Dezembro 2007
Arquivo Mensal
Arquivo Mensal
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 21 Dez 2007 | sob: Política
Depois daquele temporal (nada a ver com dona Cláudia) já deu para ver como vai ficar a Praça da Matriz. Para mim não interessa se vai ser entregue dia 23 ou o ano que vem, mas sim o que foi feito nela e, principalmente, o que se gastou.
Começo, então, pelo coreto. Para que serve um troço desses? Digo para vocês: pra nada, principalmente do jeito que está montado! Falo com conhecimento de causa. Durante minha adolescência, toquei na Banda Bandeirantes, aquela do Seu Romário, e senti lá de cima o desconforto das apresentações. Não se vê nada e não se pode ser visto.
Lá de dentro, você fica se sentindo um periquito na gaiola. Se ao menos tivesses colocado aquelas grandes de uma outra forma…Ou melhor, que não as tivessem colocado, seria bem melhor. Desculpe-me o engenheiro responsável, mas o mínimo que se deveria fazer é perguntar para algum músico de banda, e na Maniçaoba temos duas, se aquela disposição é adequada. Com certeza, poderia-se obter informações que pudessem lhes ser úteis para um projeto mais moderno e… funcional.
E quem está embaixo? Bem, essa experiência muita gente já sentiu na pele. É ridículo ficar esticando o pescoço para tentar enxergar quem está lá dentro, sentado, mandando ver no seu instrumento. Sem contar que não há um vão livre para aglomerações de pessoas.
Posso até entender que o objetivo talvez tenha sido de resgate à nostalgia, com uma peça muito mais decorativa do que funcional. Posso entender, mas não concordo! O mundo moderno exige praticidade, até no coreto, podem acreditar.
Daí vem o chafariz, que ainda está no chão. Eu não sei, você sabe? Creio que seja para desperdiçar água e energia. Ah, pode ser para criar carpas também… Que coisa mais piegas. Mas fazer o quê, é o gosto do seu Gerúndio?
Bem, mais quanto vai custar tudo isso? Mais de R$ 500 mil, cidadão. Mas a cidade não tem outras prioridades? Tem, sim senhor, mas a manezada do PT vai falar que a verba é “dirigida”, veio de emenda específica. Pergunto, então: mas em vez de pedir verba para reforma de praça, não poderia pedir para outra coisa? Claro que poderia, mas não o fizeram.
Há uma certa voz da ignorância pela qual tenta se justificar que a verba é do “governo federal”. Os otários imaginam, vejam só, que o tal do “governo federal” fica em outro planeta e quem paga por essas “verbas” são os alienígenas. Tadinhos deles, nem imaginam que as verbas federal, estadual e municipal saem do próprio bolso do cidadão-contribuinte. Verba que, na verdade, sai do bolso de você, amigo leitor, que paga impostos altíssimos e teve paciência de chegar até aqui. É você que pagou pelos mais de R$ 500 mil investidos na obra da praça. Fica claro assim? Agora, me diga: isso era prioridade?
Mas a história não acaba aqui não. Há uma velha máxima que diz que é fácil fazer, difícil é manter. Então convido todos vocês, meus assíduos leitores, a darem um volta na Monsenhor Seckler, onde a prefeitura reformou, já há algum tempo, os canteiros centrais. Vejam como está a manutenção daquilo. Vejam, também, como está a manutenção de outras praças, como aquela na rotatória. As pedras ornamentais simplesmente foram encobertas pela grama alta, que não é podada já faz tempo.
Veja as outras praças da cidade, os logradouros públicos. Veja o estado em que se encontram as janelas da biblioteca, onde se investiu uma dinheirama no governo Léo. Na época, era lindo; agora, está horrível. Está tudo largado faz tempo.
O governo petista gosta desse tipo de perfumaria. Faz uma festa danada, solta rojão e, depois, meu velho, deixa tudo à mercê do acaso! Como já disse, fazer é fácil, difícil é manter!
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 19 Dez 2007 | sob: Política
Depois de 13 dias, dizem que finalmente saiu a primeira parcela dos salários atrasados dos médicos da Santa Casa. Estão todos felizes. Vai dar pra comprar o champagne de Natal! Viva!
Agora a Prefeitura da Maniçoba vai mostrar para o Brasil todinho como é que se administra as santas casas que vivem em crise.
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 18 Dez 2007 | sob: Política
Terça-feira, 18 de dezembro de 2007. Faz 12 dias que Seu Gerúndio decretou a intervenção na Santa Casa e prometeu pagar os salários atrasados dos médidos, em troca do fim da greve. Os médicos cumpriram a sua parte; a prefeitura ainda não. Será que sai hoje? Vamos aguardar!
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 17 Dez 2007 | sob: Política
Vejam só, no dia da intervenção da Santa Casa publicaram no site oficial da prefeitura que os salários atrasados dos médicos já estavam devidamente quitados. Mentira! Depois, na segunda-feira seguinte, o interventor Renato Cassani reuniu-se com o corpo clínico para anunciar que os pagamentos seriam parcelados em 4 vezes, e a primeira parcela sairia até a sexta-feira daquela semana (passada). Bem, hoje é segunda-feira, 17, e os médicos ainda não receberam. Pode ser que saia amanhã. Pode ser. Fiquem na torcida! O PT é assim, está sempre porvir…
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 17 Dez 2007 | sob: Política
Estamos no final do terceiro ano da gestão de Seu Gerúndio, do PT, e vale algumas reflexões. Nada desse negócio de diz-que-diz e propaganda enganosa, mas algumas perguntas que qualquer cidadão que não ande com a aba do chapéu na boca e os quatro membros no chão pode – e deve - fazer aos governantes. Vamulá:
1. Quantas indústrias novas chegaram à cidade?
2. Quantos empregos foram gerados na iniciativa privada (Não vale da prefeitura, que incha a máquina irresponsavelmente)
3. Por que a Prefeitura deixou de contratar a Oscip Ágere, para a qual foram passados mais de R$ 1 milhão de reais em parcerias entre 2005/06.
4. Por que as prestações de contas do município deixaram de ser publicadas no site da Prefeitura?
5. Por que os melhores cargos - e salários - da Prefeitura são ocupados por pessoas de outras cidades?
6. Por que comprar veículos pelos sistema de Leasing, pagando mais do que o dobro, em vez pegar comprá-los em partes, com pagamento à vista?
7. Por que praticamente cada chefe de setor da prefeitura tem de ter um carro a seu dispor? Quanto a Prefeitura gasta com combustível por mês?
8. Por que a administração pública reforma canteiros, praças, mas não faz o serviço de manutenção, deixando os espaços públicos sempre mal apresentáveis?
9. Por que a Prefeitura optou pela Intervenção, que custará mais caro, em vez de repassar os recursos pactuados em contrato com a Santa Casa. Se foi por má gestão, cadê as provas? Por que não interferiu antes, então?
10. Por que ainda não definiram o local de construção do novo ginásio de esportes? Afinal, vai ser construído?
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 14 Dez 2007 | sob: Política
Os petralhas gostaram da idéia do jornal, né? Então votem na enquete do Tio Reinaldão para escolher o nome do novo jornal. As opções estão abaixo. Clique AQUI para votar.
( ) Grama
( ) Folha Corrida
( ) Grana
( ) Privda
( ) Mãos ao Alto!
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 13 Dez 2007 | sob: Política
Claqo que não é na Maniçoba, né!, onde o PT já tem parceria com um e a simpatia proselitista do outro. É no Brasil. Veja reportagem de Letícia Sander, da Folha de S.Paulo de hoje:
Favorito na disputa pela presidência do PT, o deputado Ricardo Berzoini (SP) disse ontem que o partido planeja ter um jornal próprio com distribuição nacional a partir de 2008. Tanto ele quanto seu concorrente na disputa, o também deputado Jilmar Tatto (SP), defenderam que o PT crie um “sistema de comunicação de massas” para divulgar as idéias do partido.
As estratégias de comunicação foram explicitadas durante debate entre os dois candidatos, realizado na manhã de ontem na sede do PT em Brasília. O evento despertou pequena atenção da militância. A conversa começou com apenas 36 presentes e o número de ouvintes não passou de 50 até o final do debate, que versou majoritariamente sobre a candidatura própria em 2010 e a relação com aliados. O segundo turno da disputa pela direção do PT será no domingo. Assinante da Folha leia mais aqui
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 13 Dez 2007 | sob: Política
Como vocês bem sabem, evito ao máximo os assuntos do Planalto. Estão fora do meu campo de visão. O caso da CPMF, porém, tem a ver com a Maniçoba. Serão menos R$ 40 bilhões pagar o governo esbanjar. Ainda havia a possibilidade de todos os recursos serem destinados à Saúde, o que poderia, em hipótese, dar a entender que o PT nativo conseguisse ficar com algumas migalhas disso.
No último minuto, Lula ainda tentou uma última cartada, encaminhando ofício para oficializar a intenção de destinar 100% da CPMF à Saúde. Mas a oposição de Brasília é mais experiente que a nossa. Não caiu na balela do ofício. Sabe que, depois, vem a apunhalada pelas costas. Resultado: derrota histórica do governo. Teremos mais R$ 40 milhões circulando no mercado.
E olha que os votos que faltaram ao governo não foram da oposição (“sonegadora”, como insulta Lula), mas sim da base aliada. Foram os votos dos Bobs e dos Vartões de Brasília, que vivem de joelhos para o executivo, em detrimento de seus deveres parlamentares.
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 12 Dez 2007 | sob: Política
Segue, abaixo, artigo que recebi por e-mail do veredor José Geraldo Pacheco da Cunha Filho, o Gerão.
A Constituição Federal do Brasil não autoriza a intervenção em hospitais, que é o ato pelo qual alguém exerce ingerência nos negócios de outrem. Ela permite a “requisição, que é o uso do bem particular pela autoridade em caso de eminente perigo público e mediante indenização, se houver dano”. É autorização excepcional e restritiva, sendo inconstitucional sua ampliação.
Saúde não é prioridade no Brasil. É, apenas, no discurso hipócrita de ignóbeis de plantão, mas sem qualquer conseqüência prática. Conhecemos a situação calamitosa pela qual passam os hospitais filantrópicos e as Santas Casas, em razão do desequilíbrio econômico-financeiro gerado, dentre vários motivos, pela defasagem da remuneração dos procedimentos pagos pelo governo federal, que é de 30%, aproximadamente, sendo maior, em alguns casos. As desastrosas conseqüências das despesas serem maiores que a receita é o endividamento das entidades com fornecedores, bancos e demais credores e o não pagamento de honorários médicos, tributos, encargos trabalhistas e previdenciários dos empregados e diversas outras obrigações inadimplidas.
O Prefeito Maffei não sabe disso? Só se for surdo. Ou dissimulado.
Não são raras às vezes em que governos deixam hospitais morrerem a mingua para que possam fazer o que está virando moda: intervir. São partidários da máxima “quanto pior, melhor”. Ao invés dos governantes agirem de forma pró-ativa, firmando parcerias e ajudando as entidades a atenderem a população dignamente, preferem o estabelecimento do caos para, num arroubo de super-herói, transformar-se nos salvadores da pátria, na busca dos malditos dividendos políticos. Agem de forma truculenta e ilegal, às vezes embasados em argumentos jurídicos pífios que não se sustentam a simples assopro do lobo mau, para ficar no campo fictício.
Sustenta a intervenção do Senhor Neófito, entre outros absurdos, a alegação de ”má-gestão” dos diretores da entidade. Ora, o que seria a tão propalada “má-gestão”? Qual seria a diferenciação jurídica entre “má-gestão” e risco do negócio? O fato de uma Santa Casa ter passivo de milhões quer dizer que ela é mal gerida? Como o órgão interventor pode chegar a essa instantânea conclusão se ele sequer analisa um mísero documento financeiro interno da entidade? Será que a análise do balanço permite concluir que a diretoria não sabe administrar? Esquecem-se eles do déficit mensal acumulado pelo atendimento crescente da população, fato confrontado com a limitação do teto financeiro do Hospital? Pode-se fazer diagnóstico honesto e técnico da gestão financeira de um Hospital sem se analisar os fatores macros que envolvem aquela atividade e sem vivenciar seu fluxo de caixa?
Infelizmente, a intervenção (ilegal) se deu por questão política. É a chance que o político ignorante aproveita para mostrar o trabalho que não consegue desenvolver. Os nossos Postos de Saúde são um exemplo. Saúde dá voto. Mexer com saúde sensibiliza o povo. Há panorama melhor para a ação dos predadores políticos? A medida adotada pelo Prefeito já faz parte da partida preliminar para o grande jogo principal que é a sua tentativa de reeleição. Por mais que pareça incrível, os “companheiros” começam a limpar o terreno e desde já procuram fritar possíveis candidaturas.
Após tudo isso, da covarde agressão a minha pessoa, na passeata organizada pela CUT-PT, até as ameaças anônimas a minha família, decidi me afastar da Provedoria da Santa Casa. Após entendimentos na última sessão ordinária na Câmara Municipal, onde o Senhor Prefeito e a Diretora de Saúde se comprometeram a repassar os valores devidos para o Hospital e a anuência no empréstimo bancário para saldar a dívida com os médicos e fornecedores, infelizmente nada disso ocorreu, não honraram a palavra. O caso era de diálogo, de parceria, de discussão e não de imposição, como ocorreu. A intervenção (agressão) que a Santa Casa sofreu, certamente será avaliada com prudência pelos membros da Diretoria da Irmandade, sem olhar pelo lado pessoal ou político, pois sabem da importância e da necessidade da população pela Santa Casa.
Aproveito a oportunidade para agradecer a todos que me auxiliaram nesses anos que passei na nossa Santa Casa, difíceis, mas gratificantes, porque pude ajudar muita gente e com certeza absoluta, fizemos um belo trabalho na melhoria das condições do Hospital. Agradeço especialmente aos prestativos funcionários, aos competentes médicos, aos meus pares de Diretoria, pessoas de bem que com risco de ver seus patrimônios dilacerados em virtude da Lei de Responsabilidade Fiscal tiveram coragem de assumir esse trabalho voluntário, as queridas e inestimáveis voluntárias e a todos os colaboradores o meu forte abraço e muito obrigado por tudo.
“É preferível morrer a perder a vida. Não temamos o futuro, trabalhemos no presente com toda nossa experiência do passado. Arriscar nossa vida por muitas vidas é melhor do que perdemos nossa vida por omissão, por ganância, por egoísmo, por orgulho. Que Deus nos ilumine!”
José Geraldo Pacheco da Cunha Filho
Vereador Gerão-DEM
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 12 Dez 2007 | sob: Política
Liberdade é isso, cada um se espelha em quem quiser. Na coluna aí à direita, aponto alguns links de gente que, para mim, é referência positiva. Juca Kfouri, por exemplo, é um dos poucos que sobra na crônica esportiva. Então, entenda assim: estou para Juca kfouri assim como alguns estão para Renato Teixeira. Não me admira que os “reis do mundo da bola” estejam ancorando na Maniçoba. Aqui encontraram a conivência que precisam. Nesse universo da analogia, encontra-se inclusive aqueles se apresentam como jornalistas e agem como serviçais de seu alteza. Veja o que Juca diz sobre tudo isso, em um encontro memorável como Antônio Abujamra, em “Provocações”
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 12 Dez 2007 | sob: Política
A história da intervenção da Santa Casa ainda promete muitos capítulos de desdobramentos. Nada melhor, então, do que saber onde tudo começou para tentar imaginar como tudo vai terminar.
Gente muito próxima ao executivo disse-me, há pouco, que a idéia começou a ser costurada 15 dias antes da oficialização em decreto. Na época, Seu Gerúndio chamou o médico Renato Cassini, que já havia sido interventor no Hospital Sanatorinhos, em Itu, para lhe questionar sobre a proposta. Ouviu do especialista que a intervenção seria um processo muito complexo, penoso, desgastante e que exigiria muitos investimentos do governo. Perguntou, então, se Seu Gerúndio tinha dinheiro para aplicar. Maffei respondeu que tinha, sim. Sendo assim, Cassani não teve como recusar a empreitada, mesmo porque será remunerado para isso.
É isso mesmo. Além das contas atrasadas, agora tem mais o salário de Cassani e toda a equipe que o acompanha. Um caldo e tanto para engrossar as “Contas a pagar” da Prefeitura. Ou melhor, a conta que ficará para você, contribuinte.
Cassani também diz que estabeleceu como pré-requisito para aceitar a função o pagamento dos salários atrasados dos médicos, que soma algo em torno de R$ 550 mil. Disse isso aos médicos quando lhes prometeu o primeiro pagamento dos atrasados ainda esta semana. Os demais serão divididos em três ou quatro parcelas mensais, prometeu o interventor. Os médicos aceitaram a proposta e, agora, contam que ele cumpra sua palavra.
Mas de onde virá tanto dinheiro? Ou melhor: será que virá?
Seu Gerúndio deve saber no que está apostando. Vale lembrar que o Governo Federal, cujo comando está com o Lula do PT, briga com unhas e dentes para prorrogar a cobrança da CPMF, que sempre sustentou a gastança desnecessárias.
Nesse momento, Seu Gerúndio deve estar de joelhos no chão para que o governo federal consiga aprovar a contribuição, que pode lhe render a esperança de que alguma coisa chegue à Maniçoba. Deve torcer, por exemplo, para que a arrecadação seja destinada 100% à Saúde, o que aumenta a possibilidade de conseguir recursos para aplicar na Santa Casa. Os analistas políticos comentam que essa é última cartada de Lula para conseguir apoio do PSDB. Se não der certo, quem vai precisar de uma boa carta na manga é Seu Gerúndio. Será que tem?
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 10 Dez 2007 | sob: Política
Está no Blog do Ricardo Noblat, mas essa história a gente da Maniçoba já conhece. Ele, coitado, quer barganar com o PT e acredita que um “ofício” será sua garantia. Já era! Com essa postura, foi tarde…!
O senhor votará mesmo contra a CPMF?
- Hoje, sou contra. Mas se amanhã o governo apresentasse ao menos um ofício garantindo que reduzirá gastos, investirá mais na Saúde e na Educação, votaria à favor - responde o senador Osmar Dias (PDT-PR).
- O governo já apresentou propostas de mais investimentos em Saúde e Educação. Não é suficiente?
- O [Guido] Mantega [ministro da Fazenda] prometeu apresentar a proposta de reforma tributária até o dia 30 e não apresentou. Preciso de uma confirmação do que o líder Jefferson Péres (PDT-AM) anunciou e disse que era verdade. Um ofício já seria suficiente.
- Foi procurado por algum interlocutor do governo para tratar das suas exigências?
- Fui, várias vezes. Sempre ouço que elas [as propostas] serão atendidas. Mas concretizá-las é outra coisa. Estou meio São Tomé.
- Se o governo não apresentar esse ofício até o dia da votação, o senhor votará contra mesmo correndo o risco de ser expulso do PDT?
- Já fui expulso uma vez do PSDB. Esse não é o problema. Tenho que ter posição. Você tem que ter convicção na vida. Não ficar barganhando. Já briguei até com o ministro do Trabalho [Carlos Lupi] porque tem uma pessoa do meu partido que foi indicada a um cargo alto lá no Paraná e eu quis deixar bem claro que não era indicação minha. Escrevi até um ofício ao ministro.
- Mas se for expulso perderá o mandato. Vale à pena pagar esse preço?
- Já procurei me informar sobre as regras do partido e não achei nada que configure perda de mandato caso eu vote contra.
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 10 Dez 2007 | sob: Política
Viram a reportagem sobre o pagamento atrasado dos médicos no site da Viu!? Vai sair parcelado, e a primeira ainda está “porvir” esta semana. Vejam o que diz o release no site da Prefeitura, com negrito meu:
Maffei explicou os motivos da intervenção e pediu que os trabalhadores do hospital “cuidem bem do povo de Porto Feliz e façam com que as pessoas tenham uma condição de vida cada vez melhor”. Ele também garantiu o pagamento em dia do salário de todos os funcionários e lembrou que no próprio dia da intervenção houve a quitação da folha de pagamento.
Viram só? É sempre assim, dizem uma coisa e, na prática, é diferente. Diferente do release, não foi feita a quitação da folha. Mas vem mais, confiram:
“Além de desenvolver a cidade em educação, emprego e infra-estrutura, vamos dar atenção especial à saúde, que já está dando a volta por cima. Posso dizer que 2008 será o ano da saúde em Porto Feliz”, garantiu.
Viram só? ” Desenvolver a cidade em educação”??? Brincô, né? Será que estão insistindo naquela mentira deslavada de que a Maniçoba é “referência” em Educação? Mentira. Não existe nenhuma estatística que comprove isso. Aproveitaram-se de uma matéria equivocada de Veja, que confundiu Porto Feliz com Porto Ferreira (quadro abaixo) e soltaram essa. Depois Veja fez outra matéria mostrando como o COC faz proselitismo em sala de aula e o PT não disse nada.

Na mesma fala aí de cima, Seu Gerúndio diz que desenvolveu emprego. Mais mentira. Diga, então, quantas empresas chegaram à cidade depois de três anos de gestão? A única coisa que o PT fez foi criar cargo público para a patota militante.
Daí Seu Gerúndio diz que ” a saúde está dando a volta por cima na saúde”. Ora, ora, o gerundismo do “está dando” é realmente interminável. Mesmo assim, ficou a impressão de que, finalmente, admitiu que a Saúde da cidade anda por baixo, bem por baixo.
Por fim, o Gerúndio diz que “2008 será o ano da saúde”. Ué, será? Se não me engano, já tinha saído até manchete de jornal quando ele disse que “Vamos humanizar a saúde”. Três anos depois a “humanização” ainda está “porvir”. Os salários dos médidos, idem!
Mas o melhor da sua fala da propaganda oficial no site da prefeitura é esta, com negrito meu, de novo: “Duas notícias me alegraram muito já nestas primeiras horas de intervenção: a de que todos os setores voltaram a funcionar normalmente e a definição de que todos os partos, com exceção dos de risco, serão feitos na Santa Casa. Ou seja: teremos mais crianças nascendo em nossa cidade, mais pessoas com orgulho de serem portofelicenses”, destacou o prefeito.
Hãrrã! Então, tá! Deve ser por isso que levou sua esposa para dar à luz de sua última filha em Sorocaba. Ele é coerente!
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 10 Dez 2007 | sob: Política
O PT da Maniçoba está de salto 15. É, salto mesmo, não assalto. Os petralhas acham que já ganharam a eleição do ano que vem, só pelo “clamor” que vem das ruas. Ulalá! Se for verdade, já tenho assunto por mais cinco anos - um e mais quatro. Mas se tudo der errado (toc toc toc) também tenho, podem ficar tranqüilos. Heehehehe!
Fazer previsão eleitoral com um ano e meio de antecedência só com muito álcool nos reunrônios. Até para quem tem pesquisa de instituto idôneo na mão é coisa complicada. Imaginem, então, no chutômetro. Mas a Maniçoba tá cheia de entendido no assunto, com vasta experiência em política e em estatística eleitoral. Eles devem saber o que dizem!
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 10 Dez 2007 | sob: Política

Sinceramente, eu queria acreditar que foi um suspiro de cidadania. Isso mesmo, apenas um suspiro, quando a comunidade adormecida resolver invadir a Câmara para acompanhar de perto um dia legislativo, como aconteceu na sessão da semana passada.
Nada disso. Foi apenas mais uma manobra do executivo para fazer “pressão” sobre os vereadores pra aprovarem 20 projetos de interesse do PT. Uma das responsáveis pela “convocação” da comunidade foi a primeira-dama, Patrícia Maffei. A informação foi confirmada pela própria “comunidade” presente. Como se vê, solidariedade para o PT é assim, uma caminho de duas mãos: “eu ajudo vocês e, depois, vocês nos ajudam”.
Mas não é só o pessoal do Jardim Vante, não. Vejam bem. Alguém pode me dizer, por exemplo, quem é aquela senhora que segura a faixa, lá no fim do plenário, na foto abaixo?
Detalhe importante, só apra registro: mais uma vez, a exemplo do que ocorreu com o caminhão da CUT de Sorocaba, muitas crianças ajudaram a dar volume a manifestação. Vão se acostumando…
Detalhe importante 2: para não correr riscos, neste mesmo dia a vereadora petista Andréia Mattos leu o ofício no qual a Diretora de Saúde se comprometia a ” repassar à Santa Casa os recursos pactuados em contrato”. Bem , depois disso, todo mundo já sabe: Seu Gerúndio voltou atrás de decretou a intervenção da instituição, um fato histórico na cidade e nas relações político-partidárias do mundo inteiro.

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 10 Dez 2007 | sob: Política
Reportagem do jornal O Globo, por Kayo Iglesias
Pelo menos nove prefeitos do Estado do Rio estariam hoje com a reeleição ameaçada caso a determinação do presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), Roberto Wider, de rejeitar candidaturas cujos titulares tenham acusações no currículo seja cumprida à risca. É que o desembargador, além de orientar os juízes eleitorais a banir candidatos com ficha criminal suja, também incluiu no rol dos indesejados os que respondem a processos por improbidade administrativa. Leia íntegra AQUI
NA MANIÇOBA- Viram só? Não é quem tem processo transitado em julgado que pode ficar fora da eleição. A decisão do Tribunal Eleitorial pode incluir qualquer um que esteja respondendo a processos. A decisão também pode de transformar em jurisprudência pelo Brasil afora, como chamou a atenção a jornalista Dora Kramer, em artigo publicado pelo Estadão recenmtemente.
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 09 Dez 2007 | sob: Política
O colunista de Veja Diogo Mainardi foi ao Programa do Jô falar sobre o seu livro, “Lula é Minha Anta”. A entrevista é informativa e divirtidíssima. Confiram abaixo em três partes, postadas na ordem de cima para baixo.
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 09 Dez 2007 | sob: Política
A propaganda do livro do jornalista Diogo Mainardi. “Lula é minha Anta”, foi proibida de ser veiculada nos Aeroportos, sobre o argumento de que a Infraero não permite “propaganda política”. Desde quando um livro de crônicas de opiniões políticas de um jornalista é “propaganda política”? Que eu saiba, o colunista de Veja é um crítico voraz do governo, mas não pertende a nenhum partido.
Bem, mas os petista interpretam tudo como eles querem e, com a força da “máquina”, enfiam-lhe guela abaixo. Vá se aconstumando! Nós, da Maniçoba, já aprendemos com isso funciona: carro de som da CUT, ônibus fretados para encher a Câmara, trairagem, interveção por decreto, Oscips para fugir de licitação etc…
Parece bobagem o que fizeram com o Diogo, mas daqui a pouco estará acontecendo com você. Comigo já acontece, e muito. São nessas pequenas atitudes, como diz o próprio Diogo, que o autoritarismo deixa sua máscara cair. Leia o podcast do colunista AQUI.
Veja também, é claro, a propaganda censurada, abaixo!
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 09 Dez 2007 | sob: Política
*Por WASHINGTON OLIVETTO
Sábado passado, 24 horas antes do jogo Corinthians e Grêmio, fiz uma frase publicada no blog do jornalista Juca Kfouri que gerou polêmica: Se o Corinthians cair, quem fica rebaixado é o Campeonato Brasileiro.
Muitos torcedores de outras equipes acharam a frase prepotente, quando, na verdade, ela continha apenas a constatação real de que, sem o Corinthians, o Campeonato da Série A perde em competição, em emoção e em audiência.
Isso no significa que eu achava que o Corinthians não merecia o rebaixamento. Pelo contrário: eu achava, como continuo achando, o rebaixamento fundamental para o processo de saneamento que o Corinthians precisa viver
Agora, exatamente uma semana depois, obviamente não alegre, mas já curado da ressaca moral provocada pela catastrófica atuação do Corinthians no campeonato nacional, que culminou com o merecido, mas temporário, rebaixamento, envio uma outra frase, esta dirigida especialmente aos meus amigos anticorintianos, que estão comemorando a momentânea derrota do Corinthians bem mais do que costumam comemorar as eventuais vitórias de suas equipes. Lembrem-se, meninos:
Não saber ganhar é ainda pior do que não saber perder.
*Publicada hoje no caderno “Aliás”, de “O Estado de S.Paulo”.
PS: Amanhã terá outra, mas endereçada aos corintianos.
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 08 Dez 2007 | sob: Política
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 08 Dez 2007 | sob: Política
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 07 Dez 2007 | sob: Política
O prefeito Seu Gerúndio anunciou, na manhã desta sexta-feira, pela rádio, a intervenção na Santa Casa, por meio de decreto municipal. O interventor é Renato Cassani, que já se encontra na instituição. A reportagem da Viu! acompanhou in loco os acontecimentos. Veja no site.
O que eu tenho a dizer sobre isso? Bem, já tinha falado aqui que, diante da postura adotada pela prefeitura e do jeito que as coisas caminhavam, a saída honrosa da Diretoria de Saúde seria a intervenção. Mas, se tratando de PT, fizeram da pior forma possível, no bom estilo “trairagem”. Primeiro, admitem em ofício que iriam cumprir o “pactuado em contrato”, só para a Câmara aprovar os projetos do Executivo. Depois de dois dias decretam a intervenção. Isso é que dá “negociar” com essa gente. Será que nunca ouviram falar em “apunhalada pelas costas”?
DEMISSÃO E AMEAÇAS - De qualquer forma, tenho informações de bastidores. Em reunião realizada ontem à noite, o provedor José Geraldo Pacheco da Cunha Filho, o Gerão, pediu demissão do cargo. Os motivos seriam as ameaças que a família vem recebendo, já registradas na Polícia.
Uma delas foi dirigida a Priscila Carvalho, pediatra filha de Bizote, por meio de um “cartão de Natal”. Nele, uma pessoa não identificada afirmava que já havia contratado um “maconheiro para jogar ácido em sua cara e que nem todo dinheiro do seu pai tiraria a marca”. O autor ainda fazia chacota, afirmando que o “apelido da doutora no Posto era ‘formiguinha’, de tão fraquinha que era”.
Na reunião de quinta-feira à noite, Bizote teria afirmado que também recebeu ameaça de morte. “Eu conheço essa gente de São Bernardo e sei que como eles não se brinca”, teria afirmado.
Também conheço essa gente e creio que Bizote tem razão: com essa gente não se brinca. Também não se negocia. Se a intervenção vai trazer resultados positivos à cidade, ninguém pode prever. As boas novas da administração petista estão sempre “porvir”, nunca presentes! Esperemos então…eu, devidamente sentado!
Em tempo: Fiz uma correção no post acima: quem pediu demissão do cargo foi apenas o provedor Gerão, e não a diretoria toda. Mais informações no site da Viu!, com reportagem de Juliana Machado.
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 05 Dez 2007 | sob: Política

Está mais do que comprovado: a saúde do porto-felicense virou moeda de troca política, sim senhora. Em troca da aprovação de mais de 20 projetos do Executivo, entre eles a liberação de R$ 50 mil para a Copa São Paulo, a Diretora de Saúde, Cláudia Meirelles Atemporal, encaminhou ofício ao legislativo garantindo que irá liberar as verbas contratuais retidas da Santa Casa, que geraram a greve dos médicos e uma grande preocupação à população nas últimas semanas. A Prefeitura também se comprometeu em assinar a anuência do empréstimo que a Santa Casa tanto solicitou para tirar a corda do pescoço.
O desfecho ocorreu na sessão de Câmara desta quarta-feira à noite, com direito a claque encomendada pelo PT. Nunca o plenário legislativo esteve tão cheio de munícipes, entre eles muitas crianças. Mais uma lição de falta de escrúpulos que o PT quer enfiar goela abaixo na Maniçoba.
Se a diretora de Saúde Cláudia Atemporal tivesse firmeza para sustentar o que vinha afirmando até agora, teria investido na interdição da Santa Casa. O que ela fez, porém, foi nada menos do que jogo político. Uma atitude compreensível para os políticos, não para uma profissional da saúde como ela mesma havia sempre se auto-proclamado até então. Percebe-se, agora, a impropriedade de suas afirmações. Está claro que a pressão que fez sobre a Santa Casa nunca teve o intuito de realmente colocar a entidade nos eixos. Foi tudo uma grande pantomima da senhora do tempo.
Se tivesse dignidade, Doutora Claudia deveria pedir exoneração do cargo. Um profissional que honra sua atividade, ainda mais na Saúde Pública, não se curvaria a negociatas políticas como a que acabamos de assistir. Em vez disso, vejam o que ela escreveu no ofício encaminhado à Câmara: “Diante da iminência da aprovação da suplementação de recursos municipais, inclusive para a Saúde, nos comprometemos a integralizar o pagamento dos recursos pactuados para o Pronto-Socorro Municipal e a contratualização como forma de regularização das atividades da Santa Casa de Misericórdia de Porto Feliz”(Grifo meu).
Vejam só, caros amigos, ela assume que NÃO cumpriu o que estava pactuado, o que acabou gerando a paralisação dos médicos da Santa Casa e deixou a população em estado de apreensão e pânico pela falta de atendimento. Que tipo de profissional da saúde é essa?
Na reunião de tentativa de conciliação promovida pela OAB, no feriado de 15 de novembro, ela garantiu que o impasse “NÃO” era político. Insinuou má-gestão, exigiu que a diretoria da instituição entregasse uma série de documentos e, agora, diz em ofício que “se compromete a integralizar os recursos pactuados”? Em nenhum momento a diretora Atemporal disse que não dispunha de recursos, como faz a entender agora, pedindo suplementação de recursos.
Definitivamente, Porto Feliz não merece uma profissional dessa estirpe! Diferente do que vociferava, Doutora Cláudia Meirelles Atemporal faz POLÍTICA na Saúde, não política de saúde! E assina embaixo!
Leia sobre como foi a sessão da Câmara, na cobertura da repórter Juliana Machado
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 03 Dez 2007 | sob: Política
O colunista Roberto Prestes de Souza, enfurecido pela informação que publiquei com exclusividade em minha coluna da Viu! sobre a briga de Maffei na rua, resolveu me atacar com insultos e insinuações levianas. Não tenho nada a dizer a esse mascate da imprensa nativa, mas tenho consideração pelos leitores do jornal Tribuna das Monções, cuja história cinqüentenária ainda sustenta as aventuras irresponsáveis desse assassino da filosofia.
Prestes não cita meu nome porque lhe falta coragem. Como não compartilho com esse tipo de postura em respeito aos meus leitores, digo claramente: é um covarde! O esbirro colunista vive me provocando, sempre sem citar meu nome, porque sua envergadura moral não ultrapassa a linha da cintura. Prefere as insinuações levianas, com bravatas veladas. Ora me chama de “retrógrado”, Nelson Rubens ou qualquer outra coisa depreciativa. Fica me cutucando com vara longa para ver se lhe dou umas porradas e alguma notoriedade. Vou lhe dar as duas. Só assim seus parcos leitores vão prestar atenção no que escreve. De praxe, preferem a seção de piadas chupadas da Internet.
Vejam só, o prefeito, maior figura pública da cidade, briga de rolar na rua e não sai uma vírgula no jornal. Nem na Tribuna nem no jornal de Itu. Depois que revelo as informações em minha coluna na Viu!, a história vira notícia. Isso não é patético? Logo se deduz que os fatos estão subordinados à relevância do que escrevo. Ou seja, briga de prefeito é irrelevante para ser notícia; o que eu escrevo o é! Viva o jornalismo das coxas brancas e cérebro vazio de Prestes!
Não satisfeito em desdenhar o fato chamando-o de “fofoca”, o mascate do jornalismo se propõe a narrar, com exatos 30 dias de atraso, a SUA versão da história. Vejam só, eu sou “fofoqueiro”, certo?, e ele é o quê? Comentarista de fofocas? Percebem como Nelson Rubens é importante para esse anão de pensamento?
Prestes, tadinho, quer-porque-quer se comparar a mim. Não se enxerga. Sou jornalista, não mercenário de notícias. Se digo que não tenho precisão dos fatos – mesmo porque não estava lá-, ele garante que tem. Assim, a minha “fofoca” ganha uma nova versão, digamos assim, mais no foco do “clientelismo” que ele pratica, de quatro para quem lhe paga o prato de comida.
Na versão “mamãe-perdi-o-bonde”, o Caçador de Piadas diz que Seu Gerúndio foi apenas separar uma briga de namorados, em defesa da donzela. Insinua, como é habitual em seu caráter, que o agressor já tem antecedentes. Quais? E o seu Gerúndio, não os têm? Por que só um lado da história? Bem, não esperem que ele responda!
Mais uma vez, o colunista inverte o objeto no lugar do sujeito. Suas orações estão sempre subordinadas a quem compra os seus produtos, no caso, a (des)informação. Coisa típica de mascate. Para ele, é mais importante qualificar - negativamente – o cidadão comum para preservar a figura pública, ora no posto de “seu cliente”. Daí a necessidade de contar a sua versão da história. Como se vê, ao bobo da corte não cabe apenas a tarefa de fazer rir, tem de preservar a sua alteza.
Esse é o jeito que o comentarista de “fofocas” agradece o tratamento que recebe da Prefeitura. As coisas boas ele mostra em quantas fotos forem necessárias; as ruins, esconde; ou, em última hipótese, arruma uma outra versão, digamos assim, mais romantesca.
Como se percebe, Prestes tem uma visão umbilical do que é público e privado no mercado. No seu modo de entender, o que é de interesse PÚBLICO, envolvendo governo, pouco interessa ao seu jornal; o que importa é a vida privada de empresários e comerciantes. O mascate da imprensa da Maniçoba não só se presta a jogar dos dois lados, como também quer ser o juiz do jogo. Não tem a mínima noção do que é “Estado Democrático de Direito”.
Depois de devolver a coroa ao seu rei, Prestes pratica seu exercício predileto: maltratar a filosofia. É incrível a capacidade que tem de transformar em pó - e em poucas linhas - o pensamento que homens de verdade levaram a vida inteira para construir. Nas suas mãos, obras de grande valor literário e científico se transformam em bife de quinta categoria. E os leitores são obrigados a engolir.
No sábado passado, invocou o filósofo e matemático Descartes só para dizer que a “culpa” dos juros altos do mercado é de empresários e comerciantes caloteiros”. Isso não é fantástico? O governo e os bancos, que batem recordes de gastos desnecessários e lucros absurdos, respectivamente, não têm nada a ver com isso. A culpa, diz ele, é dos “empresários e comerciantes que não pagam seus distribuidores e fornecedores”. É ou não é um açoite à inteligência?
Prestes é mesmo um esquartejador sanguinário da filosofia. Pega pela orelha e atira pelas costas. Já fez isso várias vezes. É contumaz, sim senhor. Olha só o que disse no sábado: “Se Descartes tivesse nascido por essas bandas…teria morrido de fome…” Muito improvável. Tenho certeza que sobreviveria, mesmo tendo de conviver com miseráveis assassinos de sua teoria. E digo mais: sobreviveria sem depender de dinheiro público da prefeitura. No máximo, Descartes, na Maniçoba, teria revisto a base de sua teoria. A meu modo, ficaria assim: “Tem gente que finge que pensa só para justificar a sua existência. Na verdade, essas pessoas não pensam e nem existem; assim como os cães, apenas sobrevivem…”.
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 03 Dez 2007 | sob: Política

Qual a lição que podemos tirar do episódio de sexta-feira, quando o PT colocou na rua a “máquina” para amenizar a manifetação a favor da Santa Casa?
Todos viram que, quando o assunto é PODER, o PT não brinca em serviço. Ao contrário dos cartazes improvisados e o carro de som rudimentar dos manifestantes da Santa Casa, os petistas convocaram a CUT e trouxeram força “máxima”. Até faixas produzidas profissionalmente eles tinham.
INFANTARIA - Bem, mas o máximo que conseguiram foi provar que não tem escrúpulos. Na falta de adultos, colocaram uma linha de frente formada por crianças. Isso mesmo, CRIANÇAS. Ainda estavam com uniforme de escola (veja na foto). Resta saber se já tinham saído da aula ou se foram “convocadas” a defender a prefeitura. Só por aí já dá para perceber o que esse pessoal é capaz de fazer para se manter no poder. E olha que era apenas uma manifestação.
MONTARIA - Bem, além da crianças para colocar na linha de frente, o PT mandou chamar a montaria. Um caminhão-de-som profissional, que fez aquela criançada inocente embaixo parecer forminguinhas. A pergunta é: quem chamou o caminhão? A serviço de quem ele estava lá e a que preço? E as crianças, como foram parar ali? Quem autorizou?
A CIGARRA - Fiquei curioso, também, com a presença da cigarra, que puxou o coro de ofensas e insinuações caluniosas sobre aquele caminhão. Ah, sabe quem era? Mara Melo, uma ex-candidata a prefeita de Araçoiaba da Serra. Pois é, como não tem eleição para disputar, aproveitou a folga e veio cantarolar aqui na Maniçoba. Uma agitadora petralha que vive, pelo jeito, às custas da militância profissional.
FALTA DE ESCRÚPULOS - Embaixo do caminhão da CUT-PT, Além das indefesas crianças, funcionários públicos - pagos com dinheiro do contribuinte e que deveriam estar trabalhando - se divertiam, rindo muito. Também, pudera, depois que bate o sinal da Fábrica de Tecidos, às 17h, todo mundo pega suas trouxas e vai embora, cada um para sua cidade. Da Maniçoba eles só querem salário em dia e…muita diversão.
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 03 Dez 2007 | sob: Política
Tenho compromissos nesta manhã. Volto à tarde para comentar a tristeza de ontem e outras cositas mais. Inté!
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 01 Dez 2007 | sob: Política
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 01 Dez 2007 | sob: Política
Domingo, haja o que houver, eu vou chorar! Vou chorar de orgulho se vencer, vou chorar de orgulho se perder. Se tiver de descer, descemos de cabeça em pé. Se ficarmos, ficamos com a mesma fé.