Setembro 2007

Arquivo Mensal

Pausa pro jornalismo; Hora da diversão

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 28 Set 2007 | sob: Política

Viram a matéria exclusiva da Viu! sobre a possível volta de Valter Saci (AQUI). Pois é, mais um graaaaande tropeço do Doutor Rei, o imperador jurídico da Maniçoba. Depois comento sobre o assunto, muito indigesto para o meu gosto.

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Aproveito a chegada do fim de semana, ao que parece frio e chuvoso, para indicar dois filmes. O primeiro é Elsa & Fred, uma comédia argentina inteligente e engraçadíssima. Trata-se da história de um viúvo hipocondríaco que passa por uma grande transformação depois que conhece a vizinha Elsa, um velhinha para lá de atirada. Os atores são sensacionais e você vai rir e chorar em frações de segundos. Vale a pena!

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A outra dica é “Obrigado por Fumar”, também comédiae com grande dose de inteligência (os petezóides não vão gostar…heheheheh). O filme conta a história Nick Naylor, um lobista da indústria do cigarro, cuja força argumentativa é simplesmente insuperável. Capaz de você ficar convencido de que cigarro não é tão ruim assim, mas pode morrer de rir. Brincadeira, claro! Divirtam-se.

E a “ética” do Doutor Rei, o imperador jurídico da Maniçoba?

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 28 Set 2007 | sob: Política

Já que estamos falando aqui de Prefeitura e de ética de advogados, como explicar o caso do Doutor Rei, o imperador jurídico da Maniçoba? O lustre advogado trabalhou durante 20 anos em cargo de confiança, foi exonerado por Seu Gerúndio Perdulário e, logo em seguida, passou a prestar serviço à Câmara. Ficou uns seis meses por aquelas bandas promovendo ações contra o Executivo, enquanto costurava sua volta nos bastidores. Sei lá o que ele negociou. O fato é que, como diretor jurídico da casa Legislativa, deixou a Câmara aprovar uma lei do Executivo criando o cargo de Procurador-por-nomeação, o que qualquer estudante de Direito sabe que é um atropelo constitucional.

Mas não pára por aí. O imperador jurídico da Maniçoba deu mais uma amostra de sua magnitude “ética” e, depois de apenas dois meses (isso mesmo, DOIS MESES, NÂO DOIS ANOS), se transferiu para o novo posto que ajudou a aprovar. Foi SEM CONCURSO, NÃO ESPEROU DOIS ANOS. Sabe o que ele diz para se justificar aos colegas impertinentes que ousaram lhe questionar sobre isso? “Que não assinava NADA”. Esta é a “ÉTICA” do NOSSO PROCURADOR POR NOMEAÇÂO. A “ética” do Direito Achado na Rua. Os advogados da cidade deveriam se envergonhar disso, mas ninguém fala NADA. Afinal, é o DOUTOR REI, o imperador jurídico da Maniçoba. Ah, não se esqueçam que o nobre causídico ficou recebendo uma pensão ilegal por QUATRO ANOS e nem sequer a devolveu totalmente à municipalidade. Sabe com justificou: “Eu não conferia os holerites”. Palmas para ele!

Quer mais uma lição de “ética” de quem, no cargo de procurador do município, deveria zelar pelos interesses públicos da cidade, e não do proselitismo do PT? Vai lá! Ontem, no final da tarde, Seu Gerúndio reuniu todos os funcionários de cargos comissionados – os de confiança do partido – para falar sobre… as ELEIÇÕES 2008. A reunião foi no centro comunitário da Rua Ademar de Barros (aquele do “rouba mas faz”, lembram?). Depois do discurso cheio de gerundismo do senhor Perdulário, quem falou foi… ele mesmo, o DOUTOR REI, explicando o que os funcionários poderiam fazer “dentro da lei” para ajudar (e não prejudicar) Maffei na próxima eleição.

Viram só, um procurador público municipal dando aula de militância sobre eleição dentro da estrutura pública. Isso não é fantástico? Viva a Maniçoba! Três urras para o imperador jurídico da cidade: Doutor Rei, URRA! Doutor Rei, URRA! Doutor Rei, URRA!

Em Tempo: Sabe como Doutor Rei conseguiu a paradoxal passagem de assessor jurídico (de confiança) da oposição na Câmara a PROCURADOR (de confiança) do PREFEITO? Entre muitas costuras de bastidores, mudou a alcunha de DITO CARRIÉ para CARRIÉ DO DITO! Hehehehe Evidente que precisa ter uma grande flexibilidade moral para isso. Doutor Rei a tem, com certeza! Urra à Maniçoba!

Aviso aos navegantes

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 27 Set 2007 | sob: Política

Gente, os comentários do IP 200.178 tatatatata vão direto para a lixeira. De vez em quando dou uma olhada para esvaziar a caixa e percebo que alguns até poderiam ser liberados, mesmo sendo anônimos. O problema não é esse. A questão é que, se libero um, a choldra entra em bando, como ocorre com as manadas quando correm desesperadamente sem destino. Lamento, mas não tem saída.
Quanto às observações do senhor João Wilson, informo-lhe que jornalistas também têm o seu Código de Ética, que, entre outros pontos, garante o sigilo da fonte. Só lhe digo uma coisa, amigo: a ética, seja do advogado, do jornalista, do marceneiro ou qualquer outro profissional, não deve se sobrepôr à ética do cidadão e do interesse público, como é o caso.
Ah, tem ainda uma jagunça me perguntando o que é “assédio jurídico”. Deve ser uma petezóide. Mas o titio aqui anda com paciência. Faz o seguinte, querida. Primeiro, procura no Aurélio (dicionário, sabe?) o que é “assédio”; depois, procura o que é “jurídico”. Feito isso, junte as duas palavras e….tchantchantchantchan. Viu como é fácil?

Assédio moral, “não”; Assédio “jurídico”, evidente

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 26 Set 2007 | sob: Política

Comecemos pelo fim do post anterior. Além da incrível interpelação judicial pedindo “explicações” sobre o assédio moral, a Prefeitura (instituição) entrou com uma representação na OAB contra a ex-diretora Juçara dos Anjos Guarim. Acusam-na de quebrar o Código de Ética dos Advogados, pelo fato de ter advogado contra a Prefeitura (instituição) antes do período de dois anos. Tenho a maior preguiça de discutir bobagens, mas vamos lá, são os ossos de quem deseja, sobretudo, informar. Vejam só o argumento da peça redigida pelos advogados da Prefeitura e assinada pelo Gerúndio. Volto em seguida:

“PATROCÍNIO CONTRA O EX-EMPREGADOR – ABSTENÇÃO BIENAL – Salvo as peculiaridades de casos específicos, este Sodalício tem desaconselhado a atividade de advogados contra ex-empregador antes de decorrido dois anos da última prestação de serviço (…)

É difícil explicar para um petezoário a diferença entre uma Lei e uma mula mascando chiclete. Eles têm uma forma toda especial de interpretar as coisas. Mas vamos lá. Respiro fundo, conto até 10 e comento o absurdo:

1. A PortoPrev é uma autarquia autônoma à Prefeitura, né não? Então, Juçara não era funcionária da Prefeitura, e sim diretora da instituição autônoma. Tudo bem que Seu Gerúndio e Seu Robertinho davam, como vou dizer? , seus “palpites”, mas isso é outra história, ou melhor, outro processo. O que vale mesmo é que Juçara NUNCA FOI FUNCIONÁRIA nem PRESTADORA DE SERVIÇO da PREFEITURA. Recebia salário e trabalhava para a PortoPrev, que, queira ou não Gerúndio e cia, é uma instituição AUTÔNOMA. Dá para entender ou quer que desenhe, Gerundinho?

2. Juçara dos Anjos Guarim exercia a função de DIRETORA da PortoPrev, cargo de confiança do PREFEITO, não da PREFEITURA (lembram, mula mascando chiclete?). Vou ser mais claro ainda. Juçara NÃO ESTAVA COMO ADVOGADA nem da PortoPrev e nem da PREFEITURA. Era apenas diretora. Poderia ser faxineira, porteira , arquivista ou sei lá o quê. Isso não tem nada a ver com a OAB. A PortoPrev tem outro profissional que ocupa o cargo de ADVOGADO e não era a Juçara. Ainda que fosse, a PREFEITURA NÃO ERA seu patrão, a PortoPrev é uma INSTITUIÇÃO AUTÔNOMA. Será que o Gerúndio (ou sei lá quem redigiu esse troço) entende isso? Ou quer que desenhe?

O que Seu Perdulário quer, mesmo, é encurralar a Juçara, impedindo de exercer sua profissão, assim fica em situação financeira prejudicada para responder os processos que ele patrocina com o auxílio da MÁQUINA PÚBLICA, pagos com dinheiro do contribuinte. É o ASSÉDIO JURÍDICO explícito.

Não estou aqui para defender Juçara, que deve muitas explicações à Justiça. Vai ter de justificar, sim, a diferença de mais de R$ 1 milhão nos investimentos da autarquia. É pura covardia! Está na hora da OAB se manifestar, sim, pois estão usando a estrutura jurídica da municipalidade, paga com dinheiro do contribuinte, para patrocinar ações de cunho pessoal e proselitista. Até aonde isso vai? A ambição do PT, adianto, não tem limite!

Seu Gerúndio e a Prefeitura: físico e jurídico no mesmo corpo? Só na cabeça dos petezoários

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 26 Set 2007 | sob: Política

Os petezoários têm uma dificuldade imensa de distinguir o que é público e o que é privado. Tanto é verdade que estão querendo formar uma nova classe social, a “burguesia do capital alheio”. É esse pessoal que se pendurou em cargos públicos e não solta de jeito nenhum. Desde que chegaram ao PODER, assumiram a “máquina” como se fosse deles. É um espírito assumindo um corpo e alma que não são seus.

Vejam, por exemplo, o que ocorre em Porto Feliz. O prefeito Cláudio Maffei (pessoa física) confunde-se com a INSTITUIÇÃO da administração pública (pessoa jurídica) que dirige. Se alguém ousa a dizer que foi “assediado moralmente” pelo prefeito (pessoa física), ele se defende - ou melhor, ataca – usando a estrutura de advogados da prefeitura (pessoa jurídica). Percebem a misturança?

Vamos para o campo das empresas privadas par ilustrar a situação. Se o diretor-presidente assedia moralmente sua secretária, quem é o autor do crime?: a pessoa física do diretor ou a pessoa jurídica da empresa? A resposta, a meu ver, parece-me um tanto óbvia.

Seu Gerúndio não entende assim. Usa e abusa de sua idiossincrasia para conduzir ações públicas a seu favor. O caso da ex-diretora da PortoPrev, Juçara Guarim, é um bom exemplo. O prefeito Maffei, ou melhor, a PREFEITURA a interpelou judicialmente para explicar as declarações dadas à Revista Viu! e à TVTEM, onde afirmou ter sido vítima de “assédio Moral”. Mas Juçara nunca disse que foi vítima da PREFEITURA, INSTITUIÇÃO, e sim do prefeito MAFFEI e do vereador ROBERTINHO BRANDÃO, presidente do PT. Ou seja, não foi CLÁUDIO MAFFEI que interpelou Juçara, mas sim a PREFEITURA MUNICIPAL, que mobilizou seu corpo jurídico, pago com dinheiro do contribuinte, para interpelar a ex-diretora.

Juçara: louca ou esperta?

Se a coisa já parece absurda, mantenha-se sentado porque vai ficar pior. Na resposta à interpelação, a ex-diretora afirma que “estava sob muita pressão e se “retrata” das afirmações dadas à imprensa, da forma mais direta possível, como publicado pelo site da Revista VIU!

“Não sofri assédio Moral; não fui colocada no paredão, não ficou no paredão; não foi assediada pelo prefeito… (Leia integra da matéria no site da Viu! AQUI)

Bem, colocado isso, só posso chegar a uma dedução: ou a ex-diretora está mesmo com distúrbios psíquicos, ou é esperta demais. Explico-me: a interpelação judicial é apenas um instrumento jurídico que pode servir de base a uma ação judicial futura. O interpelado, no caso, nem sequer tem a obrigação de responder. Pode-se manter calado e, caso seja efetiva a ação, daí sim apresenta sua defesa e seus argumentos. É assim que funciona.

E o que vai acontecer agora? Bem, pelo que tudo indica a PREFEITURA, instituição, deverá divulgar a resposta de Juçara Guarin na imprensa amiga – se eu acertar, depois vocês me pagam uma cerveja. Capaz até de fazer um “informe publicitário”, pago com o dinheiro do contribuinte. Seu Gerúndio Perdulário gosta dessas coisas.

Mas por que eu falei que a Juçara pode ser muito esperta? Por uma simples razão. Como citei acima, interpelação judicial tem pouco efeito prático. Se Juçara mantém as acusações, dá mais um motivo para “PREFEITURA” do Seu Gerúndio processá-la. Tudo bem que poderá se defender, mas isso leva tempo e dinheiro, problema que, presumo eu, ela quer evitar. Já a administração pública não tem essa dificuldade, pois quem paga essa conta é você, cidadão contribuinte. Ou seja, melhor remendar e guardar munição para o embate principal, que com certeza não é esse, mas sim saber que fim deu aquela dinheirama de diferença que aparece na auditoria do Ministério da Previdência.

Tanto é verdade que Seu Gerúndio não fala nada sobre isso na “interpelação”. Também não questiona o fato de ele ter acompanhado Roberto Carlos Castagnaro à sua sala, entre várias outras questões que poderiam ser levanatadas.

A história não pára por aí, claro. Muita água vai rolar. Oh se vão…

A Prefeitura ainda entrou com uma notificação na OAB nativa contra a ex-diretora. Comento no próximo post. É muito assédio para uma coluna só. Inté

A ética da lixeira

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 25 Set 2007 | sob: Política

Rir sozinho é muito sem graça. Prefiro compartilhar. Vejam abaixo a mensagem que resgatei da lixeira. Mais um anônimo solitário, que se apresenta Nelma Fragoso, querendo colinho do titio aqui. Tadinha…

“Outra vez afrontando a ética profissional! Que eu saiba os órgãos de imprensa são livres para opinar e não dependem de um “balizador”. Ainda que assim fosse, com certeza esse “balizador” não seria você. Falta-lhe muito meu caro…mas muito mesmo…muito…muito…Que coisa horrível que vc está fazendo! Simplesmente patética!!!”

Viram só? Uma petezóide anônima babando sobre o que chama…ética. Mas como estão petulantes. Devia lavar a boca com água sanitária. Quer dizer então que “liberdade de imprensa” é só para os “orgãos de imprensa”? Eu, aqui no MEU blog, não posso falar nada? Tenho de pagar o “imposto da crítica”?. Balizador, eu? Tô fora. O que gosto mesmo é de dar murro em ponta de faca!

Agora, uma mocréia como você pode se candidatar a colaboradora do Chiste. Vão se dar bem. O pensamento é mais turvo do que as águas do Tietê. Quando se esforçam para dizer alguma coisa séria, o máximo que conseguem e arrancar algumas gargalhadas. Faz o seguinte, querida, enfia dois dedos na tomada 220 e vê se se liga. Já de volta para lixeira!

Dona Cláudia e seus quatro empregos

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 24 Set 2007 | sob: Política

Viram no site da Viu!? Eta turminha boa de jornalismo. Mérito da equipe! Estou fora da cidade e, acreditem, fiquei sabendo pelo site. Duas informações saídas do forno: o afastamento da diretora Cláudia Meirelles (leia AQUI) e o assalto ao asilo.

Demorou! Como pode uma diretora de Saúde ter três empregos? Ah, na Maniçoba dos petezóides pode coisas até piores do que isso. Na verdade, além de trabalhar na prefeitura e na coordenadoria de Sáude Estadual, cada uma com carga de 20 horas semanais, a diretora ainda trabalhava no Sanatorinhos. Tá bom pra você? Tá nada. A Claudia Meirelles ainda atendia em consultório particular e ainda tinha tempo para escrever uma coluna em site da Internet.

Recaptulando: um emprego em Sorocaba, outro em Porto Feliz e mais dois em Itu. Não é à toa que ganhou, dos colegas de trabalho, o epíteto de “Diretora On Line”.

Na diretoria, aliás, o clima era de comemoração. Só os “amiguinhos” mais p´roximos lamentaram sua saída. A decisão não é definitiva. Doutora Cláudia ainda pode recorrer da decisão. É só mostrar à Justiça como consegue estar em três ou quatro lugares diferentes ao mesmo tempo. Você duvida?

Atestado de incompetência em praça pública

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 24 Set 2007 | sob: Política

Vejam só a nota que extraí do site da prefeitura, ou da imprensa amiga. Sei lá, é tudo o mesmo conteúdo. Leio por trechos, intercalados por comentários meus em negrito:

“Entre os presentes que Porto Feliz receberá pela passagem de seu aniversário, em outubro, não estará uma nova praça dr. José Sacramento e Silva. A reforma não ficará pronta a tempo, devido a quatro problemas:”

Presente? Isso é coisa de província mesmo. A administração pública usa o dinheiro do contribuinte para reformar um patrimônio público e se chama isso de presente? É como você entrasse na loja e comprasse uma bela camisa de presente pra…você mesmo. Dá uma sensação boa, do tipo “que bom que alguém se lembrou de mim, eu estava precisando mesmo”. É, tem gente que leva a sério esse troço de dar presente para si mesma. A diferença, nesse caso, é que se paga com o dinheiro da gente mesmo, diferente do poder público, que usa o dinheiro do cidadão para falar que “VAMOS ESTAR DANDO um presente” à população. Presentinho igual ao “Esgoto 100% tratado”, que o Lula “DOOU” a Porto Feliz. As obras mal começaram e você, cidadão, já está pagando a mais na conta de água e esgoto. Menos o pessoal na Riviera da Maniçoba, né não? Lá é diferente, perguntem ao Bergamo.
Depois vem a pior parte, as “jus-ti-fi-ca-ti-vas”, elas são gêmeas univitelinas da in-com-pe-tên-cia, andam sempre juntas. Onde está uma, está a outra. Vejam…

“1) a remoção do coreto foi mais difícil do que o previsto. Os operários tiveram de escavar por dois metros para expor a base da construção;”
Foi mesmo? Ainda bem que ninguém (ainda) teve a genial idéia de tirar as palmeiras. Daí sim iam ver o quanto teriam de escavar. Mas me digam uma coisa: e as máquinas da Prefeitura? Será que andam muito ocupadas com outras obras “públicas” que não podem ajudar?

“2) a demolição dos sanitários está demorando devido a solidez da construção;”

Vejam só, um elogio involuntário à administração anterior que fez a obra. Partindo de petezóides, só poderia mesmo ser involuntário. Para eles, nuncanestepais apareceu gente tão realizadora e competente como eles. Só espera-se agora que a nova obra seja tão “sólida”quanto a primeira.

“3) a mão-de-obra arregimentada pela construtora em Porto Feliz vem dando problemas. A maioria dos operários trabalha uns poucos dias e desaparece;”

Dio mio? Não credito que escrevem um troço desses em público. Que tipo de concorrência a prefeitura fez para contratar uma empresa como essa? Ou melhor: fez concorrência? “Os operários aparecem quando quererem” e a Prefeitura usa isso para “Jus-ti-fi-ca-car” a incompetência de contratar uma empresa que, incompetente também, nem sequer controla seus funcionários. Alguém aí pode me dar um beliscão só para ver se estou acordado?

“4) o projeto da fonte, que será construída no lugar do coreto, ainda não está pronto.”

Eta incompetência. O projeto AINDA nem sequer está pronto? Mas vamos ver do lado positivo! Aproveitem e desistam dessa idéia tosca e caipira. Chafariz em praça só serve para criadouro de mosquito da dengue. Já não existe mais aquela história de ficar namorando e curtindo desenhos de água. E tem outra. Já está mais do que provado que a prefeitura mal consegue podar a grama dos canteiros (vejam a cidade como está), como vai cuidar da manutenção do chafariz. Isso é como piscina: é ótima na casa dos amigos; na nossa, mal usamos e só dá trabalho. Sai dessas, manezada!

“O piso em mosaico português é um capítulo à parte. Apenas para retirar as pedras velhas e algum entulho foram necessárias 14 viagens de caminhão.
As novas pedras têm de ser assentadas uma a uma, num trabalho especializado e artesanal.
Não bastassem estas dificuldades, há outra: nos finais de semana, o canteiro de obras é invadido por vândalos e usuários de drogas. Toda segunda-feira uma surpresa aguarda a chegada dos operários: tapumes arrancados, material remexido, entulhos espalhados. Até ferramentas foram furtadas.
Se a previsão do tempo se confirmar e não ocorrer chuvas nas próximas semanas, é possível que a reforma da praça esteja terminada até o final de outubro.”

Pois é, ninguém previu antes que a troca das pedras portuguesas fosse dar trabalho? Para que serve o setor de engenharia? Para distribuir bolinhos da vovó?
A segunda parte da “jus-ti-fi-ca-ti-va” é uma aberração. A prefeitura “alega” que não consegue conter a ação dos vândalos de fim de semana. Para que serve a GCM a não ser cuidar do “patrimônio público”? Se assume não cuidar nem de material de construção, que garantia vai dar à população que quiser “passear” com a família no fim de semana? Nenhuma!
Por fim, “se não chover…” Já choveu. Esqueçam da praça até o fim de outubro. Tudo vai depender da agenda “política-eleitoral” do Seu Gerúndio. A competência, todo mundo já viu. Mas não acabou ainda…

“Note bem: a reforma. Ficarão faltando, ainda, a construção das calçadas e os serviços de paisagismo. Se já existe vandalismo com a praça fechada de tapumes, dá para imaginar o que ocorrerá na fase de paisagismo, quando ela estiver aberta… A Semana das Monções não poderá mesmo contar com praça nova.”

Notem bem, mesmo. Depois de tanta incompetência em fratura exposta, tem mais um cacho de “jus-ti-fi-ca-ti-vas”. Não falaram, ainda, que todos esses arranjos vão exigir mais dinheiro para as obras. Ou seja, aqueles R$ 500 mil vão precisar de aditamento, como tudo que se faz com mau planejamento. Sabe quem vai ser “presenteado” com mais essa conta? Bidu, é você mesmo, cidadão. E daqui a pouco vem a “CONTRIBUIÇÃO de MELHORIAS”, mais um impostinho de PRESENTE para engordar os cofres dos petezóides.

Por fim, fica a questão: será que a obra na Praça da Matriz é mesmo prioridade à cidade ou perfumaria eleitoral de Seu Gerúndio Perdulário? Sabe quantos prefeitos já fizeram a reforma da praça? É um tal de abaixa e levanta aqueles canteiros que não tem tamanho. É um tal de constroi e destrói chafariz… No coreto, idem… O Perdulário entrou na ciranda, igualzinho aos antepassados. Ainda vai aparecer um que vai querer transformar a Praça na Matriz em cemitério, como já fora em tempos de outrora. Há ainda quem diga que a cidade não saiu do lugar justamente por causa disso. São os eternos fantasmas do passado aterrorizando o presente e comprometendo o futuro.
Pois é, o caso da Maniçoba é mesmo bem complicado. Quanto mais se reza, mais assombração aparece. Tá aí o Seu Gerúndio que não me deixa mentir… hehehehe.

EM TEMPO: Mesmo dainte de tanta incompetência, o Câmara vai “presentar” o diretor de Obras da cidade, Everallllldo Lisboa, com o título de Cidadão Portofelicense. Fala sério, como diria o saudoso Bussunda, é ou não é maldição de antepassado? Malditos bandeirantes, jogaram pedra na cruz ou, como dizem, enterram um índio de cabeça pra baixo. Não é possível…

Enfim, Gabriel Bitencourt deixa o PT. Ulalá

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 22 Set 2007 | sob: Política

É isso mesmo. Aos poucos, quem tem vergonha na cara vai se mandando. Desta vez foi o diretor de Meio Ambiente do Município, Gabriel Bitencourt, que deixou o partido depois de mais de 25 anos, e foi compor os quadros do PC do B de Sorocaba. Quem conhece um pouco o ambientalista, nunca entendeu porque ele andava em tão má companhia.

E sabem por que ele mudou de partido? Bidu! Isso mesmo, foi apunhalado pelas costas. É praxe na legenda: te adulam no começo, depois te deixam falando sozinho. E ainda tem muito bocó que cai nessa.

A história, pelo que apurei, começou já há algum tempo. Em uma das campanhas que participou em Sorocaba, Gabriel foi processado por Crespo. Por um equívoco jurídico, acabou perdendo prazo e foi condenado a pagar uma multa de R$ 100 mil. Na época, Gabriel era importante para o partido, que se comprometeu a quitar a dívida. Só prometeu, claro, é a especialidade do PT: a mentira.

Na última eleição, o TRE (Tribunal Regional Eleitoral) barrou a candidatura da Bitencourt, por causa da pendenga jurídica. Para reverter a situação, teve de fazer um empréstimo pessoal e quitar a dívida.

Gabriel evita o assunto. É dessas pessoas que têm brio! Morre calado, se preciso, mas não alcagüeta companheiros e nem fica culpando algum aloprado.

Com a saída de Gabriel, o PT dá mais um passo o abismo. Perde mais uma de suas pilastras morais. Também perde uma nome forte em Sorocaba. Na última eleição, Bitencourt teve cerca de 70 mil votos, concorrendo com figuras de alto calibre do PSDB e PFL.

De minha parte, fico mais à vontade para criticar. Que saber?, vou até tomar uma cerveja para comemorar, afinal, hoje é sábado!

Abri a porta da lixeira, só pra choldra apanhar um pouquinho

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 21 Set 2007 | sob: Política

Viram só a quantidade de comentários no post sobre o asfalto na Riviera da Maniçoba? Foi só abrir a porteira da lixeira que os petezóides anônimos infestaram. Ficam atrás da moita disparando contra mim. Eta gentalha. Tenho pena deles, mas nem por isso vou deixar de bater um pouquinho. Só uns tapinhas no bumbum.

A tal da “Ruth Faria” aparece para me dizer que “não pago meus impostos e por isso não posso criticar quem não paga água nem esgoto”. Ah, é mesmo? Quem te disse, bonequinha? Tudo bem que os petezóides estão loucos para criar novas “contribuições” para sustentar a súcia da sua militância que sempre viveu às custas do dinheiro público, mas desconheço o “imposto da crítica”. Deve ser algum projeto do tipo: “pode criticar, mas tem de pagar”. É tudo o que o PT queria. Se liga!

Daí vem uma tal de Flávia me acusar de “vender combustível contrabandeado”. Hehehehe. É mesmo, compro dos sacoleiros do Paraguai. Faz o seguinte, queridinha: chame a ANP. Eles passaram aqui outro dia, mas pode chamar de novo. Esse negócio de ganhar dinheiro fácil não é comigo. Quem gosta de emprego público e de trabalhar pouco são seus amiguinhos petezóides. Ou estão no governo, ou no sindicato ou em alguma ONG de pilantropia. Formam, como alguém já apontou, a nova classe social do Brasil? “A burguesia do capital alheio”

Mas tadinha, é só uma menina. Seu nome, na verdade, é Flávia Regina. Só vou poupá-la do sobrenome porque desconfio que ainda não responda pelos seus atos. Mas vê se presta atenção na aula de português, fofinha. Se a gerundianinha continuar a escrever “Cinseramente”, não arruma nem namorado. Fica esperta!

Pronto, já ganhou seus cinco minutos de fama. Agora vai brincar com gente do seu tamanho, porque o titio aqui tem mais coisa para fazer.

Resumo da ópera: a choldra esperneia com a “criptonita”. Ficam loucos, desesperados e espumam feitos sapos com o sal da verdade. Fechei a porteira!

Santa Casa tem de pagar pela água; Riviera da Maniçoba não paga nem o esgoto

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 20 Set 2007 | sob: Política

No meio dessa discussão inútil e profana sobre a cobrança de água da Santa Casa, apresentada de forma totalmente distorcida pela imprensa amiga da prefeitura, eis que surge um ponto de analogia para a gente questionar e refletir. Diz a prefeitura que “não dá isenção de água à Santa Casa por impedimento de ordem legal”. Pois bem, por que, então, o luxuoso condomínio onde reside o superintendente do SAAE, senhor Ródnei Bérgamo, NÃO PAGA esgoto? Isso mesmo: NÃO PAGA ESGOTO!

Pelo que apurei, a Riviera da Maniçoba não paga água porque, incompreensívelmente, permitiram a colocação de um poço artesiano no local, cujo subsolo foi contaminado por vazamentos químico e está sob estado de observação constante. A informação foi “criptonizada” pelo ex-diretor da Cetesb, Antonio Augusto, em entrevista publicada pela Viu!, em junho passado. Pergunta básica do cidadão-contribuinte ao Lancelot de Seu Gerúndio: como podem tirar água subterrânea de um subsolo contaminado?

Já que não pagam pela água que extraem do subsolo, por que NÃO INSTALARAM um hidrômetro no local só para aferir a percentual a ser cobrado pelo esgoto, como ocorre até na Vila Tatu? Há algum impedimento legal nisso ou é corpo mole em benefício próprio? O superintendente do SAAE sabe disso, porque é morador do condomínio e amigo pessoal do dono, Paulo Guerini. É justo se preocupar tanto com a cobrança de água de uma instituição filantrópica como a Santa Casa, e ignorar um condomínio de luxo que nem sequer paga a municipalidade por jogar o SEU ESGOTO na rede do SAAE, financiada pelo cidadão-contribuinte?

A Riviera da Maniçoba é mesmo um paraíso. Asfalto como em nenhum outro lugar da cidade (vejam aqui quanta gente da prefeitura trabalhando); água e esgoto de graça; e o melhor: porteira fechada para o resto da municipalidade manter distância. A Santa Casa que se vire para atender os esfarrapados e estrupiados da cidade. Gente coisa é outra fina. Melhor ainda se for amigo do Lancelot do Seu Gerúndio. Daí a água flui…

Criptonita na água da Santa Casa

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 20 Set 2007 | sob: Política

Outro dia expliquei aqui que verdade é como criptonita para o PT. Dessa forma, não poderia fechar a semana sem comentar a manchete do Jornal de Itu da semana passada. Na verdade, não se trata de uma matéria jornalística, mas sim a colagem de release da militância petezoária. Vergonhosamente, copiam até os erros de gramática, que não são poucos.

Mas vamos ao assunto. Olha só o tamanho da bobagem que estamparam na imprensa amiga, em letras garrafais: “Prefeitura vai pagar dívida da Santa Casa com o SAAE”. É uma mistura de mentiras com ignorância absoluta. Quando vejo essas coisas, fico a pensar com meus botões por que Dito Bobo foi embora da cidade? Do jeito que as coisas andam, poderia ser repórter de jornal. Pelo menos tinha lá suas peculiaridades folclóricas.

Mas vamos injetar criptonita neles. A prefeitura NÃO VAI pagar absolutamente nada. O valor negociado para amortizar mensalmente o débito será de R$ 1.908,80, que serão DESCONTADOS DO REPASSE que a Prefeitura faz pelos serviços de Pronto-Socorro prestados pela Santa Casa. Para petista entender (faz de conta, tá, porque eles só entendem o que querem): quem vai pagar a dívida é a própria Santa Casa, já que o valor, repito, será DESCONTADO da verba que ela tem direito.

Outro detalhe. O SAAE é uma autarquia municipal. Podem até dizer que é autônoma, mas isso é só na teoria. Na prática, viabiliza uma série de articulações da administração municipal, inclusive com requintes POLÍTICOS. E não são poucos. O superintendente Ródnei Bérgamo não dá um passo sem avisar Seu Gerúndio. Ele preza pelo emprego de toda a família.

Sendo o SAAE um instrumento tão próximo aos anseios políticos da Prefeitura, não custaria nada uma costura - legal, é claro - para isentar a Santa Casa da dívida antiga e, quiçá, até dos próximos pagamentos. Afinal, é entidade filantrópica. Mas quem é o Mané que acreditaria em tamanha benevolência? A questão é ranço POLÍTICO. A mesma política que faz o SAAE NÃO COBRAR NADA PELO ESGOTO da Riviera da Maniçoba. Leia o próximo (acima) post.

“O indecoroso entendimento do PT sobre o decoro”

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 20 Set 2007 | sob: Política

Vejam este artigo abaixo, do jornalista-blogueiro Reinaldo Azevedo. Tem tudo a ver com a com a confusão de atribuições que vemos por aqui, em especial no caso PortoPrev. Comento depois:

A delinqüência institucional do PT não tem limites. É mesmo uma coisa espantosa. A bancada do partido no Senado, sob o comando da moralista Ideli Salvatti (PT-SC), está redigindo uma proposta de emenda que transfere para o Supremo Tribunal Federal a responsabilidade por julgar os acusados de quebra de decoro parlamentar.

É uma estupidez que, creio, não prospera porque o próprio Supremo se encarregaria de deixar claro a esses valentes que não lhe cabe julgar questões relativas a decoro. Já é sua atribuição o julgamento dos crimes dos que têm foro privilegiado.

O que quer a “jurista” Ideli Salvatti? Judicializar o decoro parlamentar. Como vagabundo competente não costuma deixar ato de ofício, num tribunal que julga crimes e não decoro, a tal AUSÊNCIA DE PROVA, de que os petistas tanto falam, serviria para livrar a cara de todo mundo. Mais: o Supremo já está sobrecarregado sem essa atribuição. Reitero: não acho que prospere. Mas a intenção dá conta do estado de confusão mental e ausência de princípios em que está mergulhado o PT. O que o PT pretende? Que o Supremo passe a cassar mandatos?

O partido está investindo numa formidável confusão conceitual. A questão do decoro tem mesmo de ser um julgamento entre pares. E seus critérios são mais amplos do que essa história de ter A PROVA OU NÃO de um crime. Um senador que usasse o gabinete para se reproduzir, por exemplo, não estaria cometendo um crime, mas estaria contribuindo para, como dizer?, degradar a reputação da Casa. E seus pares têm o direito de não querê-lo no ambiente. Ou até onde um senador “põe o seu desejo”, como diria Caetano Veloso, será agora matéria para decisão do Judiciário?

Isso é indecoroso, senadora Ideli.

Comento - Lembram da frase do “cara”: “Deixem o Ministério Público apurar…Vamos esperar”. É do Robertinho Brandão do PT, querendo deixar a poeira abaixar para ver se tira o corpo fora. Robertinho, comprovadamente, não saía da PortoPrev. Não se sabe se estava no papel de funcionário público, sindicalista, presidente do PT ou parlamentar. O que está claro, entretanto, é que estava praticamente dando expediente onde não devia e, o pior, sob seus olhos a instituição cometeu diversas irregularidades.

Dentro dessa linha, Seu Gerúndio também está bem complicado. Mentir à imprensa (veja aqui) pode não ser crime, mas é falta de decoro a um homem público. Bem, pelo menos costumava ser assim, mas como o PT quer fazer entender tudo diferente. Se a CEI quiser provar a interferência do Perdulário sobre a PortoPrev, empresto a fita na qual a secretária afirma que, para entrevistar a ditetora Sibele, precisa pedir autorização ao assessor de imprensa da Prefeitura. Quer mais? O repórter da TV TEM, Bruno Picinatto, também passou pela via sacra para entrevistá-la. Pior: ainda tomou “bronca” do pirralho militante porque não o esperou para começar a entrevista. Ou seja, o assessor do Gerúndio é que “autoriza” a diretora a dar entrevista. Imagine quem “autoriza” a aplicação da dinheirama do fundo de pensão? É indecoroso ou não é?

MP Estadual no encalço dos Fundões

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 20 Set 2007 | sob: Política

Matéria da Revista Viu! que acaba de chegar às bancas. Comento depois: “Após denúncia feita pela Revista Viu! de julho e repercutida pela TV TEM em agosto, o Ministério Público Estadual divulgou que vai investigar os investimentos feitos pelos Fundos de Pensões em São Paulo. Segundo documento emitido pelo procurador de justiça, João Francisco Moreira Viegas, foi instaurado uma portaria como Procedimento Preparatório de Protocolado Geral relacionado ao tema “Improbidade Administrativa – Fiscalização de Previdência Social de Servidores Públicos Municipais – Aplicações Irregulares de Recursos – Intermediação Temerária de Empresa Privada – Riscos à Higidez do Sistema”. (Veja íntegra AQUI)

COMENTO - Viram só? Em uma coisa o gerundismo tem razão: Maniçoba faz história! O Ministério Público estadual vai investigar todos os fundos de pensão municipais, atrás de irregularidades do tipo encontradas aqui. Ou seja, as descobertas na Maniçoba abriram o apetite da Procuradoria Pública. A medida chega justamente no momento em que foram aceitas as denúnicas contra o que o procurador geral da República chamou de “quadrilha”, chefiada pelo Zé Dirceu. Novas surpresas podem vir à tona. Aguardem! Abaixo, a capa da edição.

Cubismo - Cubismo

Verdade: a criptonita do Seu Gerúndio

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 18 Set 2007 | sob: Política

carta - carta

Para quem ainda não viu, esta é a carta que desmente - isso mesmo: DESMENTE - as afirmações de Seu Gerúndio Perdulário à Tribuna, de que “NÃO SABIA” sobre as diferenças de caixa da PortoPrev, apontada por uma auditoria do Ministério da Previdência. Sabia, sim senhor. Mentiu ao jornal, repetidas vezes, na cara-de-pau. Sabia tanto da diferença, que chega a quase UM MILHÃO DE REAIS, quanto do prazo para a defesa. Vejam as datas e a assinatura.

A publicação do documento na edição de agosto da Viu! fez Seu Gerúndio passar o fim de semana subseqüente com diarréia emocional. Não saiu de casa. Previsível. O jornalista Reinaldo Azevedo já havia alertado: a verdade é como criptonita para os petezóides.

Sabe o que o Gerúndio fez na segunda-feira seguinte à chegada da Viu! às bancas? Convocou uma blitz de fiscalização da Prefeitura em cima do posto do qual sou sócio-proprietário, juntamente com outros membros de minha família. Levou para o lado pessoal, infelizmente.

Sabem quem comandou a operação de retaliação? Ninguém menos do que o presidente do Conselho Fiscal da PortoPrev, senhor Roberto Abiatti. Ele mesmo, o funcionário público que recebe cerca de R$ 260 adicionais por mês (mais décimo terceiro) para fiscalizar a PortoPrev. Só na teoria. Como já se viu, não fez a tarefa para qual é remunerado e foi descontar o seu péssimo desempenho como “ fiscal-chefe” da Portoprev em cima de mim. Vejam só para que lado estão levando o trato com a COISA PÚBLICA.

Está evidente que se trata do uso da máquina pública para intimidação pessoal. O petezóide está apelando, que feio. Tem pavor de criptonita!

Sensações jornalísticas e a cidadania

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 17 Set 2007 | sob: Política

A prática do jornalismo, independente de suas dimensões, compreende determinadas sensações, como o sentimento de busca pela verdade, indignação diante de injustiças, enfim… Jornalistas, na verdade, não são diferentes de qualquer outro cidadão. Na essência, são apenas profissionais cumprindo determinadas tarefas inerentes à busca pela informação. Veja, abaixo, um exemplo de como isso ocorre em diferentes dimensões. A primeira imagem é desta semana; a outra, é de setembro de 2006, exatamente há um ano. Em ambos os casos, a falta de decoro se sobrepôs às instituições, em detrimento dos reais interesses da sociedade. Em âmbito nacional, temos um presidente do Senado que recebe dinheiro de empreiteira, entre outras aberrações, para sustentar filho com a amante; Na Maniçoba, temos um advogado que ficou quatro anos recebendo pensão ilegal e depois, pasmém, virou procurador-por-nomeação do município. O que mais nós, jornalistas e cidadãos, podemos fazer a não ser se indignar com essas VERGONHAS?

renan - renan

Capa Crocco - Capa Crocco

Zé, o chefe da quadrilha, ataca até no Timão

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 17 Set 2007 | sob: Política

Pensei que o meu drama no futebol estivesse restrito à má-gestão de nossos dirigentes corintianos. Parece que não está não. A Veja desta semana mostra que o chefe da quadrilha petezóide, José Dirceu, pode estar envolvido em mais essa trambicagem. Estava intermediando o acerto com o russo Boris Berezovsky. Não é fácil, não. Bem que eu tento mudar de assunto, mas a choldra me persegue. Vejam abaixo um resumo dessa história de quem estava por trás das tentativas de trazer o russo até Brasília, como informa a revista Veja:

“O ex-ministro e ex-deputado José Dirceu teve três encontros com o enroladíssimo magnata, dono de uma fortuna avaliada em 10 bilhões de dólares. De acordo com um petista familiarizado com os negócios de Dirceu, o principal assunto entre o ex-deputado e Berezovski foi a Varig — seu fundo de investimento teria 1 bilhão de reais que seria destinado à compra da empresa. O papel de Dirceu, ainda segundo esse petista, era convencer o governo brasileiro a colocar 100 milhões de reais na transação por meio do BNDES. Os três encontros de Dirceu com Berezovski ocorreram numa mansão no bairro do Pacaembu, em São Paulo, cedida por Renato Duprat. A idéia de José Dirceu, conforme comentou com um interlocutor, era arrancar uma comissão de uns 20 milhões de dólares intermediando o negócio da Varig e, com isso, pagar campanha eleitoral para o PT. Um dia depois de se reunir pela última vez com Dirceu, o magnata russo foi interrogado durante oito horas pelos 2 procuradores que investigam a MSI”.

Em Tempo: para quem leu o post anterior, informo que fomos ao Pacaembu, sim. Perdemos mais uma, sim. Mas está tudo certo, valeu mais essa lição e meu filho entendeu. A realidade dói, mas é melhor do que construir castelos sobre mentiras.

A verdade dói, mas educa. Até no futebol

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 15 Set 2007 | sob: Política

corinthians - corinthians

Fim de semana, deixa os petezóides pra lá e vamos falar de futebol. A coisa está muito feia pro meu lado corintiano. Tem mais assunto nas páginas policiais do que nas de esporte.

O maior problema, para mim, é explicar isso pro meu filho. O menino está com sete anos e, justo agora, começou a se interessar pelo futebol. Já o levei várias vezes ao Pacaembu e o que mais o empolgava era ver todo mundo gritando palavrões. Olhava para mim assustado, com aquela carinha de surpresa e indignação. - “É, filho, aqui pode. Desabafa…Só aqui, hein…” O jogo, em si, ainda lhe era muito complicado. Mandou brasa no coro do baixo-calão.

As coisas mudaram. Agora ele quer entender como funciona esse troço de um monte de homens correndo atrás de uma bola e tentando enfiá-la naquelas redes hemisféricas. Presta atenção em tudo. Outro dia, quando assistíamos ao noticiário na TV, veio a pergunta indigesta: “Mas papai, o Corinthians vai ser preso?”, disparou. Que saia justa. Referia-se, é claro, às conseqüências da famigerada parceria com a MSI, do Boris Berezovsky, e aos mandados de prisão contra o presidente licenciado (ou afastado, se preferir) Alberto Dualib e cia.

Se eu fosse um petezóide, diria o seguinte: “Não, filho”, isso é intriga de promotores palmeirenses e são-paulinos. Não está nada provado ainda. Querem desestabilizar o nosso time. Não nos precipitemos, vamos aguardar o julgamento”. Poderia, ainda, ir por outra alternativa petista: “Filho, eles não sabiam de nada. Só queriam ajudar o Corinthians e fizeram, sem saber, coisas erradas. Vamos dar uma nova chance…”. Viram como é fácil?

Pois é, gostaria muito que meu garoto fosse corintiano, como eu, mas não vou mentir. A verdade dói, mas abre caminhos e dá sustentação. Respirei um pouco de coragem e investi a navalha contra a própria carne: “Filho, é o seguinte: não é bem o Corinthians que vai ser preso. Na verdade, tinha um pessoal que mandava no Timão e se achava muito esperto. Pegaram dinheiro de um bandido russo para comprar jogadores. Isso não é legal e a polícia acabou descobrindo. Fizeram coisa errada e vão pagar por isso. É por causa disso, também, que nosso time não anda bem das pernas”.

Criança é bem mais esperta do que a gente imagina. Entendeu tudinho. Amanhã talvez o leve para o Pacaembu. A fase não é boa, verdade, mas ele já me disse que “dá sorte”. Na pior das hipóteses, treinamos um pouco de palavrões e aliviamos a alma. “Mas só pode no estádio, tá certo,. filhinho!?!”

Título do filme: O porteiro e o motorista

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 15 Set 2007 | sob: Política

rodrigo e everaldo invertido - rodrigo e everaldo invertido

Que tal “O porteiro e o motorista”?. Ou então: “O porteiro e o Cone”? Não sei se o Wood Allen vai gostar, pois ficou poético demais para um assunto realista. Bem, pensem aí e mandem suas sugestões.

Mas por que “porteiro”? Explico. A participação do Everalllldo no condomínio Bandeirantes tem história. Antes de ser diretor de Seu Gerúndio Perdulário, o rapaz trabalha como porteiro na Riviera da Maniçoba. É, isso mesmo: de porteiro a diretor de Obras do município. Bem, isso explica sua destreza no manuseio da fechadura. Vejam como ele se desloca com familiaridade pelo habitat. É, de fato, ele sabe como se faz.

everaldo.documentos2 - everaldo.documentos2

A escalada do Everallllldo inclui a indicação para receber o título de Cidadão Portofelicense pela Câmara. É, minha gente, os petezóides sabem reconhecer quem “colabora”. A indicação foi feita por Roberto Brandão PortoPrev (do PT, claro), e aprovada por unanimidade. A entrega da homenagem deve ocorrer em outubro, quando se comemora o aniversário da Maniçoba.

Percebem como a coisa funciona? De porteiro a diretor, de diretor a Cidadão Portofelicense. O segredo? É simples: é só saber tapar o buraco certo, para as pessoas certas, no lugar… bem, isso não importa. Uma coisa é verdade: o ex-porteiro sabe abrir portas e pavimentar o caminho de sua robusta carreira. Literalmente! Hehehe!

Em tempo: Alguém pode explicar o que o Cone, motorista do Seu Gerúndio, fazia na Riviera da Maniçoba? Será que está fazendo cursinho como o Everalllldo de como abrir novas portas para pavimentar sua carreira?

Prenderam Dona Maria, uma autchuridade! E aí, ninguém faz nada?

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 14 Set 2007 | sob: Política

tereza - tereza

Viram a reportagem no site da Viu!? Se não, vejam. Parece roteiro de filme de Wood Allen: é difícil de entender e, no final, você não sabe se ri ou se chora. Imaginem eu, que fui testemunha ocular do ocorrido.

Estava no meio de um fechamento da Horse quando recebi o telefonema, informando que a presidente da Câmara, Maria Tereza de Moraes, estava “presa” no Condomínio Bandeirantes, aquele bonitão na entrada da cidade, do generoso Paulo Guerini, onde só mora gente bacana. Disseram que ela só sairia se entregasse a máquina fotográfica que registrou funcionários públicos da prefeitura trabalhando na parte interna do condomínio.

Presidente da Câmara presa em condomínio residencial? Deixei tudo aqui e saí correndo. Cheguei lá e não é que era verdade mesmo. Portões fechados e Dona Maria lá dentro, tadinha. A princípio, não queriam me deixar entrar. Depois relaxaram. Só um pouquinho. Quem veio me receber foi o diretor de Obras do Município, Everalllldo Lisboa, e um cara que nem conhecia. Estendi a mão pra cumprimentá-lo e ele nem se mexeu. Depois vim a saber que o cidadão mal-educado era ninguém menos de que o motorista do Seu Gerúndio, um tal de Rodrigo de Castro. Ah, já entendi.

Everalllldo também não foi lá muito simpático. “Vai pegar no meu pé também?”, queixou-se. Eu, pegar no pé? Sai fora, chulé! Sou jornalista, não podólogo!

Perguntei o que estava acontecendo. Everalllldo não disse nada. Dona Maria, a presidente, e o vereador Nei do Mercadinho vieram me contar a história.

Bem, fui então falar com o tal do síndico, um sujeito com nome esquisito, chamado Quentrico. Já o conhecia de uma visita que fiz à empresa Longa. Sei lá se ele se lembrou de mim. A princípio, tentou ser educado, mas mudou o tom assim que perguntei se ali era área particular ou pública. “Não vou te falar”. O que é isso, Quen….(engasguei)…? Tentei arrancar outras informações. “Está tudo legalizado, tudo em ordem”, insistiu. Bem, se está tudo em ordem, então qual o problema em fotografar? Quen… (vamos chamá-lo assim, ok?)não respondeu. Perguntei, de novo, se poderia ir até o local. Negativo.

Depois de alguns minutos, ouvi ele informando os vereadores que alí era apenas um “loteamento”, não um condomínio fechado! Ah é? então qual o problema em eu ir até o local. Vou lá, sim, claro. A Constituição, até onde sei, me permite transitar livremente por vias públicas. Quen… não pensa assim. Se acha dono da rua. Mania de síndico, já conheço. Tentou me impedir. Logo apareceu a margarida, ou melhor, o tal do motorista do prefeito. Queria fazer o papel de “Cone” e ficar na minha frente. Leva jeito pra coisa. Mas também sou bom em manobras e desviei. “Vou te pegar lá fora, seu forgado”, ameaçou. Poxa, essa fazia tempo que eu não ouvia, desde de meus tempos de colégio. O “cone” me chamou para briga, acreditam? Claro que não fui. Esse negócio de esbofetear e ser esbofeado não é comigo não. Mesmo porque, corria um grande risco de apanhar…hehehehe. Já pensou, chegar em casa e ter de explicar pro seu filho que apanhou de um… “cone”? Tô fora!

Deixei o cone murmurando sozinho e segui, com meu fiel companheiro, o fotógrafo Paulinho, para o local do “crime”. Ufa, que caminhada. Mas valeu a paisagem. Como tem casa bonita lá dentro, gente. Passei ao lado de um lago com patinhos, que coisa mais lindinha.

Quem não gostou nadica de nada foi o pessoal da prefeitura que trabalhava duro no asfalto, com aquela lua. “Poxa, vocês demoraram. Isso é um absurdo”, reclamou um dos operários. “Minha rua tá toda esburacada e a gente fica tapando buraco de granfino”, emendou outro. Pode fotografar à vontade”…. É isso aí, Paulinho, manda brasa.

Enquanto retornávamos curtindo a paisagem de belas mansões, lá em cima o pessoal estava às voltas com a chegada da Polícia Militar. Vocês não acreditam, mas a cena foi hilária. Não queriam deixar a viatura entrar. Hehehehe. Ficava um olhando pra cara do outro como aquele ar de… “mas quem chamou a polícia aqui?”. Sobrou pro porteiro, claro!

Quando finalmente resolveram abrir o portão, o policial seguiu o protocolo de forma exemplar. Enfileirou todo mundo e fez um discurso com cathigoria, colocado bem assim, calmamente, sem elevar a voz: - Primeiro: por que vocês demoraram para abrir o portão? - Segundo: vocês precisam entender que isso não é uma propriedade particular. Não é a primeira vez que uma viatura da polícia tem dificuldade para entrar aqui. Seguiu-se na instrução…tudo bem colocado

Depois dessa, o Quin…, o síndico, disse que iria dar parabéns ao Capitão Dias (Ô cidadão, Dias não tem nada a ver com a PM; É do município) e convidar o policial para instruir ao condôminos sobre questões de segurança.

Cheguei esbarofido, claro! Até estou acostumado a caminhadas, mas não com aquela temperatura. O Cone do seu Gerúndio, aquele que prometeu me bater, e o Everallldo, já tinham se mandado. Liberaram Dona Maria e sua máquina fotográfica e tudo voltou ao normal.

Despedi-me do pessoal e voltei à vida real. Vamos aguardar o final do trailler para saber se temos de rir ou chorar.

Renan absolvido! Continuo de luto!

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 12 Set 2007 | sob: Política

Reportagem de O Estado de S. Paulo. Sem comentários!:

Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado, se livrou da cassação. Foram 35 votos pela condenação, 40 pela absolvição e 6 abstenções. A decisão dos senadores foi em sessão e votação secretas. Com isso, Renan continua senador por Alagoas e na presidência da Casa. O senador, no entanto, tem mais dois processos contra ele no Conselho de Ética.

Senadores favoráveis e contrários à cassação do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), fizeram intervenções na sessão secreta de julgamento do pedido de cassação do seu mandato. O deputado Ivan Valente (PSOL-SP) contou que antes dessa intervenções, os senadores Marisa Serrano (PSDB-MS) e Renato Casagrande (PSB-ES) apresentaram os argumentos pedindo a cassação do senador.

Depois disso, o senador Almeida Lima (PMDB-SE), terceiro relator e aliado de Renan, disse que não havia provas consistentes contra o senador, pedindo sua absolvição. Ivan Valente disse também que como o sistema de som foi desligado, por causa da sessão secreta, há uma certa dificuldade de ouvir o discurso dos parlamentares. O senador Tião Viana (PT-AC), que está presidindo a sessão secreta, chamou a atenção dos parlamentares que estariam vazando informações à imprensa.

Além de Ivan Valente, o deputado Raul Jungmann (PPS-PE) também “vazou” informações da sessão. Segundo ele, o clima no plenário do Senado esquentou por conta do discurso do senador Demóstenes Torres (DEM-GO). Torres teria dito que considerava “burrice” a forma de defesa adotada pelo senador Renan, pois as provas oferecidas pelo próprio senador foram a causa de ele ter sido condenado no Conselho de Ética. Renan não gostou, de acordo com o deputado, e senadores saíram em defesa do peemedebista.

A sessão secreta teve início às 12h07, com Viana pedindo a saída de todos que não iriam participar do julgamento de Renan. Só permaneceram os senadores, os 13 deputados que obtiveram liminar do Supremo Tribunal Federal (STF) e outros que tiveram autorização. A decisão do ministro Ricardo Lewandowski foi divulgada na madrugada desta quarta-feira.

Segundo ele, por ser Renan presidente do Senado e do Congresso, todos os parlamentares - deputados e senadores - têm interesse em acompanhar a sessão. Alega ainda que, em sessões secretas da Câmara, é permitido que senadores compareçam. Por conta da decisão, Tião Viana chegou a levantar a hipótese de adiar a sessão das 11 para as 14 horas a fim de recorrer ao STF e impedir a presença dos deputados. Ao se reunir nesta manhã com os outros membros da Mesa do Senado, o adiamento foi descartado.

Protesto dos senadores - Na abertura do julgamento, ainda em sessão aberta, alguns senadores protestaram contra o fechamento. Também houve manifestação contra o voto secreto na Casa. O senador Cristovam Buarque (PDT-DF), por exemplo, sugeriu que a sessão de votação fosse gravada, “mesmo que fique cem anos em sigilo”, para que a população possa ter, um dia, acesso ao que foi decidido nesta quarta-feira.

Os senadores do PSDB, como Arthur Virgílio e Alvaro Dias, também pediram mudança no regimento. Virgílio disse que se sente como se estivesse participando “de uma reunião da máfia”, por se tratar de uma reunião secreta. “Vamos às escuras decidir o futuro da instituição. Vamos discutir que 180 anos de Senado não podem ser jogados no lixo por compadrio”, disse. “Vamos decidir no escurinho do cinema lá dentro”, acrescentou.

Depois da confusão, Jungmann procurou o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP) para relatar o confronto entre os deputados e seguranças. Chinaglia considerou “inadmissível e inaceitável” o fato e disse que vai pedir investigação rigorosa da agressão aos deputados. Segundo ele, ninguém pode sofrer violência física no Congresso. Chinaglia disse ainda que se tivesse acontecido com senadores no recinto da Câmara ele já teria aberto investigações para apurar responsabilidades.

Tumulto - Antes do início da sessão que julgará o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), deputados da oposição e seguranças da Casa entraram em confronto e chegaram a trocar socos. O tumulto era grande na entrada do plenário. O deputado Raul Jungmann (PPS-PE) tentava entrar, foi barrado e, no meio da confusão, ele e um segurança começaram brigar e chegaram a trocar socos antes de serem apartados. O deputado Fernando Gabeira (PV-RJ) também partiu para o confronto e chegou a dar um soco em Tião Viana (PT-AC), vice-presidente da Casa e que presidirá a sessão de cassação do mandato de Renan.

Envolvida no tumulto, a deputada Luciana Genro (PSOL-RS) disse que um dos seguranças chegou a sacar um arma de choque contra Jungmann. “Felizmente ele não usou (a arma)”, contou. A deputada saiu do incidente com um pequeno corte no calcanhar que disse ser decorrência de um chute que levou de um segurança. No meio da confusão, disse que perdeu um cartaz que pretendia exibir em plenário durante a votação. O cartaz dizia: “Sessão secreta é a negação do parlamento”. A deputada atribuiu o incidente à falta de informação do segurança e acrescentou que se houve quebra de decoro no episódio foi com a segurança e não com os parlamentares.

Mais Pavarotti…

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 10 Set 2007 | sob: Política

Só para começar a semana em bom tom, outra versão de Nessun Dorma com Pavarotti, agora com o reforço de Plácido Domingo e José Carrera. Mas tarde volto à política, com questíssimas.

Pavarotti se foi… Estou de luto

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 06 Set 2007 | sob: Cultura

Pode parecer bobagem falar disso aqui, mas sou apreciador de ópera. Pouca gente sabe, mas tive uma saborosa carreira musical, da qual os últimos cinco anos foram com o maestro Agostinho Záccaro, aquele gorducho bonachão do Italianíssimo.

Uma da parte dos shows que eu mais gostava - e inevitavelmente me emocionava - era a apresentação dos cantores líricos. Eram muitos, mas cito três: Mario de Vivo, Nino e Armando Valsani (estes últimos, pai e filho).

A nostalgia vale pela morte de Luciano Pavarotti, a quem tenho grande admiração. Alguns o criticam pela popularidade com que tratou a ópera. Nada demais. Era um gênio da música, reconhecidamente.

Coloquei abaixo um trecho da ária Nessun Dorma, o último ato da ópera Turandot, de Giacomo Puccini. Nos shows do maestro Záccaro, quem interpretava era seu Mario de Vivo, que do alto de seus oitenta e poucos anos vive em Jundiaí, pertinho da Maniçoba. Era a apresentação que fechava o show e levava o público às lágrimas, assim como estou hoje, como a morte do grande cantor.

Faz tempo que planejo levar Mário de Vivo a Porto Feliz para dividir com os corações sensíveis esse grande momento da vida. Quem sabe um dia…

Abaixo do clipe, segue a letra da ária Nessun Dorma. Não deixem de ler, mais abaixo, a tradução. É emocionante demais.

Nessun dorma!… Tu pure, o Principessa,
Nella tua fredda stanza
Guardi le stelle
Che tremano d’amore e di speranza.
Ma il mio mistero è chiuso in me,
Il nome mio nessun saprà!
Solo quando la luce splenderà,
Sulla tua bocca lo dirò fremente!…
Ed il mio bacio scioglierà il silenzio
Che ti fa mia!…
Voci di donne
Il nome suo nessun saprà…
E noi dovremo, ahimè, morir!…
Il principe ignoto
Dilegua, o notte!… Tramontate, stelle!…
All’alba vincerò!…

O príncipe desconhecido (Calàf)
Que ninguém durma!
Que ninguém durma!
Você também, ó Princesa
Em seu quarto frio, olhe as estrelas
Tremendo de amor e de esperança
Mas meu segredo permanece guardado dentro de mim
O meu nome ninguém saberá
Não, não, só o direi na sua boca
Quando a luz brilhar
E o meu beijo quebrará
O silêncio que te faz minha
Coro feminino
O seu nome ninguém saberá
E nós teremos, oh!, que morrer, morrer
O príncipe desconhecido (Calàf)
Parta, oh noite
Esvaneçam, estrelas
Ao amanhecer eu vencerei!
Vencerei! Vencerei!

Nominimo se foi; Citadini chegou

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 04 Set 2007 | sob: Política

Temos duas novidades nos links do blog: uma boa, outra má. Vamos começar pela ruim. Tive de retirar o link do site nominimo.com.br. O motivo é simples: o projeto sucumbiu-se por falta de patrocinadores, em razão de sua independência, editorial. Coisas do Brasil. Quem quiser saber os detalhes pode conferir a carta derradeira dos editores. A outra novidade, a boa, é o link do blog do Roque Citadini, que passa a fazer parte de minhas indicações. Claro, é o cara do meu time, não escondo isso de ninguém. Muito pelo contrário. Até nos momentos ruins continuo corintiano, faz parte da vã filosofia da minha vida. Citadini é roxo, provocativo, uma mescla de cartola antigo e moderno. Enfim, uma alternativa para a gente sair um pouco dos assuntos mais pesados e falar um pouco de futebol, dentro e fora de campo, claro.

JN: Lula já contratou quase 300 mil servidores

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 04 Set 2007 | sob: Política

Já comentamos aqui que o número de funcionários contratados pela prefeitura vem crescendo preocupantemente. Veja, então, o que mostrou o Jornal Nacional de ontem, 3 de setembro. É a petelogia em ação, garantindo o futuro das novas gerações. Deles, é claro!:

O governo quer contratar quase 60 mil novos funcionários públicos no ano que vem. Um aumento de gasto que supera os R$ 3 bilhões. São vagas para os Três Poderes e para o Ministério Público da União. Todas previstas para o ano que vem. São 1,4 mil para o Legislativo, 12 mil para o Judiciário e 42 mil para o Executivo. No total, 56 mil vagas. As repartições públicas vão encher. Com estas vagas, o governo vai gastar R$ 3,4 bilhões. Mas, no total, a despesa com a folha de funcionários, vai ser de R$ 130 bilhões, 10% a mais que este ano.

O presidente Lula defendeu as contratações na semana passada. “A gente jamais poderia cumprir as metas do milênio no que diz respeito à questão ambiental se não tivéssemos coragem contra as críticas de que cada funcionário que a gente contrata, que diz que a gente está inchando a máquina. Na verdade, é preciso contratar”, acredita o presidente. E o governo tem contratado. Desde que assumiu, em 2003, foram 232 mil servidores, só no Executivo Federal - ministérios e órgãos públicos. O gasto com o aumento da máquina foi de R$ 53 bilhões em apenas cinco anos.

“Na medida que o governo gasta demais pra manter a burocracia, pra manter a máquina pública, ele gasta menos do que devia em investimentos fundamentais, que inclusive geram emprego”, afirma o senador Álvaro Dias (PSDB-PR). “A folha de pagamento é a materialização do serviço que o poder público quer oferecer a sua população. Ela deve ser considerada um investimento na qualidade de vida, na qualidade do serviço, do atendimento”, diz o deputado Paulo Pimenta (PT- RS).

Frente suprapartidária retrô? É pra rir ou pra chorar?

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 03 Set 2007 | sob: Política

A Maniçoba continua a passos largos rumo ao desenvolvimento. É a piada da semana. O Chiste está se superando! Começa pelo suprapartidário. Seu Gerúndio Perdulário colocou uma penca de funcionários públicos, mais a trupe de petistas e, pronto; tem-se uma Frente supra-sumo de “gente preocupada com o desenvolvimento da cidade” e despreocupada com a vida.

Vou repetir os nomes que peguei do esbirro. Podem rolar de rir. Vai lá, em ordem de, como vou dizer?, importância: 1.Genésio Ventura 2. Lelo Tuani (agora no mesmo time dos petralhas). 3. Sérgio “Jacaré” 4. Pastor Gaspar 5. Doutor Júnior 6. Xuxo 7. Odélio Leite…Chega, né? Se isso é o futuro, paro por aqui. Minha osteoporose já ficou atacada!

Só consigo chamar isso de “frente” se for com um retrovisor na mão. De caminhão, para caber todo mundo. Aliás, ficaria muito mais simpático o nome “Frente retrô de desenvolvimento”. Poderiam, como já sugeri, chamar o Tenente Genésio, Lauro Maurino, Afonso Sardinha e cia. Essa gente tem tudo a ver com a Maniçoba!

“A lógica do deboche” - por André Petry*

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 02 Set 2007 | sob: Política

“O promotor assassino vai participar como autoridade em julgamentos de assassinatos na cidade onde morou o jovem que ele mesmo assassinou! Isso é um tapa na cara do Brasil”

“Em 30 de dezembro de 2004, o promotor de Justiça Thales Ferri Schoedl, então com 26 anos, saía de uma festa com a namorada em Bertioga, no litoral paulista, e, diz ele, foi provocado por um grupo de rapazes. Disparou onze tiros. Matou Diego Modanez, 20 anos, e feriu com quatro tiros Felipe Siqueira Cunha de Souza, hoje com 23 anos.

Termina aqui, com esse relato breve e seco, a narrativa dos fatos. E começa a lógica do deboche.

Preso em flagrante, Thales Schoedl ficou 49 dias na cadeia e ganhou o direito de responder ao processo em liberdade. Tudo perfeitamente legal. Chegou a ser expulso pelo Ministério Público de São Paulo, que não queria um promotor assassino nos seus quadros, mas Thales Schoedl recorreu à Justiça e conseguiu o cargo de volta. Tudo perfeitamente legal. Foi expulso uma segunda vez e, de novo, conseguiu ser reintegrado. De novo, tudo perfeitamente legal.

Thales Schoedl obteve, agora, uma outra vitória. Como já tem tempo suficiente na função, pediu para ganhar estabilidade, como acontece com os promotores depois de dois anos de trabalho. E ganhou. Por 16 votos a 15, o Ministério Público de São Paulo concedeu a estabilidade ao promotor assassino. Afinal, o debate sobre a estabilidade é uma questão de natureza administrativa e, nesse terreno, não havia nada que depusesse contra Thales Schoedl. Como questões criminais não podem interferir em questões administrativas, os procuradores entenderam que Thales Schoedl tem todas as condições de trabalhar como promotor. Tudo, mais uma vez, perfeitamente legal. Legal e lógico.

A história não acaba aí. Ao dar estabilidade ao promotor assassino, o Ministério Público lhe restituiu o salário – 10 500 reais mensais – e a função de promotor de Justiça! De Justiça! Suas atribuições incluem fazer o tribunal do júri, onde se julgam crimes contra a vida! Sim, crimes contra a vida! O promotor assassino trabalhará com casos que envolvem assassinatos! O Ministério Público fez ainda mais: despachou o promotor para a cidade de Jales, no interior de São Paulo. Logo Jales! Jales é a cidade onde a família de Modanez, o jovem morto, morou durante um tempo! O promotor assassino participará como autoridade em julgamentos de assassinatos na cidade onde morou o jovem que ele mesmo assassinou! É a lógica do deboche.

Ninguém desconhece que um réu, mesmo confesso, não pode ser punido enquanto não for julgado culpado. Portanto, Thales Schoedl tem direito ao trabalho, ao salário, a morar em qualquer cidade brasileira, como qualquer inocente. Mas a ninguém escapa igualmente que se trata de uma decisão cega e burra, cruel e estúpida, ainda que tecnicamente perfeita. É esse formalismo estúpido, esse pombalismo podre que nos conduz a injustiças inomináveis.

A decisão não é um insulto apenas à família de Diego Modanez. É um insulto a toda a sociedade, ao sentimento de justiça e humanidade que todo o país precisa cultivar para manter-se minimamente agregado. Isso é um tapa na cara do Brasil. Diante de tamanha afronta, a conclusão de Sônia Modanez sobre o futuro do assassino de seu filho é de uma resignação apavorante:

– Ele não irá preso. Perdi a esperança quanto a isso. É rico, é influente, vai alegar legítima defesa e nada vai acontecer”.

(*) O jornalista André Petry é articulista de VEJA

“ONGs sindicais recebem R$ 42 mi sob Lula”

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 02 Set 2007 | sob: Política

Reprodução parcial da Folha de S.Paulo, domingo, 2 de setembro:

“O governo federal, a estatal Petrobras e o Sebrae destinaram, entre 2003 e 2007, R$ 41,8 milhões para organizações não-governamentais ligadas a duas das centrais sindicais que apóiam o governo, a CUT (Central Única dos Trabalhadores), controlada pelo PT, e a CGTB (Central Geral dos Trabalhadores do Brasil), dirigida por integrantes do grupo peemedebista MR-8 e do PMDB quercista.

O valor, que não inclui os repasses feitos às centrais, equivale à soma de seis receitas anuais da CUT e da CGTB.

Os recursos foram destinados à ADS (Agência de Desenvolvimento Solidário), à Escola Sindical de São Paulo e à cooperativa Unisol Brasil, relacionadas à CUT, e ao Instituto do Trabalho Dante Pellacani, vinculado à CGTB. Os convênios, segundo as entidades, têm por objetivo ações de alfabetização de trabalhadores e de formação de mão-de-obra.”

“O petismo não é malufismo. É muito pior”

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 02 Set 2007 | sob: Política

Texto extraído do blog do Reinaldo Azevedo (Nada a acrescentar):

“O PT, além de carregar todos os males da esquerda — a começar da suposição de que seus partidários cometem crimes para o nosso bem —, associou-se a tudo o que havia de nefasto na chamada política tradicional, alçando o assalto aos cofres públicos a uma categoria de pensamento.

Maluf era menos deletério para a política brasileira do que Lula e o PT. Aquele sempre teve a cara da exceção, do desvio, do que estava fora da norma. Estes outros, ao contrário, querem transformar a sua prática em medida de todas as coisas. Estou bem à vontade pra falar. O ex-governador sabe o que penso dele e, por isso, me processou. Ganhei. Num programa Roda Viva, há coisa de três anos, por aí, dei um xeque-mate nele no ar: “Olhe para as câmeras e diga que as autoridades suíças estão mentindo quando dizem que o senhor tem dinheiro lá”. Ele, é evidente, não disse: “Esssto é você que está deeezeeenndo, Reinaldo”. Sendo quem é, reitero, ele é menos deletério.

Por quê? Recorro a uma metáfora sempre freqüente quando o assunto é política: doença. Maluf pode ser uma gripe, às vezes, uma pneumonia — quem sabe uma dessas perebas de pele de que as pessoas são vítimas: não mata e também não sara. Fica ali, infernizando a vida. Mas se trata apenas de achar o remédio adequado. O organismo ainda está saudável, embora hospede alguma estranheza. O petismo é diferente. É daquelas doenças que alteram o código genético do organismo, que causam deformidades, que podem ser transmitidas a gerações futuras. Não se resolve pontualmente porque o mal que faz se entranha na própria natureza do sistema.

Vejam só: a cada vez que Paulo Maluf, para incredulidade de quase todos, nega as coisas que lhe atribuem, o sistema político se lembra de que tem de ser decente. Vale dizer: distingue-se o certo do errado. Por que ele nega? Porque ele sabe que a acusação que lhe fazem não é coisa bonita; ele não tem explicação pra ela, além do surrado: “é coisa dos meus adversários”. Ele não nos pede que o aceitemos com as suas, digamos, “particularidades”. Já com o PT é diferente. A síntese de seu discurso poderia ser esta: “Fizemos, sim; todo mundo faz, e vocês só estão nos acusando porque são preconceituosos”. Quando isso se dá, o mal se estabelece no coração do sistema.

A partir deste momento, estamos todos convidados a ver com outros olhos a corrupção. Ela passa a ser uma espécie de aliada necessária. Em vez de combatê-la, somos chamados a compreendê-la. O que quero dizer é que o malufismo morrerá com Maluf, mas o petismo pode sobreviver ao próprio Lula porque lhe é, inclusive, anterior. Ele nasceu junto com o primeiro homem que decidiu cometer um crime afirmando estar fazendo um bem. Em suma, é mais fácil reconhecer e combater a imoralidade do que a amoralidade.”