Março 2008

Arquivo Mensal

Noblat: “Dilma é mãe duas vezes”

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 31 Mar 2008 | sob: Política

Comentário do jornalista Ricardo Noblat, sobre o episódio dos cartões corporativos e o dossiê produzido pela ministra Dilma Rousseff, contra o ex-presidente FHC.

Lula, o problema é o seguinte, meu filho: seu primeiro governo foi salpicado de escândalos. Mal começou o segundo e já tem escândalo novo na praça: o do dossiê montado na Casa Civil da presidência da República para chantagear a oposição e impedir que a CPI Mista do Cartão Corporativo cumpra com o seu dever. Assim não dá. Resolve sua crise.

Sem essa de apresentar a ministra Dilma Rousseff, da Casa Civil, como coitadinha, vítima de “fogo amigo” disparado pelos que se opõem à sua candidatura à sucessão de Lula. Sem essa de que ela possa ter sido traída por seu braço direito no ministério, a secretária-executiva Erenice Guerra, a quem delegou a tarefa de montar um “banco de dados” a respeito de despesas do governo com cartão feitas de 2002 para cá.

Por conta própria, Erenice teria recuado no tempo para acrescentar despesas do segundo governo de Fernando Henrique Cardoso. E produzido um dossiê de 13 páginas com informações pinçadas sob medida para constranger Fernando Henrique e a ex-primeira-dama Ruth Cardoso, intimidar a oposição interessada em investigar as chamadas contas sigilosas do período Lula, e esvaziar a CPI do Cartão.

De fato, Dilma é mãe duas vezes. Do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), conforme escolha de Lula, e do dossiê que lista entre outras coisas a compra de 144 lixas de unha, 30 toucas de banho, 24 sabonetes infantis, bacalhau e vinhos finos, além do aluguel de carros e o valor do salário da ex-chef da cozinha do Palácio da Alvorada, Roberta Sudbrack. Por ora não se sabe quem é o pai do dossiê.

Sabe-se que a primeira pista pública sobre a disposição do governo de se defender atacando foi dada pelo ministro Franklins Martins, da Comunicação Social, no dia 6 de fevereiro último. Ele disse: “Ninguém colocará o governo nas cordas. Vamos abrir o suprimento de fundos desde lá atrás”. Foi uma advertência que pode ser traduzida assim: se querem apurar o que fizemos vamos apurar o que se fez no governo passado.

Criado em 1998, o cartão corporativo para uso em serviço de autoridades da administração federal foi implementado pelo decreto 3.892 de agosto de 2001. Antes dele existia um fundo que bancava despesas sigilosas do governo. Foi a esse fundo que se referiu Martins. Somente a partir de 2003 permitiu-se o uso do cartão para saques em dinheiro vivo. A ministra da Igualdade Racial perdeu o emprego por causa de um desses saques.

Os gastos com cartão se multiplicaram desde o primeiro ano do governo Lula. Foram de R$ 8,7 milhões em 2003; R$ 13 milhões em 2004; R$ 20,9 milhões em 2005; R$ 34,6 milhões em 2006; e R$ 78 milhões em 2007. Quer dizer: em cinco anos os gastos com cartões cresceram quase 900%. Dos R$ 78 milhões gastos no ano passado, R$ 58 milhões foram sacados na boca do caixa por cerca de 11.500 funcionários. Uma farra. Que deu em CPI. Leia mais AQUI

Cavalgar é preciso…

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 31 Mar 2008 | sob: Política

Maldita mania deste blogueiro de sair sem avisar. Mas não teve jeito mesmo. Fiz uma viagem de trabalho um tanto às pressas a Recife, em Pernambuco. Fiquei apenas algumas horas na Capital e depois fui ao interior, em Carpina, onde não tinha conexão.

Fui conhecer de perto, ao vivo e a cores (como demanda a boa prática do jornalismo), um fenômeno chamado Vaquejada, no qual os grandes astros são os cavalos. Depois conto mais detalhes, mas posso adiantar que se trata de uma indústria de milhões, como mostra a reportagem da Horse que está nas bancas do Brasil todo.

Muitos dos animais, aliás, saem aí de pertinho, em dois haras localizados em Porto Feliz. O Rancho das Américas e o Vista Verde, em terras de Maniçoba, são exímios criadores de Quarto de Milha, a raça que domina mais de 95% das provas de Vaquejada do Nordeste. E Porto Feliz nem sabe disso. Aliás, não sabe de muita coisa, pois o “jornalismo” nativo não tira o traseiro da cadeira. O release oficial chega pronto!

Bem, tenho assuntos externos a tratar. Volto mais tarde com notícias fresquinhas, daquelas que não se lê em qualquer lugar. Só em espaços independentes que não vivem às custas do governo. Inté!

O que passa na Argentina

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 27 Mar 2008 | sob: Política

Querem entender um pouco o que está acontecendo na Argentina, onde o povo não engole a seco as bobanegens de seu governo. Vejam o texto abaixo, de Ariel Palácios, publicado hoje na Folha:

Quase cinco anos depois de Néstor Kirchner tomar posse como presidente, e pouco mais de 100 dias após a chegada de sua mulher, Cristina Kirchner, à Casa Rosada, o chamado “casal presidencial” está enfrentando sua pior crise. Um dos principais pesadelos do casal é a inflação.

A alta de preços, que entrou em escalada há meses, acelerou a velocidade nas últimas duas semanas, coincidindo com a greve dos agricultores e o conseqüente desabastecimento no comércio.

Diversas consultorias econômicas afirmam que nesse período a cesta básica de alimentos registrou uma alta de 12,5% nos preços. Alejandro Catteberg, da consultoria Poliarquía, considera que “a inflação, mais do que qualquer outro problema, tem capacidade de diluir rapidamente” a situação de popularidade de um presidente na Argentina.
(…)

Além da pressão inflacionária, uma série de escândalos de corrupção, envolvendo alguns dos principais ministros argentinos, tem abalado há meses o governo. O mais notório é o “Caso da Maleta”, cujo pivô é um misterioso empresário venezuelano, Guido Antonini Wilson, que em setembro passado tentou entrar no país com US$ 890 mil em uma maleta.

O dinheiro foi descoberto e confiscado pela alfândega, fato que disparou suspeitas sobre o destino desses fundos. Venezuelanos detidos pela polícia dos Estados Unidos em Miami afirmam que o dinheiro seria usado na campanha eleitoral de Cristina Kirchner em 2007.

Leia mais na AQUI

Mais blog na Maniçoba

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 26 Mar 2008 | sob: Política

O amigo Nilson Araújo, frequentador assídio de nossa seção de comentários, gostou da idéia de blog e montou o seu. Pede que eu ajude a divulgar. Claro! É uma iniciativa honesta e corresponde com o caráter de seu autor. É evidente que não endosso tudo o que Nilson pensa e escreve. Pefiro seus dotes artísticos. Temos formações e exeriências muito diferentes, embora, acredito, compartilhemos dos mesmos princípios. Aprecio, sobretudo, sua franqueza e coragem em expressar suas opiniões. Sendo assim, não deixem de dar uma conferida no Blog do Nilson.

Doc Holliday x Ringo! A Justiça está chegando!

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 25 Mar 2008 | sob: Política

A respeito do post abaixo, lembrei de uma cena do filme Tombstone, um clássico do faroeste. A certa altura do trailer, o pistoleiro Ringo e os capangas entram no saloon e vão direto à mesa onde Doc Holliday (incrivelmente interpretado por Val Kilmer) está postado ao lado do xerife Wyatt Earp e seus amigos em uma mesa de baralho. Petulante e provocativo, Ringo começa a exibir-se, fazendo malabarismo com o revólver, até depositá-lo de volta no coldre. A bar aplaude!

Com a calma de um tuberculoso, Doc Holliday fita-lhe prazerosamente, manda a bebida de sua canequinha goela abaixo, e começa a girá-la com a mesma destreza de seu adversário. Depois de vários movimentos, deposita-a confortavelmente em um coldre imaginável. O bar veio abaixo. Ringo sai desconsolado. Foi, elegantemente, desmoralizado.

É claro que os dois voltam a se encontrar mais adiante, mas não vou contar o fim do filme. Vale a pena ver.

Há várias versões no cinema que contam essa história. Uma delas, inclusive, é protagonizada pelo ator Kevin Costner, mas, na minha modesta opinião, não chega aos pés de Tombstone, a Justiça está chegando! Sem trocadilhos…hehehe!

Veja a cena abaixo:

FHC chama Lula pro duelo: saque o seu que saco o meu

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 25 Mar 2008 | sob: Política

Está posto o desafio. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso colocou o sigilo do uso dos cartões corporativos de sua gestão à disposição da CPI. E agora, Lula? Vai se esconder sob a mesa? Vejam matéria do Estadão.

SÃO PAULO - O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio, leu nesta terça-feira, 25, uma carta do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, onde ele autoriza a quebra de sigilos dos cartões corporativos de sua gestão e de sua mulher, dona Ruth Cardoso. “Se for para avançar nas investigações, não vejo inconveniente para isso. Mesmo porque não há amparo legal para tal procedimento”, disse FHC, na carta.

E completou: “É a única maneira de ambos os governos se livrarem de suspeitas que, no meu caso, são infundadas e espero que também o seja no caso do atual governo”.

O ex-presidente disse que consultou ministros que trabalharam no Palácio do Planalto durante sua administração. Estes ministros informaram, de acordo com o relato feito por Fernando Henrique na carta, que uma única vez, no início de seu primeiro mandato, lançou-se mão de reserva para a compra de material criptográfico e de portas detentoras de metais.

Virgílio disse ainda que a ex-primeira-dama recebeu um telefonema da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e que estava disposta a abrir todos os seus sigilos.

A carta é uma resposta a pedido feito por Virgílio ao ex-presidente, também por escrito. ” Em resposta, desejo esclarecer que nunca houve sigilos nos gastos do meu gabinete”, disse o ex-presidente. Em seguida à leitura de Virgílio, parlamentares do partido parabenizaram a disposição de FHC e que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deveria “fazer o mesmo”. Não há motivo agora para o presidente e sua esposa não autorizarem”, disse a senador Kátia Abreu.

Mais cedo, Virgílio disse que vai pedir à CPI informações sobre os gastos do ex-presidente e de Ruth Cardoso, e do atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, e da primeira-dama, Marisa Letícia. O pedido vai incluir também os gastos do ex-vice-presidente Marco Maciel e do da esposa de Lula e do vice atual, José Alencar, e de sua mulher, Marisa.

O líder do PSDB quer votar nesta quarta a convocação da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, para falar sobre o dossiê sobre gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, divulgado pela revista Veja.

Os bons exemplos do ensino público

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 25 Mar 2008 | sob: Política

Vejam, abaixo, reportagem do Estadão de hoje, por Ana Paula Scinocca. Comento mais tarde. Mas adianto desde já: a Maniçoba não está na lista das 37 mais bem-sucedidas. Nunca esteve. Era tudo mentira dos petralhas, que aproveitaram a barrigada de Veja (é, quando interessa, até a revista que eles chamam de “fascista” vira referência. Só quando interessa)

Apesar de não haver uma receita única, pesquisa fechada no final do ano passado e divulgada agora mostra que há dez metas indispensáveis para oferecer educação básica com qualidade e fazer da aprendizagem ferramenta de progressão social. A aplicação sistemática dessas metas transformou 37 municípios brasileiros - 0,66% das 5.564 cidades do País - em campeões de aprendizagem escolar.

Em todos os municípios vigora uma regra de ouro: ‘’Um a um, nenhum a menos'’. Ou, como dizem os professores de Marilena (PR), ‘’a agente não deixa nenhum aluno para trás'’. O que, na prática, foi sentido por um estudante da escola municipal de Guaramirim (SC) desta maneira: ‘’Os professores insistem, insistem, até a gente aprender'’.

A pesquisa Redes de Aprendizagem-Boas Práticas de Municípios que Garantem o Direito de Aprender foi feita pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Ministério da Educação/Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais e União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime). Os dados serão apresentados e debatidos hoje, em Brasília, no Fórum da Undime.

Nas 37 cidades onde governo, professores e pais sustentam um pacto pelo ‘’direito de aprender'’, as dez práticas sistemáticas são: 1) gestão para a aprendizagem, isto é, organizar a escola com o objetivo de chegar a um ‘’ensino de resultados'’, que é fazer com que o aluno aprenda; 2) prática de rede, que vem a ser a integração de todas as escolas do município a um mesmo método de trabalho; 3) planejamento, que envolve, obrigatoriamente, os pais dos alunos; 4) avaliações; 5) valorização dos professores; 6) investir na formação contínua dos docentes; 7) valorização da leitura; 8) atenção individual aos alunos; 9) agenda de atividades complementares e 10) parcerias envolvendo áreas da saúde, esporte, cultura e assistência social. Como destaca o relatório, ‘’o bom desempenho não (pode) ser creditado a fórmulas ou atividades complexas'’.

A única complexidade está na fórmula criada (leia texto abaixo) para definir os 37 municípios alçados à condição de campeões de aprendizagem: uma parte do Indicador de Efeito Redes Municipais (IERM-Ideb) foi tirada dos resultados dos alunos ao fazer as provas que compõem o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). A outra parte da pesquisa e do indicador final levou em conta a condição socioeconômica dos alunos e dos municípios e como mesmo em situações adversas as redes de ensino obtêm resultados fora do padrões médios. ‘’Capricho'’ foi uma das palavras-chave que resumiram as principais atitudes das redes de excelência, que para os professores e os pais dos alunos significam o seguinte: ‘’Ninguém se deixa imobilizar pelas dificuldades.'’

Em 29 dos 37 municípios há uma prática generalizada de incentivo à leitura. E, em vez de estantes com livros arrumadinhos, as escolas criam ambientes de bibliotecas ambulantes que usam ônibus, baús, carrinhos de mão e até jegues.

As redes escolares trabalham um fluxo de informações sobre práticas bem-sucedidas, o que gera um compromisso de toda a comunidade com as questões locais e com a qualidade da educação. Isso quer dizer que o aluno não é só de uma professora, mas de toda a rede. O professor não está sozinho, é parte da equipe da escola e da rede.

A simplicidade na resposta de dois profissionais de educação - um de João Monlevade (MG) e outro de Carmo do Rio Verde (GO) - despertou a atenção das 18 pesquisadoras que fizeram o trabalho de campo. Ao exemplificar como via o real compromisso com o aprendizado dos alunos, um dirigente da cidade mineira disse: ‘’Aqui é tudo pedagógico.'’ E, à mesma pergunta, uma professora da cidade goiana assegurou: ‘’A aula é gostosa, prazerosa. Educação é movimento.'’ A ‘’prática de rede'’ foi assim traduzida pelo pai de um dos entrevistados na Escola Municipal São Caetano, em Arroio do Meio (RS): ‘’A escola é de todos nós.'’

Além dos dez pontos mais citados, os entrevistados apontaram alguns outros aspectos considerados importantes: acesso à educação infantil, interação com as famílias e comunidade, prática por projetos, respeito ao tempo escolar, infra-estrutura, perfil e papel da direção escolar.

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Assessoria de imprensa do município faz campanha

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 24 Mar 2008 | sob: Política

A contar pelos releases da assessoria de imprensa da Prefeitura, publicados no site oficial e reproduzidos nos veículos oficialescos, em breve a Maniçoba não terá mais mão de obra para tamanha demanda de empresas. Veja o texto abaixo, com comentários meus em negrito.

“Empresa de autopeças vai gerar 300 empregos em Porto Feliz”
Por A.I. Prefeitura de Porto Feliz

Na última semana, representantes da empresa Aluer estiveram no gabinete do prefeito de Porto Feliz, Cláudio Maffei (PT), para anunciar a instalação de uma unidade da empresa no município. A Aluer fabrica peças de alumínio para carros e deve terminar a construção das instalações em 80 dias. A expectativa é que sejam gerados 300 empregos diretos.

Isso é que se pode chamar de desenvolvimento a jato. Em 80 dias se instala uma empresa que vai gerar 300 empregos. Logo pode-ser concluir que, daqui a 80 dias, a cidade terá mais 300 empregos, certo? Bem, se você não se incomoda em deixar de comer uma pizza para pagar vintão para os bombeiros, também pode engolir essa.

“Nossa política de desenvolvimento inclui a criação de novos postos de trabalho em nossa cidade. Todos os esforços estão sendo feitos para que Porto Feliz se desenvolva, com escolas, saúde e trabalho para todos”, comenta Maffei. O prefeito também cita a infra-estrutura da cidade e o investimento em qualificação profissional como fatores que ajudam à vinda de novas indústrias: “Hoje somos capazes de receber empresas dos mais diversos setores e gerar empregos em muitas áreas da economia. Isso demonstra a confiança que os empresários têm na atual administração pública”.

“Política de desenvolvimento”? Hehehehe! Cadê? Só se estiver na barriga do gato. O único setor que “vem gerando” novos empregos descontroladamente é o setor público, a maioria, é bom que se diga, de cargos em comissão, SEM CONCURSO. E que história é essa de “qualificação profissional” para atender empresas de “diversos setores”. Que eu saiba, o que se têm por essas bandas são cursos de costureira, torneiro mecânico e serigrafia do Senai. Será que esqueci de algum? Isso atende a todos os setores?

Sobre o grande número de empresas interessadas pela “política de desenvolvimento” da gestão gerundiana, a Concessionária Colinas teme congestinamentos na Castello. Hehehe! “Isso demonstra a confiança que os empresários têm na atual administração pública”, constata o alcaide. Concordo absolutamente!

O diretor de Agricultura e Desenvolvimento Econômico, Paulo Bassul, também participou do encontro e garantiu que Porto Feliz está pronta para a chegada de novas empresas.

Então tá!

A Aluer ficará instalada num terreno com 15 mil metros quadrados localizado no km 21 da rodovia Dr. Antonio Pires de Almeida, que liga Porto Feliz a Sorocaba. A empresa deverá trabalhar em três turnos. De acordo com o projeto apresentado, existe a expectativa que a empresa cresça com o passar dos anos, já que uma outra área foi reservada para possíveis ampliações.

Viram só, há a expectativa de que a empresa cresça com o passar dos anos. Isso não é extraordinário?

Maffei, que trabalhou muito para a vinda da nova empresa, lembrou os recentes anúncios de quatro grandes empreendimentos: a ampliação da fábrica Porto Feliz SA (que vai gerar mais 200 empregos), a construção do centro esportivo da equipe Desportivo Brasil, a implantação de um condomínio fechado e um hotel de alto padrão, que vai atrair investidores e gerar vagas no mercado hoteleiro, e a instalação da Flamboiã que vai gerar 500 novos postos de trabalho e vai produzir 15 mil toneladas de ração para frango na unidade de Porto Feliz. “Nesses quatro casos, além dos empregos diretos, teremos o aquecimento do comércio em toda a cidade”, ressalta.

Nâo tô falando!?! A Maniçoba é a “terra prometida” do PT. Façam as contas: 300 (Aluer) + 200 (Porto Feliz S/A) + 200 (é o que dizem, sobre o Despotivo Brasil) + 500 (Flamboiã). Só aí, são 1.200 empregos. Sem contar o “condomínio fechado” (nossa, até isso já conta?) e o “setor hoteleiro”.

Mas de doer, mesmo, é o caráter eleitoreiro do texto veiculado no “diário oficial digital” do município, pago com dinheiro público: “Maffei, que trabalhou muito para a vinda da nova empresa…”, escreveram. Trabalhou mesmo, é? Poderia dizer como? Isso a oposição não vê, né!

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O que dizem por aí

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 20 Mar 2008 | sob: Política

1. Que toda vez que tem uma sessão polêmica envolvendo base governista e oposição, a presidente da Câmara, Dona Maria, passa mal e falta, como ocorreu no início da semana, quando foi apresentado o relatório da CEI PortoPrev

2. Que a assessora de Dona Maria, que não me recordo o nome, vai sair candidata a vereadora pelo…PT.

3. Que o prefeiturável José Menk “Mumu” já teria desistido da disputa para postular-se como vice do outro prefeiturável, Erval Steiner. Mumu nega de pé e mãos juntas.

4. Que Carlão, hoje diretor de Esportes, é candidato a vereador.

5. A Toyota não vem mais para Porto Feliz. Vai para Sorocaba. A decisão ocorreu em reunião em São Bernardo, no ABC, e o representante da Maniçoba era…o empresário Paulo Guerine.

6. Que a oposição está preparando um pacote de ações judiciais que vai dar uma dor de barriga danada no Seu Gerúndio.

7. Que não é “o” Cearense, como escrevi em post anterior, mas sim, “a” Cearense.

8. Que Eugênio Motta anda tristinho, tristinho depois de trabalhar mais de quatro meses no processo da CEI e ver tudo terminar em pizza.

Por hora, é só!

E.T.: A propósito do comentário da Dona “Domitila”, faltou o 9. Que já está em curso a elaboração de uma ação civil pública contra a cobranças da taxa de bombeiros, sob a alegação de vários pontos de inconstitucionalidade.

Do cearense à pizza. Eu já sabia

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 19 Mar 2008 | sob: Política

Confirmado! Acabou agora há pouco a reunião da CEI da PortoPrev, com os dois representantes da base governista rejeitando a denúncia, o que, diferente dos políticos, todo mundo já sabia.

A vereadora Andréia do PT, que na semana passada transformou o Cearense em Lei municipal, mostrou que também sabe fazer pizza. “Considero as denúncias infundadas com relação às supostas irregularidades apontadas bem como entendo que não houve prejuízo voluntário ao PortoPrev”, escreveu a petista, que segue inocentando o prefeito Maffei, Robertinho e…todos envolvidos.

Mas peraí: “não houve prejuízo voluntário”? Êpa, e o prejuízo involuntário, houve? Isso também não tem de ser apontado?

O melhor, porém, é a parte do Roberto Carlos Castagnaro, preso pela Polícia Federal sob a acusação de ser sócio do maior traficante de drogas do México. Sabe o que Andréia disse? Que ele “representava a Euro DTVM, que também é cadastrada na CVM”. Ponto! Simples, assim, como o chá das 5, ou o cafezinho depois da pizza.

O relator José “Mumu” saiu revoltado. Disse que não teve oportunidade de se manifestar. “Só falei uma vez”, reclamou. Ele queria um debate. De qualquer forma, disse que também encaminhará o seu relatório, que pede a quebra de sigilo e aponta outras irregularidades, ao Ministério Público.

Depois vou tentar transcrever o “conteúdo” todo da peça. Por hora, estou compenetrado em outros deveres.

Ah, a propósito disso, vale explicar que fui à Câmara fazer um “biquinho” de fotógrafo para o pessoal da Viu!. E não é que o advogado Zéca veio me intimar: “Hei, mas você não estava viajando? “. Olhem só, arrumei um “monitor público”. Deveria eu perguntar: “e você, não deveria estar trabalhando?”. Mas não, só perguntei o que ele tinha a ver com a minha vida. Justificou-se, gaguejando: “não, é que li no blog que vc estava viajando”. Ôpa, aí é diferente. Agradeci o prestígio pelo leitura do blog, e expliquei que a viagem foi semana passada.

Tudo em ordem. Temos que compreender que nem todo mundo entende o que lê. Alguns, nem o que escrevem.

Inté breve!

A CEI da PortoPrev e a operação abafa

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 19 Mar 2008 | sob: Política

A nossa digníssima Câmara municipal se reúne daqui a pouco, às 9h30, para votar o novo relatório sobre a CEI da PortoPrev. A vereadora e membro da CEI, Andréia Mattos (PT), que ganhou notoriedade depois de transformar o prato “Cearense” em lei municipal, cozinhou um outro documento no qual, pelo que tudo indica, vai isentar o prefeito Cláudio Maffei e membros do Partidos dos Trabalhadores de qualquer responsabilidade sobre as aplicações da dinheirama do Fundo de Pensão municipal em uma empresa envolvida no escândalo do mensalão, por meio de um intermediário preso pela Polícia Federal sob a acusação de ser sócio de um traficante de drogas internacional.

Será que ela vai dizer que….Maffei não sabia?

Ancelmo Gois, o novo amigo do blog

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 18 Mar 2008 | sob: Política

Tem amigo novo na seção de links do blog. Trata-se de Ancelmo Gois, jornalista de primeira linha que sabe tratar assuntos políticos e sociais com irreverência e intelegigência. Segue abaixo um aperitivo do que os leitores podem encontrar por lá.

Falso moralismo

O “Ponto Final” da coluna no papel faz uma reflexão sobre esse governador de Nova York que chegou ao poder com um discurso moralista e caiu por se envolver com prostitutas. Diz lá: “Em política, desconfie sempre dos moralistas, de esquerda ou de direita. Não tem erro: mais dia, menos dia, eles acabam se enrolando na própria farsa”. A propósito do falso moralismo, circula, mesmo antes da internet, um texto superinteressante. Veja só:

É hora de eleger um novo líder mundial, e o voto de todos é importante.
Estes são os três candidatos finais:
Candidato A: É associado a políticos corruptos e costuma consultar astrólogos. Teve duas amantes. Fuma um cigarro atrás do outro e bebe de oito a dez Martinis por dia.
Candidato B: Foi demitido duas vezes, dorme até tarde, usava ópio na universidade e toma um quarto de garrafa de uísque por noite.
Candidato C: É um herói condecorado de guerra. É vegetariano, não fuma, toma uma cervejinha de vez em quando e nunca teve relações extramatrimoniais.

Em qual dos três você aí votaria?

O candidato A é Franklin D. Roosevelt. O candidato B é Winston Churchill. E o candidato C é… Adolf Hitler!

Os benfeitores de capital alheio

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 18 Mar 2008 | sob: Política

Passei a semana passada praticamente inteira fora, só dei uma chegada no sábado, e não foi propriamente na cidade, foi em um sítio. Sabem qual era o assunto: taxa de bombeiros. Os proprietários reclamavam que teriam de pagar mais de R$ 300 reais, o que, para eles, é um absurdo. Concordo absolutamente!

Absurdo maior, entretanto, é a forma como o governo petista embrulha seus presentes de grego e entulha pseudo-parcerias com a iniciativa privada, sob uma pressão velada. Foi assim que fizerem com os bombeiros e agora estão estendendo a outras iniciativas. Soube, por exemplo, que o documentário cinematográfico que está sendo rodado na Maniçoba recebeu esse tipo de ajuda do governo. Alguém liga na empresa, “pede” que ajudem, deixando no ar aquele aviso subliminar de que, se não ajudar, a administração municipal também pode… não “colaborar”.

De uma forma mais, vamos dizer, suavizada, é o mesmo que o Silvinho Pereira fez na Petrobras. “O meu sonho é ter uma Land Rover”. Daí o empresariado diz: “Sim, mestre, captei vossa mensagem…”. É assim que cresce a casta, já denominada por outros, como a “burguesia do capital alheio”, esse pessoal que nunca produziu de verdade e, no exercício do poder, cria patrimônio.

A história dos bombeiros tem esse viés, embora não tenha seguindo propriamente esse rito. O governo conseguiu a “doação” de um terreno, “pediu” que as empresas fizessem a construção e, agora, quem vai pagar a manutenção é a população. Ou seja, o que o governo fez, de fato, a não ser articular de forma pouco transparente toda essa ação?

Vamos falar a verdade: uma coisa é o empresariado assumir o papel de responsabilidade social a que lhe cabe, um requisito cada vez mais evidente no mundo corporativo atual; outra, bem diferente, é fazer “doação” a governos. Vivem reclamando, com razão, que já pagam impostos demais. O que justificaria, então, repassar mais recursos ao governo?

A distorção não pára por aí. Estabelecida essa cadeia de “cooperação” mútua, na qual empresas e população arcam com os custos de obrigações do poder público, saem os petistas fazendo propaganda por aí de que foram eles que conseguiram a “grande conquista”. Percebem a envergadura moral desses “benfeitores de capital alheio”?

O triste é que não há nenhuma novidade no processo. O PT está proliferando no poder público o que sempre fez no sindicalismo pelego. A história continua. Vejam o post abaixo!

Sindicalismo insaciável

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 18 Mar 2008 | sob: Política

Reportagem de Maria Lima, de O Globo.

O projeto de lei que está sendo preparado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) para instituir a contribuição negocial, no lugar do hoje obrigatório imposto sindical, pode pesar mais ainda no bolso do trabalhador. É que a proposta do governo prevê a unificação de duas contribuições que financiam os sindicatos: o imposto sindical e a contribuição assistencial. O problema é que a contribuição assistencial, que não é obrigatória, passaria a ser compulsória, na prática. Pelo projeto, que deverá ser encaminhado ao Congresso em 90 dias, as contribuições sindical e assistencial seriam negociadas e aprovadas em assembléia, junto com os acordos coletivos, pelos respectivos sindicatos.

Aí, sindicalizado ou não, todo trabalhador da categoria que se beneficiar do acordo terá que pagar a nova contribuição negocial. Hoje, o imposto sindical obrigatório corresponde a um dia de trabalho por ano, e a contribuição assistencial, em média, a 5% do salário, também uma vez por ano. Leia mais AQUI

O Brasil começa por Porto Feliz

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 17 Mar 2008 | sob: Política

Vejam o que escrevi ontem, domingão (post abaixo), e o que sai hoje no Estadão, com reportagem de Ana Paula Scinocca e Rosa Costa, de Brasília

Criada para investigar suspeitas envolvendo repasses oficiais para organizações não-governamentais, a CPI das ONGs acabou por ganhar o apelido de CPI do Google, porque só manuseia dados públicos encontrados na internet, sem acesso a dados sigilosos. Instalada em outubro, a comissão patina e alguns de seus integrantes dizem que o trabalho está próximo de ser enterrado. De posse de relatórios considerados insuficientes para avançar nas investigações, o presidente da CPI, senador Raimundo Colombo (DEM-SC), avisa que, se não conseguir ao menos quebrar o sigilo de alguns investigados e aprovar requerimentos, deverá “jogar a toalha” e pôr fim ao que chama de “palhaçada”.

A dificuldade em avançar na apuração é atribuída aos governistas, maioria na CPI. Ao todo, a comissão abriga sete integrantes da base do governo - incluindo o relator, senador Inácio Arruda (PC do B-CE), e apenas quatro oposicionistas, contabilizando Colombo. O problema é que nem governo nem oposição demonstram muito apetite investigativo. A comissão se propôs a apurar repasses de verbas federais para ONGs de 1999 a 2006, ou seja, no segundo mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e nos primeiros quatro anos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Leia reportagem na íntegra AQUI.

Quebra de sigilo telefônico, o medo do PT

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 16 Mar 2008 | sob: Política

Antes de tudo, vamos refrescar a memória com a reportagem que repercutiu regionalmente as denúncias apontadas pelo jornalismo da Revista Viu!. Clique AQUI

Viram? Voltemos então.

A oposição da Câmara municipal de Porto Feliz é mesmo muito ingênua, tadinha. Acreditou que o vereador Nando César (PR) fosse aprovar o relatório da Comissão Especial de Inquérito (CEI) da PortoPrev. Caiu feito patinho naquela conversa de bom mocinho que fez no início do processo e ignorou o fato de já ter se declarado aliado do prefeito Cláudio Maffei (PT), que lhe prometera palanque para sua reeleição ou, até, um posto mais à altura de seu caráter. Agora viram no que deu. Nando ficou com Andréia do PT e, juntos, rejeitaram o relatório final que, entre vários pontos, apontava indícios de crime e pedia ao Ministério Público a quebra de sigilos bancários e telefônicos.

Não há de se esperar que os petistas sejam tão ingênuos como a oposição a ponto de engordar as contas bancárias indevidamente à luz do dia. Mas vai saber, né? Para um partido cujo filho do presidente saiu do zoológico (Lulina era monitor no zoo de São Paulo) e virou, do dia para a noite, megaempresário do ramo de telefonia, tudo pode se esperar.

Mas o que preocupa mesmo o PT da Maniçoba é a quebra do sigilo telefônico. Ah, aí sim mora o perigo. Por tudo o que foi investigado até o momento, parece óbvio demais que Roberto Carlos Castagnaro, apontado pela Polícia Federal como sócio de um traficante mexicano, não caiu de pára-quedas na Maniçoba. Veio recomendado e credenciado. Está evidente, também, que Seu Gerúndio sabia muito bem quem era o intermediário da mensaleira Euro DTVM quando pegou o rapaz pelo braço e o levou até a sala da diretora PortoPrev.

A quebra de sigilo telefônico pode, sim, mostrar as pontas que ligam a conexão entre a Maniçoba e o Planalto, passando por acusados de tráfico e lavagem de dinheiro, ingerência em autarquias públicas e, principalmente, utilização de dinheiro do Fundo de Pensão de funcionários públicos em aplicação de risco e que geraram prejuízos, como aponta o relatório da auditoria de próprio Ministério da Previdência.

É por isso que os vereadores Bob Nando e Andréia Mattos se recusam a endossar o relatório, e nem sequer revelam os motivos da discordância. A quebra de sigilo de Robertinho, Seu Gerúndio, gabinete municipal, Isac e Juçara podem desnudar o mistério de um dos capítulos mais aterrorizantes da história da administração municipal.

Cabe ressaltar que o relatório não é uma condenação, mas sim um apontamento de evidências a ser encaminhado ao Ministério Público, que faz uma investigação paralela ao processo. Se não devem nada, porque temem tanto assim esse tal relatório? Como disse o esbirro Robertinho: “deixe o MP investigar, cara”

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