Janeiro 2007
Arquivo Mensal
Arquivo Mensal
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 31 Jan 2007 | sob: Política
A vereadora Maria Tereza de Moraes (PL), peça chave na definição de quem será o presidente da Câmara, desmente matéria divulgada por um jornal de Sorocaba, no domingo, com o seguinte título: “Situação seduz vereadora com cargo e deve vencer eleição”. A matéria dizia que a vereadora iria compor a chapa encabeçada por Valter de Lara (PL) como vice-presidente, que, com seu voto, ganharia do grupo de oposição presidido por Valdemir Ferraz, o Nei do Mercadinho
Segundo Tereza, “não é bem assim”. Ela confirma a entrevista, mas diz que “não é bem da forma como foi colocado”. “Realmente há essa possibilidade, mas ainda não está nada certo. Estou pensando ainda que posição vou tomar”, afirmou a vereadora a este blog.
Tereza diz ainda que poderá haver surpresas, mas não quis revelar quais seriam. Disse apenas que quer tomar uma posição que seja favorável à população e não às manobras políticas em curso.
A vereadora também não gostou do jornal chamá-la de “apagada”, pelo fato de usar pouco a Tribuna. “Desde quando falar na tribuna é refencial do trabalho de um vereador?”, questiona. “Tem gente que vivia criticando a prefeitura e agora está apoiando o executivo. Se eu sou apagada, o que eles são então?”, emenda.
Segundo Tereza, a decisão de seu voto será revelada apenas na sessão de segunda-feira, 5, quando será realizada a eleição da mesa da Câmara.
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 30 Jan 2007 | sob: Política
A reportagem de Veja ainda seleciona o que chama de “Os sete pecados capitais” dos políticos brasileiros. Chamo a atenção, em especial, para o quarto pecado: a avareza. Porto Feliz se encaixa aí como cidade pequena, mas não vejo a dissolução da Câmara como um avanço. Imagine o que Seu Gerúndio faria…Mas uma coisa é certa: uma Câmara subserviente como a gestão que presenciamos agora é pior ainda. Prefiro a sugestão de vereadores NÃO REMUNERADOS. Imagine a transformação que isso representaria na cidade. Acabaria aquela aquela enxurrada de candidatos e só se apresentaria quem realmente está interessado em fazer alguma coisa pela cidade. Não apenas para se servir dela, como é o caso de alguns vereadores.
Leviandade
Razões – Sem coerência nem princípios, mudam de partido como quem muda de camisa. Só na última legislatura 194 deputados trocaram de partido – alguns até seis vezes.
Como expiar – Ampliar de um para quatro anos o tempo mínimo de filiação partidária obrigatória para poder se candidatar pela legenda.
Desonestidade
Razões – Sete dos nove grandes escândalos envolvendo política e corrupção nos últimos quinze anos tiveram como palco o Congresso.
Como expiar – Punir melhor e mais rapidamente. Quem renuncia para não ser cassado deve ser punido do mesmo modo – e não pode voltar a se candidatar.
Formação de quadrilhas
Razões – Muitos parlamentares se elegem como testa-de-ferro de fraudadores e outros assaltantes do Estado.
Como expiar – A começar pelas assembléias estaduais, vigiar, punir e banir quem enriquece na política.
Avareza
Razões – Eles só se mobilizam mesmo para aumentar o próprio salário. Ganham mais do que a imensa maioria de seus pares de países muito mais ricos que o Brasil.
Como expiar – Cortar pela metade o salário e o número de deputados federais e estaduais, acabar com as câmaras municipais em cidades médias e pequenas ou tornar a atividade de vereador não remunerada.
Preguiça
Razões – Os parlamentares trabalham pouco. Comparecem ao Congresso três dias por semana. Têm direito a recesso de 55 dias por ano.
Como expiar – A redução dos dias de recesso de noventa para 55 foi um avanço conseguido no ano passado. Mas a solução é avaliá-los por projetos feitos e aprovados.
Alienação
Razões – Brasília é de Marte, o Brasil é de Vênus. Na última legislatura, 37% dos projetos de lei de iniciativa do Legislativo aprovados no Congresso foram frivolidades: criação de datas nacionais e homenagens a personalidades.
Como expiar – A culpa não é só dos deputados e senadores. A existência de leis que só podem ser criadas pelo Executivo, como as orçamentárias, engessa a atuação do Congresso.
Intocabilidade
Razões – Eles não prestam contas à sociedade. Gastam dinheiro público como se fosse deles.
Como expiar – A Câmara já expõe na internet os gastos com as despesas dos gabinetes. O Senado ainda não. Cada centavo despendido precisa ser justificado em uma página aberta na internet.
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 30 Jan 2007 | sob: Política

Matéria da revista Veja desta semana está imperdível. Texto de Marcelo Carneiro e Camila Pereira, com reportagem de Victor de Martino: “Instalados em seus gabinetes no Congresso, os parlamentares brasileiros parecem viver em um universo paralelo. Nesse mundo, anos-luz distante daquele em que vivem os brasileiros, ganha-se bem, trabalha-se pouco e, neste momento, discute-se com grande empolgação quem será o próximo ocupante de um cargo cujo presente titular é desconhecido por 80% dos habitantes do país, segundo pesquisa feita pelo Ibope Opinião. A pedido de VEJA, o instituto realizou um levantamento para saber o que pensam os brasileiros a respeito de seus deputados e senadores. Os resultados apontam para um imenso abismo entre a sociedade e os que deveriam representá-la. Alguns exemplos: apenas 3% dos brasileiros ouvidos pela pesquisa afirmam acreditar que os congressistas representam e defendem os interesses da sociedade, uma imensa parcela de brasileiros (84%) acha que os parlamentares trabalham pouco e 52% consideram que não passa de 10% o número de bons deputados e senadores do país. Mais constrangedor do que isso, só os adjetivos que os entrevistados selecionaram para classificar os seus representantes. Pela ordem: desonestos (55%); insensíveis aos interesses da sociedade (52%); e mentirosos (49%).Leia íntegra aqui
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 29 Jan 2007 | sob: Política

Os amigos reclamam que o blog está muito politizado. Dizem que estou dedicando demasiadamente meu tempo a assuntos menores, de um sistema viciado e improdutivo. Talvez tenham razão. Vou diversificar mais, pero sem perder la dureza.
Começo, então, falando do amigo baixista Décio Rocha, natural de Pernambuco, mas que atualmente mora nas montanhas de Teresópolis, no estado do Rio. Na próxima terça-feira, dia 30, ele faz o lançamento de seu CD Estamira, título homônimo do premiado filme de Marcos Prado, do qual Décio fez a trilha sonora. O show será no Projeto Instrumental do SESC Paulista (endereço abaixo).
Trata-se de um multiinstrumentista de rara sensibilidade. Além de músicas do filme de Marcos Prado, o baixista pernambucano toca faixas dos seus dois primeiros discos: Talvez não seja assim (1992) e Peixinhos (2002). Este último produzido pelo parceiro Zeca Baleiro.
Décio é também um dos autores da trilha de Bicho de 7 cabeças, além de construir seus próprios instrumentos, utilizando como matéria prima materiais reciclados do lixo.
Atualmente, o instrumentista Décio Rocha finaliza seu quarto CD: “Quando estou dormindo nem sempre sei por onde ando“. Vejam só, até convidou-me para participar de uma das faixas, com meu esquecido trombone. Coisas de amigo, claro. Estou reeducando a embocadura e, quem sabe, hei de entonar essa história.
Quem estiver de bem com os ouvidos, aproveite o happy hour em São Paulo e não perca. É gratuito!
Projeto Instrumental Sesc Brasil
Avenida Paulista, 119 – Estação Brigadeiro – às 19h
Retirada dos ingressos uma hora antes do espetáculo
Décio Rocha – baixo fretless; Rodrigo Nogueira (guitarra);
Pedro Augusto (teclado); Roberto Freitas (bateria)
Leia crítica do filme Estamira aqui
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 29 Jan 2007 | sob: Política
Matéria reproduzida abaixo mostra, com clareza, a política de prioridades adotada pela atual administração municipal. Em outubro de 2005, a Prefeitura contratou a Oscip Ágere por R$ 180 mil para realizar a Semana das Monções. Não houve licitação e todo mundo sabe como terminou a história, com CEIs etc. Quem fez a festa foi a própria Prefeitura. Depois ainda repassou mais de R$ 1 milhão - isso mesmo, um milhão de reais - para a mesma Oscip construir e reformar escolas. Cadê as obras? Nem terminaram.
Há muitas outras comparações que podem ser feitas, mas vou ficar nessa: por que fazer uma festa de R$ 180 mil e depois vir a público falar quem não tem R$ 70 mil para a reforma do museu, que sofre com goteiras e corre o risco de perder parte de nossa história?
Outro exemplo desse desvio de prioridades foi a compra dos mais de 20 carros, pelo sistema de leasing. Tudo sem licitação. O preço saiu muito mais caro e o IPVA, durante três anos, nem será recolhido na cidade. Só com o repasse que o município teria direito, daria para comprar um veículo novo. Mas os senhores diretores não se sujeitaram a andar de carro velho.
E os novos cargos, que crescem às pencas sob o aval da Câmara? Já veio petista de Jundiaí, Itu, Sorocaba…Nada contra gente de outras cidades. Tudo contra o apadrinhamento partidário. É a política sindicalista que me assombra. Temos até um coordenador de Educação Ambiental. Que lindo! E a Prefeitura não tem R$ 70 mil para a reforma do telhado do museu.
Essa gente realmente faz história - pessoal, enquanto o museu da cidade corre o risco de perder parte do acervo da história da cidade. Isso não é fantástico?
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 29 Jan 2007 | sob: Política
Matéria publicada pela Tribuna das Monções, em 25/01/2007: “As chuvas não estão causando danos apenas às ruas. Um painel representando a Santa Ceia, obra atribuída a escravos e datada do século 18, está sob goteiras e dejetos de pombas no Museu Histórico e Pedagógico das Monções. A diferença é que as ruas são facilmente recuperadas, enquanto o painel raríssimo exemplo de arte escrava está se perdendo para sempre.
O teto do museu apresenta tantas goteiras que, em dias de chuva, os funcionários são obrigados a estender lonas plásticas sobre o acervo. Uma edição rara sobre a expedição de Langsdorff teve de ser retirada às pressas, devido à goteira sobre ela.
A Santa Ceia, além do ataque da chuva e das fezes ácidas das aves, apresenta pequenos furos, típicos da ação de insetos. O quadro precisa ser restaurado.
Sem verbas? - No ano passado, a Prefeitura encomendou projeto e orçamento para a reparação do telhado. A obra ficaria em 70 mil reais, segundo a diretora de Educação e Cultura, Simone Aparecida Ribeiro da Mota Almeida. O projeto foi encaminhado ao Ministério da Cultura e esbarrou na falta de verbas da pasta.
O Museu Histórico e Pedagógico das Monções não precisa apenas de novo telhado e restauração do acervo. Ele tem apenas um computador, velho, usado para as tarefas mais simples.
A diretora de Educação e Cultura gostaria de informatizar o museu, primeiro passo para catalogar todo o acervo. Falta dinheiro. Segundo Simone, a Cultura tem verbas apenas para o pagamento dos salários e despesas correntes, como energia elétrica.”
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 26 Jan 2007 | sob: Política
Hoje de manhã, no programa oficial das sextas-feiras, Seu Gerúndio fez uma avaliação do perfil do Capitão Dias. Entre outras coisas, disse que o diretor de Defesa do Cidadão “é polêmico” e, por isso, está encrencando com a tropa da Guarda Municipal.
Seu Gerúndio acha normal chamar seu diretor da Guarda Municipal de polêmico, enquanto ele e parte da tropa viraram caso de polícia, com registros de Boletins de Ocorrência. Já foram sete e os guardas prometem mais. O “polêmico” também promete é à forra na mesma moeda. Por aí dá para imaginar o clima na fábrica de tecidos…
Mas não fique preocupado, cidadão, alguém há de guardar por você.
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 25 Jan 2007 | sob: Política
Um fato, em especial, chama a atenção sobre a mudança de comportamento da direção da Câmara. Repare que no item 3 do projeto de Reforma Administrativa (veja aqui), a criação do cargo de PROCURADOR foi rejeitado por 6 a 3. Como a presidente não votava, fica claro que os únicos 3 votos foram da bancada petista.
O vereador Nando Cesar (PDT), que hoje preside a Casa, estava com a oposição e, assim como Valter de Lara (PL), votou contra.
Nando mudou de posição frontalmente. Hoje não apenas apóia indistintamente os projetos do executivo, como enviou um parecer à Procuradoria do Estado afirmando que a criação do cargo de PROCURADOR foi aprovada”sem restrições” pela Câmara e que estava tudo em ordem. Não falou nada sobre a rejeição de seis votos (inclusive o seu) a três que o levaram a rejeitar o projeto na época. Por que será?
Por que será, também, que o presidente da Câmara, sabendo que o cargo de PROCURADOR por NOMEAÇÃO era inconstitucional, não tomou nenhuma providência? O Ministério Público abriu inquérito para apurar o caso. Nando César tem muito a esclarecer.
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 25 Jan 2007 | sob: Política
Viram a matéria abaixo? Pois é, houve um tempo, há pouco mais de um ano, em que a Câmara Municipal de Porto Feliz desempenhava com esmero o seu papel de órgão legislativo. É claro que tinha política, mas as ações eram pautadas por coerência de objetivos. Era um tempo, também, onde algumas sessões se estendiam até a madrugada, para não precisar convocações extraordinárias, que geram gastos à municipalidade. Havia, sobretudo, comando.
Hoje está tudo diferente. O ano mal começou e já foram três extraordinárias. As pautas variam entre os interesses políticos do executivo e a superficialidade de alguns parlamentares. Vejam, por exemplo, que na última, quarta-feira, o Robertinho do PT gastou saliva e um tempo considerável para doar um “revólver” particular à Guarda Municipal. Transformam a Tribuna da Câmara em palanque de caprichos, sem nenhum constrangimento. Isso realmente não é extraordinário…?
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 25 Jan 2007 | sob: Política
“A Câmara Municipal de Porto Feliz teve mais uma longa e polêmica Sessão Ordinária (15/03/2006), que perdurou até as 3h00 de 16/03/06. Além dos vários requerimentos e indicações, o assunto mais discutido entre a Bancada do PT e os vereadores da Oposição foi novamente o da Reforma Administrativa.
O Projeto de Lei Complementar nº 06/2006 encaminhado pelo Prefeito Municipal à Câmara, que dispõe sobre alteração da Estrutura Administrativa e do Padrão de Referências Salariais dos Servidores da Prefeitura do Município de Porto Feliz, já havia entrado em pauta, para a primeira discussão, na Sessão de 01/03/06.
Durante aquela Sessão (de mais de 7 horas), foram apresentados 16 destaques ao Projeto, isto é, promoções ou aumentos salariais ou criação de cargos que chamaram muito a atenção dos vereadores da Oposição. Desses destaques, 12 foram rejeitados (ficaram fora do Projeto na primeira discussão) e 4 deles permaneceram no Projeto, pois não alcançaram votação por maioria absoluta de votos. Esta, de acordo com o Regimento Interno da Câmara, corresponde a 6 votos.
Na segunda discussão sobre o Projeto e seus 16 destaques, acontecida na última quarta-feira, as discussões e votações não se modificaram significativamente comparadas ao que ocorreu na primeira discussão. Dos 16 destaques, 13 foram rejeitados e 3 foram mantidos no Projeto enviado pelo Executivo. Mais uma vez, os vereadores da Oposição levantaram a questão da grande diferença entre o que divulga a Prefeitura sobre os aumentos (de 15 a 25,48 %) e o que realmente está contido no Projeto (alguns cargos com aumento de 2,36 % e criação de outros com até 94,49 %.
A seguir, as 16 matérias destacadas do Projeto e a votação para cada uma delas:
1 - Cargo de Assessor de Desenvolvimento Econômico, lotado junto ao Gabinete do Prefeito
Rejeitado por 5 votos contra 4, ficou fora do Projeto.
2 - Coordenador Indústria e Comércio, lotado junto ao Gabinete do Prefeito
Rejeitado por 5 votos contra 4, ficou fora do Projeto.
3 - Cargo de Procurador Jurídico, lotado junto a Assessoria Jurídica
Rejeitado por 6 votos contra 3, ficou fora do Projeto.
4 - Dois Cargos de Agente de Desenvolvimento Pequenas e Médias Empresas, lotado junto ao Gabinete do Prefeito
Rejeitado por 6 votos contra 3, ficou fora do Projeto.”
Veja os demais cargos e a matéria completa aqui
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 23 Jan 2007 | sob: Política
Vi há pouco um vídeo do Seu Gerúndio convidando os empresários a investirem em Porto Feliz. Ele promete que “nós vamos estar aumentando” a infra-estrutura asfáltica, ampliação do PSF (Programa Saúde da Família) e novas escolas com o sistema COC, aquele que gasta mais de R$ 600 mil ao ano terceirizando o ensino público.
É tudo que os empresários precisam para serem convencidos. Seu Gerúndio, que já foi professor um dia, tem uma concordância esplendorosa. Promete também “grandes apoio” na área de desenvolvimento econômico. Isso porque, imagino, foram feitas várias gravações e essa foi o melhor que conseguiram: “grandes apoio”. Que lindo, prefeito!
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 23 Jan 2007 | sob: Política
Que grata surpresa: dois comentários no blog de gente de verdade, com nome e sobrenome. Maravilha! Um deles, do repórter de IstoÉ, Chico Silva, já respondi diretamente, via e-mail. Nada demais. Só um esclarecimento sobre um ponto da matéria sobre a “Didática de esperteza” que, a meu ver, ficou confusa quando se refere a erros das apostilas. No restante, achei muito boa a reportagem. E como já disse, isso vai dar muito o que falar.
O segundo é do advogado Luís Antônio Albiero, da vizinha Capivari. Escreve-me para relembrar certa conversa que tivemos anos atrás e faz observações sobre o artigo “A imprensa amiga, a covardia e podridão escancarada”.
Albiero, sobrenome conhecido também em nossa cidade, queixa-se, em especial, do que ele interpretou como uma generalização que fiz do petismo, nas seguintes afirmações: “Santo Deus, quanta ignorância! Tem tudo para ser um petista” e, depois, em “é um petista de carteirinha e nada acrescenta ao jornalismo de verdade”.
Entende o advogado que generalizei e, muito elegantemente, conclui que o coloquei no mesmo baú, já que admite ser um “petista de carteirinha”. “Eu, por exemplo, sou advogado. Decerto, por ser petista, sou também ignorante e nada acrescento à advocacia ou ao Direito…”
Como se vê, generalizações são mesmo perigosas, razão pela qual as evito. Nunca disse que todo petista é ignorante. Releiam o texto e confiram. Disse, sim, que a ignorância do referido jornalista ao inventar uma história e confundir profissão com identidade o credencia para ser um petista. É diferente! Estava falando de um jornalista ignorante em seus objetivos e que foi usado para produzir uma matéria em defesa dos interesses da Prefeitura, administrada pelo PT. Foi só isso, nada mais.
Albiero, que mui carinhosamente me chama de amigo, ainda faz a analogia do meu comentário com sua atividade profissional de advogado. “Decerto, por ser petista, sou também ignorante e nada acrescento à advocacia ou ao Direito…”
Nada disso, amigo. Reafirmo: petistas de carteirinha nada acrescentam ao jornalismo de verdade. Nem petista, nem peessedebistas, nem malufistas ou qualquer outra sigla proselitista. De carteirinha ou não. Já o Direito trafega por caminhos bem distintos. Advogados são remunerados para defender os interesses de seus clientes; jornalistas ganham para correr atrás da verdade, independente de quem ela atinja. Pelo menos é essa a teoria que eu pratico.
A analogia que se propõe o amigo de Capivari seria algo do tipo chamar alguém de “loura burra” e, logo, concluir que “todas as louras são burras”. Isso sim é uma generalização e, como tal, perigosa.
Não obstante, recebi com apreço o comentário e, acredite, aceito as críticas. Embora já tenha feito os esclarecimentos necessários, vou refletir sobre elas. Fique à vontade para comentar, criticar e discordar das opiniões e considerações pessoais de meu blog. Gostaria, sinceramente, que outros nomes o sobrenomes se apresentassem para discordar do que penso, ou mesmo me chamar a atenção para certos pontos que, às vezes, passam despercebidos. Apesar da boa visitação, só recebo xingamentos anônimos, que por motivos óbvios não reproduzo.
Veja só, Albiero, sobrou para você tomar as dores, indevidamente, dos “petistas” que se amontoam às pencas na nossa administração municipal, que vai de mal a pior. A senhora autoridade quer ser dona da verdade, custe o que custar. Acredita que pode escamotear os seus sucessivos equívocos, trocando favores com a “imprensa amiga” que só reproduz releases oficiais.
Por certo, caro Albiero, não pensam como você, não agem como você e, imagino, pouco têm a acrescentar ao petismo que você tão apaixonadamente ainda defende. No seu lugar, se me permite mais uma observação, tomaria mais cuidado ao apadrinhar, genericamente, “correligionários” sob a sigla da nostalgia-ideológica que se esfacelou no exercício do Poder. E não faltam exemplos de “aloprados” para ilustrar o que ora vos digo.
Por fim, Albiero, lamento pelo insucesso de seu projeto editorial de nossa conversa antiga. Se fizer um esforço de memória, também se lembrará das recomendações que fiz sobre os percalços que encontraria no exercício de jornalismo com suas funções político-partidárias. São incompatíveis. O fato de ter sido vereador (do PT ou qualquer outro partido) talvez também tenha pesado na morte-súbita de sua revista. Mas isso não pode – nem deve – ser supervalorizado. O importante é continuar a luta na defesa de seus ideais, seja como político, advogado ou cidadão comum. Imagino que Capivari deva se orgulhar de ter um “petista-de-carteirinha” como você, que, antes de tudo, é um cidadão que merece respeito! Fique em paz com os seus botões. Até breve!
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 22 Jan 2007 | sob: Política
Vou começar a semana por um assunto que passou em branco na imprensa nativa. Sabe como é, não tinha release oficial, então…Trata-se da eleição da Associação dos Servidores Públicos, realizada na terça-feira, 16, e que pode acabar em um grande imbróglio. Chegaram a afirmar que o pleito foi marcado por grandes confusões, envolvendo até vereadores. Nada disso, porém, foi confirmado. O que houve, efetivamente, foram irregularidades que estão sendo apuradas pelo presidente da Comissão de Pleito, Marcos Renato Faustino, funcionário do setor de Administração da Prefeitura.
Isso porque, a chapa de oposição, comandada por Edevaldo Xavier, o Barba, inscreveu um membro que não é filiado a Associação. A candidata à reeleição pela chapa da situação, Jane Zauro, entrou com um pedido de impugnação, mas a Comissão resolveu realizar o pleito mesmo assim, sob o argumento de que a anulação iria constranger os participantes.
Feito isso, a chapa de oposição, comandada por Barba, venceu por 81 contra 68 votos. A Comissão de Pleito agora decide o que será feito e não está descartada a possibilidade de uma nova eleição. “ Vamos analisar durante a semana e decidir o que será feito”, avisou Faustino, que nega qualquer tipo de briga ou confusão durante a eleição, como foi cogitado. “Foi tudo muito tranqüilo”, garante.
SINDICALISMO - Mas o que interessa isso à população? Muito. A associação é uma entidade que mantém relação estreita com o comércio da cidade e que oferece vários benefícios aos associados, como compras com cartão para desconto em folha, entre outros.
A associação sempre foi vista como um obstáculo aos objetivos do Sindicato dos funcionalismo público, sob o comando político do vereador Robertinho Brandão, presidente do PT e que serve os interesses do Executivo. Essa disputa de tempos atrás acabou, até, por gerar a transferência de sua presidente, Jane Zauro, para a delegacia local, em clima de muita rivaldiade. Antes ela trabalhava na Diretoria de Obras.
Hoje, porém, a situação é bem diferente. Jane é esposa do vereador Valter de Lara (PL), que está amarrado com a bancada do PT para conseguir a presidência a Câmara. Jane garante, porém, que mantém sua independência com relação ao executivo. Diz que não deixou o marido nem sequer acompanhar o pleito, justamente para evitar comentários e confusão.
Ela diz que apresentou a impugnação da chapa adversária 10 minutos antes de começar a eleição na terça-feira, 16. Concordou com a realização do pleito, como sugeriu a Comissão de Pleito, e agora aguarda uma decisão. Ela também não descarta a possibilidade de realização de uma nova eleição.
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 19 Jan 2007 | sob: Política

Está longe de uma trégua a rivalidade entre o diretor de Defesa do Cidadão, Capitão Dias, e a corporação da Guarda Municipal. Matéria da Revista Viu! (clique aqui) mostra que uma policial foi ameaçada de sofrer “mais uma sindicância” apenas porque não bateu continência para o diretor. Mas precisa? “O comandante não é ele”, alega a guarda Gisleine Cristina Corrêa, que pretende abrir um processo de assédio moral contra o diretor. Isso ainda vai dar o que falar.
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 19 Jan 2007 | sob: Política
Acertei, em cheio, a matéria que seria publicada com destaque no jornal de Itu desta sexta-feira, 19. Mudaram um pouco o título, como previ, mas o conteúdo foi copiado e colado - control C e control V - do texto publicado no site oficial da prefeitura. Dá para chamar isso de jornalismo? Claro que não! Absolutamente!
Mas não foi o pior. Na página 5, o jornal amigo - do Seu Gerúndio, claro - publica uma matéria com o seguinte título: “Repórter é acusada de mentir identidade para obter entrevista”. Trata-se, na verdade, de um exercício de ficção montado para encobrir mais uma escorregada - das grandes - da administração municipal.
A matéria não cita o nome da repórter e diz apenas que é de uma revista da cidade. Por aí já dá para perceber a profundidade da (des) informação aos leitores, cuja intenção é nada menos do que caluniar e atingir uma profissional que está no exercício do seu trabalho.
A repórter tem nome e o Zé Mané que redigiu o texto sabe disso. É Juliana Machado e trabalha para a Revista Viu! Isso não é novidade para ninguém em Porto Feliz, muito menos para a administração municipal e para os colegas de “imprensa”, com a qual a reportagem mantém contato quase diário.
Além de maliciosa, caluniosa e desinformativa, a matéria é repleta de equívocos. Diz o título que a “repórter mentiu a identidade” para, no texto, afirmar que “”a jornalista havia se passado por professora para obter declarações da diretora de Finanças”. Vejam só o absurdo, alguém se passando por “professor” para obter declaração. Que estratégia mais fabulosa é essa. Só um idiota para criar uma versão dessas e só alguém mais imbecil ainda para dar entrevista a um “professor”.
O mané ainda confunde “identidade” com profissão. Santo Deus, quanta ignorância! Tem tudo para ser um petista. Se já não o é.
Se o moleque que escreveu essa matéria tivesse um pingo de jornalismo nas veias, ligaria para a tal repórter para perguntar o que realmente aconteceu. Não tem e não o fez. Falta-lhe caráter. O vagabundo só copiou o BO e publicou no jornal. Não se espante não. Esse tipo de canalhice é comum para gente da imprensa “chapa branca”. Esperar o quê de um veículo cuja sede está fora da cidade, se apropria de material editorial indevidamente e não liga a mínima pelos interesses locais. O negócio aqui é só para ganhar dinheiro. Público, aliás.
Juliana é uma repórter jovem e sentiu na pele a covardia de dois de seus “colegas”. Um é petista de carteirinha e nada acrescenta ao jornalismo de verdade; outro é um jovem aprendiz que escolheu o caminho errado, da mentira, dos interesses do patrão e, antes mesmo de começar na profissão, já jogou a ética no fundo do poço. Lamento, sinceramente. É triste ver alguém tão jovem atirar pelas costas em uma pessoa que era mais do que colega. Era amiga.
A MATÉRIA - Por traz de toda essa encenação montada pela administração municipal, está um trabalho digno de jornalista de grande estatura. Juliana procurou a Prefeitura porque é dever de todo jornalista ouvir o outro lado. No caso, o assunto era a matéria publicada pela revista IstoÉ, dia 20 de dezembro de 2006, sob o título “Didática da esperteza”. A reportagem aborda a ineficácia da substituição de livros didáticos, avaliados e certificados pelo Ministério da Educação, por apostilas caras e de qualidade questionável.
Porto Feliz foi citada nominalmente, inclusive com depoimento da diretora de Educação, Simone Almeida, esposa do vereador Miguel Arcanjo (PT). Diz que a cidade gasta R$ 600 mil ao ano, dinheiro que poderia ser utilizado em outras finalidades dentro do próprio setor.
A repórter Juliana não se contentou em reproduzir apenas o que a IstoÉ divulgou no Brasil inteiro. Fez mais. Foi ouvir todas as partes envolvidas, pesquisou e fez uma matéria perfeita do ponto de vista jornalístico. Mais até do que a própria IstoÉ, que confunde informações. O resultado você confere na edição 55 da Revista Viu!, que acaba de chegar às bancas.
BOICOTE TOTAL - A matéria do jornal de Itu é uma aula da cartilha petista. Mostra, sobretudo, a via sacra de barreiras impostas para dificultar o acesso à informação. Transparência, como percebe-se, é ZERO.
Mesmo assim, ainda se atrapalham em sua própria estratégia de ocultismo de informação pública. E quando fazem algo de errado, logo põem a culpa em alguém. O assessor diz que não sabia de nada, a diretora idem. Então, logo a culpa é da repórter, oras.
Vou repetir a frase de Bertolt Brecht para os covardes: “A verdade é filha do tempo, não da autoridade”. Nem dos boletins de ocorrência que viram pseudo-matéria nas coxas das focas-franguinhas de porta de delegacia.
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 18 Jan 2007 | sob: Política
O cineasta e comentarista Arnaldo Jabor está sensacional em seu último comentário na rádio CBN. Não é sempre que concordo com ele, mas nesta acertou na veia. Parece falar de algo tão próximo…Não consegui pôr o link direto, mas por aqui você entra em sua coluna e clica no título “Depois das eleições, caímos em um buraco de lama”.
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 18 Jan 2007 | sob: Política
Iria fazer uma aposta, mas como não sou dado a jogos de azar, proponho um exercício de premonição sobre a manchete do jornal amigo amanhã: “Prefeito protocola abertura de loteamento e Distrito Industrial vai sair”. Talvez não seja exatamente com essas palavras, mas vai ser por aí, com destaque. Com foto -e tudo, óbvio! Fique atento, leitor, se vão mencionar que o Distrito Industrial não tem absolutamente nada de infra-estrutura ainda, como rede de esgoto, água, energia etc. Mas a manchete “positiva”está garantida.
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 18 Jan 2007 | sob: Política
Depois da sessão extraordinária de quarta-feira, os vereadores queriam realizar uma reunião e discutir um acordo para dar fim ao impasse sobre a eleição do novo presidente da Casa. O objetivo era propor uma “terceira via” entre os nomes de Valter de Lara e Nei do Mercadinho, ambos do PL.
Vartão alegou, porém, que não poderia ficar, pois estava passando mal. Disse que sua pressão havia subido, o que a gente entende perfeitamente. Antes, entretanto, também havia afirmado que a única possibilidade que admite discutir é o nome de “seu vice”. Qualquer outro tipo de acordo está fora de cogitação. Êta cidadão democrático, sô!
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 18 Jan 2007 | sob: Política
Na manhã desta quinta-feira se reuniram no gabinete do prefeito Cláudio Maffei os vereadores da bancada petista ( Miguel Arcanjo, Andréia Matos e Robertinho Brandão), Valter de Lara (PL) e o presidente da Câmara, Nando Cesar (PDT). Pelo que parece, já está oficializada a Liga dos Extraordinários, que articula a eleição de Vartão para a presidência da Câmara.
Depois da reunião, Vartão voltou ao gabinete para reivindicar uma queixa de funcionário, que acabou virando BO na delegacia (falo depois sobre isso). Essa é a “política moderna” que Valter de Lara diz que pretende construir para levar a cidade ao desenvolvimento. O parlamentar, eleito para defender os interesses da população, faz reuniões às portas fechadas com o prefeito e acha isso normal. E olha que de construção ele diz que entende. Imagine só o que fará se for eleito presidente do legislativo.
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 18 Jan 2007 | sob: Política
O programa oficial das sextas-feiras da Rádio Portofelicense com o prefeito Cláudio Maffei não será transmitido amanhã, dia 19. O motivo é simples: a rádio está fora do ar. Sorte minha e dos ouvintes cujos ouvidos são mais sensíveis ao gerundismo exacerbado do alcaide-mor da cidade.
Mas por que a rádio está fora do ar? A versão oficial é que se trata de um problema nos transmissores. Hummmmm. Confirmei, porém, que o motivo é uma decisão judicial por causa do imbróglio entre os diretores da empresa, que, por sinal, são pai e filho. Como é assunto de família, não me meto. Reservo-me o direito de apenas comemorar uma sexta-feira sem gerundismos. Meus ouvidos agradecem.
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 18 Jan 2007 | sob: Política
É incalculável a capacidade que o governo de Seu Gerúndio tem de embromar um assunto e não acrescentar informação à população. Devem imaginar que na cidade existem apenas “cones” distribuídos para o exercício de suas manobras de inserção de releases na imprensa amiga.
Vejam, por exemplo, o texto que acabei de ler no site oficial da Prefeitura e que amanhã deve estar estampado no jornal de Itu: “Apresentado diagnóstico sobre segurança em Porto Feliz“.
Realmente me pareceu interessante conhecer o conteúdo de um trabalho que apontasse os focos da violência e criminalidade da cidade, como promente o título. Engano meu. Tratava-se, na verdade, de mais um exercício de embromação. Em 19 linhas, o autor - que não deve ter nenhuma experiência com textos jornalísticos - não dá uma dica do que realmente se trata o conteúdo desse tal “diagnóstico”.
Por fim, a matéria termina com uma aula de petismo, com a notícia de que em uma nova reunião, marcada para a manhã desta quinta-feira, seriam discutidos “detalhes”do diagnóstico. Detalhes? Então tá…!
EM TEMPO: Por falar em detalhes, a Guarda Municipal apreendeu, na tarde desta quinta-feira, 34 quilos de maconha no Engenho D’água. Os traficantes conseguiram fugir, mas a guarda já tem pistas dos suspeitos. A GM em Porto Feliz, que já expulsou até o diretor de defesa de Defesa do Cidadão de sua antiga sala, realmente funciona. .
Publicado por Marcelo Mastrobuono em 16 Jan 2007 | sob: Política
O que é bom, a gente mostra; o que é ruim, a gente esconde. Esta é a tática difundida pela cartilha petista que Porto Feliz segue à risca, com a ajuda da imprensa amiga. Não acredito que alguém de posse de suas faculdades mentais possa ser iludido com isso. Enganam os ignorantes incorrigíveis.
Vejam só a história das tarifas: ” Alguns preços tiveram redução de até 66%. É o caso, por exemplo, das certidões (como as negativa, de cadastro e de valor venal), que caíram de R$ 9 para R$ 3″, escreveram nas manchetes de jornais.
Fiquei impressionado. Como isso vai mudar significativamente o orçamento doméstico da cidade. Quem gastava R$ 9 vai gastar R$ 3. Maravilha.
Prefiro, porém, outras contas de ordem pública. Uma que chama bastante atenção são os valores do IPVA dos veículos oficiais. Lembra-se da frota nova, com mais de 20 veículos e tratores, adquirida logo no início da gestão Maffei? Pois é, aquelas compras foram feitas por um sistema de leasing, no qual os veículos continuam em nome do fornecedor, com placas de São Paulo. Só por causa disso, Porto Feliz deixa de receber 50% do valor de recolhimento do IPVA, com determina a Lei.
Fiz uma conta grotesca e calculo que isso represente cerca de R$ 30 mil ao ano, o que seria o preço de um carro novo. Pode ser até mais.
Essa conta a administração do Seu Gerúndio não sabe fazer. Comprou mais de 20 carros por um sistema de leasing – sem aprovação da Câmara, que ainda não moveu uma palha -, pagou um preço exorbitante e ainda está perdendo os recolhimentos do IPVA para a capital paulista. Mas o que importa isso. Vamos todos comemorar com fogos o ano que começa com certidões negativas mais baratas: De 9 para R$ 3. Isso vai mudar as nossas vidas! E você, acredita?