Vejam só a nota que extraí do site da prefeitura, ou da imprensa amiga. Sei lá, é tudo o mesmo conteúdo. Leio por trechos, intercalados por comentários meus em negrito:

“Entre os presentes que Porto Feliz receberá pela passagem de seu aniversário, em outubro, não estará uma nova praça dr. José Sacramento e Silva. A reforma não ficará pronta a tempo, devido a quatro problemas:”

Presente? Isso é coisa de província mesmo. A administração pública usa o dinheiro do contribuinte para reformar um patrimônio público e se chama isso de presente? É como você entrasse na loja e comprasse uma bela camisa de presente pra…você mesmo. Dá uma sensação boa, do tipo “que bom que alguém se lembrou de mim, eu estava precisando mesmo”. É, tem gente que leva a sério esse troço de dar presente para si mesma. A diferença, nesse caso, é que se paga com o dinheiro da gente mesmo, diferente do poder público, que usa o dinheiro do cidadão para falar que “VAMOS ESTAR DANDO um presente” à população. Presentinho igual ao “Esgoto 100% tratado”, que o Lula “DOOU” a Porto Feliz. As obras mal começaram e você, cidadão, já está pagando a mais na conta de água e esgoto. Menos o pessoal na Riviera da Maniçoba, né não? Lá é diferente, perguntem ao Bergamo.
Depois vem a pior parte, as “jus-ti-fi-ca-ti-vas”, elas são gêmeas univitelinas da in-com-pe-tên-cia, andam sempre juntas. Onde está uma, está a outra. Vejam…

“1) a remoção do coreto foi mais difícil do que o previsto. Os operários tiveram de escavar por dois metros para expor a base da construção;”
Foi mesmo? Ainda bem que ninguém (ainda) teve a genial idéia de tirar as palmeiras. Daí sim iam ver o quanto teriam de escavar. Mas me digam uma coisa: e as máquinas da Prefeitura? Será que andam muito ocupadas com outras obras “públicas” que não podem ajudar?

“2) a demolição dos sanitários está demorando devido a solidez da construção;”

Vejam só, um elogio involuntário à administração anterior que fez a obra. Partindo de petezóides, só poderia mesmo ser involuntário. Para eles, nuncanestepais apareceu gente tão realizadora e competente como eles. Só espera-se agora que a nova obra seja tão “sólida”quanto a primeira.

“3) a mão-de-obra arregimentada pela construtora em Porto Feliz vem dando problemas. A maioria dos operários trabalha uns poucos dias e desaparece;”

Dio mio? Não credito que escrevem um troço desses em público. Que tipo de concorrência a prefeitura fez para contratar uma empresa como essa? Ou melhor: fez concorrência? “Os operários aparecem quando quererem” e a Prefeitura usa isso para “Jus-ti-fi-ca-car” a incompetência de contratar uma empresa que, incompetente também, nem sequer controla seus funcionários. Alguém aí pode me dar um beliscão só para ver se estou acordado?

“4) o projeto da fonte, que será construída no lugar do coreto, ainda não está pronto.”

Eta incompetência. O projeto AINDA nem sequer está pronto? Mas vamos ver do lado positivo! Aproveitem e desistam dessa idéia tosca e caipira. Chafariz em praça só serve para criadouro de mosquito da dengue. Já não existe mais aquela história de ficar namorando e curtindo desenhos de água. E tem outra. Já está mais do que provado que a prefeitura mal consegue podar a grama dos canteiros (vejam a cidade como está), como vai cuidar da manutenção do chafariz. Isso é como piscina: é ótima na casa dos amigos; na nossa, mal usamos e só dá trabalho. Sai dessas, manezada!

“O piso em mosaico português é um capítulo à parte. Apenas para retirar as pedras velhas e algum entulho foram necessárias 14 viagens de caminhão.
As novas pedras têm de ser assentadas uma a uma, num trabalho especializado e artesanal.
Não bastassem estas dificuldades, há outra: nos finais de semana, o canteiro de obras é invadido por vândalos e usuários de drogas. Toda segunda-feira uma surpresa aguarda a chegada dos operários: tapumes arrancados, material remexido, entulhos espalhados. Até ferramentas foram furtadas.
Se a previsão do tempo se confirmar e não ocorrer chuvas nas próximas semanas, é possível que a reforma da praça esteja terminada até o final de outubro.”

Pois é, ninguém previu antes que a troca das pedras portuguesas fosse dar trabalho? Para que serve o setor de engenharia? Para distribuir bolinhos da vovó?
A segunda parte da “jus-ti-fi-ca-ti-va” é uma aberração. A prefeitura “alega” que não consegue conter a ação dos vândalos de fim de semana. Para que serve a GCM a não ser cuidar do “patrimônio público”? Se assume não cuidar nem de material de construção, que garantia vai dar à população que quiser “passear” com a família no fim de semana? Nenhuma!
Por fim, “se não chover…” Já choveu. Esqueçam da praça até o fim de outubro. Tudo vai depender da agenda “política-eleitoral” do Seu Gerúndio. A competência, todo mundo já viu. Mas não acabou ainda…

“Note bem: a reforma. Ficarão faltando, ainda, a construção das calçadas e os serviços de paisagismo. Se já existe vandalismo com a praça fechada de tapumes, dá para imaginar o que ocorrerá na fase de paisagismo, quando ela estiver aberta… A Semana das Monções não poderá mesmo contar com praça nova.”

Notem bem, mesmo. Depois de tanta incompetência em fratura exposta, tem mais um cacho de “jus-ti-fi-ca-ti-vas”. Não falaram, ainda, que todos esses arranjos vão exigir mais dinheiro para as obras. Ou seja, aqueles R$ 500 mil vão precisar de aditamento, como tudo que se faz com mau planejamento. Sabe quem vai ser “presenteado” com mais essa conta? Bidu, é você mesmo, cidadão. E daqui a pouco vem a “CONTRIBUIÇÃO de MELHORIAS”, mais um impostinho de PRESENTE para engordar os cofres dos petezóides.

Por fim, fica a questão: será que a obra na Praça da Matriz é mesmo prioridade à cidade ou perfumaria eleitoral de Seu Gerúndio Perdulário? Sabe quantos prefeitos já fizeram a reforma da praça? É um tal de abaixa e levanta aqueles canteiros que não tem tamanho. É um tal de constroi e destrói chafariz… No coreto, idem… O Perdulário entrou na ciranda, igualzinho aos antepassados. Ainda vai aparecer um que vai querer transformar a Praça na Matriz em cemitério, como já fora em tempos de outrora. Há ainda quem diga que a cidade não saiu do lugar justamente por causa disso. São os eternos fantasmas do passado aterrorizando o presente e comprometendo o futuro.
Pois é, o caso da Maniçoba é mesmo bem complicado. Quanto mais se reza, mais assombração aparece. Tá aí o Seu Gerúndio que não me deixa mentir… hehehehe.

EM TEMPO: Mesmo dainte de tanta incompetência, o Câmara vai “presentar” o diretor de Obras da cidade, Everallllldo Lisboa, com o título de Cidadão Portofelicense. Fala sério, como diria o saudoso Bussunda, é ou não é maldição de antepassado? Malditos bandeirantes, jogaram pedra na cruz ou, como dizem, enterram um índio de cabeça pra baixo. Não é possível…