavar roupa. “Estou feliz, porque é a minha primeira máquina de lavar. Antes, tinha que lavar a roupa na mão. Dava um trabalho enorme.”

O release cita ainda o economista Cícero Péricles de Carvalho, da Universidade Federal de Alagoas, para quem o Nordeste está se transformando num cenário de muitos investimentos produtivos. O release prossegue: “A explicação para esse crescimento, além da diminuição das desigualdades regionais, vem sempre da mesma origem: as transferências de renda federal crescentes e os investimentos sociais que impactam sobre a maioria da população nordestina.” O texto conclui, orgulhoso, citando o caso de Alagoas, que há 45 meses bate recordes de consumo popular, sem, porém, “ter um crescimento econômico que justifique tamanha elevação de compras”. A razão, diz o texto, é clara: os R$ 2 bi que a Previdência dá aos aposentados de lá (o dobro do que dava em 2002) e os R$ 300 milhões do Bolsa-Família distribuídos por ano a mais da metade da população do estado.

Aposentadoria e Bolsa-Família. Há futuro nisso?

O discurso oficial agora é que o dinheiro do Bolsa-Família aumentaria a demanda por bens duráveis, o que levaria à ampliação de fábricas e ao aumento de empregos. Balela. Mesmo se fosse verdade, o consumo cresceria nas áreas carentes e a produção, nas áreas já afluentes, perpetuando as desigualdades. Na realidade, o programa transfere, mas não gera renda: o consumo só aumentaria se a propensão de consumir dos beneficiários do Bolsa-Família fosse maior do que a propensão dos que pagam o imposto que torna o programa possível, o que é improvável. O contribuinte, sem o imposto, gastaria o dinheiro em alguma coisa. Assim, trata-se de uma soma de resultado zero, não havendo aumento de produção. O programa distribui renda? Sim, mas de uma maneira não sustentável: o efeito cessará assim que o programa tiver um fim. Distribuição sustentada de renda só se obtém educando o povo, para que se possa abastecer de gente qualificada uma economia crescente.

Ninguém pode ficar contrariado sabendo que pessoas pobres, na ausência de fome, estão comprando eletrodomésticos. É bom olhar a PNAD, como faz o release, e constatar que entre 2002 e 2006, nas faixas de renda mais baixas, cresceu muito o número de lares que tem esses bens. Mas é angustiante olhar os dados das provas nacionais e internacionais que medem o conhecimento de nossas crianças e constatar que tudo vai de mal a pior. Se não há fome, por que gastar R$10,9 bi com o Bolsa-Família em vez de aplicar a maior parte disso em educação? Para aumentar artificialmente a venda de eletrodomésticos em áreas carentes?

Essa política condenará as crianças de hoje a continuar, como os seus pais, a depender do Bolsa-Família para ter um microondas, enquanto um investimento maciço em educação faria delas seres independentes, produtivos, indispensáveis para chegarmos ao bom futuro.

Liberdade de imprensa em debate

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 04 Mar 2008 | sob: Política

Reportagem da Folha de S. Paulo. Negritos meus.

A liberdade de imprensa e a parcialidade nas coberturas jornalísticas foram temas discutidos ontem em debate promovido por alunos da Faculdade de Direito da USP, no largo São Francisco, em São Paulo, com a participação dos jornalistas Boris Casoy, da TV Bandeirantes, e Marcio Aith, editor-executivo da revista “Veja”.
Casoy afirmou que o governo Lula já “demonstrou formalmente não ter apreço” pela liberdade de imprensa. Citou como exemplo, entre outros, a tentativa de criação do Conselho Federal de Jornalismo.
Casoy afirmou ver ameaças reais à liberdade de imprensa no país. Ele citou a multiplicidade de processos movidos em nome de fiéis da Igreja Universal contra a Folha. “Acho legítimo entrar com uma ação, mas há visivelmente uma orquestração para calar a Folha ou quem venha, por acaso, tentar criar obstáculos à ação da igreja”, disse.
O próprio jornalista lembrou que trabalhou como âncora na TV Record, que pertence ao bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal.
Para Marcio Aith, causa preocupação a reação de Lula, que considerou legítima a ação dos fiéis. “Mais grave foi a reação do presidente Lula, que deu um inequívoco apoio às chicanas da igreja”, disse.
Questionado sobre os limites da “liberdade e da libertinagem”, Aith disse que a imprensa existe para incomodar. “Numa sociedade democrática, se a imprensa não incomoda, aí sim você fica com medo da libertinagem. Mas não é aquela libertinagem que você olha e vê, é aquela que ninguém conhece, é aquela que envolve injeção de recursos públicos para sustentá-la.”
Convidado para o debate, o jornalista José Arbex Jr., editor da revista “Caros Amigos”, não compareceu ao evento.

Santa Casa e o balanço do balanço

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 03 Mar 2008 | sob: Política

Só vi neste fim de semana a entrevista que a Tribuna fez com o interventor da Santa Casa, Renato Cassani, e a diretora de Saúde, Cláudia Meirelles “Atemporal”. É muito bom quando o jornal resolve praticar um pouco de jornalismo! Pelo jeito, o velho amigo José Netto está plenamente convalescido da cirurgia pela qual passou. Fico feliz. De forma sutil, como sempre, fez boas perguntas e extraiu respostas reveladoras, quando não estarrecedoras. Em uma delas, por exemplo, o interventor revela que quer passar o PS que atende a população carente para “os fundos”; na frente, ficaria só o atendimento de… “convênios e particulares”. Minha nossa! E ele ainda se justifica, ou melhor, tenta: “Eu acho que o hospital tem de caminhar com as próprias pernas. Não pode depender do dinheiro público “. Viram só? Quer dizer, então, que dinheiro público não pode ser utilizado pelo Estado para oferecer atendimento médico à população. Imagino que sirva só para pagar-lhe o salário que recebe como interventor, né?
Vejam, então, a íntegra da entrevista, intercalada com comentários meus em negrito. É longa, mas vale a pena:

Tribuna: Balanço dos 2 meses.

Cláudia Meirelles: Foi desgastante para os dois lados. O lado do hospital, dos médicos em greve, da população, o lado nosso como governabilidade de tudo isso. A gente tem de construir o fio da meada no entendimento das pessoas. Isso vale a pena. Principal objetivo em termos de sintonia é esse. É ter o fio da meada, um objetivo uma meta a se cumprir através do balanço.

Nossa, quanto conteúdo. Dá para encher um saquinho de pipocas da Dona Lena. Depois de 70 dias, o que dona-doutora Cláudia Atemporal tem a nos dizer é que “Foi desgastante para os dois lados”?
Se ela não fala, ninguém teria percebido isso. Depois: “A gente tem de construir o fio da meada…”. O que significa “construir o fio da meada”? E o balanço, doutora, e o balanço?

Tribuna: Quanto foi investido nesses mais de 60 dias?

Cláudia: A gente veio de um período de 40 dias de greve pelo não pagamento da folha médica. O dinheiro vinha para o Pronto-Socorro e não era pago para os médicos. De cara nós tivemos de fazer uma composição com os médicos. A Prefeitura está colocando hoje 300 mil reais como valor fixo, que era a soma do contrato mais o Pronto-socorro. E tem colocado 50 mil reais a mais nesses primeiros meses.

Ou seja, investiu-se mais do que a antiga diretoria pedia. A pergunta a seguir é oportuna e, a resposta… bem…, vejam vocês mesmos.

Tribuna: Se esses 300 mil fossem entregues à antiga diretoria, eles não teriam tocado o hospital?

Cláudia: Não, porque não tocaram. A gente tinha várias situações. Começou que não tinha organização de contrato. Passamos um ano negociando esse contrato para garantir a fluência. O dinheiro vai, o dinheiro volta para a transparência, o serviço é executado. Não é isso que a gente estava fazendo o ano inteiro. Não houve, apesar de a gente sentar várias vezes com o hospital, nenhuma clareza de contas, de necessidades, de contrapartida… A gente via o sufoco da população no dia-a-dia e a situação estava sendo pautada de outra forma. Então, não era a questão do dinheiro, mas da gestão. Hoje, o que a gente tem é uma parceria de gestão. O principal mote disso tudo é profissionalizar, assistir, mas também dar transparência.

Quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha? Ou seja, a antiga diretoria não tocou porque não tinha dinheiro, ou não tinha dinheiro porque não tocava? A doutora deixa claro o foco político com o qual o governo petista “tocou” as negociações. Daí fala em transparência. Cadê? De que transparência está falando se até as contas públicas que eram publicadas no site da prefeitura foram retiradas. O PT é bom nisso: fiscalizar as contas dos outros; as suas, ninguém precisa meter o bedelho. Depois, diz: “A gente via o sufoco da população no dia-a-dia”. Dio mio, ela confessa que assistia ao martírio da população enquanto o governo esperou três anos de gestão e 40 dias de greve para tomar uma providência? Isso é exemplo de gestão?

Tribuna: Numa entrevista, a senhora garantiu que a Santa Casa não fecharia. Nessa certeza estava embutido o plano de intervenção?

Cláudia: Não. Estava garantida na gestão da Saúde da cidade. A idéia da intervenção começou no mês de novembro. Um dia antes, sete horas da noite, o prefeito decidiu que iria fazer a intervenção. Um dia antes.

Vejam só a contradição: se não estava embutido o plano de intervenção, então como a diretoria de saúde poderia garantir que “não fecharia”? Poderia ser a última hipótese, mas é claro que estava delineado desde o início que, na pior das hipóteses, eles assumiriam. Só não o fizeram desde o primeiro dia de governo porque o abacaxi era grande. Trataram, primeiro, de sangrar a instituição, deixando-a na penúria para valorizar o gesto autoritário que o PT tem de governar. No fundo, quem pagou o pato foi a … população!

Tribuna: Um dia antes parece que tinha combinado não sei o quê. E não teriam honrado esse acordo. Isso é verdade?

Cláudia: Não é verdade. Na verdade isso foi uma situação de Câmara, uma outra história. A gente tinha uma situação de greve de médicos que, praticamente, não tinha mais solução. O passivo dos médicos era de 420 mil reais, dívida do SUS, mais 120 mil reais de dívida de convênios. Não existia reversão dessa situação naquele ponto. Ou se revertia a gerência e a gestão ou a coisa não ia sair disso. Não ia mais ter médico não iria ter mais Pronto-Socorro. Então isso era uma situação encontrada em termos de gestão Saúde do município. Não refrescaria um empréstimo para o hospital; a gente não era contra um empréstimo, como não somos. Acho que o hospital recorre várias vezes a empréstimo… Nós endossamos dois. E endossaremos se a intervenção precisar de outros. O problema é que o dinheiro para aquele fim não era claro. Nunca tinha assim, um porquê, um mote que a gente pudesse falar que estávamos pondo dinheiro e seria garantido seu uso. O contrato, que era uma das garantias, não estava sendo cumprido.

“Situação de Câmara”? O que é isso? Será que ela quer dizer que o legislativo é um palco de pantomimas e os acordos ali firmados são meras performances de dizer uma coisa e fazer outra? O “combinado do não sei o quê” da pergunta era, na verdade, um acerto no qual a Prefeitura, por meio da diretoria de Saúde, se comprometeu em liberar recursos, dar ciência em um empréstimo bancário para a SC, em troca da aprovação de mais recursos e um pacotão de medidas do interesses do executivo. Um dia depois de acertado (com papel assinado e lido em plenário) o governo PT, como sempre, voltou atrás e interviu na Santa Casa. O gesto não poderia ser mais nobre. Fica claro, também, a evidência de contradição com a resposta anterior, quando a diretora diz: “Não existia reversão dessa situação naquele ponto”. Viram só? A constatação já existia e o acordo não passou de conversa para boi dormir.

Tribuna: O município tinha medo de dar o dinheiro para a Santa Casa?

Cláudia: Não sei se a gente pode chamar de medo, mas eu acho que existe uma série de não-conformidades entre o modo de gerência do hospital e o modo de gerência pública, porque mudou mudo. As exigências pra cima do Executivo hoje em termo de dinheiro público são bélicas, é uma operação de guerra, não pode transitar na indecisão ou no medo, tem de fazer o que é necessário, e isso o hospital não estava cumprindo. A primeira prestação de contas, eles levaram oito meses desde o início do contrato. Em 30 dias é a prestação de contas, em 60 eles têm de apresentar o relatório completo. Aí a gente norteia a questão financeira. O Executivo não vai deixar uma cidade de 50 mil habitantes sem hospital. A situação vinha caminhando e houve uma, no meio do caminho, quando a gente estava numa situação desesperadora, quando a gente conversava sobre a intervenção, o pessoal ligava, e a gente sabia que alguma providência ia ter de tomar. Não houve uma mudança de acordo. O que ocorreu na Câmara foi um episódio isolado de coisa da Câmara.

É, de fato, um governo que repassa mais de R$ 2 milhões por ano a uma Oscip recém-nascida não pode mesmo ter medo de repassar R$ 180 mil mensais a uma instituição centenária. Daí ela fala em “exigência bélicas” e “operação de guerra”. Ou seja, para os amigos, tudo; para os inimigos…CHUMBO! Depois fala sobre prestação de contas em 30 , 60 dias, oito meses. E passaram-se 3 anos para se tomar providências? Que gestão é essa, minha senhora? Sentem-se, porque a conclusão da resposta é estarrecedora: “Não houve uma mudança de acordo. O que ocorreu na Câmara foi um episódio isolado de coisa da Câmara”. “Coisa de Câmara”? Essa é a forma de tratar uma instituição? Ou ela depravou geral? O que é isso, doutora? Uma profissional com os seus anos de estrada não pode querer vir dar rasteira em um poder democraticamente constituído. Ou a senhora acha mesmo que o legislativo é um palco de palhaços?

Tribuna: Hoje qual é a situação real do hospital?

Renato Cassani: A Santa Casa está muito bem montada. Pouquíssimas cidades no Brasil com 50 mil habitantes têm uma Santa Casa tão bem estruturada. Graças ao serviço desse pessoal. Eles tiveram problemas nos últimos anos de gerenciamento.

AAAAAAleluia, AAAAAAleluia. Em 70 dias, a Santa Casa saiu do caos do inferno para se tornar uma das “pouquíssimas cidades com 50mil habitantes com uma Santa Casa tão bem, estruturada”. Tudo graças à intervenção? Isso não é maravilhoso? Estamos perdendo tempo aqui. Vamos colocar doutor Cassani e dona Cláudia no Ministério da Saúde e, em 70 dias, resolvemos o problema de Saúde no Brasil. Eles são os caras!

Cláudia: Acho que foi mais falta de entendimento de que as relações institucionais mudaram. Quando você transforma isso numa questão ou pessoal ou política, perde o fio da meada. Nós tentamos negociar, hora batendo, hora soprando; hora ajudando, hora exigindo.

É, para uma pergunta simples e direta como essa precisaria mesmo mais de uma resposta. Ou melhor, uma revelação. Viram só o que diz a doutora? “Nós tentamos negociar, hora batendo, hora soprando; hora ajudando, hora exigindo”. Como se percebe, ela não tira o quimono mesmo. Enquanto a população se angustiava, estava a trocar golpes com a direção da instituição. E ainda vem dizer que não era um briga política?

Renato: Voltando à sua pergunta, com a nossa entrada no dia 7 de dezembro, a primeira providência foi reabrir o Pronto-Socorro. Então, no dia 7 nos reunimos com a diretoria médica. A gente tentou se preocupar com o atendimento geral à população. Fizemos uma programação de pagamento do que causou a greve. Então, de 420 mil reais, conseguimos pagar nesses dois meses 200 mil reais. Estão faltando 220 mil do SUS e 120 mil de convênios que vou ter de negociar com eles. O Pronto-Socorro voltou a funcionar normalmente, com dois médicos plantonistas, 24h por dia. Negociamos com o pessoal da obstetrícia; a partir do dia 7 de dezembro criamos plantão in loco na maternidade. Hoje temos um obstetra 24h no hospital. Reativamos o ambulatório de cirurgia geral, o ambulatório de ortopedia e o ambulatório de ginecologia e obstetrícia visando o maior porte de pacientes. O volume cirúrgico nesses dois meses deu 240% de aumento.

Cláudia: Existia uma preferência em fazer cirurgias pequenas e cirurgias verdadeiras em um número pequeno. Em um mês inverteu.

Renato: Mas ponha-se no lugar do médico. É um trabalhador como qualquer outro. Por que você vai operar aqui se você não recebe? O que acontecia? Os médicos deslocavam o paciente para Sorocaba. Agora estamos revertendo.

Viram só, a pergunta simples se transformou em pingue-pongue de respostas. Mas não disseram qual é a situação da Santa Casa hoje. Melhor seria perguntar aos usuários. Quem se habilita?

Tribuna: Como revertendo se o problema ainda é dinheiro?

Cláudia: Pagando 200 mil atrasados é uma reversão.
É mesmo? Mas isso a antiga gestão também poderia fazer, se a Prefeitura não tivesse retido os recursos pactuados em contrato.

Renato: Primeiro, estamos pagando o atrasado. Segundo, estamos pagando em dia. No dia 7 de janeiro e 7 de fevereiro eles [médicos] receberam tudo que produziram, mais plantão. Na minha visão, os braços e as pernas do hospital são os médicos. O coração é a Administração. E a cabeça é o faturamento. Então, estamos investindo muito no faturamento do hospital para que a gente consiga alcançar o equilíbrio financeiro. Uma das metas da intervenção é devolver o hospital equilibrado. Não adianta entregar com um déficit, por exemplo, de 100 mil. Não adiantou nada. Já que nós entramos, temos de nos propor a equacionar esse desequilíbrio financeiro que levou a essa situação.

Alguém sabe me dizer qual é a especialidade do doutor Cassani? Anatomia da saúde pública? Dio mio, que Frankenstein é esse que está propondo? Quer dizer, então, que “o coração é a Administração. E a cabeça é o faturamento”? Não seria ao contrário?

Tribuna: Como fica a Irmandade?

Renato: Pelo decreto, você faz uma intervenção no serviço. No dia que houve o decreto, entreguei na mão do provedor e a Irmandade se retirou da Administração. Na devolução, vamos prestar contas de tudo que fizemos. Em minha opinião como técnico, para a Prefeitura a intervenção é um péssimo negócio. Então tem de devolver. Se eu fosse a Irmandade, não pegava de volta. Como lá em Itu eles não pegaram. É uma chance de ouro de a Irmandade perceber que precisa de uma gestão profissional. O que vou tentar convencê-los é a passar esse hospital para um grupo. Tem vários grupos. Seria opção interessante.

Hum, já entendi. Quer dizer então que têm vários grupos interessados em pegar, como é mesmo?, esse “péssimo negócio”? E ele vai tentar “convencê-los de que “passar” o hospital seria uma “opção interessante”, viram só? Nada como um interventor que também atua como um intermediador de negócios, né não?

Sou contra a intervenção, filosoficamente. É uma palavra muito agressiva. Mas aqui em Porto Feliz foi muito bem aceito pela população, pelos médicos e pelos funcionários. Mesmo pela Irmandade. É óbvio que as pessoas ficam magoadas. É uma coisa centenária, sua família deu o sangue ali dentro. De repente, você tira. Mas se pensar do ponto de vista administrativo, foi um negócio muito bom pra todos.

Aquilo tem dono e o dono daquele hospital é a Irmandade. Tem de ser devolvido num certo momento por isso. Municipalizar o hospital não é a idéia do prefeito. A intenção da diretora de Saúde é manter o atendimento da urgência e emergência.

Quem será que deu essa resposta, não tem nome? Filosoficamente é ótima. Tem a carinha da Doutora faixa (não confundam com tarja) preta em tai chi chuan. Bom negócio para todos? É inclui a população? Minha nossa!


Tribuna: Se o portofelicense chegar à Santa Casa hoje, ele terá uma equipe médica com várias especialidades à disposição?

Renato: Nós temos hoje dois plantonistas e temos à distância algumas especialidades.

Tribuna: Por que não no hospital?

Renato: Pelo volume de pacientes daqui, você não tem. Nem Itu tem. Não comporta financeiramente manter. Você tem de ter compromisso. Se você paga em dia, de repente precisa de uma cirurgia de apendicite e o médico fala só vou amanhã cedo, não dá. Apendicite, o médico tem meia hora para ir lá. Chegou uma facada, ele tem de largar o consultório pra ir lá. Ele ganha pra isso. A partir do momento que você paga em dia, você pode cobrar.

Viram só a referência que o doutor faz: “se nem em Itu tem, porque aqui precisa ter? Poderia dizer, também: “se a saúde pública no Brasil todo está um caos, porque aqui tem de ser diferente? Vá catar coquinho, doutor. Saúde pública é obrigação do Estado, não uma empresa que precisa dar lucro financeiro. Mas já que é para esculhambar, por que, então, a cidade precisa ter uma unidade do Corpo de Bombeiros, se não tem demanda de incêndios regulares? Por uma simples razão, prezado: porque uma única vida salva justifica todo o investimento. Estamos falando de Saúde pública, doutor McDonald’s!

Tribuna: Mudou alguma coisa na enfermagem?

Renato: Temos uma gerente de enfermagem, que é a Lia, extremamente competente. Demos muita sorte. Essa menina é formada na Faculdade Paulista de Medicina. Ela trabalhou no Albert Einstein por sete anos e a família dela é de Porto Feliz. Ela optou em voltar. Um mês antes da intervenção, ela foi contratada. Fora isso, da equipe da intervenção temos uma enfermeira que veio para dar suporte na parte administrativa e na parte de capacitação continuada.
Uma enfermeira? Hum, deve ser dessas que faz verão sozinha, né não? Grande avanço, parabéns!

Cláudia: O ato de intervir significa nortear cada função. Tudo foi setorizado, faturamento, enfermagem, corpo clínico, manutenção, estrutura, para trazer pessoas que possam ensinar o jeito de ser para cada área. Aí envolve desde a parte técnica, humanizada como também coisas necessárias, básicas, que as pessoas precisam relembrar. Tem uma equipe grande atuando e capacitando o hospital para caminhar com as próprias pernas.

Renato: Outra coisa que não tínhamos e foi criado é o serviço social, serviço de ouvidoria. É importante divulgar que a pessoa está lá para ouvir sugestões e reclamações da população. A ouvidora é a assistente social. Fora ela tem a administradora hospitalar. Não adianta mascarar, o hospital mexe com gente e não dá para acertar sempre. Tem um rapaz que faz só a parte de normas e condutas.

“O ato de intervir significa nortear cada função”, diz a doutora Claúdia. É mesmo? Não diga? Está lendo o Aurélio de ponta-cabeça, é? Pelo que se percebe, o que aconteceu de fato foi a criação de uma série de cargos; de prático, mesmo, só a população pode responder.

Tribuna: E o investimento em equipamentos?

Renato: Compramos dez computadores, toda parte mobiliário para o Pronto-socorro e faturamento. Reformamos a antiga pediatria e a ginecologia vai ter espaço mais adequado, que será entregue na semana que vem. Pintamos a parte externa e estamos pintando a parte interna.

Claúdia: Através de emenda parlamentar, vamos comprar dois focos cirúrgicos e um carrinho de emergência. Nós patrimoniamos tudo. Com a entrada da intervenção passamos três dias com uma equipe de mais de 20 pessoas da prefeitura contando agulha. Cada setor recebeu essa contagem. Para sabermos do patrimônio do hospital para deixar tudo bem transparente.

Imagino que a pergunta se referia a investimentos em equipamentos cirúrgicos, mas a resposta foi sobre a nova…fachada. É bem a cabeça petista: vamos dar uma perfumada por fora, no visual, depois por dentro a gente ajeita. O importante, mesmo, está tudo porvir !

Tribuna: Entre os equipamentos mais usuais, quais seriam viáveis hoje?

Cláudia: Acho o ultra-som bom; equipe de radiologia é simples; de ecografia. Nós temos uma média complexidade para atender. Tudo que é maior, de alta complexidade tomografia, ressonância, ecodoble, coisas mais específicas não se paga numa cidade desse porte, porque você atende uma população muito restrita e tem de ter uma equipe muito grande. O negócio é a gente comprar o serviço de quem faz. Isso nós fazemos em várias áreas de apoio de diagnóstico.

Acha o ultra-som bom, é? Eu também! As gestantes ainda mais. Mas não tem pressa não, elas aguardam, enquanto admiram as belas paredes e o cheiro de tinta fresca. Aproveita e traz um raios-x também.

Tribuna: Se a Santa Casa hoje precisasse de mais de mais 150 mil…

Cláudia: Não, isso é inviável.

Renato: Eu acho que o hospital tem de caminhar com as próprias pernas. Não pode depender do dinheiro público. Para o futuro, temos um projeto pronto para construir um novo Pronto-socorro. Por quê? O Pronto-socorro vai para a parte de trás do hospital. Você tira toda a movimentação da frente do hospital. E onde é atualmente o PS vamos fazer uma enfermaria para atender convênios e particular para melhorar o faturamento do hospital para ele poder andar com as próprias pernas.

Não há dúvidas que o doutor vê a Saúde Pública de forma bem…particular. No seu campo de visão, dinheiro público é para outras coisas, não para oferecer saúde à população. Enquanto o troço não der lucro, bom atendimento fica restrito só àqueles que podem pagar convênios. Ele quer jogar o atendimento da população lá pra trás e deixar a fachada bonitinha para atender os convênios e, depois, convencer a Irmandade a passar o Hospital a algum grupo profissional, que, como ele mesmo disse, está à espera. O interventor, pelo jeito, é pródigo em idéias pequenas e grandes negócios.

Tribuna: Todos os convênios estão sendo atendidos?

Renato: Estão sendo atendidos. Mas acontece que você tem de renegociar a forma como estão fazendo. Exemplo: a Intermédica em Sorocaba não tinha mais interesse no hospital por falta de renegociação, de contato. Nós entramos em contato com a diretoria e queremos que o paciente de Porto Feliz seja operado aqui, dentro da complexidade. Essa negociação está adiantada. O que a gente quer é segurar o paciente de Porto Feliz em Porto Feliz, mas para isso tem de dar qualidade.

Bem, pelo que dá para entender, a intervenção da Prefeitura está fazendo o papel de uma consultoria. Eles querem transformar a instituição centenária e referência de atendimento médico da cidade em uma empresa que dê lucro. Dessa forma, em vez de investirem em equipamentos, preferem negociar com os convênios; em vez de disponibilizarem médicos para o atendimento, deixa-os em casa, recebendo, à espera de uma emergência. Afinal, que diferença vai fazer a espera de 10 ou 15 minutos (sendo bem generoso) para uma pessoa que chega correndo risco de morte?

O importante, como vocês puderam constatar, é que o hospital “ande com as próprias pernas” e “nas mãos de um grupo profissional” que ele irá indicar. A população carente que espere sentada, ou rasteje para outro canto. Pelos fundos, de preferência! Na frente, só convênio e particulares.

De cara nova

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 03 Mar 2008 | sob: Política

Bem, creio que chegamos a um formato final. O blog ficou mais arejado, as fontes das letras facilitam a leitura e outros canais foram agregados. Um deles é a pensata aí do lado direito, que sempre trará algum assunto em destaque. Pode ser uma “pensata”, uma “Pisada na bola”, a “besteira da semana” ou qualquer tema de relevância.

Há, também, uma mensagem ao pé da página, que será trocada de acordo com os temas de momento. Conto com a ajuda dos leitores para ocupar os espaços.

Só neste fim de semana, houve um boon de acessos, até fora do habitual. Foram mais de 500. Lembram-se que já tínhamos atingido a marca de 50 mil visitas? Pois bem, agora já passamos 55 mil, com mais de 10 acessos simultâneos. Ou seja, 10 pessoas plugadas ao mesmo tempo. Como já disse antes, trata-se de um número significativo para um blog de enfoque local de uma cidade de 44 mil habitantes.

Não sou escravo da audiência, mas isso mostra o prestígio do blog, que traz informações exclusivas e independentes.

Volto no final do dia com assuntos pertinentes à Maniçoba! Obrigado pela leitura. Inté!