Fevereiro 2007

Arquivo Mensal

Valores de obra na Câmara assustam nova presidente; só a porta custa R$ 8 mil

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 28 Fev 2007 | sob: Política

Esta é fresquinha. O vereador Nei do Mercadinho me informa que a presidente da Câmara, Maria Tereza de Moraes, mandou parar as obras de reforma do prédio. Nei não soube dar detalhes, mas me deu uma pista: só uma das portas custaria R$ 8 mil aos cofres públicos. Ulalá! A obra toda estaria orçada em mais de R$ 100 mil. Ulalala…lálá

Falei com a presidente agora há pouco e ela me confirmou. Está assustada com os valores e quer reavaliar os procedimentos. Tereza afirma que sua intenção era realmente parar imediatamente as obras, mas foi orientada pela diretora da Câmara, Élide Martorano, a “dar continuidade para não precisar pagar os dias parados dos operários”.

O alto custo da obra, que não inclui nem a reforma do piso, assustou os demais vereadores da oposição. “Sugeri a presidente que consultasse o jurídico para interromper as obras imediatamente, até que seja realizada uma auditoria”, diz o vereador Gerão.

Neste momento, Maria Tereza está reunida com os membros da mesa, José Alberto “Mumu” e Miguel Arcanjo, mais o engenheiro Thiago Schetini e o mestre de obras contratado para discutir o assunto.

Ressaca de carnaval

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 28 Fev 2007 | sob: Política

Não passei o carnaval na cidade, então as informações vão chegando aos poucos. Já falei, por exemplo, do problema do carro de som, que pifou - de novo - e deixou muita gente na mão. Enquanto o Xééé-xi estiver na diretoria de Turismo não esperem coisa melhor. Com já disse, errar é humano, persistir no erro é…gerundismo.

Pouco barulho por muito dinheiro - A prefeitura pagou caro para um som que pifou pelo segundo ano consecutivo. Foram mais de R$ 50 mil (Veja publicação oficial abaixo) O valor é três vezes maior dos R$ 15 mil que recebeu, por exemplo, a escola de Samba Acadêmicos da Barra Funda, que desfilou com 350 componentes, carros alegóricos etc. Não é difícil imaginar porque a Monções e muitos blocos da cidade não quiseram desfilar. Esse negócio de Trio Elétrico é muito mais rentável, mesmo que pife no meio do caminho.

extrato - extrato

Multidão - Um leitor me chamou a atenção para a manchete do jornal de Itu: “Carnaval de rua de porto atraiu mais de 40 mil pessoas às ruas da cidade”. Bem, levando-se em conta que a cidade tem 50 mil habitantes, imaginamos que só sobrou a população da zona rural. É isso que dá quando se faz jornalismo “satélite”.

Pretensão tamanho família - Outro folião me chamou a atenção sobre o discurso do diretor de Meio Ambiente, Carlos Alberto de Campos, que insistia em divulgar ao microfone do palanque que “o carnaval de Porto Feliz era o melhor do estado de São Paulo”. Poxa, e eu perdi essa, hein? É, Carlão perdeu a barriga, mas a pretensão…”

Morando com o inimigo

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 27 Fev 2007 | sob: Política

Lembram-se do empresário Valter Balsimelli Netto, que deu um baile no vereador Vartão de Lara (PL) nos depoimentos às CEIs que investigam a relação da Oscip Ágere com a Prefeitura? Pois é, gente, o sujeito arrumou o maió barraco no condomínio Vitassay em Boituva. É, lá mesmo, onde o motorista Florival Mariano foi buscar, junto com o “coitado-do-menino” Xé-xi, os tais cheques que abriram muitas suspeitas.

O problema é complexo, mas vou tentar dar uma resumida breve. A questão toda é que parte do condomínio não está legalizada junto à Prefeitura. Pelo que soube, eram dois sítios e, em vez de registrar os loteamentos, o proprietário fez um “desdobro”. Dessa forma, uma área está registrada oficialmente; a outra, não.

E como o Balsimelli entrou nessa história? Colocou o Insituto Ágere, presidido pela sua mãe, dona Latife Sultani, para intermediar um acordo. Até aí, tudo parecia normal.

Parecia. Quando se deram conta, os moradores perceberam que toda a grana que deveria ser utilizada para o asfaltamento das ruas (apesar de alto padrão, o condomínio tem ruas de chão) estavam caindo na conta do…Instituto Ágere. Ao todo, seriam R$ 3 milhões (ulalá…), dos quais R$ 500 mil já estavam na conta.

Os novos diretores da Associação dos Proprietários e Moradores do Vitassay (APMV) correram na Justiça e conseguiram revogar o acordo. Os R$ 500 mil agora estão em uma conta judicial, até que acabe o imbróglio.

Balsimelli, por sua vez, está mostrando na cidade vizinha toda a “expertise” que utilizou para convencer o prefeito Cláudio Maffei a lhe confiar R$ 180 mil para a Festa das Monções e mais de R$ 1 milhão para a construção de escolas. Uma Oscip construindo escolas? É isso mesmo. Constrói escolas, intermedia acordo em litígio em construções irregulares etc. Balsimelli é eclético quando o assunto é dinheiro.

Mas não é só isso que preocupa os moradores do Vitassay. Todos lá estão assustados com a forma como Balsimelli trata a questão. Um fonte me contou que o empresário da BWA costuma amedrontar funcionários, assusta os moradores mais antigos e é extremamente “prepotente” e “arrogante”no tato com as pessoas. “Esses R$ 500 mil pra mim não é nada, não preciso disso”, teria dito ele.

Volto mais tarde para explicar melhor essa história, que é de arrepiar. Por enquanto, vale lembrar que O instituto presidido pela mãe de Balsimelli, dona Latife, está sob investigação do Ministério Público de Porto Feliz. Ou seja, são dois processos aqui, mais um Boituva.

Tá vendo, Gerundio, onde cê foi amarrar seu burro? Depois não fique bravo quando alguém diz certas verdades!

Audiência em alta: Blog bate 7 mil visitas

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 27 Fev 2007 | sob: Política

Em menos de quatro meses o bloguinho aqui bateu 7 mil visistas. Tendo em vista que o enfoque é praticamente todo local, está ÓTIMO! Só tenho a agradecer a audiência!

Viviane Lisboa, pra lavar a alma

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 27 Fev 2007 | sob: Cultura

Ufa, até que enfim colocaram uma nova Garota Viu! Mas valeu a pena a espera. Viviane Lisboa, 18 aninhos, está simplesmente exuberante nas lentes de Flávio Torres. Ela foi capa da edição de fevereiro e todo mundo ficou curioso para conhecer um pouco mais daquele rostinho lindo: “mas quem é essa menina?”, perguntavam, uníssonos. A Viu! agora sacia a sua…curiosidade! Abaixo, só uma gotinha da sensualidadeda garota! Tá bom, vai, duas então…Veja as demais fotos AQUI

mina - mina

mina3 - mina3

Brasil Instrumental reúne grandes nomes em Tatuí

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 26 Fev 2007 | sob: Cultura

raul de souza 1 - raul de souza 1

Tem gente que vive arrumando desculpas para deixar de fazer algumas coisas importantes na vida. Uma delas refere-se ao lazer, com os amigos ou a família. Bem, vai aí então uma dica musical. A partir de amanhã, 27, o Conservatório de Tatuí estará recebendo alguns dos grandes nomes da música brasileira, no 7º Brasil Instrumental. O evento vai até 4 de março, com a participação de Itiberê Zwarg, Proveta, Moderna Tradição, Rosa Passos, Ná Ozzetti e Vinícius Dorin, entre outros.

O valor dos ingressos são, digamos assim, simbólicos: R$ 3 (R$ 1,50 idosos e estudantes), na bilheteria do teatro que fica na rua São Bento, 415. Já as apresentações que acontecem fora do teatro – em cafés, livraria e num espaço alternativo – têm entrada franca. Veja abaixo.

Tatuí fica pertinho de Porto Feliz (cerca de 45 km). Com a nova via de acesso, não precisa nem entrar em Boituva. Trata-se, sem dúvida, de uma grande oportunidade de ver músicos da envergadura de de Rosa Passos e Paulo Paulelli (quarta, 28, 21h), Ná Ozzetti e André Mehmari (quinta, dia 1º, 21h), Renato Borghetti (sexta-feira, 2, 19h), da Banda Brasil Instrumental em homenagem (e com a presença de) ao Maestro Branco (sexta-feira, 3, 19h) e Raul de Souza (sábado, 3, 21h).

Para Paulo Braga e Paulo Flores, organizadores do 7º Brasil Instrumental, o evento é um “palanque da música instrumental brasileira”. “Há nomes que vêm aqui e são mais conhecidos fora do país do que no Brasil. Esses noves dias são dedicados aos maiores músicos instrumentais deste país”, afirmaram.

Viram? É alto nível. Não deixe a preguiça te vencer! Veja a programação completa no www.cdmcc.com.br. Informações pelo fone (15) 3251-4311.

Ah, a foto lá de cima é do Raul de Souza, o Raulzito, que toca no sábado, 3 de março. Claro que estarei por lá. Inté!

A sincronia da objetiva de Domício Pinheiro

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 25 Fev 2007 | sob: Cultura

blogjuca2 1  - blogjuca2 1

A foto acima é de Domício Pinheiro (1922-1998), um dos maiores fotógrafos esportivos que o Brasil já conheceu. Uma de suas características era a precisão no registro da imagem. Isso, vale lembrar, em um tempo em que as máquinas fotográficas ainda não dispunham da tecnologia que existe hoje, com focos automáticos etc.

Domício sabia dar o clique certo, no momento exato, razão pela suas fotografias viraram referência do jornalismo esportivo, em especial sobre o futebol

Na imagem de cima estão Djalma Santos, Djalma Dias e Procópio, no Plalestra Itália, em 1965. Subliminarmente, a sincronia e harmonia de um time de grandes craques e que viveu um momento glorioso na chamada Academia. Este é um dos segredos da “alma” da fotografia. Reparem os detalhes: os pés, os braços e…os olhares. Todos em uma mesma direção, nos memos objetivos.

Domício fez outros registros que marcam história na fotografia. Lembro-me de pelos dois deles: a foto da perna quebrada de Mirandinha (veja abaixo); a outra, talvez a mais magistral, é a imagem de Pelé com uma “auréola” na cabeça, formada pela campana desfocada de uma tuba. Simples e sensacional!

mirandinha - mirandinha

Quem viver, verá…!

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 25 Fev 2007 | sob: Política

Leio os jornais da cidade e me impressiono. Não deveria, mas ainda me chama a atenção o exercício de futurismo praticado pela imprensa nativa. Nada foi feito, mas tudo está para acontecer. Vejam só: vamos ter um praça revitalizada como era antigamente; vamos ter uma nova avenida de acesso (Dr. Antoninho); Vamos ter, ainda, um distrito industrial, esgoto 100% tratado; gás encanado etc…

Vamos ter novos empregos, também. Muitos, acreditem. É o que dizem os jornais e quem somos nós, pobres mortais, para duvidar. Reparem só quantas empresas chegaram na cidade nesses últimos anos. Não chegaram ainda. Ah, mas vão chegar, é a mesma coisa.

Quem é que pauta o futurismo de “nossa” mídia? Ora, os repórteres são ávidos, dinâmicos e sabem das coisas. E como sabem. Não param um minuto na redação. Estão sempre atrás de novas notícias e informações exclusivas. Saltam, rastejam, dão piruetas. Tudo por uma informação precisa e de grande impacto na vida dos leitores. Quem viver, verá!

Vem aí o Ministério da Justiça Pelas Próprias Mãos

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 23 Fev 2007 | sob: Política

Lembram-se daquela história de “radicalizar democracia”? Olhem só o que está vindo por aí no texto de Guilherme Fiuza, colunista do www.nominimo.com.br.: “O clima de pega-chuta-lincha que vem se espalhando por aí, depois dos últimos episódios de violência urbana, está ótimo para propostas de “democracia radical”. Como se sabe, democracia com adjetivo é um perigo.

Mas é preciso jogar a toalha: maior do que a força da verdade, do que a força da fé, é a força da demagogia. Ela é imbatível. “Os políticos fracassaram! Deixa que o povo faz!” Quem resiste a um apelo desses?

As seções de cartas dos jornais estão inundadas por manifestos irados pedindo a cabeça dos políticos, pedindo a pena de morte, gritando basta e dando receitas de fundo de quintal para a restituição da moralidade pública.

A ministra do STF Ellen Gracie argumentou que o Estado não pode legislar sob comoção, e quase foi linchada também. Burocrática, insensível, masculinizada, marajá que só pensa no seu salário, e daí para baixo – foi o que Ellen Gracie teve que ouvir por aí. Definitivamente, o momento não está para ponderações. Quem não tiver uma proposta radical, que se recolha à sua desumanidade.

Esse é o caldo de cultura típico, perfeito, inconfundível para a apoteose do populismo. E ele explodirá neste segundo mandato de Lula, podem aguardar, com potência sem igual na história do Brasil pós-ditadura militar. Seu codinome é reforma política.

Os ingredientes estão todos aí. A excitação de José Dirceu em seu blog é comovente. Marco Aurélio Garcia solta libelos eufóricos para a companheirada do PT e para o núcleo mais ou menos duro do governo. Finalmente é chegada a hora de tomar o Estado em nome do povo. “O Estado são vocês! (quer dizer: nós)” E aí não poderia faltar a ordem unida do “intelectual” Tarso Genro.

O provável futuro ministro da Justiça, o homem que decretou que a democracia está velha e as leis não servem mais para fazer justiça, este incrível arauto do rejuvenescimento das instituições com seu moderno botox ideológico, tem a receita governamental para levar o poder às mãos da sociedade.

O texto de reforma política proposto por Genro e chancelado por Lula libera geral as consultas populares, sem terem mais que passar pelo Congresso Nacional. Afinal, esses políticos são mesmo uns corruptos sem alma.

Com seu desapego às leis e à velhice das instituições, Genro se habilita a ser o primeiro ministro da Justiça Pelas Próprias Mãos. Vamos deixar que o povo toma as providências.

Na Venezuela, como se sabe, isso foi uma beleza. Hugo Chávez aproveitou o cheque-cidadão do petróleo caro, vitaminou sua popularidade e foi perguntando ao povo se ele deveria convocar um novo Congresso, se ele deveria mudar a Constituição, se ele deveria fazer tudo o que lhe desse na telha – e o povo foi dizendo “sim! Sim, comandante!”, até dar-lhe o poder da reeleição eterna e de governar por decreto, dando aos parlamentares férias remuneradas e sem data para acabar.

Pelo menos não se pode acusar o PT de falta de coerência. Sempre disseram que era preciso derrotar a imprensa burguesa, sempre praticaram a ocupação política do Estado para entregá-lo ao povo (o “povo”, claro, significando os sindicalistas, os delúbios, os silvinhos, mas cada um define povo como bem entender), sempre pregaram, enfim, uma democracia sem intermediários – como disse Lula em seu discurso de posse – para que a pureza do PT pudesse finalmente fazer emergir o governo do povo.

Que venha a reforma política do Lula. Mas o Brasil ainda vai ter muita saudade da sua velha democracia com rugas, com políticos, com instituições independentes – enfim, cheia de intermediários.”

Das Utopias - Mário Quintana

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 23 Fev 2007 | sob: Política

Se as coisas são inatingíveis… ora!
não é motivo para não querê-las.
Que tristes os caminhos, se não fora
a mágica presença das estrelas!

Música para lavar a alma do Carnaval AQUI

Vem mais barulho por aí

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 22 Fev 2007 | sob: Política

O carnaval acabou, a folia não. Seu Gerúndio agora diz que vai colocar uma Oscip (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) para administrar a Escola de Música. Em Porto Feliz nada pode funcionar bem que logo aparece uma sugestão mirabolante. Seu Gerúndio tem dessas coisas: alguém lança uma idéia e, se ele gostar, embarca. Depois vai ver se foi bom ou não. Vide o que aconteceu na Semana das Monções, Agrofest, Jogo do Daniel etc

Se Gerúndio realmente estiver interessado em estudar um pouco mais a fundo o assunto, vá antes investigar o que está acontecendo no Conservatório de Tatuí, que desde o ano passado adotou, por determinação do governo Alckmin, o sistema de co-gestão com uma Organização Social (OS). É quase a mesma coisa de Oscip, só mudam alguns aspectos jurídicos.

Na parte administrativa, porém, muda-se muita coisa. Para melhor? Bem, não é dessa forma que o pessoal de Tatuí encarou a mudança. Referência internacional o em música na América Latina, o Conservatório vem enfrentando muitas dificuldades com novo sistema. Uma delas - e talvez a principal - diz respeito justamente às responsabilidades que cabem a cada uma das partes: governo e instituição.

O que aparentemente seria uma “automonia”, acaba muitas vezes se transformando em uma “dependência”, controlada por um sistema burocrático demais e sem critério específicos.

Seu Gerundio adora entrar no barulho dos outros. Se realmente quer entrar nesse, que investigue melhor. Se não vai desafinar. De novo!

Errar é humano. Persistir no erro é…gerundismo.

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 21 Fev 2007 | sob: Política

Tem certas coisas que de tão ruins a gente tenta esquecer. Mas não tem jeito. A diretoria de Esporte e Turismo de Porto Feliz tem uma capacidade incrível de fazer valer a sua incompetência.

No Carnaval do primeiro ano da gestão Maffei (2005), a desculpa era de que tudo estava em “cima da hora”. Não houve desfile de escolas de samba e a folia ficou restrita aos blocos.

No mesmo ano, o diretor Chechi Junior ainda mostrou a quê veio: contratou uma tal de Oscip Ágere, desembolsando R$ 180 mil de verbas públicas, para fazer a “Semana das Monções”. O diretor-courier foi até buscar cheques em Boiutuva… Bem, todo mundo sabe o resto da história. Foram abertas duas Comissões Especiais de Inquérito (CEIs) e os processos ainda estão sob investigação do Ministério Público.

No ano passado, outro fiasco. O carro de som quebrou e a departamento responsável em dar o suporte às escolas deixou todo mundo perdido na avenida. Antes, porém, houve um certo imbróglio com relação a contratação da empresa que iria fazer segurança. Resultado: o público ficou revoltado, as escolas e blocos descontentes e a Prefeitura despejou um caminhão de desculpas pelos “imprevistos” .

E este ano, sabe o que aconteceu? A Monções não quis desfilar e, embora tenha uma outra justificativa, todo mundo sabe que os problemas técnicos-financeiros do ano passado deixaram o grupo de dirigentes da escola desgastados e descontentes com a organização o desfile.

Não foi só a Monções que ficou de fora. Vários blocos tradicionais, como Banda Angélica e Cirrose, não quiseram participar da brincadeira. A Gaiola das Virgens também afirma que fez seu desfile derradeiro. Motivo: desorganização.

Este ano, outra vez, um erro (mais um?) na publicação do edital para contratar a empresa de segurança por pouco não deixa todos a ver navios.

E o carro de som, deu problema? Pifou, sim senhor, de novo! E tome vaias….Cadê o Chechi, algum desavisado perguntou? Foi dormir… Ufa, ainda bem. Não acorda não…

Errar é humano, insistem; persistir no erro é… gerundismo.

E o PT saiu vitorioso

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 16 Fev 2007 | sob: Política

Já disse abaixo e vou repetir. Na minha modesta opinião, o PT levou a melhor na queda de braço com a oposição. Saiu de uma ssituação de extrema desvantagem - iria perder a eleição - e conseguiu ainda dois lugares na mesa. Mas são dois cargos inexpressivos, pode argumentar alguém. Tá bom, são inexpressivos em termos. É só dar uma dor de barriga na Maria Tereza que Robertinho assume. Daí, tem maioria.
Outro detalhe. O PT transformou Valter de Lara, antes inimigo declarado de Maffei, em parceiro. Alimentou-lhe a esperança de tranformá-lo em presidente e, no fim, ficou com as duas cadeiras. Vartão ficou de fora. Nando também. Ou seja, não são cadeiras de aliados, que podem futuramente se transformar em adversários, o que é absolutamente “normal” em política. São cadeiras de petistas. Isso faz uma grande diferença. Só a oposição não percebeu.
Resta saber se o PT vai concordar em ajudar na reeleição de Valter de Lara utilizando-se do mesmo expediente da administração anterior. Acho difícil isso acontecer, razão pela qual acredito que a corda vá arrebentar bem antes. Mas é só um palpite.

Nando evoca Lúcifer e cede acordo; PT emplaca 2 na mesa

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 16 Fev 2007 | sob: Política

Ufa, até que enfim os excelentíssimos senhores vereadores chegaram a um acordo. Deram um bela volta para cair em um lugar comum. O presidente Nando César admitiu estar “desgastado”, depois de um ácido discurso na noite de quinta-feira, quando afirmou que “nem Lúcifer nos seus dias maior de fúria conseguiria ser tão maldoso”. Não me lembro se foram bem essas palavras, mas citou Lúcifer e algo nesse sentido, em resposta à carta renúncia de Gerão e Levi e, indiretamente - ou diretamente - ao advogado Eugênio Motta Neto.

Bem, hoje de manhã veio o acordo. Dois de cada lado: Maria Tereza (PL) ficou com a presidência e José Alberto “Mumu” (PFL) com a primeira secretaria; do outro lado, o PT emplacou dois: Robertinho, vice presidente, e Miguel Arcanjo, segundo secretário.

Mas essa proposta já tinha sido feita antes, não? Exatamente, mas de outra forma. O secretário seria Levi Rodrigues. A troca pelo nome de Mumu foi exigência do PT.

O PT també fez outras exigências: a não-recontratação do advogado Eugênio Motta Neto; a permanência do advogado Keko e do assessor de imprensa Zito Sanna.

Nando não falou nada sobre recontratar a máquina de cafezinho. Hehehehe

Por tudo isso, acredito que o PT levou uma ligeira vantagem. A oposição estava com o jogo ganho, ma preferiu ceder para abreviar a “tortura”. Pode vir a sofrer mais tarde. É só um palpite!

A burrice travestida de verdade

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 16 Fev 2007 | sob: Política

“Não há nenhum pensamento importante que a burrice não saiba usar, ela é móvel para todos os lados e pode vestir todos os trajes da verdade. A verdade, porém, tem apenas um vestido de cada vez e só um caminho, e está sempre em desvantagem”. A frase é de Robert Musil , em O Homem sem Qualidades. Eu a vi, entretanto, no blog do Reinaldo Azevedo e estava esperando a oportunidade para mostrá-la a vocês.

Digo isso porque o jornal de Itu reproduziu hoje a matéria de Veja sobre a sistema COC, destacando Porto Feliz como uma das 10 melhores do estado. Isso não é verdade, veja (não a revista) os rankings da Prova Brasil no post anterior, abaixo. O hebdomadário também não fez nenhuma referência à matéria da IstoÉ, que diz exatamente o contrário. Mas seria pedir demais que mostrasse todos os lados. Entendo.

Prefiro acreditar que Veja (a revista) foi induzida a erro. Acontece. Se fosse levar a revista da Abril ao pé da letra Lula já teria sido cassado, Alckmin teria ganhado a eleição e Porto Feliz seria exemplo de educação para o resto do país. Menos, bem menos….
Mas os fatos estão aí. Se você lê este blog é porque aprecia a informação por completo. Até quem não gosta de mim sabe disso. Então, tire suas próprias conclusões.

IstoÉ x Veja. Briga de cachorros grandes só pode dar nisso: desinformação

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 15 Fev 2007 | sob: Política

Se há uma coisa que eu prezo é informação correta. Não que eu nunca erre. Erro, sim, mas não tenho vergonha de admitir e corrigir.

Pois bem, vou voltar ao caso das matérias de IstoÉ e Veja, falando mal e bem, respectivamente, do sistema apostilado de ensino (COC) e citando como exemplo Porto Feliz.

Falei há pouco com a repórter Camila Antunes, autora da matéria que saiu em Veja no fim de semana e que já reproduzi no blog. Queria saber onde ela conseguiu as informações que apontavam Porto Feliz entre as sete (ou dez) melhores escolas da Prova Brasil, exame do Ministério da Educação, como faz entender o texto. Foi atencisosa e, em seguida, me passou o e-mail com os rankings. Confiram a seguir. Depois eu volto.

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Perceberam? Porto Feliz não está na lista das 10 . O mais perto que encontrei foi Porto Ferreira. Voltei a ligar para Camila, que respondeu que, de fato, Porto Feliz não está nesta lista e que foi citada na matéria “apenas como exemplo” das que estão bem pontuadas no ranking geral. “Mas que posição” , questionei? A repórter desculpou-se, disse que estava atarefada e pediu para eu ligar direto para o senhor Adriano, do próprio COC, que lhe passou as informações.

Questionei, ainda, se ela havia visto a matéria da IstoÉ, com enfoque totalmente diferente sobre o sistema apostilado. Disse-me que leu a matéria da “concorrente” (ela mesma usou essa expressão), mas que Veja tem sua própria linha editorial e que não se baseava em questões “mercado” (depois explico isso lá embaixo).

Perguntei, também, se era “coincidência” o fato de Porto Feliz ter sido citada nas duas matérias (Veja e IstoÉ). “Não vi se foi citado na matéria da IstoÉ”, respondeu-me. Ué, mas ela não disse que havia lido a reportagem? “Mas realmente eu não me envolvi nessas questões políticas”, destacou.

Camila ainda me explicou que Porto Feliz foi citada no seu texto por se tratar de uma cidade próxima de São Paulo e já tinha um “esquema” para ela visitar e conhecer os alunos, porque nas outras cidades não tinham começado as aulas ainda. “Porto Feliz é um exemplo, que teve média superior no Brasil”. Teve? Quanto foi? Cadê? Mas em Porto Feliz as aulas também começaram no dia 12, quando a revista já estava nas bancas. Que “esquema” é esse?

“Foi o pessoal do COC que passou essa pauta para vocês?”, perguntei. “Não, é claro que eles me ajudaram, mas não foi”, esclareceu-me.

Não tenho porque duvidar da Camila, que me atendeu com a maior atenção. Mas confesso que ainda estou cismado com essa história. Acredito que Porto Feliz virou osso no meio de uma briga de cachorros grandes, como dizem por aí. Explico.

Por trás da matéria da IstoÉ estão os interesses da Editora Nova Geração, que produz livros didáticos e cuja empresa pertence ao mesmo grupo da Editora Três, que publica a revista semanal da família Azugaray. Funcionam até no mesmo prédio, ali na Lapa de Baixo, pertinho do meu saudoso Jornal da Lapa. Veja bem, não estou questionando a veracidade da matéria de IstoÉ, mas é fato que ela atende aos interesses de empresas co-irmãs.

E Veja, que interesse tem com isso? Pelo conteúdo da matéria (ou falta dele), muita coisa, menos o de informar corretamente o leitor. Pode ser até que seja uma oportunidade de tirar uma “casquinha” da, como diz Camila, “concorrente” e jogá-la para o fundo do poço, uma vez que é sabido que a Editora Três atravessa momento difícil, inclusive com greve de funcionários deflagrada nesta semana. Mas isso é só uma ilação minha. Só isso.

Parece-me que Veja fez a mesma coisa, com todo o respeito a colega Camila Antunes. A matéria “Escola pública, gestão particular”não traz nenhum dado concreto do que afirma o seu contexto, exaltando o sistema apostilado do COC. Vejamos alguns exemplos:

Diz o olho da matéria de Veja: “Uma parceria que melhorou o ensino público em 190 cidades brasileiras”. Ok, muito bem, mas quais escolas? Onde? Logo depois, o logo afunila, assim: “O exemplo mais bem-sucedido desse modelo veio de sete municípios do interior de São Paulo. Eles sobressaem no ranking do estado”. Ok, mas que sete municípios são esses? Será que ocupa tantos caracteres citá-los? E esse ranking, cadê o infográfico?

Bem, Veja não responde a essas perguntas básicas de qualquer texto de faculdade. Sai pela tangente, e cita no meio de duas páginas de textos uma única escola, a de Porto Feliz. Veja bem, amigo leitor, como a matéria se encerra: “Escolas campeãs como a de Porto Feliz, cuja foto ilustra esta reportagem, são apenas mais uma prova de que, na educação, o be-á-bá bem-feito pode resultar na tão desejada eficiência acadêmica”.

Vejam só, a foto de mais de meia página e as referências mais próximas do conteúdo do texto são de uma escola que nem sequer está entre as sete (ou as 10) campeãs que dão embasamento a toda a matéria. Está certo isso?

Como se não bastasse, Veja ainda aborda o assunto em editorial, com o título “Rumos da educação”. Finaliza afirmando que o assunto educação no Brasil é complexo e que vai voltar ao tema. Espero, de verdade. Porque o que foi colocado até aqui não esclareceu nada. desculpe-me, mas só confundiu.

Leitores reclamam do aumento do SAAE

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 15 Fev 2007 | sob: Política

Tenho recebido alguns e-mails de reclamação dos internautas. Estão cobertos de razão. Quem cala, consente.

“Prezado Sr. Diretor, ao receber a minha conta de água neste mês, fiquei abismado com o aumento e, consultando o site da Viu!, soube do aumento em 25 a 32%. O SAAE alega que não podem diminuir a receita, e que fizeram empréstimo bancário para o tratamento de esgoto; agora eu pergunto: por que até o dia de hoje eles cobram no consumo de água 85% de esgoto sem nunca ter tratado o mesmo ? Como nós cidadãos podemos nos defender desse aumento abusivo?; já que é infundado esse aumento, pois o Sr. Prefeito tirou fotografia e disse que foi o Lula quem mandou esse dinheiro para o Município antes das eleições Presidenciais, e a criação do Corpo de Bombeiro o Povo também vai pagar? Até quando esse governo do PT vai explorar o Povo? , e se diz que veio acabar com a fome, com a miséria do povo; creio eu é com a fome ..de…… e de seus …….engana que eu gosto, precisamos dar um basta em tudo isso, e somente a voz da imprensa pode parar essa arbitrariedade do Poder Público.” - Jose Carlos Zangerônimo

“Como é que pode um aumento na tarifa de água chegar quase a 50% de R$ 39,00 ir para R$ 79,00 como é que o povo vai suportar esse tremendo rombo no orçamento familiar onde é que estão os governantes da cidade que o povo os colocaram. eles deveriam ver as condições do povo e trabalhar para eles por que fomos nos que o colocamos la. Os vereadores e o prefeito deverian rever esse aumento porque vai aumentar o números de inadinplentes que não iram suportar esse aumento. Outra coisa em salto minha sogra tem o mesmo consumo de água do que aqui em casa de 31 mil litros e paga cerca de R$ 17,00 a R$ 20,00 reais e Salto é mais evoluída que Porto Feliz porque essa grande diferança eles não vê que Porto Feliz é uma cidade pobre e que vamos trabalhar só para pagar aumentos. O povo tem que começar a reivindicar seus interesses e não mostra que somos um povo tranqüilo deveriamos nos reunir em frente ao S.A.A.E e fazer uma reclamação, exigindo uma explicação do aumento absurdo que estão impondo.” - Rodrigo Vieira de Camargo

A hora da verdade II. Diz aí, Robertinho…?

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 14 Fev 2007 | sob: Política

A gente deve tomar cuidado com o que fala. Mais ainda com o que se escreve. O diretório do PT local distribuiu o panfleto abaixo, às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais. Dizia o dito cujo que “Lula liberou R$ 12 milhões para tratar todo o esgoto de Porto Feliz”.

panfleto Lula 1 2 - panfleto Lula 1 2

Pois bem, agora a população está bufando com os aumentos que chegaram na conta do SAAE. É assim que funciona o sistema de DESINFORMAÇÃO pública do petismo. Quando é para faturar voto, eles dizem que o presidente “liberou”; Na hora de pagar a conta, mandam o boleto para você, cidadão contribuinte.

Veja lá, estamparam bem grandão o que Lula fez para Porto Feliz: R$ 15 milhões. Agora subtraia R$ 12 milhões, que você vai ajudar a pagar, e veja o tamanho da mentira.

Frase que circula pela Internet

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 14 Fev 2007 | sob: Política

“O IBAMA PROIBE FAZER BOLSA COM COURO DE JACARÉ, MAS NENHUM ORGÃO REPRIME A CONFECÇÃO DO BOLSA FAMÍLIA COM O COURO DA CLASSE MÉDIA!”

“O primeiro dever do petismo com a sua história é a traição”

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 14 Fev 2007 | sob: Política

Artigo publicado no Blog do Reinaldo Azevedo: “Quanto vale um acordo com o PT? Ora, depende das necessidades do partido, hehe. O deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), então candidato à presidência da Câmara, havia prometido a presidência do Conselho de Ética ao PTB para obter os votos do partido. A legenda já havia decidido reconduzir Ricardo Izar (SP) ao cargo. E seria merecido. Seu comportamento, de fato, foi impecável. Mas, tchan, tchan, tchan!, os petistas decidiram disputar o lugar. Por quê? Porque gente como Paulo Rocha (PA), por exemplo, que renunciou com medo da cassação e foi reeleito, teme a reabertura de processo no Conselho. Chinaglia vai fazer valer o que foi combinado? Huuummm. Entre o cotados do petismo para disputar com Izar está José Eduardo Cardozo (PT-SP), que reivindica a aura de um certo petismo ético. É, uma ética que já começaria não cumprindo o que foi o combinado. Estou torcendo para o PTB levar um beiço. Quanto mais o PT se comportar como ele realmente é, melhor. É preciso que seus “aliados” tenham claro que o primeiro dever do petismo com a sua história é a traição”

R$ 12 milhões: empréstimo ou doação? A hora da verdade!

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 14 Fev 2007 | sob: Política

Lembra daquela polêmica às vésperas da eleição sobre a panfletagem que o PT distribuiu na cidade falando que o governo Lula tinha “liberado” R$ 12 milhões? O vereador Gerão dizia (leia aqui) que estavam tentando “embromar” a população e que aquele dinheiro não era doação, enquanto Robertinho do PT rebatia e dizia o contrário (leia aqui), de que a verba foi liberada graças ao esforço da administração municipal.

Pois bem, agora chegou a conta e já deu a maior chiadeira na cidade. O aumento nas contas de água do SAAE (Serviço de Autônomo de Água e Esgoto) passa, em alguns casos, de 30 %. Sabe por que? Isso mesmo, para ajudar a pagar o empréstimo (não doação) do bondoso governo Lula.

Fala aí, Robertinho. Por que o vereador não explica agora a “diferença” entre “doação”, “liberação” e a conta no bolso do cidadão?

Cada vez mais estou convencido de Bertolt Brecht tinha a mais completa das razões: “A verdade é filha do tempo, não da autoridade.”

O que é bom eu mostro! O que é ruim, idem!

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 13 Fev 2007 | sob: Política

Consegui agora há pouco o texto digitalizado da matéria de Veja, rasgando a seda pelo sistema de ensino COC. Reproduzo abaixo para que todos os que frequentam este espaço de informação e opinião possam ler. O texto é um pouco longo para olhos preguiçosos, mas merecem atenção. Diz a matéria que Porto Feliz está entre as sete escolas campeãs da Prova Brasil, exame do Ministério de Educação para avaliar o ensino fundamental (O Enem avalia o ensino Médio). A matéria não diz, porém, quais são essas sete escolas e nem que pontuação tiveram.
Esse raro momento de desinformação de Veja faz-me acreditar que a matéria é uma idolatração à empresa COC e uma resposta à revista IstoÉ (leia aqui). Tentei pesquisar o tal do ranking da Prova Brasil, mas não encontrei nada. Vai ver a (falta) de informação da matéria são exclusivas. Vou continuar pesquisando.
Leia o texto na íntegra e verá que faltam subsídios que justifiquem a babação-de-ovo da reportagem para cima do COC. Não estou negando o mérito, mas gostaria de saber quais foram os critérios para chegar a tal ” constatação” de capacidade. De qualquer forma, o texto está aí embaixo. Está, também, no outro site que só fala bem do governo-cliente (já falei sobre isso há pouco, veja aqui).

Escola Pública, gestão particular

“A prova Brasil, exame do Ministério da Educação que avaliou em ensino em 5400 municípios do país, revelou a eficiência de um novo tipo de escola pública: ela é administrada em parceria com grupos particulares - e não mais apenas pelos governos locais. A divisão de tarefas coloca nas mãos de empresas privadas de ensino o controle sobre a vida acadêmica das escolas. Restam às prefeituras as atribuições administrativas. O exemplo mais bem-sucedido desse modelo veio de sete municípios do interior de São Paulo. Eles sobressaem no ranking do estado. Segundo o MEC, de um total de 632 municípios avaliados, esse sete têm lugar na lista dos dez campeões em ensino. Em comum, eles contrataram um grupo privado, o COC (dono de uma rede de 200 escolas em 150 cidades), para ditar os rumos pedagógicos nas salas de aula pública. É o caso mais contundente de um modelo de administração que, recentemente, vem ganhando espaço no Brasil. Em outras 190 cidades, a educação pública já funciona assim - em São Paulo, 25% dos municípios mantêm parceria com a iniciativa privada.

O que mais surpreende nessa nova modalidade de escola pública, no entanto, é a sua eficiência acadêmica. De acordo com o ranking do MEC, a união dos governos com a iniciativa privada tem produzido raras ilhas de excelência num sistema que há décadas forma estudantes de ensino básico incapazes de ler um bilhete e que desconhecem as operações básicas da matemática.

O sucesso dessas experiências locais coloca em evidência uma constatação que tem respaldo na experiência internacional: o bom desempenho em sala de aula não depende de soluções pedagógicas mirabolantes, mas, sim, da implantação e execução disciplinada de um conjunto simples de medidas.

É o que ocorre com as escolas públicas sob o comando do COC, o primeiro dos grupos particulares a entrar nesse mercado, em 1997. A fórmula em vigor no nterior em São Paulo reforça a eficácia de um tripé consagrado nos países onde a educação dá certo. Primeiro, conta com um bem treinado exército de professores. Um exemplo: exige-se dos docentes que assistam mensalmente a um curso no qual são apresentados ao material didático e recebem indicações para usá-lo de forma atraente ao aluno. Para lecionar, os professores contam ainda com apostilas que funcionam como roteiro para as aulas. Elas vêm com sugestões de exercícios e tarefas de casa para cada matéria. Ao contrário do que se passa em boa parte das escolas públicas do país, no interior de São Paulo faz-se o mínimo esperado para criar um ambiente favorável ao aprendizado: o professor entra na sala de aula preparado para ensinar. “Os alunos prestam atenção nas aulas e adoram ir à escola”, diz Kátia Bíscaro, diretora de um dos colégios administrados pelo COC.

Um segundo fator que tem impacto na qualidade do ensino dessas escolas é o fato de estarem permanentemente sob avaliação. Especialistas visitam a cada dois meses as salas de aula com o objetivo de diagnosticar deficiências e cobrar o cumprimento de metas. Dessa “consultoria pedagógica” (sim, nessas escolas públicas ouve-se o jargão do mercado) resulta uma espécie de boletim, que coloca em evidência os profissionais mais eficientes e joga luz sobre os que fracassaram ao lecionar. Os relatórios são enviados às secretarias de Educação locais.

Estar sob os holofotes - no bom ou no mau sentido - funciona como poderoso motivador para os professores, fato demonstrado há décadas pela experiência de países como Coréia do Sul e Irlanda, ambos referência de boa educação. Do modelo em vigor nos sete municípios de São Paulo campeões em ensino, depreende-se ainda uma terceira lição: a eficiência do reforço aos estudantes com dificuldade para aprender. Nessas escolas, os professores têm um tempo reservado para atender os alunos mais fracos. Em suas visitas, os “consultores” também dão sugestões para lidar com esses casos.

Conclui o especialista Claudio de Moura Castro: “O setor privado está fazendo o que deveria ser atribuição básica de uma secretaria de Educação”.

A parceria entre governos municipais e empresas privadas originou-se de uma brecha do Fundeb, o fundo da educação básica. Os municípios podem, por lei, usar livremente 40% dos recursos do fundo a que têm direito - a outra parte está comprometida com o pagamento dos professores. É com esse dinheiro que os governos locais contratam as redes de ensino particular. Como contra-partida, devem abrir mão do material didático do MEC, uma vez que os livros passam a ser fornecidos pelos grupos privados. Por ter sobressaído num sistema mais lembrado por suas precariedades, o caso do interior de São Paulo despertou o interesse das autoridades. O ministro Fernando Haddad chegou a receber em Brasília um grupo de diretores do COC, para ser apresentado ao projeto.

Não ouviu dos executivos nada de espantoso no campo de ensino. Escolas campeãs como a de Porto Feliz , cuja foto ilustra esta reportagem, são apenas mais uma prova de que, na educação, o bê-á-bá bem-feito pode resultar na tão almejada eficiência acadêmica.”

“Jornalistas colaboracionistas. Fora, xô, se pira”

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 13 Fev 2007 | sob: Política

Quer saber por que algumas pessoas e veículos da imprensa gostam de adular o governo? O articulista de Veja, Diogo Mainardi, dá uma boa pista. Ouça aqui. Depois, você que não é bobo nem nada tira suas próprias conclusões.

Truco: Levi e Gerão protocolam pedido de renúncia

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 13 Fev 2007 | sob: Política

Mais uma cartada da oposição: Os vereadores Levi Rodrigues (PL) e Gerão (PFL) protocolaram o pedido de renúncia de seus respectivos cargos da mesa, vice-presidente e secretário, para forçar a base governista a tomar uma posição e realizar a eleição.

A solicitação foi feita da sessão especial desta terça-feira, 13, mas, segundo o advogado da Câmara, Antônio Bazzo, a renúncia só pode ser oficializada na próxima sessão ordinária, marcada para dia 15, quinta-feira.

Vereador Levi também quer convocar a população para acompanhar as sessões. Seria muito interessante mesmo os eleitores acompanharem de perto.

Clique aqui para ler a carta de renúncia de Levi e Gerão.

O fuso horário do presidente Enrolando César

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 12 Fev 2007 | sob: Política

O presidente em exercício da Câmara, Nando Cesar (PDT), adotou nova estratégia para tentar vencer a oposição na briga pela presidência. Mudou o horário das sessões especiais das 19h30 para as 9h30 da manhã. O objetivo é fazer os vereadores José Geraldo Pacheco, o Gerão (PFL), e Maria Tereza de Moraes (PL) percam dias de trabalho. Ambos são servidores públicos e têm de faltar ao serviço para marcarem presença na Câmara.

Jogo baixo? Na minha opinião, é sim. Mas já é de se esperar esse tipo de atitude de Nando. O seu relógio gira de acordo com seus interesses. Pouco importa se os usuários dos postos de Saúde onde Gerão e Tereza trabalham vão ficar com o atendimento prejudicado. O que o presidente quer é que a chapa governista ganhe a eleição da mesa, custe o que custar.

Dessa forma, Nando abre a sessão, muda horário e pede licença para abandonar o plenário. O vice-presidente da mesa, Levi Rodrigues (PL), assume, muda novamente o horário, mas como já houve debandada dos vereadores da situação, tem-se de fazer a convocação, respeitando-se o espaço de 48 horas.

Mais um triste capítulo - já foram mais de 10 sessões - do dramalhão de nosso legislativo local. Um problema que vai se perdurar até que os relógios de oposição e situação se acertem!

Anselmo Gois e as piadas de advogados

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 12 Fev 2007 | sob: Política

O jornalista Anselmo Gois não é muito conhecido em Sâo Paulo. Seu habitat natural é o Rio de Janeiro, de onde tirou sua verve irônica. Agora ele está com novo blog no jornal O Globo. Sempre bem informado e aparado por boas fontes, Gois é leitura obrigatória de quem gosta de estar sempre atualizado com o Brasilzão sem fronteiras.

Aproveite para ver a seção “Piadas de advogado”. Até parecem verdades…É brincadeira, claro! Abaixo seguem três aperitivos:

“Um açougueiro entra no escritório de um advogado e pergunta: “Se um cachorro solto na rua entra num açougue e rouba um pedaço de carne, o dono da loja tem direito a reclamar o pagamento do dono do cachorro?”
“Sim, é claro” — responde o advogado. “Então você me deve 8 reais. Seu cachorro estava solto e roubou um filé da minha loja” Sem reclamar, o advogado preenche um cheque no valor de 8 reais e entrega ao açougueiro. Alguns dias depois, o açougueiro recebe uma carta do advogado, cobrando 20 reais pela consulta” .

*****
“Dois advogados estão na fila do banco, quando um bando de assaltantes invade a agência. Disfarçadamente, um dos advogados põe a mão no bolso da calça e passa uma nota de 100 reais pro outro, e explica: “É aquela grana que eu estava te devendo da semana passada.”

******
“As regras de propriedade dos advogados:

Se eu gosto disto, é meu.
Se está em minha mão, é meu.
Se eu posso tomar de você, é meu.
Se estava comigo agora há pouco, é meu.
Se é meu, nunca pode parecer ser seu.
Se parece ser meu, é meu.
Se eu acho que é meu, é meu.”

Educação de Porto Feliz virou notícia nacional. Positiva, desta vez

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 12 Fev 2007 | sob: Política

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Matéria que circula na revista Veja desta semana traz como uma de suas reportagens as parcerias entre as escolas públicas e a gestão privada. A matéria, assinada por Camila Antunes, com o título ” Escola Pública, gestão particular”, destaca - inclusive com foto, reproduzida acima – o sistema COC e cita Porto Feliz como um dos municípios que adotou o programa apostilado e que, como isso, teria obtido bons resultados no ensino fundamental.

A matéria cita como referência da avaliação dados do exame Prova Brasil, do Ministério da Educação, que avaliou 5400 cidades do país. Segundo a matéria, porém, Porto Feliz estaria entre sete municípios que se destacaram no estado de São Paulo, dentro de um universo de 632 cidades avaliadas. “Em comum, eles contrataram um grupo privado, o COC (Dono de uma rede de 200 escolas em 150 cidades), para ditar os rumos pedagógicos nas salas de aulas públicas”, enfatiza a reportagem, sem citar as demais escolas que se destacaram e nem a classificação de cada uma delas.

No dia 20 de dezembro, a revista IstoÉ tinha feito uma matéria também citando Porto Feliz (leia aqui). Destacava, porém, “o risco da troca de livros didáticos, aprovados pelo MEC, por apostilas de qualidade duvidosa”. A matéria também fazia referências aos valores investidos na cidade: R$ 600 mil ao ano.

Como se vê, as duas revistas tratam do mesmo assunto com abordagens muito diferentes. Isso é o que se pode chamar de “liberdade de imprensa”, né não? Os leitores que tirem suas próprias conclusões. Mas ainda volto ao assunto.

“Legislativo fiscaliza o judiciário”, afirma prefeito

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 12 Fev 2007 | sob: Política

É isso mesmo, acredite. Quando tentou explicar as funções da Câmara, o prefeito Cláudio Maffei soltou essa pérola. Pode ter sido um ato-falho sobre os seus reais interesses pelo controle político do legislativo. É uma possibilidade. O que há de real nisso é a desinformação aos ouvintes. Uma grande bobagem, uma mentira. Dessa vez a “dialética da desinformação” de Maffei foi longe demais, pasmem.

Como pode um prefeito ir ao ar para falar uma besteira dessas? Será que não tinha nenhum assessor do lado para corrigi-lo? Ou é proibido corrigir o chefe? E o presidente do legislativo, Nando César, que estava ao lado, também não sabe que legislativo não fiscaliza o judiciário?

Nando e Seu Gerúndio andam mesmo afinados na desinformação. Onde já se viu o presidente da Câmara afirmar que está agindo “de acordo com a legislação, com o Regimento Interno”. Ele que mostre, então, aonde é que diz no RI que é prerrogativa parlamentar abandonar a sessão para evitar a realização de uma eleição.

Esse absurdo, que costumamos ver no Congresso em Brasília, é nada mais que uma prática nefasta de subterfúgio. Trazer essas péssimas maneiras de esperteza para o legislativo local é um retrocesso.

Se Nando quer andar pela mesma trilha perversa do Planalto, é problema seu e de seus eleitores. Mas não venha querer desinformar a população com essa conversa fiada de que abandonar a mesa para evitar uma eleição - processo base de toda democracia - é regimental. Não é!

E alguém trate de avisar Seu Gerúndio de que legislativo não tem nada de fiscalizar judiciário. Bem que ele queria, né? Mas não vai!

Nada é por acaso. Veja hoje, na TV, Vale dos Tambores

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 10 Fev 2007 | sob: Política

Dei a dica na sexta e o Carlos Henrique me respondeu com uma boa notícia: A TV do Senado apresenta nesta noite e amanhã o trabalho Vale dos Tambores. Confira a matéria:

O programa “Espaço Cultural”, da TV Senado, apresenta, nestes sábado e domingo, show gravado no Clube do Choro de Brasília com o compositor, pesquisador e bandolinista Carlos Henrique Machado.

O Carlos Henrique tem dedicado a sua vida à boa música. E o mais destacado trabalho é o “Vale dos Tambores”, uma bela e luxuosa lata com 34 composições em dois CD’s e um livro encarte ilustrado sobre a história musical da Bacia do Paraíba.

O “Vale dos Tambores” é decorrente de pesquisa sobre a música da bacia do Rio Paraíba. Essa região contribuiu sobremodo para o choro e o samba, por meio da congada, do calando, do jongo, manifestações populares daquela região, como se sabe. Cita-se, são nascidos no Vale do Vale do Paraíba nomes de peso da música brasileira: Rosinha de Valença, Dilermano Reis, Baden Pawel, Clementina de Jesus, Egberto Gismonti, Altamiro Carrilho.

O programa irá ao ar: hoje, sábado, 10 de fevereiro, às 24 horas; amanhã, domingo, às 14 horas e 30 minutos.

A TV Senado pode ser sintonizada por TV a Cabo, TV Por Assinatura, Antena Parabólica, UHF. E até ao vivo, via Internet, http://www.senado.gov.br/tv/ .

“O menino João é o guri dos sem-Chico Buarque”

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 09 Fev 2007 | sob: Política

Transcrevo a seguir texto do blog do Reinaldo Azevedo, sem tirar nem pôr: “Aquele “menor”, bem maior do que o menino João, cujo corpo ele ajudou a espalhar pelas avenidas do Rio, vai ficar três anos internado. E depois será solto entre os meninos-João, por quem não se rezam missas de apelo social. Resta só a dor da família: privada, sem importância, sem-ONG, “sem ar, sem luz, sem razão”. Sobre o assassino, há de se derramar a baba redentora rousseauniana: ele nasceu bom; foram os insensíveis da classe média, à qual pertencia o menino João, que o tornaram um facínora. Simbolicamente, a culpa é de quem morre. Também notei que os jornalistas ficaram um tanto revoltados com a polícia, que obrigou os bandidos a mostrar o rosto. Não há dúvida: terrível ameaça à privacidade. Era só o que faltava: trucidar o menino João e ainda ser obrigado a expor a cara… Que país é este? Já não se pode mais nem arrastar uma criança num automóvel e permanecer no anonimato? Sabem do que morreu o menino João? De um ataque virulento de progressismo. Para o menino João, não tem ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), não. Não tem ONG, não. Não tem música do Chico, não. O menino João já nasceu sem perdão. É o guri dos sem-Chico Buarque.”

Uma pausa musical, com chorinho, é claro!

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 09 Fev 2007 | sob: Política

Faz tempo que estou devendo uma nota sobre o trabalho do bandolinista, maestro e compositor Carlos Henrique Machado Freitas. Conheci-o no ano passado, juntamente com sua esposa Celeste, quando organizava a terceira edição do Chora Porto. Duas figuras encantadoras, em todos os sentidos. Batemos um papo rápido. Carlos Henrique fala pelos cotovelos. Prometeu-me uma “revanche”, para eu falar um pouco. Estou esperando, mas prefiro ouvi-lo novamente. Tocando ou falando. Tudo o que sai dessa figura é uma aula de sensibilidade histórica e musical.

Carlos Henrique é um músico fantástico, que desenvolve trabalhos de pesquisa inéditos. Uma de suas teses, por exemplo, diz que o choro não é oriundo exclusivamente do Rio de Janeiro, como muitos costumam atribuir. “O choro é uma música que vem de várias partes do Brasil”, defende ele, que usa como ponto de referência e encontro dessa miscigenação musical a região do Vale do Paraíba

No nosso encontro, ganhei de presente o kit Vale dos Tambores, uma linda caixa de lata com os dois CDs , os livros de partituras e um livreto com os tópicos de suas pesquisas. Bem, não preciso nem falar que gastei os CDs de tanto ouvir. O livro idem. Achei, por exemplo, uma referência à região, quando fala sobre a influência do BATUQUE DE UMBIGADA no choro. Veja o trecho: “No encontro de jongueiros de novembro de 2003, em Guaratinguetá, tive o privilégio de conhecer o Batuque de Umbigada, que representa a região de Capivari, Piracicaba e Tietê, onde esse grupo de batuqueiros dançou a batida do tambor, que antigamente era chamado de Caiumba, herdado dos escravos bantos trazidos para o Oeste Novo Paulista para trabalhar nas plantações da cana e café”. Ouça abaixo.

Voltamos a nos encontrar no meio do ano, quando ele se apresentou na Rua do Choro, em São Paulo. A banda não estava completa, mas já deu para sentir a pegada. Carlos Henrique saiu correndo para retornar a Volta Redonda, sua base. A conversa ficou adiada, novamente.

Espero reencontrá-lo no Chora Porto deste ano. Enquanto isso, ouça um pouco do trabalho desse músico genial, que não fica devendo nada aos nomes badalados do choro. Muito pelo contrário. Todos nós é que devemos a ele pela abnegação ao seu trabalho e à qualidade de seu talento.

Ah, não deixe de visitar o site www.carloshenrique.mus.br . Tem tudo sobre o projeto, músicas etc. Se quiser a caixa com os Cds, mande um e-mail para carloshenriquevr@bol.com.br . A Celeste ou o próprio Carlos Henrique respondem rapidinho.

Ouçamos:

Nova dupla no ar: Seu Gerúndio e Enrolando César

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 09 Fev 2007 | sob: Política

Programa “democrático” hoje na rádio para discutir o impasse da Câmara: Seu Gerúndio e Enrolando César. Os dois lados da mesma moeda. Os fornecedores de serviço da Câmara prestando um desserviço à comunidade. O monólogo de Maffei já estava desgastado demais, então chamaram o reforço gerundiano: Nando. Gargantearam em uníssono, mas desafinaram no conteúdo da mensagem.

Seu Gerúndio fez o primeiro solo e disse que não existe esse “negócio” de grupo governista e de oposição. Tem a chapa da “modernidade”, com Nando, Vartão e os petistas, e a do “atraso”, com o …”resto”. Note bem como o prefeito domina os conceitos de imparcilidade. Depois de dizer uma aberração dessa, disse isso, contextualmente: “Não quero confronto, quero governar do mesmo lado”. Chama a oposição de atrasada e depois quer chamá-la para um acordo. Então tá!

Depois foi a vez de Enrolando César assumir os microfones. Disse que não é sua vontade continuar no cargo. Ah é? Repetiu o que havia dito para mim no dia anterior, de que está lá por força regimental. Veja bem, Nando disse que não quer ficar, mas também não vai votar, então acaba…”ficando”. Vai ficando Nando, vai ficando Vartão e vai ficando tudo como dantes no quartel de Abrantes. Quer SITUAÇÃO mais favorável que essa?

Bem, tem outras notas desafinadas da dupla. Seu Gerúndio agora diz que não quer saber de “picuínhas”, “briguinhas” e “intriguinhas”. Tá bão! Então vamos trocar figurinhas?

Nando disse que vereadores não ganham nada para comparecer às sessões especiais. Isso é verdade! Nunca falei isso. Disse que ganhavam para ir às extraordinárias, sua especialidade.

Ah, Nando disse ainda que gosta da pegada irônica do blog do Mastrobuono. Obrigado pela audiência, presidente! Mas faz uma gentileza: vai votar!

Democracia é eleição, o resto é balela

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 09 Fev 2007 | sob: Política

Agora o grupo governista anda dizendo por aí que têm “propostas democráticas”, que o acordo é democrático. Balela, das grossas! Democracia é eleição, o resto é conversa furada. A questão toda é que a oposição está com a eleição praticamente ganha e, como diz Mumu, a situação não sabe perder.

Seria até interessante um acordo? Claro que seria. O problema é que a chapa de oposição chegou a um formato fechado, depois de muitas reviravoltas, e diz que já extirpou o prazo de negociação. Sem acordo, meu velho, vamos pro pau, e o pau, nesse caso, é eleição. Não tem que criar polêmica em cima disso. Repito: democracia é eleição, o resto é balela!!!

EM TEMPO - Prometi a foto do Dunga, ops, do Enrolando César. Como não sou político, cumpro minhas promessas. Então vai aí:

Nando Cesar2 - Nando Cesar2

Tem dia que de noite é Dunga

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 08 Fev 2007 | sob: Política

Vou repetir o que já disse em posts anteriores: se o acordo fosse regimental, não haveria necessidade de eleição. Há duas chapas inscritas! O que mais os governistas querem para eleger o novo presidente? Vamos trabalhar! Não tem saída!

Amanhã volto com detalhes da sessão desta quinta à noite, que teve nova debandada da trupe governista. Virou palhaçada! Ah, destaque especial para a camisa enzebrada de Nando César. Coisa extraordinária! Amanhã mostro a foto! Pura inspiração dunguiana. Por hora, fica a cargo da imaginação. Bom sono!

Bateu o desespero II: trio do PT vai atrás de Levi

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 08 Fev 2007 | sob: Política

Disse no post abaixo que Nando havia me dito que haveria uma reunião com todos os vereadores às 16h. Não aconteceu. Pelo menos com todos como ele havia afirmado.

O que soube é que o trio parada dura do PT - Miguelito, Robertinho e Andréia - foi há pouco - não mais do que 15 minutos - procurar Levi Rodrigues, com a seguinte proposta. “Você apóia um dos nossos para presidente e encaixamos você na chapa”. E emendaram o recado: “Se não houver acordo, não vamos à sessão”.

Levi, diplomático, respondeu: “vou pensar”. Acho que também daria a mesma resposta. A gente tem boa educação.

O que me chama a atenção é a forma como o PT e seus aliados querem fazer impor as suas vontades: na marra: Se não houver acordo, não vamos à sessão”. Ora, ora, isso é acordo? Claro que não. Seria o mesmo de dizer: “Olha, eu aceito negociar, desde que seja do meu jeito”. Vá catar coquinho…

Tudo bem. Seria interessante um acordo, com as forças divididas. Mas por quê o grupo governista não fez isso antes de ficar evidente que perderiam a eleição?

Outra coisa: para que serve a eleição a não ser para definir - ou confirmar - o que não foi possível em um acordo? Se for assim, não vou às urnas na próximas eleição, por que não concordo com o quê estão fazendo. Que tal?

Falando com o presidente…

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 08 Fev 2007 | sob: Política

Falei há pouco com o presidente da Câmara, Nando César (PDT), graças ao assessor de imprensa Zito Sanna, que o convenceu a me receber. Gostei de sua postura! Bem diferente do Seu Gerúndio, que treme só de ouvir falar meu nome.

Nando respondeu quase tudo que perguntei. Bem, nem tudo, né. Posso dizer que em muitos pontos apelou para o manual do “Enrolation Tabajara”. Mas fiquei satisfeito. Estou acostumado com isso.

O que vale destacar é que ele esperava um acordo na reunião que acontece neste exato momento (16h de quinta-feira) entre todos os vereadores. Se não houver, Nando não garantiu se participaria da sessão noturna. Vamos aguardar.

Bem, o restante da conversa - não toda, claro - vocês acompanham em matéria específica da Revista Viu! de fevereiro, que chega semana que vem.

Daqui a pouco eu volto com o resultado do encontro vespertino da vereança! Inté!

Bateu o desespero: Nando e Vartão acordaram cedo, mas chegaram tarde

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 08 Fev 2007 | sob: Política

Está cada vez mais evidente o desespero de Nando César (PDT) e Valter de Lara (PL), depois que levaram um “nó tático” da vereadora Maria Tereza (PL). Eles agora correm atrás dos vereadores do grupo de oposição para tentar reverter e iminente derrota na disputa pela presidência da mesa.

Na manhã desta quinta-feira, 8, tiraram o vereador Levi Rodrigues (PL) da cama, literalmente. Eram apenas 7h30 da manhã, quando os dois vereadores bateram na porta da casa do colega para convidá-lo a ser o presidente da chapa. “Você é a pessoa mais apropriada”, suplicou a dupla.

Levi diz que ficou surpreso com a visita matutina. “Fiquei surpreso, porque nosso grupo tentou conversar com eles antes e nem deram bola. Nem retornaram as ligações”, lembra Levi, que se diz “decepcionado” com a postura dos colegas.

Enquanto Nando e Vartão tiram Levi da cama, os petistas investem em outra frente: correm atrás de Gerão e Mumu, ambos do PFL, a fim de rachar o grupo oposicionista.

Hoje à noite será realizada mais uma sessão para a eleição da presidência. Ainda não se sabe se haverá quórum, ou se o presidente Nando Cesar e o secretário Vartão vão manter o boicote.

Nando tem sido privilegiado com imbróglio, já que vem impondo uma sobrevida que dura mais de uma mês à sua gestão de presidente, que lhe garante provimentos com acréscimo de 50% do salário de vereador. Dá até para entender porque não quer largar a rapadura!

Memória de Carlinhos merece respeito, por favor

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 07 Fev 2007 | sob: Política

Essa patifaria no legislativo municipal está sendo ostentada pela chapa que leva o nome “Carlinhos do PT”. Conheci Carlinhos bem o suficiente para dizer que é um desrespeito ao trabalho e à ideologia que esse batalhador imprimiu em sua passagem pela terra. Se se propõe a fazer esse “jogo sujo”, incompatível com os interesseses da comunidade, que o façam em seu nome pessoal, não de um falecido que nem está aqui para se defender. Mais respeito, por favor, com a memória de quem não se vergou às mesquinharias pessoais.

Depois da derrota, PT agora quer “acordo”

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 07 Fev 2007 | sob: Política

Desse jogo até eu que sou mais bobo participaria. Depois de ficar em sinuca de bico, com a iminente derrota na disputa pela presidência da Câmara, o grupo governista agora propõe - nos bastidores, como sempre - um acordo. Quer uma cadeira na mesa para um vereador do PT e, em contrapartida, Valter de Lara (PL) e Nando Cesar (PDT) ficariam de fora. Peraí. Mas Vartão e Nando já não estão fora? Sim. Ah, no “acordo” os membros do governo na Câmara se comprometem em participar da sessão e pôr fim ao boicote na votação, em curso atualmente.

Só por muita ingenuidade a oposição aceita uma proposta dessa. Ou seja, essa hipótese não está descartada, já que desconfio dos interesses obscuros que estão por atrás dessa negociação.

Mas e a vereadora Maria Tereza, como fica? Vão mantê-la como presidente?

O que me surpreende, e acredito até que o Ministério Público deveria tomar alguma providência, é a moeda de pressão estabelecida pelo grupo do governo, que se recusa a comparecer à sessão. Surpreende-me sobremaneira que dentre os boicotadores está ninguém menos que o presidente da Casa em exercício, Nando César.

Vamos ver até onde vai essa VERGONHA!

Tereza deu nó tático em Vartão

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 06 Fev 2007 | sob: Política

O vereador Valter de Lara (PL) contou com o ovo antes da galinha, só para usar uma expressão bem próxima ao seu estilo. Subestimou a capacidade de sua colega, Maria Tereza de Moraes (PL), querendo seduzi-la com um cargo de vice-presidente de sua chapa. Não percebeu que, com isso, estava abrindo as cortinas para a colega vereadora vislumbrar um posto muito mais interessante: a do próprio presidente.

Vartão foi ingênuo demais. Poderia ser menos vaidoso e negociar um cargo com o grupo que já vinha apoiando-o. Mudar de lado assim, de uma hora para outra, é arriscado demais em política. Principalmente para ele, que só passou a ser recebido no gabinete do prefeito depois que se aliou ao PT.

O grupo de oposição não aceitou colocá-lo como cabeça da chapa porque conhecia suas limitações. Prova disso foi o baile que tomou do empresário Valter Balsimelli, durante a CEI das Oscips, quando atuou como membro da comissão. No comando da Casa, poderia causar mais estragos do que qualquer outra coisa.

A ingenuidade de Vartão foi tamanha que ignorou a envergadura política de sua colega de partido. Se achou mais “esperto”. Ao estilo mineiro, Tereza deu corda. Deixou o grupo governista distribuir sorrisos irônicos e debochados aos adversários. Fez mais. Aguentou por mais de 20 minutos a pressão de cinco vereadores e do chefe de gabinete, que lhe prometiam mundos e fundos. Disseram até que “se ela abandonasse o posto de saúde, onde trabalha, iria perder o contato com sua base eleitoral”. Por esse raciocínio, imagino que a base de Nando seja a própria Câmara, de onde não quer largar a rapadura. E Valter de Lara, então, queria ser presidente para formar uma base eleitoral com a reforma do prédio da Câmara?

Tereza sabe que não é nada disso. Um trabalho de presidente bem dinâmico e independente, pode projetar o seu comandante. Só Nando que não conseguiu perceber isso e preferiu a subserviência ao grupo governista. Deu no que deu.

Tereza revelou-me que cansou de receber tapinhas nas costas de Maffei, com promessas, mas não aguentava mais ver a saúde da cidade jogada às traças. E sobre isso ela fala com conhecimento. “É lamentável o que estou presenciando nessa gestão”, afirmou.

À frente da Câmara, caso confirme a sua eleição, ela promete uma revolução. Vamos esperar para ver. Astúcia ela já mostrou que tem.

Os últimos dias de Nando César

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 06 Fev 2007 | sob: Política

Vai terminar de forma bisonha a gestão do vereador Fernando César de Miranda (PDT), o conhecido Nando César. Fez uma gestão pífia, que não ficou nem à sombra de sua antecessora, Simone Prado. Agora vive seus dias derradeiros parecendo um garotinho que não quer largar a chupeta. Que tristeza…

Como se não bastasse a flacidez de seu comando, Nando protagoniza um espetáculo deprimente ao legislativo municipal. Para evitar a confirmação da vitória da chapa de Maria Tereza de Moraes (PL) à sua sucessão, adotou a estratégia de abandonar as sessões. Fez isso na segunda-feira à noite e, na manhã desta terça-feira, 6, ficou trancafiado na sala da presidência e não foi ao plenário, evitando o número mínimo para dar continuidade aos trabalhos.

Mas pode um presidente de mesa tomar essa posição? Claro que não. O cargo de presidente exige uma posição de isenção, tanto que o ocupante do cargo é proibido, pelo próprio regimento, de participar das votações.

Sai daí, Nando. Ou melhor, fica aí e termina logo esse dramalhão. Deixa o legislativo municipal voltar a trabalhar. A cidade precisa voltar a funcionar. Ninguém quer ver mais essas novela mexicana. Chega de sessões extraordinárias, de blá-blá-blá, fotos e brilhantina.

Bingo: Tereza prometeu e….surpreendeu…

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 05 Fev 2007 | sob: Política

Dei a pista aqui, desmentindo a matéria implantada no jornal de Sorocaba para encobrir o domingão sem macarrão. Na mosca!!. A vereadora Maria Tereza, seduzida pela oferta da vice-presidência de Valter de Lara, não quis ficar só com o cheiro da rosa. Surpreendeu e se transformou-se na própria.

Vou ser mais claro. É a história da criatura que comeu o criador. A situação havia acenado com o inexpressivo cargo de vice e, Tereza, ligeira, vislumbrou mais longe: por que não presidência. Ficou óbvio que Tereza pensa mais rápido que Valter de Lara e toda a turma da situação. Por mim, já merece o cargo.

O problema da situação - assim como ocorreu na oposição - foi tirar o osso da mão de Valter de Lara, que quer-porque-quer ser presidente. Quem levou a melhor foi a oposição, contra sorriso irônicos de governistas que já cantavam vitória. Hehehehehe

É claro que não vejo com bons olhos esse tipo de negociada. Mas a coisa ficou tão debochada no Brasil que agora todo mundo faz troca-troca de cargos na maior cara de pau. Não têm nem vergonha.

Agora, presidente e secretário, eleitos para conduzir com imparcialidade os trabalhos da casa, abandonarem a sessão porque iam perder a mesa é demais. Se isso fosse um filme, que nome você daria

a) Os fujões

b) Os irmãos cara-de-pau

c) Tereza foi com os outros

d) E o PT não levou…

Derrotados, Nando e Vartão abandonam a mesa

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 05 Fev 2007 | sob: Política

Com essa turma é assim: ou você faz do jeito deles, ou não tem brincadeira. Tem sim. O presidente da Câmara, Nado César, e o secretário Valter de Lara acabam de protagonizar um dos episódios mais tristes da política local. Ao constatarem que a oposição havia formado uma nova chapa encabeçada por Tereza de Moares, e que isso levaria a derrota de Valter de Lara, ambos abandonaram a mesa, impedindo a continuação dos trabalhos.

Parlamentar abandonar o plenário é feio, mas vá lá. Agora, presidente e secretário assumirem uma posição partidária em detrimento das funções de imparcialidade que cabem aos membros da mesa. É simplesmente lamentável. Uma mancha na história da política local. Não acredito na baixaria que, sob o (falta) comando de Nando César, se alastrou nesta casa legislativa.

Escrevi abaixo: eles já se sentem donos da Câmara. É para isso que querem assumir a presidência? Para legislar em causa própria? Gente, Nando transformou a Câmara na casa de Maria Joana. Isso é um desrespeito à população. Foram longe demais….

Agora, Nando convoca sessões especiais até que seja resolvido o imbróglio. Tá vendo?. Amanhã corre-se o risco de revermos os mesmo episódio. Falei há pouco: isso não é política; é novela. Dramalhão! E os atores são horríveis.

Sob pressão, vereadora chora

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 05 Fev 2007 | sob: Política

A decisão sai daqui a pouco, mas ficou claro que o grupo da situação jogou pesado em cima da vereadora Maria Tereza de Moraes (PL), que saiu do plenário chorando. Visivelmente nervosa, ficou cerca de 15 minutos com os grupo de vereadores da situação, que além dos do PT reúne o atual presidente Nando César (PDT) e o Valter de Lara (PL), que encabeça a chapa. Na sala da presidência também estava Aguinaldo Silva, chefe de gabinete de Maffei.
Tereza agora está reunida com os vereadores da situação, talvez para explicar sua decisão de acompanhar o grupo da situação. Muita novela para o meu gosto. Isso não é política.

Nando “cuida” das enchentes e usa site da Câmara para divulgar o “seu” candidato

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 05 Fev 2007 | sob: Política

O vereador e presidente da Câmara, Nando César (PDT), é mesmo um político capaz de grandes atitudes. Uma das mais recentes está no site da Câmara, onde ele aparece ao lado de seu apadrinhado político, Valter de Lara (PL), a quem apóia para sucedê-lo na presidência do legislativo. O assunto, vejam só, são as enchentes do município (leia aqui). Tudo a ver com as atividades de um parlamentar, né não?

Na matéria, Valter de Lara ainda é apresentado como vereador e…. “candidato a presidente da Câmara”. Santa imparcialidade, Batman. E os outros? Por certo, já se sentem donos da Casa, confortavelmente. Confiram o estilo da foto, é como já estivesse dando expediente.

camara - camara

Em Tempo: No centro da foto, está o diretor de Obras do município, Everaldo Lisboa. Uuué, mas o diretor não era o Marcelo “Toco Bill”? Êta transparência…Picuínha minha. Afinal, alguém notou a diferença?.

Expectativa: Tereza foi ao médico

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 05 Fev 2007 | sob: Política

A vereadora Maria Tereza de Moraes (PL), fiel da balança para definir o novo presidente da Câmara na sessão desta noite, sentiu-se mal e está, neste momento, em seu médico em Itu. “Não é nada sério, apenas uma pressão alta”, tranquiliza sua irmã Fátima.
Tereza deve ficar sob obersavção até às 17h, mas, segundo sua irmã, tem presença garantida na sessão de hoje à noite. Se não houver nenhuma surpresa, é claro!
A vereadora Tereza tem grande chance de fazer a diferença. Não estou me referindo ao nome de sua preferência para a presidência - Nei do Mercadinho ou Valter de Lara -, mas sim a uma decisão que atenda aos interesses da cidade.
O principal papel do legilativo é fiscalizar o executivo, por isso sou a favor que o “controle” da Casa fique a cargo da oposição. Seja no Município, no Estado ou no Congresso. Não tenho preferência por cores partidárias, embora a choldra burra queira impor o contrário. Tenho convicção de que a diferença de opiniões e o equilíbrio de forças fazem muito bem à democracia.

O que é ruim, um dia também termina

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 05 Fev 2007 | sob: Política

Hoje a Câmara se reúne, à noite, para eleger o próximo presidente. Ufa… Até que enfim. Não tenho expectativas de que vá haver uma melhora significativa, mas torço para que o novo presidente não seja subserviente ao executivo como a atual gestão. É o mínimo que se espera de um legislativo compromissado com os interesses da comunidade. O resto é balela e brilhantina!

A Câmara promete transmitir a sessão desta noite on line pela Internet. A equipe da Viu! estará lá e eu ficarei aqui para comentar. Inté!

Xingamentos contra argumentos

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 05 Fev 2007 | sob: Política

Só consegui ouvir hoje a entrevista do presidente da Câmara, Nando César, à rádio local, concedida no dia 2 de janeiro. Usou e abusou dos xingamentos contra minha pessoa e a instituição da qual sou editor. Tudo isso porque não gostou da entrevista do ex-prefeito Erval Steiner, publicada pela Revista Viu! em dezembro.

Vejam só, o Erval chama a atual gestão da Câmara de “fraca” e o senhor Nando César dispara contra mim, com adjetivos que não reproduzirei. Já fiz críticas duras ao presidente da Câmara, sim, mas nunca ofendi a sua pessoa. Não é do meu perfil. Prefiro discutir as visões políticas com argumentos, não com xingamentos.

Sou jornalista e a crítica faz parte da minha função. Nando, por sua vez, se julga soberano a qualquer opinião alheia. Inverte os papéis. Quer ele julgar a competência do meu trabalho, como se fosse o meu patrão. Se pelo menos soubesse usar argumentos em vez de xingamentos…Mas não. Só sabe ofender. Lamentável. Mas ele é dono de suas atitudes.

Pessoas que exercem funções públicas estão suscetíveis às críticas. Aliás, quem não sabe conviver com o debate democrático deve ficar em casa. Fica aí minha sugestão.

CAFEZINHO - Ia me esquecendo. Nosso “líder” do legislativo ainda tentou justificar a piada que fiz na coluna Curtas, da Viu!, sobre o corte do cafezinho nas sessões da Câmara. Explicar piada é dose, justificar é pior ainda. Acho que não entendeu. Da próxima vez eu desenho, presidente.

Oba! Mais uma inconformista

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 02 Fev 2007 | sob: Política

Sou um inconformado, todo mundo sabe disso. Mas não estou sozinho. Vejam o e-mail que recebi da Ana Lúcia Siqueira S. Ciocci, gente da terrinha que atualmente mora em Campinas. Isso é que pode se chamar de “espírito de cidadania”: “Oi, Marcelo! Tudo bem? Primeiro quero dar os parabéns pelo seu trabalho e pela qualidade da Revista Viu. Tenho acessado o site quase que diariamente, o que me faz sentir mais próxima da minha cidade tão querida.É certo que a maioria das vezes as notícias me entristecem, mas ainda assim, prefiro manter-me informada sobre Porto Feliz.

Acabei de ler em seu blog sobre a situação do Museu… Já tinha visto com meus próprios olhos as condições em que se encontrava o acervo e fiquei chocada. E deprimida. Primeiro, porque sou formada em Biblioteconomia e Ciência da Informação, (com extensão em Gestão de Arquivos e Documentação) o que me faz, então, ter um pouco de conhecimento da área e ver o problema sob a ótica de uma (quase) especialista. E segundo, porque estou vendo toda a História da minha cidade se perder no meio do descaso…

Também tenho lido sobre algumas outras coisas absurdas que aí ocorrem e estas até me ajudaram a decidir uma questão pessoal: a de comprar ou não a casinha que foi de meus avós. Ou seja , a casa em que nasci e me criei… Como eu precisaria enfrentar um financiamento de vários anos para essa compra , pensei, analisei e resolvi que não vou encarar esse desafio por medo de investir numa cidade que está se deteriorando… Esse termo é um tanto agressivo, mas é assim que consigo definir a atual situação de Porto…

A cidade não é mais a mesma em vários aspectos e muitos dos quais não tenho propriedade para comentar. Falo, então, apenas de mais um: a falta de diversão e lazer … Eu, que estou morando em Campinas há mais de 15 anos, vou para a “terrinha” para descansar, rever a família e os amigos e me divertir… Ou melhor, tentar me divertir, porque quase não se tem mais opções de lazer na cidade, principalmente à noite.

Isso sem contar que nem podemos mais comer um lanche sossegados na praça, após à meita-noite de uma sexta-feira… Veja só: na sexta passada eu estava na cidade e fui na praça da Matriz, num desses carrinhos, que por sinal possuem alvará e pagam taxa para funcionarem até a madrugada. Lá tinha uma moçadinha tranquila, educada, tomando sua cervejinha, matando a fome (e inclusive lá estavam meu filho e mais outras crianças).

Não tinha ninguém com som de carro ligado, falando alto e nem fazendo arruaça… Ou seja, estava tudo normal. De repente, fomos abordados por dois GMs, os quais ordenaram - alegando ordens superiores, que o carrinho fosse fechado. Eu já estava mesmo indo embora, mas tinha muita gente ainda esperando pelo seu lanche… Então, revoltados e assustados com a situação, só nos restou ajudar o pessoal do carrinho a baixar as “portas” .

Fomos, então, embora rapidamente, com medo do que poderia nos acontecer se tentássemos ficar lá e desobedecer as “ordens superiores”… Até hoje estou tentando entender o porquê do fechamento daquele carrinho? O que estava errado ali? Se você tiver a resposta, me explique…

Sei que Porto tem muitos outros problemas graves, mais importantes do que esse episódio que estou te contando. Mas se nos é tolhido o direito de comer um lanche na praça após a meia noite - e detalhe: da sexta-feira para o sábado, o que será do restante? Bem, termino esta mensagem de desabafo dizendo com muita tristeza que já não reconheço mais a nossa Porto Feliz…”

É isso aí, Ana. A gente só briga por aquilo que a gente ama! Seja bem-vinda ao clube dos inconformistas!

“Só se odeia quem se respeita”

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 01 Fev 2007 | sob: Política

Muita gente, muita mesmo, diz que Diogo Mainardi é o novo Paulo Francis. Isso pode soar como elogio ou como crítica. Uma coisa é certa: os dois são polêmicos, um atributo reservado a todo jornalista - ou a qualquer cidadão - que tem por hábito deixar às claras suas opiniões pessoais.

Mainardi, pelo jeito, gostou de ser comparado ao velho Francis e relembra em seu podcast um artigo do colunista, de 1990, contra o então ombudsman da Folha de S. Paulo, Caio Túlio Costa, hoje presidente do IG.. Foi o jeito que o colunista de Veja encontrou para dar uma cutucada no colega. Ouçam AQUI