Fevereiro 2008

Arquivo Mensal

Horse nas bancas de todo o país

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 29 Fev 2008 | sob: Política

Já que mostrei a capa da Viu!, cujo bastão da edição passei para o jornalista Cláudio Rostelatto, vejam também a capa da Horse que chegou semana passada às bancas de todo o Brasil, difundindo o nome de Porto Feliz, sem nenhum centavo de verbas públicas. Isso sim é orgulho!

CAPA HORSE 11 MARCELO 1 - CAPA HORSE 11 MARCELO 1

Sobre cachaça e mudanças

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 29 Fev 2008 | sob: Política

Queridos leitores, já estou de volta. Desculpe-me decepcioná-los, mas não trouxe a cachaça de Minas. Nem a minha. Foi uma viagem de negócios e com agenda de muitos compromissos. Quando me dei conta que poderia tirar algum prazer pessoal, já estava de volta. Fica para a próxima, que deve ocorrer em breve.

Como vocês notaram, o blog está diferente. Deve haver mais alterações, então não estranhem se ocorrerem novas mudanças. Estamos fazendo testes para ver como fica melhor. Enquanto isso, vamos ficar nessa metamoRfose ambulante.

Vocês também podem participar, deixando comentários sobre qual opção mais agradou. Na segunda-feira, 3, definimos um novo padrão. Inté!

Em tempo: Viu! nas bancas…

capinha 68 - capinha 68

Direto da lixeira…

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 25 Fev 2008 | sob: Política

Estou em Belo Horizonte (MG), tratando de questões sobre meu novo trabalho. Enquanto isso, vejam alguns cometários da choldra que resgatei da lixeira. Comento depois:

1 - “Não se anime tanto não meu rapaz.”
horaciopriett@terra.com.br

2- “Sempre a mesma coisa. Não teriam assuntos importantes e não resolvidos para discurtir aqui? Fica esse nhém nhém nhém de sempre que não leva a nada. Por isso que o blog tá fracassado”
Débora - debby@terra.com.br

3 - Meu Deus, quanta bobagem! É por tudo isso que eu estou com Maffei e não abro. Já pensaram o desastre que seria o retorno do Erval? E não se esqueçam de que esse desastre seria ainda MAIOR porque Erval voltaria com Eugênio Motta e Mastrobuono a tiracolo(eles estão loucos para arranjar um empreguinho). Já pensaram que MERDA? Por isso, velho baitola, é ótimo que vc faça campanha contra, pois Maffei continua subindo na preferência do povo e isso é o que vale. E prá encerrar, baitolona, vá chorar na cama que é mais quente, já que nos braços do Plínio tá meio difícil kkkkkkk
Nome: Ritinha Lemos | E-mail: ritalemos@terra.com.br

4 - “O Sr. Mastroruíno, por sinal um péssimo exemplar jornalístico já que não enxerga a verdade porque prefere escrever o que lhe convém, está errado mais uma vez. O Projeto Prefeitura nos Bairro é uma grande inovação,mais uma, do excelente prefeito Cláudio Maffei. E não adianta espernear Sr. Mastroruíno,pois o senhor é tão ruim, mas tão fraquinho, que nem mesmo o Eugênio Motta o suportou.
Nome: Neide | E-mail: neidinha@ig.com.br |

COMENTO - A julgar pelos comentários acima, devo ser mesmo a essência da perversidade da Maniçoba. Sou a praga da cidade. Só faltou algum afetado sair vociferando: “Ão ão ão, fora Marcelão!…” Faltou, não! Já pediram coisa bem pior. Hehehehe

Sorte minha que se trata de “samba de uma nota só”. Explico: todos vêm de um mesmo IP de remetente. Sabe o que é IP? É uma espécie de RG do computador.

Ah, vocês não sabiam dessa, né? Pois é isso mesmo! O blog tem um identificador de IP, inclusive daqueles covardes anônimos que não passam pelo filtro sanitário. Desde que comecei, já são mais de 500. Até ameaça de morte já recebi. Fica tudo guardado em seu devido lugar: na lixeira.

Sobre os comentários do covardão de uma nota só, digo o seguinte:

1 - Não estou animado, não, rapariga! Minha guerra é muito maior. Esse entulho autoritário chamado de Lei de Imprensa não é nocivo a mim, lindinha, mas sim a toda a sociedade democrática. Também não deixei de dormir por causa do assédio jurídico do gerundismo nativo. Faço apenas a minha parte. Ser fosse para fazer jornalismo de cueca, escolheria outra profissão.

2 - Blog fracassado? Hehehehe! Veja a estatística lá embaixo. Tenho mais visitas aqui do que o site oficial da Prefeitura da época em que se publicava as contas públicas. Hoje, nem isso mais fazem! Virou vitrine de propaganda oficial do gerundismo.

O blog do tio Marcelão tem mais de 200 acessos por dia. De certo que qualidade de leitores oscila entre gente bem-formada, bem-intencionada, e bocózonas como você! O importante é que tenho leitores. E você, o que tem? Salário pago com dinheiro público? Ou é encabidado em algum sindicato? Deixe de ser espectro e apareça! Terei o maior prazer em lhe dar uma surra em público!

3 - Deixe-me ver se entendi: quer dizer que montei um blog de opinião só para arrumar um emprego na prefeitura? Ignorância eu perdôo, burrice não! Quer que eu vá ganhar R$ 1,5 mil para ser assessor de prefeito? Brincô, né manézita? Enfia o dedo na tomada 220 V e se liga, menina.

4 - Eu, um péssimo exemplar jornalístico, que não enxerga a verdade? Bem, nunca falei sobre “prefeitura nos bairros”. Sei lá sobre o quê a coitada está falando. Daí conclama “a verdade”. Hahahaha. De que verdade se refere, menina? Àquela história de “referência em educação” que o gerundismo propagou pela cidade, inclusive com panfletagem paga com dinheiro público? Ou à da geração de empregos? Ah, já sei: está falando do procurador-por-nomeação que ficou recebendo quatro anos de pensão ilegal, né? Ou seria aquela grana alta da PortoPrev “aplicada” na mensaleira DTVM por intermédio do traficante de droga? Como se percebe, o Pinóquio de todas essas histórias atende por outro nome!

De todas as aventuras jurídicas que Seu Gerúndio e sua trupe rastejam para tentar me intimidar, nenhuma se refere à veracidade das informações que publico. Da omissão sobre as pensões ilegais do Doutor Rei aos cheques da Oscip Ágere, está tudo provado em fatos e documentos. Nem os petralhas contestam.

Poderia até desafiar a súcia a indicar um único ponto onde se possa questionar a veracidade do que foi publicado. Poderia, mas como fazê-lo se os covardes não saem da moita! Ninguém tem coragem de se apresentar de cara limpa. O negócio deles, além de mamar nas tetas no governo, é se esconder atrás de pseudônimos femininos para atirar pelas costas. Êta raça!

Eu, querida mocréia, continuo por aqui. Obrigado pela leitura!

A Lei de Imprensa… daqui para a frente

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 25 Fev 2008 | sob: Política

Por Felipe Recondo, no Estadão:

A suspensão dos efeitos de 22 dispositivos da Lei de Imprensa gerou impacto nas ações em tramitação ainda desconhecido pelos próprios ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
As ações protocoladas recentemente com base exclusivamente na Lei de Imprensa que ainda não foram analisadas serão arquivadas de imediato, caso o STF confirme o entendimento do ministro Carlos Ayres Britto. Na quinta-feira, Britto concedeu liminar em ação impetrada pelo deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) que anula partes da lei sob o argumento de que a legislação, de 1967, não foi acolhida pela Constituição de 1988.
Como a lei, nesse caso, deixará de vigorar, os processos não terão base legal. Assim, quem acionou a Justiça e teve o processo arquivado terá de entrar com nova ação, esta com base nos Códigos Penal ou Civil ou com base numa nova Lei de Imprensa, se aprovada até lá pelo Congresso.
Além disso, a contagem do prazo de prescrição das ações em curso pode não ser interrompida, mesmo com os processos suspensos por essa liminar. A lei é omissa ao tratar do caso e o STF pode interpretar que a contagem do prazo prossegue.
“O prazo continua enquanto o Supremo não decidir”, afirmou o advogado Erasto Villa-Verda, um dos autores da ação contra a Lei de Imprensa. Opinião contrária tem o ministro do STF Marco Aurélio Mello, mas ele admite não ter segurança de sua avaliação. “A prescrição não continua a correr. Mas não sei nesse caso, porque a lei não é explícita.”
Como a Lei de Imprensa é antiga, muitos juízes convertiam as alegações baseadas na Lei de Imprensa em artigos correspondentes do Código Civil. Essas ações continuarão a ser julgadas, mesmo tendo se baseado inicialmente na Lei de Imprensa. Outras ações que prosseguirão são as que se basearam na Lei de Imprensa e nos Códigos Penal e Civil. A parte referente à Lei de Imprensa será suspensa, não o restante.

ONG fala em “assédio jurídico”. Entenderam?

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 23 Fev 2008 | sob: Política

Já falei aqui e na minha coluna da Viu!, várias vezes, sobre o “assédio jurídico” que a administração petista faz sobre mim. Teve gente que não entendeu a terminologia. O caso da Universal contra a Folha deu visibilidade ao modus operandi da esquerdiopatia que chegou ao poder.

Vejam esta reportagem da Folha. Volto depois:

A ONG Repórteres sem Fronteiras, que desde 1985 atua internacionalmente em defesa da liberdade de imprensa, manifestou preocupação com o excesso de ações judiciais em nome de fiéis da Igreja Universal contra jornais brasileiros.

“A liberdade de imprensa implica, evidentemente, dar a possibilidade a qualquer pessoa que se considere injuriada ou difamada de reclamar. Mas uma coisa é protestar, outra muito diferente é incorrer numa autêntica perseguição judicial. Por que razão a Igreja Universal do Reino de Deus não iniciou, como pessoa moral, processo único contra cada um dos diários?”, afirma a nota.

O texto diz ainda que a “multiplicação de ações individuais parece obedecer a uma verdadeira estratégia de assédio contra a mídia. O argumento religioso não tem nenhum valor no litígio que opõe a Iurd à Folha de S.Paulo. Expressamos todo o nosso apoio aos três jornais em causa [Folha, “A Tarde” e “Extra”]”. A Folha é processada por 58 fiéis da igreja.

A Iurd entrou com ação contra o “Extra” e a jornalista Gabriela Moreira pela divulgação de uma sentença da Justiça goiana condenando a igreja a devolver doação feita por uma fiel e a pagar R$ 10 mil em indenização.

A igreja considerou o conteúdo da matéria difamatório e pede uma indenização por danos morais. O “Extra” noticiou o caso em que Gilmosa dos Santos doou um carro à igreja a pedido da filha, Edilene, que teria sido coagida a fazer a doação. Cabe recurso à decisão.


VOLTEI
- Entendem, agora, o que chamei de “assédio jurídico”? No caso da Maniçoba, a situação é ainda mais grave. Os covardes usam a estrutura jurídica da municipalidade, paga com dinheiro do contribuinte, para aventuras jurídicas. O objetivo é pressionar e tentar intimidar.

Também, o que esperar de um departamento cujo “procurador-por-nomeação” chegou ao cargo depois de ficar quatro anos - isso mesmo, caro leitor: quatro anos - recebendo pensão ilegal? A maior imoralidade já vista por essas bandas, para não dizer outra coisa. Esperar o que de um departamento que não tem nenhum advogado concursado? O que esperar de um departamento que emprega advogado em troca de apoio partidário de uma sigla que nem sequer era sua?

Está mais do que evidente que o quadro jurídico da administração petista segue uma orientação proselitista, e não técnica, sem nenhuma afinação com os interesses coletivos da municipalidade.

Os militantes do PT formaram, como já se denomou, a nova classe social do Brasil: a Burguesia do Capital Alheio. Gostam de gastar o dinheiro do contribuinte, não o seu. Fora dos governos são uns entulhos. Não arrumam emprego, não produzem, não estudam. No máximo, conseguem uma boquinha em algum sindicato ou em alguma administração do partido. O raquitismo intelectual os impedem de ter personalidade própria. Por isso, agem sempre como parasitas de governos. Com ele [o governo], exercem o totalitarismo extremo, autoritário, obscuro, pernóstico, partidário. Sem ele, não são nada! Só uns pobres coitados.

STF suspende processos contra jornais baseados em artigos da Lei de Imprensa

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 21 Fev 2008 | sob: Política

Reportagem da Folha Online.

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Carlos Ayres Britto concedeu parcialmente liminar para a ADPF (Argüição de Descumprimento de Preceito Fundamental) ajuizado pelo PDT, que pedia a revogação da Lei de Imprensa –que regula a liberdade de manifestação do pensamento e de informação– alegando que ela viola diversos preceitos constitucionais. A liminar de Ayres Britto suspende a aplicação de parte da Lei de Imprensa. Com isso, processos judiciais e decisões tomadas com base nos artigos da lei que foram suspensos também ficam em suspenso.

“Imprensa e democracia, na vigente ordem constitucional brasileira, são irmãs siamesas”,diz Britto em seu despacho. “Em nosso país, a liberdade de expressão é a maior expressão da liberdade, porquanto o que quer que seja pode ser dito por quem quer que seja.” Em outro trecho, Britto afirma que a “atual Lei de Imprensa não parece mesmo serviente do padrão de democracia e de imprensa que ressaiu das pranchetas da nossa Assembléia Constituinte de 1987/1988″. “Bem ao contrário, cuida-se de modelo prescritivo que o próprio Supremo Tribunal Federal tem visto como tracejado por uma ordem constitucional (a de 1967/1969) que praticamente nada tem a ver com a atual.”

O deputado federal Miro Teixeira (PDT-RJ), que assina a ação do PDT diz que a Lei de Imprensa foi “imposta em 1967 à sociedade pela ditadura militar” e que ela contém dispositivos totalmente incompatíveis com o Estado Democrático de Direito. “O diploma legal impugnado é produto de um Estado Autoritário, que restringiu violentamente as liberdades civis em geral, e a liberdade de comunicação em particular”, disse Miro. De acordo com o STF, a decisão suspende artigos da Lei de Imprensa que puniam com prisão jornalistas condenados por calúnia, injúria ou difamação –crimes que já previstos no Código Penal.

O STF informou que a decisão de Ayres Britto é em caráter liminar. O ministro deve agora pedir informações para a AGU (Advocacia Geral da União), PGR (Procuradoria Geral da República) para depois submeter a ação ao julgamento do plenário do STF.

Ministro do STF condena a “litigância de má-fé” e defende liberdade de imprensa

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 20 Fev 2008 | sob: Política

Por Silvana de Freitas, da Folha de S. Paulo:

O ministro mais antigo do STF (Supremo Tribunal Federal), Celso de Mello, criticou ontem a “litigância de má-fé” e o “abuso do direito de demandar” a Justiça, ao comentar a série de ações de fiéis da Igreja Universal do Reino de Deus movidas em todo o país contra a Folha e outros jornais.
“A atuação de qualquer parte interessada em juízo está sempre sujeita a certos critérios éticos e também de natureza jurídica. O abuso do direito de demandar tem uma resposta clara estabelecida pelo próprio sistema legal.”
“Aquele que abusa do seu direito de ação e ingressa em juízo com motivação que não tem respaldo na ordem jurídica sofre sanção processual. É litigância de má-fé”, disse. A punição prevista é multa.
Três ministros do STF -além de Mello, Gilmar Mendes, que em abril assumirá a presidência do tribunal, e Carlos Ayres Britto- afirmaram que a liberdade de imprensa é fundamental na democracia.
Britto afirmou que um dos papéis da imprensa é dar visibilidade ao poder. “Não só o poder público, mas também o poder econômico, o religioso.”
“Quando se litiga com a imprensa, há de se ter muito cuidado, porque a Constituição faz da liberdade de imprensa um postulado de valor quase absoluto”, declarou.
Para Mendes, “o valor liberdade de imprensa é fundamental e deve ser preservado; é um dos elementos fundamentais do Estado democrático de Direito.” E afirmou ainda: “É preciso que os juízes, nas ações, avaliem a possibilidade de litigância tendo em vista os devidos contextos.”

Um dia eles ainda te levam…

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 20 Fev 2008 | sob: Política

Vocês já devem ter percebido que ando com uma certa preguiça para comentar assuntos da Maniçoba. Tenho uma explicação. Às vezes, escreve-se mais do que se lê, e vice-versa. Estou na fase da segunda opção. Tenho buscado um sentido mais globalizado para entender o que se passa no gerundismo nativo. Quanto mais longe vou, mais caio no mesmo lugar. Está cada vez mais evidente que o mal que hora testemunhamos não é uma doença isolada. Embora os enfermos ainda não percebam, já se apresenta em quadro de epidemia nacional. Vejam o texto abaixo, de Reinaldo Azevedo, do blog político mais lido do país. A Maniçoba é, como já disse várias vezes, um “Pequeno Brasil”. Só não vê quem prefere ficar brincando de gangorra no playground de comentários. Presta atenção, meninos, um dia ainda eles ainda te levam…!

“Um dia, vieram para levar o Diogo; como não sou Diogo, não me incomodei…”

Tenho escrito aqui, com certa freqüência, às vezes em tom de quase galhofa, sobre o capeta, não é? Para não criar divisões religiosas, trato do rabudo na esfera da linguagem. Digo que ele nos impede de distinguir o mal do bem, o vicio da virtude. Embaralha tudo e, se for preciso, leva o indivíduo a tomar uma coisa pelo seu oposto, como em 1984, de George Orwell. Outra arte do chifrudo é perverter a essência das coisas, amesquinhando-as, rebaixando-as. Por exemplo: recorrer à Justiça é do bem; a litigância de má-fé é do capeta; apelar a um tribunal, no estado de direito, é uma prerrogativa de todos; usar, no entanto, os tribunais como mero instrumento de perturbação do adversário ou inimigo já é artimanha do coisa ruim.

Lula foi indagado a respeito da cascata de ações — 56!!! — que fiéis da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) movem contra a Folha. Apedeutakoba não teve dúvida, fazendo-se de acaciano, mas sendo profundamente luliano: “A liberdade de imprensa pressupõe a imprensa escrever o que quiser, mas pressupõe também que a pessoa que se sinta atingida vá a Justiça para provar a sua inocência. Não pode ter liberdade de imprensa se apenas um lado achar que está certo”. Achou que era pouco e resolveu ser mais claro: “O dia em que a Folha de S. Paulo se sentir atingida pela Igreja Universal ela vai processar a Igreja Universal. O dia em que a Igreja Universal se sente atingida pela Folha, vai processar a Folha. E assim a democracia vai se consolidando no Brasil”.

Afirmei no texto de ontem sobre esse assunto que as ações da Universal contra a Folha e as agressões rasteiras que a VEJA vem sofrendo estão amarradas num mesmo espírito e são expressões de um mesmo movimento: um cerco à imprensa. Se suas pegadas forem perseguidas, chega-se fácil a uma visão de mundo que tem uma matriz: o petismo. É ali que está consolidado o ânimo de “enfrentar” a mídia considerada “inimiga”, “reacionária”, “golpista”. Dada a fala de Lula, é inescapável concluir que, no fundo, ele acha que a Folha fez por merecer. O que ele diz sobre o direito de recorrer à Justiça é o exemplo mais acabado de um bem pervertido. Ninguém questiona o direito de a tal seita recorrer aos tribunais; o que se está caracterizando é a manobra intimidatória.

Como é mesmo? Cría cuervos y te sacarán los ojos. Vocês se lembram? Esse mesmo expediente já foi usado contra Diogo Mainardi: indivíduos que nem sequer tinham sido citados em colunas suas, obedecendo a uma orientação, fizeram com ele rigorosamente o que se vê aí: ações individuais em cascata. Não se escreveu uma linha a respeito. Desconfio até que alguns dos que percebem agora o absurdo da situação talvez se divertissem um tanto à época, não é mesmo? A exemplo de Lula, é possível que tenham pensado: “Esse Diogo mereceu”.

Não faz tempo, relembrei aqui o texto do teólogo protestante Martin Niemöller (1892-1984) sobre o nazismo:

“Um dia, vieram e levaram meu vizinho, que era judeu. Como não sou judeu, não me incomodei. No dia seguinte, vieram e levaram meu outro vizinho, que era comunista. Como não sou comunista, não me incomodei. No terceiro dia, vieram e levaram meu vizinho católico. Como não sou católico, não me incomodei. No quarto dia, vieram e me levaram. Já não havia mais ninguém para reclamar.”
Pois é. Perversão da lei que pega Diogo também pode pegar Folha de S. Paulo e o resto da imprensa. Quando ele foi vítima, nós gritamos; o resto silenciou. Agora é a vez da Folha. E nós continuamos a gritar.

Em nome da liberdade de imprensa!
No combate à escória que pretende arrastar para a sua imundice a reputação de pessoas de bem.

As ONGs (e cia) na mira do TCE

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 18 Fev 2008 | sob: Política

Reportagem do Estadão desta segunda-feira, 18, por Ricardo Brandt. Negritos meus:

Os repasses do governo de São Paulo para entidades do terceiro setor, como ONGs e Oscips, estão passando por um pente-fino do Tribunal de Contas do Estado. No ano passado, 1.891 processos foram abertos para investigar as transferências de recursos do governo estadual e das prefeituras para entidades sem fins lucrativos.

O motivo é o elevado número de denúncias de irregularidades na execução dos serviços. As suspeitas sobre as relações entre o dinheiro público e tais organizações tomaram corpo após a abertura da CPI das ONGs, no Congresso, em 2007.

Os 1.891 processos compõem o primeiro lote de auditorias do TCE com a nova sistemática de fiscalização, que impõem critérios mais rígidos de análise. Eles devem começar a ser julgados a partir da metade deste ano. As principais mudanças nas fiscalizações são a exigência de visitas às entidades e a responsabilização dos órgãos concedentes dos recursos (Estado e prefeituras).

Com isso, o TCE espera frear uma onda de entidades criadas exclusivamente para explorar os cofres públicos. Na mira, estão organizações não-governamentais (ONGs), organizações sociais (OS) e organizações da sociedade civil de interesse público (Oscips). Mas o número de entidades analisadas pode ser ainda maior - cada processo pode englobar mais de um repasse.

‘”’As ONGs são uma recente novidade. Elas não têm mais que 10 anos. Começaram aos poucos e isso foi crescendo, o que nos chamou a atenção. Estávamos habituados com a concessão de recursos para asilos, para as Apaes e Santas Casas”'’, afirmou o diretor-geral do TCE, Sérgio Rossi, principal responsável por essa operação.

De fato, a noção que se tem de que existe uma ONG em cada esquina não está longe da realidade. A Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais (Abong) estima que existam mais de 300 mil entidades do tipo no País. Só na área de assistência social havia no Estado, em 2006, 2.743 organizações registradas e regularizadas na Secretaria Estadual de Assistência e Desenvolvimento Social.

DESVIO

Apesar de os processos abertos pelo TCE ainda não terem sido concluídos - não permitindo dizer quantos terão problemas - a principal irregularidade constatada até agora é o desvio de finalidade. Há casos dentro de lote de auditoria como o de uma entidade criada com finalidade educacional que tem recebido recursos do Estado e de prefeituras para construção de moradias. Ou mesmo uma situação onde se verificou que a pessoa que assina a parceria como gerenciador da Oscip é ao mesmo tempo procurador do prefeito.

‘”’A comprovação dos gastos está sempre documentada, é documento fiscal. É difícil você encontrar documento fiscal que não corresponda ao que está expedido. Acabou essa história de fajutar segunda via de uma nota para dizer que era 10 e virou 100. Está muito mais difícil de acontecer”'’, afirmou Rossi. Segundo ele, até agora não foram constatadas ONGs fantasmas.

‘”’Se o contrato é para atender a 5 mil crianças/ano, eu vou encontrar o documento relativo a 5 mil crianças/ano. Só estava faltando constatar, em algum momento, se as crianças estavam sendo atendidas. É isso que eu quero com esta ordem de visitação. Eles nunca vão saber a hora e o dia que eu vou lá.”'’

LIMITES

Um dos casos já confirmados como irregular pelo TCE, com falhas na aplicação dos recursos, é o de duas entidades criadas em Sumaré, interior de São Paulo, que receberam recursos para colocar médicos nos bairros e os profissionais acabaram sendo usados nas próprias unidades de saúde da prefeitura, caracterizando desvio de função (leia texto nesta página).

Para o TCE, a falta de critérios na concessão de recursos foi um dos motivos do aumento dos problemas. ‘”’O parecer de quem autorizava os recursos deixava a desejar, quanto às necessidades a serem atestadas - como a existência efetiva da unidade e a execução da tarefa prevista. Dizia apenas que os documentos eram suficientes à prestação de contas”'’, explica Rossi. ‘”’Se o responsável pelo repasse não tem a responsabilidade de demonstrar se a prestação de contas foi bem feita ele fica em situação tranqüila.”'’

Mas a punição é limitada. O TCE tem poder apenas de multar. ‘”’Se eu sentir que há vestígio de desvio eu mando para o Ministério Público. Aí, vai entrar na área criminal e cível”'’, explica Rossi.

COMETO
- Viram só, lá embaixo dos intertítulos “Desvio” e ” Limites”. Vê alguma semelhança com o que ocorreu - e ainda ocorre - na Maniçoba? A mesma Oscip que levopu R$ 180 mil para realizar a Semana da Monções em 2005 levou mais de R$ 1 milhão dos cofres públicos para fazer …”reforma de creches e construção de escola”. E nem terminou as obras. No fim a prefeitura teve de contratar uma outra construtora.
E as CEI (Comissão Especial de Investigação) criada pela Câmara, não deu em nada? Pergunte para o seu vereador.

Em tempo: Fidel, querido, com um nome desses não esperava outra coisa de você. O texto da Cora Rónai se refere justamente ao de Marcelo Coelho e outros mascates da imprensa, como você se referiu. Os pigmeus de pensamento andam em tribo. Como dizem nos estádios: “eu sabia”!

“Não há ideologia que justifique”

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 15 Fev 2008 | sob: Política

O texto abaixo é de Cora Rónai e foi publicado no O Globo de ontem, 14/02. Compartilho com todas as vogais e consoantes. Pode ser um novo capítulo nos manuais de jornalismo. Deliciem-se!

Eu ainda acredito, como diz o Millôr, que imprensa é oposição, o resto, armazém de secos e molhados (para quem chegou ontem: pequena loja de bairro, precursora dos supermercados). Acho o jornalismo uma das mais nobres profissões, sobretudo em sua filosofia básica; o mesmo eu poderia dizer da filosofia da profissão médica, por exemplo, embora, numa e noutra profissão, muitos nem percebam a glória do que fazem, tornando-se indignos da “missão” que exercem.

Pode ser efeito colateral do joelho quebrado, pode ser ataque de saudosismo, mas o fato é que já vivi um tempo em que o, digamos, “ecossistema”, me dava mais alegrias. É claro que havia, como sempre houve, jornalistas a favor – há quem diga a soldo — do governo. Bajular os poderosos dá lucro, quando não prestígio, que tantos perseguem.

Mas as águas de então estavam bem divididas: eles eram “eles”, nós éramos “nós”. Havia um inimigo comum. Além do que, e não é pouco!, tínhamos menos de 30 anos, às vezes pouco mais de 20. “Eles” tinham colunas e empregos públicos, candidatavam-se, enveredavam pela política sem constrangimento. “Nós” acreditávamos, sem duvidar, que o papel da imprensa era combater a ditadura, e que, derrotada esta, estariam derrotadas também a corrupção e a impunidade. Ganhávamos pouco, às vezes ridiculamente pouco. Não chegávamos, como a Amélia, a achar bonito não ter o que comer — mas não faltava muito para isso.

Até que, um dia, apareceu um agrupamento político chamado PT, e o meio de campo começou a embolar. Isso não ficou claro à primeira vista, pelo menos não para aqueles de nós que ou éramos mais ingênuos, ou já não andávamos diretamente envolvidos em política. Eu me enquadrava nas duas categorias, e ia em frente. Mas minha ficha caiu quando, um dia, voltando de uma feira de tecnologia, com a jaqueta enfeitada com lindos pins e buttons de sistemas operacionais e de chips, levei um dedo no nariz de uma estagiária do JB que, até então, me parecera boa pessoa:

— Por que não está usando o button do PT?!

Levei um susto. Aquele gesto e aquela voz autoritária podiam ter saído de qualquer zona histórica “alienígena”, sinistra.

— Exatamente por causa disso, respondi, mas acho que ela não entendeu. Eu, porém, entendi. Não havia mais “nós” e “eles”. Havia patrulha e rancor, também entre “nós”. Não havia mais o bom combate ou o livre pensar; havia apenas uma ideologia, como todas muito cômoda, construída com bloquinhos de lugares comuns que não exigiam grande raciocínio de ninguém. Ai de quem não compactuasse.
* * *
Quando Lula ganhou as eleições, achei que o mundo das redações voltaria à normalidade. Poder é poder. Imaginar que existe poder “de esquerda” é de uma ingenuidade que não combina com o cinismo e a desconfiança que, em tese, andam de mãos dadas com o jornalismo. Mas, obviamente, maior ingenuidade ainda é supor que quem se ajeita a uma bitola ideológica, por interesse ou por idealismo, guarda alguma capacidade de pensar por conta própria. Sobretudo quando a tal bitola começa a se mostrar lucrativa.
* * *
Já me prometi mil vezes não falar mais nisso e esquecer que hay gobierno soy contra, até porque o governo não está nem aí para o que nós, imbecis também conhecidos como contribuintes, achamos ou deixamos de achar. Quando o sangue me ferve nas veias (vale dizer todos os dias, quando pego o jornal), brinco de faz-de-conta: tento acompanhar o noticiário como se morasse em outra galáxia. O diabo é que há coisas que não há Star Trek que resolva. Agora mesmo, não sei o que me deixa mais perplexa e indignada na farra dos cartões corporativos, se o roubo descarado do nosso dinheiro, ou o contorcionismo mental de colegas, que já considerei gente de boa reflexão, tentando defender essa nojeira.

Os argumentos são espantosos. Aquela ex-ministra racista, que acha tão normal negros odiarem brancos, está, obviamente, sendo vítima de pessoas que não a conhecem; ora, se até o Zé Dirceu já garantiu que ela não agiu por má-fé! Roubou sem querer, a coitada, e a Grande Imprensa, branca e machista, lá, nos seus calcanhares. O outro comprou uma tapioca de míseros oito reais, e a Grande Imprensa, uivam os jornalistas amestrados, dá o fato em manchete. Como se o que estivesse em discussão não fosse o como, mas o quanto. Para não falar na eterna ladainha do governo, repetida como um press-release que, a essa altura, sequer tem o benefício da novidade: “na época do FhC era a mesma coisa”. Mas, perdão: não foi para isso que a atual corja foi eleita?! Para mudar tudo o que estava errado?! Para implantar um sentido ético no trato da coisa pública?!
* * *
O pior é que tanto faz quanto tanto fez. Enquanto o nosso dinheiro paga qualquer leviandade protegido pelo manto putrefato da “Segurança Nacional”, enquanto jornalistas arrastam a profissão na lama defendendo a corrupção, os poderosos, às nossas costas, se entendem. As famiglias ficarão a salvo.

“Eles” venceram.

É só uma piada, tá?

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 15 Fev 2008 | sob: Política

Antes que peçam para explicar, melhor avisar: é só uma piada que está bombando no YouTube. O fundo de verdade fica a critério da interpretação do leitor.

Brasília tem cartões, a Maniçoba um jurídico corporativo do PT

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 12 Fev 2008 | sob: Política

Com disse no post anterior, ando muito atarefado. Para ajudar, Seu Gerúndio continua usando a máquina pública, em especial o departamento jurídico da municipalidade (sustentado com dinheiro do contribuinte), para me assediar juridicamente. Rasteja atrás de uma notinha aqui, outra acolá, e tenta me processar civil e criminalmente. Até agora nenhuma colou, mas volta e meia sou chamado à delegacia ou ao Fórum para dar explicações. Para um trabalhador comum como eu, que vive de seus próprios recursos, isso toma tempo e… muito dinheiro.

É a forma que o Seu Gerúndio achou para me pressionar e me intimidar. Até piada sou obrigado a explicar. É coisa de petistas ou não é? Na semana passada, por exemplo, fui convocado a dar explicações sobre a charge que fiz em agosto do ano passado, caricaturando uma daquelas placas de publicidade do governo com os valores que pagou para a empresa E3 Comunicação Integrada. (Veja AQUI) A empresa recebeu exatos R$ 74.553,20 para fazer, entre outras coisas, aqueles “informativos do município”, que nada mais são do que publicidade do governo. Acho isso um absurdo para uma cidade como Porto Feliz. O PT não. Caro, para eles, é xérox de documentos para dar explicação à população.

Pior, ainda, é que o tal do “informativo” omite o Brasão oficial do município e, em seu lugar, coloca o barquinho de Bandeirantes (Nossa gente faz história), símbolo da gestão petista. Ou seja, o contribuinte paga para a gestão petista fazer auto-propaganda, em desacordo com o Artigo 37, Parágrafo 1, da Constituição Federal, na qual reza que não é permitido o uso de logotipos de governo (seja ele qual for) para fazer propaganda, pois o uso do símbolo “personaliza a administração”, ferindo assim o princípio de impessoalidade (Veja o que aconteceu em Londrina PR), com assunto similar, AQUI).

Sabe o que Seu Gerúndio disse nos autos? Que “se sentiu ofendido”. Viram só, faço crítica satirizada do governo PT, Maffei (pessoa física) toma as dores e põe na conta da municipalidade. Há uma grande diferença entre “gestão pública de governo” e a “instituição prefeitura”. Para o PT, porém, tudo é a mesma coisa. Até o “sentimento moral” do governo eles sentem, quando lhes é conveniente, claro.

Se ainda Seu Gerúndio tivesse realmente se sentido ofendido, deveria pagar do próprio bolso um advogado e usufruir seu direito de recorrer à Justiça. Mas não. Usa a estrutura pública, paga com dinheiro do contribuinte, para rebater os seus excessos de suscetibilidade, incompatíveis com a atividade pública.

Os petistas, de fato, não sabem a diferença entre o público e o privado. Daí vê-se o que acontece em Brasília, onde ministros e uma imensa camada de funcionários usam cartões de crédido corporativo para pagar despesas pessoais.

No fim, quem paga a conta sou eu, você e todo cidadão-contribuinte!

No caso da Maniçoba, em vez de cartões, tem-se um departamento jurídico pago com dinheiro público para satisfazer as idiossincrasias do alcaide. É o jurídico corporativo do PT! Outra festa!

A diferença entre isenção e “isentismo”

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 12 Fev 2008 | sob: Política

Não é preguiça não, garanto. Ando um tanto ocupado com os meus compromissos profissionais, motivo pelo qual tenho me privado de escrever para o blog. Comento mais sobre isso no post a seguir. Por hora, vejam este artigo do jornalista Reinaldo Azevedo, sobre como o PT, com a ajuda da mídia acéfala ou preselitista, tenta confundir a população confundindo isenção com “isentismo”.

“A má consciência não pode ser guardiã da imparcialdiade”
A isenção, o apartidarismo e a independência de um veículo de comunicação e dos seus jornalistas não podem se converter num tribunal em que todos são, de saída, igualmente culpados. Quando isso acontece, a má consciência se torna guardiã da imparcialidade. E, vejam só!, acaba-se sendo condescendente e, às vezes, até conivente com o crime. Os petistas perceberam muito bem as fragilidades técnicas, intelectuais e morais do “isentismo”, que é a doença infantil do jornalismo, e a transformaram numa arma a ser favor. Uma arma, acreditem, terrível.

Neste mais de cinco anos de governo petista – de fato, já um pouco antes; desde a campanha eleitoral de 2002 -, começaram a pipocar os tais “observatórios” da mídia. ONGs, universidades e até algumas empresas privadas deram início a um trabalho de avaliação e medição (sim, em centímetros) das reportagens, classificando-as em notícias “favoráveis”, “contrárias” ou “neutras” em relação a políticos e partidos.

Pois bem. O que deveria ser, então, material de reflexão dos partidos e dos políticos transformou-se em instrumento de patrulha: “Ah, o jornal ‘A’ deu 40% de notícia positiva para fulano, mas só 25% para beltrano”. Entenderam a jogada? Quem resta na mão com o que seria produto de uma falha é o jornal ou a revista. Quem tem convicções e não transforma régua em bíblia intelectual ou moral dá de ombros pra essa tolice e segue fazendo seu trabalho, noticiando o que tem de ser noticiado. Eu, por exemplo, acho que, se o PT não quer ser associado a mensalões e dossiês fajutos, que não faça mensalões e dossiês fajutos. Não lhes parece uma boa providência?

Mas não. Em vez disso, seus bate-paus, inclusive aqueles que estão metidos nas redações como se fossem militantes clandestinos, passam a pressionar para “equilibrar o jogo”. E, curiosamente, falam em nome da “igualdade”, da “isenção”, da “independência”, do “apartidarismo”. A forma que o jornal ou revista têm de provar que não se alinham com este ou com aquele é publicar reportagens também contra o partido adversário – tenha ele ou não culpa no cartório. Acreditem: em certos ambientes jornalísticos, toma-se mesmo a clara decisão de “pegar o partido B, já que estamos dando muita notícia negativa sobre o partido A”. É isso a independência? É isso a isenção? É isso a virtude?

Mas quem é que observa?
Vocês conhecem algum observatório de mídia privado, de ONG ou de universidade que se identifique, por exemplo, com teses liberais? Eu não conheço nenhum. A contrário: todos eles, sem exceção, ou estão atrelados ao petismo, por meio de seus tentáculos na academia, ou têm uma visão de mundo de esquerda. Quando aquele petista porra-louca depredou o Congresso, liderando baderneiros que se diziam sem-terra, aquilo certamente contou como “notícia negativa” para o PT – negativa, entenda-se, segundo a linha editorial dos grandes veículos, que defendem o respeito às leis democráticas (quase sempre…) Será preciso, depois, equilibrar o jogo forjando, sei lá, uma “notícia negativa” para o PSDB ou o DEM. Em suma: os dois partidos de oposição devem sofrer, também, as conseqüências negativas do gesto delinqüente do petista.

Boa parte dos veículos se deixa patrulhar, de maneira miserável, por essas formas disfarçadas do petismo. E acabam caindo em esparrelas patéticas – além, é claro, de confundirem o certo com o errado, o legal com o ilegal, o virtuoso com o vicioso. Como o PT é o único partido organizado nessa área de comunicação e como ele reclama muito, tem-se, então, a propagação da mentira deslavada de que a grande imprensa é antipetista. Alguns, por tolice, e outro, por má fé mesmo, levam em conta a falsidade e, em vez da isenção, praticam o “isentismo”.

Cartões de São Paulo
Foi o que se viu nessa história dos cartões de débito em São Paulo. Uma ministra de Estado caiu porque não conseguiu explicar os seus gastos. A conta secreta da Presidência da República secreta é – e, pois, trata-se de uma caixa preta. Se Lula gasta bem ou mal alguns milhões por ano, não podemos saber. De fato, ninguém sabe. Nada menos de 60% dos gastos são saques na boca do caixa – nesse caso, saques de verdade, já que não se trata de operações bancárias de pagamento. O governo federal estava mal, não é? Precisava sair das cordas. Tinha de reagir.

E foi o que fez com a ajuda do “isentismo”. Pensando bem, essa história dos cartões de débito de São Paulo foi uma versão um pouco mais light do dossiê dos aloprados:
- cartão de débito não é de crédito porque tem prévio provionamento;
- inexistem contas secretas em São Paulo;
- o primeiro escalão do governo não tem cartões;
- é mentira que São Paulo gaste mais em despesas de emergência (R$ 108 milhões) do que o governo federal (supostos R$ 76,5 milhões). Os gastos emergenciais federais são de R$ 177 milhões, não de R$ 76,5 milhões;
- é mentira que o governo federal é mais transparente, já que teria todos os dados no Portal da Transparência, e o governo de São Paulo, não.

Este último item, então, é de lascar. Reportagem de O Globo de segunda demonstrou que, dos R$ 177 milhões, é possível saber o destino DE APENAS 11% do dinheiro. Que transparência vagabunda é essa? Os gastos emergenciais do governo de São Paulo não estão, é verdade, na Internet, mas todos os deputados têm acesso a 100% do que se gasta – e esse “todos” inclui a diligente bancada petista. Quer dizer que, antes, eram, então, coniventes com irregularidades? Mas quais irregularidades? Essa história de que basta botar na Internet para ser transparente é coisa, de fato, de um idiota.

Não obstante, o governo do estado promete lançar tudo na Internet. Ótimo! Como as notas serão eletrônicas, elimina-se a praga da notas frias, já encontradas nos gastos da Presidência. Serra mandou suspender os saques na boca do caixa – embora os maiores fossem pagamento de títulos, não saque em moeda sonante, a exemplo dos R$ 58 milhões em grana viva que foram parar nas mãos dos servidores federais com cartão.

Fraude
O PT montou uma fraude em São Paulo, uma espécie de “dossiê fajuto”, mais um, dos gastos. E eu asseguro: os que tiveram acesso àquela porcaria tinham em mãos uma pauta e tanto: o PT tentava engolfar o PSDB de São Paulo na tramóia para livrar a própria pele. Mais um vez. MAS ATENÇÃO: PARA FAZER A COISA CERTA, NESSE CASO, O VEÍCULO E OS JORNALISTAS PRECISAM SER ISENTOS, NÃO “ISENTISTAS”.

O veículo e o jornalista isentos não dão a menor bola se o PT estrila ou não, se vão acusá-los de serrismo ou não. E, claro, também não se incomodam se são chamados de petistas (desde que não sejam…). Vão fazer a coisa certa. Já veículos e jornalistas “isentistas” aproveitam-se da denúncia para equilibrar, artificialmente, o jogo: “Já batemos demais no PT; hora de pegar o PSDB. Os tucanos que se expliquem”. Não é jornalismo, não: pode ser apenas a mistura da ideologia dos inocentes com o marketing dos espertos.

E, a partir de então, uma maquinaria infernal de mentiras e desinformações passou a tomar conta do noticiário. O que se queria? Mudar o sistema de São Paulo? Torná-lo mais eficiente? Nada disso. Era pura operação despiste. Poderia perguntar alguém: “Mas o PT está proibido de fazer política?” Não. Mas não pode mentir. E o jornalismo não pode mentir com ele para garantir a Ricardo Berzoini a sua fama de “isento”.

A má consciência não pode ser guardiã da imparcialidade.”

Festa dos cartões: PT quer um “empate”. Mas não é!

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 09 Fev 2008 | sob: Política

Basta uma das mazelas do governo vir à tona para a petezada sair gritando em coro: mas no governo FHC também era assim; ou então correm logo para cima do Serra, o virtual candidato dos tucanos para as próximas eleições presidenciais. Acreditam que, assim, se tonam “sujeitos normais” dentro de um quadro político deteriorado há muito tempo.

A imprensa bocó, formada por acéfalos, cai fácil nessa conversa, seja por conveniência proselitista ou imbecilidade genética. Daí tudo termina “empatado” e assim camin ha a humanidade.

Isso não passa de uma idéia tosca. Se ainda fosse verdade - e não é -, um erro não justifica outro. Aliás, quem sempre posou de paladino da ética na política era o PT, até a máscara cair.

Por alguns dos comentários do post anterior, percebe-se que é fácil, também, a população cair nessa conversa furada. Teve até um idiota que publicou o link para o site do Conversa “Fiada”. Só esqueceu de dizer que Paulo Henrique Amorim é um dos tocadores de tuba do petismo, como sempre diz o Reinaldo Azevedo. Tadinho. É evidente que falta-lhe fôlego de credibilidade.

Para quem quer informação, veja a nota publicada pelo governo do estado de SP sobre o assunto. Acredite no que quiser, mas não vejam falar asneiras por aqui. E a choldra pode espuimar à vontade.

NOTA À IMPRENSA

O Governo do Estado de São Paulo tem total interesse em esclarecer toda e qualquer dúvida relacionada às despesas efetuadas pelos órgãos da administração pagos pelo sistema de pagamento eletrônico via cartões de débito, que existe desde 2001. Note-se que o Governo de São Paulo, diferentemente do Governo Federal, não utiliza cartão de crédito corporativo.

Porém, para um adequado atendimento das demandas por informação, é preciso cautela e responsabilidade no tratamento e observação das operações de compras a fim de evitar alarmismos e erros de interpretação desastrosos.

Para exemplificar, temos o caso das despesas efetuadas em uma churrascaria em Campos de Jordão, que foram interpretadas equivocadamente como um possível desperdício de dinheiro público. São despesas absolutamente normais, realizadas pelo Batalhão da Policia Militar de Taubaté, que deslocou efetivo para Campos de Jordão em período de alta de turismo. Foram servidas, nesse restaurante, refeições para centenas de policiais militares, por R$ 8,00 (oito reais) cada.

Outro caso de distorção refere-se à compra de carnes em açougue da cidade de São Paulo, que se tentou demonstrar como sendo uma despesa indevida. Na verdade, foi utilizada na alimentação das 70 crianças da creche dos filhos dos funcionários do Palácio dos Bandeirantes, onde trabalham cerca de 1.500 pessoas, em quatro secretarias. Ou, ainda, a despesa realizada pela Polícia Militar em Campinas, em loja de brinquedos, para compra de 12 kits de maquiagem como parte de uma ação cívica social da PM com crianças da favela Parque Oziel, localizada naquela cidade.

Para cada pedido de informação, é necessário examinar o processo administrativo respectivo, sob guarda da unidade administrativa contratante. Para entender a complexidade dessas verificações, é preciso esclarecer que, em 2007, foram realizadas compras em cerca de 55.000 estabelecimentos comerciais no estado, executados por cerca de 20.000 servidores públicos em todos os 645 municípios paulistas.

Por último, refutamos com veemência a tentativa do Partido dos Trabalhadores de São Paulo de criar confusão na opinião pública, tratando questões diferentes como se fossem iguais. É a estratégia típica desse partido: tentar justificar seus abusos com a idéia de que os outros partidos também os cometem. Com a idéia de que, na política brasileira, “é tudo farinha do mesmo saco”. Mas não é não, felizmente.

“Gabinete de Lula gastou R$ 3,6 milhões com cartões”

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 07 Fev 2008 | sob: Política

Reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, por Sônia Filgueira e Leonêncio Nossa.

Os dez funcionários responsáveis pelas despesas relacionadas diretamente ao gabinete da Presidência gastaram em 2007 com cartões corporativos um total de R$ 3,6 milhões. Há, por exemplo, faturas de viagens do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua comitiva, urgências com a manutenção dos palácios presidenciais, pagamento de eventos sociais nas residências oficiais e despesas de Lula e da primeira-dama Marisa Letícia. O gasto equivale a 58,6% do total usado, no mesmo período, pelos 154 servidores e assessores lotados na Presidência que dispõem de cartões.

Os nomes dos ecônomos - assessores responsáveis pelo registro, administração e prestação de contas das despesas feitas com cartões -, identificados pelo Estado, encabeçam uma lista de milhares de assessores e funcionários do governo que utilizaram o “dinheiro de plástico” em 2007. A relação foi elaborada pela assessoria de Orçamento do DEM, a partir de pesquisa no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi), que registra todas as despesas orçamentárias executadas pela administração pública.

Conforme a pesquisa, esses assessores apresentaram, individualmente, as mais elevadas contas do governo ao longo do ano passado. Dos dez nomes identificados, sete ocupam as primeiras colocações na lista dos maiores gastos.

O ecônomo João Domingos da Silva Neto é o primeiro colocado: em 2007, o cartão sob sua responsabilidade acumulou uma fatura de R$ 585,9 mil. É o dobro do gasto da ex-ministra da Igualdade Racial Matilde Ribeiro, que se demitiu na semana passada após a revelação de irregularidades com o cartão.

Em segundo lugar está o ecônomo Clever Pereira Fialho, com R$ 570,7 mil. O terceiro da lista é José Carlos Ferreira, com despesas de R$ 531,9 mil em 2007. O responsável pela coordenação do grupo é o ajudante de ordens de Lula e o oficial das Forças Armadas Rawlinson Gomes de Souza.

Dos dez ecônomos, Souza é o que acompanha mais de perto o presidente. Apóia Lula em todos os eventos e viagens. No entanto, suas despesas no cartão estão entre as mais modestas da lista: R$ 5,1 mil em todo o ano passado. Ele está em 1.760º lugar no levantamento.

De todos os nomes identificados pelo Estado, o de Souza é o único divulgado no site Portal da Transparência, administrado pela Controladoria-Geral da União (CGU). Os demais integram um grupo de 82 assessores da Presidência cujos nomes estão citados no Siafi, mas não no Portal da Transparência.

Para o deputado Antônio Carlos Magalhães Neto (DEM-BA), que assume a liderança do partido na Câmara nesta semana, o maior problema do uso dos cartões é a falta de regras nesse tipo de mecanismo. “São gastos elevados, sujeitos ao arbítrio de servidores. É preciso ter regras mais claras e rígidas na sua utilização e mais clareza na divulgação dos gastos”, afirma ACM Neto, que defende a criação de uma CPI para investigar os gastos com cartões. Leia a íntegra AQUI

PS. Por favor, vamos manter o nível nos comentários. Caso contrário, fecho a porteira.

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