Agosto 2007
Arquivo Mensal
Arquivo Mensal
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 29 Ago 2007 | sob: Política
Depois de uma overdose de chá de sumiço, o presidente do Conselho de Gestão da PortoPrev, Isac Fernandes, voltou a circular pela Câmara municipal, onde trabalha como motorista. Sabe com quem ele anda a todo instantes trocando confidências pelo corredor? Hummmmmm. É, ele mesmo: Bob Nando, o presidente da CEI que investiga a….PortoPrev.
Santa coincidência, Batman! Pois é, menino prodígio, tem coisas que só acontecem na Maniçoba. Já faz algum tempo que a Casa Legislativa anda, como vou dizer?, um tanto desregrada. Só para ter idéia, tem mais gente na coxia de imprensa do que no plenário. Dona Maria não tem lá muito pulso para essas coisas.
Não é de se admirar que um dos pivôs das aplicações supostamente irregulares da PortoPrev fique trocando confidências com o presidente da Comissão que, supostamente, investiga o caso. Não é surpresa, também, que o excelentíssimo presidente já esteja dizendo por ai que “as coisas não são bem assim como parecem”.
Embora pouco notado, Isac tem uma posição de destaque em tudo o que aconteceu na PortoPrev. Afinal, ele era nada menos que o presidente do Conselho Gestor e tinha, desde outrora, enfrentamentos diretos com a ex-diretora Juçara Guarin.
Não faço conjecturas, mas não há como negar a impropriedade da proximidade de Nando César com o motorista da Câmara neste momento. Isac, queira ou não, está também sob investigação. Vai ter de explicar o que quis dizer com aquela frase: “Mas ninguém colocou um revólver na cabeça dela”. Ah não, é? Colocou o quê, então?
Juçara afirmou que Isac e Roberto Carlos Castagnaro acabaram por estabelecer uma proximidade acima das relações comerciais. O prestativo motorista teria, até, acompanhado o ilustre visitante até a vizinha Itu, onde pernoitou antes de fechar a aplicação da PortoPrev com a Euro. A ex-diretora disse, também, que Castagnaro ligou para Isac assim que soube que a Juçara havia sido exonerada. É, pelo que diz Juçara, Isac sabe de muita coisa.
Será que a Câmara já pensou em chamar o seu motorista para depor? Ou vai colher as informações no corredor?
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 29 Ago 2007 | sob: Política
Hummmm. Mensaleiros no banco dos réus e a coisa parece que está ficando quente. Vejam essa nota que puxei do blog do Tio Rei. Os negritos são meus, claro. Afinal, tenho de fazer jus ao grande salário. Hehehehehe!:
“Há muito tempo vocês lêem aqui que o PT dá menos importância à máquina pública oficial, esta que conhecemos, do que parece. A verdadeira fonte de poder do partido são os bilionários fundos de pensão e as estatais. Por quê? Porque isso é o que fica, independentemente de quem esteja no poder. Se é o “inimigo”, a infiltração é usada como sabotagem: por exemplo, tornar públicos dados sigilosos que possam comprometer adversários — ainda que seja apenas fofoca e desinformação. Se é alguém da turma, usa-se o aparato burocrático-financeiro para tentar consolidar o poder do partido.
Reportagem da Folha de hoje informa: “Em depoimento sob o acordo de delação premiada, o operador de mercado financeiro Lúcio Bolonha Funaro fez uma série de denúncias contra a cúpula do PT e PR no caso do mensalão (…) Funaro disse que ele e dois doleiros emprestaram R$ 3 milhões ao então presidente do PL Valdemar Costa Neto para cobrir despesas da campanha do partido em apoio à candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. (…) Em três depoimentos, entre novembro de 2005 e março de 2006, Funaro disse que o ex-ministro José Dirceu pode ter recebido R$ 500 mil “por fora” de fundos de pensão. ‘Que tem conhecimento de que o diretor-presidente e o diretor financeiro da Portus foram indicados por Dirceu; que essa transação envolveu um pagamento ‘por fora’, que não sabe se destinado ao próprio deputado ou ao PT, da ordem de R$ 500 mil’ (…) O advogado de Dirceu, José Luiz Oliveira Lima, disse que as acusações não têm nenhuma procedência e que Funaro ‘não tem nenhuma credibilidade’.”
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 29 Ago 2007 | sob: Política
Uma cá, outra lá! Viram a história do mensalão? Pensaram que tinha se perdido no tempo, hein? Nananinanão! O Supremo aceitou as denúncias e já temos 40 réus, boa parte deles de alto calibre petista. É um fato histórico na política brasileira.
Tem gente que não sabe o que é peculato, corrupção passiva, corrupção ativa, lavagem de dinheiro etc. Mas todo mundo sabe o que é QUADRILHA, né não?
Pois bem, o Zé Dirceu foi denunciado chefe de quadrilha. Isso mesmo, um ex-ministro da Casa Civil, que despachava embaixo do gabinete do presidente da República, vai ser investigado pelo Ministério Público federal como líder do esquema que distribuía dinheiro podre a deputados em troca de apoio aos projetos do governo. Eta brasilzão sem fronteira…A esperança estilhaçou de vez…
Destaque especial para algumas figurinhas conhecidas dos políticos nativos da Maniçoba. Lembram-se o Valdemar Costa Neto? É, ele mesmo, padrinho político de Vartão de Lara. Fizeram até churrasquinho às vésperas da última eleição. Também é réu. É verdade que Erval Steineir também andou bastante íntimo do Costa Neto quando estava no comando da cidade, mas caiu fora assim que surgiram as primeiras denúncias. Vartão ficou no barco. Cada um sabe com quem anda, não é verdade?
Outras duas figurinhas que caminharam de mãos dadas com os petistas da Maniçoba: José Genoíno e João Paulo Cunha. São réus também. Será que voltam à Maniçoba? Não arriscaria. Vejam o que aconteceu ontem com o Duda Mendonça, o publicitário que ensinou o petismo aos miseráveis: saiu vaiado de uma facudlade: “ladrão, sem vergonha…”
Tem gente falando que isso não vai dar em nada! Pode ser que sim, pode ser que não. Vamos aguardar. Tudo a seu tempo. Pelo menos esse suspiro de moralidade nos dá mais fôlego para continuar a jornada. Viva a democracia !!!
Os 40 réus já estão na cadeira. Procura-se agora o Ali Babá!
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 29 Ago 2007 | sob: Política
Foi por pouco, pouco mesmo, que a cidade não fica sem ambulâncias. Os motoristas da saúde protocolaram documento na segunda-feira solicitando o recebimentos de horas-extras acumuladas. Caso contrário, iriam fazer greve. Nesta quarta-feira, depois de algumas reuniões, foi fechado um acordo e a greve descartada. Por enquanto.
Só para vocês terem idéia do desgoverno que chegou a situação, tem funcionário com mais de 1.400 horas para receber. “Vai causar um rombo, porque tem gente que vai receber R$ 5 mil pelos próximos meses”, calcula um dos interessados.
A prefeitura queria pagar em 10 vezes. Mas os rapazes não aceitaram não. “Aqui não é Casas Bahia”. Pelo acordo, ficou acertado que a Prefeitura irá quitar as horas acumuladas nos próximos três meses, com pagamentos sempre no último dia do mês corrente. A primeira parcela será dia 31 de agosto.
Ficou acertado, também, que os motoristas da saúde não participam mais do esquema de banco de horas, visto que não há espaço e condições para as compensações.
Os motoristas fizeram questão que Seu Gerúndio assinasse um documento registrando o acordo. Não confiam na palavra do prefeito! Entendo o motivo, claro!
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 28 Ago 2007 | sob: Política
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 28 Ago 2007 | sob: Política
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 28 Ago 2007 | sob: Política
Reportagem da Folha de S. Paulo, 28 de agosto de 2007:
O STF (Supremo Tribunal Federal) já transformou em réus 37 dos 40 denunciados no caso mensalão –esquema que financiava parlamentares do PT e da base aliada em troca de apoio político. Entre eles estão os ex-ministros José Dirceu (Casa Civil) Luiz Gushiken (Comunicação do Governo) e Anderson Adauto (Transportes), o empresário Marcos Valério, os deputados João Paulo Cunha (PT-SP) e José Genoino (PT-SP), além do ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ), autor das denúncias do mensalão.
A Corte julga a denúncia do procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, contra os envolvidos no escândalo. O mensalão foi denunciado em 2005 pelo então deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ).
O julgamento do caso começou na quarta-feira, com a leitura do relatório do ministro Joaquim Barbosa e a defesa para cada um dos 27 advogados dos denunciados –alguns advogados defendem mais de um acusado. (Confira a íntegra do relatório de Barbosa)
Na quinta-feira, os advogados dos denunciados concluíram a defesa de seus clientes e o ministro relator leu as preliminares apresentadas pelos advogados. Só a defesa do empresário Marcos Valério encaminhou 14 questões preliminares.
Na sexta-feira, terceiro dia de julgamento, a Suprema Corte anunciou os primeiros réus do mensalão: os dirigentes do Banco Rural Kátia Rabello, José Roberto Salgado e Vinícius Samarame, além da ex-vice-presidente Ayanna Tenório.
Após mais de 20 horas de intensos debates, o terceiro dia do julgamento terminou com 19 dos 40 envolvidos transformados em réus.
Confira a lista dos denunciados que já viraram réus e os crimes a que responderão:
João Paulo Cunha - corrupção passiva, lavagem de dinheiro, peculato
Marcos Valério - corrupção ativa (3x), peculato (3x), lavagem de dinheiro
Cristiano Paz - corrupção ativa (3x), peculato (3x), lavagem de dinheiro
Ramon Hollerbach - peculato (4x), corrupção ativa, lavagem de dinheiro
Henrique Pizzolato - peculato (2x), lavagem de dinheiro, corrupção passiva
Luiz Gushiken - peculato
Kátia Rabello - gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro
José Roberto Salgado - gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro
Vinícius Samarame - gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro
Ayanna Tenório - gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro
Simone Vasconcelos - lavagem de dinheiro e corrupção ativa
Geiza Dias dos Santos - lavagem de dinheiro e corrupção ativa
Rogério Tolentino - lavagem de dinheiro e corrupção ativa
Anderson Adauto - lavagem de dinheiro (2x) e corrupção ativa
Paulo Rocha - lavagem de dinheiro
Professor Luizinho - lavagem de dinheiro
João Magno - lavagem de dinheiro
Anita Leocádia - lavagem de dinheiro
José Luiz Alves - lavagem de dinheiro
Pedro Henry - corrupção passiva, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro
José Janene - corrupção passiva, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro
Pedro Corrêa - corrupção passiva, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro
João Cláudio Genu - corrupção passiva, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro
Enivaldo Quadrado - formação de quadrilha e lavagem de dinheiro
Breno Fischberg - formação de quadrilha e lavagem de dinheiro
Carlos Alberto Quaglia - formação de quadrilha e lavagem de dinheiro
Valdemar Costa Neto - corrupção passiva, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro
Jacinto Lamas - corrupção passiva, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro
Bispo Rodrigues - corrupção passiva e lavagem de dinheiro
Antonio Lamas - lavagem de dinheiro e formação de quadrilha
Roberto Jefferson - corrupção passiva e lavagem de dinheiro
Romeu Queiroz - corrupção passiva e lavagem de dinheiro
Emerson Palmieri - corrupção passiva e lavagem de dinheiro
José Borba - corrupção passiva e lavagem de dinheiro
José Dirceu - corrupção ativa
José Genoino - corrupção ativa
Delúbio Soares - corrupção ativa
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 27 Ago 2007 | sob: Política
Sei que muitos dos leitores do blog têm atividades ligadas à educação. É verdade, também, que os petralhas da cidade tentaram emplacar uma lorota nos desavisados com aquela estória de que “Porto Feliz é referência de educação”. Já desbanquei a mentira aqui, com provas documentais, mas os pinóquios ainda enchafurdam pelos cantos da ignorância. Faz parte do caráter!
Antes que inventem outra lorota, separei um artigo do Reinaldo Azevedo, sobre a prova do Enem, realizada no fim de semana. Por aí dá para perceber como os petralhas querem transformar os alunos da rede pública em chimpanzés de seu proselitismo barato! Vejam o texto:
“Professores de cursinho, vejo no jornal, estão elogiando a prova do Enem. Entendo. Essas escolas conseguirão pôr 110% dos estudantes em alguma faculdade. Se um dia o sujeito passou em frente ao prédio, já está apto a fazer o exame. O que vocês me dizem de uma questão complexa como esta, que segue, a primeira?
“Não só de aspectos físicos se constitui a cultura de um povo. Há muito mais, contido nas tradições, no folclore, nos saberes, nas línguas, nas festas e em diversos outros aspectos e manifestações transmitidos oral ou gestualmente, recriados coletivamente e modificados ao longo do tempo. A essa porção intangível da herança cultural dos povos dá-se o nome de patrimônio cultural imaterial. Qual das figuras abaixo retrata patrimônio imaterial da cultura de um povo?”
Quais são as opções do aluno? Imagens
A – do Cristo Redentor
B – do Pelourinho
C – da festa do bumba-meu-boi
D – das cataratas do Iguaçu
E – da Esfinge de Gizé
Como vêem, ela não testa conhecimento porcaria nenhuma. A resposta esta contida na pergunta, como naquela brincadeira infantil: “De que cor era o cavalo branco de Napoleão?” Para responder, basta saber que “branco” é uma cor, ainda que não se saiba o que é um cavalo ou quem foi Napoleão. Sem contar que o estudante com um pouco mais de conhecimento pode, coitado, ser tomado de perplexidade. O Cristo, o Pelourinho e a Esfinge, por exemplo, embora tenham uma base “material”, só são valorizados por sua dimensão “imaterial”. Ou alguém pode chegar e nos dar uns trocos e levar a estátua embora?
Eis a questão verdadeiramente grave da prova: ela busca a mediocridade.
Outro exemplo? Vejam a questão nº 2:
“Sobre a exposição de Anita Malfatti, em 1917, que muito influenciaria a Semana de Arte Moderna, Monteiro Lobato escreveu, em artigo intitulado Paranóia ou Mistificação:Há duas espécies de artistas. Uma composta dos que vêem as coisas e em conseqüência fazem arte pura, guardados os eternos ritmos da vida, e adotados, para a concretização das emoções estéticas, os processos clássicos dos grandes mestres. (…) A outra espécie é formada dos que vêem anormalmente a natureza e a interpretam à luz das teorias efêmeras, sob a sugestão estrábica das escolas rebeldes, surgidas cá e lá como furúnculos da cultura excessiva. (…). Estas considerações são provocadas pela exposição da sra. Malfatti, onde se notam acentuadíssimas tendências para uma atitude estética forçada no sentido das extravagâncias de Picasso & cia. O Diário de São Paulo, dez./1917.”
Aí vem a questão: “Em qual das obras abaixo identifica-se o estilo de Anita Malfatti criticado por Monteiro Lobato no artigo?”
Há cinco alternativas. Quatro são imagens “normais”. Uma é o quadro “A Boba”, da própria Malfatti (não se diz a autoria — ao menos isso). De novo, a resposta “certa” está na pergunta. O estudante não precisa saber:
- quem foi Lobato;
- quem foi Malfatti;
- do que trata o texto.
Basta saber identificar uma coisas um pouco “esquisita”.
O próprio examinador erra no título do artigo, coitado! Em 1917, ele se chamava “A propósito da exposição Malfatti”. Só depois, em livro, ganhou o prenome “Paranóia ou Mistificação”. Ah, claro: o texto foi publicado no jornal O Estado de S. Paulo, e não no Diário de S. Paulo.
Dou dois exemplos escandalosos de como a prova se organiza. Ela testa, no máximo, alguma capacidade de concentração do aluno. Só. No que diz respeito às habilidades matemáticas, por exemplo, nada que um aluno médio da sexta série não consiga fazer sem grande esforço. Quando tiverem algum tempo, examinem a prova vocês mesmos. O truque de “responder na pergunta” marca todas as questões, como direi?, “humanísticas”, a larga maioria. E reparem que, neste post, não toquei no viés ideológico.
Com provas como esta, aumenta bem a chance de um chimpanzé passar por Schopenhauer. A verdade só aparece quando se põe a educação brasileira no contexto de outros países emergentes. Aí os “schopenhauers” dos outros começam a achar que a gente se comporta como chimpanzé, anda como chimpanzé, calcula como chimpanzé e até começa a se parecer com chimpanzé. E não demorará para que descubram: “São mesmo uns chimpanzés”
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 27 Ago 2007 | sob: Política

Estou em campanha! Não, não sou candidato, fiquem tranqüilos! Quero apenas mais TRANSPARÊNCIA dos gastos públicos. Já que é para mostrar serviço, com placas e panfletagem pelas ruas, então melhor mostrar tudo. Isso mesmo: tudo. O valor acima, por exemplo, foi empenhado pela prefeitura para contratar uma agência de publicidade, como já adiantei em minha coluna na Revista Viu! A empresa contratada, aliás, é fornecedora de várias prefeituras…todas PETISTAS, por sinal. Licitação? Ah, não fiquei sabendo de nada. Seu Gerúndio Perdulário gosta de fazer esse tipo de serviço em segredo. No máximo, uma notinha perdida em algum canto do jornal. O Perdulário diz, ainda, que fica “caro” tirar fotocópias para atender pedido de vereador da oposição, mas gasta R$ 74 mil em publicidade. Hummmm, já entendi. É aquela velha máxima petista: “o que é bom, a gente mostra; o que é ruim, esconde”. Viram como é fácil gastar dinheiro do contribuinte! E você, leitor-amigo, o que me diz?
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 24 Ago 2007 | sob: Política
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 23 Ago 2007 | sob: Política
A Revista Viu! que está nas bancas traz como entrevistado especial do mês o ex-juiz e advogado Edward Gabriel Acuio Simeira, um dos mais renomados profissionais da área. Trata-se de uma das melhores entrevistas já publicadas pela Viu!. É claro que a choldra dos petralhas não vai gostar. Ela tem uma forma toda particular para interpretar o que é um Estado de Direito.

O que torna a entrevista do Doutor Simeira especial é, sem dúvida, o momento que atravessamos. Atualíssima! Vide o que está ocorrendo na Suprema Corte, onde dois ministros do Supremo aparecem comentando seus prováveis votos a favor dos mensaleiros, como flagrou o jornal O Globo. Vejam o que já disse o Doutor Simeira antes mesmo do ocorrido:
O judiciário precisa de maiores verbas para equipar-se convenientemente e enfrentar a difícil missão que lhe é atribuída. Sem isso, não há como esperar muito mais. É lento por uma conjugação de fatores, dentre os quais o orçamento pobre de que participa. Às vezes, chego a pensar que não interessa aos poderosos que o Poder Judiciário funcione. Como vulgarmente se fala “ninguém cria cobra para se picar”. Judiciário bom é aquele que incomoda os poderosos das demais instituições e não aquele que se mostra subserviente ao Poder Executivo, no Brasil um superpoder. Mas, se o Executivo nomeia os ministros dos tribunais superiores, como resolver isso? O Lula fez seis dos onze ministros do Supremo Tribunal Federal.”
Pois bem, saibam que a conversa dos dois ministros incorre justamente nesse ponto, como aborda o blogueiro Reinaldo Azevedo (leia aqui). A interferência política do Executivo sobre o Judiciário é mesmo uma situação imperalista, como adiantara o ex-juiz portofelicense. Vejam, agora, o que responde quando lhe pergunto sobre a “relação entre política e judiciário” :
Não deveria existir nenhum ponto de interseção entre esses dois poderes. Sabe-se, que a política permeia tudo e é impossível evitar seu intrometimento nessa questão, como em quase tudo. Nada disso seria importante se os políticos exercessem a política com dignidade. O que impera, no entanto, é um fisiologismo desenfreado que a tudo conspurca. O presidente não pode pôr quem quer nos cargos; os ministros não podem demitir intocáveis dos cargos de outros partidos; chefes não mandam em subordinados que têm padrinhos, e assim vai”.
É sempre bom entrevistar quem tem conteúdo, conhecimento e coragem de dizer o que pensa. Perguntei-lhe: “Quando o senhor fica indignado enquanto cidadão?”. Vejam a resposta:
Quando vejo um presidente do Senado tripudiando sobre nossas instituições e permanecendo num posto do qual deveria ter apeado há muito tempo. Quando vejo esfacelar-se um partido que já foi a esperança do país num sem-número de maracutaias impunes. Quando vejo que a porcada magra que chegou ao poder, numa visão orwelliana, tornou-se muito pior do que os que lá estavam. Quando, nos mínimos detalhes, o brasileiro quer solucionar de forma pouco honesta, se for o caso, por não achar justo ser punido por um delize, enquanto com o grandão não acontece nada. Pode verificar: existe sempre alguém que soluciona problemas de forma escusa, desde o que quebra o galho do pagamento de multas de trânsito, até aquele que “compra” uma alta autoridade ou usa um padrinho para safar-se de situação adversa”.
A entrevista completa está nas bancas. Um prato cheio para quem é do ramo ou simplesmente acredita que, um dia, ainda teremos um país mais justo.
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 23 Ago 2007 | sob: Política
“Sou jornalista, mas gosto mesmo é de marcenaria. Gosto de fazer móveis, cadeiras, e minha ética como marceneiro é igual à minha ética como jornalista – não tenho duas. Não existe uma ética específica do jornalista: sua ética é a mesma do cidadão. Suponho que não se vai esperar que, pelo fato de ser jornalista, o sujeito possa bater carteira e não ir para a cadeia.
Onde entra a ética. O que o jornalista não deve fazer que o cidadão comum não deva fazer? O cidadão não pode trair a palavra dada, não pode abusar da confiança do outro, não pode mentir. No jornalismo, o limite entre o profissional como cidadão e como trabalhador é o mesmo que existe em qualquer outras profissão. É preciso ter opinião para poder fazer opções e olhar o mundo da maneira que escolhemos. Se nos eximimos disso, perdemos o senso crítico para julgar qualquer outra coisa. O jornalista não tem ética própria. Isso é um mito. A ética do jornalista é a ética do cidadão. O que é ruim para o cidadão é ruim para o jornalista.
Evidentemente, a empresa tem a sua ética, que é a dos donos. Pode variar de jornal para jornal, mas o que os jornalistas deveriam exigir seria um tratamento mais ético da empresa em relação a eles e seus colegas. Isso não tem acontecido. É preciso uma atitude muito ética dentro da redação: os chefes e os responsáveis pelo jornal têm de dar o exemplo ao pessoal mais novo, senão é o caos. Um chefe de redação que tolera hipocrisia e golpes baixos contra funcionários do jornal perde a ética e o direito de usar essa palavra.
A resolução da questão ética depende também do que o jornalista considera como seu dever de cidadão. Caso ele saiba de algo que põe em perigo a pátria, que põe em perigo o povo brasileiro, o dever de cidadão deve se refletir na profissão. O limite do jornalista é esse, ou seja, o limite do cidadão. Se um médico souber que estão preparando um golpe de Estado, ele tem obrigação de contar, se for contra. Se for a favor, ele não tem obrigação. A ética do jornalista, portanto, é um mito que precisa ser desfeito.
O jornalista não pode ser despido de opinião política. A posição que considera o jornalista um ser separado da humanidade é uma bobagem. A própria objetividade é mal-administrada, porque se mistura com a necessidade de não se envolver, o que cria uma contradição na própria formulação política do trabalho jornalístico. Deve-se, sim, ter opinião, saber onde ela começa e onde acaba, saber onde ela interfere nas coisas ou não. É preciso ter consciência. O que se procura, hoje, é exatamente tirar a consciência do jornalista. O jornalista não deve ser ingênuo, deve ser cético. Ele não pode ser impiedoso com as coisas sem um critério ético. Nós não temos licença especial, dada por um xerife sobrenatural, para fazer o que quisermos. (…)
Excerto do livro a Regra do Jogo – o jornalismo e a ética do marceneiro, de Cláudio Abramo [1923-1987] , Companhia das Letras, 1997, 2ª reimpressão
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 23 Ago 2007 | sob: Política
É isso mesmo. Alcançamos mais um número expressivo de acessos ao blog: 30 mil. Sabe quantos acesso simultâneos? Nove! Os números estão lá embaixo, ao lado direito. Não sou eu que controlo. É registrado pelo provedor. Tá bom demais. Estou lisonjeiro, queridos leitores. Muito obrigado. messsssmo! Percebe-se que há, de fato, a predisposição para buscar informações sobre assuntos de interesse público. Agradeço, em especial, a choldra dos petralhas que não sai daqui.
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 21 Ago 2007 | sob: Política
Santa coincidência, Batman, o Ministério Público Federal vai apresentar, nesta quarta-feira, a denúncia contra os integrantes do… Mensalão. Ontem cinco deles já haviam sido denunciados por improbidades administrativa: José Dirceu, José Genoíno, Delúbio Soares, Silvio Pereira e Marcos Valério. E você pensou que a história já tinha virado lenda, né? Nananinanão! Muita água ainda vai passar sob essa ponte. Veja a lista dos 40 que devem ser indiciados pelo procurador geral da República e os crimes de que são acusados. Peguei a relação no blog do Tio Rei. Inté!
OS PETISTAS
José Dirceu – deputado cassado do PT e ex-ministro da Casa Civil
Formação de quadrilha, peculato e corrupção ativa
José Genoino – deputado federal do PT-SP e ex-presidente do partido
Formação de quadrilha, peculato e corrupção ativa
Delúbio Soares – ex-tesoureiro do PT
Formação de quadrilha, peculato e corrupção ativa
Silvio Pereira – ex-secretário-geral do PT
Formação de quadrilha, peculato e corrupção ativa
João Paulo Cunha – deputado federal do PT-SP
Corrupção passiva, lavagem de dinheiro, peculato
Luiz Gushiken - Ex-ministro da secretaria de Comunicação e Gestão Estratégica e quadro do PT Peculato
Henrique Pizzolato – Ex-diretor do Banco do Brasil e membro do PT
Pecultado, corrupção passiva, lavagem de dinheiro
Paulo Roberto Galvão da Rocha – Deputado federal (PT-PA)
Lavagem de dinheiro
Anita Leocádia – Ex-assessora de Paulo Rocha;
Lavagem de dinheiro
Professor Luizinho – Ex-deputado (PT-SP)
Lavagem de dinheiro
João Magno – Ex-deputado (PT-MG)
Lavagem de dinheiro
OS EMPRESÁRIOS
Marcos Valério de Souza – empresário e publicitário
Formação de quadrilha, peculato, corrupção ativa, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro, evasão de divisas
Ramon Hollerbach – ex-sócio de Marcos Valério
Formação de quadrilha, peculato, corrupção ativa, lavagem de dinheiro, evasão de divisas
Cristiano de Mello Paz – ex-sócio de Marcos Valério;
Formação de quadrilha, peculato, corrupção ativa, lavagem de dinheiro, evasão de divisas
Rogério Tolentino – Advogado e ex-sócio de Marcos Alérios
Formação de quadrilha, peculato, corrupção ativa, lavagem de dinheiro, evasão de divisas
Simone Vasconcelos – Ex-gerente da SMP&B, uma das agências de Valério
Formação de quadrilha, corrupção ativa, lavagem de dinheiro, evasão de divisas
Geiza Dias dos Santos – Funcionária da SMP&B
Formação de quadrilha, corrupção ativa, lavagem de dinheiro, evasão de divisas
Kátia Rabello - Presidente do Banco Rural
Formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, gestão fraudulenta
José Roberto Salgado – Diretor do Banco Rural
Formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, gestão fraudulenta
Vinícius Samarane – Diretor do Banco Rural
Formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, gestão fraudulenta
Ayanna Tenório Tôrres de Jesus – Diretora do Banco Rural
Formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, gestão fraudulenta
OS DOLEIROS
Enivaldo Quadrado – Doleiro, sócio da corretora Bônus-Banval
Formação de quadrilha, lavagem de dinheiro
Breno Fishberg - Doleiro, sócio da corretora Bônus-Banval
Formação de quadrilha, lavagem de dinheiro
Carlos Alberto Quaglia – Doleiro, acusado de operar com a Bônus-Banval
Formação de quadrilha, lavagem de dinheiro
OUTROS POLÍTICOS
Pedro Corrêa – Deputado cassado (PP-PE)
Formação de quadrilha, corrupção passiva, lavagem de dinheiro
José Janene – Ex-deputado (PP-PR)
Formação de quadrilha, corrupção passiva, lavagem de dinheiro
Pedro Henry – Ex-deputado (PP-MT)
Formação de quadrilha, corrupção passiva, lavagem de dinheiro
João Cláudio Genu – Ex-assessor do PP na Câmara
Formação de quadrilha, corrupção passiva, lavagem de dinheiro
Valdemar Costa Neto – Deputado federal do PR-SP
Formação de quadrilha, corrupção passiva, lavagem de dinheiro
Jacinto Lamas – Ex-tesoureiro do PL (hoje PR)
Formação de quadrilha, corrupção passiva, lavagem de dinheiro
Antônio Lamas – Ex-assessor da liderança do PR
Formação de quadrilha, lavagem de dinheiro
Bispo Rodrigues – Ex-deputado do PR-RJ
Corrupção passiva, lavagem de dinheiro
Roberto Jefferson – Deputado cassado do PTB-RJ
Corrupção passiva, lavagem de dinheiro
Emerson Eloy Palmieri – Tesoureiro do PTB
Corrupção passiva, lavagem de dinheiro
Romeu Queiroz – Ex-deputado (PTB-MG)
Corrupção passiva, lavagem de dinheiro
José Rodrigues Borba – Ex-deputado (PMDB-PR)
Corrupção passiva, lavagem de dinheiro
Anderson Adauto – Ex-ministro dos Transportes
Corrupção ativa, lavagem de dinheiro
José Luiz Alvez – Ex-chefe de gabinete de Anderson Adauto
Lavagem de dinheiro
OS PUBLICITÁRIOS
Duda Mendonça – Dono de agência de publicidade
Lavagem de dinheiro, evasão de divisas
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 16 Ago 2007 | sob: Política
Entre as atribuições do poder legislativo está a tarefa de fiscalizar o executivo. Pois bem, o vereador José Geraldo Pacheco da Cunha Filho, o Gerão (DEM), enviou requerimento ao prefeito Cláudio Maffei (PT), solicitando informações sobre o show da dupla Pedro Bento e Zé da Estrada no Cemex. Uma das questões é básica: quanto custou?
O prefeito Maffei remeteu-lhe de volta 515 palavras, mais precisamente 2.515 caracteres. Não foi bem uma resposta. Foi uma digressão com requintes de escárnio. Não disse, em nenhum dos substantivos, verbos, adjetivos, advérbios etc, QUANTO CUSTOU o show. Vejam vocês mesmos a resposta. Depois eu volto!
Em atenção ao REQUERIMENTO Nº. 82/2007, de autoria dos Vereador José Geraldo Pacheco da Cunha Filho, através do qual nos solicita as seguintes informações:
1. Qual o custo do evento realizado com a presença da dupla Pedro Bento e Zé da Estrada?
De acordo com as informações obtidas junto ao setor competente desta Municipalidade, cabe-nos informar ao nobre Vereador o seguinte:
1) A diretoria e Esportes e Turismo vem diversificando a sua linha de eventos, buscando atingir a todos os públicos e gostos. Para tal, tem procurado proporcionar à população portofelicense apresentações artísticas de qualidade, com artistas renomados, fazendo com que nosso publico não precise se deslocar a cidades da região para prestigiar bons eventos. Assim, pela primeira vez a prefeitura realizou um final de semana cultural para comemorar o “Dia das Mães”, com a presença da dupla “Pedro Bento e Zé da Estrada”. Joel Antunes Leme, o Pedro Bento, nascem em Porto Feliz-SP em 08/06/1934; Valdomiro de Oliveira, o Zé da Estrada, conterrâneo de Tinoco, nasceu em Botucatu-SP em 22/09/1929. Aos 07 anos de idade, Joel Antunes já cantava Cururus em Porto Feliz-SP; considerado “menino-prodígio”, também canta em Festas do Divino nas regiões de Tietê e Piracicaba entre outras cidades; e sua formação musical foi ao lado de cantores como Sebastião Roque, Pedro Chiquinho, Luís Bueno, João David e Zico Moreira. Pedro ainda fez parte do “Trio Paulistano” e aturou também na dupla “Matinho e Matão” a qual se apresentava na Rádio Clube de Santo André-SP. Participada também cantando no Programa de Nhô Zé na Rádio Nacional. Valdomiro, pó outro lado, teve uma trajetória diferente: foi retireito e agricultor. Oriundo de Família de cantores, consta que seu bisavô teria cantado com D. Pedro II e dele recebeu uma viola de madrepérola, com a qual fez questão de ser enterrado. Valdomiro foi também caminhoneiro, resultado daí o seu nome artístico de Zé da Estrada. Além de caminhoneiro, Valdomigo foi também administrador de fazendas. Na carreira musical, além de ter sido cantos mirim fez parte do trio “os Fazendeiros”,, juntamente com Paiozinho e com o acordeonista Pirigoso, e com sucesso nas raios Cultura e Nacional. Foi em São Paulo-Sp, no ano de 1954, no programa “Manhãs na Roça” de Chico Carretel na Rádio Cruzeiro do Sul, que Joel Antunes conheceu Valdomiro que já residia há 17 anos na Capital Paulista e já havia adotado o pseudônimo de Zé da Estrada. E em 1956 a dupla recém criada passou a atuar na Rádio Cultura e em circos. Em 1957 a dupla gravou o primeiro 78 RPM na gravadora Continental, interpretando a “Santo Reis” (Pedro Bento – Paulo Vitor) e “Teu Romance” (Pedro Bento e Zé da Estrada – Brás Hernandez). NO mesmo ano gravaram mais de um disco onde se destacava o valseado “Seresteiro Da Lua” (Pedro Bento – Cafezinho – José Raiz), considerado por muitos o maior sucesso na carreira da dupla.
(…) - Prefeito Claudio Maffei
COMENTO - O requerimento do vereador Gerão tinha mais outras seis questões. Todas foram digredidas da mesma forma pelo prefeito Maffei. Uma verdadeira zombaria da solicitação do vereador, muito parecida com aquela dança protagonizada pela deputada Angela Guadagnin (PT, claro), que ficou conhecida com a “Dança da Pizza”.
O requerimento sobre Pedro Bento e Zé da Estrada não é um caso isolado. O chefe do executivo tem recorrido a esse expediente para “responder” a várias outras solicitações do legislativo. Quando solicitam-lhe fotocópias, diz que elas geram custos à municipalidade, razão pela qual não as envia. “Se quiser, os documentos estão à disposição para análise”, esquiva-se.
Na verdade, não existe nada de ilegal no procedimento do executivo. Está evidente, porém, que se está elevando o grau de dificuldade para o acompanhamento do legislativo. Faz parte do jogo político!
O detalhe fica pelo tom de ironia das respostas. Convenham, 515 palavras para não responder uma simples questão é um absurdo. Pelo jeito, o tempo do prefeito (ou de quem quer que esteja redigindo as respostas) custa mais barato que as fotocópias. Daí a gente já imagina o quanto vale esse tipo de prestação de serviço ao interesse da população!
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Publicado por Marcelo Mastrobuono em 16 Ago 2007 | sob: Política
O caso das aplicações da PortoPrev parece um embaralhado de fatos. Envolvimento de acusado de tráfico e lavagem de dinheiro, corretora envolvida no escândalo do mensalão, diferença nas aplicações de R$ 938mil. Parte dessa história eu contei com exclusividade na edição de julho da Revista Viu!. A outra parte, está em um relatório de AUDITORIA-FISCAL do MINISTÉRIO DA PREVIDÊNCIA SOCIAL de 2006.
A atual diretora da PortoPrev, Sibele do Espírito Santo, deu uma de Sherlock Holmes e citou os números em entrevista à Tribuna cheia de informações distorcidas. Omitiu, também, sua fonte, o relatório do Ministério da Previdência, o que é imperdoável! Se apropriar de trabalhos de outros não é digno de quem tem compromissos com a transparência e o interesse público e de funcionários públicos.
O mais importante disso tudo é que o senhor prefeito Cláudio Maffei (PT) também sabia das irregularidades apontadas pelo Ministério da Previdência desde fevereiro de 2007. O que fez? ABSOLUTAMENTE NADA! Escondeu o ocorrido do funcionalismo público (parte integrante do prejuízo), da população, da Câmara, dos demais interessados e, o pior, NÃO TOMOU PROVIDÊNCIAS à época.
Agora, depois que a reportagem da Viu! trouxe o problema à tona, o prefeito vai ao jornal-amigo para dizer que “NÃO SABIA”. Diz até que pediu para a atual diretora SiBELA abrir uma… “AUDITORIA” para as irregularidades” que ele, insiste, “realmente NÃO SABIA”
MAFFEI sabia, sim, que JÁ EXISTIA uma auditoria finalizada apontando IRREGULARIDADES. Aliás, uma auditoria em condições de ISENÇÃO bem mais apropriada para averiguar as irregularidades que ele se propõe.
Não gosto do jogo, mas TRUUUUUCO: Maffei JÁ SABIA, não tomou providências e, agora, mente. A CARTA ESTÁ NA BANCA. A edição de agosto da Revista Viu! traz o DOCUMENTO ASSINADO de próprio punho por MAFFEI, que contradiz as afirmações dada por ele ao jornal Tribuna das Monções, no sábado, dia 11.
Estou no jogo apenas como JORNALISTA! Aqui não cabe blefe! Tem de ter a carta na mão. Já pus na banca!

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 16 Ago 2007 | sob: Política
Tem gente querendo fazer coro com o Robertinho do PT: “Vamos esperar o Ministério Público”, vociferam. Só pode ser coisa da petralhice orquestrada ou da ignorância alheia. Explico por quê.
A questão do envolvimento de Robertinho com Roberto Carlos Castagnaro (representante da mensaleira Euro) e a interferência sobre a PortoPrev não constituem, em si, nenhuma ilegalidade. Não é crime nenhum almoçar com um acusado de lavagem de dinheiro e ficar aporrinhando o dia-a-dia de uma autarquia, fazendo lobby para uma corretora amiga do PT.
Robertinho poderia fazer isso tranqüilamente se não fosse um…PARLAMENTAR. Isso mesmo. Ele não estava na PortoPrev como um cidadão comum ou funcionário público, como ele mesmo diz. Estava lá como vereador, e isso faz uma GRAAANDE DIFERENÇA. E é por essa razão, também, que está sendo investigado pela Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Câmara.
Como parlamentar, Robertinho deve, sim senhor, explicação à sociedade e, principalmente, aos seus pares, sobre a conduta que teve no caso PortoPrev. “Eu falei que, se fosse ilegal, não era pra fazer”, disse, sobre a compra de Títulos da Dívida Pública. Ou seja, o vereador admite que acompanhou todo o processo em meio a grande polêmica e, em nenhum momento, levou o assunto à Câmara Municipal, onde caberia, de fato, uma discussão. Muito pelo contrário. Robertinho ficou na miúda, só defendendo os interesses sei lá de quem. Mesmo depois que foram apontadas diversas suspeitas de irregularidades, não moveu uma palha. Continuou calado, como se nada estivesse acontecendo.
E tem mais: Robertinho diz, agora, que era contra as aplicações. Muito bem, se era realmente contra e viu a instituição fechar o negócio na sua frente, por que não – pergunto de novo – levou o caso para apreciação de seus pares legislativos? Por que não fez uma apuração própria sobre o que estava acontecendo na autarquia que administra milhões do funcionalismo público, o mesmo que ele, contraditoriamente, se diz defensor? Que SINDICALISMO é esse que o nobre parlamentar pratica?
Parece evidente - e isso não é uma suposição, mas constatação - que o vereador Robertinho, tendo conhecimento dos fatos, foi um tanto negligente em seu compromisso parlamentar de FISCALIZAR O EXECUTIVO, ou os braços que o governo articula, como é o caso da PortoPrev e o SAAE. Faltou-lhe, no mínimo, decoro parlamentar.
Agora, a trupe quer fazer coro com o velho clichê: “Vamos aguardar o Ministério Público”. A frase se tornou tão recorrente na política brasileira quanto aquela: “EU NÃO SABIA”. Como essa última ele não pode dizer mais, sustenta-se com a outra.
É claro que Robertinho quer esperar o Ministério Público. Foi o mesmo argumento que me disse o ex-presidente da Câmara, Valter Rodrigues “Saci”, tentando me convencer a não divulgar as informações que acabaram deflagrando sua cassação, no início da gestão Maffei. Só para lembrar, “Saci” era o principal líder da oposição, que teve coragem para tomar uma medida apartidária. Vamos ver agora que a brasa ferve do outro lado. Só para lembrar, Saci foi cassado faz mais de dois anos e o caso ainda corre na Justiça comum. E, diga-se, nada favorável ao seu lado.
Essa conversa de “ Vamos esperar a Justiça decidir” é a mesma que sustenta Renan Calheiros, cada dia mais submerso a uma infinidade de irregularidades. É o mesmo que dizia José Dirceu, deputado cassado por comandar, segundo afirmou o próprio procurador-geral da República, a quadrilha do Mensalão. Ficar à espera do Ministério Público (entenda-se: a morosidade que atravanca a justiça brasileira) é tudo o que eles querem. Paulo Maluf, Orestes Quércia, Marcos Valério, Delúbio Sorares etc etc, etc, etc, etc. (Leia a reportagem de Veja desta semana: Impunidade - Por que eles não ficam presos)
O problema de Robertinho, pelo menos nesse caso, não é tanto com a Justiça, mas sim com as responsabildiades que regem a atividade parlamentar. Foi eleito para função pública e tem de responder por isso.
Quem deve esperar o Ministério Público, sim, é Juçara Guarim, ex-diretora da PortoPrev que acusa Robertinho e Maffei por “Assédio moral”. Isso sim é um caso da Justiça comum. Vai espera o MP da mesma forma que também terá de dar explicações sobre as responsabilidades que lhe caberiam no momento das decisões. Responderá à Justiça da mesma forma que os responsáveis pela sua nomeação. Afinal, a população não a elegeu para o cargo de diretora da PortoPrev. Quem a colocou lá, seja por competência ou cores POLÍTICAS, agora terá de responder por isso. Faz parte das regras do jogo. E não vem com aquela história de “EU NÃO SABIA”.
Enquanto isso, a sociedade espera que a Câmara faça a sua parte. Não vamos confundir política com cores partidárias. A Casa Legislativa é uma instituição política, sim, e tem deveres enquanto tal. Analisar e punir a falta de decoro e negligência de seus integrantes é uma delas. O caso exige rigidez e rapidez. E é isso que a população espera, nada mais!
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 15 Ago 2007 | sob: Política
Fazer piada exige um certo talento. Em jornal, mais ainda. Um dos poucos que consegue fazê-las com destreza é o José Simão, da Folha de S. Paulo. De certo que às vezes é um tanto repetitivo, mas a coluna de ontem está insuperável. Confiram:
“BUEMBA! BUEMBA! Macaco Simão Urgente! O esculhambador da República! Direto do país da Piada Pronta!
Em plena zona aérea, fecharam o Bahamas. Sobrou pras quengas! Aliás, sabe por que fecharam o Bahamas? Porque bordel com mais de dez andares é zona aérea. E baixaria nas alturas só a Infrazero pode fazer.
E como a gente vai relaxar e gozar, se fecharam o Bahamas? Coito interrompido! Um leitor me disse: “Protesto! Por isonomia, fechem o Congresso”. Rarará! E, com o fechamento do Bahamas, já tem político levando a mãe para morar em casa!
E o Lula, quando soube que fecharam o Bahamas, mandou fechar a Antártica. Rarará! Como é que vou tomar minhas bahamas geladas?
Ou então o Kassab viu aquele monte de avião entrando e pensou que era um aeroporto clandestino!
E o dono do Bahamas devia ser presidente do Brasil. Se o país tá uma zona, nada melhor que um dono de puteiro! Rarará!
Acabaram com a alegria de São Paulo. Fecharam os bingos e agora fecharam o Bahamas. Não tem mais nada pra fazer nessa cidade.
Agora vou lançar uma camiseta protesto: “Eu e a minha vó queremos nos divertir”. A minha mulher fica sem o bingo, e o marido sem Bahamas. O bingo e o bimbo.
Então vou lançar um movimento tipo “Cansei” pela reabertura do Bahamas. Cansei de traçar a patroa. Cansei de ir pra balada e não pegar ninguém. Cansei de fazer justiça com as próprias mãos. Cansei de relaxar e não gozar.
Reabram o Bahamas. Essa vai ser a plataforma do meu partido, PGN, Partido da Genitália Nacional: reabram o Bahamas. Rarará!
E a piada pronta da semana: “TAM não comparece ao prêmio de melhor do ano”. A companhia não mandou nenhum representante para receber o prêmio da revista “Exame”. Já sei, o vôo foi cancelado. Rarará! Chegaram atrasados…”
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 15 Ago 2007 | sob: Política
Notícia veiculada hoje, pela Rádio CBN: “O plenário da Câmara aprovou, por 292 votos a 34 e três abstenções, projeto que institui a fidelidade partidária. Quem mudar de legenda fora do prazo permitido não poderá se candidatar nas próximas eleições. Na prática, durante os quatro anos de mandato, o político terá apenas um mês para efetuar a troca de legenda. Depois de eleito, ele terá que esperar dois anos e 11 meses pelo período permitido, que vai durar 30 dias. Depois, a mudança será novamente proibida por um ano até as eleições seguintes. O texto, no entanto, livra de punição quem já trocou de legenda e permite o troca-troca até o fim de setembro.”
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 11 Ago 2007 | sob: Política
São tantas emoções, que nem sei por onde começo. Vamos, então, pelo início: a capa. O Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC) do jornal porta voz oficial do município, a Tribuna da Monções, pegou o bonde atrasado na história da PortoPrev. Ficou feio, muito feio. Só foi entrar no assunto depois que a TV TEM repercutiu a reportagem da Revista Viu! Tudo bem, entendo, lá tudo se vê pelo lado comercial, logo é melhor NÃO admitir que a revista vizinha deu um grande FURO sob a sua barba.
Já que pleiteia um lugar na janelinha, a Tribuna poderia, pelo menos, se informar corretamente. Uma boa parte da história está tudo lá na Viu!, é só ler direito. Passar informação incorreta só vai confundir a cabeça do leitor. A menos que a intenção seja justamente essa. Calma lá! Jornalismo se faz com apuração dos fatos, checagem e, sobretudo, isenção!
Vamos, então, arrumar a lambança que fizeram com as informações. E que lambança!
1 – A sucessão de erros começa pelo título, “Prejuízo da Portoprev chega a R$ 940 mil”. Isso, sim, é sensacionalismo. O número seria a soma das diferenças de quatro operações que constam no relatório feito por uma auditoria da Previdência Social. O jornal copiou o quadro, mas DISTORCEU TUDO no texto. O próprio auditor que realizou o trabalho não foi tão categórico para afirmar que houve todo esse prejuízo. Aponta as diferenças, já que os valores de mercado sofrem variações, e sugere que o Ministério Público faça as constatações. A Tribuna já fez!
2 – Logo abaixo do título, outra grande bobagem: “Suspeito do Mensalão não fez negócio com a autarquia – afirma diretora”. Se notícia mentirosa é mesmo coisa de ladrão (como diz Roberto Prestes “Chiste” de Souza em momento de auto-análise de sua coluna), “esteje” preso, cidadão!. Há aí duas mentiras grosseiras: a) A reportagem veiculada em Veja (fevereiro de 2006) sobre o Mensalão NÃO CITA Castagnaro, como escreve a Tribuna. Relata apenas o envolvimento da corretora EURO, que, comprovadamente, comprava títulos do Tesouro Nacional por um preço baixo e, no mesmo dia, revendia-os por um preço superior, cujos lucros abasteciam o esquema montado pelo Valerioduto de Marcos Valério. O crime pelo qual Castagnaro foi preso é de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Sua ligação com o mensalão passa a configurar apenas agora, depois que se soube que ele veio a Porto Feliz representando a EURO e INTERMEDIOU uma aplicação de R$ 3 milhões. Ou seja, FEZ NEGÓCIOS, sim, com a autarquia, como já confirmou Juçara, Isac, Robertinho, Maffei e cia. b) A atual diretora, Sibele do Espírito Santo, dá palpite sobre o que não sabe e a Tribuna está confundindo os leitores com informações falsas. Castagnaro não assinou nada, como obviamente age quem está mal-intencionado em qualquer tramóia desse tipo. É inegável, entretanto, que foi Castagnaro quem fez a negociação da EURO em Porto Feliz. Sibeli (ou algum amigo oculto) está querendo desdizer o que todo mundo já sabe e confirmou, até Maffei. Se liga, moça!
3 – Olhem só o que mais escreve a Tribuna na capa deste sábado, 11 de agosto, Dia do Advogado: “Este prejuízo [R$ 940 mil] é apenas uma das novidades encontradas até agora pela atual diretora da PortoPrev, Sibele Abreu Alves do Espírito Santo. Ao rastrear as operações financeiras, Sibele não encontrou o nome daquele que parecia ser o grande o vilão da história”. Quer dizer, então, que a tal da Sibele agora é investigadora do caso? M-E-N-T-I-R-A . Quem apontou a diferença de aproximadamente R$ 940 mil foi o AUDITOR DA PREVIDÊNCIA SOCIAL, Job Elias Luiz Junior. Sibele não descobriu nada. O relatório está concluído desde JANEIRO de 2007, e agora Sibela aparece como “mãe” da criança? De duas, uma: a atual diretora está se passando por Sherlock Holmes, ou a Tribuna está dourando demais a pílula. Em ambos os casos, o leitor está sendo LUDIBRIADO!
4 - Não acabou não, caro amigo. Veja o que vem a seguir na Tribuna-amiga: “Segundo Sibele, as compras de notas do Tesouro Nacional da série F (NTN-F) foram todas (grifo meu) negociadas com uma corretora chamada Conexão, representada por Claudenir Vieira da Silva.” Está aí mais uma GRANDE M-E-N-T-I-R-A . O nariz de alguém já deve estar dobrando a esquina. Quem fez a primeira operação, em 12 de maio de 2006, foi a mensaleira EURO DTVM. Está tudo lá no relatório da AUDITORIA DA PREVIDÊNCIA SOCIAL. Sibele não sabe ler ou a Tribuna não sabe escutar?
A reportagem da edição de julho da Revista Viu! foi feita por mim depois de dois meses de pesquisas e APURAÇÃO. Demorei esse tempo para checar os documentos que tinha em mãos. Todas as informações são baseadas em FATOS. Cometi um erro, sim: logo na abertura da matéria, escrevi que o MP havia aberto um inquérito policial, quando o correto seria inquérito civil. Quando percebi o equívoco, a revista já estava na gráfica. Vou fazer uma errata na próxima edição, pode ter certeza!
Quando escrevi a reportagem não tinha conhecimento do relatório do auditor da Previdência, que aponta a suposta diferença de R$ 940 mil, razão pela qual não fiz referência a esses números, que só vieram a comprovar a GRAVIDADE do assunto, revelado por mim com EXCLUSIVIDADE. Sou jornalista, não baba-ovo e mascate de governos! Tenho RESPONSABILIDADE sobre o que publico, por isso, CHECO ANTES! A choldra já tentou me processar algumas vezes, mas não consegue. Contra fatos, não há argumentos. Quando descubro que um acusado de tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro intermedeia a aplicação de R$ 3 milhões de pensionistas da Prefeitura, representando uma empresa pivô do escândalo do mensalão, para mim isso é NOTÍCIA DE INTERESSE PÚBLICO, literalmente.
Já falei aqui que não dá para levar a sério Roberto Prestes “Chiste” de Souza. E não dá meeeesmo. Nem ele, nem o que seu jornal anda escrevendo. Se fosse, ambos estariam enquadrados no que diz o juiz e professor da faculdade de Direito, Oswaldo Palotti Júnior, como o próprio senhor “ Chiste” descreve em sua coluna: “…Ladrão também é, assim, aquele que veicula notícia mentirosa, porque subtrai o meu direito de ser informado corretamente…) - grifo meu.
Entendo, agora, porque o esbirro colunista termina sua “tese” do último sábado preocupado com as ações de indenização contra a imprensa que fere a honra e a moral das pessoas. Diz ele que isso virou um “negócio e fonte de renda” das vítimas. Em sua “monumental inteligência”, a moral e a honra são coisas “menores” diante de outras “causas mais urgentes”. Pasmem! Imaginem só se a gente levasse o “Chiste” a sério!
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 10 Ago 2007 | sob: Política
Descobri o problema de seu Seu Gerúndio com a imprensa independente. Ele sofre do mal chamado “cobra que eu gosto”. O perdulário se recusou a dar entrevista à Revista Viu! e a TV TEM Notícias sobre a Portoprev, que não lhes custariam absolutamente nada. Ao invés disso, preferiu pagar um INFORME PUBLICITÁRIO cujos custos, ainda não revelados, vão sair do BOLSO DO CONTRIBUINTE. O comercial foi ao ar por volta do meio-dia desta sexta-feira, 10, na própria TV TEM.
Isso é inédito no universo da política pública da Maniçoba. O prefeito não tem direito de gastar dinheiro da municipalidade para “dourar” a versão das respostas que ele próprio deve à população.
Vamos aos fatos. A ex-diretora Juçara Guarin acusa o prefeito Maffei e o vereador Robertinho Brandão, ambos do PT, de tê-la pressionado a fechar aplicação com a corretora do Mensalão Euro. Ou seja, Sãp ELES QUE DEVEM RESPOSTAS, NÃO a instituição Prefeitura. Que peça, então, para o PT pagar as suas extravagâncias!
Obviamente, Maffei não se sente à vontade à frente de repórteres independentes. Prefere PAGAR para tê-los sob suas rédeas. É por isso que nunca quis colocar em prática o projeto do JORNAL OFICIAL, deixado pela administração de Léo Rogado. Colocou um foca militante para fazer proselitismo no cargo de assessor de imprensa, também criado pelo ex-prefeito Léo. O projeto do Jornal Oficial ficou na gaveta. Preferiu continuar repassando verbas públicas aos jornais e rádio para manter a relação de clientelismo. É aquela velha história: o cliente manda!
Maffei sempre tentou camuflar suas nefastas intenções, afirmando que não dava entrevistas por uma questão pessoal contra mim. Ora, ora, quanta pequinez de um homem público. Agora ficou evidente que o problema do Seu Gerúndio não sou eu, mas sim o jornalismo independente que represento.
O repórter Bruno Piccinato, da TEM Notícias, insistiu várias vezes para que Maffei explicasse, pessoalmente, a sua versão sobre o que ocorreu na PortoPrev. Nada! Na sessão de Câmara de segunda-feira, o vi pessoalmente ligando para o assessor de imprensa, à noite, oferecendo mais uma oportunidade para Maffei se manifestar. Nada! “Tem certeza que ele não quer falar”, insistiu o repórter. Nada!
A resposta veio só nesta sexta-feira, 20 dias depois que a Viu! chegou às bancas e oito dias depois que o jornalismo da TV TEM repercutiu o assunto em âmbito regional. Demorar todo esse tempo para “PENSAR” no que falar. É típico do PT. Vide o presidente Lula após o acidente da TAM. Só foi se manifestar à nação e às famílias de 199 vítimas apenas TRÊS DIAS depois. Estão sempre retardados!
Seu Gerúndio foi um professor quase regular, dizem. Como político, digo, é péssimo! Assediar jornalista com recursos da municipalidade mostra bem o seu caráter de homem público.
É inconcebível uma autoridade pública se negar a dar entrevista para, depois, PAGAR com DINHEIRO PÚBLICO um INFORME PUBLICITÁRIO. É IMORAL! É o cúmulo do desrespeito à população! É algo que deve ser colocado no rol das investigações de irregularidades desta administração, que não são poucas!
Depois de todo esse tempo, ainda faltou a Seu Gerúndio e sua trupe encontrar uma resposta convincente. Pagou dois minutos de TV - depois eu digo quanto custou isso - para dizer que se trata de uma questão “POLÍTICA”. Ora, o que fazem prefeitos, vereadores, deputados, governadores e presidente a não ser P-O-L-Í-T-I-C-A? Hummm, deixe-me adivinhar: Bolinhos de chuva?
É, boa resposta. Só não espere que eu vá pagar espaço caro na TV para contar uma história dessa!