Julho 2007
Arquivo Mensal
Arquivo Mensal
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 30 Jul 2007 | sob: Política
Acabei de ver a entrevista do vice-prefeito Luiz Gustavo na imprensa oficial. São 12 perguntas, todas sobre … Maffei. Perdeu-se, mais uma vez, uma grande oportunidade de fazer jornalismo. O que se lê é puro proselitismo. “Você entende a posição dele [Maffei]?”. Até isso perguntaram, acreditem. Insistiram tanto no assunto “Maffei” que o Luiz Gustavo acabou por dizer que “talvez” seja um eleitor do homem que, segundo ele mesmo, o “apunhalou pelas costas”. Vá entender …
Gosto muito do Luiz Gustavo. Tem bom caráter, o que, para mim, já era um bom começo. Cheguei a pensar que fosse uma das novas lideranças políticas na cidade. Tinha pedigree, jovialidade, empolgação e vontade de mudanças. Enganei-me redondamente. Luiz não tem perfil de líder. A missão pesa-lhe demasiadamente sobre os ombros.
Luiz Gustavo foi nada mais que um inocente útil para o PT. Teve a chance de romper e criar vida própria. O jovem vice-prefeito, porém, abateu-se logo na primeira adversidade. Morreu para a vida pública com a mesma precocidade com a qual foi alçado a ela.
Se tivesse a verve de seus ancestrais, reagiria de outra forma à traição. Infelizmente, prostrou-se. Em pouco tempo suas esperanças se transformaram em decepção e, a seguir, em trauma.
Luiz Gustavo agora quer, inconscientemente, transferir sua frustração pessoal em uma regra inexistente. O jovem vice-prefeito acredita que toda aquela patranhada dita na semana passada pelo Seu Gerúndio faz parte da… “POLÍTICA”. É como se política fosse a arte de mentir em praça pública. Não é não, meu caro!
Comentei em post anterior o acinte à inteligência contidos nas respostas da entrevista do Seu Gerúndio ao jornal. Para Luiz Gustavo, o prefeito está só “fazendo política”. Vejam só como generaliza o assunto de forma colegial. Falta-lhe, evidentemente, formação para imprimir conceitos. Seu negócio é tratar de dentes!
A política, diferente do que diz, não se resume a “engolir sapos e mudar o pensamento”. É isso, também, mas tem muito mais…É, entre outras coisas, a arte de doar-se à coletividade, não apenas aos interesses pessoais e partidários.
Na verdade, Luiz Gustavo confunde política com politicagem. Acredita que Seu Gerúndio tem feito “muita coisa pela cidade”. Que coisas? A saúde está um caos e ele sabe muito bem disso; a educação foi terceirizada a uma grande mentira, e ele também sabe disso; a geração de empregos (privados, claro) ficou na estaca zero…
Ah, tá, deve estar se referindo ao asfalto da Dr. Antoninho. Hum, que coisa maravilhosa, não…? Mas a que custo, pergunto? Ao de entregar o sistema de saúde a uma Oscip ligada ao PT? Ao de forçar a PortoPrev a aplicar recursos em uma empresa da Conexão do Mensalão? Ou a de manter uma relação de clientelismo com a imprensa da cidade, da mesma forma como se fazia na época do coronelismo? Cadê o avanço? Cadê as mudanças?
Não existe modernidade nenhuma na gestão do Seu Gerúndio. Isso é pura embromação, a um custo muito alto para as futuras gerações. A gestão petista é, a meu ver, reacionária e retrógrada, simplesmente porque carece de um projeto para a cidade. Não tem rumo! Está apenas para servir os petralhas oportunistas. Vale tudo para se manter no PODER!
Luiz Gustavo percebeu isso logo no início e caiu fora. Mas continua sendo um inocente útil ao petismo, que sabe aproveitar muito bem o clientelismo da imprensa oficial. Só ele não percebe!
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 25 Jul 2007 | sob: Política
A edição da Revista Viu! que está nas bancas traz a incrível história das negociações da PortoPrev com a Euro DTVM, por meio do empresário-corretor-lobista, sei lá, Roberto Carlos Castagnaro. Já havia adiantado o esquema em post anterior. Na matéria da Viu!, dou detalhes de como toda a negociação foi feita.
O que eu não sabia e arrepiou os meus parcos cabelos foi a participação do vereador Roberto Brandão Rodrigues, o Robertinho do PT, no caso. Isso mesmo, ele estava BEM NO MEIO de um acusado de tráfico de drogas internacional/lavagem de dinheiro e uma empresa que foi um dos pivôs do escândalo de mensalão. Levou do Fundo de Pensão de Porto Feliz mais de R$ 3 milhões.
A conexão faz sentido. O mensalão, para quem não se lembra, era o esquema montado por Marcos Valério para arrecadar grana que financiava as campanhas do…PT, o partido de Lula, Maffei e Robertinho.
O dinheiro está aplicado em uma banco alemão. Quanto Castagnaro e a Euro levaram de comissão eu não sei. Creio que não trabalharam de graça. Castagnaro, pelo que li a seu respeito, trabalha com cifras altas. Tem um patrimônio de mais de R$ 10 milhões. Deduzo que não saiu do balneário de Camboriú atrás de merrecas em Maniçoba.
Robertinho, que não saía da PortoPrev, deve saber de muita coisa. Demonstrava afinidade com o corretor-empresário da Euro. Iam almoçar na Garapeira, participavam de reuniões até altas horas no gabinete. Enfim…
Falei com Robertinho por telefone. Não me disse muita coisa, além de gírias. Publiquei a conversa ipisis verbis na revista, atendendo a uma “recomendação” do próprio vereador: “Você deve estar gravando, vê lá o que vai escrever”. Sim senhor, vereador. Seu pedido é uma ordem! Tá lá, do jeitinho que me disse.
Sempre vejo o que escrevo, claro. Também tomo o maior cuidado com quem ando. Aprendi isso com meu sábio pai, um cristão devoto: “Cuidado com as [más] companhias, meu filho”, dizia-me.
O leitor deve ter se impressionado com a quantidade de gírias desferidas pelo nobre parlamentar. Mas isso tem explicação.
Robertinho estava evidentemente nervoso. Foi pego desprevenido, sem respostas ensaiadas. Não tinha o que dizer para justificar a sua participação na transação. Em situações como essa, é normal o interlocutor “voltar às suas raízes”.
É o mesmo, por exemplo, quando alguém tenta disfarçar o sotaque (seja ela qual for). Se fica sob forte emoção, as palavras lhe saem à revelia de articulação. Ou seja, volta-se à origem.
Publiquei Robertinho in natura. Mas, afinal, quem indicou Castagnaro para a cidade, perguntei: “Ah, cara, bicho, deixa quieto…”, respondeu. Então tá!
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 25 Jul 2007 | sob: Política
Está imperdível o podcast de Diogo Mainaidi no site de Veja. O colunista propõe um “Um tira-teima com o Aerolula: aterrissar em Congonhas umas dez ou quinze vezes”. Um amigo da cidade que indicou a leitura sugere que se inclua Seu Gerúndio e cia no chech in. Creio que o vôo já está lotado, mas a proposta foi anotada! Confiram AQUI.
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 24 Jul 2007 | sob: Política
Já está praticamente certo o rumo do Partido Verde na cidade. E não é o PT! Em reunião realizada no sábado, em Itu, a executiva estadual definiu que o comando da sigla na cidade ficará com Antonio da Costa Aranha, o Toninho Aranha, ex-chefe de gabinete do ex-prefeito Erval Steiner. Os nomes de todos os integrantes da diretoria já foram encaminhados a São Paulo para confirmação, que deve ocorrer em breve.
O grupo conta com os seguintes integrantes: Edmilson Correa, Adilson Steiner, José Carlos Zangeronimo, Adilson Giuli Batista, Antonio César Miranda, Claudio dos Santos (Marola), Guilherme Guimarães Coan e Adilson de Jesus Casagrande. Por trás de todos, está o ex-prefeito Erval Steneir, a quem Maffei diz ter uma “amizade grande” (veja entrevista abaixo).
A reunião de sábado ainda definiu o comando de todas as cidades da região, no território que o PV denomina como Bacia 12. As informações foram confirmadas pelo prefeito de Itu Herculano Junior.
Com isso, desceu rio abaixo as declarações dadas pelo prefeito Maffei, que dava como certo o comando do PV na cidade. O atual presidente provisório da sigla, o advogado José Carlos Machado Junior, nem sequer foi à reunião. Mandou apenas o Sérgio Mazaratti, o “Jacaré”, que ficou descolado das discussões.
Resta saber, agora, qual o destino de ambos na prefeitura, já que haviam sido nomeados em troca do “apoio irrestrito” ao governo do PT. Lembram-se, foi até manchete do jornal de Itu. Êta credibilidade…
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 23 Jul 2007 | sob: Política
As coisas começam a tomar um rumo perigoso no universo político da Maniçoba. O jornal Tribuna das Monções aproveita-se, agora, do fato de ser o jornal oficial do governo e publica uma, como vou dizer?, “entrevista” com o prefeito Maffei.
Poderia, sim, ser uma conversa mais jornalística: provocante e elucidativa. Ficou a impressão de um deboche à informação e à inteligência de qualquer um minimamente informado. As perguntas, com algumas exceções, têm performance igual - ou até melhor - às do Ricardinho, o levantador do vôlei brasileiro.
Confiram o jogo, com comentário em negrito deste que vos escreve. Faço observações depois de cada resposta, só para desmontar as patranhas políticas nelas embutidas. Não me incomodo com a hipocrisia alheia, mas me recuso a compartilhar com o leitor comum o papel de otário-manso. Não vou aceitar passivamente as orelhas grandes e pontiagudas que insistem em colocar subliminarmente na população. Tudo tem um limite.
TRIBUNA — O sr. já está pensando na reeleição?
MAFFEI — Eu estou trabalhando, trabalhando, trabalhando. Estou mais preocupado com a dr. Antoninho, estou mais preocupado com a Saúde, com a Educação, do que com reeleição.
Seu Gerúndio não está pensando em reeleição, ah é? Só a Tribuna pensa nisso. Por que tanta correria atrás de composições partidárias? Está bem, nós somos todos uns idiotas. Está “mais preocupado” com a Saúde, que entrega a uma tal Oscip R$ 2 milhões por ano e oferece um atendimento péssimo à população. Está “mais preocupado” com a educação. Ué, mais não vai “as mil maravilhas” o Sistema COC que custa R$ 1 milhão ao ano para ensinar “pornô-marxismo” às crianças? Deve ter sido um ato falho do Gerúndio, porque ele se preocupa com o que vai “muito bem”, como veremos mais à frente.
TRIBUNA — Uma coisa é conseqüência da outra. Com todas essas obras ocorrendo, será que o sr. não pensou ainda em reeleição?
MAFFEI — Eu não descarto a possibilidade, mas se tiver alguém com condições de tocar o projeto, eu não tenho apego ao poder.
Começa aqui o humor da conversa. “Alguém em condições de tocar o projeto. Eu não tenho apego ao poder”. Rarararara. Conta outra! Que projeto? Nem isso a administração petista tem. Estão atirando para todo lado desesperadamente. Sabe de uma coisa: Seu Gerúndio deve ter, então, obsessão por Lula. Tudo que o apedeuta diz ele repete! Fora do tempo e do compasso, claro.
TRIBUNA — Quem seria alguém do PT que teria condições de “tocar o projeto”?
MAFFEI — Não precisa necessariamente ser do PT. Não é um projeto pessoal. O importante é a gente dar continuidade ao projeto de desenvolvimento social e econômico da cidade. Então, não tenho esse apego. Até porque eu estou com a Luíza com dois anos e não estou vendo ela crescer. Meu casamento — a Patrícia é uma pessoa maravilhosa, mas eu quase não a vejo, apesar dela participar bastante da vida da cidade.
Não falei que estava começando a sessão de humor. Um governo que só tem gente do PT - de todo lugar, menos da cidade - agora vem dizer que não precisa ser alguém do partido. Consigo até ver as minhas - e as suas - orelhas de asno lendo uma bobagem dessas: “Não é um projeto pessoal” . Claro que não! É um projeto partidário, cujo comando está em Brasília. (Vale aqui a possibilidade de Seu Gerúndio não saber ao certo a diferença entre pessoal e partidário, uma hipótese bastante plausível). Bem, a segunda parte da resposta não vou comentar, porque não entro nessa seara.
TRIBUNA — O sr. não está arrependido?
MAFFEI — Não, não. Eu me sinto muito incentivado. Eu acho que está melhor do que eu pensava que poderia ser. Eu estou muito motivado, mas motivado por Porto Feliz. A questão da reeleição ou não, eu acho que a gente tem de discutir no ano que vem.
Arrependido? Claro que não, não e não! “Está bem melhor do que poderia ser”. Será que está se referindo à oposição?
TRIBUNA — Ano que vem já é o ano da eleição. Preparar antes não é melhor?
MAFFEI — Olha, nós sempre nos preparamos meio em cima. Eu acho que preparar a campanha para o ano que vem é governar bem. Seja eu, seja uma outra pessoa, nosso grupo — este grupo que nós estamos conseguindo cada vez mais aumentar —, tem que governar bem.
Viram só: “Nós sempre nos preparamos meio em cima”. É, isso já deu para perceber. Creio que tem a ver com aquela história de “banho de gestão” e “ planejamento”, lembram-se? Nem a edição da resposta ajuda. Tiraram os gerundismos das respostas, tenho certeza. Esqueceram de tirar as contradições… “Nosso grupo?” Ué, mas a política da cidade não mudou? Não está todo mundo sob a mesma bandeira? Quem é o “nosso grupo”?
TRIBUNA — O sr. vê um nome para vice, caso decida disputar a reeleição?
MAFFEI — Primeira coisa: embora eu tenha a certeza de que as pessoas não saibam disso, eu tenho um relacionamento muito bom com meu vice. Luiz Gustavo é um baita de um vice. Eu tenho conversado com ele… Nós tivemos aquele problema inicial, mas ele entendeu algumas coisas, eu entendi outras, e nós estamos muito bem. Não tenho problemas com o vice. Pelo contrário, o Luiz Gustavo não me dá problema nenhum, ele só me ajuda.
“Luiz Gustavo é um baita de um vice”. Deve ser mesmo: não lhe deu trabalho nenhum. “Problema inicial” a que se refere foi o que o próprio vice chamou de “apunhalada pelas costas”.´Quem já tomou, sabe o quanto dói, mas para o Seu Gerúndio é um PROBLEMINHA corriqueiro. Rararara! Depois da “traição”, Luiz Gustavo resolveu abandonar o partido e, pelo que me disse, a política. Para Maffei, as diferenças foram superadas. Perguntem, agora, ao Luiz Gustavo se isso é verdade! Garanto-lhes que não! São pessoas bem diferentes. Ainda bem!
TRIBUNA — Hoje o PT tem alianças com quais partidos?
MAFFEI — Hoje nós estamos com uma conversação muito boa, de certa maneira um apoio, diferentemente do que aconteceu com outros governos, que sempre tinha um grupo querendo derrubar o prefeito.
Bem, deve estar se referindo ao próprio PT, do seus tempos de oposição. “Conversação muito boa” faz parte da “dialética da desinformação” do PT, ou seja, quando não há uma resposta, Enrolation Tabajara neles… “Em outros governos, sempre tinha um grupo querendo derrubar o prefeito”. Isso é uma das poucas verdades da ” entrevista”. Vocês se lembram do PT na oposição, né…? …
TRIBUNA — Quais partidos?
TRIBUNA — Hoje, até o PSDB. Eu fiquei chateado por não ter sido convidado para a palestra do Renato Amary. Eu até liguei para o Renato. Ele respondeu: ‘A primeira pessoa que eu perguntei quando cheguei foi de você, Maffei’. A gente tem uma amizade muito grande com o Renato, com o Marcusso [Edson Marcusso, chefe de gabinete do deputado]. Então eu fiquei muito chateado de não ter sido convidado, que eu iria com prazer. Acho importante o partido estar se organizando, estar trabalhando, seja oposição ou não. O importante é a gente saber que tem uma base sólida partidária na cidade. E sabendo que o presidente é o Paulo Guerini, nossa! Que bom, que bom! Até parece uma coisa de louco, porque PT e PSDB parecem gato e cachorro, mas em Porto Feliz não é, não é.
Minha nossa, até onde vai a dissimulação. O PSDB? O partido nem existe na cidade, minha gente. É uma distorção patética da realidade. Cita apenas um partido que acabou de formar uma CHAPA da qual o nome de Maffei nem passou perto. Ficou chateado, tadinho? Quer o colinho para chorar, quer..? O presidente da chapa, Paulo Guerini, nem sequer foi à visita do Âmary. Está ali só para fazer número. Não me estranha, porém, todo esse entusiasmo do petista (“que bom, que bom…”) quando é citado o nome de um empreiteiro. Soa como Piu Piu e Frajola ou Tom e Jerry. Um não vive sem o outro!Não é bem “gato e cachorro”, como quer fazer pensar o digníssimo prefeito.
TRIBUNA — E o PMDB?
MAFFEI — Tem o PMDB: eu já conversei com Lelo Tuani, Ivan Leite, Genésio Ventura.
Percebam, caros leitores, a importância dos nomes citados acima. E o prefeito diz que Porto Feliz está mudando…hehehehe. Lelo Tuani, Genésio Ventura… por que não chamam também o Tenente Genésio? Eles mudaram, nós é que continuamos os mesmos…
TRIBUNA — E o PV?
MAFFEI — O PV está com a gente no governo, com o José Carlos, o Jacaré…
E…sóóó!!! Isso a gente já sabe….rsss
TRIBUNA — Mas não é verdade que o sr. esteve conversando com o Herculano Júnior, prefeito de Itu, sobre o PV?
MAFFEI — Eu estive em Itu, mas foi para um evento, e aí eu conversei com o Herculano sobre isso também. Mas meu contato com Herculano, com a Rita [deputada estadual Rita Passos, do PV] também, é muito bom. Eu vivo pedindo emendas para ela. Não tem problema nenhum. Pessoalmente, eu não tenho problema nem com Erval [Steiner]. Eu encontrei com ele esses dias. Eu tenho uma amizade grande.
Já sabemos disso também. O evento foi a reunião da executiva estadual do PV, oras. Já adiantei aqui, também, quais foram os termos da negociação. Hoje deve ter mais. E Seu Gerúndio diz que não tem problemas com Erval. Imagine se tivesse… “Eu tenho uma amizade muito grande”. Quando diz isso, Maffei acha que “está fazendo” política”. Acha, tadinho. Precisa renovar suas leituras. Chamar Erval de amigo é hipocrisia demais. Até o entrevistador, este sim “amigo”, notou esse disparate na pergunta a seguir:
TRIBUNA — Então, o sr. é amigo de todo mundo?
MAFFEI — Quer queira, quer não, a política em Porto Feliz mudou. O pessoal esperava uma coisa e nós fizemos outra. A gente sofreu muitos ataques, mas, ao invés de revidar, a gente preferiu unir as pessoas através do trabalho. Tem, por exemplo, o Nando César e o Válter de Lara, que estão no PR; tem o pastor Gaspar, com que estou tendo uma ótima conversa. Ele está no Democratas [ex-PFL], mas pode ser que ele venha para outro partido. Xuxo, do PTB, estamos tendo um relacionamento maravilhoso, já fomos para vários lugares, inclusive já fomos ao Palácio do Governo juntos. Eu acho que estamos aí fazendo uma coisa que há muito tempo, pelo menos, na minha vida política não lembro ter visto: unindo as grandes personalidades políticas de Porto Feliz. Eu acho que é isso, temos de unir a cidade, temos de pensar no PPF: o Partido de Porto Feliz.
“A política de Porto Feliz mudou. O pessoal esperava uma coisa e fizemos outra”. Bem, deve estar se referindo às promessas de campanha do PT, só pode ser isso. De fato, falaram uma coisa e fizeram outras. “Unir as pessoas através do trabalho” é uma mentira deslavada. O que o governo de Seu Gerúndio fez foi apaniguar os amigos do PT. Um governo sem diálogo até com a população. Lembram da história dos R$ 3 reais? Quanto ao “relacionamento maravilhoso” com Xuxo, nada a declarar. Não entro nessa seara.
TRIBUNA — Então, o sr. não descarta a reeleição…
MAFFEI - Não descarto, mas não é uma obsessão. Não descarto e digo até que sou um candidato forte. Agora, vamos ver, que tem muita água pra rolar.
Outro ato falho: quem fala em obsessão é sempre ele, percebem? Por que será?
TRIBUNA — O sr. está com problemas em alguma diretoria?
MAFFEI — Acho que a equipe está redondinha. Estamos fazendo um curso de gestão e eles falam muito em ‘nós críticos’. Nós críticos sempre têm e você tem de trabalhar diuturnamente para resolver.
Problemas? Que problemas? A cidade está uma maravilha, né não? “Nós críticos” são a tar da “dialética da desinformação”, ué!
TRIBUNA — Na saúde, por exemplo, há muita reclamação.
MAFFEI — Na saúde, no Brasil todo tem reclamação. Eu acho que é a primeira vez nós temos uma médica sanitarista que realmente conhece o que é SUS [Sistema Único de Saúde]. É claro que tinha todo um grupo na cidade ligado à saúde, que dominava e perdeu um pouco o seu poder. Então, isso gera problemas. E a doutora é muito firme nesta questão. E uma das coisas que eu pedi a ela é para tratar a saúde tecnicamente, e não politicamente. Tem pessoas que fazem sua vida política em cima da saúde, aqui em Porto Feliz, então isso é um complicador. Nós temos um PSF [Programa Saúde da Família] que está redondinho e que vai servir, assim como Educação, de referência para a região. Lembra a história do médico que não ficava oito horas no posto? Vai ver lá o médico do PSF: ele fica oito horas no posto, atendendo a população. Tanto que a gente aumentou o número de consultas nos postos e diminuiu na Santa Casa.
Reclamação na Saúde? Esse pessoal da Tribuna anda atrevido, hein?!? Como ousam fazer uma colocação dessas ao prefeito-cliente? “No Brasil todo tem reclamação de saúde”, justifica-se. Oras, por que não leva a Cláudia Meirelles a Brasília. Pronto, resolvido! Como diz Maffei, uma médica sanitarista que conhece o SUS é tudo o que precisávamos. Estava no nosso inconsciente coletivo…e não tínhamos percebido.
“É claro que tinha todo um grupo na cidade ligado à saúde…” Tinha mesmo? Quem era? E quem domina agora? Mas o prefeito não falou nesta mesma entrevista que a cidade está “unida”? Ato falho, de novo. Faltou linha para tanta contradição. “Lembra a história do médico que não ficava oito horas no posto?” Claro que lembro. Tudo continua como antes, porque dona Cláudia Meirelles resolveu o caso politicamente, e não tecnicamente. Ficou combinado o seguinte: tá bom, não precisam trabalhar oito horas, contanto que aumentem o número de atendimentos. Fechado! Negocião… só para ela e para os médicos. Também, quem não topasse ia pro Caíque! é o castigo de quem ousa quesionar alguma determinação da …sanitarista.
Toda a entrevista serviu, na verdade, para justificar o recado embutido no título: “Maffei não tem apego ao poder”. Pensa que, assim, fica mais fácil aproximar-se de coligações, sua obsessão do momento. Como já disse, o governo está cada vez mais sozinho, com seus Agnaldos e cia.
Seu Gerúndio tem tanto apego ao poder que gosta da imprensa “comendo na sua mão”. Para isso, mantém uma relação de clientelismo promíscua com os jornais locais, que vivem (se é que se pode chamar isso de vida) às custas de verbas públicas dos editais do governo municipal.
O projeto de um Jornal Oficial, ah, “dá prejuízo”, dizem. Resta saber a quem? Para a municipalidade provo que não. Garanto, também, que não é mais do que se pagou pelos carros comprados pelo sistema doublê de leasing. A diferença dava para pagar, no mínimo, uns 20 anos de publicação! (Questões espinhosas assim não valem…)
Maffei não tem apego à sala de aula, isto sim. Já falei e repito o que muitos de seus ex-alunos dizem: Quando estava lecionando história, Seu Gerúndio adorava falar de política; agora que é prefeito, adora contar história. Como as loas que vocês acabaram de ver.
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 20 Jul 2007 | sob: Política
As cenas são impressionantes. Lá estão Marco Aurélio Garcia, assessor especial da presidência para assuntos internacionais, e seu assessor de imprensa, Bruno Gaspar. Nada é mais importante para o governo do que o próprio governo. “A culpa não é nossa, OBA!!!” O resto que f…. Isso é o que eles fazem atrás daquelas caras de coitados. A “privacidade” zomba da tragédia pública. Que coisa mais patética, vulgar, para não dizer outra coisa. Até que ponto vai o egoísmo de quem deveria lamentar as mortes de mais de 200 pessoas.
Não tenho o hábito de tratar assuntos do planalto que não tenham relação com os fatos locais. Mas o egoísmo, a arrogância, petulância e desaforo dessa gente mostra de forma inequívoca uma certa patologia do PT, sim senhor! Estou indignado!
Quem está acompanhando as reportagens já ouviu de diversos especialistas que, se a pista estivesse em perfeitas condições, o avião poderia pousar sem utilizar nenhum dos dois reversores. Não sou eu que estou falando, são os especialistas. E sabe por que a pista não estava em perfeitas condições? Porque este é o país da corrupção. Está provado que houve superfaturamente nas obras de Congonhas, e nem fizeram o trabalho correto nas pistas.
O governo tem culpa, sim. Não fez o que precisava ser feito e deixou a corrupção à vontade! Estão zombando de toda a sociedade. Desculpe-me, mas tenho nojo dessa gente!
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 19 Jul 2007 | sob: Política
É compreensível o desespero do Seu Gerúndio para ter o controle sobre o PV em Porto Feliz. É o processo natural de um tipo comportamento humano. Quando a água chega na cintura, bate a aflição.
Acompanhe meu raciocínio. Estamos às vésperas de ano de eleitoral. Qualquer Zé Mané em política sabe que, hoje em dia, ninguém mais ganha nada se não tiver boas alianças. É regra básica e até Seu Gerúndio sabe disso.
Pois bem, quem vão ser as alianças do PT nativo para o pleito de 2008? Por mais que haja um esforço sobrenatural para mostrar as grandes obras que a atual administração realizou - ou realizará -, o PT está sozinho no governo, com raríssimas exceções. A maioria dos partidos e pessoas que apoiaram seu Gerúndio na última eleição já não estão mais por perto. Por várias razões!
A primeira e principal delas é que Maffei não é o que se pode chamar de companheiro fiel. Muito pelo contrário. Desde que assumiu o governo, vem colecionando “traições”, como dizem seus próprios desafetos.
A empreitada começou logo no terceiro mês de governo, quando rompeu com seu vice, Luís Gustavo. De lá para cá, vários outros correligionários e siglas parceiras foram deixados para trás. Cada vez mais o “esquema PT” se fez presente, em detrimento dos “fiéis companheiros”, degolados sem muitas explicações. Não sobram nem as siglas.
Agora chegou a hora de buscar as alianças. Bateu o desespero, está evidente. Quem vai andar com Maffei pelas ruas? Aguinaldinho Leite? Ródnei Bérgamo? Rodrigo Gasparini? Cláudia Meirelles? Capitão Dias? José Carlos Júnior e Jacaré?
Óbvio que não faltarão sabujos de plantão. De algum lugar eles aparecem. São como ervas daninhas. Mas o quê, de fato, conseguirão agregar? Quais portas eles vão abrir?
O discurso, agora, segue o oportunismo pragmático do PT. Vale qualquer coisa para se obter apoio. O problema é que, depois desse tempo todo colecionando desfeitas e ingratidão, as pessoas estão atentas para não serem usadas e jogadas fora. “Ele usa as pessoas como papel higiênico”, disse um dos “dispensados”.
É, tem uma hora que o rolo acaba. Se por um lado parece fácil, por outro o PT vai ter de fazer uma força danada para arrumar quem vai desempenhar esse papel.
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 19 Jul 2007 | sob: Política
O advogado José Carlos Machado Junior conseguiu uma sobrevida no comando da diretoria provisória do Partido Verde. Por enquanto, foi só uma semaninha, mas já é alguma coisa, né não?
A façanha ocorreu graças à interferência direta do prefeito Maffei (PT), que foi pessoalmente na reunião da executiva estadual em São Paulo, segunda-feira, e conseguiu adiar a decisão sobre o comando do diretório na cidade para a próxima segunda-feira, 23.
Seu Gerúndio não mediu esforços para pressionar o prefeito de Itu, Herculano Junior, a deixar o comando do PV com seu grupo. “Colocou até bóton no peito”, disse um dos presentes.
Herculano aceitou a esgrima com uma contra-proposta: deixa o comando do PV em Porto Feliz, desde que o PT de Itu deixe de fazer oposição sistemática ao seu governo. Xeque! Êta política danada, sô! Seu Gerúndio arregalou os olhos e baixou a guarda. Segunda que vem tem novo round. Vamos aguardar…
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 17 Jul 2007 | sob: Política
Li no jornal da cidade que a prefeitura priorizará a localização do espaço para definir o terreno onde será construído o novo ginásio de esportes da cidade. Ótimo! Fiquei sabendo, também, que uma das opções está localizada ao lado do campo da Associação Atlética Portofelicense e da antiga União São Paulo, com 10 mil metros quadrados. Maravilhoso.
Imaginem só um ginásio de esportes com várias opções de lazer e recreação bem no coração da cidade? O melhor de tudo é que a área está sendo vendida por um preço mais do que convidativo, algo em torno de R$ 400 mil. Ou seja, dá para comprar tranquilamente com os R$ 1 milhão que recebeu da Schadek e ainda sobra R$ 600 mil para as obras.
Tenho minhas dúvidas se isso realmente vai acontecer. O pessoal gosta de complicar quando pode simplificar. Será que desta vou ter de dar o braço a torcer? Vamos aguardar.
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 16 Jul 2007 | sob: Política

Fui lá no show do Benedito Di Paula, sexta-feira, 13, no Tênis Clube. Sabem o que achei? Simplesmente sensacional. Os meninos do Sport Club karosso realizam uma festa de gente grande. Tudo muito organizado, sem confusão e um clima de descontração entre todos. Um exemplo irretocável!
Não é fácil realizar um evento como esse. Mais difícil, ainda, é fazer tudo sem apoio governamental. Foi na raça mesmo que Eduardo Ghiraldi, Cilinho e cia mobilizaram toda a comunidade para mostrar como é possível agitar a cidade com atrações quem agradam várias gerações.
Teve gente que ficou meio decepcionada com a performance do Benito, que não terminava algumas músicas. Eu, particularmente, já esperava um Benito mais contido. Benito é um artista sexagenário e não se pode exigir dele o mesmo pique que o consagrou nas décadas de 70 e 80.
De verdade, ele até surpreendeu. Estava extasiado. Fiquei com a impressão de que fazia aquilo com uma vontade imensurável e só não fez mais porque realmente estava no limite. Ficou no palco por mais de uma hora e meia, cantou todos os seus grandes sucessos e, por fim, realizou o grande sonho de Marcelo Campanhão, o nosso Sucuri. Muita gente pagou só para ver esse encontro. E valeu a pena.
Sucuri parecia uma criança no palco. Benedito lhe deu toda a atenção, sem frescura e sem estrelismo. Não é sempre que a gente vê uma lenda viva da Música Brasileira assim, de pertinho, lado a lado…
Teve só um detalhe que achei piegas demais. Em certo momento, o show foi interrompido para entregar ao Benito um tal de “Decreto de Visitante Ilustre”, assinado pelo Seu Gerúndio. Não sei de onde tiraram uma idéia tão brega e ultrapassada. Coisa tão provinciana quanto posar ao lado de duas baterias.
Não faz sentido parar um show bem na metade, no momento alto, para uma burocracia totalmente dispensável. O público foi bonzinho e nem vaiou. Por muito menos Lula ficou calado de corpo presente no Maracanã.
Pelo que soube, a idéia não foi do Karosso nem do pessoal da Prefeitura. O coelho inoportuno saiu da cartola do vereador Gerão, acreditem! Perdeu uma grande oportunidade de ficar quieto e aplaudir Benito Di Paula, Sucuri e o pessoal do Karosso. Estes, sim, um time que merece todo o nosso reconhecimento.
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 13 Jul 2007 | sob: Política
Os leitores do blog reclamam, com razão: andei meio sumido, de novo. Não faltou assunto, acreditem, mas alguém tem de correr atrás do leite das crianças. Vocês entendem, né…?
Bem, ainda não consegui falar com o promotor Sidney Sydow sobre o caso do Dr. Rei. Ele é uma pessoa muito ocupada. Divide a jornada entre Sorocaba e Porto Feliz e tem um calhamaço de processos. Um deles, até poucos dias atrás, era aquele que o Seu Gerúndio queria me processar por crime de calúnia. Denúncia vazia que foi devidamente arquivada pelo magistrado local.
Sydow poderia deixar a gente ver os processos que são públicos e de interesse público. Mas não deixa e nem explica por quê. O caso do Dr. Rei é um deles. Desde o ano passado ele me impede de ver a papelada. Na primeira vez, me deixou só ler, sem fotocópias. Depois, nem isso. Cheguei a lhe dizer que estávamos do mesmo lado, defendendo o interesse da sociedade. Soou como vã filosofia de jornalista “impertinente”, como ele se referiu a mim enquanto falava com alguém do outro lado da linha telefônica. Vou correr por outro lado. A vida não pára…
Mesmo assim, tenho novidades da vara do Sydow. A representação apresentada pelo advogado José Carlos Machado Junior contra a presidente da Câmara, Maria Tereza, foi arquivada. Isso mesmo! Não deu certo na Câmara nem na Promotoria. Acredito que foi o último suspiro de uma tentativa nefasta costurada nos corredores da antiga fábrica de tecido.
Júnior - O inferno astral do advogado José Carlos “Júnior”, assessor jurídico da prefeitura, não acabou. Na próxima segunda-feira, deve ser confirmada a dissolução da diretoria provisória do PV local, da qual ele é presidente. Sem o partido, que deve ficar com o grupo do ex-prefeito Erval Steiner, Júnior vai ter de se virar agora para se manter no cargo na prefeitura. Seu Gerúndio vai avaliar agora o quanto vale o seu “apoio irrestrito”
Erval - Para o lado de Erval, as coisas também não vão lá essas coisas. O ex-prefeito perdeu mais um recurso no Tribunal de Justiça. Segundo ele, há mais duas possibilidades para recorrer, que já estão em andamento. Dessa forma, acredita, estará habilitado a disputar a eleição no ano que vem. É aquela velha história: enquanto não houver transitado e julgado, todos são inocentes.
Ganha de um lado, perde de outro. Erval também está prestes a perder uma disputa de bastidores pelo diretório do PSDB. A sigla deve ficar com o grupo do deputado Renato Amary, do qual fazem parte José Mumu Paifer Menk e Eugênio Motta Neto. Aliás, o deputado estará falando sobre o assunto na próxima segunda-feira, durante um encontro a ser realizado na sede do Rotary local.
Valter “Saci” – Quem também não anda como muita sorte nos tribunais é o ex-presidente da Câmara Valter Rodrigues “Saci”, cassado depois de denúncia veiculada pela Revista Viu!. Aquela, sim, tinha substâncias para afastar o parlamentar das atividades públicas: cobrança de propina e apropriação indébita. Não essa conversa mole de “fotinha na Internet” e “retaliação”. Convenhamos…
Valter “Saci” vislumbrava voltar à Câmara por meio de um “Mandado de Segurança”. Foi rejeitado aqui, pelo juiz Jorge Panserini. Valter recorreu ao Tribunal, que no último dia 10 referendou, por unanimidade, a decisão de mantê-lo afastado do parlamento local. Valter Saci espera o resultado de mais um recurso. Esperança é a última que morre. Bem, mas isso era antes da era Lula, agora, sei lá…
Estão vendo como o caso de Saci era bem diferente do de Tereza? Eu te disse, não te disse, José?
Ah, para fechar, reproduzo abaixo a manchete do jornal O Estado de S. Paulo de domingo passado. Minha “impertinência” nunca foi gratuita. Porto Feliz é um pequeno Brasil.

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 06 Jul 2007 | sob: Política
O amigo José Netto fez um comentário no post sobre o “Rei das Inconstitucionalidades”, no qual faço referência a ele. No meu blog, amigo fica aqui em cima, do meu lado. Mas nem por isso vou concordar. Muito pelo contrário. Discordo até das vírgulas. O bom disso tudo é que, enfim, temos um assunto de interesse público para debater em público. Nada mais saudável no jornalismo. Vejam, depois eu volto:
Caro amigo Marcelo.Entro em seu blog em respeito ao mesmo respeito que você afirma ter por mim, o que agradeço.Há reciprocidade nesse sentimento assim como no carinho.
Estivemos juntos em algumas empreitadas em que eu sabia justas e repercutimos o que acreditávamos válido com o enfoque necessário.
Porém, caro amigo,nunca - e assim será - fiz ou deixei fazer uma crítica a um artigo seu ou da Viu!,independentemente de concordar ou não com sua opinião.
Quanto ao governo Lula, há duas semanas fiz minha crítica ao governo dele, afinal ele é notícia sempre.
Não gosto do PT e sempre deixei clara minha posição a respeito do partido, contudo não quer dizer que eu tenha que generalizar a ponto de arrastar pessoas que podem não ter toda a maldade que se possa imaginar.
Quando eu acreditar oportuno, tenha certeza de que criticarei a administração municipal e aqueles que a estiverem colocando em risco, como já o fiz dezenas de vezes.Será, novamente, minha opinião, meu modo de ver.
Motivos do passado sobre o PT ainda latejam no presente, e por mais que tentem mostrar um novo visual fica difícil convencer este velho escrivinhador.Pode ser tarde.
Claro que não tomarei espaço semelhante ao que o amigo me dedicou, mas destacarei somente alguns pontos de conflito. Você tem uma posição sobre eles e eu tenho outra. Fica mais fácil o entendimento deste modo.
No mais, vejo com certo lamento suas críticas à cobertura sobre a Câmara ou outras feitas pela Tribuna.Na sua opinião parece que erramos sempre.
Fique tranquilo sobre os fatos que mencionei em minha coluna na edição a que você se refere.Há procedência, tenha certeza.O diabo mora nos detalhes que, infelizmente, estão no off the record sob a égide da ética que tanto você quanto eu preservamos, principalmente nos assuntos que nos são passados com restrição.Inclusive o caso da diretora Élide.
Quanto ao caso Reinaldo Crocco Júnior posso ir além.Desde os primeiros dias de março último o processo está arquivado pelo Ministério Público local proclamando a legalidade do ato de PROCURADOR JURÍDICO EM CARGO DE COMISSÃO, ratificado pela Procuradoria do MP da capital, não havendo, portanto,nada de inconstitucional.
No mais, quando o mesmo advogado estava na Câmara o caso já existia e nem por isso foi notícia com tamanha contundência e continuidade.Não houve necessidade de minha presença na Câmara para saber disso.A distância sabíamos disso.Ou não?
O fato de o jornal dar prioridade a determinadas matérias em detrimento daquelas que você cita não faz com que ele seja omisso,ausente ou conivente.Apenas noticiamos o que acreditamos de maior importância conforme o público-leitor.
Sabe que ficaríamos horas debatendo sobre os temas que você destacou e continuaríamos com nossas opiniões, quem sabe conflitantes.
Como isto não se trata de uma resposta ao seu escrito e sim uma rápida intervenção, receba meu abraço fraterno,
José Netto”
Minha vez – O amigo José Netto está mesmo na fase shaolin, o que não o desqualifica, de forma alguma. Talvez seja fruto de seu longo tempo de labuta nessa área. Já conversamos várias vezes sobre isso.
É verdade que dividimos algumas empreitadas, da mesma forma que divergimos de opiniões. Compartilhamos o respeito, não as conveniências. Não vejo problema em criticar as suas posições, da mesma forma que sempre lhe deixei à vontade para criticar as minhas. Esse é o exercício da democracia. Não vejo sentido em restringir nossas posições à particularidade do cafezinho. Nossas convergências e divergências, acredito, são informações importantes para os leitores – tanto os meus quanto os dele – criarem sua própria opinião.
Na verdade, José Netto e eu vimos de escolas diferentes. Muito diferentes, eu diria. Isso não o torna melhor nem pior, é só uma questão de estilo, como já disse. “Não vamos ficar debatendo horas sobre isso”. Ok, concordo.
Ademais, vamos sim, entrar nos “detalhes do diabo”, oras. Não cabe a nós, jornalistas, o papel de “Deuses” para administrar a informação que o leitor deve ou não ficar sabendo. Sob a égide da ética só há espaço para o interesse do leitor. O off the rercord ao qual ele se refere pode ser, sim, um detalhe, mas não a pilastra-base de uma ilação. Jornalismo é, antes de tudo, fatos. Se uma fonte não sustenta o que diz, não merece credibilidade. Devemos, no mínimo, desconfiar. Afinal, o ceticismo, este sim, é uma das bases do bom jornalismo.
Fico surpreso em saber, também, que o caso Crocco foi arquivado pelo Ministério Público, como diz o amigo. Pelo jeito, está acompanhando o assunto, embora não compartilhe com seus leitores. Não creio, porém, que esse seja o final da história e nem que isso seja um fato de irrelevância jornalística. Vale lembrar que o Dr. Rei foi reconduzido ao cargo de PROCURADOR-POR-NOMEAÇÃO depois de ficar quatro anos recebendo PENSÃO ILEGAL da municipalidade. São cerca de R$ 53 mil de dinheiro do contribuinte. Meu, do José Netto, seu e de todos aqueles que pagam impostos na cidade. Isso é ilegal e o Dr. Rei não tem condições morais para ocupar a função de procurador do município. Tudo bem que temos senador que recebe dinheiro de empreiteira e continua no cargo, na cara-de-pau, mas não podemos deixar que essa erva daninha floresça por aqui. Essa é minha posição e minha convicta opinião. Quanto aos aspectos constitucionais, volto em outro post para abordá-los especificamente. Pode ter certeza!
Quanto à linha editorial do seu jornal, o amigo José tem toda a autonomia para conduzir da forma que achar melhor, óbvio. Como veículo de informação pública, porém, permita-me discordar de alguns pontos. Não de todos, como ele diz. Só daqueles que, a meu ver, fazem grande diferença.
Ouvir o outro lado, por exemplo, é básico. O insucesso de uma empreitada, como foi o caso da Tereza, não justifica estender a inobservância aos demais assuntos que lhe dizem respeito.
Como José Netto bem sabe, já faz mais de um ano que a prefeitura de Porto Feliz não fornece informações a mim nem à revista da qual sou editor. Problema dela. Tenho uma pastinha na qual coleciono e-mails enviados com perguntas sem respostas. Se ela não tem respeito pelos leitores, pela população e não sabe fazer a sua parte, problema dela. Eu faço a minha: pergunto!!! Sempre, quantas vezes forem necessárias.
Desculpe-me, amigo, se às vezes - ou sempre - pareço “ácido” demais, como você sempre brinca. Você sabe que debaixo dessa casca dura de jornalista existe um grande coração. Por hora, agradeço a leitura, o comentário e a consideração. Sei que responder a “críticas” não é um de seus pratos prediletos. Espero tê-lo sempre por aqui, mesmo que seja para discordar! Abraços fraternos