Como vocês já devem ter visto no site da Revista Viu!, acabou frustrada a tentativa do grupo governista de dar uma rasteira na presidência da Câmara, Maria Tereza de Moraes. O assessor jurídico Antonio Bazzo, a quem os parlamentares orquestrados com a causa depositavam suas últimas esperanças, acabou referendando o parecer do colega Eugênio Motta Neto. Disse, até, que o arquivamento da forma como foi feito era “regimental”. Mesmo assim, preferiu uma saída conciliadora ao sugerir que o requerimento fosse a plenário. Uma forma elegante de acabar de vez com essa história absurda.

Gostaria, sinceramente, que a ação dos nobres parlamentares fosse mesmo um suspiro ético. Está evidente que não é. Trata-se de uma manobra para dar continuidade à polêmica que atravancou por várias semanas as atividades da Câmara entre o final do ano passado e início do ano legislativo de 2007, quando os dois grupos disputavam a presidência da Casa.

Pelo jeito, Vartão de Lara, Nando César e os vereadores do PT não aceitaram a derrota e tentavam, agora, um novo artifício para tentar tirar Maria Tereza da presidência. Só isso justifica o jogo baixo evidentemente orquestrado com outros mecanismos ligados ao poder do executivo.

Se fosse diferente, poderiam os nobres parlamentares governistas a abrir uma CEI. Como já disse aqui e alhures, a instauração de uma Comissão de Inquérito é automática e, se mostrasse evidências, poderia levar à abertura de uma Comissão Processante (CIP) com a conseqüente possibilidade de cassação. Ou seja, outro caminho - o certo - para ser obter o mesmo objetivo.

Aí fica clara a diferença de intenções do papel desempenhado pelos vereadores da bancada do Seu Gerúndio. Agem como agentes do governo, não como guardiões da lei e representantes da população. O que poderia ser um suspiro ético, na verdade não passa de uma manobra política de estatura inferior à cintura.

Como se não bastasse, ainda usam um servidor comissionado em cargo de confiança para encabeçar a pantomima. O mesmo funcionário público que, ao ganhar o cargo, anunciou “apoio irrestrito ao PT”. É politicagem barata demais para uma cidade repleta de necessidades como Porto Feliz. Assim fica difícil de crescer. Lamentavelmente!