A polêmica em torno das apostilas COC continua rendendo debates acalorados na imprensa, em especial nos blog de jornalistas como Reinaldo Azevedo e Luis Nassif. Até a vereadora de São Paulo, Soninha, entrou na briga.

Como todos os leitores daqui sabem, a administração petista adotou (sem licitação, vale lembrar) o sistema em Porto Feliz e paga mais de R$ 900 mil ao ano pelas apostilas. É, sem dúvida, um bom gancho (como chamamos no jornalismo) para abordar o assunto aqui. Afinal, qual o custo/benefício em pagar por apostilas de conteúdo polêmico, se o Ministério da Educação oferece material didático com qualidade avaliada por custo zero?

Tenho minha opinião pessoal, como já deixei claro. Nunca omiti, porém, qualquer informação que fosse útil ao leitor formar o seu própria opinião.

A imprensa amiga, aquela que recebe verbas publicitárias do governo - só publica o que interessa aos interesses proselitistas do petismo. Infelizmente, não é só aqui não. Essa gente tem escola. Veja a seguir trecho de texto publicado pelo Reinaldo Azevedo.

“O tal material do COC, que está no início dessa polêmica, é, com efeito, muito ruim. Pior: quando a mãe de uma aluna escreveu um texto num site acusando o problema, tentaram usar a Justiça para calá-la, dado que Nassif, até agora, esconde. E nem isso faz com que Deus tenha mandado o dilúvio para destruir Sodoma e Gomorra ou que o neolítico tenha chegado ao fim com o advento das classes sociais.

Tenta-se, obviamente, tirar da pauta os erros e acusar a conspiração, no melhor estilo petista — aliás, diga-se, muitas das personagens envolvidas no episódio, a começar de Nassif, são versadas nos métodos do partido. Chaim Zaher, dono do Sistema COC, que é de Ribeirão Preto, pertence à grande legião de amigos do deputado e ex-ministro Antonio Palocci (PT-SP). Era também muito próximo de Ralf Barquete, que aparece no rumoroso caso dos dólares de Cuba. Sugiro que vocês façam uma pesquisa na Internet a respeito. Há, parece, nisso tudo, muito de rancor.

Tenham a santa paciência! Alguém realmente imagina que, a partir de uma nota dada neste blog, o Grupo Abril iria mobilizar a revista VEJA para atacar um suposto concorrente de Ribeirão Preto no segmento de livros didáticos, quando, havia pouco, a parceria de tal grupo com escolas públicas tinha sido elogiada pela revista e pelo próprio blog? Acham o quê? Que o diretor das editoras me ligou, voz cavernosa, na calada da noite, com a ordem: “Vamos lá. Operação COC, Reinaldão!” No dia seguinte, cumprida a ordem, liguei para a VEJA: “Fase Um concluída”. É claro que ninguém acredita nisso. Nem Nassif. Ele é apenas apparatchik daqueles que têm a ambição de ser inimigos da VEJA. Em seu blog, ele ataca a revista; no dele, Zé Dirceu faz o mesmo com o Grupo Globo (ver próximo post). Ambos têm em comum pertencerem ao iG, onde também está Paulo Henrique Amorim” Leia íntegra aqui