A diretora de Saúde, Cláudia Meirelles Atemporal, está apostando alto com o futuro da Santa Casa. Ela não acredita na ameaça dos médicos de fechar as portas no próximo dia 1º. Acha que é um blefe! Se manter a postura, vai se dar mal.

Ontem, conversei com um médico da instituição. Ele não tem lado nessa história, mas tem certeza que o risco de fechar é real: “vai parar, sim, dia 1º, ou dia 24 de dezembro.”, avisa. A variante justifica-se pela dúvida que os médicos têm com relação ao prazo legal para encerrar suas atividades. Não sabem ao certo se os 30 dias são com relação ao início da greve, ou à data que da notificação, que cairia na véspera do Natal.

Ou seja, de um jeito ou de outro, a Santa Casa corre o risco de fechar, sim senhora. Nunca a instituição passou tão apertada assim, graças à política de repasse de verbas da gestão PT. Até quem é do partido sabe disso.

O mesmo médico vê três possibilidades para desatar o nó:
1. A prefeitura dá o “ciente” no empréstimo pretendido pela direção e resolve de vez a parada.
2. A prefeitura monta, rapidinho, um outro pronto-socorro para atender a população.
3. A diretoria de Saúde pede intervenção e assume o pronto-socorro.

No meu entender, a primeira hipótese seria a melhor, mas me parece que ficou inviável. Se optar por essa saída, a prefeitura assume o quanto foi incompetente em lidar com a situação. Logo vai vir a seguinte questão: por que esperou tanto para fazer o que a direção da entidade estava pedindo há tempo? O desgaste político é visível.

Para as outras duas opções, deixo a análise a cargo do médico com o qual conversei. Para ele, se assumir o pronto-socorro, a prefeitura vai entender, de fato, o tamanho da bucha. “Vai perceber que os R$ 150 mil que repassava estava barato, tamanha os gastos da instituição”, garante ele.

A bola da vez está com doutora Cláudia Atemporal. Desta vez, o tempo não corre a seu favor!