Falta dinheiro para o museu? Para as Oscips e novos cargos, não!
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 29 Jan 2007 | sob: Política
Matéria reproduzida abaixo mostra, com clareza, a política de prioridades adotada pela atual administração municipal. Em outubro de 2005, a Prefeitura contratou a Oscip Ágere por R$ 180 mil para realizar a Semana das Monções. Não houve licitação e todo mundo sabe como terminou a história, com CEIs etc. Quem fez a festa foi a própria Prefeitura. Depois ainda repassou mais de R$ 1 milhão - isso mesmo, um milhão de reais - para a mesma Oscip construir e reformar escolas. Cadê as obras? Nem terminaram.
Há muitas outras comparações que podem ser feitas, mas vou ficar nessa: por que fazer uma festa de R$ 180 mil e depois vir a público falar quem não tem R$ 70 mil para a reforma do museu, que sofre com goteiras e corre o risco de perder parte de nossa história?
Outro exemplo desse desvio de prioridades foi a compra dos mais de 20 carros, pelo sistema de leasing. Tudo sem licitação. O preço saiu muito mais caro e o IPVA, durante três anos, nem será recolhido na cidade. Só com o repasse que o município teria direito, daria para comprar um veículo novo. Mas os senhores diretores não se sujeitaram a andar de carro velho.
E os novos cargos, que crescem às pencas sob o aval da Câmara? Já veio petista de Jundiaí, Itu, Sorocaba…Nada contra gente de outras cidades. Tudo contra o apadrinhamento partidário. É a política sindicalista que me assombra. Temos até um coordenador de Educação Ambiental. Que lindo! E a Prefeitura não tem R$ 70 mil para a reforma do telhado do museu.
Essa gente realmente faz história - pessoal, enquanto o museu da cidade corre o risco de perder parte do acervo da história da cidade. Isso não é fantástico?
| Enviar por e-mail | Hits para esta publicação: 167