Enfim, um debate saudável…
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 06 Jul 2007 | sob: Política
O amigo José Netto fez um comentário no post sobre o “Rei das Inconstitucionalidades”, no qual faço referência a ele. No meu blog, amigo fica aqui em cima, do meu lado. Mas nem por isso vou concordar. Muito pelo contrário. Discordo até das vírgulas. O bom disso tudo é que, enfim, temos um assunto de interesse público para debater em público. Nada mais saudável no jornalismo. Vejam, depois eu volto:
Caro amigo Marcelo.Entro em seu blog em respeito ao mesmo respeito que você afirma ter por mim, o que agradeço.Há reciprocidade nesse sentimento assim como no carinho.
Estivemos juntos em algumas empreitadas em que eu sabia justas e repercutimos o que acreditávamos válido com o enfoque necessário.
Porém, caro amigo,nunca - e assim será - fiz ou deixei fazer uma crítica a um artigo seu ou da Viu!,independentemente de concordar ou não com sua opinião.
Quanto ao governo Lula, há duas semanas fiz minha crítica ao governo dele, afinal ele é notícia sempre.
Não gosto do PT e sempre deixei clara minha posição a respeito do partido, contudo não quer dizer que eu tenha que generalizar a ponto de arrastar pessoas que podem não ter toda a maldade que se possa imaginar.
Quando eu acreditar oportuno, tenha certeza de que criticarei a administração municipal e aqueles que a estiverem colocando em risco, como já o fiz dezenas de vezes.Será, novamente, minha opinião, meu modo de ver.
Motivos do passado sobre o PT ainda latejam no presente, e por mais que tentem mostrar um novo visual fica difícil convencer este velho escrivinhador.Pode ser tarde.
Claro que não tomarei espaço semelhante ao que o amigo me dedicou, mas destacarei somente alguns pontos de conflito. Você tem uma posição sobre eles e eu tenho outra. Fica mais fácil o entendimento deste modo.
No mais, vejo com certo lamento suas críticas à cobertura sobre a Câmara ou outras feitas pela Tribuna.Na sua opinião parece que erramos sempre.
Fique tranquilo sobre os fatos que mencionei em minha coluna na edição a que você se refere.Há procedência, tenha certeza.O diabo mora nos detalhes que, infelizmente, estão no off the record sob a égide da ética que tanto você quanto eu preservamos, principalmente nos assuntos que nos são passados com restrição.Inclusive o caso da diretora Élide.
Quanto ao caso Reinaldo Crocco Júnior posso ir além.Desde os primeiros dias de março último o processo está arquivado pelo Ministério Público local proclamando a legalidade do ato de PROCURADOR JURÍDICO EM CARGO DE COMISSÃO, ratificado pela Procuradoria do MP da capital, não havendo, portanto,nada de inconstitucional.
No mais, quando o mesmo advogado estava na Câmara o caso já existia e nem por isso foi notícia com tamanha contundência e continuidade.Não houve necessidade de minha presença na Câmara para saber disso.A distância sabíamos disso.Ou não?
O fato de o jornal dar prioridade a determinadas matérias em detrimento daquelas que você cita não faz com que ele seja omisso,ausente ou conivente.Apenas noticiamos o que acreditamos de maior importância conforme o público-leitor.
Sabe que ficaríamos horas debatendo sobre os temas que você destacou e continuaríamos com nossas opiniões, quem sabe conflitantes.
Como isto não se trata de uma resposta ao seu escrito e sim uma rápida intervenção, receba meu abraço fraterno,
José Netto”
Minha vez – O amigo José Netto está mesmo na fase shaolin, o que não o desqualifica, de forma alguma. Talvez seja fruto de seu longo tempo de labuta nessa área. Já conversamos várias vezes sobre isso.
É verdade que dividimos algumas empreitadas, da mesma forma que divergimos de opiniões. Compartilhamos o respeito, não as conveniências. Não vejo problema em criticar as suas posições, da mesma forma que sempre lhe deixei à vontade para criticar as minhas. Esse é o exercício da democracia. Não vejo sentido em restringir nossas posições à particularidade do cafezinho. Nossas convergências e divergências, acredito, são informações importantes para os leitores – tanto os meus quanto os dele – criarem sua própria opinião.
Na verdade, José Netto e eu vimos de escolas diferentes. Muito diferentes, eu diria. Isso não o torna melhor nem pior, é só uma questão de estilo, como já disse. “Não vamos ficar debatendo horas sobre isso”. Ok, concordo.
Ademais, vamos sim, entrar nos “detalhes do diabo”, oras. Não cabe a nós, jornalistas, o papel de “Deuses” para administrar a informação que o leitor deve ou não ficar sabendo. Sob a égide da ética só há espaço para o interesse do leitor. O off the rercord ao qual ele se refere pode ser, sim, um detalhe, mas não a pilastra-base de uma ilação. Jornalismo é, antes de tudo, fatos. Se uma fonte não sustenta o que diz, não merece credibilidade. Devemos, no mínimo, desconfiar. Afinal, o ceticismo, este sim, é uma das bases do bom jornalismo.
Fico surpreso em saber, também, que o caso Crocco foi arquivado pelo Ministério Público, como diz o amigo. Pelo jeito, está acompanhando o assunto, embora não compartilhe com seus leitores. Não creio, porém, que esse seja o final da história e nem que isso seja um fato de irrelevância jornalística. Vale lembrar que o Dr. Rei foi reconduzido ao cargo de PROCURADOR-POR-NOMEAÇÃO depois de ficar quatro anos recebendo PENSÃO ILEGAL da municipalidade. São cerca de R$ 53 mil de dinheiro do contribuinte. Meu, do José Netto, seu e de todos aqueles que pagam impostos na cidade. Isso é ilegal e o Dr. Rei não tem condições morais para ocupar a função de procurador do município. Tudo bem que temos senador que recebe dinheiro de empreiteira e continua no cargo, na cara-de-pau, mas não podemos deixar que essa erva daninha floresça por aqui. Essa é minha posição e minha convicta opinião. Quanto aos aspectos constitucionais, volto em outro post para abordá-los especificamente. Pode ter certeza!
Quanto à linha editorial do seu jornal, o amigo José tem toda a autonomia para conduzir da forma que achar melhor, óbvio. Como veículo de informação pública, porém, permita-me discordar de alguns pontos. Não de todos, como ele diz. Só daqueles que, a meu ver, fazem grande diferença.
Ouvir o outro lado, por exemplo, é básico. O insucesso de uma empreitada, como foi o caso da Tereza, não justifica estender a inobservância aos demais assuntos que lhe dizem respeito.
Como José Netto bem sabe, já faz mais de um ano que a prefeitura de Porto Feliz não fornece informações a mim nem à revista da qual sou editor. Problema dela. Tenho uma pastinha na qual coleciono e-mails enviados com perguntas sem respostas. Se ela não tem respeito pelos leitores, pela população e não sabe fazer a sua parte, problema dela. Eu faço a minha: pergunto!!! Sempre, quantas vezes forem necessárias.
Desculpe-me, amigo, se às vezes - ou sempre - pareço “ácido” demais, como você sempre brinca. Você sabe que debaixo dessa casca dura de jornalista existe um grande coração. Por hora, agradeço a leitura, o comentário e a consideração. Sei que responder a “críticas” não é um de seus pratos prediletos. Espero tê-lo sempre por aqui, mesmo que seja para discordar! Abraços fraternos
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Se disserem para você que Deus existe vc é muito capaz de contrariar! Acho que isso resume, muito bem, o seu jeito de “não aceitar as coisas” numa clara demonstração de que, de acordo com você, somente você tem razão. Nesse espisódio, já que você é o dono da verdade, vá discutir com a justiça oras! Ah, vê se dá uma olhadinha na bíblia também. É bem possível que encontre algo errado por lá. Dá licença cara…
Dou sim, mocréia(o) do IP …165, onde a súcia dos anônimos se esconde. Vá e só volte quando criar coragem de pôr um nome de verdade. Terei muito prazer em lhe dar umas palmadas no bumbum em público, menininha(o)!
Calma gente!
Não abaixemos o nível, por favor.
Eu li a bíblia e lá diz assim: “…tudo é vaidade e vento que passa…”
Então, como disse aquelazinha do PT: “Relaxa e goza” que é melhor!…hahahha
Eu particularmente, quando ouço a vinheta do JN e vejo que só falarão da política, eu desligo a TV e vou dormir que ganho mais!!!
Do resto, tudo é vaidade e vento que passa!