Um fato, em especial, chama a atenção sobre a mudança de comportamento da direção da Câmara. Repare que no item 3 do projeto de Reforma Administrativa (veja aqui), a criação do cargo de PROCURADOR foi rejeitado por 6 a 3. Como a presidente não votava, fica claro que os únicos 3 votos foram da bancada petista.

O vereador Nando Cesar (PDT), que hoje preside a Casa, estava com a oposição e, assim como Valter de Lara (PL), votou contra.

Nando mudou de posição frontalmente. Hoje não apenas apóia indistintamente os projetos do executivo, como enviou um parecer à Procuradoria do Estado afirmando que a criação do cargo de PROCURADOR foi aprovada”sem restrições” pela Câmara e que estava tudo em ordem. Não falou nada sobre a rejeição de seis votos (inclusive o seu) a três que o levaram a rejeitar o projeto na época. Por que será?

Por que será, também, que o presidente da Câmara, sabendo que o cargo de PROCURADOR por NOMEAÇÃO era inconstitucional, não tomou nenhuma providência? O Ministério Público abriu inquérito para apurar o caso. Nando César tem muito a esclarecer.