Augusto Nunes, como sempre

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 19 Set 2009 | sob: Política

Vocês já sabem faz tempo que gosto de chamar as coisas pelo nome, mesmo que isso custe algumas horas no fórum. Como dizem, a “Justiça tarda, mas não falha”! Esse negócio de ficar atirando por trás não é comigo.

Dentro dessa linha, há pessoas com as quais a gente se identifica, ignora ou abomina. Geralmente procuro estar por perto daqueles que andam com a coluna ereta. O jornalista Augusto Nunes é um deles. Acompanho seu trabalho, às vezes próximo, às vezes distante, desde os meus tempos de PUC-SP. Deliciei-me e me identifiquei com o livro “Minha razão de viver”, no qual ele narra a trajetória de Samuel Wainer, o fundador do jornal Última Hora.

Nunes já andou por quase toda a grande imprensa, sempre deixando rastro de boas realizações e, acima de tudo, de muita seriedade e eloquência. Em algumas situações, chegamos a trocar e-mails, em especial durante o período em que esteve à frente da Redação da revista Época. As circunstâncias em que deixou a empresa foi um demonstrativo de seu caráter e de como entende o jornalismo. Uma coisa posso lhes garantir: Nunes não é servil.

Vejam só, fiz todo este nariz-de-cera para reproduzir um de seus textos, breve em palavras mas profundo em conteúdo, publicado no site da revista Veja, onde agora o colega é colunista. Não por acaso - e nem coincidências (esse foi um dos temas que dialogoamos), ele fala sobre o episódio em que se meteu o Nelsinho Piquet, com aquele acidente em Cingapura. Nada a acrescentar. O título é “O PILOTO MORREU DE MALANDRAGEM’. Confiram!

Se provocou o acidente em Cingapura por ordem da Renault, Nelsinho Piquet é desonesto e servil. Se inventou a história para vingar-se da demissão por incompetência, é desonesto e ressentido. Nesta semana, a Federação Internacional de Automobilismo só vai decidir se a fábrica também é delinquente ou apenas não conhece os profissionais que contrata.

Nelsinho já se condenou. Criminoso confesso, o jovem mimado que confundiu a Fórmula-1 com Brasília transformou o que seria um julgamento em autópsia. Morreu de malandragem, disso todo mundo sabe. Mas é preciso especificar o tipo. Conforme o resultado, pode até virar senador

Bem, como veem, de gente servil o mundo tá cheio. A Maniçoba que o diga. A incompetência que andou por muitos lugares antes de cair do cavalo (parece que foi de um Mangalarga), achou um ancoradouro oportuno nesse Porto! Como dizem: na falta de clientes, arruma-se um patrão que lhe pague com dinheiro público!

Tudo como antes…

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 19 Set 2009 | sob: Política

Olá! Fazia um tempão que não apareceia por aqui, daí resolvi conferi a quantas andam. Imaginei que os acessos ao blog mais lido da cidade tinham zerado, dada a longa ausência do autor. Quase nem me lembro mais da senha. Fiquei surpreso! Tinham quatro pessoas on line e os acessos não param de subir.
Imagino que têm coisas que devem ser lidas e relidas muitas vezes, principalmente porque os assuntos continuam atuais. Só para fazer um paralelo com a política nacional, algo recorrente neste espaço deste outrora, vejam que o apedeuta-mor agora indica para o cargo de ministro ao Supremo Tribunal Federal um sujeito que já foi condenado em duas instâncias por recebido verbas públicas de forma ilegal. Estou me referindo a José Antonio Dias Toffoli, advogado da geral da União: Vejam algumas de suas aptidões:

Toffoli é brasileiro nato, tem 41 anos, não tem mestrado, foi reprovado duas vezes no concurso para juiz estadual e apresenta escassa produção acadêmica. Sua experiência profissional mais evidente, antes de entrar no governo, foi a de advogar para o PT. O fraco currículo, porém, não é o seu maior obstáculo. Toffoli é duas vezes réu. Ele foi condenado pela Justiça, em dois processos que correm em primeira instância no estado do Amapá. Em termos solenemente pesados, a sentença mais recente manda Toffoli devolver aos cofres públicos a quantia de 700.000 reais - dinheiro recebido “indevidamente e imoralmente” por contratos “absolutamente ilegais”, celebrados entre seu escritório e o governo do Amapá

Viram só? Recebeu dinheiro público indevidamente e está recebendo uma espécie de promoção. Lembram-se de alguém mais próximo? É só lembrar sempre que a sem-vergonhice anda a passos céleres e os lobos se vestem de cordeiros.

A Choldra tem mesmo uma forma muito peculiar de moralidade. Os canalhas passam a mão no dinheiro público e são alçados a postos ainda maior, por ironia, dentro de um contexto jurídico. Viva o Brasil do PT! Isso ainda vai acabar uma Venezuela…

Collor, o novo herói do PT

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 04 Ago 2009 | sob: Política

Vamos manter o esquema do “quem é vivo aparece”. Como já disse, tenho me empenho bastante em outro segmento do jornalismo, o que me fez afastar um pouco dos assuntos locais. Mas continuo antenado para ver por onde as cobras rastejam. Vejam o artigo abaixo do Reinaldo Azevedo, sim, sempre ele, com a escrita elegante e elucidativa:

Por Reinaldo Azevedo

Há muito tempo, já escrevi aqui, ganho a vida com a minha escrita. Se há coisa que faço sem dificuldade ou sofrimento, essa coisa é escrever. Gostem ou não do resultado final, conheço um bom par de caminhos para atravessar o mar de letras e palavras. E, mesmo assim, há momentos em que mal sei por onde começar. Pelo lead, pelo mais importante? Como cronista ou como analista? Escolho a primeira vertente. Ânsia de vômito! É isto mesmo: o senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL), o defenestrado presidente da República, acaba de fazer um discurso no Senado, e duvido que qualquer pessoa de bem que o tenha visto e ouvido não tenha evitado um misto de nojo e revolta.

O senador Pedro Simon (PMDB-RS) ocupou a tribuna do Senado na volta do recesso para defender a renúncia de José Sarney (PMDB-AP) à Presidência da Casa. E o que se seguiu foi um espetáculo de grosserias, brutalidade, estupidez, ignorância, atraso, rancor, ódio… Tudo misturado. Os comandantes da tropa de choque em defesa de Sarney foram os senadores Renan Calheiros (PMDB-AL) e Fernando Collor, com o auxílio de Wellington Salgado (PMDB-MG), hoje com o cabelo aparentemente lavado, mas ainda sem um miserável voto. Ok. A lei lhe garante estar lá. Mas ele continua sem voto.

Calheiros aproveitou os seus apartes para atacar Simon de um modo grotesco, fazendo ilações sobre o seu passado, acusando supostas irregularidades que ele teria cometido quando ministro da Agricultura — sem, evidentemente, apresentar evidência ou prova. Ao mesmo tempo, acusava as injustiças de que ele próprio teria sido vítima quando foi obrigado a renunciar à Presidência do Senado. E dizia com a boca cheia: “Apresentei todas as explicações que me foram pedidas”. Alguém sabe, até hoje, por que era uma empreiteira que pagava a pensão de um filho que ele teve fora do casamento — só para lembrar o aspecto mais incomum de sua biografia?

Mas o grande momento foi mesmo de Collor. Os cabelos mudaram, estão mais brancos, mas a voz e a grosseria de que é capaz continuam rigorosamente as mesmas. Num aparte a Pedro Simon, lá se foi todo o cavalheirismo que tentava afetar desde seu retorno à política, e mandou o senador “engolir suas palavras”. Era o velho jovem Collor. Dêem-lhe um pouco de poder e visibilidade, e lá está ele tentando mostrar que tem “aquilo roxo”. Convidado amigavelmente por outros senadores a retirar a ofensa, tomou a palavra, disse que não retirava coisa nenhuma, evitando até mesmo falar o nome de Simon — chamava-o de “aquele que me precedeu”. E fez a mais enfática e absoluta defesa de José Sarney.

Não! Esperem! Não defendeu José Sarney, não! Defendeu a si mesmo! Assim como Lula diz hoje que o mensalão nunca existiu, Collor tomou a palavra para dizer que foi deposto em razão de uma trama urdida pela IMPRENSA. Sim, senhores! Ele também não fez nada! Segundo deu a entender ali, foi deposto pela revista VEJA — honra que, confesso, nunca vi a revista reivindicar. Mas teria sido um feito e tanto para a história do Brasil. E dizia, com orgulho, ter sido absolvido pelo STF. Foi, sim. Porque, afinal, não deixou ato de ofício sobre o seu modo heterodoxo de governar. Gente como ele nunca deixa ato de ofício.

Quem quiser saber o que foi o governo Collor tem de começar pesquisando a trajetória do Paulo Cesar Farias, seu caixa de campanha. Vou lembrar aqui, de vez em quando, para as novas gerações, a trajetória e os sucessos desse grande moralista. E foi o próprio Collor quem revelou o espírito do nosso tempo. Lembrou que tinha sido adversário do agora presidente do Senado e do próprio Lula também. E chamou a atenção para o fato óbvio: hoje, os três estão juntos.

Imagino o que sente um petista que tenha sido convidado, no passado, a combater Sarney e depois Collor. Sarney mudou? Continua o mesmo! Collor mudou? Continua o mesmo. Lula mudou? Atenção: ele também continua o mesmo. A única diferença é que, antes, ele não estava no poder. Agora está. E seu critério para definir quem presta e quem não presta é a pessoa ser ou não sua aliada.

Por alguns segundos, vislumbrei aquele mesmo Collor que saía correndo com suas camisetas ridículas, expondo a sua melhor forma de pensamento: o suor. Era o truculento de sempre. Aproveitou para pedir desculpas à família de Sarney por tudo o que disse sobre ela em 1989, mas manteve as ofensas de agora ao senador Pedro Simon. Collor, como Lula, tem só um critério para ofender ou para afagar: ser a pessoa sua aliada ou não. Ele se desculpa de grosserias passadas com grosserias presentes.  Aquilo a que se chamou República de Alagoas deu as caras de novo. Com o charme e a elegância costumeiros.

Oligarquias tradicionais se juntavam ali, agora unidas e chefiadas por um oligarca do sindicalismo: Lula. São os protagonistas da vanguarda do retrocesso. Se estão todos do mesmo lado, alguém sobrou do lado de lá. Adivinhem quem é.

Sarney, Collor, Renan, Lula e o PT têm um inimigo: a imprensa. Mas não uma imprensa qualquer, não é? Até porque os dois ex-presidentes da República são donos, em seus estados de origem, de jornais e canais de televisão. Da imprensa deles, evidentemente, eles gostam. Não suportam o que chamam “mídia”. Não suportam jornalistas que não possam demitir. Não suportam profissionais nos quais não possam mandar. Não suportam jornalismo que não tenha medo de coroné, rural ou urbano; do interior ou do “chão da fábrica”.

O sonho dourado de todos esses oligarcas, Lula incluído, é controlar a imprensa. E acreditem: eles tentam isso todos os dias do ano, todas as horas do dia.

PS: Será lindo ver os petralhas afirmando que Collor é um bom sujeito. Convenham: ele merece ser elogiados por eles; eles merecem ter de elogiá-lo.

Collor, o novo herói do PT!

A crise ética

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 29 Jun 2009 | sob: Política

Quem é vivo aparece. Sim, e cá estamos só para um suspiro sobre a crise ética que assola o pais. Que José Sarney é o que é, todos nós sabemos. O que não imaginávamos é que a envergadura moral do presidente Lula lhe permitiria vir a público dizer que “Sarney não pode ser considerado um cidadão comum”. Vejam o que disse Marco Antonio Villa, professor de história da Universidade Federal de São Carlos, em entrevista à Folha de S. Paulo

A questão central é que, hoje, Lula e Sarney são unha e carne, faces da mesma moeda. Por incrível que pareça, eles não se distinguem, o que é estranho pelas histórias tão distintas. A crise ética no Brasil chegou a tal ponto que não há mais distinção entre o Lula e o Sarney”

Todos os dias do trabalho

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 01 Mai 2009 | sob: Política

Outro dia me perguntaram se eu tinha “morrido”, dado o meu sumiço do blog. É o que muita gente queria, mas ainda não chegou a minha vez. Estou vivinho da silva e, como tal, de vez em quando dou o ar da graça.

Como já disse, ando um tanto envolvido com outros assuntos. Alguém chegou até a questionar se havia trocado os jumentos pelos cavalos? Não, não sejamos tão cruéis com os equídeos. Existe ali mais poder de compreensão e discernimento se comparado a muita gente da política. Aliás, creio que há mais gente com as quatro patas no chão solta por aí do que nas cocheiras. Em especial aqueles que ficam com o chapéu na boca à espera de algumas migalhas do poder público.

Vejo, por exemplo, gente que não consegue cliente nem trabalho na iniciativa privada e que se sujeita a tudo em troco de um cargo (e salário, claro) público. Por uns trocados, abanam até o rabo. Pelo menos assim, tadinhos, mantêm a exuberante pança.

De minha parte, tenho aprendido muito nessa nova empreitada. Fiz até uma paródia do dito popular: “quanto mais lido com cavalos, mais compreendo os homens…”. Para mim, que comecei a trabalhar com sete anos, entregando pão na carrocinha de Lauro Galvão, o Padeiro, o momento soa como uma volta às origens. É como se tudo voltasse ao princípio, em ambos os sentidos: paixão e trabalho.

Sempre fui muito feliz fazendo o que gosto. Por isso, não me importa o quanto tenho de trabalhar. Pode ser cedo, à tarde, à noite, madrugada, segunda, domingo ou feriado. Pode ser até o Dia do Trabalho, data em que meu filho completa nove anos. Idade boa para começar a compreender que um homem se faz pelas suas atitudes, não pelas omissões. Idade boa para entender que caráter não é uma mercadoria para ser negociada. Idade boa para saber que homens de verdade andam eretos e não se curvam à corrupção moral que lhe oferece um cargo e salário fácil pago com dinheiro público.

Claro que não devemos generalizar. Todos sabemos quem são os oportunistas da hora, em todas as esferas de governo. O que se deve destacar é que nada é mais nobre do que a força do seu próprio trabalho. Hoje e todos os dias do ano!

Até breve!

Mainardi: CPI da Petrobras. Já!

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 05 Abr 2009 | sob: Política

Segue abaixo artigo do Diogo Mainardi, publicado na Veja que está nas bancas:

Victor Martins está sendo investigado pela Polícia Federal. Num relatório interno, sigiloso, ele é tratado como suspeito de comandar um esquema de desvio de 1,3 bilhão de reais da Petrobras.

Quem é Victor Martins? Já tratei dele alguns anos atrás. Talvez alguém ainda se lembre. Ele é diretor da Agência Nacional do Petróleo (ANP). É também irmão do ministro da Propaganda de Lula, Franklin Martins.

Vamos lá. Ponto por ponto. Em meados de 2007, a PF prendeu treze pessoas na Operação Águas Profundas. Elas eram acusadas de fraudar e superfaturar contratos com a Petrobras. Durante as investigações, os agentes da polícia fazendária do Rio de Janeiro descobriram outro esquema fraudulento, envolvendo empresas de consultoria, prefeituras e a ANP. Segundo a denúncia, tratava-se de um esquema de desvio de dinheiro de royalties do petróleo. A PF abriu uma nova investigação, batizada de Operação Royalties.

Nos primeiros meses de 2008, o delegado responsável pela Operação Royalties preparou um relatório sobre o resultado de suas investigações. O que tenho na minha frente, no computador, é justamente isto: a cópia integral desse relatório.

De acordo com os dados recolhidos pelos agentes da PF, Victor Martins, apesar de ser diretor da ANP, continuaria a se ocupar dos interesses da Análise Consultoria e Desenvolvimento, empresa da qual ele seria sócio com sua mulher, Josenia Bourguignon Seabra. Victor Martins se valeria de seu cargo para direcionar os pareceres da ANP sobre a concessão de royalties do petróleo, favorecendo as prefeituras que aceitassem contratar os préstimos de sua empresa de consultoria. Num episódio descrito pela PF – e reproduzo o trecho mais escandaloso do relatório –, Victor Martins “estaria ajeitando uma cobrança de royalties da Petrobras, no valor de R$ 1 300 000 000,00 (um bilhão e trezentos milhões de reais), através da Análise Consultoria, e teria uma comissão de R$ 260 000 000,00 (duzentos e sessenta milhões de reais), a título de honorários”.

O relatório da PF, com todos os detalhes sobre o esquema e o nome dos supostos cúmplices de Victor Martins na ANP, foi apresentado a Luiz Fernando Corrêa, diretor-geral da PF. O que aconteceu depois disso? Primeiro: a Operação Royalties, que estava a um passo de ser deflagrada, com as primeiras prisões, foi posta de molho. Segundo: o delegado que dirigia as investigações foi transferido. Terceiro: o chefe da polícia fazendária do Rio de Janeiro foi trocado. Quarto: o superintendente da PF carioca, Valdinho Jacinto Caetano, foi promovido ao cargo de corregedor-geral, em Brasília.

É bom lembrar: Victor Martins só está sendo investigado pela PF. Ninguém o acusou judicialmente. Ninguém o condenou. Mas os parlamentares do PSDB e do DEM passaram a semana fazendo de conta que instituiriam uma CPI da Petrobras. O motivo: segundo eles, a PF abafaria as denúncias contra petistas e membros do governo, como na Operação Castelo de Areia. Se é assim, a Operação Royalties parece confirmar essa tese. CPI da Petrobras. Já.

Estamos, ambos, carentes

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 04 Abr 2009 | sob: Política

Quanto tempo, hein?!? Desde que começamos com o Blog, em novembro de 2006, nunca fiquei tanto tempo sem postar notícias. Tenho meus motivos, como já disse. A exemplo de tudo o que me proponho a fazer, estou empenhado demais na edição da Revista Horse, publicação voltada ao segmento de cavalos de circulação em bancas do território nacional. Em razão disso, tenho viajado muito e estou um tanto distante dos assuntos locais. Isso sem contar a dificuldade de acesso à Internet em alguns pontos por onde tenho andado.

Sinto tanta falta de escrever para o blog quanto os leitores que reclamam a minha ausência. Estamos ambos carentes. Acabamos, inconscientemente, por criar uma relação interativa, comungando o princípio de formação de toda a sociedade: a comunicação. Nem sempre concordamos, é verdade, mas conseguimos estabelecer um ponto de reflexão sem os vícios do convencionalismo e das imposturas da imprensa engajada.

Se o blog tem uma freqüência que tem hoje é porque compartilhamos objetivos e expectativas. É porque acreditamos que as mudanças são constantes e que precisamos, mesmo que timidamente, acreditar no que para muitos é impossível. Meus leitores, tenho certeza disso, não compactuam da burrice e da preguiça intelectual. Querem algo mais. Querem, pelo menos, um ponto de vista que não seja bancado por interesses mesquinhos e com dinheiro público.

Alguns acham que sou idealista demais na defesa de meus princípios. Sou nada. Sou apenas um jornalista que reluta em ceder às facilidades do engajamento que idolatra o poder. Não tenho partido político e nem a canalhice de me esconder sob o pretenso populismo em nome da defesa dos interesses da cidade. O que defendo são minhas idéias, que são as mesmas quando estou em Porto Feliz, São Paulo ou Caruaru. Sou um ser individual e não coletivo. Respeito as regras da Constituição, mas também quero com plenitude o Estado Democrático e de Direito.

Não preciso, como dizem, ser “político” para parecer simpático. Estou feliz com os amigos que tenho e pouco importa se alguém concorda com o que digo ou escrevo. Não tenho a pretensão de ser Paulo Coelho. Devo satisfação apenas à minha consciência. É por isso que cativo leitores, não bajuladores. Posso ser uma voz solitária, mas serei sempre dono dos meus pensamentos…Até breve!

Eu acredito no impossível. E ele existe, acreditem!!!

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 08 Mar 2009 | sob: Política

Não gosto de escrever no calor das emoções. É muto fácil cometer equívocos. Mas não me contive. Berrei as tantas na sacada de meu prédio, que até meu fillho, corintiano como eu, exigiu-me moderação. Tem plena razão. Gritei, sim, com todos os meus decibéis, que “EU SOU LOUCO”. Sim, sou louco porque sempre acredito no IMPOSSÍVEL. O gol de Ronaldo, contra o Palmeiras, nosso maior rival, aos 48 do segundo tempo, despulpe-me meus amigos alvi-verdes, não tem preço….
Gritei às tampas: “EU SOU LOUCO!!!” EU SOU LOUCO!”. Louco por acreditar, àquela altura do jogo, que aquilo pudesse acontecer. Mas eu acreditei. E aconteceu… O impossível aconteceu , sim senhor… Como é bom acreditar no ïmpossível” Por isso, senhor, somos LOUCOS, nada mais.

Vejamos os fatos. Na noite anterior, um grupo de amigos veio em minha casa, tomar umas cervejas e jogar conversa fora. Um deles, palmeirese, me provocou e disse que, com Ronaldo, o Corinthians estaria com “10 em campo”. Retruquei, claro. Perco o amigo mas não minhas convicções, mesmo que sejam, nesse caso, recheadas de uma incostestável paixão. Disse-lhe o seguinte: com Ronaldo, não jogamos com 10, jogamos com 12. Sim, 12, porque Ronaldo representa mais do que um jogador: é um mito em campo e, convenhamos, mitos valem muito mais que um; valem dois, ou até mais.

Meu interlocutor não se convenceu. Ainda me aporrinhou com argumentos que nem valem a pena ser reproduzidos. Pouco importa . O que vale, de verdade, é a simbologia do que aconteceu no final da tarde em Presidente Prudente. Aos 48 minituos do segundo tempo, o Palmeiras, que tirava a invencibilidade do Corinthians, tomou um gol da lenda, do décimo segundo, ou daquele que meu vizinho achava que não representava mais nada. Foi o GOL da FÉ, da superação, das minorias…

Gritei muito como nunca havia na minha vida, acreditem. Nem em títulos. E muito menos pelo Palmeiras, nosso velho arqui-rival. Mas, sim, pelo SÍMBOLO do IMPOSSÍVEL.

Pode-se falar que o Ronaldo está gordo, bufa quando corre. Mas e aí? Nunca deixe de acreditar no… impossível!

Dizem, ainda, que Ronaldo foi APENAS uma grande jogada de marketing. É mesmo? Para mim, só esse gol já valeu a pena.. Valeu Ronaldo! Somos mesmo um bando de loucos porque acreditamos no impossível e que você, mais um vez, mostrou que é…POSSÍVEL…!

Sardinhas, Cinzas e a verdadeira folia

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 27 Fev 2009 | sob: Política

Como previ, o Carnaval na Maniçoba foi um fiasco. Chato demais. Um amigo músico fez o seguinte cálculo: “acho que cabem umas 6 mil pessoas no Cemex; sendo assim, acho que tinham umas 3 mil”. Ou seja, menos da metade.

Bem, nas minhas contas, isso pouco importa. Poderia ter até uma média de 15 mil pessoas, como previu a porta-bandeira do governo petista, Regiane Bérgamo, durante programa na TV Nova Regional, às vésperas da folia. O fato é que Carnaval enlatado, como propôs a administração pública, todos ficam como sardinhas. Em todos os sentidos.

Meu amigo disse ainda que o melhor, vejam só, foi na terça-feira, o último dia. Bem, imagino então que o melhor, mesmo, ficou para Quarta-Feira de Cinzas. Desta vez Seu Gerúndio se superou: o maior público não foi nos quatro dias de folia, mas sim na abertura da Quaresma. Essa gente faz história, não tenham dúvidas.

Fiquei sabendo também, pelo site da Revista Viu!, que uma turma resolveu fazer Carnaval de verdade, com irreverência, e “invadiu” as ruas públicas. É isso mesmo! Enquanto o MST invadia terras privadas, subsidiados com dinheiro público do governo Lula, um pequeno grupo de foliões era impedido de desfilar pelas ruas públicas do governo petista. O que mais vocês queriam? Isso sim é folia! Viva o Brasil! Viva o jeito PT de governar.

P.S.: Amanhã “denuncio” a imagem dos invasores das ruas públicas

Fotos do Carnaval

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 24 Fev 2009 | sob: Política

Nosso amigo Paulo Henrique Baldini manda avisar que as fotos do Carnarval do Tênis Clube estão no site da Revista Viu! Confiram AQUI

O Ferreiro de Carmona

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 24 Fev 2009 | sob: Política

Encontrei este poema, do João Cabral de Mello Neto, no site do Projeto Doma, que fica aqui pertinho, em Capivari. Creio que tem tudo a ver com o que falamos por aqui. Confiram:

Um ferrageiro de Carmona
Que me informava de um balcão:
“Aquilo? É de ferro fundido,
foi a fôrma que fez não a mão.
Só trabalho em ferro forjado
que é quando se trabalha ferro;
então corpo a corpo com ele;
domo-o, dobro-o, até onde quero.

O ferro fundido é sem luta,
É só derramá-lo na fôrma.
Não há nele a queda de braço
e o cara a cara de uma forja.

Existe grande diferença
do ferro forjado ao fundido;
é uma distância tão enorme
que não pode-se medir a gritos.

Conhece a Giralda em Sevilha?
De certo subiu lá em cima.
Reparou nas flores de ferro
Dos quatro jarros das esquinas?

Pois aquilo é ferro forjado.
Flores criadas numa outra língua.
Nada têm das flores de fôrma
Moldadas pelas das campinas.
Dou-lhe aqui a humilde receita
Ao senhor que dizem ser poeta:
O ferro não deve fundir-se
Nem a voz ter diarréia.

Forjar: domar o ferro a força,
Não até uma flôr já sabida,
Mas ao que pode até ser flôr
Se flôr parece a quem o diga.”

A íntegra da sentença e o que escrevi em outubro de 2007

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 21 Fev 2009 | sob: Política

Vejam, abaixo, a íntegra da sentença da juíza Ana Cristina Paz Neri Vignola, que julgou procedente o pedido de afastamento da diretora de Saúde Cláudia Meirelles em razão do acúmulo de cargos. Um dos fundamentos são as distâncias e o tempo a serem percorridos entre as cidades de Itu, onde reside a médica, e as cidade de Porto Feliz e Sorocaba. Escrevi exatamente sobre isso em 1º de outubro de 2007 (leiam AQUI), quando o assunto veio à tona. A conta é bastante simples e, como constata a juíza, incompatível com a natureza do tempo e espaço. Só mesmo alguém Atemporal poderia cumprir tamanha proeza.
Tenho minhas dúvidas, porém, sobre a condenação da Prefeitura (instituição) como ré na mesma ação. A diretora ocupava cargo de confiança por nomeação. Estava a serviço dos gestores, do prefeito e do partido que ora ocupa o comando da cidade. Não vejo porque a municipalidade ser punida na mesma ação. Mas isso é uma outra história a ser depurada no decorrer da ação, que seguirá por outras instâncias jurídicas. Há a possibilidade, inclusive, de a doutora Atemporal voltar ao cargo. Vejam a íntegra da sentença que, de forma geral, está bastante consistente:

Autos nº 854/2007. Vistos, etc… JOSÉ GERALDO PACHECO DA CUNHA FILHO propôs a presente Ação Popular c.c. Pedido de Antecipação da Tutela contra CLÁUDIO MAFFEI, CLÁUDIA DA COSTA MEIRELLES e PREFEITURA MUNICIPAL DE PORTO FELIZ alegando, em síntese, que a ré CLÁUDIA DA COSTA MEIRELLES exerce dois cargos de médica, na Secretaria de Estado e Saúde e Sistema Único de Saúde, nos quais cumpre carga horária de 32 horas semanais, motivo pelo qual não poderia, a teor do disposto no artigo 37, incisos XVI, letra “c” e XVII, da Constituição Federal, ao mesmo tempo, receber remuneração por serviços prestados junto à Prefeitura Municipal de Porto Feliz, onde cumpre carga horária de 30 horas semanais, segundo Lei Complementar nº 83/2007. Alega haver incompatibilidade entre o exercício das duas atribuições de médica com o exercício do cargo de Diretora de Saúde do Município. Aduziu que a acumulação ilegal de cargos ofende os princípios da legalidade e moralidade administrativa. Requereu a antecipação da tutela visando a exoneração da ré CLÁUDIA DA COSTA MEIRELLES e, ao final, a procedência da ação. A inicial foi aditada para requerer a suspensão das funções da ré CLÁUDIA DA COSTA MEIRELLES, sem vencimentos, até a decisão final do processo (fls.91). O Ministério Público lançou seu parecer (fls. 94/95). A tutela antecipada foi concedida (fls. 97/98). Houve interposição de agravo de instrumento, o qual foi concedido efeito suspensivo (fls.109). Regularmente citados (fls.106), os réus apresentaram contestações, a saber: MUNICÍPIO DE PORTO FELIZ e CLÁUDIO MAFFEI alegaram, em suma, cerceamento de defesa da servidora, vez que não foi lhe oportunizado a manifestação sobre a eventual opção pelo cargo que melhor lhe interessasse. Alegam, a impossibilidade jurídica do pedido, ausente os requisitos da ação. No mérito, afirmam não haver qualquer ilegalidade na contratação da servidora, que conta com parecer favorável do Governo do Estado sobre a possibilidade da acumulação dos cargos noticiados na inicial. Afirmam, que devido ao elevado número de funcionários, torna difícil o controle de todas as contratações. Requereram a improcedência da ação (fls. 139/144). CLÁUDIA DA COSTA MEIRELLES alega, em síntese, haver compatibilidade de horários entre os cargos públicos que exerce, não havendo, portanto, qualquer ilegalidade. Alega, que o terceiro cargo que desempenha é de natureza particular, pois é contrata de empresa privada, denominado Hospital Sanatorinhos na cidade de Itu, sem a necessidade de comparecimento ou cumprimento de carga horária no local. Impugnou o documento apresentado pelo autor acostado a fls.23. Requereu a improcedência da ação (fls.161/168). Réplica (fls. 179/188 e 191/198). O feito foi saneado (fls.238/239). Colheu-se prova oral em audiência (269/313). As partes apresentaram suas alegações finais (fls. 326/332, 333/335 e 336/341). O Ministério Público opinou favoravelmente ao pedido (fls. 358/366). É O RELATÓRIO. DECIDO. Pretende o autor, seja declarada a nulidade da nomeação da ré CLÁUDIA DA COSTA MEIRELLES da função de Diretora de Saúde do Município de Porto Feliz, devido a acúmulo ilegal de função, já que exerce três funções em cargos que não são compatíveis entre si, na cidade de Sorocaba, como médica do Grupo de Vigilância Epidemiológica, da Coordenadoria de Controle de Doenças, com carga horária de 32 horas semanais. Na cidade de Itu, exerce a função de médica, no Hospital Sanatorinhos, com carga horária de 12 horas semanais e, por fim, exercendo o cargo em comissão de Diretora Municipal de Saúde nesta cidade de Porto Feliz, com carga horária de 30 horas semanais. As preliminares argüidas pelos réus foram apreciadas e afastadas por ocasião do saneador (fls. 238/239). No mérito, o pedido é procedente. Restou comprovado nos autos que a ré CLÁUDIA DA COSTA MEIRELLES exerce a função de médica, através da Secretaria de Estado da Saúde, junto ao Grupo de Vigilância Epidemiológica, da Coordenadoria de Controle de Doenças, com carga horária de 20 horas semanais. Na cidade de Itu, exerce a função de médica, no Hospital Sanatorinhos, com carga horária de 12 horas semanais e, por fim, exercendo o cargo em comissão de Diretora Municipal de Saúde nesta cidade de Porto Feliz, com carga horária de 30 horas semanais, totalizando 62 horas por semana. A Constituição Federal em seu artigo 37, inciso XVI, letra “c”, admite, na área de saúde, a acumulação remunerada de dois cargos ou empregos privativos de médicos desde que haja compatibilidade de horários. Ao que se vê, a liberdade de a Administração Pública estabelecer regras para contratações, ainda que se fale em cargos em comissão é relativa e deve respeitar o princípio constitucional da legalidade. De se observar, que é nula a acumulação remunerada de cargos públicos, quando não forem atendidos os requisitos do art. 37, XVI, da Constituição Federal. De fato, referido dispositivo legal é dirigido especificamente ao serviço público, não abarcando eventuais empregos ligados à iniciativa privada, como no caso, o trabalho realizado pela ré junto ao Hospital Sanatorinhos, na vizinha cidade de Itu/SP. No entanto, na hipótese dos autos, não é possível desconsiderar totalmente a referida jornada de trabalho, que é de 12 horas, já que tal atividade pode comprometer o desempenho da ré nas duas outras funções públicas que exerce atualmente, considerando haver declarado residir na cidade de Itu/SP. Segundo consulta por mim realizada no sítio do Departamento de Estrada e Rodagem – DER na Internet (www.der.sp.gov.br), a distância entre Porto Feliz à Itu, é de 24 km, com tempo de percurso de aproximadamente 23 minutos. Da cidade de Itu à Sorocaba, é de 36 km, com duração de percurso de aproximadamente 32 minutos. Já de Sorocaba à Porto Feliz, a distância é de 35 km, com tempo de percurso de aproximadamente 37 minutos. Assim, considerando a informação da ré de que reside na cidade de Itu, e labora diariamente na cidade de Sorocaba e também em Porto Feliz, cuja função comissionada lhe exige tempo integral, vinte e quatro horas por dia, aos domingos, sábados, inclusive à noite, cumprindo mais de 30 horas por semana, segundo depoimento do Sr. Prefeito Municipal acostado a fls. 271/272, a distância total é de 95 km, com tempo de percurso de aproximadamente 1h.30min. A jornada de trabalho é de 62 horas semanais, resultando em aproximadamente 10h.00min, por dia, devendo ser reconhecidas as horas in itinere no percurso realizada entre as três cidades, de aproximadamente 1h.30min., a ré CLÁUDIA DA COSTA MEIRELLES despende, proporcionalmente, mais de 11h.30min. diárias com suas atividades funcionais. Anoto, que a ré ainda presta serviços junto ao Hospital Sanatorinhos, em Itu, ainda que não seja obrigada a cumprir a carga horária a que foi contratada. Esta situação certamente impede que a atividade pública prestada pela ré CLÁUDIA DA COSTA MEIRELLES, à frente da Diretoria da Saúde do Município de Porto Feliz ou no DIR de Sorocaba, seja exercida com presteza, perfeição e rendimento funcional, havendo nítida ofensa ao princípio da eficiência, consagrado no artigo 37 da Constituição Federal. Ora, a máxima da experiência, indica que alguém que trabalhe mais de dez (10) horas consecutivas, além da jornada normal de trinta (30) horas semanais, inclusive, aos sábados, domingos, até mesmo à noite, exercendo funções diferentes em duas cidades distintas, percorrendo mais de 90 km por dia, por mais competente que venha ser, não será capaz de desempenhar de forma eficaz suas funções, causando em algum momento, prejuízo para o serviço público e satisfatório atendimento das necessidades da comunidade de seus membros, podendo, também, comprometer a sua própria saúde. Portanto, a compatibilidade de horários fica configurada quando houver possibilidade de exercício dos dois cargos, funções ou empregos, em horários distintos, sem prejuízo de número regulamentar das horas de trabalho de cada um, bem como o exercício regular das atribuições inerentes a cada cargo. Neste espeque, o próprio estatuto dos funcionários públicos do município de Porto Feliz (Lei nº 3.182, de 16 de abril de 1992), em seu artigo 112, § 2º, diz que: 112 – Ressalvado os casos previstos na Constituição, é vedado a acumulação remunerada de cargos públicos. § 2º - A acumulação de cargos ainda que lícita, fica condicionada à comprovação de compatibilidade de horário. De outra banda, mesmo que se assim não fosse, outro aspecto de grande relevância, diz respeito sobre a possibilidade da ré CLÁUDIA DA COSTA MEIRELLES acumular as funções desempenhadas no serviço público estadual com o cargo em comissão de Diretora Municipal de Saúde. Neste contexto, comungo o entendimento adotado pelo representante do Ministério Público, pela impossibilidade da acumulação do cargo em comissão com outra função concorrente. Isto porque, na condição de cargo de confiança do superior hierárquico nomeante, a ré deve permanecer à disposição da Administração Pública de forma plena e integral. Aliás, essa foi a informação prestada pelo prefeito municipal por ocasião do seu depoimento em Juízo (fls.269/275), de que a ré, como Diretora, permanece 24 horas à disposição da prefeitura de Porto Feliz, inclusive durante à noite e finais de semana, fato que, contradiz a declaração da ré acostada a fls. 278, em que afirma que trabalha como médica, em Sorocaba, com jornada de 24 horas. As demais testemunhas ouvidas em Juízo, também afirmaram que a ré, na função de Diretora da Saúde, permanece à disposição da Administração 24 horas por dia. Neste sentido o Prof. Hely Lopes Meirelles afirma que “A proibição de acumular, sendo uma restrição de direito, não pode ser interpretada ampliativamente. (…) Trata-se, todavia, de uma exceção, e não de uma regra, que as Administrações devem usar com cautela, pois, como observa Castro Aguiar, cujo pensamento, neste ponto, coincide com o nosso, ‘em geral, as acumulações são nocivas, inclusive porque cargos acumulados são cargos mal-desempenhados’”. Ao contrário do alegado pela ré, não há comprovação de que o Governo do Estado, através da Secretaria de Saúde, tenha autorizado a acumulação das funções. O documento apresentado a fls. 149, informa que existe tal possibilidade, desde que os horários sejam compatíveis, mais não é conclusivo, na medida em que condicionou a análise do pedido, a apresentação de determinadas informações. Independentemente, o acúmulo de cargos deve ser informado pelo servidor/funcionário à autoridade competente prevista no artigo 8º do Decreto Estadual nº 41.915/97, para análise da legalidade da acumulação e compatibilidade de horários e jornadas. Artigo 8º - À autoridade que der posse ao funcionário ou exercício ao servidor em regime de acumulação remunerada compete: I - verificar a regularidade da acumulação pretendida; II - publicar a decisão dos casos examinados. Somente se os cargos forem acumuláveis e se os horários e jornadas compatíveis, o ato será publicado, considerando a acumulação legal. Importante ressaltar que, mesmo que o servidor, no outro emprego, seja celetista, caracteriza-se situação de acúmulo de cargos se a fonte pagadora for pública. Já o réu CLÁUDIO MAFFEI, este na qualidade de Prefeito Municipal, deve ser responsabilizado por permitir o acúmulo irregular das funções exercidas pela ré CLAUDIA COSTA MEIRELLES, além do gasto, que esta contratação gerou, de forma inconveniente, não devendo, destarte, prosperar sua defesa (fls.139/144), pelos argumentos lá explanados no corpo desta sentença. Quanto à PREFEITURA MUNICIPAL DE PORTO FELIZ Os prejuízos decorrentes da contratação irregular serão apurados em execução. Isto posto, JULGO PROCEDENTE o pedido inicial, para anular o decreto administrativo que nomeou a ré CLÁUDIA COSTA MEIRELLES para a função de Diretora da Saúde do Município de Porto Feliz, pelos fundamentos expostos no corpo desta sentença. Condeno os réus: CLÁUDIO MAFFEI, CLÁUDIA DA COSTA MEIRELLES e PREFEITURA MUNICIPAL DE PORTO FELIZ ao pagamento de perdas e danos que será apurado em execução, nos termos do artigo 14, da Lei 4717/65 “in fine”. Condeno-os, ainda, ao pagamento das custas e despesas processuais, atualizadas desde o desembolso, e dos honorários advocatícios que arbitro em 15% (quinze por cento) sobre o valor da condenação. P.R.I.C. Porto Feliz, 16 de fevereiro de 2009. ANA CRISTINA PAZ NERI VIGNOLA JUÍZA DE DIREITO

Justiça exonera Claudia Meirelles da diretoria de Saúde

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 21 Fev 2009 | sob: Política

Reportagem do site da Revista Viu!, por Juliana Machado:

A ação popular movida pelo vereador José Geraldo Pacheco da Cunha Filho (DEM) foi julgada procedente no dia 16, pela juíza de Direito Ana Cristina Paz Neri Vignola. Segundo documento do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, o parecer da juíza se deu devido a comprovação do acúmulo irregular de cargos dadiretora de Saúde Claudia da Costa Meirelles, que exerce a função de médica, através da Secretaria de Estado da Saúde, junto ao grupo de Vigilância Epidemiológica de Sorocaba, da Coordenadoria de Controle de Doenças, com carga horária semanal de 20 horas. Também exerce a função de médica no Hospital Sanatorinhos (Itu) por 12 horas e é diretora de Saúde do município de Porto Feliz com carga horária de 30 horas semanais, totalizando 62 horas por semana.
Segundo a sentença, a juíza anulou o decreto administrativo que nomeou Claudia da Costa Meirelles para a função de diretora de Saúde e “Condeno os réus: Claudio Maffei, Claudiada Costa Meirelles e Prefeitura Municipal de Porto Feliz ao pagamento de perdas e danos que será apurado em execução, nos termos do artigo 14, da Lei 4717/65 “infine”. Condeno-as, ainda, ao pagamento das custas e despesas processuais, atualizadas desde o desembolso, e dos honorários advocatícios que arbitro em15% (quinze porcento) sobre o valor da condenação”.

Até quanto?

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 21 Fev 2009 | sob: Política

Já faz mais de dois meses, talvez três, que as obras na entrada da cidade estão paralisadas. É o caos para os motoristas que chegam e saem, obrigados a fazer longos contornos. A Colinas, responável pelas obras, diz que a culpa é da, vejam só, “chuvas”. Quem teria por obrigação exigir um resposta mais convincente da concessionária é a administração municipal, que, teoricamente, zela pelo bem-estar da população. A teoria, como todos sabem, dá grandes contornos na prática. Enquanto isso, os motoristas esperam, como disse certa vez a promotora, “pacatos” a conclusão das obras.

 CAPA 79 -  CAPA 79

Sobre ausência e audiência

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 20 Fev 2009 | sob: Política

Dei outra sumida porque estava fechando aquela reportagem sobre a viagem que fiz à Pipa, no Rio Grande do Norte. Será tema de capa da próxima Horse. Por outro lado, vejo que o blog mantém a audiência mesmo quando a atualização anda a passos cágados. Que bom! Agradeço o prestígio. É sempre bom saber que nossas reflexões e propósitos são comparilhados, sem que seja necessário formar uma claque de funcionários públicos, que só prestigia quem lhe dá um emprego ou alguns favores. Agora mesmo, quando entrei, tinham lá sete pessoas on line. Já chegamos a ter mais de 20, acreditem. O gerenciador de acesso hoje está em 13, porque de tempo em tempo - e ainda não descobri quando - ele zera. Mantém apenas o número de visitas.

Na verdade, confesso que ando meio esgotado com a política local. Não o suficiente para fazer vistas grossas as barbaridades, mas o suficiente para aproveitar o tempo útil atrás de novas informações e conhecimentos. Se gasto muito do meu tempo tratando dessa gente, acabo reduzindo-me ao nanismo de pensamento, entendem? Prefiro, então, manter o meu campo de visão em um horizonte mais amplo, alinhado a expectativas mais ambiciosas de conhecimento. Isso não quer dizer, repito, que vou deixar a choldra à solta. Estou sempre atento em todos os momentos..

Felipe: ruim da cabeça ou doente do pé

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 10 Fev 2009 | sob: Política

O debate sobre o carnaval da cidade (ou melhor, o fim dele) esquentou os tambores nos comentários. Estava tudo indo dentro de uma certa normalidade, até que o tal Felipe Santos Neves resolveu dar uma de entendido e escreveu o que reproduzo abaixo. Volto depois, com o trombone e os tamborins.

Então Maurício, não sei se você me entendeu. Não são aproveitadores no meio do samba, o samba em se tratando de carnaval, não existe aqui em Porto Feliz, tem gente que não sabe distinguir um agogô de um repique, um estandarte de uma baiana. Quem faz samba pra carnaval, faz o ano inteiro, e aqui em Porto, ninguém, repito, ninguém nunca fez isso. Agora então piorou. É gente que chega em janeiro e quer saber como anda a diretoria da agremiação pra ‘achar’ um carguinho e levar o seu. E depois vai almoçar no Fogo de Chão e apresenta nota. (

VOLTEI -

Olôco, Felipe Santos Neves, esse seu uísque paraguaio é ruim mesmo, hein?!? “Carnaval em Porto Feliz não existe”? Por onde tem passado? Nunca ouviu Isaltino tocando repelique? Nunca ouviu a caixa de China? E o pandeiro de Sucuri? E os irmãos Malinha, Xuvisco e cia dançando samba? E o Ivan Sampaio? (nossa, deste não se pode esquecer). E a sempre deslumbrante (agora vereadora) Miracy? Tenho certeza que deixei de fora muita gente boa (podem me ajudar a lembrar…).

E você, Felipe, que viola toca? Tu deves mesmo estar ruim da cabeça ou doente do pé, meu velho. Se liga! Muda a marca do uísque, quem sabe cê melhora…Tá preocupado com a conta da Churrascaria, é? Entendo. É o típico caso de quem fica de olho em um boi (um pedaço dele) e deixa escapar a boiada… Ou, em uma analogia oportuna, poderíamos até chamar de Trio Elétrico, né não???…hehehe

“Ataque de boçalidade”

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 10 Fev 2009 | sob: Política

Sobre o post abaixo, vejam comentário do jornalista Reinaldo Azevedo. Assino do lado!

Que foi? Lula decidiu enfrentar a azia e ler os jornais? Em vez de uma crise de hiperacidez, foi vítima de uma concussão cerebral, daquelas que só paralisam o, vamos ser generosos, lado do cérebro que zela pela democracia? Seu ataque à imprensa é rasteiro e, em si mesmo, injusto.

É rasteiro porque faz crer que a imprensa sempre está de um lado, por injusta, e ele, de outro porque justo. O próprio Lula desmente isso. Podem procurar no Google quantas vezes ele afirmou ser fruto da imprensa livre. E tem razão. Sempre contou com a simpatia da maioria esmagadora dos jornalistas quando candidato. Jamais o jornalismo brasileiro, da cúpula à base, foi tão afinado com um governo. O que torna a crítica, então, também injusta: é um visível caso de amor não-correspondido.

Lula só quer elogio. Todos os presidentes antes dele, na fase democrática, foram criticados. FHC era xingado até de intelectual… Nunca ninguém reagiu com esse grau de boçalidade. Se notarem bem, o que o Apedeuta propõe é uma forma mitigada de linchamento da imprensa. Porque tem apoio popular, acredita que está sempre certo — ou finge acreditar, já que ele sabe muito bem o nome do que pratica.

O governo está estuprando a Lei de Responsabilidade Fiscal. Sob o pretexto de atuar para impedir o agravamento da crise, premia a administração ineficiente com a sua pantomima eleitoreira. E fica chocado quando lê isso — as críticas, diga-se de passagem, foram bastante leves. Na madrugada, voltarei ao tema. Em horas assim, fica claro que o ambiente de liberdade que, felizmente, respiramos é uma herança da institucionalização de procedimentos que Lula herdou. Ele e seu PT vivem num regime democrático por obrigação, não por gosto.

E que fique claro: MENTIRA! MENTIRA GROTESCA! Como o próprio Lula já disse, ele não foi eleito apesar da imprensa. Ele é fruto, sim, da imprensa livre. Mas também é fruto da imprensa engajada. Mas fica para mais tarde.

E.T. (meu): A julgar pelos procedimentos do petistas nativos, só pode ser, como já disse, uma patologia genética do partido. A boçalidade aqui é mais do que evidente.

Patologia petista: a culpa é da imprensa, oras

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 10 Fev 2009 | sob: Política

Vejam só a constatação. Todos nós já sabíamos, é verdade, mas sempre é bom lembrar quando as evidências são tão claras. Não é só o mestre do gerundismo da Maniçoba e cia que odeia a imprensa. O patologia é genérica, está no DNA do PT. Lula e seus caudatários são incompatíveis com o jornalismo. Vejam reportagem de Renata Giraldi, na Folha On Line. No post seguinte, comentário de Reinaldo Azevedo.Eu fico para mais tarde…

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desafiou nesta terça-feira seu sucessor a manter a mesma relação que construiu com os prefeitos e prefeitas do país.Indignado, o presidente reclamou da imprensa ao divulgar que ele lançaria um “pacote de bondades” ao invés de avaliar que era um conjunto de medidas pertinentes. Também afirmou que “nunca” foi eleito por causa da ajuda da imprensa, mas sim porque “gastou suor” para ser vitorioso nas eleições.
“[Ao ler os jornais hoje] fiquei triste porque estão abusando da minha inteligência porque ainda tem gente que pensa que o povo é marionete”, afirmou Lula durante a abertura do encontro nacional de prefeitos e prefeitas, acompanhado por mais de 30 ministros, incluindo a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) –apontada como sua eventual sucessora na presidência da República. “[Os jornais] disseram que eu fazia o pacote de bondades. Como é fácil condenar as pessoas”, disse ele.
Em tom emocional, o presidente afirmou que a imprensa também julga a atuação dos prefeitos, mesmo daqueles estão iniciando suas gestões. “Não [estão] dando sequer uma oportunidade para vocês provarem que não são os ladrões porque [deram a entender] que vocês são. Não é possível que a gente tenha de se calar diante de tamanha ofensa”, afirmou.
Aplaudido pelos prefeitos, Lula conseguiu ainda mais apoio quando disse que jamais teve apoio da imprensa para conquistar as urnas. “Nunca fui eleito porque a imprensa me ajudou. Fui eleito porque gastei gota de suor para enfrentar o ódio dos de cima contra os de baixo. Eu posso perder a minha postura, mas não perco o meu caráter nem a minha vergonha”, disse.

Desafio
Lula disse que as medidas anunciadas hoje, que incluem o refinanciamento de dívidas com o INSS e a liberação de financiamentos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), são meios para enfrentar a burocracia. “Tudo é papelada”, disse ele. “É muito difícil fazer as mudanças em curto espaço de tempo”, afirmou.
O presidente desafiou seu sucessor a manter as medidas lançadas nesta terça-feira e a relação com os prefeitos. “Que nenhum governo que venha depois de nós tenha coragem de desmontar essa relação sadia e democrática [que nós construímos]”, disse.
Segundo o presidente, o esforço do governo é para facilitar a vida dos prefeitos e prefeitas. “Essa reunião tem o objetivo para que o prefeito possa por meio da internet acessar qualquer programa, sem precisar tomar dinheiro emprestado para vir a Brasília e esperar para ser atendido”, afirmou Lula.

HistóriaLula disse ainda que a história da democracia brasileira, incluindo as relações entre a União, os Estados e municípios, deve ser conhecida. Ele lamentou que parte da sua história pessoal seja desconhecida de seus filhos.
“Meus filhos não sabem a quantidade de porrada que tomei para conquistar um pouco de democracia. Quantas vezes, meu caro Paulo [Ziulkoski, presidente da Confederação Nacional dos Municípios], você tentou falar com um presidente da República e o máximo que ouviu foi ‘não’. Quanto desrespeito”, afirmou ele.
O presidente apelou pela contribuição dos prefeitos para todos enfrentem os impactos gerados pela crise financeira internacional. Segundo ele, é fundamental gerar emprego e renda. Lula afastou a possibilidade de suspender obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).”O que mais importa para nós é gerar trabalho e renda.”
Mais de 30 ministros estão presentes ao encontro nacional de prefeitos, além do presidente da Câmara, deputado Michel Temer (PMDB-SP), e os governadores do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), e do Piauí, Wellington Dias (PT), e do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM).
De acordo com a organização do evento, cerca de 3.500 prefeitos participam do encontro em Brasília.

“Erro não foi das escolas; foi da Prefeitura”

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 08 Fev 2009 | sob: Política

O leitor Maurício Cazagrande, integrante da G.R.E.S. Acadêmicos da Barra, faz um comentário retificando a informação divulgada pelos jornais e no site da Viu! a respeito da afirmação da Prefeitura sobre “irregularidades nas contas” dos grupos carnavalecos da cidade. Diz ele que os ERROS foram da PREFEITURA, e não das instituições. Conhecendo a envergadura moral do PT, creio que o assunto deve ser melhor apurado pelo veículos de imprensa. Reproduzo o comentário na íntegra abaixo, com negritos meus nos pontos que considero importantes.

Caro Marcelo, como integrante do G.R.E.S Acadêmicos da Barra Funda, quero deixar registrado aqui também, minha indgnação em relação a matéria publicado pelo jornal Tribuna das Monções e pelo próprio site da Revista Viu…
Friso que é inverdade a matéria veiculada por esses dois meios de comunicação…
Creio que tais matérias, foram enviadas pela “competente” assessoria de imprensa da Prefeitura…
Quero salientar que a Barra Funda é uma agremiação séria…existente há 35 anos, sempre participando dos desfiles carnavalescos de forma perfeita aqui e em nossa região, elevando o nome de nossa cidade!!!
Não existe irregularidade em relação a prestação de contas da referida agremiação…temos tudo protocolado e guardados em nossos arquivos…o q houve foi um erro da própria prefeitura em relação a orientação da prestação de contas do ano de 2007…sempre solicitaram que as notas fiscais fossem emitidas em nome da Prefeitura…depois de feito a prestação, a prefeitura solicitou que se fizesse uma carta de correção das notas…a pedido do Tribunal de Contas…fato q não ocorreu, pois, a agremiação se negou a faze-las…repito: o erro partiu de dentro da prefeitura e não da BARRA FUNDA…não estamos irregulares de forma alguma!!!
Sendo assim, espero que a revista abra um espaço para a agremiação, a fim de que possa retificar essa matéria enganosa, que serve somente para desviar o foco pela a não realização do desfile de rua, por parte do poder público, mas sim atribuir toda responsabilidade para as entidades carnavalescas…que sempre levaram alegria ao povão!!! (Maurício Cazagrande)

E.T.: - Caro Felipe Santos Neves, uma coisa é ser contra o repasse de verbas públicas aos grupos carnavalescos, que ratifica o que escrevi; outra, BEM DIFERENTE, é chamar os integrantes das escolas e blocos de “vagabundos” e aproveitadores. Todo mundo sabe a abnegação do pessoal que fez, há anos, o Carnaval de nossa cidade e do qual vc sempre participou. Calma lá, meu velho. Seja mais comedido na dose. Tá bebendo uísque paraguaio, é? Cuidado, hein, pode arrumar uma bela dor de cabeça. Bolso cheio sai o Trio Elétrico que recebe muiiiiito mais do que os grupos e que, por coincidência, faz as campanhas do PT. Se liga, velhão!

PT oficializa até a folia. Ficou babaca demais

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 04 Fev 2009 | sob: Política

Vejam reportagem do site da Revista Viu! Comento depois.

Com o tema “Caia na Folia de Coração Aberto”, a Prefeitura promoverá um carnaval solidário em Porto Feliz entre os dias 21 e 24 de fevereiro, no Centro Municipal de Exposições (Cemex) no bairro Bambu e em outros quatro bairros.

Segundo a diretoria de Esporte e Turismo, a Escola de Samba Acadêmicos da Barra e o Grêmio Recreativo Monções não deverão desfilar devido a irregularidades nas contas prestadas nos anos anteriores. No entanto, os blocos tradicionais da cidade também foram prejudicados, pois não receberam nenhum subsídio para colocar os foliões nas ruas e não participarão de nenhuma atividade do Carnaval.

Segundo a Prefeitura, a opção pelo carnaval popular no Cemex foi pela não participação das escolas de samba da cidade. A Diretoria de Esportes e Turismo optou por não contratar os blocos carnavalescos e voltar esforços para o evento no centro de exposições e trio elétrico nos bairros.

A DET ofereceu aos blocos a utilização do trio elétrico no Cemex. Cada grupo faria por um tempo determinado a festa com os foliões. Os blocos teriam direito ainda a um box para comercializar alimentos e bebidas. A proposta não foi aceita.

COMENTO - Bem, o que vocês esperavam de um governo totalmente desarticulado e preguiçoso? Agora vão oficializar até a folia. Coisa, aliás, que estão se especializando em outras épocas do ano.

Nâo, não acho que o governo tenha de custar as escolas de samba e blocos. Acho, sim, que a Prefeitura deveria trabalhar durante o ano para que os grupos se organizassem, oferecendo orientação e estrutura para que pudessem captar recursos sem precisar recorrer ao poder público. Com um pouco de empenho, o governo também poderia dar subsídios (estruturais) aos grupos carnavalescos para que se fortalecessem como entidades social, não apenas restritas à festa de Momo, mas sim articuladas em um papel mais amplo dentro da sociedade.

Para quem tem a conta das verbas públicas, porém, é muito mais fácil reduzir tudo a regras subjetivas de distribuição de grana. Sim, subjetiva, porque não há critérios para a contratação de trio elétricos e grupos profissionais. Ou alguém acha que eles “prestam” contas do dinheiro público que recebem? Ou seja, há dois critérios: uma para escolas de samba e blocos; outros para grupos profissionais.

Entre um e outro, fico com a tradição das escolas e blocos. O Carnaval de Porto Feliz já foi um dos melhores da região e do interior. Uma grande diversão, para a qual já deixei muitos passeios de lado. Entre ir a praia ou ficar na cidade, não tinha dúvidas. Aqui sempre foi mais gostoso. Barra, Monções, Banda do Mé, Angélica, Boi…enfim, nada melhor do que a folia ao lado dos amigos.

Não chamaria isso de saudosismo, não. Muitas cidades conseguiram manter a tradição das escolas e blocos de rua, atraindo turismo e movimentando o comércio local. Em São Luiz de Paraitinga (SP), por exemplo, o carnaval de rua é singelo e autêntico, com milhares de pessoas.

Siceramente, não há nada mais sem graça para o Carnaval do que Trio Elétrico e banda profissional contratada com o dinheiro público. É mecânico demais. É babaca demais! Abaixo ao oficialismo do estado petista de poder. O que o PT quer é palanque para posar de Chiquita Bacana. Vamos voltar às raízes e instiuir um Carnaval paralelo, com a tradição anárquica das ruas, autêntica, sem verbas públicas e sem palanque. É muito mais gostoso!

Cavalgando pelo Brasil

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 02 Fev 2009 | sob: Política

Queridos, estou mesmo insuperável na arte de fazer promessas e não cumpri-las. Desse jeito ainda acabo candidato a algum cargo público. Juro que tinha planejado acordar cedo, fazer um mix de leituras, selecionar alguns artigos e escrever outros. Acordei cedo, até mais do planejado, fiz as leituras, mas a cliping e os artigos ficaram inviáveis. Embarquei em duas semanas de dedicação total ao que hoje é minha tarefa principal: produzir a Revista Horse. Não teve jeito. Fui absorvido integralmente de corpo e alma.

A primeira semana passei aí pertinho, em Capivari, com o mestre Eduardo Borba, uma das maiores autoridades no estudo da relação homem-cavalo. Um autêntico horsemanship. Depois do quinto dia, confessei-lhe: quanto mais lidamos com os cavalos, mais entendemos os homens. É quase uma paródia do que disse Alexandre Herculano; “Quanto mais conheço os homens, mais estimo os animais”. Foi, realmente, uma semana sensacional de aprendizado. Durante duas ou três vezes por semana, pelo menos, estarei lá, aprendendo a lidar com os cavalos para entender melhor os homens. Filosoficamente falando, creio que estou na fase do Centauro. Mas podem ficar tranquilos, pois dedicarei parte do meu tempo às mulas e jumentos, se é que entendem o que estou falando.

Bem, da outra semana também tenho muito o que falar. Percorri as mais belas praias, lagoas e agreste da Paraíba ao Rio Grande do Norte. Foram cinco dias de muito trabalho, acreditem, no dorso de dois campeões da Raça Magalarga Marchador, de Marcha Picada. Abaixo, só um aperitivo. O resultado vocês podem conferir na edição Horse de março, em bancas de todo território nacional. Inté!

mar - mar

rio - rio

lagoa - lagoa

Entendem agora porque fiquei fora do ar por alguns dias. Na primeira foto, trecho da Praia de Camaratuba, na Paraíba; depois, atravesso o Rio Grajú, que faz a divisa entre Paraíba e Rio Grande do Norte; Na terceira foto, pose ao lado da Lagoa Araraquara, também conhecida como Lagoa Coca-Cola. Meu parceiro é ninguém menos que Lacre, o campeão de sela 2008, do Haras ÁguaBoa, de nosso anfitrião e companheiro de cavalgada Rogério Bivar. E isso foi só o começo de uma jornada de cinco dias por mais de 100 quilômetros.

Por que Tarso Genro é um desastre

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 16 Jan 2009 | sob: Política

Editorial do Estadão desta sexta-feira, 16:

Decisão desastrada
Não se pode exigir de um ministro de Estado uma qualidade de atuação que esteja acima de suas próprias limitações. Mas é de se exigir, seguramente, que não atrapalhe - sem razão alguma para fazê-lo, fora o velho ranço ideológico - o governo a que serve e o Estado no qual comanda importante Pasta. Ao dar refúgio a um cidadão italiano, condenado à prisão perpétua por ter assassinado quatro pessoas em sua atividade terrorista, o ministro da Justiça, Tarso Genro, tomou uma decisão desastrada sob vários aspectos e provocou, desnecessariamente, uma crise diplomática entre o Brasil e a Itália.

Tarso Genro contrariou recomendação expressa do procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, que defendera a extradição do criminoso condenado Cesare Battisti. Desprezou o parecer do Comitê Nacional para os Refugiados (Conare) - órgão consultivo do Ministério da Justiça - que negara o pedido de refúgio de Battisti. Opôs-se ao Itamaraty, que tivera a acuidade de detectar o quanto era importante essa extradição para a diplomacia italiana. O ministro da Justiça fez prevalecer sua opinião pessoal, como se sua expertise (jurídico-internacional? diplomática?) fosse suficiente para solucionar quaisquer problemas “externos” nossos.

O mais grave, porém, é que, ao tentar justificar sua decisão, Tarso Genro arvorou-se em juiz da Justiça italiana, criticando a forma como Cesare Battisti fora julgado e condenado em seu país. Disse ele que o italiano “pode não ter tido direito à própria defesa, já que foi condenado à revelia”. Disse também que “há indícios de que o advogado, que defendeu Battisti na Itália, tenha se utilizado de uma procuração falsificada”. Como não poderia deixar de ser, o Ministério de Assuntos Estrangeiros da Itália demonstrou profunda contrariedade em relação à atitude do ministro brasileiro. Em nota oficial, além de revelar “surpresa” e “pesar” pela situação, informou que apelará diretamente ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e deixou insinuada uma ameaça à presença do Brasil na próxima reunião de cúpula do G-8, em julho, na Sardenha - já que atualmente pertence à Itália o comando do Grupo.

Além de manifestar-se através da nota, na qual também revela a “unânime indignação” de todas as forças políticas parlamentares do país, assim como da opinião pública italiana e dos familiares das vítimas dos crimes praticados por Cesare Battisti, o governo italiano convocou o embaixador brasileiro em Roma, o que é a tradução diplomática da crise entre os dois países. Anuncia-se, porém, que o Palácio do Planalto não vai desautorizar o ministro da Justiça, já que Tarso Genro revelara sua posição ao presidente Lula na segunda-feira e dele recebera sinal verde.

Indague-se agora: quem é o homicida ao qual o ministro da Justiça deu refúgio, contra a opinião geral? Nos anos 70 Battisti atuou no grupo Proletários Armados pelo Comunismo. Se fosse o caso de um “guerrilheiro” que lutava contra uma ditadura, seria compreensível falar-se em refugiado político. Mas a Itália então vivia - como vive desde o fim da 2ª Guerra Mundial - uma plena democracia, com liberdade de atuação e manifestação política até exagerada para os padrões europeus.

Na Itália, o subsecretário de Estado do Interior, Alfredo Mantovano, declarou que a decisão brasileira é “grave e ofensiva”, aduzindo: “O governo italiano não pode aceitá-la. Em particular, por respeito às vítimas e a seus familiares.” O Itamaraty, por sua vez, reconheceu que a concessão do refúgio gerou sério e indesejável mal-estar nas relações Brasil-Itália, além de ter contrariado compromissos internacionais de cooperação no combate ao terror. Recorde-se, a propósito, que em novembro, durante a visita do presidente Lula a Roma, o governo italiano havia insistido para que o Brasil concedesse a extradição do foragido. Por aí já se percebe o tamanho do estrago causado pelo ministro Genro aos interesses do governo brasileiro: o presidente Lula tinha a pretensão de aprofundar sua presença nos debates dos principais foros de governança mundial. Mas a Itália, que este ano preside o G-8, já avisou que os países desse grupo e seus colaboradores - caso do Brasil - “serão chamados a confirmar seu compromisso formal e a promover ações cada vez mais eficazes no combate ao terrorismo internacional”. Como o Brasil, agora, se sairá dessa?

P.S. (meu):Se você é do tipo que se arrepia só de ver a quantidade de caracteres de um editorial do Estadão, creio que está perdendo seu tempo aqui. Não dá para sustentar princípios e condutas, como se propõe, só lendo as piadinhas do colunista de botequim, que (sobre)vive de verbas de governos.

Mais uma da “Ponte Camelo”

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 16 Jan 2009 | sob: Política

A Ponte Camelo, que virou motivo de piada até nos corredores da Prefeitura, continua a gerar polêmica. O veredeador José Geraldo “Gerão” (DEM) havia entrado com representação no Ministério Público, alertando sobre supostas irregularidadades nas obras, mas teve o pedido rejeitado. Agora, recebeu resposta do Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) do Estado de São Paulo, no qual afirma que o município da NÃO pediu “autorização”, como determina a Lei, para a realização das obras (veja o documento abaixo). Gerão diz que pretende encaminhar o documento ao Ministério Público para que reavalie sua posição.

__

DAEE/BMES - 15/12/2008

À
Câmara Municipal de Porto Feliz
Sr. Vereador José Geraldo Pacheco da Cunha Filho

Conforme solicitação de Vossa Senhoria, encaminhada por e-mail e fax, em 13/11/2008, acerca da existência de outorga de travessia, em nome da Prefeitura Municipal de Porto Feliz, referente a uma ponte que está sendo construída sobre o Ribeirão Pinheirinho, entre as ruas Santa Cruz e Lício Marcondes do Amaral, nesse município, com uma série de indagações técnicas a respeito da obra, temos a informa-lo que:

O local foi vistoriado pelo DAEE, em 19/11/2008, em companhia do Eng° Paulo Ricardo Bassul, Diretor Agrícola e de Desenvolvimento Econômico da Prefeitura, quando se constatou o avançado estado de execução da obra, sem nenhuma outorga requerida, dando origem aos Autos de Inspeção BMT/BMES/21/08 e de Infração BMT/BMES/34/08, com penalidade de “Advertência” e prazo de 30 dias para regularizar a situação.

Diante da ausência de requerimento de outorga e do projeto da travessia, não existem elementos técnicos suficientes para avaliação dos questionamentos efetuados.

Por oportuno, solicitamos que futuros questionamentos sejam realizados mediante ofício da Câmara Municipal, endereçado à Superintendência do DAEE, ou à Ouvidoria, ou à Diretoria da Bacia do Médio Tietê.

Atenciosamente

Eng° Arlei Ribeiro de Barros
Pront° 9716

Aonde essa gente vai parar?

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 15 Jan 2009 | sob: Política

Estou ainda brigando com o relógio para ver se consigo colocar o ponteiros dentro do fuso que me permita manter a rotina de publicações no blog. Assuntos não faltam. Até quando tento me desvencilhar, eles me caem sobre o colo. Ontem de manhã, por exemplo, enquanto caminhava na Doutor Antoninho, vi Vartão de Lara “inspecionando” as obras da ‘Ponte Camelo”. Pelo que tudo indica, o ex-vereador virou funcionário público - sem concurso, claro - depois que tomou uma piaba nas urnas. O PT sempre ajeita a vidinha da patota que tem dificuldade em sobreviver só da iniciativa privada. Precisam de uma “maezona” chamada GOVERNO.

Mas isso não é o mais importante. Preocupante, mesmo, é o rumo deste governo, cada vez mais alinhado com o terrorismo, com o totalitarismo e com as ditaduras. Viram a última? O ministro da Justiça, Tarso Genro, concedeu refúgio político a Cesare Battisti, condenado por terrorismo - ele é acusado de assassinar quatro pessoas - na Itália. O mesmo governo que havia extraditado dois atletas cubanos do totalitarismo de Fidel Castro, agora dá abrigo a um terrorista assassino condenado por um regime democrático e de direito. É para se preocupar ou não? Aonde essa gente vai parar?

Bem, vou caminhar. Vou ver se Vartão está tabalhando direitinho.

E. T. : O chanceler brasileiro, Celso Amorim, voltou da viagem ao Oriente Médio sem conseguir atingir seu objetivo principal, que era incluir o Brasil no seleto grupo de países que vêm trabalhando no processo de paz entre Israel e o grupo islâmico palestino Hamas. Olhem só a fantástica constatação de um especialista: “Considerar a viagem uma derrota é um exagero. Desde o início era sabido que as chances de o Brasil influenciar o processo eram definitivamente muito pequenas”. Pergunta óbvia: então, por que foi?

O Coringão voltou. O Ronaldão vai voltar

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 13 Jan 2009 | sob: Política

Pedi uma foto exclusiva ao amigo Daniel Augusto Jr., o fotógrafo oficial do Corinthians, que acompanha diariamente os treinos do Timão na vizinha Itu. Mandou-me uma seqüência de quatro, que segue abaixo. Com toda essa força de vontade, o Fenômeno não deixa dúvida que vai voltar. Como? Vamos aguardar para ver. Torcida não vai faltar. Inclusive a minha, claro.

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O povo e suas escolhas

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 13 Jan 2009 | sob: Política

O governo brasileiro não se cansa de fazer o papel rídículo de pseudo-intermediador no conflito do Oriente Médio. O pior de tudo é a exposição a que nos coloca, alinhando-se ao terrorismo, da mesma forma a que se alinha com ditaduras. Está no pedigree. Não do nosso, claro, mas dos cuecas vermelhas. O Tio Rei, sempre ele, resumiu perfeitamente o que se passa com cabecinha de nossa diplomacia, comandada por Celso Amorim: “Amorim faz Lula acreditar que o conflito entre o terror palestino e o estado democrático de Israel poderia ter uma solução parecida, sei lá, com a rua 25 de Março, no centro de São Paulo, onde árabes e judeus promovem, em paz, a maior área de comércio popular no país.

Quem estiver interessado em se aprofundar devidamente no assunto pode buscar informação no blog do Reinaldo Azevedo(clique no nome). Há vários artigos e comentários sobre o tema, desnudando as mentiras que dizem por aí, inclusive de parte da imprensa, que prefere solapar a lógica em nome da pseudo “imparcialidade”. Quer tratar terrorista fundamentalistas, que atiram bombas e matam gente inocente, como “coitadinhos”.

Não, ninguém precisa concordar que Israel está apenas se defendendo da covardia terrorista do Hamas, que usa mesquistas e escolas como escudo para lançar mísseis contra os judeus. Mas, lembre-se, você é responsável pelas suas escolhas. Vejam, abaixo, mais um bom texto sobre o assunto, desta vez de Ali Kamel, editor executivo de Jornalismo da Globo e colunista de O Globo. Volto mais tarde com assuntos domésticos. Agora, vou caminhar, refletir… Fiquem com a sapiência de Ali kamel:

Eu acredito em eleições. E acredito que o povo sempre tem a capacidade de julgar o que considera bom para si. Isso não quer dizer que o povo acerte sempre: não são poucas as vezes em que a decisão mostra-se errada no futuro. Não importa, no momento em que comparece às urnas, certo ou errado, o povo é responsável por suas escolhas.

Por que essa conversa? Porque isso não me sai da mente quando vejo, chocado, os bombardeios em Gaza. Em 2006, houve eleições para escolha do primeiro-ministro palestino. Era um contexto em que os EUA clamavam pela democratização do mundo árabe. Quando o Hamas saiu-se vitorioso, muita gente, diante dos lamentos dos americanos, riu, dizendo algo assim: “Ora, não queriam democracia? Agora o povo vota, escolhe o Hamas e os EUA lamentam? Então democracia só vale quando ganham os aliados?” Na época, escrevi que a simples presença do Hamas nas eleições mostrava que aquilo não era uma democracia: porque democracia não é o regime em que todas as tendências disputam o voto; democracia é o regime em que todas as tendências que aceitam a democracia disputam o voto. Como o Hamas prega uma teocracia, um sistema político que o aceita como legítimo aspirante ao poder não pode ser chamado de democracia. Seja como for, tendo sido democráticas ou não, aquelas eleições expressaram a vontade do povo: observadores internacionais atestaram que o pleito transcorreu sem fraudes.

E o que pregava o Hamas na campanha de 2006? Antes, para entender o linguajar, é importante lembrar que o Hamas não aceita a existência do Estado de Israel, chamado de “Entidade Sionista”. Assim, quando se refere à “Palestina”, o Hamas engloba tudo, inclusive Israel. Destaco aqui três pontos do programa eleitoral (na disputa, o grupo deu-se o nome de “Mudança e Reforma”): “A Palestina é uma terra árabe e muçulmana”; “O povo palestino ainda está em processo de libertação nacional e tem o direito de usar todos os meios para alcançar esse objetivo, inclusive a luta armada”; “Entre outras coisas, nosso programa defende a “Resistência” e o reforço de seu papel para resistir à Ocupação e alcançar a liberação. A ‘Mudança e Reforma’ vai também construir um cidadão palestino orgulhoso de sua religião, terra, liberdade e dignidade; e que, por elas, esteja pronto para o sacrifício.”.

Deu para entender? O Hamas propôs um programa segundo o qual não há lugar para judeus na “Palestina”, o uso da luta armada deve ser reforçado para se livrar deles e os cidadãos comuns devem estar preparados para se sacrificar (morrer) pela religião, pela terra, pela liberdade e pela dignidade.

Havia alternativa? Sim, apesar da ambigüidade eterna, o Fatah do presidente Mahmoud Abbas (e, antes, de Yasser Arafat), na mesma eleição pregava a saída de Israel dos territórios ocupados em 1967, a criação de um Estado Palestino com sua capital em Jerusalém e uma solução para os refugiados de 1948 com base em resoluções da ONU, uma agenda que só parece moderada porque é comparada à do Hamas. Embora estimulasse e declarasse legítima a resistência à ocupação, a novos assentamentos judaicos e à construção do muro de proteção que Israel ergue entre a Cisjordânia e seu território, o Fatah declarava expressamente: “Quando o imortal presidente Arafat anunciou em 1988 a decisão do Conselho Nacional Palestino, reunido naquele ano, de adotar a ‘solução histórica’, que se baseia no estabelecimento de um Estado independente Palestino lado a lado com Israel, ele estava de fato declarando que o povo palestino e suas lideranças tinham adotado a paz como um opção estratégica.”

E qual foi a decisão dos palestinos? Num sistema eleitoral que adota o voto distrital misto, o Hamas ganhou tanto no voto proporcional quando nos distritos, abocanhando 74 dos 132 assentos do parlamento. Ou seja, diante do desgaste de 40 anos do Fatah, e das denúncias de corrupção que pairavam sobre o movimento, os palestinos deixaram a paz de lado e optaram pela promessa de pureza divina e dos foguetes do Hamas. Meses depois, uma luta interna feroz entre os dois grupos teve lugar e resultou numa divisão territorial: o Fatah ficou com a Cisjordânia, onde a situação é de calma, e o Hamas ficou com Gaza, de onde continuou pregando o programa aprovado pelos eleitores: enfrentamento armado, mesmo tendo consciência do que isso acarretaria.

Diante disso, dá para dizer que os palestinos de Gaza são inocentes vítimas do jugo do Hamas e de uma reação desproporcional dos israelenses?

Olha, eu deploro a guerra, lamento profundamente a morte de tanta gente, especialmente de crianças, vítimas de uma guerra de adultos. Vejo as bombas, e fico prostrado, temendo que o bom senso nunca chegue. Mas isso não me impede de ver que a guerra, com suas consequências, foi uma escolha consciente também dos palestinos de Gaza. Retratá-los como despossuídos de todo poder de influir em seus destinos não é mais uma verdade desde 2006.

Parecerá sempre simplificação qualquer coisa que se diga num espaço tão curto, em que é preciso deixar de lado as raízes desse conflito e a trama tão complicada que distribuiu culpa e vítimas por todos os lados. Mas não consigo terminar este artigo sem dizer: para que haja paz, os dois lados têm de ceder em questões tidas como inegociáveis, o apelo às armas têm de ser abandonado, o Estado Palestino deve ser criado ao lado de Israel, cujo direito a existir não deve ser questionado. Se isso acontecer, muitos árabes e israelenses daquela região não se amarão, terão antipatias mútuas, mas viverão lado a lado.

A fala deliqüente do governo

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 11 Jan 2009 | sob: Política

Reproduzi, no post anterior, um breve resumo didático do que está acontecendo no Oriente Médio, de autoria do colunista da Folha, João Pereira Coutinho. Falei, também, sobre o ridículo de se fazer citações em discursos de autores sem o devido conhecimento. Vejam, agora, o editorial da Folha de ontem, domingo, sobre a postura do governo federal brasileiro no conflto no Oriente Médio. A mesma Folha traz um artigo de Marco Antonio Toc Toc Garcia (*), o assessor especial de Política Externa do presidente. Quem quiser ler, que o faça no jornal ou procure na Internet. No meu blog, não reproduzo apologias, mesmo que indiretas, ao terrorismo. Aliás, não reproduzo nada que sai do miolo mole do Top Top.

Uma voz apenas

Há certo exagero e pendor exibicionista no ativismo da diplomacia brasileira a propósito da crise no Oriente Médio. O périplo do chanceler Celso Amorim na região não modificará o peso diplomático do Brasil, irrisório para a obtenção do cessar-fogo entre Israel e os extremistas do Hamas.
Por mais que o Itamaraty e o Mercosul, durante o governo Lula, tenham feito gestos de aproximação, seja com nações árabes, seja com Israel, o Brasil está longe de ser interlocutor relevante no tema.
Associar-se a Egito e França, os mais ativos na costura do armistício, é o caminho óbvio. Mesmo assim, não se deveria perder o senso de proporção: as tratativas ocorreriam do mesmo modo e teriam o mesmo desfecho com ou sem participação brasileira.
Alguns defensores do ativismo diplomático ponderam, por outro lado, que o principal trunfo da iniciativa não é imediatista. Seu valor estaria no aprendizado para a diplomacia de um país que, por conta do peso e do dinamismo de sua economia, aos poucos aumenta sua influência regional e ganha relevo global.
Vista nessa perspectiva de longo prazo, sob a premissa de acúmulo paulatino de experiências, a movimentação do Itamaraty pode se justificar. Nesse prisma, a primeira lição a tirar do ensaio sobre o Oriente Médio é que o corpo de diplomatas não pode caminhar num sentido, enquanto autoridades e o principal partido do governo vão pelo outro.
No contexto do conflito em curso, a neutralidade -tradição que o Brasil deveria cultivar- não combina com o emprego de termos como “terrorismo de Estado” e o uso de comparações com o nazismo para qualificar a ofensiva de Israel.
O Itamaraty sabe disso, como atestam as notas oficiais que expressaram a posição brasileira sobre a escalada. Mas o assessor presidencial Marco Aurélio Garcia e o PT ignoram o protocolo. Ainda vivem na era dos palpites inspirados em mera simpatia ideológica.

(*) Marco Antonio Gracia, para quem não se lembra, ganhou o aditivo de Top Top depois que foi flagrado “comemorando”, com gestos grotescos de um fanático (batendo com a palma da mão aberta na outra fechada), a divulgação da informação de que o acidente da TAM, que matou 199 pessoas, teria sido hipoteticamente causado por “falha dos pilotos”, em vez de defeitos na pista de Congonhas. Depois ficou comprovado que a pista não tinha a fresagem necessária para escoamento das águas de chuva na pista.

A parábola da guerra e da ignorância

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 11 Jan 2009 | sob: Política

Deixarei os assuntos nativos para dias úteis. Não que considere o domingo inútel. Muito pelo contrário. É apropriado para navegar em temas de além-mar (com hífen, como antigamente). É possível, sim, aproveitar os momentos de folga e descanso com leituras que possam abastecer nosso campo de conhecimento. Qualquer dia desses ainda debruço-me sobre as obras de Skakespeare para poder fazer citações “intelectualizadas”. Enquanto não as faço, restrinjo-me aos temas sobre os quais exerço um certo domínio. Só assim sinto-me apto a lançar-me em discussões e debates sem a necessidade de recorrer a um discurso escrito e ensaiado, tão falso em identificação quanto uma nota de três reais. Convenhamos que interpretar papéis de ridículo não é para qualqur um.

Durante meu breve período de férias, por exemplo, tentei inteirar-me sobre os conflitos no Oriente Médio, em especial sobre as ofensivas de Israel contra o Hamas. Li muito, ouvi várias entrevistas de especialistas e pesquisei a história. Não foi difícil me identificar com um certo lado. Concomitantemente, veio à luz quem está do outro. Batata! Tudo faz sentido. Os princípios são, de fato, a base dos discernimentos. Vocês entenderão onde quero chegar nos post futuros, se é que ainda não entenderam. Por hora, voltemos ao início. Segue, abaixo, um texto de João Pereira Coutinho, colunista da Folha de S. Paulo, publicado na semana passada. Ele explica, de forma bastante didática, porque a Estado Democrático de Israel resolveu contra-atacar o grupo terrorista do Hamas no Oriente Médio. Volto mais tarde. Domingo também é dia de levar meu filho ao cinema. Vamos ver a refilmagem do clássico O Dia em Que a Terra Parou. Inté.

Mudar as palavras
Israel está novamente em guerra com os terroristas do Hamas, e não existe comediante na face da Terra que não tenha opinião a respeito. Engraçado. Faz lembrar a última vez que estive em Israel e ouvi, quase sem acreditar, um colega meu, acadêmico, que em pleno Ministério da Defesa, em Jerusalém, começou a “ensinar” os analistas do sítio sobre a melhor forma de acabarem com o conflito. Israel luta há 60 anos por reconhecimento e paz.
Mas ele, professor em Coimbra, acreditava que tinha a chave do problema. Recordo a cara dos israelenses quando ele começou o seu delírio. Uma mistura de incredulidade e compaixão.

Não vou gastar o meu latim a tentar convencer os leitores desta Folha sobre quem tem, ou não tem, razão na guerra em curso. Prefiro contar uma história.

Imaginem os leitores que, em 1967, o Brasil era atacado por três potências da América Latina. As potências desejavam destruir o país e aniquilar cada um dos brasileiros. O Brasil venceria essa guerra e, por motivos de segurança, ocupava, digamos, o Uruguai, um dos agressores derrotados.

Os anos passavam. A situação no ocupado Uruguai era intolerável: a presença brasileira no país recebia a condenação da esmagadora maioria do mundo e, além disso, a ocupação brasileira fizera despertar um grupo terrorista uruguaio que atacava indiscriminadamente civis brasileiros no Rio de Janeiro ou em São Paulo.

Perante esse cenário, o Brasil chegaria à conclusão de que só existiria verdadeira paz quando os uruguaios tivessem o seu Estado, o que implicava a retirada das tropas e dos colonos brasileiros da região. Dito e feito: em 2005, o Brasil se retira do Uruguai convencido de que essa concessão é o primeiro passo para a existência de dois Estados soberanos: o Brasil e o Uruguai.

Acontece que os uruguaios não pensam da mesma forma e, chamados às urnas, eles resolvem eleger um grupo terrorista ainda mais radical do que o anterior. Um grupo terrorista que não tem como objetivo a existência de dois Estados, mas a existência de um único Estado pela eliminação total do Brasil e do seu povo.p>

É assim que, nos três anos seguintes à retirada, os terroristas uruguaios lançam mais de 6.000 foguetes contra o Sul do Brasil, atingindo as povoações fronteiriças e matando indiscriminadamente civis brasileiros. A morte dos brasileiros não provoca nenhuma comoção internacional.

Subitamente, surge um período de trégua, mediado por um país da América Latina interessado em promover a paz e regressar ao paradigma dos “dois Estados”. O Brasil respeita a trégua de seis meses; mas o grupo terrorista uruguaio decide quebrá-la, lançando 300 mísseis, matando civis brasileiros e aterrorizando as populações do Sul.
Pergunta: o que faz o presidente do Brasil?

Esqueçam o presidente real, que pelos vistos jamais defenderia o seu povo da agressão.

Na minha história imaginária, o presidente brasileiro entenderia que era seu dever proteger os brasileiros e começaria a bombardear as posições dos terroristas uruguaios. Os bombardeios, ao contrário dos foguetes lançados pelos terroristas, não se fazem contra alvos civis -mas contra alvos terroristas. Infelizmente, os terroristas têm por hábito usar as populações civis do Uruguai como escudos humanos, o que provoca baixas civis.

Perante a resposta do Brasil, o mundo inteiro, com a exceção dos Estados Unidos, condena veementemente o Brasil e exige o fim dos ataques ao Uruguai.

Sem sucesso. O Brasil, apostado em neutralizar a estrutura terrorista uruguaia, não atende aos apelos da comunidade internacional por entender que é a sua sobrevivência que está em causa. E invade o Uruguai de forma a terminar, de um vez por todas, com a agressão de que é vítima desde que retirou voluntariamente da região em 2005.

Além disso, o Brasil também sabe que os terroristas uruguaios não estão sós; eles são treinados e financiados por uma grande potência da América Latina (a Argentina, por exemplo). A Argentina, liderada por um genocida, deseja ter capacidade nuclear para “riscar o Brasil do mapa”.

Fim da história? Quase, leitores, quase. Agora, por favor, mudem os nomes. Onde está “Brasil”, leiam “Israel”. Onde está “Uruguai”, leiam “Gaza”. Onde está “Argentina”, leiam “Irã”. Onde está “América Latina”, leiam “Oriente Médio”. E tirem as suas conclusões. A ignorância tem cura. A estupidez é que não.

Legislativo tem mesa de “novatos”

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 10 Jan 2009 | sob: Política

No primeiro dia deste novo ano, a Câmara se reuniu em sessão solene para dar posse aos eleitos no executivo e legislativo. Passadas as formalidades, realizou-se outra sessão, especial, agora para definir a composição da mesa diretora. Os vereadores entraram em acordo e elegeram a chapa única denominada “União”, com os seguintes nomes: Odélio Leite dos Santos (PP) - presidente; Miraci Lazara Tuani Flosi (PMDB) - vice-presidente; Ednilson de Jesus Macedo (PSB) - 1º Secretário; Daniel Fernandes (PSC) - 2º Secretário.

Todos, com exceção de Odélio Leite, são estreantes no legislativo. De cara, vão comandar os trabalhos de gente experiente, como José Geraldo “Gerão (DEM), reeleito pelo terceiro ano concecutivo, e José Queiroz “Coquinho”(PSDB), que volta à Casa depois de passagens anteriores.

Estava tudo caminhando bem, mas o clima esquentou na hora de definir as Comissões Permanentes. O PT quis ficar com as principais - e acabou levando - de forma impositiva e gerou a primeira discussão do ano. Comento no outro post.

O que chamou a atenção na solenidade foi o discurso de pose do prefeito reeleito Cládio Maffei (PT). Foram mais de 30 minutos (chegaram a falar em 45), com citações da Bíblia e, acreditem, de William Skakespeare. É, pelo jeito ele leva a pantomima muito a sério.

A saúde “humanizada” do PT

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 08 Jan 2009 | sob: Política

sa  de - sa  de
O caso é real, mas não publicarei os nomes para preservar as, digamos assim, “vítimas”. Sabem como é, né? Se este governo tivesse honestidade moral, depois do relatado procuraria tomar alguma providência para evitar que situações como essas voltassem a se repetir; como não tem, capaz de retaliar os envolvidos.

Há quatro anos, quando assumiu pela primeira vez o comando da cidade, o prefeito Maffei foi ao jornal local para justificar a demissão de mais de 10 funcionários alegando que iria “humanizar’ a Saúde. Um belo discurso que todos sabemos como terminou. Transformaram a saúde da cidade no maior palco de disputa política já visto na história do município. A evidência maior foi o processo que culminou com a intervenção da Santa Casa, principal centro de atendimento da população.

Passados mais de seis meses, a situação continua caótica. A espera de atendimento neste início de ano passa de uma hora e meia. Isso, vejam só, para quem tem “convênio”. Imaginem para quem não tem.

Dois fatos, entretanto, revelam a essência do que o governo petista chama de “humanização da saúde”.

Fato 1- Na quarta-feira, 7, uma pessoa próxima de minha convivência foi levar a mãe, que passava mal, para atendimento. Tinha convêncio com a Unimed e, mesmo assim, teve de esperar por mais de uma hora. A surpresa maior, porém, foi na sala de consulta. Para medir a pressão da paciente, o médico nem sequer levantou-se da cadeira. Ficou ali, atrás da escrivaninha, bem acomodado. Incrível, né não?

Fato 2 - Na semana passada, uma mãe, ainda no período de amamentação e receosa em arriscar-se com a auto-medicação, procurou atendimento na Santa Casa porque estava com febre. Chegou ao hospital à noite, por volta das 22h, e, ao ser atendida, foi questionada pelo médico: por que a senhora não veio de dia? Resposta: “desculpe, doutor, mais é agora que estou passando mal”. O médico disse que não poderia medicá-la porque o laboratório estava fechado e não tinha como diagnosticar o seu problema. Pediu que voltasse no outro dia, durante o…dia.

Piano piano se va lontano

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 08 Jan 2009 | sob: Política

Acabei demorando além da conta o meu retorno, perdoem-me. Precisava colocar algumas coisas em ordem antes de voltar à rotina. Sim, rotina mesmo. Pretendo, a partir de agora, postar pelo menos um artigo diário, sempre pelas manhãs, mesmo que seja breve, sobre temas de relevância.

O prato predileto continuará sendo, como sempre, a política local. Não vou deixar meus fiéis leitores desguarnecidos de informação e à mercê da imprensa corcunda, que vive de reverência ao poder constituído, transitando por todas as cores do arco-íris. Aqui, como todos sabem, manteremos a coluna ereta e a conta bancária vazia. É uma questão de escolha e, conseqüentemente, renúncias. Sabemos muito bem quais são as nossas. Como ensina mio maestro italiano: Piano piano se va lontano.

Pena que os assuntos continuem os mesmos. O ano-novo começa com as mesmas promessas de quatro anos atrás, como tratarei mais adiante, em outro post. Antes de mexer na lama, entretanto, algo de cristalino de verdade. Seguem abaixo algumas imagens da Cachoeira de Boiçucanga, que registrei durante o período de folga. Foram mais de 30 minutos de caminhada por trilhas da Mata Atlântica, até chegar a este pedacinho do paraíso. São cerca de 20 metros de altura. Magnífico. Para terem uma idéia, tomem como base as pessoas lá embaixo. Todos ficamos diminutos diante de tamanha beleza natural. Feliz mergulho em 2009! Voltamos!

Cachoeira 1 - Cachoeira 1

Cachoeira 002 - Cachoeira 002

Feliz 2009!!!

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 01 Jan 2009 | sob: Política

Prezados leitores, tirei uns dias de folga com a família. Folga mesmo, no meio de um recanto verde. Volto dia 6, pra valer, com a verve de sempre. Obrigado pelo prestígio. Manter audiência como a nossa, para um blog com foco local, é um privilégio imenso. A cada dia descubro que nosso alcance ultrapassa muitas fronteiras. Tem mais gente desse lado do que imaginamos. Conseguimos, de fato, estabelecer um canal de relação com interesses em comum, embora nem sempre evidentes. Fica aqui os meus votos de um 2009 repleto de saúde e realizações. Mas não espere que as coisas caiam do céu. Vá atrás do que acredita!

fl  r 1 - fl  r 1

A elegância musical de Noblat

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 28 Dez 2008 | sob: Política

Falei abaixo do Blog do Noblat, mas não disse tudo. O blog é repleto de coisas boas, entre elas um link musical, o Estação Jazz e Tal, no qual pode-se ouvir seleções incríveis do que há de melhor na música internacional, sem distinção de estilo. É tudo de muito bom gosto. Eu, pessoalmente, não tenho o costume de ler e nem de escrever ouvindo música. Prefiro concentrar-me no silêncio, de preferência, absoluto. A exceção fica por conta de quando estou zapeando sites de curiosidades ou jogandoFreeCell ou Paciência, uma das poucas coisas que sei fazer com o baralho eletrônico para relaxar. Confiram a elegância musical de Noblat AQUI

Lula, o “irresponsável”

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 28 Dez 2008 | sob: Política

Mantenho, na coluna direita do blog, uma lista de sites e blogs com os quais este se identifica, na linha editorial de informação e, por que não?, de pensamento. Entre eles, um que considero um dos maiores jornalistas deste País: Ricardo Noblat, que nesta época está fazendo uma espécie de retrospctiva de 2008. Vejam este artigo de março de 2008, chamado A banalziação dos maus costumes. Como já disse no post anterior, pouco coisa mudou de 20 anos para cá e, menos ainda, nestes últimos 12 meses. No próximo post, mais uma do Noblat:

Lula ultrapassou, ontem, no Recife, todos os limites da irresponsabilidade durante cerimônia de assinatura de ordem de serviço para a construção de obras financiadas pelo Programa de Aceleração do Crescimento.

Ao elogiar o ex-presidente da Câmara dos Deputados Severino Cavalcanti (PP), sugeriu que ele perdeu o cargo e foi obrigado a renunciar ao mandato por pressão das “elites paulistas e paranaenses”.

De fato, Severino renunciou ao cargo e ao mandato porque se provou que fora subornado por Sebastião Buani, concessionário de um dos restaurantes da Câmara.

De Buani, Severino recebeu cheques mensais para permitir que o restaurante dele seguisse funcionando. Rastreou-se um cheque de R$ 10 mil que foi parar na conta de Severino.

- Eu continuo tendo o mesmo respeito, hoje, que eu tinha por você há muito tempo porque a relação humana não é feita apenas do momento - disse Lula. “A relação humana é feita de forma mais sadia.”

Antes, havia dito, apontando na direção do seu correligionário:

- Estou vendo ali um homem que foi presidente da Câmara. Ele foi eleito porque nossa oposição queria derrotar o governo, achando que o Severino ia ser contra o governo. Elegeram o Severino, mas não levou muito tempo para eles perceberam que o Severino não era oposição.

Não, não era mesmo. Era um dos mais fisiológicos deputados. Era conhecido como o Rei do Baixo Clero. Cobrou caro pelo apoio que deu ao governo. Indicou o ministro das Cidades. Recebeu outras benesses.

Severino renunciou ao mandato para não ser cassado. Tentou se reeleger deputado federal. Faltaram-lhe votos para isso. Quis emplacar um dos seus afilhados como secretário do governador Eduardo Campos (PSB). Não conseguiu.

Tornou-se uma figura desprezível da qual costuma fugir a maioria dos políticos. Até que… Até que Lula lhe deu a mão.

Que exemplo o presidente da República imagina que oferece ao distinto público ao se referir da maneira como o fez a um político acusado de corrupção?

Como pode dizer que continua respeitando Severino depois de saber que ele recebia propina?

Como pode cobrar respeito a quem quer que seja se desrespeita a todos dessa forma?

O PT fez Caixa 2 porque todo partido faz, admitiu Lula em 2005 no auge do escândalo do mensalão.

Os R$ 20 mil do publicitário Marcos Valério, embolsados pelo deputado Professor Luizinho (PT-SP), não passaram de “uma merreca”, observou Lula ao sair em defesa do seu companheiro.

Vai ver que para Lula o comportamento de Severino não foi de todo reprovável. Vai ver que é por isso que o compreende, o estima e o exalta.

Brasil, o país da impunidade

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 28 Dez 2008 | sob: Política

Após 20 anos, vítimas do Bateau Mouche esperam indenização. Este é o título estampado na capa da Folha de S. Paulo deste domingo. Como se vê, o Brasil mudou muito pouco de 20 anos pra cá. Mas ainda temos esperança. Não aquela assaltada pelos petralhas que enchem as cuecas de dinheiro público. Abaixo, a reportagem da Folha:

Na quarta-feira, às 23h50, a tragédia de repercussão mundial completa 20 anos -sem que ninguém tenha pagado por ela. Apenas um parente de um garçom recebeu o equivalente a R$ 20 mil -isso porque percorreu um caminho mais curto. O seu advogado entrou com a ação contra o restaurante Sol e Mar, dos donos do barco, e não contra o Bateau Mouche, como todos os outros.

Depois de adernar, o barco emborcou e afundou 20 metros, no trecho entre a ilha de Cotunduba e o Morro da Urca, em frente à praia Vermelha.

O processo criminal contra o grupo de espanhóis que empresariavam o Bateau Mouche prescreveu antes de a tragédia completar dez anos, deixando os sete sócios do barco e os dois da agência de turismo Itatiaia (que vendeu os ingressos) livres. Todos foram absolvidos em primeira instância, pelo juiz Jasmin Simões Costa.

Quatro saíram do Brasil pela porta da frente, apresentando os passaportes em dia. Os dois menos ricos -que trabalhavam como gerentes no restaurante, mas tinham participação na sociedade- foram condenados em segunda instância. Cumpriram quatro meses da pena, em regime semi-aberto, e fugiram com um terceiro, condenado por sonegação fiscal, para a Europa.

“Não me pergunte como isso acontece, como criminosos saem do país assim. Eu fico apavorado com esses mecanismos”, diz o advogado de defesa de 26 parentes de vítimas, em 32 ações, João Tancredo. Assinante do jornal podem ler a íntegra AQUI

Celtic Woman - Over the rainbow

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 28 Dez 2008 | sob: Política

De onde vem a esperança

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 26 Dez 2008 | sob: Política

Vamos ter de passar este final de ano sozinhos. Tio Rei está em férias. Deixou-nos, entretanto, um bom artigo de despedida (Duas ou três coisas que eu sei sobre Ele) sobre o nascimento de Jesus e a importância de se ter…esperança. Confiram:

Mulheres de Darfur - Mulheres de Darfur

As cenas das mulheres de Darfur fugindo com suas crianças, empurradas pela barbárie, remetem, é inevitável, à fuga de Maria e do Menino Jesus para o Egito, retratada por Caravaggio (1571-1610)

Boa parte das nações e dos homens celebra, nesta semana, o nascimento do Cristo, e uma vez mais nos perguntamos, e o faremos eternidade afora: qual é o lugar de Deus num mundo de iniqüidades? Até quando há de permitir tamanha luta entre o Bem e o Mal? Até Ele fechou os olhos diante das vítimas do nazismo em Auschwitz, dos soviéticos que pereceram no Gulag, da fome dizimando milhões depois da revolução chinesa? E hoje, “Senhor Deus dos Desgraçados” (como O chamou o poeta Castro Alves)? Darfur, a África Subsaariana, o Oriente Médio… Então não vê o triunfo do horror, da morte e da fúria? Por que um Deus inerme, se é mesmo Deus, diante das “espectrais procissões de braços estendidos”, como escreveu Carlos Drummond de Andrade? Que Deus é este, olímpico também diante dos indivíduos? Olhemos a tristeza dos becos escuros e sujos do mundo, onde um homem acaba de fechar os olhos pela última vez, levando estampada na retina a imagem de seu sonho – pequenino e, ainda assim, frustrado…

Até quando haveremos de honrá-Lo com nossa dor, com nossas chagas, com nosso sofrimento? Até quando pessoas miseráveis, anônimas, rejeitadas até pela morte, murcharão aos poucos na sua insignificância, fazendo o inventário de suas pequenas solidões, colecionando tudo o que não têm – e o que é pior: nem se revoltam? Se Ele realmente nos criou, por que nos fez essa coisa tão lastimável como espécie e como espécimes? Se ao menos tirasse de nosso coração os anseios, os desejos, para que aprendêssemos a ser pedra, a ser árvore, a ser bicho entre bichos… Mas nem isso. Somos uns macacos pelados, plenos de fúrias e delicadezas (e estas nos doem mais do que aquelas), a vagar com a cruz nos ombros e a memória em carne viva. Se a nossa alma é mesmo imortal, por que lamentamos tanto a morte, como observou o latino Lucrécio (séc. I a.C.)? Se há um Deus, por que Ele não nos dá tudo aquilo que um mundo sem Deus nos sonega?

Evito, leitor, tratar aqui do mistério da fé, que poderia, sim, responder a algumas perplexidades. O que me interessa neste texto é a mensagem do Cristo como uma ética entre pessoas, povos e até religiões. Não pretendo, com isso, solapar a dimensão mística do Salvador, mas dar relevo a sua dimensão humana. O cristianismo é o inequívoco fundador do humanismo moderno porque é o criador do homem universal, de quem nada se exigia de prévio para reivindicar a condição de filho de Deus e irmão dos demais homens. É o fundamento religioso do que, no mundo laico, é o princípio da democracia contemporânea. Não por acaso, a chamada “civilização ocidental” é entendida, nos seus valores essenciais, como “democrática” e “cristã”. Isso tudo é história, não gosto ou crença.

Falo das iniqüidades porque é com elas que se costuma contrastar a eventual existência de uma ordem divina. Segundo essa perspectiva, se o Mal subsiste, então não pode haver um Deus, que só seria compatível com o Bem perpétuo. Ocorre que isso tiraria dos nossos ombros o peso das escolhas, a responsabilidade do discernimento, a necessidade de uma ética. Nesse caso, o homem só seria viável se isolado no Paraíso, imerso numa natureza necessariamente benfazeja e generosa. O cristianismo – assim como as demais religiões (e também a ciência) – existe é no mundo das imperfeições, no mundo dos homens. Contestar a existência de Deus segundo esses termos corresponde a acenar para uma felicidade perpétua só possível num tempo mítico. E as religiões são histórias encarnadas, humanas.

Em Auschwitz, no Gulag ou em Darfur, vê-se, sem dúvida, a dimensão trágica da liberdade: a escolha do Mal. E isso quer dizer, sim, a renúncia a Deus. Mas também se assiste à dramática renúncia ao homem. Esperavam talvez que se dissesse aqui que o Mal Absoluto decorre da deposição da Cruz em favor de alguma outra crença ou convicção. A piedade cristã certamente se ausentou de todos esses palcos da barbárie. Mas, com ela, entrou em falência a Razão, humana e salvadora.

Fé e Razão são categorias opostas, mas nasceram ao mesmo tempo e de um mesmo esforço: entender o mundo, estabelecendo uma hierarquia de valores que possa ser por todos interiorizada. As cenas das mulheres de Darfur fugindo com suas crianças, empurradas pela barbárie, remetem, é inevitável, à fuga de Maria e do Menino Jesus para o Egito, retratada por Caravaggio (1571-1610) na imagem que ilustra este texto – o carpinteiro José segura a partitura para o anjo. As representações dessa passagem, pouco importam pintor ou escola, nunca são tristes (esta vem até com música), ainda que se conheça o desfecho da história. É o cuidado materno, símbolo praticamente universal do amor de salvação, sobrepondo-se à violência irracional que o persegue.

Nazismo, comunismo, tribalismos contemporâneos tornados ideologias… São movimentos, cada um praticando o horror a seu próprio modo, que destruíram e que destroem, sem dúvida, a autoridade divina. Mas nenhum deles triunfou sem a destruição, também, da autoridade humana, subvertendo os valores da Razão (afinal, acreditamos que ela busca o Bem) e, para os cristãos, a santidade da vida. Todas as irrupções revolucionárias destruíram os valores que as animaram, como Saturno engolindo os próprios filhos. O progresso está com os que conservam o mundo, reformando-o.

Pedem-me que prove que um mundo com Deus é melhor do que um mundo sem Deus? Se nos pedissem, observou Chesterton (1874-1936), pensador católico inglês, para provar que a civilização é melhor do que a selvageria, olharíamos ao redor um tanto desesperados e conseguiríamos, no máximo, ser estupidamente parciais e reducionistas: “Ah, na civilização, há livros, estantes, computador…” Querem ver? “Prove, articulista, que o estado de direito, que segue os ritos processuais, é mais justo do que os tribunais populares.” E haveria uma grande chance de a civilização do estado de direito parecer mais ineficiente, mais fraca, do que a barbárie do tribunal popular. Há casos em que é mais fácil exibir cabeças do que provas. A convicção plena, às vezes, é um tanto desamparada.

Este artigo não trata do mistério da fé, mas da força da esperança, que é o cerne da mensagem cristã, como queria o apóstolo Paulo: “É na esperança que somos salvos”. O que ganha quem se esforça para roubá-la do homem, fale em nome da Razão, da Natureza ou de algum outro Ente maiúsculo qualquer? E trato da esperança nos dois sentidos possíveis da palavra: o que tenta despertar os homens para a fraternidade universal, com todas as suas implicações morais, e o que acena para a vida eterna. O ladrão de esperanças não leva nada que lhe seja útil e ainda nos torna mais pobres de anseios.

O cristianismo já foi acusado de morbidamente triste, avesso à felicidade e ao prazer de viver, e também de ópio das massas, cobrindo a realidade com o véu de uma fantasia conformista, que as impedia de ver a verdade. Ao pregar o perdão, dizem, é filosofia da tibieza; ao reafirmar a autoridade divina, acusam, é autoritário. Pouco afeito à subversão da autoridade humana, apontam seu servilismo; ao acenar com o reino de Deus, sua ambição desmedida. Em meio a tantos opostos, subsiste como uma promessa, mas também como disciplina vivida, que não foge à luta.

Precisamos do Cristo não porque os homens se esquecem de ter fé, mas porque, com freqüência, eles abandonam a Razão e cedem ao horror. Sem essa certeza, Darfur – a guerra do forte contra o indefeso, da criança contra o fuzil, do bruto contra a mulher –, uma tragédia que o mundo ignora, seria ainda mais insuportável.

Como o PT alimenta os pelegos e (só na Maniçoba) pelegatas

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 26 Dez 2008 | sob: Política

Devo estar mais presente neste final de ano do que de costume. Vai lá então mais uma boa dose de realidade, com a reportagem de Luís Fernando Bovo, na Folha deste 26 de dezembro:

Imposto sindical financia viagens, prédio e sardinhada contra os juros

Governo repassa R$ 61 mi às seis centrais, dinheiro equivalente a 10% do que é arrecadado com a contribuição

Compra de um prédio, aluguel de salas, pagamento de dívidas, reembolso de viagens, custeio de congressos, remuneração de companheiros e uma sardinhada contra o aumento dos juros em frente ao Banco Central. Essas foram algumas das finalidades encontradas pelas centrais sindicais para aplicar os R$ 61 milhões recebidos do governo federal neste ano.

Reconhecidas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 31 de março, as seis centrais ganharam, além do status legal, uma parcela no bolo do que é arrecadado anualmente com o imposto sindical - valor equivalente a um dia de trabalho por ano, descontado do empregado. Esse dinheiro é hoje a principal fonte de recursos das centrais, que recebem ainda mensalidade dos sindicatos filiados.

Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical, União Geral dos Trabalhadores (UGT), Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB) ficam com 10% do total, mesmo valor que recebe o Ministério do Trabalho e Emprego.

A legalização das entidades e a transferência dos recursos sempre provocaram polêmica. Uma ação direta de inconstitucionalidade, impetrada pelo DEM, questiona a lei que garantiu o reconhecimento e a divisão do bolo do imposto. Além disso, quando sancionou a lei, o presidente vetou o artigo que obrigava as centrais a prestarem contas ao Tribunal de Contas da União (TCU). Mesmo assim, o tribunal afirma que a decisão de Lula não tem valor legal e que vai acompanhar a aplicação dos recursos, mas só quando provocado (leia íntegra AQUI).

O surfe ideológico de Bob Nando

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 22 Dez 2008 | sob: Política

Quando a imprensa noticiou que o Senado havia aprovado o aumento de 7.343 vereadores (em Porto Feliz de 10 para 13), o vereador Nando Cesar ficou eufórico. No dia seguinte, já estava na Câmara dando como certo que sairia do posto de suplente para ocupar efetivamente uma cadeira na próxima gestão. “O Senado aprovou e agora não tem volta”, entusiasmava-se. Menos de 10 horas depois, porém, veio a notícia de que a Câmara havia barrado a decisão do Senado e tudo continuaria como está.

Bob Nando é mesmo um político com elasticidade de princípios inimaginável. Vejam vocês que, quando está no exercício da vereança e com plena convicção de que seria reeleito, pensava diferente. Bem diferente mesmo. Chegou a defender a proposta de diminuir o número de 10 para nove vereadores na cidade e fez até contas de quanto o município iria economizar com um parlamentar a menos.
Vejam, no texto abaixo, divulgado pela própria assessoria da Câmara à época, como a questão foi discutida em Porto Feliz e como se portou o surfista ideológico. Os negritos são meus:

“Polêmica sobre número de vereadores para a próxima gestão”

Na 15ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal, realizada na quarta-feira, 25/06, os vereadores concentraram-se principalmente na discussão sobre o número de vereadores que Porto Feliz deverá ter para a próxima gestão. O assunto foi levantado pelo vereador Nando César argumentando que com 10 vereadores as votações de projetos ficam prejudicadas. “Acho que com 9 vereadores o voto de Minerva, dado pela presidência, passa a ter muito valor. Além disso, com um Vereador a menos vamos economizar R$ 50 mil por ano. Em quatro anos serão R$ 200 mil. Segundo nosso Jurídico, temos prazo até dia 30/06 para resolver essa questão. Peço à Presidente que convoque duas sessões extraordinárias para resolvermos isso antes do dia 30″.

A Presidente Maria Tereza de Moraes não consultou o Plenário sobre convocação para extraordinárias e disse que iria conversar com o assessor jurídico da Casa. Nei do Mercadinho salientou que essa matéria está nas mãos do Senado e que deve-se aguardar uma decisão federal para que se possa tomar qualquer atitude quanto ao número de vereadores: “Porto Feliz, pelo número de habitantes, já era para ter 9 vereadores, mas não sei por falha de quem ficamos com 10″. Nando retrucou que a Câmara pode decidir sobre a matéria independente do Senado. Em aparte, vereador Mumu disse que a população de Porto Feliz, segundo dados do IBGE, diminuiu e portanto o número de vereadores também será reduzido pelo Tribunal Eleitoral. “É desnecessária a questão posta por Nando César. Parece pedido de urgência especial que não temos tempo de analisar. Está claro que dependemos da justiça eleitoral. Por que Nando não apresentou antes essa matéria?” Gerão informou que o PSDB encaminhou ofício à juíza eleitoral sobre o assunto e aguarda uma definição. Levi reforçou as palavras de Gerão, dizendo que esteve no Fórum e também viu o ofício do PSDB para redução do número de vereadores para 9. Todos aguardam uma definição da juíza. Nando César insistiu na sua posição argumentando que, como legisladores, os vereadores podem decidir e não precisam esperar a justiça eleitoral e que os partidos não podem mudar a Lei Orgânica. Finalizando, Gerão falou sobre a representatividade do povo de Porto Feliz que será comprometida com a redução do número de vereadores: “Por que só agora levanta-se esse assunto? A função do Vereador é fiscalizar o Executivo e aqui poucos fazem isso. Será que estão querendo calar a Oposição?”

Voltei - Como bem sabem, agora Bob nando mudou de opinião, da mesma forma como saiu da oposição ferrenha ao governo petista, no início da gestão, para ser uma de seus maiores patrocinadores no legislativo. Tudo isso porque acredita que, apoiando Maffei, teria mais chances de ser reeleito. Não foi. Agora quer entrar na Câmara pelas portas do fundo.

A decisão final sobre o aumento no número de vereadores ficou para o ano que vem. Isso porque o impasse entre Câmara de Deputados e Senado foi parar no Suprempo Tribunal Federal. Na imprensa, o assunto é chamado de “A farra dos veradores”, dada a imoralidade que o aumenta representa. Mas não podemos esquecer que na República da Bananeira tudo é possível. Tudo mesmo. Moldam-se a LEI de acordo com os interesses. Bob Nando está na torcida.

A grande revelação: PT, no “íntimo” faz “piadinha” com a gastança do dinheiro público

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 21 Dez 2008 | sob: Política

Queria comentar a polêmica em torno da proposta de aumento das cadeiras dos vereadores, aprovada pelo Senado e barrada pela Câmara. Vou lhes contar como a envergadura moral de Bob Nando vai de leste a oeste. Mas fica pra depois. Por hora, não podemos deixar passar as declarações do presidente do PT e vice-prefeito eleito, Julio Cesar Bronze, sobre a polêmica ponte em construção na Avenida Dr. Antoninho. Admite, publicamente, que os gastos com a obra viraram motivo de, vejam só, “piadinha” nos corredores da prefeitura. Gastar o dinheiro público é uma grande “diversão” para o caras vermelhas, segundo palavras do presidente e, como é mesmo?, “cidadão”:

Jornal — Acho que a maior obra do governo Maffei será a avenida dr. Antoninho. Júlio Bronze cidadão: como ele vê o problema da ponte que tanta polêmica trouxe a esta obra?

Bronze — Não vejo a hora de ver essa ponte pronta, para saber até que ponto essa polêmica tem algum fundamento ou é exagerada. Porto Feliz inteirinho acha a avenida dr. Antoninho a principal obra e eu não vejo a hora de ver essa obra pronta. O pessoal da engenharia tem argumentos [em defesa da ponte], o cidadão leigo acha esquisito, acha estranho. Inclusive a gente, no íntimo, faz algumas piadinhas com o Maffei por causa dessa ponte. Ele não gosta, ele fica bravo…

Comento – Viram só, quanto absurdo em apenas algumas linhas? Como esse Bronze fala besteira. A questão não é se a obra ficará pronta, mas sim a sua funcionabilidade. A polêmica não é se a ponte será finalizada ou não, mas sim da forma como foi feita, fora de todos os padrões da arquitetura convencional. Nem os próprios membros da administração pública parecem convencidos de que a obra está correta. E o que fazem? “Piadinha”, oras. É mesmo muito engraçado gastar DINHEIRO PÚBILCO, né não?

E de onde ele tirou que “Porto Feliz inteirinho acha a Dr.Antoninho a principal obra…”? Eu não acho. Do ponto de vista de investimentos, por exemplo, o que se gastou com a contratação da ISAMA, do petista Francisco Carlos Bernal, saiu muito mais dos cofres públicos municipal. Algo em torno de R$ 8 MILHÕES.

Do ponto de vista do desenvolvimento da cidade, a Dr. Antoninho também deixa muito a desejar. Trata-se de uma obra feita sem o planejamento adequado, tanto com relação à infra-estrutura necessária, quanto ao impacto que a nova avenida causará no comércio da Avenida Getúlio Vargas, hoje a principal entrada da cidade. São questões óbvias de planejamento urbano, mas essa administração parece mais preocupada com as aparências.

Fiquemos, por hora, focados na questão da infra-estrutura. Não foram feitas obras de contenção das laterais do leito do córrego. Hoje, ainda sem a obra estar totalmente concluída, há vários pontos onde há deslizamentos de terra nas margens.. É visível até para quem não entende nada de engenharia, como eu. É possível imaginar que logo aparecerão rachaduras no asfalto Até o “pneus de Erval”, colocados na primeira parte da avenida, aprecem ter resultado mais eficaz. Pelo menos até o momento.

Isso, meus caros, sem contar a especulação imobiliária de bastidores. Querem um exemplo? Perguntem à turma da administração petista por que eles mudaram a lei que determinava a distância mínima de estabelecimentos de ensino para a construção de postos de gasolina. Isso mesmo. Na gestão do Seu Gerúndio, mudaram a lei, e, por “coincidência”, um grupo de empresários adquiriu um terreno onde está sendo construído um dos novos postos da avenida.

Não, não me espanto com isso. No País dos Petralhas, como diz o tudo Rei, para tudo tudo se dá um “jeitinho”. Até as leis se adaptam aos interesses dos amigos.

A performance “estética” de Bronze confirma: as aparências enganam

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 20 Dez 2008 | sob: Política

Semana passada a Tribuna publicou uma entrevista com o presidente do diretório municipal do PT e vice-prefeito eleito, Julio Cesar Bronze. Na mesma semana, ele havia sido intimado a depor na Delegacia de Polícia sobre o suposto caso de “corrupção de menor”, que teria ocorrido na sede do diretório, na madrugada de 29 de novembro, envolvendo o tesoureiro do PT, João Gonçalves da Costa Silva, de 58 anos. Estranhamente, o jornal não fez nenhuma pergunta sobre o assunto. Falaram apenas sobre coisas mais superficiais, como, por exemplo, o desejo do vice-prefeito eleito em investir mais na estética da cidade.

Se espremer a entrevista não sai muita coisa além das obviedades luliantes. Bem que José Neto, o entrevistador, tentou uma imersão às questões de princípios. Em vão. Bronze, o homem que defende a estética, fica sempre nas superficialidades. Vejam esta pergunta e resposta:

Pergunta — O presidente diz que não apóia as FARC [guerrilha colombiana], mas não condena abertamente o terrorismo. Ele apóia o governo de Cuba, que é uma das mais horríveis ditaduras do mundo. Não é um contra-senso você pactuar com esse tipo de gente e criticar, no seu País, a ditadura militar de 64?

Bronze — A gente não pode esquecer da diplomacia. Não é porque o meu vizinho não tem a mesma concepção política, ética, religiosa, que eu vou bater de frente. Ele está na casa dele. É lógico que você tem que tomar partido dependendo das situações, mas acho que o Lula faz isso muito bem e o País é bem-relacionado em qualquer parte do mundo. Muita gente apostava que o mundo iria virar as costas para o Brasil com o Lula no governo, e aconteceu o contrário.
Depois dessa resposta, o entrevistador percebeu que não se tira leite de pedra – só para usar a terminologia que o PT entende – e mudou de assunto. “A polêmica vai longe… Voltemos a Porto Feliz”, entendeu o jornalista.

Bronze poderia se passar muito bem por tucano. Tem todas as características. Quer dizer, então, que um governo pode ver as maiores aberrações acontecendo à sua frente e tem de manter a “diplomacia” do “não tenho nada ver com isso”? Ou “faz-de-conta- que-não-vi-nada”? E qual seria a diplomacia que Lula faz muito bem? A do ‘sífu” ou a do ‘chulé”?

Esta última, só para quem não sabe, foi o mote da piada dita pelo presidente Lula, na semana passada, durante encontro de 33 países da América Latina e Caribe, na Costa do Sauípe, em referência ao episódio ocorrido com o presidente George W. Bush, em Bagdá. “Gente, por favor. Ninguém tire o sapato porque, aqui, como é muito calor, a gente vai perceber antes de alguém decidir jogá-lo, por causa do chulé”. Convenhamos, não é qualquer país que tem um presidente com tamanha picardia.

Por outro lado, começo a entender porque Bronze tem tanta idolatria por Lula: ambos são afeitos às piadas. Não perdem uma oportunidade de transformar assunto sério em chiste. No início da gestão petista em Porto Feliz, quando Bronze era chefe de gabinete, se notabilizou entre os colegas por só abrir o bico para contar piada. “A gente queria discutir alguns assuntos importantes, mas tudo virava brincadeira”, disse-me um despatriado, cujo nome irei preservar. Tudo se explica: na falta de conteúdo mais substancial, faz todo mundo rir. Acabou virando vice-prefeito, em uma condição que até o Loro José conseguiria. Agora, na condição de vice eleito, confessa que a “ponte camelo”, que vai custar caro aos cofres públicos, virou motivo “piadinha” dentro da própria administração. Percebem como estão levando a sério a administração dos recursos públicos? Isso é simplesmente ridículo.

Voltemos, porém, à profundidade superficial da entrevista. Coisas do tipo: “o problema não é o PT, são algumas pessoas”. Percebem a profundidade do pensamento doutrinário? É como se o PT fosse um ser celestial, divino, magistral; o problema são os aloprados do momento. O PT é uma coisa e os militantes são outra. Na qual das duas será que ele se encaixa? Prefiro o conceito do Reinaldo Azevedo: “Nem todo petista é petralha, mas todo petralha é petista”. Fica muito mais fácil de entender.

O melhor da entrevista de Bronze foi quando ele revelou o que todo mundo sabia desde o início e o PT não admitia: Vejam o que disse, quando o jornal lhe perguntou quais os erros da gestão anterior que ele não repetiria: “Eu não sei se não cometeria, porque as coisas são levadas pelo calor do momento, pelo impacto do momento e por inexperiência. Quer você queira ou não, nenhum de nós tinha experiência de assumir o comando de uma cidade. Mas teve algumas atitudes, com pessoas, que precisaria ouvir os dois lados. Eu me lembro de um funcionário que uma diretoria vivia reclamando: ‘Olha, ele está boicotando’. Chegou um momento que ele foi chamado ao gabinete com o Maffei e foi falado: ‘Olha, de hoje em diante vai ser assim, assim assim! Você está fora deste setor’. Aí, no saguão da Prefeitura, ele virou e falou pra mim: ‘Eu não fui ouvido’. Podia estar acontecendo tudo o que se falou, mas ele não foi ouvido e a gente tomou a decisão.Eu não cometeria mais esse erro, de tomar uma decisão assim, no calor do momento. O erro que eu não cometeria é esse, de querer resolver as coisas no dia, na hora. As coisas têm de ser pensadas.

Viram só? Está dito em todas as letras pelo presidente do PT e vice-prefeito eleito: temos no comando da cidade um partido cuja suscetibilidade não é compatível a quem exerce cargo público. Imaginem quantas situações e quantas pessoas passaram por isso? O PT, por dentro, tem medo dele mesmo. Não sabe do que é capaz. Boicote e perseguições são palavras recorrentes.

Acreditam que isso foi superado na primeira gestão? Eu não. Continua sendo uma governo sem norte, inexperiente e brincalhão. Podem até estar mais botinhos e perfumados por fora, mas a essência continua a mesma. É um partido para se servir do poder.

O caso é de POLÍCIA, não de ética, Bronze

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 11 Dez 2008 | sob: Política

Fico cada vez mais impressionado com a envergadura moral dos militantes petistas. São capazes de reduzir um assunto sério de polícia para uma questão de “ética” em política. Sim, foi a isso que resumiu o presidente do PT municipal e vice-prefeito eleito da cidade, Julio César Bronze, ao falar sobre o caso do tesoureiro do partido, João Gonçalves da Costa Silva, acusado de “corrupção de menor”, dentro da própria sede do partido. Há um inquérito aberto na delegacia de POLÍCIA e o ilustríssimo senhor Bronze diz ao jornal que “vai levar o caso à comissão de ética’ do partido. Isso não é assunto de política, meu caro; é de POLÍCIA mesmo. Se liga!

É impressionante como a militância petista trata as questões de ordem legal. Eles são uma espécie de seres autônomos, com suas próprias regras, suas próprias “éticas”. São portadores de uma moral elástica. Com isso, acham que podem resolver uma questão dessa gravidade entre eles mesmos, afinal, são os soberanos da MORALIDADE. Quem somos nós, pobres mortais, para questionar os seus atos?

Imaginem vocês que, depois do ocorrido, a direção do partido recomendou que o tesoureiro deixasse a cidade, sabem por quê? Para evitar um escândalo, oras. Dizem que o tesoureiro viajou para ver o filho sabe-se lá onde. Talvez no Paraná. Ninguém do PARTIDO sabe o endereço do TESOUREIRO. Só o e-mail. Pode uma coisa dessa? Sim, claro que pode. No PT pode tudo.

Acha mesmo que isso vai virar escândalo? Não, senhor Bronze, isso não vai se transformar em escândalo. Já virou. O escândalo já aconteceu naquela madrugada do dia 29 de novembro, quando a gritaria na sede do partido acordou a vizinhança da Rua Padre Ilidro. Cabe à POLÍCIA, agora, investigar o que realmente aconteceu e o que fez uma menor de idade, de 17 anos, a acusar um senhor de 58 da forma como consta no BO da delegacia.

Mas sabem o que os petistas estão dizendo por aí? Que a garota era prostituta, já tinha dois filhos e era viciada em crack. Sim, ela própria admite seu vício, mas o que muda na história? Justifica o suposto crime que está sob investigação. Claro que não. E o senhor Bronze ainda vem falar em ética? Só se for a ética do PT, que nós muito bem conhecemos. A ética dos aloprados, dos mensaleiros, que, aliás, também teve como pivô o tesoureiro nacional do partido. Como disse, o partido de Lula é de uma idiossincrasia absolutamente incomparável, especialmente quando o assunto é corrupção, seja dos cofres públicos ou de menores de idade.

O acusado, João Gonçalves, nega tudo. Por que, então, sumiu da cidade? Por que não ficar e se defender das acusações? Por que não apresentar sua versão à Polícia? Digo-lhes por que: foi orientado pela tropa de elite do próprio partido. Isso mesmo, que quer evitar o…escândalo, como já não estivesse acontecido.

Pobre João por acreditar em seus cuuumpanheiros vermelhos e deixar a cidade. Acha que, assim, vão ajudá-lo a livrar a pele? Ledo engano. Vão é fritá-lo. Sabem o que disse um petista graduado que acompanhou o assunto bem de perto: “Já tenho os meus problemas, ele que resolva os dele’. Só faltou chamá-lo de, como é mesmo? …”aloprado”!

Para o PT, pouco importa o crime em si. O que interessa, agora, é livrar a cara do partido. Mas me digam uma coisa: quem autorizou o João a “residir” no diretório? Pelo que soube, está lá desde a eleição. Ou seja, morava no local, como uma espécie de caseiro. Desfrutava da confiança de todos, já que era o tesoureiro. A mesma confiança da população que reelegeu o partido para comandar a cidade. E olhem no que deu.

Faltam, de fato, muitas explicações. Do PT não esperem nada. Nem o paradeiro de seu tesoureiro eles sabem. Vamos aguardar o que diz a POLÍCIA.

Retrospectiva II - Os paralelepípedos do Pelourinho

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 11 Dez 2008 | sob: Política

Como prometi, mais um capítulo das minhas andanças por esses dias. Só para justificar o sumiço. Depois voltamos à realidade do dia a dia. Dura realidade, diga-se. O PT é mesmo caso de polícia, não de política. Mas fica pra depois…

Na seqüência de fotos abaixo, uma parte da viagem de trabalho que fiz a Salvador (BA), na semana passada, para acompanhar um leilão de cavalos Puro Sangue Lusitanos. Trata-se de uma iniciativa inédita da Coudelaria Torres, já que a Bahia não tem tradicão na criação desse tipo de raça. O tema do meu trabalho será “A redescobeta do Brasil a cavalo”.

Aproveitamos, claro, para uma breve visita ao Mercado Modelo, Elevador Lacerda e, ufa, Pelourinho. A arquitetura é simplesmente fantástica. Em alguns momentos lembra os antigos casarões da Maniçoca, que o poder público nunca fez questão de preservar. Pelo contrário. Nossos professores de história usam calças curtas. Agora com a “promessa” de acabar com os paralelepípedos. É, sabem mesmo fazer história, mesmo se for para soterrar as já existentes. Imaginem só se os prefeitos soteropolitanos pensassem assim, o que seria do Pelourinho?

Falando em “promessas”, uma breve parada nas escadarias da Igreja de Santa Bárbara. Parece mesmo que estamos dentro da obra de Dias Gomes, muito bem retratada no filme “O Pagador de Promessas”, de Anselmo Duarte. O Pelourinho todo é um grande cenário. E o que não faltam são igrejas. Chega a ter uma do lado da outra, como mostra a última foto.

bainas e cavalo - bainas e cavalo

baiana - baiana

pagador de promessas - pagador de promessas

igrejas - igrejas

Retrospectiva I

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 09 Dez 2008 | sob: Política

Antes de mexer na sujeira, um breve retrospecto dos momentos de ausência. Em prestações. Primeiro, a Grande Volta. Sim, estive lá, eu e o meu filho. Sim, comemoramos, embaixo de chuva, o que foi muito mais gostoso. Vejam a foto. Volto em seguida…

campe  o - campe  o

Viram só. Foi um sábado especial. A lembrança é oportuna, em razão do anúncio da chegada de Ronaldo Fenômneno para vestir a camisado do Glorioso. Já disse até veio se juntar ao bando de loucos. Seja bem-vindo. A expectativa é grande. Nem poderia ser diferente.

Volto logo mais…O tempo está exíguo.

Volto nesta terça e conto tudo

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 08 Dez 2008 | sob: Política

Saudades do blogueiro, amigos? Amanhã faço um resumo das minhas andanças e comentamos as últimas. Explico também a diferença entre militante e meliantes. Tô na área. Inté!

E.T.: Abraços e parabéns aos amigos são-paulinos (como é difícil dizer isso…rs). Mas foi merecido!

Percepções nativas de reflexos nacionais

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 25 Nov 2008 | sob: Política

Se você, amigo leitor, pensa que a Maniçaba é estéril de penamento, está muito engando. Aqui tem palmeiras e sabiás. Veja o que me escreve um amigo-leitor, impaciente com a minha ausência e igualmente indignado com os sintomas da debilidade nacional: “já q o blog tá leeeeeeeeeeeeeento posta o post do reinaldo “Katrina passou na janela, e a Carolina barbuda não viu “ Então tá, segue abaixo o que escreve o tio Rei. Nada a acrescentar:

O furacão Ike matou quatro pessoas em Cuba. As chuvas já fizeram, em números oficiais, provavelmente subestimados porque deve haver corpos soterrados, 69 vítimas fatais em Santa Catarina.

Duas tragédias, dois presidentes. Para responder à emergência cubana, com seus quatro mortos, Luiz Inácio Castro da Silva convocou uma reunião de emergência com sete ministérios e editou uma MP determinando ajuda humanitária ao país. Para Santa Catarina, por enquanto, ele pediu um minuto de silêncio. Ah, sim: determinou que quatro ministros dêem uma espiadela na tragédia que acomete o estado. O governo ofereceu helicópteros para resgate e alguns colchões. E só. Nada de Medida Provisória liberando dinheiro.

Vamos entender as coisas na sua devida dimensão. A presença de ministros no local da tragédia, se não tiverem recursos a oferecer, é inútil. O papel da solidariedade política cabe ao chefe da nação — que é Lula. Ele, sim, já deveria ter pisado em solo catarinense para evidenciar que a população não está só. Tratar-se-ia de um simbolismo, enquanto seus auxiliares, em Brasília, viabilizariam os recursos. E olhem que nem seriam necessários sete ministros…

É o lado Bush de Lula. Katrina passou na janela, e a Carolina barbuda não viu.

O povo de Santa Catarina já se ergueu de outras tragédias. E o fará de novo. Que isso não sirva para esconder a lentidão do governo federal em prestar socorro àqueles brasileiros.

Violência: Porto Feliz, no Fantástico

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 17 Nov 2008 | sob: Política

Reportagem exibida ontem (16/11) no Fantástico mostra o nível da ousadia da bandidagem, que invadiu o Fórum local para arrombar e roubar o caixa eletrônico. Isso porque, segundo panfletagem de campanha do PT, a criminalidade na cidade teve uma “redução de”, quanto mesmo?, 92%. Isso mesmo, mais um pouquinho só estaríamos com “criminalidade zero”. Então tá. Vejam a reportagem abaixo:

O público, o privado e os Oridinhos

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 14 Nov 2008 | sob: Política

Não, não estou com preguiça não, petralhada. Só ando um tanto atarefado com outros compromissos profissionais. Aliás, preguiça é uma palavra que praticamente não existe no meu dia-a-dia. Trabalho desde os meus 14 anos. Já fui engraxate, sorveteiro, entregador de pão (com Lauro Padeiro), office boy, escriturário, mecanógrafo, músico profissional etc. Não, nunca fui sindicalista nem petista. Como disse, trabalho desde os 14 anos.

Falando nisso, lembrei-me de uma história que ilustra bem o que, desde outrora, considero como público e privado. Tinha lá meus 12 ou 13 anos (nem havia chegado aos 14) quando chamei meu primo Júnior para irmos engraxar sapados na Praça da Matriz. Cauteloso, me alertou que o local já “tinha dono”: um tal de “Oridinho” e o “Filho do Gaúcho”.

Nem tinha feito a minha primeira barba, mas já tinha noções de cidadania. Respondi: “Como tem dono? A praça é PÚBLICA, vamos lá!”. Meu primo talvez não tivesse tanta convicção sobre cidadania, mas com certeza tinha mais senso de realidade do que eu. Mesmo assim, foi corajoso e me acompanhou.

Resultado: Mal chegamos à praça e já fomos abordados pelos ditos-cujos. Já chegaram ordenando para que déssemos o fora. Eu, sempre eu, ainda tentei o velho argumento de que a praça era pública. Que nada! Os caras tinham, como vou dizer?, um “ponto de vista” diferente sobre o que é público e privado. Vieram pra cima e nos deram uns petelecos. Adivinhem? Demos no pé, claro.

É uma questão de inteligência e sobrevivência. Os “donos da praça” eram bem maiores. Além disso, nunca fui do tipo de resolver as coisas “no braço”. Às vezes é melhor um recuo estratégico…hehe.

Bem, as primaveras se passaram e continuo aqui, com a mania de cidadania, agora no exercício do jornalismo. Do outro lado da rua, estão os “Oridinhos”. Gente que em vez de seguir um caminho, preferiu o atalho.

Os tempos mudaram, claro. Imagem só que hoje existe até a Burguesia do Capital Alheio, como define o Reinaldo Azevedo. Uma categoria formada essencialmente por petralhas que, mesmo sem fazer calos nas mãos, enche as cuecas de dinheiro. Quando não, ficam empoleirados em cargos do governo, correndo de uma cidade a outra como se todas fossem “filiais” da mesma empresa, no caso, o…governo.

Assim como Gauchinho e Ouridinho, essa gente tem uma mania turva de diferenciar o “público” do “privado”. Veja o que diz o Tio Rei: “petralha, quando não tenta roubar a nossa carteira, tenta roubar a nossa decência. Petralha vem cobrar democracia aqui para defender ditaduras mundo afora e, claro, sonhar com uma ditadura petista no Brasil. O dever de uma democrata é lhes chutar o traseiro. E eu chuto.”

É isso aí, Reinaldão. Se na pré-adolescência tivemos de recuar, hoje é diferente. Não recuo não. Cada um que siga o seu caminho, suas opções, suas escolhas. A minha é o trabalho no jornalismo. Sem dinheiro público, é claro. Sujar as minhas mãos só se for com as graxas de sapato.

Estádio da AAP foi interditado pelo MP

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 05 Nov 2008 | sob: Política

Reportagem do site da Revista Viu!, por Juliana Machado:

O estádio Dr. Julien Fouque, que pertence a AAP (Associação Atlética Porto-felicense) foi interditado por uma decisão judicial. Segundo a promotora do Ministério Público, Fabiana Dal’ Mas Rocha Paes, a promotoria foi informada pela Polícia Militar que a estrutura do estádio estava com irregularidades que poderiam causar acidentes. O primeiro passo foi agendar uma reunião com o presidente da AAP, Douglas Torres e com Regiane Bérgamo (diretoria de Esporte e Turismo) para chegar a um concenso. “Tentamos resolver tudo na conversa, mas foram passando tempo e o estádio continuava com as mesmas irregularidades. Então, fizemos uma recomendação e um TAC (Termo de Ajuste de Conduta), no qual a Associação se comprometeu a manter o estádio interditado até que todas as irregularidades estejam sanadas”, revela Fabiana. Leia íntegra AQUI

Museu do futebol é show de bola

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 03 Nov 2008 | sob: Política

painel - painel

Já tinha lido e ouvido falar muito bem do Museu do Futebol, mas fiquei a protelar sucessivamente a visita. Neste fim de semana não teve jeito. Meu filho me intimou e jurou um castigo penoso caso não fôssemos neste domingo. Pois bem, com tamanha livre-espontânea-pressão, lá fomos nós, na companhia de uma de suas amiguinhas.

Chegamos por volta do meio-dia, já prevendo que o horário não seria dos melhores. Sabia que o museu tinha muitas atrações e precisaríamos de um certo tempo para poder aproveitar bem todas as curiosidades. Com as crianças, não dá pra ficar muito tempo sem comer, vocês sabem.

Pegamos uma fila de 30 minutos, mas muito bem comportada, afinal, mesmo sob as pilastras de um estádio de futebol (o Pacaembu), é o que se espera de um público de museu, mesmo que o tema seja…futebol.

As surpresas começam logo pela entrada. Tudo é muito bem planejado e arejado. Nem parece aquele museu com o qual estamos acostumados, cheio de coisas velhas e empoeiradas. Muito pelo contrário. Tudo é montado explorando a tecnologia na projeção de imagens, interatividade e, informação, muita informação.

Confesso que fiquei meio abestalhado querendo mostrar tudo pro meu filho e para nossa companhia. - Olha isso, filho, é o Pelé. Veja o que ele faz com a bola. E este, filhão, é o Garrincha… Não é fantástico? Praticamente todas as imagens tinham legendas explicativas. Algumas tão detalhadas que acabávamos por atrasar a fila. Sinto muito, amigos…

Tudo é muito fascinante, incrível e atraente. Demandaria um dia todo – ou até mais – para desfrutar de todas aquelas curiosidades. Aproveitamos tudo, absolutamente tudo, embora sem a devida atenção, o que nos fez acordar, desde já, um retorno em breve. Talvez o próximo fim de semana.

Sim, o lugar é demasiadamente proveitoso, para nós, adultos, e às crianças. A composição dos assuntos tocam na alma. É impossível ficar indiferente, goste-se ou não de futebol.

Conheço aquela parte do Pacaembu desde a época em que era uma churrascaria. Jamais imaginaria que aquilo pudesse ser transformado em algo de tamanho valor recreativo e educacional.

Como sabem, também sou freqüentador assíduo do estádio, o que poderia diminuir um pouco o impacto de participar de uma “torcida virtual”. Que nada! Ficamos impressionados com a sensação de realidade nessa ala. As imagens são projetadas no concreto debaixo das próprias arquibancadas, com um som volumoso e estéreo. Tem-se a sensação de estar no meio das torcidas, todas elas, que vão se revezando de um canto a outro. O cheiro de cimento queimado ajuda a reforçar a sensação das arquibancadas. Impressionante mesmo.

Não vou contar tudo. As surpresas fazem parte do passeio. No final, ainda batemos um “pênalti virtual”. Golaço. Comemoramos a vitória no aconchegante Bar Café do Torcedor, sob as pilastras do Pacaembu e das monumentais sombras ao lado da Praça Charles Miller. Que domingão…!

Você seria democrata ou republicano?

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 31 Out 2008 | sob: Política

As eleições nos Estados Unidos são assunto recorrente aqui. Interessante é entender como o país se divide entre apenas dois partidos: Democratas e Republicanos. E você, em qual deles se encaixaria melhor? O site da VEJA.COM fez um teste bem interativo para saber esse resultado. É apenas um teste, mas dá para ter uma noção de como essas posições se contrapõem. É, sobretudo, didático e informativo para entender que, quando a coisa parte de príncípios, fica muito mais fácil decidir que caminho você quer tomar. Veja, nos dois sentidos, AQUI Volto mais tarde para dizer o que deu no meu teste e aproveito para comentar. Inté!

Voltei

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 30 Out 2008 | sob: Política

Voltei, sim, ao meu assunto predileto: política. Voltei, sim, para criticar os petralhas. Voltei, sim, porque sou dono do meu nariz, das minhas convicções e, vejam só, do MEU blog. Já cansei de falar que este espaço aqui não é concessão do governo e nem veículo de comunicação de massa. Aliás, criei o blog justamente para evitar a confusão que fazem da minha opinião com a Revista Viu!. Sei, não adiantou muita coisa. Para os petralhas, basta publicar algo que não lhes agrade – e aí incluem-se Mensalão, Dossiê fajuto, Oscips apadrinhadas, Fundo de Pensão, etc - que vira imprensa golpista. Então tá! Fiquem à vontade no seu canto. Fico no meu.

A questão é que o petralhismo não permite que você seja dono do seu nariz. Seja na Maniçoba ou no Planalto, querem estancar qualquer tipo de manifestação do pensamento. Querem um Estado autoritário, metendo o bedelho nas liberdades individuais, diferente do que estabelece a Constituição. Em suma, querem controlar a sua vida pessoal patrocinados com o dinheiro público. Só eles mesmos…

Cada um pode fazer o que quiser da sua vida. Tudo é uma questão de opção pessoal. Pode até ser petralha, ué? Azar o dele. Só não dá para engolir é um Estado querendo decidir até marca do uísque que você bebe, enquanto enche suas cuecas de dinheiro. Querem uma Igreja Universal de sindicalistas pelegos. É isso que está em curso nas linhas e entrelinhas do petismo. Vejam o que resgatei da lixeira:

Então só os e-mails elogiosos são publicados em seu blog???
Belo jornalismo você põe em prática … Critica, critica e critica, mas quando é criticado, varre as críticas para baixo do tapete.
Vá pentear macaco …
Sebastião Pereira, 22/10

Está bem, mas antes de prosseguir vamos tentar entender o que “Sebastião Pereira” – deve ser primo do Silvinho Land Rover Pereira, lembram-se? – entende por “crítica”:

Mastrobuono,
Chega de perseguição ao PT. Seu blog tá ficando chato até para galera aqui de Porto.
Toda sua campanha anti-Maffei não deu em nada e você com essa conversa de que ele teria a obrigação de vencer com 99,99999% dos votos.
Vá pentear macaco. Como “dono da verdade” por que não se filiou ao PSDB (é sua cara) e concorreu com o atual prefeito???
De jornalismo independente e investigativo seu blog não em nada. Não passa de (…)
Faça algo de produtivo por PF além de ficar com esse lenga-lenga.
PT saudações.
Sebastião Pereira, 27/10
P.S. Seja democrático e coloque meus comentários em seu blog. Não esconda as críticas …

Estão vendo? Tive de subtrair algumas ofensas, onde coloquei três pontos. Não por mim, podem ter certeza, pois estou acostumado a lidar com a baixaria dessa gentalha. Mas não publico no blog nada que não possa ser lido na sala, na frente dos filhos. Não vou insultar meus leitores reproduzindo a vulgaridade dos anões do petralhismo.

Quanto às demais colocações, se é que podemos chamar assim, vou pentear macaco, sim, começando pelo primata animado aí de cima. Será que quer a franjinha na frente ou do lado? Pelo jeito é do tipo que põe para trás, para esconder o rabo, assim como faz com seu verdadeiro nome. Coisas de quem tem muito de “produtivo” a aferecer à cidade.

Convenham, minha gente, é muito difícil debater algo com essa espécime e sua “fartura de argumentos”, né não? Melhor lhes dar uma banana e um chute no traseiro. É disso que eles gostam, por isso vivem aqui prestigiando, com a boca aberta.

O que o energúmeno chama de “democracia”, na verdade, não passa de mais um truque criado pelos petralhas – uns por ignorância e outros, a maioria, por pura safadeza - para confundir a população. O blog é meu; publico o que quiser. Quer montar um blog, fique à vontade. Se não o faz é porque primatas como você usam os membros superiores para se manter em pé, na envergadura da subserviência aos mandatários do partido. Ainda levará muitos milênios para terem a coluna ereta.

Quando alguém te chama de “dono da verdade”, pode ter certeza que está à frente do “dono da ignorância”, da imbecilidade, da miséria intelectual. Não, chipanzé, não vou me filiar ao PSDB e nem sair candidato a prefeito. Vou continuar fazendo exatamente o que faço: dando banana a macacos como você. É muito mais divertido!

Corinthians, no seu devido lugar

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 26 Out 2008 | sob: Política

Convenham, foi bem mais fácil do que nossos corações estão acostumados a aguentar. Melhor assim… Está aí mais uma amostra da grandeza de quem cai e sabe se levantar. É a vida…é o Corinthians, agora, no seu devido lugar.

Extraordinárias em 20 vezes

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 24 Out 2008 | sob: Política

Agora é preciso: a Câmara se reúne daqui a pouco para discutir - e tudo indica que vai aprovar - o parcelamento em 20 vezes da devolvução dos recebimentos indevidos de sessões extraodinárias durante a gestão. Não sei se haverá correção e nem de quanto. O fato é que 20 vezes ainda me parece muito. Volto a dizer: os parlamentares já haviam sido alertados pelo Tribunal de Contas sobre a improbidade em receber pelas sessões extraordinárias. Decidiram apostar e perderam.

Taí um bom exemplo para mostrar que com dinheiro público não cabe ousadia, mas sim prudência. Essa proposta de parcelamento em 20 vezes mostra, sobretudo, que a vereança na cidade é vista por muitos como fonte de renda. Só isso. Lamentavelmente!

A extraordinária das extraordinárias

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 23 Out 2008 | sob: Política

A Câmara se reúne amanhã em sessão extraordinária para discutir o parcelamento das, vejam só, extraordinárias. Tanto que este blog chamou a atenção sobre o disparate de se realizar sessões extras quando algumas das ordinárias não passam de 20 minutos. Teve vereador que acumulou recebimentos de mais de R$ 2 mil e, mesmo na presidência da Casa, não fez esforço algum para equilibrar. Sim, estou falando de Nando César (PDT). Para rebater as críticas, dizia “que a população aprovava” sua gestão. Foi desmentido pelas urnas, tadinho.

Bem, o que interessa agora é como esse dinheiro será devolvido à municipalidade. Comenta-se que na sessão de amanhã vão pedir parcelamento em 30 vezes. Será mesmo? O que é agora, Casas Bahia? E os juros? Pelos cálculos do prefeito reeleito Cláudio Maffei, o valor deverá triplicar. Pelo menos foi isso que ele disse no debate da Rádio Nova Regional, quando foi questionado pelo seu adversário o porquê de pagar 3 vezes mais o preço dos veículos adquiridos pelo seu governo.”O porto-felicense está acostumado a comprar nas Casas Bahia e sabe que o juros vêm embutibo”, justificou-se. Três vezes mais? Então tá. Será que o vereadores topam essa?

De qualquer forma, o parcelamento em 30 meses parece algo exorbitante para um parlamento que agiu de forma incorreta mesmo depois de ter sido advertido pelo Tribunal de Contas. Imagem que o maior valor a ser devolvido é algo em torno de R$ 2 mil. Em 30 vezes isso daria (sem juros) parcelas mesais de R$ 66,66 ao mês, que se estenderiam até quase o final da próxima gestão. Não é extraordinário?

O algoz dos petralhas em Campinas

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 21 Out 2008 | sob: Política

livros3 - livros3

Tenho uma boa sugestão para a noite de amanhã, dia 22. O jornalista Reinaldo Azevedo estará aí pertinho, em Campinas, na Saraiva MegaStore do Shopping Iguatemi, autografando o O País dos Petralhas. É uma boa oportunidade para respirar ares mais eloqüentes. Pegue a família, junte o pessoal e aproveite. Entre 19h30 e 20h, faz um bato um papo com os presentes e, em seguida, autografa sua obra, que está entre as mais vendidas das livrarias nas últimas semanas. Por que será, hein? Não, eu não vou porque já fui em São Paulo e tenho outros compromissos.

A Saraiva MegaStore de Campinas fica na Avenida Iguatemi, 777, 2º Piso. Telefine (19)3255-2177. www.livrariasaraiva.com.br

Vereadores terão de devolver “extraordinárias”

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 21 Out 2008 | sob: Política

Os vereadores voltaram às atividades pós-eleição com uma péssima notícia. Pelo menos para eles: terão de devolver aos cofres públicos o que receberam das sessões extraordinárias na gestão. A imposição foi do Tribunal de Contas do Estado, que já havia alertado sobre a irregularidade dos recebimentos.

A Câmara, porém, havia entrado com recurso e decidiu assumir o risco. Agora a decisão é final e impositiva: todos têm de devolver as verbas recebidas das sessões extraordinárias, inclusive, vejam só, os vereadores falecidos: Carlinhos de Oliveira e Simone Prado.

Já havia comentado aqui o despropósito das extraordinárias. Façam uma busca no blog e vejam. Houve casos em que as sessões ordinárias terminavam em menos de 20 minutos e, pasmem, semanas depois voltavam a se reunir de forma extraordinária para aprovação de projetos de “urgência especial” encaminhados pelo Executivo. Na gestão do presidente Nando César foram mais de uma dezena.

Nando, que não conseguiu se reeleger – teve menos votos do que na eleição anterior, quando era do mesmo partido de Erval (743 para 652) – também terá de devolver o dinheiro à municipalidade, proporcional aos aditivos que tinha como presidente. Calcula-se que o valor ultrapasse R$ 2 mil.

O caso mais estranho é dos vereadores falecidos. Esta semana a Câmara mandou uma funcionária cobrar o esposo de Simone. Sabem aonde ele recomendou que fossem procurá-la? É, lá mesmo! Não é piada não. Só na Maniçoba…

Portal fiscalizará convênios com prefeituras

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 20 Out 2008 | sob: Política

Reportagem de O Estado de S. Paulo:

Os prefeitos eleitos em 2008 assumirão o mandato com uma novidade que vai mudar a maneira de receber e gastar os recursos dos convênios assinados com o Palácio do Planalto e ministérios - que neste ano somaram uma bolada de R$ 35 bilhões, dinheiro reservado no Orçamento Geral da União para as chamadas transferências voluntárias de recursos federais. O Planalto aproveitou o período eleitoral, quando as transferências são proibidas por lei, e pôs na internet o Portal dos Convênios, um sistema que permite o acompanhamento da trajetória do dinheiro.

Além dos municípios, os repasses também são feitos - sempre por convênio - para Estados e organizações não-governamentais (ONGs). A primeira e mais radical das mudanças vai incomodar os prefeitos que costumam sacar os recursos na boca do caixa. Pelas novas regras, em uma obra feita com verba federal, a prefeitura não terá mais acesso direto ao dinheiro. Cada convênio passará a ter uma conta específica em um banco oficial (Banco do Brasil, por exemplo) e os pagamentos serão feitos pelos ministérios diretamente aos fornecedores. Leia íntegra AQUI

De quem é a contradição?

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 18 Out 2008 | sob: Política

Minha amiga Eliete Martelli vivia me falando que, a qualquer hora, apareceria no blog, do qual se diz leitora, para dar umas pitadas. Cumpriu a promessa no início da semana, com dois comentários. Em um deles diz que há “contradição na edição da Revista Viu! com relação às obras de terraplanagem do Despotivo Brasil. Isso porque, na entrevista à revista, o empresário J. Hawilla diz que “não teve ajuda nenhuma da prefeitura; em outra reportagem da mesma edição, cita-se que houve, sim, uma parceria na qual a prefeitura cedeu caminhões e máquinas para as obras de terraplanagem. Daí a amiga faz a seguinte colocação: “Ora, o articulista emitiu um juízo de valor, literalmente negado pelo empresário. Como fica o leitor em termos de confiança de informações?

Eliete é uma boa observadora desde outrora, mas talvez não venha acompanhando de perto alguns assuntos da cidade. Há, sim, uma contradição. Tanto é verdade que na própria entrevista do J. Hawilla chama-se a atenção para o fato. O que o empresário negou, amiga, não foi o “juízo de valor” emitido pelo articulista (mesmo porque nem era artigo, mas sim reportagem). O que J. Hawilla negou foi uma informação pública e notória veiculada por toda a imprensa da cidade. Veja, por exemplo, trecho do que está publicado no site da…Prefeitura de Porto Feliz. Isso mesmo, da própria Prefeitura:

“(…) O empreendimento tem o apoio da Prefeitura, que através de uma parceria está fazendo toda a terraplanagem do local. O renomado arquiteto Marcos Tomanik assina o projeto arquitetônico e paisagístico. “É uma parceria que visa, sobretudo, o desenvolvimento da cidade, e mostra que os empresários e investidores estão, definitivamente, apostando em Porto Feliz”, ressalta o prefeito Maffei.”

Viu, querida? Que juízo de valor foi emitido? Veja a íntegra AQUI. Quanto à contradição, ah sim, também estou curioso para saber quem é o mentiroso da história. Em especial, qual a contrapartida do município nesta negociação. Afinal, é dinheiro público, não é mesmo?

Creio que isso responde a pergunta da nobre advogada sobre a “confiança dos leitores na informação”, né não? Por que não pergunta, agora, aos “cumpanheiros” do petismo (que “tem a cara do Brasil”) como fica a confiança no seu governo? Está aí um bom assunto para ser apurado pelo Ministério Público, não é mesmo, amiga?

Em Tempo: Reparem no final da citação do Seu Gerúndio: “…empresários e investidores estão, definitivamente, apostando em Porto Feliz”. Apostando? Com os recursos da municipalidade (máquinas, combustível e funcionários)???. Desse jeito, até o nosso ilustre Dito Bobo.

Marta e os filhos que Kassab não teve

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 17 Out 2008 | sob: Política

Podcast de Diogo Mainardi:

Eu sou casado e tenho filhos. Um de meus filhos me passou uma tosse catarrenta que pode interromper este podcast daqui a dez ou quinze segundos. Meu outro filho me liga de seu computador, pelo Skype, interrompendo o podcast a cada dez ou quinze segundos. Eu invejo Gilberto Kassab, que é solteiro e sem filhos.

Marta Suplicy, como se sabe, recorreu a uma canalhice ao perguntar se Gilberto Kassab era casado e se tinha filhos. Ela foi torpedeada de todos os lados. Muita gente, inclusive de seu próprio partido, como Ideli Salvatti, argumentou que era um erro invadir a privacidade dos políticos. Se Ideli Salvatti argumenta de um jeito, eu argumento do jeito contrário. Na realidade, quanto mais devassada é a vida dos políticos, melhor. Nos últimos anos, a idéia de que a privacidade dessa turma tinha de ser resguardada foi usada para tentar acobertar episódios suspeitos como a venda da empresa de Lulinha para a Telemar, ou as festas promovidas pelos assessores de Antonio Palocci, ou os pagamentos de Renan Calheiros à sua amante. (…)

Os petistas fizeram o governo mais promíscuo da história, rompendo todas as barreiras entre público e privado. Marta Suplicy e seu marido Luis Favre simbolizam essa promiscuidade melhor do que ninguém.
(…)
Sobre o fato de ser casado e com filhos, só tenho um comentário a fazer: quer ficar com os meus, Kassab? Eu empresto. Ouça íntegra AQUI

“Dois moralistas numa Kombi”

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 17 Out 2008 | sob: Política

A eleição aqui acabou (?), mas em São Paulo continua. E como… Vejam o contorcionismo moral do PT. Cada vez mais com a cara de sua alma. Na falta de uma definição melhor, reproduzi a do Tio Rei, abaixo. De acordo, com todas as vírgulas. Volto daqui a pocuo com duas ótimas.

dupla dinamica - dupla dinamica

A foto que vocês vêem acima é da campanha à Prefeitura de 2004. Paulo Maluf, o braço ético do lulismo, está junto, como se vê, com a grande moralista Marta Suplicy. O ex-prefeito não gosta de exibir essa imagem. Parece termer pela sua reputação.
Confrontada com essa foto, Marta tem, se quiser, uma resposta na ponta da língua:
— Que é que tem, gente? Maluf é casado e tem filhos!

Uma boa dose de argumentos

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 15 Out 2008 | sob: Política

Não, queridos, não vou desenhar. Nem dá! Se alguém quiser deflagrar o debate aqui, que saiba, pelo menos, argumentar. Até entendo que trate as vírgulas e a gramática aos pontapés. Mas não justificar sequer o que chama de “ponto de vista”, já é demais. Como já disse, criança de oito no computador só depois de fazer a lição de casa. Sigamos em frente, com um excelente texto do Tio Rei, que resgatei há pouco de seu blog. Dedico-o à minha amiga Eliete Marteli, que, enfim, cumpriu a promessa e deu as caras por aqui. Seja bem-vinda, querida, depois continuamos. Por hora, tome fôlego, porque o texto é propício e demandou, como é mesmo?, muito “tempo ocioso”. Inté!

O PT OPTA PELO TERRORISMO ELEITORAL. É UM ENSAIO PARA 2010

Leiam o texto até o fim. Vou parar lá em 2010…

Mesmo algumas pessoas não-identificadas com o petismo me perguntam às vezes se, como é mesmo?, não pego “um pouco pesado” com o PT. Não! Nunca! A minha tese é que você jamais será severo demais com o partido. A única chance de ser injusto é supor que os petistas acatam, como acatamos nós, os liberais, os valores da democracia. Seria uma mentira estúpida. Por isso mesmo, a primeira frase do livro O País dos Petralhas é esta: “Tudo o que é bom para o PT é ruim para o Brasil”. E explico as razões da afirmação no artigo que a contém. Perguntou-me outro dia um repórter: “Mas o petróleo do pré-sal não é bom para o PT e para o Brasil?” Não! O petróleo do pré-sal é bom para o Brasil. Bom para o PT é manipular politicamente o petróleo que está enterrado lá, como se fosse uma conquista partidária, de Lula. Assim, a mentira a respeito dó óleo é boa para o PT — e, sendo boa para o PT, é ruim para o Brasil.

Não creio, como sabem e deixo evidenciado sempre neste blog, como está no livro, que o petismo tenha aderido pra valer aos valores democráticos. Sua adesão é apenas tática. Se pudessem, dariam um golpe. Não podendo, tentam enrijecer a democracia, torná-la mais discricionária, subordiná-la às necessidades do próprio partido. Alguns lembram que Lula, na campanha eleitoral de 2002 e na campanha (re)eleitoral de 2006, for bastante “soft”. Ora… Nas duas, esteve o tempo todo na liderança. Na primeira, tinha de falar manso para não assustar; tinha de negar a sua própria trajetória. Na segunda, precisava caracterizar-se como aquele que estava sendo perseguido por uma oposição implacável, o que era falso. Mas nós vimos o que aconteceu quando ficou claro que haveria segundo turno. A civilidade foi para o brejo, e o PT lançou a campanha mentirosa, asquerosa, falsa, pilantra, segundo a qual Geraldo Alckmin, se vitorioso, iria estatizar o Banco do Brasil e a Petrobras. E os tucanos não souberam sair da armadilha.

O que ficava evidente ali? Que o partido tem uma ética elástica o bastante — na verdade, nesse terreno, não tem limites — para acatar qualquer tipo de campanha. Se preciso, o petismo recorre a fatos que estão fora da alçada da política e os “politiza”, lançando mão, como se vê em São Paulo, de hordas de militantes e cabos eleitorais pagos para a prática do terrorismo eleitoral.

Derrubar Lula e partos de mulheres negras

Um dos panfletos que os petistas distribuem cidade afora afirma, imaginem só, que o prefeito Gilberto Kassab quer “derrubar” o presidente Lula — quando, de fato, o prefeito exalta a parceria entre os dois. Indagada a respeito, como reagiu Marta? “Deus me livre! Eu não sabia disso”. E, como de hábito, disse não ter nada a ver com a safadeza.

Outro folheto cita supostos dados da ONG Nossa São Paulo — que vocês conhecem bem — para sustentar que caiu o número de partos de mulheres negras nas unidades de saúde da Prefeitura. Alguém, em sã consciência, supõe que a Prefeitura possa ter tomado medidas — quais seriam elas? — para esse tipo de discriminação? O que é de causar engulhos é que esta ONG, chamada de “independente” pela imprensa, é, na verdade, uma braço do próprio PT. O manda-chuva de lá é Oded Grajew, ex-assessor especial de Lula e ex-dono de uma fábrica de brinquedos. Agora ele brinca de fabricar factóides.

O mais famoso e estúpido deles, já denunciado aqui, sustenta que a gestão Kassab investe mais em bairros ricos do que na periferia. Pois bem: afirmo aqui com todas as letras, e vamos ver se Oded vai me processar: a ONG PETISTA ESTÁ MENTINDO. Os números têm como base apenas a verba da Secretaria de Subprefeituras, que corresponde a menos de 4% do Orçamento. Considerados os outros 96%, o investimento na periferia é muito maior. Relato essa história em detalhes aqui. Também essa mentira da turma de Oded foi parar no programa eleitoral de Marta. A ONG “Nossa São Paulo”, com efeito, é uma São Paulo “deles”.

Quem faz isso faz mais o quê?

O “marqueteiro” genial que bolou a estratégia da dita libertária Marta Suplicy — se o Conselho Regional de Psicologia tiver vergonha na cara impõe a esta senhora, quando menos, uma reprimenda pública — queria que acontecesse com o adversário Gilberto Kassab o que aconteceu na sabatina da Folha. Fizeram-lhe a pergunta até certo ponto fatal, dado o conjunto da obra: “O Sr. é homossexual?” Ele respondeu que não. A aposta do petismo é que tanto a pergunta como a resposta integrem o arsenal de desgaste de Kassab — e não custa lembrar que Marta usou os homossexuais como massa de manobra na sua carreira política. É evidente que as perguntas levadas ao ar — se é casado e tem filhos — buscaram criar uma sombra de suspeição sobre a sua vida privada. A canalhice continua, diga-se: “O que mais ele esconde?”.

Temas como esse não podem nunca comparecer ao debate político? Podem, claro. Fosse Kassab um homossexual e fosse conhecido por, vá lá, sua homofobia, a questão pública tornaria certamente relevante a questão privada, e isso seria, sim, matéria de política. Mas o que PT faz é tão-somente lançar a suspeição sobre alguém que a cidade inteira sabe ser solteiro e sem filhos. Não há, na atuação pública do prefeito, a sombra da intolerância com qualquer das chamadas “minorias”. A pergunta busca gerar a pecha, o preconceito, a onda de ignorância e obscurantismo que, na cabeça dos petistas, teria poder para tirar de Kassab uma eleição certa. E há vagabundos que pensam: “É o preço a pagar para termos um resultado progressista”.

Eis então o PT? quando o partido está na frente, como estava nas duas eleições de Lula e no início da campanha de Marta, há até a chance de se fazer uma campanha civilizada. Mas basta que se anuncie o contratempo (como o segundo turno de 2006) ou a evidência da derrota, como neste 2008, e eles abolem a vida privada, o discurso da tolerância e, antes de tudo, qualquer compromisso com a verdade. Oh, claro, o PT tentou ganhar honestamente. Não deu. Então eles não ligam de ganhar desonestamente mesmo.

Será que esse partido acata mesmo a democracia?
Será que esse partido acata mesmo as regras do jogo?
Será que esse partido acata mesmo a alternância no poder?

É o partido que tentou, com o mensalão, fraudar a democracia comprando o Congresso.
É o partido que tentou, com um dossiê falso, fraudar a eleição para o governo de São Paulo em 2006.
É o partido que tentou, com o dossiê elaborado na Casa Civil, de Dilma Rousseff, fraudar uma CPI.
É o partido que, agora, está fazendo consultar para propor, imaginem só!, uma Assembléia Nacional Constituinte.

Agora 2010

Estamos vivendo agora, acreditem, uma prévia de 2010 — e não estou me referindo aos eventuais ganhadores e perdedores da disputa. Estou falando de método. Lula vai tentar, a todo custo, fazer o seu sucessor. Na eleição presidencial, não sejamos ingênuos, vai transferir mais votos do que na municipal — que, com efeito, tem outras variáveis. Os petistas é que criaram a ilusão de que bastaria o Apedeuta mandar, que o Mané eleitor apertaria o botão.

Pois bem. Se o ungido ou a ungida de Lula (ainda acho que será um homem, vamos ver) largar bem na corrida, com chances reais de vitória, assistiremos ao espetáculo do crescimento do passado, claro!, com o Babalorixá exaltando os seus feitos e prometendo que seu candidato fará ainda muito mais e tal… Sim, haverá, sub-reptícia, a idéia de que uma eventual vitória da oposição porá tudo a perder. Seria, assim, um terrorismo light. Mas vocês verão o Deus-nos-acuda se o PT vislumbrar a chance da derrota. Teremos uma campanha ao estilo Marta Suplicy, só que algumas vezes multiplicada. E não poupará nada nem ninguém. E pouco importa que a primeira vítima seja a verdade e a segunda, o decoro.

Não! Eles não têm escrúpulos. Não, eles não têm medidas. Não, eles não têm qualquer compromisso — nem com o próprio passado. O petismo inaugurou, já disse tantas vezes, o presente eterno na política. E, dado o presente eterno, tudo pode no partido de Celso Daniel e do Toninho do PT.

Resumo da “nova” gestão do petismo na cidade

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 14 Out 2008 | sob: Política

Prefeito-reeleito do PT, Claudio Maffei, fala sobre a envergadura moral de seu governo:

Pergunta - E aquelas casas que foram anunciadas em sua propaganda, mas não foram construídas em seu governo?

Maffei - Porque (sic) não foram? Eu que entreguei. O terreno é que foi comprado na gestão anterior, mas nós intermediamos as empresas para fazer as casas. Em nenhum momento, em nossa propaganda, nós dissemos que foram doadas. Nós falamos que as casas foram entregues no nosso governo. Ali é um loteamento feito pela Caixa Federal e a outra parte, casas construídas em mutirão.

Assim Porto Feliz “segue em frente”?… Então tá!

Fonte: Tribuna das Monções - 11/10/2008

Mais de 140 mil acessos

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 14 Out 2008 | sob: Política

Ontem à noite ia comentar o número de visitas do blog, que bateu a casa das 140 mil. Vejam os números nesta manhã. Tinha passado pouco das 9h e o blog já tinha 140.250. Registramos também 21 acesos simultâneos nesta manhã. É, pelo jeito na Maniçoba tem mais gente ligada do que se imagina.

Os seres rastejantes, claro, ajudam a engordar os números. Burlam até a vigilância, que não permite acesso nos computaores públicos. Tadinhos, também são sedentos pela verdade.

Obrigado pela audiência! A luta continua!

Sobre petralhantas, petralhotários e os…independentes

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 13 Out 2008 | sob: Política

Na minha coluna da Revista Viu! deste mês escrevo sobre o livro “O País dos Petralhas”, de Reinaldo Azevedo, e faço algumas analogias com o que já defini como “O Nosso Pequeno Brasil”. Também reproduzo a definição do autor sobre o que chama de “petralhantas” e “petralhotários”, dentro do petralhismo do cenário político nacional.

Pois bem, vejam o que escreve um leitor no artigo em que analiso o resultado da eleição. Volto em seguida:

“Decididamente cada um enxerga o que quer. Será que jornalismo independente quer dizer : INDEPENDENTE do que aconteça, eu escrevo a mesma coisa ??? “- Rogerio (Xoxo).

VOLTEI - Essa história de que “cada um enxerga o que quer” é um resumo medíocre demais para questionar o que escrevi. Meu filho de oito anos argumenta melhor até para me convencer de que pode ficar mais tempo à frente do computador. Mas, convenham, nem todo mundo tem o mesmo preparo para deflagrar o debate e a discussão, não é verdade? Sejamos, então, tolerantes. Afinal, hoje é feriado na Maniçoba, não é mesmo?!?

Voltemos à constatação de botequim: “cada um enxerga o que quer?” Sim, claro, óbvio. Enxerga o que quer e, sobretudo, o que PODE ver. Por isso, DEPENDE muito da posição em que se observa. Postar-se de forma ereta, com certeza lhe dará um campo de visão maior para avaliações sóbrias. Mas há quem prefira as análises, como vou dizer?, menos racionais, com os quatro membros no chão. Na posição de um bichinho de estimação, a visão sempre ficará prejudicada.

Sobre a questão do “jornalismo independente”, em si, confesso que levei algum tempo para entender. Sou daquele tipo acostumado com as vírgulas em seu devido lugar. Pelo que deduzi, parece-me que o incauto leitor gostaria que eu fizesse uma análise dentro do “seu campo de visão”, e não do meu? Assim, imagina ele, poderia projetar a vitória do PT aos mesmos níveis de Herculano, em Itu, e Lippi, em Sorocaba.

Impossível, meu caro. Como já disse, há grande diferença entre analisar com a coluna ereta e com os membros superiores no chão. Creio que isso também responde as insinuações sobre o que vem a ser “jornalismo independente”. Ou quer que desenhe?

Cem anos de Cartola

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 11 Out 2008 | sob: Política, Musicalidade

Hoje, 11 de outubro, celebra-se o centenário do nascimento de Angenor de Oliveira, o saudoso Cartola, para mim o maior poeta do samba. Separei dois vídeos para vocês. O primeiro, Nós Dois, que dedica à sua companheira de longa data, Dona Zica. Gosto, em especial, da parte em que diz “… devemos trocar idéias e mudarmos de idéias, nós dois/ E se assim procedermos, seremos felizes, depois/ Nada mais nos interessa, sejamos indiferentes/ Só nós dois, apenas dois, eternamente…”. Ouçam:

Outra obra-prima de Cartola é “O Mundo é um moínho”. A canção foi feita quando sua filha, ainda na adolescência, decidira despedir-se da família para se casar. Preste atenção na letra do vídeo abaixo, no qual Cartola canta a pedido de seu pai, Sebastião, com quem se reencontra após 40 anos.

Viu! nas bancas III: J. Hawilla diz que prefeitura não ajudou. E agora?

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 11 Out 2008 | sob: Política

O empresário J. Hawila, dono da TV TEM e do Desportivo Brasil, concedeu entrevista exclusiva à Revista Viu! e, entre muitas questões, disse que a Prefeitura não ajudou nas obras próximas ao Ribeirão Avecuia. O problema é que o próprio prefeito havia afirmado que a Prefeitura fez uma “parceria” e concedeu caminhões e máquinas nas obras de terraplanagem. E agora, como fica?

viu hawilla - viu hawilla

Viu! nas bancas II: quem é quem na nova Câmara

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 11 Out 2008 | sob: Política

Em reportagem exclusiva, edição de outubro da Viu! traz as fotos e um breve perfil de todos os vereadores que irão compor a nova Câmara. Saiba quem é Daniel do Barracão e os outros novatos da Casa. Veja também o número de votos de todos os candidatos:

viu elei    es 1 - viu elei    es 1

Viu! nas bancas: Nova safra musical

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 11 Out 2008 | sob: Política

Reportagem de capa da Revista Viu! mostra os novos talento da terra, que não pára de produzir bons frutos em vários gêneros da música. No destaque, Daniel Arruda, filho do pediatra Chico Arruda

viu capa - viu capa

Vitória expressiva, mesmo, foi em Itu e Sorocaba; Aqui foi campanha de um partido só

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 11 Out 2008 | sob: Política

Os petralhas podem falar o que for, mas a verdade é que essa eleição acabou sendo frustrante. Esperavam mais de 80% dos votos válidos e não tiveram nem 70%. Está bem, ficou pertinho, é verdade, mas longe das pretensões vermelhas.

Vitória esmagadora, mesmo, teve Herculano (PV) em Itu, com 85.2% contra 8.09% da segunda colocada, Balbina (PSC). Esmagadora, também, foi a vitória de Vitor Lippi em Sorocaba, com 79.35% contra 12.7 de Hamilton Pereira (PT). Até em Indaiatuba Reinaldo Nogueira (PDT) conseguiu os mesmos 69% de Maffei, mas seu adversário ficou na casa dos 20%, menos dos 30% que Erval obteve em Porto Feliz.

O PT em Porto Feliz fez o que desde o início era óbvio demais: derrotar um candidato desgastado, com índice de rejeição alto, sem dinheiro para campanha e sem entusiasmo para emplacar uma disputa equilibrada. Imaginem vocês se tivesse outro candidato, quem mais perderia voto, Erval ou Maffei? Não tenho dúvida que seria a segunda opção, por uma questão de lógica.

Erval teve lá seus 8 mil votos sem praticamente fazer campanha. Não sou eu quem está afirmando. Avaliem vocês mesmos o que tinha de material publicitário na cidade dos dois candidatos, entre panfletagem de rua, faixas, jornalzinhos etc. Até o tempo na rádio foi absurdamente desproporcional. Parece até que tínhamos uma chapa de unanimidade, como Maffei queria.

Com toda essa vantagem, os petistas não atingiram os 80% que ambicionavam. Pior, não conseguiram fazer uma maioria na Câmara. Ficou cinco a cinco. Podem até vir a fazer maioria na Câmara, com tudo que o PT pode oferecer no poder, mas nas urnas essa resposta não veio. Isso, meus caros, faz uma diferença muito grande. Pelo menos do ponto de vista moral, onde construo os meus conceitos.

O PT tinha por obrigação fazer o que Herculano - que ironicamente apoiou Erval - fez em Itu: abrir uma vantagem expressiva que não desse margem à contestação. Não fez porque a população de Porto Feliz não está tão convencida de que foi um bom governo. Foi uma gestão de massa asfáltica, não de massa encefálica.

O que ouvi muita gente dizer é que faltaram opções. Muitos eleitores optaram por Maffei porque não gostam de Erval. Preferiram engolir as mentiras da campanha, que não foram poucas. A das “casas populares” do Rolando Giuli, por exemplo, foi uma delas. Não sou eu quem está dizendo. São os próprios moradores. Outra mentira deslavada foi que Porto Feliz é “referência nacional em educação”. Infelizmente, não é e nunca foi. O que o PT faz é copiar a tática nazista de repetir uma mentira até transformá-la em “verdade”. Passou, mas não colou!

As lições de uma Câmara 70% renovada

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 10 Out 2008 | sob: Política

Antes de comentar o resultado da majoritária, vamos falar da Câmara, que teve renovação de 70%. Isso mesmo. Não venham com essa história de que Andrea Mattos não foi “reeleita” porque era suplente. Para ser suplente ela não foi eleita? Claro que sim. Então foi reeleita também, oras.

Aliás, Andrea foi a grande surpresa dentro do próprio PT. Na época de eleição, chegou a se queixar a alguns colegas de que o partido, sob a batuta do prefeito Maffei, estaria dando mais apoios a alguns em detrimentos de outros. Os beneficiados seriam Everaldo Monteiro, professor Carlão e Urias de Oliveira, este último, o homem que trata a gramática como um cachorro sarnento. Pelo que a gente viu de campanha nas ruas, Andrea tinha toda a razão.

E não é que a Andrea surpreendeu a todos. Quem sabe tenha aprendido a lição e faça uma gestão mais próxima aos interesses da população do que do proselitismo de cabresto do partido.

Outra boa lição que se pode tirar dessa eleição é que o “puxa-saquismo” do governo não rende voto. Vejam o que aconteceu com Vartão de Lara e Nando César. Acharam que estando ao lado do governo seriam reeleitos com facilidade. Que nada. Nando foi bem votado, mas não chegou nem perto do número de votos que almejava (chegou a falar até em 2 mil, dado o tamanho de sua confiança em sair candidato a prefeito na próxima eleição). Vartão, então, nem se fala. Vai ter de botar a mão na massa de novo.

Até quem estava de fora e pleiteava um lugar se deu mal com essa história de “Maffei puxaria voto”. Foi o caso de Lelo Tuani, um peemedebista histórico que mudou para o PT acreditando que a proximidade com o prefeito lhe daria os votos que lhes faltaram nas últimas eleições. Resultado: teve menos votos do que nos pleitos anteriores. Pior ainda: viu sua sobrinha Miraci ser eleita pelo mesmo partido que ele abandonou, o PMDB. Política tem dessas coisas. Às vezes os novatos têm mais sensibilidade daqueles que se imaginam “experientes”.

Por outro lado, quem fez oposição firme e se postou ereto frente às arbitrariedades do governo foi aprovado pela população e conseguiu ser reeleito. Refiro-me a José Geraldo “Gerão” (DEM). Como parlamentar, foi um dos mais atuantes e fez o que se espera de alguém que está no legislativo para fiscalizar o executivo: independência. Chegou a enfrentar o auditório da Câmara lotado de funcionários públicos, mobilizados pela direção. Foi vaiado, sim, mas reeleito pela população. Quer melhor exemplo da insignificância das mobilizações patrocinadas pelo governo para pressionar os vereadores?

Gerão não foi sozinho. A coligação com o PSDB conseguiu eleger também Coquinho, que, com certeza, dará consistência à oposição na próxima gestão. Experiência para isso ele tem, resta saber como vai conduzi-la.

A Câmara ainda terá cinco novatos na casa. Ednílson da Saúde (PSB), Claudio dos Santos “Marola” (PV), Daniel do Barracão (PSC), Miraci Tuani (PMDB) e Marquinhos da Magnaum (PT). Conheço só estes dois últimos e, embora estejam na coligação do partido do governo, espero que façam uma gestão voltada aos interesses da população e não do proselitismo do PT. O que aconteceu com Nando, Vartão, Miguel e cia. é um bom exemplo do julgamento que terão nas urnas daqui a quatro anos.

De chapéu, fica melhor para enxergar o Brasil

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 08 Out 2008 | sob: Política

Sim, vou comentar o resultado da eleição na cidade. Mas fica pra depois. Ontem tive dois compromissos importantes. O primeiro vocês vão saber na próxima edição da Revista Viu!, em matéria especial. O segundo foi na noite de autógrafos do Reinaldo Azevedo, na Livraria Cultura, do Shopping Villa-Lobos, em São Paulo. Vejam a foto:

reinaldo 400 - reinaldo 400

reinaldo 200 - reinaldo 200

Estive lá, claro, prestigiando a quem considero o maior articulista de política do Brasil. Acima de tudo, um baita jornalista. Ganhei até um chapéu, ao bom estilo do autor.

Reparem no detalhe ao lado. Sim, entreguei-lhe alguns exemplares da Revista Viu! Falei: Reinaldo, aí está um exemplo de como o petralhismo, muito bem retratado em seu livro, age em uma pequena cidade de 50 mil habitantes do Interior. Ele riu e sacudiu a cabeça!

Antes, Reinaldo havia feito uma breve apresentação para um público que lotou o auditório até as tampas. Depois formaram uma fila imensa. Calcula-se que mais de 300 pessoas foram buscar o seu livro e prestigiar o autor. O Brasil não está tão ruim quanto parece. De chapéu…

Expectativa: Se impuganação for aceita, Nando fica com vaga de Odélio Leite

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 08 Out 2008 | sob: Política

Como este blog anunciou em primeira-mão, há uma grande expectativa em torno da representação apresentada na Justiça Eleitoral por Nino Laturrague (PMDB) pedindo a impuganação da candidatura de Chico Arruda (PDT), sob a alegação de que é funcionário da Isama, que terceiriza serviços da Prefeitura, e não se desligou do cargo durante o período eleitoral;

Chico Arruda foi citado ontem e entregou a terfa de providenciar a defesa à cúpula do partido. Segundo jurisprudências a respeito, é pouco provável que a Justiça venha a acatar o pedido, principalmente porque Arruda não ocupa cargo de direção na Oscip, que, diga-se, recebe mais de dois milhões por ano para geraniar o PSF (Programa Saúda da Família).

Caso a Justiça venha a acatar o pedido de impugnação, os votos de Chico Arruda ficariam nulos e Odélio Leite (PP), mesmo tendo ficado em primeiro lugar com 894, perderia a vaga na Câmara, em razão do quoficiente eleitoral.

Essa possibilidade tem agitado os bastidores políticos da cidade, inclusive com pressão de Nando Cesar e o envolvimento do prefeito reeleito Cláudio Maffei (PT), que confidenciou a pessoas próximas sua preferência por Nando, com quem já estava coligado na campanha. Volto mais tarde com mais detalhes.

Quem ganhou nas cidades vizinhas

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 06 Out 2008 | sob: Política

Seguem abaixo os resultados em algumas de nossas cidades vizinhas. Daqui a pouco coloco mais:

INDAIATUBA
1. REINALDO NOGUEIRA - PDT 68.063 - 69,8%
2. ZÉ ARISTÉIA - PT 20.337 - 20,86%
3. PROFESSORA ROSANA - PSDB 9.109 - 9,34%
Brancos 4.311
Nulos 5.911
Abstenções 16.636

SOROCABA

1. VITOR LIPPI - PSDB 242.271 - 79,35%
2. HAMILTON PEREIRA - PT 38.781 - 12,7%
3. RAUL MARCELO - PSOL 24.260 - 7,95%
Brancos 9.806
Nulos 18.992
Abstenções 49.920

ITU
1. HERCULANO - PV - votos 62.902 - 85,2%
2. BALBINA - PSC - votos 5.973 - 8,09%
3. RENATO BENEDETTI - PSOL 3.347 - 4,53%
4. OCIMAR SCOPEL - PMDB 1.603 - 2,17%
Brancos 6.347
Nulos 10.208
Abstenções 16.675

BOITUVA

1. PROFESSORA ASSUNTA - DEM 13.456 - 54,37%
2. EDSON MARCUSSO - PPS 10.050 - 40,61%
3. DR. REGINALDO VETERINÁRIO - PSDB 1.116 - 4,51%
4. ROQUE JOSE DA SILVA - PSOL 128 - 0,52%
Brancos 693
Nulos 1.384
Abstenções 4.617

CAPIVARI
1. LUIS CAMPACI - PMDB 17.021 - 67,02%
2. ROQUINHO - PDT 8.376 - 32,98%
Brancos 882
Nulos 1.298
Abstenções 4.424

Representação contra Chico Arruda (PTB) pode tirar Odélio Leite (PP) da Câmara

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 05 Out 2008 | sob: Política

Faltavam poucos minutos para encerrar o expediente do Cartório Eleitoral, no início da noite de sábado, 4, quando foi dada entrada uma representação pedindo a impugnação da candidatura de Chico Arruda (PTB). O documento, articulado por Genésio Ventura e assinado por Nino Laturrague (PMDB), alega que o pedetista trabalha para a Oscip ISAMA, que terceriza o Programa Saúde da Família (PSF), e não se afastou do cargo no período eleitoral. A representação sustenta que deveria se seguir a mesma regra que determina que funcionários públicos se afastem do cargo durante o período eleitoral (três meses antes da eleição).

Caso venha a ser acatada a impugnação pela Justiça Eleitoral, quem pode sair prejudicado é Odélio Leite (PP), o candidato mais votado. Isso porque a cassação da candidatura representaria a nulidade dos 491 votos obtidos por Chico Arruda e diminuiria o coeficiente da coligação. Foi justamente pensando nessa possibilidade que o PMDB, coligado ao PT, articulou a representação.

O candidato Chico Arruda já havia sido alertado sobre essa possibilidade. Consultou alguns advogados e cacifes da política local, em especial Xuxo, do mesmo partido. Foi orientado de que tudo era regular e não teria problema. Desta forma, assumiu o risco, permanecendo-se na função de médico da ISAMA. Arruda foi o 10º mais votado, mas não foi eleito por causa do coeficiente eleitoral.

A decisão sobre o pedido de impugnação deve sair na terça-feira, 7, quando a Justiça Eleitoral retoma as atividades normalmente. Só então poderá se saber que partido seria beneficiado com o eventual deferimento do pedido de impugnação.

Os votos de todos os vereadores

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 05 Out 2008 | sob: Política

Segue abaixo a relação de todos os candidatos a vereadores, por ordem de números de votos obtidos, na frente o percentual equivalente. Os eleitos estão no post anterior.

1. ODÉLIO LEITE - PP 894 - 3,3%
2. PROFESSORA ANDREA - PT 754 - 2,79%
3. EDNILSON MACEDO DA SAUDE - PSB 737 - 2,72%
4. NANDO CESAR - PR 652 - 2,41%
5. ROBERTINHO DO PT - PT 600 - 2,22%
6. GERÃO - DEM 533 - 1,97%
7. COQUINHO - PSDB 525 - 1,94%
8. MARQUINHOS DO MAGNUM - PT 508 - 1,88%
9. URIAS - PT 498 - 1,84%
10. DR. CHICO ARRUDA - PTB 491 - 1,81%
11. PROF. CARLAO - PT 466 - 1,72%
12. MAROLA - PV 460 - 1,7%
13. MIRACI DO BANCO DO BRASIL - PMDB 456 - 1,68%
14. EVERALDO - PT 451 - 1,67%
15. ARMANDO AMBROSIO - DEM 429 - 1,59%
16. ROSELENE - PR 411 - 1,52%
17. ZELÃO GIULI - PMDB 401 -1,48%
18. NINO LATURRAGUE - PMDB 360 - 1,33%
19. PROFESSORA VERINHA - PT 359 - 1,33%
20. DANIEL DO BARRACÃO - PSC 346 - 1,28%
21. JOSÉ LUIS - PSC 345 - 1,27%
22. JOSÉ EUD ANTUNES - PSDB 344 - 1,27%
23. GERALDO LUCIANO - PR 340 - 1,26%
24. MIGUEL ARCANJO - PT 310 - 1,15%
25. JOSÉ ALBERTO MUMU - PSDB 309 - 1,14%
26. VALDIRENE DA REN. CARISMÁTICA - PV 308 - 1,14%
27. VALTER DE LARA - PR 306 - 1,13%
28. CIDO DO BAR - PSDB 293 - 1,08%
29. ALMIR DA SAUDE - PSL 275 - 1,02%
30. EUGENIO MOTTA NETO - PSDB 265 -0,98%
31. DOUGLAS TORRES - PDT 262 - 0,97%
32. TEREZA DO POSTO DO BAMBU - PSC 262 - 0,97%
33. PROF FABIANA - PC do B 251 - 0,93%
34. GONÇALO DA PADARIA POPULAR - PV 251 - 0,93%
35. CAUBY LANCHE - PSC 250 - 0,92%
36. RODRIGO PEIXOTO - PT 249 - 0,92%
37. PROFESSOR ROQUE FOGAÇA - PSDB 244 - 0,9%
38. BARBA - PR 222 - 0,82%
39. TONINHO BARBEIRO - PMDB 207 - 0,76%
40. CARLITAO - PT 204 - 0,75%
41. NEGUINHO URSO - PSL 189 - 0,7%
42. LELO TUANI - PT 188 - 0,69%
43. MARQUINHO CABELEREIRO - PMDB 186 - 0,69%
44. EMERSON MENEGHINI - PTB 179 - 0,66%
45. CELSO FISCAL DA POLAZ - PSC 179 - 0,66%
46. JURA DO INSS - PV 179 - 0,66%
47. JOANA FAXINEIRA - PSDB 173 - 0,64%
48. SIRLEI DA ASSISTENCIA - PR 173 - 0,64%
49. ERALDO MARANHÃO - PSB 169 - 0,62%
50. PROF. JULIO CÉSAR R. TORRES - DEM 168 - 0,62%
51. JOSIAS DO ARARAS - PV 165 - 0,61%
52. GERALDO CHECA - PR 162 - 0,6%
53. PROFª ROSE - PT 159 - 0,59%
54. MARQUINHO TORRES - PTB 157 - 0,58%
55. CLEONICE DO CAIC - PT 139 - 0,51%
56. PRETO DO JUPIRA - PTB 138 - 0,51%
57. ZETI CALIMAN - PSDB 137 - 0,51%
58. TONINHO CALABRES - PSDB 133 - 0,49%
59. JORGE CORREA - PDT 132 - 0,49%
60. CIDA HIDALGO - PSDB 130 - 0,48%
61. EDUARDO DENTISTA DO JD. VANTE - PSC 127 - 0,47%
62. OZANILDO - DEM 124 - 0,46%
63. MACEDO PADEIRO - PMDB 121 - 0,45%
64. CELIA DO TRÂNSITO - PT 117 - 0,43%
65. NEI DO MERCADINHO - PV 115 - 0,42%
66. BINO PATUCI - PSDB 113 - 0,42%
67. TICO TURMEIRO - PV 113 - 0,42%
68. MIGUEL DA VIOLA - PSB 112 - 0,41%
69. MAURÍCIO CAZAGRANDE (MALÃO) - PV - 109 0,4%
70. JORGE - PSB 107 - 0,4%
71. CALOCCINI - PSB 102 - 0,38%
72. PAULINHO ENFERMEIRO - PV 100 - 0,37%
73. EDILSON BUENO (CAPOAVA) - PP 99 - 0,37%
74. LUIS CLAUDIO DO SAAE - PR 99 - 0,37%
75. PASTOR GASPAR - PP 96 - 0,35%
76. MILTON CARTEIRO - PSDB 94 - 0,35%
77. CARLÃO DA LOCADORA - PP 94 - 0,35%
78. PROFESSOR JOSEMIL - PP 93 - 0,34%
79. LUCIANA MAGALDI - PSB 89 - 0,33%
80. FRANCO - PSC 89 - 0,33%
81. DONA BÊNE - PSC 87 - 0,32%
82. OSVALDO DO CAIC - PT 86 - 0,32%
83. JACARE - PSB 81 - 0,3%
84. CARUBA - PT 78 - 0,29%
85. MARCÃO - MARCOS AMBROZINI - PSC 76 - 0,28%
86. FATIMA DO SALÃO - PSC 72 - 0,27%
87. EDILSON MARTELINI - PSOL 72 - 0,27%
88. MOISEZ CARDOSO - PV 71 - 0,26%
89. DJALMA - PSL 68 - 0,25%
90. ZÉ DA FARMACIA - PTB 67 - 0,25%
91. CLAUDIA CRESTI - PSDB 66 - 0,24%
92. DITO BAGUÁ - PSC 65 - 0,24%
93. JOSÉ MILTON - PMDB 61 - 0,23%
94. OLGA ROSSI - PSDB 60 - 0,22%
95. PROFESSOR PEDRO DO BAMBU - PTB 60 - 0,22%
96. BETE - PSB 60 - 0,22%
97. PROF. ELTON - PSOL 60 - 0,22%
98. IZILDA DO POSTO DE SAÚDE - PT 59 - 0,22%
99. LINO - PSL 59 - 0,22%
100. MIRINHA - PSB 58 - 0,21%
101. TIAGO MAÇARICO - PR 58 - 0,21%
102. JOSÉ JAIRO - PMDB 56 - 0,21%
103. ALEXANDRE DOS CLASSIFICADOS - PDT 54 - 0,2%
104. TANIA CARDIA DA VEIGA - DEM 54 - 0,2%
105. TONINHO DO PANFLETO - PSC 54 - 0,2%
106. RITA DA PREFEITURA - PV 53 - 0,2%
107. JOSE MARIA - ADVOGADO - PDT 52 - 0,19%
108. TONINHO DA UVA - PT 50 - 0,18%
109. NEVES - PSB 48 - 0,18%
110. CHUMBÃO - PP 47 - 0,17%
111. JORGINA - PSC 46 - 0,17%
112. CLAUDINHO RILI (CORRETOR) - PTB 45 - 0,17%
113. ELIANA PALMA - PV 43 - 0,16%
114. TEREZINHA MANICURI - PTB 41 - 0,15%
115. NADIR DO SOM - PDT 39 - 0,14%
116. BAIANO OU BAIANO DA POLAZ - PSC 39 - 0,14%
117. VERA GESSULI - PTB 36 - 0,13%
118. BAIXINHO AÇOUGUEIRO - PDT 35 - 0,13%
119. OSVALDO DE MARCO - PTB 35 - 0,13%
120. MARCIA CARDIA - PP 35 - 0,13%
121. MARGARETE - PV 33 - 0,12%
122. LOURDES MÃE DO MIQUELE - PDT 32 - 0,12%
123. SILVIA DO VANTE - PSC 31 - 0,11%
124. MARINA - PT 30 - 0,11%
125. TECA - PV 30 - 0,11%
126. MARTA CRISTINA BATISTA - PR 26 - 0,1%
127. SANDRA MULHER MARCELO TRENTIN - PDT 25 - 0,09%
128. PROFª. JÔ - PMDB 24 - 0,09%
129. BENEDITA - PMDB 22 - 0,08%
130. ALESSANDRA (DA BANDIMOVEIS) - PTB 20 - 0,07%
131. MAZZAROPI - PMDB 18 - 0,07%
132. PROFª SILVINHA - PSOL 18 - 0,07%
133. TATIANA GALVÃO - PSDB 17 - 0,06%
134. DIVA GODOY (DA PIZZARIA) - PP 15 - 0,06%
135. CARDIA - PV 13 - 0,05%
136. DITINHA HIDALGO - PTB 0 - 0%
Brancos 1.597
Nulos 700
Abstenções 5.293

Atualizado às 20:09:27

Quem foram os eleitos

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 05 Out 2008 | sob: Política

Reportagem do site da Revista Viu!, por Juliana Machado

Após quase quatro meses de campanha eleitoral, os porto-felicenses conheceram na noite deste domingo, 5, o novo prefeito de Porto Feliz. Com 69,54% (18.2620 dos votos válidos (29.362), o atual prefeito, Claudio Maffei (PT) se reelegeu para seu próximo mandato. Seu único concorrente Erval Steiner (PV) teve 30,46% (8.001) do eleitorado. Segundo a apuração realizada no fórum da cidade, houve 1.304 votos em branco, 1.795 nulos e 5.293 abstenções.

Já para o Legislativo, apenas três vereadores se reelegeram. Professora Andréa, Robertinho do PT e José Geraldo Pacheco da Cunha Filho (Gerão). Odélio Leite foi o vereador mais votado com 894 votos. Confira quem são os eleitos:

1º - Odélio Leite - 894
2º - Professora Andréa - 754
3º - Edmílson da Saúde - 737
4º - Robertinho do PT - 600
5º - Gerão - DEM - 533
6º - Coquinho - 525
7º - Marquinhos da Magnum Band - PT - 508
8º - Marola - PV - 460
9º - Miraci do Banco do Brasil - 456
10º - Daniel do Barracão - 346

Com 69.54%, Maffei é releeito; Câmara terá renovação de 70%

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 05 Out 2008 | sob: Política

Daqui a pouco dou as informações completas. Por hora, fiquem sabendo que Claudio Maffei foi reeleito com 69.54% e apenas três vereadores conseguiram se reeleger: Roberto Brandão Rodrigues e Andréia Mattos, ambos do PT, e Gerão, do DEM. Volto daqui a pouco com os demais nomes. Ah, Nando César (PR), que esperava mais de 2 mil votos, ficou de fora. Inté!

O Pais dos Petralhas, na prática

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 04 Out 2008 | sob: Política

folheto maffei - folheto maffei

Meu exercício predileto, como vocês já sabem, é mostrar na prática local como o petralhismo nacional faz seu ninho aqui em nossas barbas. Para a construção do Partido Universal do Petralhas, como diz o Reinaldo Azevedo, vale tudo. A panfletagem dos petralhas nativos, por exemplo, diz que, ” Contra boatos e mentiras” (será que está se referindo a mim?) … , “MAFFEI INICIOU A ENTREGA DE CASAS POPULARES, E VAI CONSTRUIR MAIS 2 MIL NOVAS MORADIAS”.

Não posso dizer nada sobre as obras que sempre estão “PORVIR”. Vou me ater, com a cautela que me é peculiar, ao que mostra a reportagem do site da Revista Viu! (veja AQUI) e à foto que segue abaixo. Estão indignados com a panfletagem mentirosa do PT que diz que as casas financiadas às duras penas na Caixa são “Casas Populares entregues por Maffei”. Uma imagem diz por mil palavras, principalmente quando as personagens são em pele e osso. Veja abaixo.

Isso é o que o jornalista Reinaldo Azevedo chama de “roubo social”, no livro “O País dos Petralhas”. Pouco importa quem vai ganhar a eleição, minha gente, a luta continua. Aqui, sempre do lado da verdade.

moradores 1 2 - moradores 1 2

O País dos Petralhas

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 03 Out 2008 | sob: Política

Veja entrevista do jornalista Reinaldo Azevedo, autor de “O País dos Petralhas”, a Edney Silvestre, no programa Espaço Aberto, da Globo News. O finalzinho é muito interessante, quando Azevedo fala sobre a tentativa que existe hoje de demonização da intelectualidade. De forma bem sintética, refere-se a esse pessoal que acha que regra gramatical é uma besteira.

Porto Feliz SEGUE EM FRENTE no Estadão. INFELIZMENTE!

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 02 Out 2008 | sob: Política

O jornal O Estado de S. Paulo publicou, ontem, terça-feira, 1º, reportagem de página inteira no primeiro caderno (BRASIL) muito interessante, com o título “AUDITORIA MOSTRA ROMBO DE R$ 200 MI EM FUNDOS DE PENSÃO”. PORTO FELIZ, INFELZMENTE, está lá. A matéria mostra um assunto divulgado HÁ MAIS DE UM ANO pela REVISTA VIU!, em agosto de 2007, mostrando as CONEXÕES PERIGOSAS da aplicação do FUNDO DE PENSÃO na EURO DTVM, empresa envolvida no escândalo do mensalão. Veja abaixo a lista e reportagem reproduzida no site da Revista Viu!. Comento depois, sem pressa.

relat  rio - relat  rio

Segundo uma reportagem publicada no O Estado de S. Paulo desta quarta-feira, 1º, uma investigação conjunta realizada pelo Ministério da Previdência e pelo Banco Central detectou nova fronteira de ataque aos cofres públicos que já causou prejuízos de quase R$ 200 milhões a fundos depensão de pelo menos de três Estados e 112 prefeituras, entre elas, Porto Feliz. As auditorias realizadas entre 2003 e o segundo semestre de 2007, e só agora reunidas, mostram que os fundos de pensão do chamado Regime Próprio de Previdência Social (RPPS), destinados a bancar as aposentadorias dos funcionários de prefeituras e Estados, foram alvo de operações financeiras suspeitas.

Segundo o jornal, Porto Feliz tem quase R$ 13 milhões de volume negociado e entre maio e setembro de 2006, teve uma perda estimada de mais de R$ 920 mil reais de rendimento. As 112 prefeituras juntas perderam cerca de R$ 80 milhões. No país inteiro, o rombo chega a R$ 200 milhões. A Euro DTVM, empresa da qual a PortoPrev comprou títulos e apontada pela CPI dos Correios como suspeita em operações idênticas com fundos de pensão federais, participou de negócios que deram perdas de pelo menos R$ 90 milhões.

Os relatórios de auditoria foram remetidos ao Ministério Público Federal e aos dos Estados e também já estão sob análise na Polícia Federal. O objetivo é apurar a legalidade das operações e identificar os responsáveis por eventuais fraudes, que inclui administradores dos fundos, em geral ligados às prefeiturase governos estaduais, e das instituições financeiras citadas.

Leia o resto da reportagem:

As perdas identificadas seguem um padrão: os institutos pagaram caro ao comprarpapéis federais ou os venderam a preços inferiores à média do mercado. Assim,as operações foram aparentemente desfavoráveis aos institutos em relação anegócios semelhantes realizados na mesma data, gerando, na linguagem técnica utilizada pelo Ministério da Previdência, “diferenças negativas contra os regimes próprios”.

As perdas correspondem, em média, a 10% do volume operado, mas em casos extremos, institutos chegaram a pagar 38% acima do preço médio do mercado. Uma dessas operações foi realizada em novembro de 2005 pelo fundo dos funcionários de Machadinho do Oeste, em Rondônia, uma cidade de 32,2 mil habitantes e pouco mais de mil servidores. Ao comprar R$ 1,5 milhão em Notas do Tesouro Nacional(NTN), o instituto pagou preços 37,97% superiores à média cobrada pelo mercado naquela data, para títulos idênticos. De uma só tacada, perdeu R$ 412 mil, equivalentes a 10% de todo o dinheiro aplicado pelo fundo.

O maior prejuízo individual foi registrado pelo fundo de previdência dos funcionários do Tocantins, o Igeprev. As operações causaram R$ 24 milhões deperdas entre dezembro de 2005 e janeiro de 2006. Ao comprar títulos públicos, o Igeprev chegou a pagar 28% a mais do que a média do mercado. Parte das perdas chegou a ser investigada pela CPI dos Correios. Passados mais de dois anos, os responsáveis ainda não foram apontados. O Ministério Público no Tocantins informa que habeas corpus obtidos por dirigentes do fundo na Justiça atrasaram as apurações. O Tribunal de Contas do Estado, que chegou a ordenar a suspensão das operações com a Euro e a Senso, corretoras envolvidas nas operações, ainda não julgou o caso.

SERGIPE

No caso do instituto de previdência dos servidores de Sergipe, os prejuízos foram provocados pelo Banco do Estado de Sergipe (Banese). Auditoria revelou que até dezembro de 2006, o fundo registrou perdas em relação à média do mercado na negociação de Letras Financeiras do Tesouro (LFT). O banco estadual oferecia sistematicamente ao instituto, também subordinado ao governo doEstado, taxas 30% inferiores às praticadas pelo mercado. A diferença paga a maispelo fundo na negociação das letras chega a R$ 6,7 milhões, considerada”extremamente alta” pelos auditores.

A partir da troca na administração estadual, em 2007, o Banese passou a negociar com o fundo taxas mais próximas da média do mercado. “As operações apenas ajudaram a preservar o lucro do Banese em detrimento da rentabilidade dofundo, ou seja, o Banese tomou recursos do RPPS a taxas extremamente baixas e os repassou para outras instituições financeiras a taxas de mercado, ficando com o lucro da operação”, apontaram os técnicos no relatório.

Mas há vários casos de operações que causaram prejuízos reais. Na mais chamou a atenção dos fiscais, em 9 de março de 2006, o Manausprev comprou R$ 4,879 milhões em títulos e os vendeu no dia seguinte por R$ 4,059 milhões - em 24 horas, prejuízo de R$ 819 mil. Quase metade dos resultados atípicos registra a intermediação de uma mesma corretora.

A Euro DTVM, apontada pela CPI dos Correios como suspeita em operações idênticas com fundos de pensão federais, participou de negócios que deram perdas de pelo menos R$ 90 milhões. Outra corretora identificada pela CPI, a Quantia, também aparece como intermediária de operações que teriam gerado prejuízo de R$ 26 milhões. No total, 15 instituições foram identificadas.

O secretário de Políticas de Previdência Social, Helmut Schwarzer, não comenta casos específicos, mas confirma a série de auditorias. Segundo ele, hoje a secretaria dispõe de estrutura e conhecimento suficientes para identificar aplicações atípicas. “Fizemos um progressivo aperfeiçoamento das normas e intensificamos o treinamento de pessoal”, diz. Desde outubro do ano passado, também, compras e vendas de títulos por fundos desse tipo só podem ser realizadas dentro do Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic).

Municípios de SP tiveram perdas de R$ 80 milhões
Do total de R$ 190 milhões evaporados por conta de negociações fora do padrão de mercado, mais de R$ 80 milhões emagreceram os regimes de Previdência de municípios paulistas. E pelo menos R$ 8 milhões derivaram da compra ou venda de certificados de pouca procura no mercado, lançados pelo governo na renegociação de dívidas antigas. Os auditores identificaram dezenas de operações com CVS (Certificado de Variação Salarial) de vários tipos, negociados com deságios que podem superar 50%.

Do total de R$ 6,3 milhões em perdas registradas por Osasco, R$ 4,4 milhões ocorreram na compra e venda de papéis do tipo. Entre novembro de 2005 e maio de2007, o instituto de Previdência de Araras negociou R$ 8,5 milhões em notas do tesouro, com perdas de R$ 1,1 milhão. As vendas foram feitas pela Euro DTVM, com preços até 34,45% acima do mercado.

Empresas e fundos acusados negam fraudes

O advogado da Euro DTVM, Antônio Augusto Figueiredo Basto,afirma que a empresa sempre atuou dentro da legalidade. “Não há fraude,não há enriquecimento ilícito por parte da Euro”, declarou. Segundo ele, todos os preços praticados pela empresa foram autorizados pelos fundos. Ele informa, ainda, que em muitos casos a empresa teve participação lateral, tendo sido apenas acionada pela mesa de alguma instituição financeira maior, como um banco, para realizar a operação.

A reportagem tentou contato com a Quantia nos telefones disponíveis nos cadastros do BC e na lista telefônica de São Paulo, sem sucesso.

O Tribunal de Contas do Tocantins informou que, no processo que apura as perdas de R$ 24 milhões atribuídas ao Igeprev, os auditores opinaram pela irregularidade das contas do ordenador de despesas, em parecer datado de 25/04/2007. Em 19/05/2008, outro parecer, do procurador do Ministério Público de Contas, opinou pela “regularidade com ressalvas”. O caso está nas mãos do conselheiro-relator Manoel Pires dos Santos e poderá ser julgado em outubro.

Alexandre Carvalho, operador da Senso, informa que a corretora prestou serviços ao Igeprev uma única vez, em dezembro de 2005. O trabalho praticado na operação foi decisão da direção do fundo, diz.

O presidente do Igeprev, Joel Milhomem, divulgou nota dizendo que a carteira com gestão própria obteve rentabilidade muito superior à rentabilidade das carteiras de investimentos de todas as instituições financeiras que operaram com instituto no mesmo período.

Márcio Novaes, diretor do Manausprev, informou desconhecer as operações identificadas nas auditorias. “O Ministério da Previdência fez uma auditoria recente em todas as operações do Manausprev, que incluiu 2006, e não apontou qualquer irregularidade”, disse.

O ex-presidente do Banco do Estado de Sergipe (Banese), Jair de Araújo, afirma que todas as taxas fechadas pelo banco com o instituto de previdência dos funcionários do Estado foram regulares, negociadas com o fundo, e o lucro, revertido em favor do próprio Estado.

A Prefeitura de Araras informou que o fundo de pensão do município tem personalidade jurídica própria e as decisões sobre a gestão dos recursos dos segurados são de competência de seus conselhos administrativo e fiscal. Segundo a Araprev, as operações não registraram prejuízo, mas ganhos, e “tão logo foi detectada a imprevisibilidade e complexidade da aplicação em NTNB, a autarquia desfez-se dos papéis na forma da legislação vigente, sem prejuízo”.

A reportagem fez contato com o instituto de Previdência do Amapá, mas não obteve resposta. Também não obteve resposta do instituto de Osasco.

O País dos Petralhas- Por Diogo Mainardi

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 28 Set 2008 | sob: Política

livros3 - livros3
Um petralha indignado pergunta a Reinaldo Azevedo como ele consegue dormir em paz. Resposta:

– Com Stilnox.

E conclui:

– Por isso defendo os laboratórios, as patentes e a propriedade intelectual.

Esse é o resumo perfeito de O País dos Petralhas (Record; 337 páginas; 38 reais). O livro reúne os melhores textos de Reinaldo Azevedo sobre o petralhismo, publicados em seu blog em VEJA.com desde junho de 2006 e, antes disso, em sua coluna em O Globo. O que significa “petralha”? Um glossário, no fim do livro, esclarece:
Neologismo criado da fusão das palavras ‘petista’ e ‘metralha’ – dos Irmãos Metralha, sempre de olho na caixa-forte do Tio Patinhas. Um petralha defende o roubo social”.

O roubo social é uma disciplina que, praticada pelos operadores do petralhismo entranhados no partido e no setor público, se baseia no – como dizer? – roubo. Pode ser o roubo para eleger um candidato, ou o roubo para enlamear um opositor, ou o roubo para encher as burras de dinheiro. Em geral, tudo isso junto. Para que um petralha possa roubar sem constrangimentos, ele precisa contar com a cumplicidade de outros petralhas, enfronhados na imprensa, na internet, nas salas de aula, nos gabinetes, nos tribunais, nas delegacias, nas rodas de samba. O papel deles é fazer a defesa teó-rica do banditismo, acobertando todos os crimes cometidos em nome do partido. Esta é a gangue que Reinaldo Azevedo combate: a gangue que violenta as idéias, que corrompe os conceitos, que brutaliza a verdade. Se o Brasil do PT é Patópolis, Reinaldo Azevedo só pode ser o nosso Mickey.

Ele, o camundongo sabido de Dois Córregos, é o melhor blogueiro do país. O termo blogueiro, para quem está acostumado só com a imprensa escrita, pode soar ligeiramente depreciativo. Corrigindo: Reinaldo Azevedo é o melhor articulista do país. É o único capaz de passar com desenvoltura de Robert Musil à egüinha Pocotó, de G.K. Chesterton a Marilena Chaui, de Ortega y Gasset a Marco Aurélio Garcia. Com 900 000 páginas lidas todos os meses, seu blog é também um dos mais populares da internet. O resultado é espantoso: se, num dia, ele indica um filme no Youtube, como aquele sobre a pancadaria da PF em Raposa Serra do Sol, no dia seguinte o filme já contabiliza 18 000 espectadores.

Para nossa sorte (eu, Diogo, sou uma das centenas de milhares de macacas-de-auditório de Reinaldo Azevedo, e entro no blog umas cinco vezes por dia, como a média de seus leitores), o melhor articulista do país é igualmente o mais compulsivo. Reinaldo Azevedo trabalha sem parar. Até a última quarta-feira, seu blog já publicara 14 943 artigos. Dois anos atrás, os médicos abriram uma tampa em seu cocuruto e arrancaram lá de dentro dois hemangiomas ósseos do tamanho de bolas de gude. Três dias depois, no quarto do hospital, ele já estava na frente do computador, fazendo chacota de seu aspecto de golfinho Flipper e de seus tumores benignos – o único produto benigno saído de sua cachola.

Reinaldo Azevedo costuma escrever seu primeiro artigo às 3 da tarde, quando acorda, e o último às 5 e meia da madrugada, quando toma seu comprimido de Stilnox e vai dormir. Ao petralha indignado: Reinaldo Azevedo nunca dorme em paz, ele dorme em guerra. Em guerra contra os petralhas indignados, contra os esquerdopatas, contra os tocadores de tuba, contra o Apedeuta (consulte o glossário de O País dos Petralhas). Isso lhe rende, todos os dias, centenas de mensagens ofensivas. Chamam-no de canceroso, de nazista, de Opus Dei. A primeira triagem dos comentários dos leitores, em que se eliminam todos os insultos, é feita por sua mulher. Ela se chama Lilian, mas os leitores do blog a conhecem como Dona Reinalda. Há também as Reinaldinhas, suas duas filhas, Maria Clara, de 13 anos, e Maria Luíza, de 11.

Apesar de estar sempre em guerra, Reinaldo Azevedo se considera “bastante convencional”. O que isso quer dizer? Quer dizer que ele chama “crime de crime, ladrão de ladrão, bandido de bandido”. E acrescenta: “No auge de minha esquisitice, defendo o cumprimento da lei”. Essa é uma idéia repetida incessantemente ao longo do livro. Para ele, “a impunidade destrói qualquer chance de futuro. Se a lei é cumprida, entra-se numa espiral positiva de direitos e deveres”. Por isso ele se bate pelas leis e pelas regras da democracia, da gramática, da lógica, dos bons costumes e da patente dos remédios. No país dos petralhas, o assombroso é ficar do lado da lei.

Sabedoria popular

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 25 Set 2008 | sob: Política

De vez em quando, como vocês já sabem, abro a porteira da lixeira do blog para os “anônimos”, a nata intelectual da cidade. Depois que Dito Carrié ganhou um cargo público, foi o que sobrou de opinião com rima de bordel. São tão “articulados” que mal sabem escrever o nome. Mas tudo bem. Faz de conta que são interlocutores de verdade.

Sabem o que dizem? Vejam os dois comentários do post abaixo. Em síntese, sou tão ruim para a cidade que mereço candidatar-me a um cargo “político”. É a sabedoria popular. Se você não presta para nada, vai ser político. Tem gente que segue à risca…

Bem, claro que não penso assim. Consigo ver bons nomes da política e até alguns que poderiam ajudar a melhorar plantel, mas isso é uma outra história.

O missivista de cueca me pede que escreva sobre os “pontos positivos da cidade”. Mais um a escrever besteiras? Deixo isso aos caudatários honoris causa. Tô fora! Se achasse mesmo que houvesse coisas relevantes nesse sentido, escreveria, sem cobrar nada. Mas não vejo. É minha opinião, oras. Se isso incomoda tanto, vai ler outro blog. Monte o seu… Ou vai para o infintum…

Prefeitura (de SP) está impedida de repassar recursos do SUS a “terceirizados”

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 25 Set 2008 | sob: Política

A reportagem abaixo está publicada no site da Justiça Federal de São Paulo e aborda a essência da polêmica instalada na Câmara Municipal sobre o repasse de verbas do governo local para a Oscip Isama, do petista Francisco Carlos Bernal. Se você não sabe, Organizações Socias (OS) são uma variação de Oscip e ONGs. Veja, então, o que diz a sentença, com negritos meus:

A Prefeitura do Município de São Paulo está impedida de firmar contratos com entidades privadas, nomeadas “organizações sociais”, para prestar serviço público de saúde utilizando os recursos do Sistema Único de Saúde – SUS. A decisão (26/8), em sentença, é da juíza federal Maria Lúcia Lencastre Ursaia, da 3ª Vara Cível Federal de São Paulo.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), autor da ação, com a edição da Lei n.º 14.132/06, do Município de São Paulo, a prefeitura passou a transferir bens e recursos públicos do SUS para entidades privadas mediante contratos de gestão, “terceirizando” dessa forma a prestação dos serviços públicos de saúde, à semelhança do que foi feito no passado com o PAS (1995 – 2000).

Tais “organizações sociais” seriam selecionadas sem licitação e receberiam do Poder Público bens e recursos financeiros, além de servidores que seriam objeto de cessão administrativa sem controle da atividade e da aplicação dos recursos públicos geridos pelas organizações. “Esta previsão legal não atende ao interesse coletivo e colide frontalmente com os princípios e regras da Constituição Federal e da Lei Orgânica da Saúde que regem o direito à saúde através do SUS”, argumenta o MPF.

Para Maria Lúcia Ursaia, não há razão que justifique a celebração de contrato de gestão com as “organizações sociais”, com destinação de recursos orçamentários e de bens públicos móveis e imóveis, sem que haja licitação. “A não observância ao regime de Direito Público, que deve reger as relações contratuais para a prestação do serviço público por parte do Estado, é rejeitada por nosso ordenamento jurídico porque ofende o princípio da igualdade”, diz.

A juíza considerou inválidas as qualificações das entidades privadas tidas como organizações sociais, “pelo vício de inconstitucionalidade de que padece a Lei n.º 14.132/06, bem como as alterações dadas pela Lei n.º 14.482/07”, e julgou procedentes os pedidos formulados pelo MPF, condenando o Município de São Paulo às seguintes obrigações:

a) se abster de qualificar entidades privadas como organizações sociais para fins de atuação no Sistema Único de Saúde, bem como de firmar contratos de gestão com essas entidades que tenham por objeto a prestação de serviços públicos de saúde atualmente desenvolvidos diretamente pelo Município;

b) reassumir a prestação do serviço público de saúde à população em todos os estabelecimentos próprios que tenham sido objeto de repasse a organizações sociais, em prazo de noventa dias, a fim de assegurar a continuidade dos serviços, cessando, ao final desse prazo, os repasses de recursos financeiros às entidades;

c) se abster de ceder servidores públicos, com ou sem ônus para o erário, e bens públicos, para organizações sociais.

Por fim, a União Federal foi condenada a fiscalizar o cumprimento da decisão por parte do Município de São Paulo, aplicando as sanções cabíveis em caso de descumprimento (§ 4º do art. 33 da Lei n.º 8.080/90).

O prazo, de noventa dias corridos, para a Prefeitura de São Paulo cumprir a determinação da sentença começou a contar em 2/9/2008;

A liminar que foi proferida em 9/6/2006 estava suspensa por decisão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região. (RAN)p>

E.T.: Pela decisão acima, os vereadores da oposição deveriam receber uma “monção de aplauso”, né não?!? Além de cumprirem o seu papel de fiscalizar o Executivo, fazem cumprir a Constituição e antecipam o que determina a Justiça.

Português vai mal; matemática idem…

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 24 Set 2008 | sob: Política

Que o PT é ruim de português, nóis já sabe. Vejamos, então, como a tchurma da toca vermelha faz conta:

violencia 1 - violencia 1

Viram só? Meu amigo José Netto já falou sobre isso na sua coluna. Os números publicados pelo Estadão são apressados e refletem estatísticas da Polícia Civil sem nenhum efeito prático. Mas quem se importa com a VERDADE?

Se isso fosse real, poderíamos imaginar que faltam apenas 9% para chegarmos ao estado de VIOLÊNCIA ZERO, certo? Meu filho de oito anos sabe fazer esta conta. Você acredita nisso? Fique à vontade! Não sou pregador da fé divina. Tenho a minha e garanto que não tem nada a ver com política.

O que há de real nas ruas da cidade é algo bem diferente disso. É só ler a seção policial dos jornais.

E.T.:Nóis vai, mais nóis vorta, tão certo quanto doi mai doi é cinco

“Referência em educação” II - Concordância zero

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 22 Set 2008 | sob: Política

Há quem diga que maltratar a língua portuguesa não é o pior dos males de nossos representantes políticos. Talvez não seja mesmo. Afinal, temos até um presidente que se orgulha em ser apedeuta. Diferente da grande maioria da população, teve todas as oportunidades de estudar, mas prefere fazer apologia da ignorância, como se fosse uma grande virtude. Assim dissemina o seu populismo.

Para um político, pior do que a concordância verbal é a falta de concordância com a VERDADE. Afirmar que Porto Feliz é “referência nacional em educação” como faz o PT é, sem sombra de dúvidas, uma delas. Veja como a MENTIRA se contradiz na prática:

educa    o - educa    o

Reparem no começo do primeiro parágrafo: “Há quatro anos, o POVO votava na esperança de um novo tempo para Porto Feliz, e ELEGEM Maffei prefeito. (…)”

No segundo parágrafo, a frase: “A EDUCAÇÂO É REFERÊNCIA NACIONAL”, que se repete no quadro da página seguinte:

educa    o 1  1 - educa    o 1  1

Pois é, pior do que a falta de concordância verbal e a falta com a verdade. Porto Feliz nunca foi referência em Educação, lamentavelmente. Vejam abaixo o ranking de onde confundiram Porto Ferreira com Porto Feliz. E o PT fica repetindo a mentira à exustâo para tentar transformá-la em verdade.

 cid image009 -  cid image009

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A “referência em educação” e o atentado à gramática

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 21 Set 2008 | sob: Política

Lembrei no post abaixo as peripécias políticas do vereador Nando Cesar, hoje coligado com o prefeito petista que ele mesmo criticava por “cobrar para atender a população”. Foi Nando que disse, veja AQUI. Agora, chega às minhas mãos um pafleto de campanha, anexado com uma “indicação legislativa”, na qual ele pede ao parceiro do Executivo que construa, depois das eleições, um “fraldário com banheiros masculinos e femininos” (sic). Bem, não vamos levar ao pé da letra, porque presume-se que o nobre vereador quis dizer fraldário “e” banheiros.

O que não dá para ignorar é um ex-presidente da Câmara lançar às ruas uma panfletagem que é um verdadeiro atentado à língua portuguesa. Leiam a “justificativa”:

campanha fernando cesar 1 2 3 - campanha fernando cesar 1 2 3

Viram só? Em cinco linhas e meia, ele assassina a concordância (…aposentados, moradores da zona rural e as futuras mamães, SENTIU e SENTE muito a falta de um banheiro…) e ainda coloca uma vírgula separando o sujeito do verbo. Pobre coitada da bela e culta. Mas não se preocupem, porque o vereador diz em seu panfleto que “Educação é a base do desenvolvimento para a nossa cidade. E o vereador Nando Cesar desde o início do mandato vem dedicando atenção especial a essa área”. Imaginem se não estivesse… No mesmo panfleto, as palavras do prefeito de apoio do Cláudio Maffei: “Quando Nando foi Presidente da Câmara Municipal a cidade progrediu mais”. Baseando-se na gramática e concordância verbal da panfletagem de Nando, não tenho dúvidas disso.

Como diz o PT, Porto Feliz é “referência nacional” em educação. Nando Cesar assina embaixo, literalmente. E que se dane a gramática da Língua Portuguesa.

Recordar é viver II - Nando Cesar diz que Maffei cobra R$ 3 para receber a população

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 18 Set 2008 | sob: Política

Bateu a nostalgia. Fui na TV VIU! regastar a história da PortoPrev e, vejam só, lá estava o vereador Nando Cesar reclamando de… Maffei. Minha nossa, como as coisas mudam, né não? Revejam o filme AQUI.

Viram só? Nando falou isso na Câmara. Na época, fiz uma notinha na minha coluna da VIU! e, depois de dois anos, os petrorianos de Maffei estão me acusando de “ofender a municipalidade” só porque relatei o caso. Ouça novamente AQUI e digam se é possível investir DINHEIRO PÚBLICO em uma ação judicial baseada em mentiras.

Nando Cesar, hoje coligado com o partido de Maffei, não ofendeu a municipalidade. Muito menos eu que apenas reproduzi a informação proferida em Câmara e que corria aos quatro cantos da cidade. Continuo defendendo o que é FATO. Nando, sei lá, segue suas conveniências. Cada um tem a sua envergadura moral.

Caso PortoPrev: Recordar é viver

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 18 Set 2008 | sob: Política

O candidato do PT à reeleição, Claudio Maffei, requisitou na Justiça “direito de resposta” no programa de seu concorrente, Erval Steiner (PV), porque o ex-prefeito se referiu ao caso da PortoPrev em seu programa de campanha. Steiner tem até amanhã às 18h para apresentar uma justificativa à Justiça Eleitoral, que avaliará se cabe ou não o pedido do PT.

Vou ajudar você, caro leitor, a refrescar a memória sobre o assunto, com a reportagem de mais de 10 minutos da TV TEM. Bem, naquela época a TV TINHA uma postura, como vou dizer?, bem mais jornalística sobre os aconteceimentos aqui em Porto Feliz. Depois que o dono da emissora, J.Hawilla, conseguiu o apoio da Prefeitura para patrocinar as obras de terraplanagem no terreno do Desportivo Brasil, assoreando o Ribeirão Avecuia (veja aqui) , as coisas mudaram. E como mudaram…

De qualquer forma, a reportagem está nos arquivos da TV Viu!, que continua do lado do bom jornalismo. Veja AQUI e tire suas próprias conclusões:

EM TEMPO: Se quiser saber mais sobre o caso, digite a palavra PortoPrev no ícone de busca do blog. Verá coisas fantásticas, como, por exemplo, a confissão pública do pefeito que “assina sem ler”. Veja AQUI

Para aonde vai o dinheiro da Saúde?

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 17 Set 2008 | sob: Política

Depois da polêmica montada em torno da intervenção da Santa Casa, parece que veio à tona a tal da Isama, uma Oscip (variação de ONGs) que já recebeu mais de seis milhões do governo petista de Cláudio Maffei. Fiquei intrigado com a história e fui tentar saber quem estava por trás dessa Organização. Comecei pelo presidente: Francsico Carlos Bernal da Costa Seguro.

Confesso que não foi muito fácil, mas acabei descobrindo que, vejam só, o peixe mais graúdo da tal instituição é de São Bernardo do Campo, berço dos petralhas. Como não faço o tipo de “jornalista” que dá palpite sem tirar o traseiro da cadeira, fui até lá consultar os arquivos do Diário do Grande ABC. Se tivesse algo de interessante, ali era o local onde poderia encontrar as respostas. Bingo!

Como mostra a reportagem da Revista Viu! que está nas bancas, Francisco Carlos Bernal é um ex-fundador do PT da região do ABC. Foi secretário de Saúde da gestão do então petista Maurício Soares e depois saiu candidato a vice-prefeito pelo PT, em 1992, na chapa encabeçada por Djalma Bom.

Está tudo lá nos arquivos do jornal. Tem até umas fotos do Bernal barbudo, no melhor estilo…PT. Depois mostro para vocês. Por hora, vejam a foto abaixo, na qual já aparece sem barba, com cara de bom moço. Dificilmente você o verá pelas ruas da cidade. Mas é bom que fique conhecendo a pessoa que recebe milhões do governo local para “gerenciar” o Programa Saúde da Família (PSF), que a diretora de Saúde de Maffei, Claudia Meirelles, defende com tanto empenho na Câmara municipal. Agora faz sentido!

A reportagem completa vc lê na Revista Viu!, nas bancas!

BERNAL2 - BERNAL2

Nas bancas, velhinhos e velhacos

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 08 Set 2008 | sob: Política

VIU74 - VIU74

Extra: Justiça suspende “taxa dos bombeiros”

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 04 Set 2008 | sob: Política

O site da Revista Viu! dá, em primeira-mão, que uma liminar obtida pelo Procurador geral de Justiça do Estado, Fernando Grella Vieira, suspende a cobrança da famigerada “taxa dos bombeiros”. Segundo ele, o município não tem competência para administrar tal serviço, muito menos para cobrar por ele.

Leia a reportagem AQUI

Bem, muito se especulou sobre a cobrança da taxa e, vejam só, acabamos no que sempre defendi aqui. É INCONSTITUCIONAL. Digitem a palavra “bombeiro” no canal de busca do blog e verão. Não, não sou um expert em Direito. Apenas tenho boas leituras e boas fontes, o que me dá amparo para formular opinião com argumentos. É muito diferente do que dar palpite sobre tudo e inverter a ordem dos valores.

Ah, para quem “déilão” ou “quinzão” não faz diferença, pode continuar pagando. O PT agradece!

O melhores momentos do discurso de Civita

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 04 Set 2008 | sob: Política

Imagino que o texto abaixo ficou um tanto extenso para quem não está acostumado a ler. Não é o caso dos fequentadores assíduos aqui do blog, claro. Em todo caso, segue abaixo os “melhores momentos” do discurso de Roberto Civita, em razão das comemorações dos 40 anos de VEJA. Obversem com alguns pontos são perfeitamente aplicáveis à Maniçoba. Coloquei alguns negritos, só para destacar alguns pontos que achp esenciais.

“Todos os que me conhecem sabem da minha pregação permanente sobre o que chamo da indissolúvel interdependência entre a democracia, a imprensa livre a livre-iniciativa.” Entretanto, parece evidente que a simples existência de uma multiplicidade de vozes não garante a sua qualidade nem o seu comportamento ético. A velha Lei de Gresham - que postula que a má qualidade expulsa a boa - freqüentemente é aplicável também aos meios de comunicação.

“(…)nunca é demais repetir - o leitor / telespectador / internauta não é bobo. “

“(…) As empresas de comunicação devem continuar resistindo à tentação de colocar o bom jornalismo em segundo lugar na “busca do lucro a qualquer preço”.

“(…) o editorial nunca seja subordinado ou confundido com os interesses comerciais de curto prazo, seu fortalecimento inevitavelmente acabará atraindo mais leitores e anunciantes e produzindo melhores resultados ao longo dos anos.

” E(…) é fundamental não aceitar em hipótese nenhuma que a regulamentação ou tutela governamental substitua o
próprio autocontrole da imprensa, auto-regulamentação e compromisso com a sociedade.”

É claro que ainda há muitíssimo por fazer. Especialmente na frente da melhoria da educação, sem a qual não adianta falar da melhoria da mídia. E no fortalecimento da imprensa local e regional, hoje ainda dependente demais das verbas dos governos locais para poder se dedicar à essencial tarefa de fiscalizá-los..

Lembro também de ele e eu termos, em conjunto, agüentado tantas broncas, ameaças, pressões e sanções que caíam sobre a Abril enquanto VEJA insistia em dizer - ou insinuar - o que não se podia. Isso incluiu a apreensão de duas edições da revista, a censura durante quase uma década, o corte de toda e qualquer verba de publicidade do governo e suas empresas estatais em retaliação de qualquer crítica .

Mas a angústia e aflição da primeira década da revista também serviram para reforçar as nossas convicções democráticas e aumentar a capacidade de enfrentar a raiva de governantes contrariados.

Quando VEJA resolveu publicar - em maio de 1992 - as primeiras denúncias de Pedro Collor contra seu irmão Fernando, e continuou martelando o tema de corrupção nos mais altos escalões do governo com mais uma dúzia de capas nos meses seguintes, muitos dos meus supostos “amigos” deixaram de me reconhecer ou cumprimentar. Mas, quando Collor finalmente caiu, em fins de setembro, todo mundo veio dizer que eu tínhamos “salvado” o Brasil. Assim, a revista contribuiu para o triunfo da lei e para a percepção fundamental de que esta deve sempre estar acima - e não a serviço - dos governantes. O episódio também me deu a oportunidade de reconfirmar quão poucos amigos verdadeiros pode ter um editor que leva sua missão a sério.

.

“(…) Contrariar os que estão no poder é a contrapartida quase inevitável do exercício da liberdade e do compromisso com a verdade que orienta a imprensa responsável. Como declarou Hubert Beuve-Méry, fundador do jornal francês Le Monde, o dever da imprensa é “Dizer a verdade, custe o que custar. Sobretudo se custar…”

.

A liberdade só pode ser garantida pela responsabilidade. Se opusermos o poder à liberdade, a liberdade sai perdendo. Se acrescentarmos responsabilidade à liberdade, ambas saem ganhando.

“(…) honrar o compromisso que assumimos com os leitores desde o início: informá-los corretamente, contar-lhes a verdade, e opinar - sempre - com coragem e independência.”

Os 40 Anos de VEJA e o Brasil que Queremos Ser

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 03 Set 2008 | sob: Política

Reproduzi abaixo o discurso de Roberto Civita sobre as comemorações dos 40 anos da revista Veja. Comento depois, em momento oportuno. Se você quer saber algo mais sobre estado Democrático de Direito e liberdade de imprensa, não deixe de ler. Creio que compartilhamos pensamentos em dimensões diferentes, óbvio:

“É para mim - e para todos os meus colegas da Abril - uma enorme alegria e uma grande honra poder receber tantos amigos e presenças ilustres neste dia em que comemoramos os 40 anos de VEJA.

Para nossa satisfação e orgulho, VEJA continua sendo a maior, mais influente e mais prestigiada revista brasileira. Acima de tudo, atribuímos isso ao compromisso permanente da revista com seus mais de 5 milhões de leitores com a defesa intransigente dos interesses do Brasil.

Estamos aqui hoje, à luz do dia, principalmente porque nos ocorreu que, em vez de promovermos mais uma festa com discursos relembrando o passado, seria muito mais útil e estimulante passar um dia em companhia das pessoas mais influentes do Brasil debatendo as alternativas para o país que queremos ser.

E é exatamente isso que estamos fazendo aqui, por meio de seis importantes debates sobre os grandes temas da democracia, economia, educação, meio ambiente, imprensa e megacidades, e também de breves discursos de quatro grandes lideranças políticas expondo a sua visão do que significa governar para a próxima geração.

Para mim e para meus colegas da Abril, a discussão permanente desses temas que afetam a todos nós faz parte não apenas da nossa missão e vocação editorial mas também da própria essência da imprensa livre, que - por sua vez - é ao mesmo tempo fruto e esteio da democracia.

Todos os que me conhecem sabem da minha pregação permanente sobre o que chamo da indissolúvel interdependência entre a democracia, a imprensa livre a livre-iniciativa. Isso pode parecer óbvio (como acontece com todas as grandes verdades após a sua formulação), mas é absolutamente essencial para entender que a multiplicidade de vozes necessárias para garantir e fortalecer a democracia só pode existir numa sociedade em que a liberdade de imprensa é assegurada e na qual a entrada é franqueada a quem quiser e puder se habilitar; em uma sociedade em que existe a liberdade de empreender e em que a concorrência em todas as frentes gera a publicidade, que - por sua vez - fecha o círculo virtuoso ao viabilizar a existência de múltiplos meios de comunicação.

“Todos os que me conhecem sabem da minha pregação permanente sobre o que chamo da indissolúvel interdependência entre a democracia, a imprensa livre a livre-iniciativa.”

Entretanto, parece evidente que a simples existência de uma multiplicidade de vozes não garante a sua qualidade nem o seu comportamento ético. A velha Lei de Gresham - que postula que a má qualidade expulsa a boa - freqüentemente é aplicável também aos meios de comunicação.

Felizmente, porém, acho que isso não é o que estamos vendo no Brasil. Embora existam (e sempre existirão) jornais, revistas, televisões e rádios sem qualquer preocupação com padrões de ética ou qualidade - e apesar do ainda péssimo nível geral da educação em nosso país -, tudo indica que o público acaba preferindo o conteúdo de melhor qualidade - tanto eletrônico quanto impresso.

Imagino que isso só é assim porque - como nunca é demais repetir - o leitor / telespectador / internauta não é bobo. E também porque acredito que haja outro círculo virtuoso em ação: à medida que o nível da mídia se eleva, à medida que são produzidas reportagens e matérias mais inteligentes, mais bem pesquisadas, mais claras e mais bem apresentadas, o público passa a ser mais exigente e a valorizar os veículos que atendem suas expectativas.

Isso significa que as empresas de comunicação devem continuar resistindo à tentação de colocar o bom jornalismo em segundo lugar na “busca do lucro a qualquer preço”. Evidentemente, não significa que essas empresas não precisem ser rentáveis - o que é essencial para poder investir, se desenvolver, criar empregos, pagar impostos e remunerar os seus acionistas.

Portanto, uma das principais atribuições de um bom editor é buscar o equilíbrio permanente entre a excelência e a integridade de suas publicações e a saúde econômica e financeira de sua empresa: para mim, as duas coisas não são antagônicas, mas complementares. Desde que o editorial nunca seja subordinado ou confundido com os interesses comerciais de curto prazo, seu fortalecimento inevitavelmente acabará atraindo mais leitores e anunciantes e produzindo melhores resultados ao longo dos anos.

É também preciso impedir que a tendência inevitável à consolidação não acabe reduzindo excessivamente o leque de fontes de informação e opinião diferentes à disposição do público. E é fundamental não aceitar em hipótese nenhuma que a regulamentação ou tutela governamental substitua o próprio autocontrole da imprensa, auto-regulamentação e compromisso com a sociedade.

É claro que ainda há muitíssimo por fazer. Especialmente na frente da melhoria da educação, sem a qual não adianta falar da melhoria da mídia. E no fortalecimento da imprensa local e regional, hoje ainda dependente demais das verbas dos governos locais para poder se dedicar à essencial tarefa de fiscalizá-los. Mas, acredito, é só pensar nas conquistas e avanços dos últimos tempos - especialmente nas frentes das denúncias do mensalão e a corrupção endêmica, da discussão cada vez mais racional da gestão da inflação e da economia; da transparência crescente das contas públicas e da conscientização cada vez maior do eleitorado - para constatar que a imprensa brasileira está progredindo aceleradamente.

“É claro que ainda há muitíssimo por fazer. Especialmente na frente da melhoria da educação, sem a qual não adianta falar da melhoria da mídia.”

Precisamos continuar por esse caminho auspicioso - sempre dentro de uma moldura ética, mantendo a primazia do princípio sobre a conveniência, e não esquecendo a nossa responsabilidade permanente com os indivíduos, o público, a nação e até com o futuro do planeta.

Antes de prosseguir com o almoço, o dia e os debates, permitam-me fazer algumas considerações e reflexões sobre como chegamos aqui e no que acreditamos.

VEJA nasceu em setembro de 1968 porque meu pai e nosso saudoso fundador, Victor Civita, resolveu permitir que eu, seu filho mais velho, lançasse a revista semanal de informação que vinha imaginando desde minha chegada na empresa dez anos antes.

Lembro-me do orgulho dele na noite em que VEJA nasceu, da sua aflição quando - apenas três meses depois - chegou o AI-5 e a censura, dos longos anos em que a revista perdia todo o dinheiro que a Editora ganhava e das múltiplas vezes em que ele concordou em me dar “mais três meses” para chegar ao equilíbrio.

“Lembro-me do orgulho dele (Victor Civita) na noite em que VEJA nasceu, da sua aflição quando - apenas três meses depois - chegou o AI-5 e a censura.”

Lembro também de ele e eu termos, em conjunto, agüentado tantas broncas, ameaças, pressões e sanções que caíam sobre a Abril enquanto VEJA insistia em dizer - ou insinuar - o que não se podia.

Isso incluiu a apreensão de duas edições da revista, a censura durante quase uma década, o corte de toda e qualquer verba de publicidade do governo e suas empresas estatais em retaliação de qualquer crítica e - não menos importante - o veto permanente à entrada da Abril em rádio ou televisão.

Mas a angústia e aflição da primeira década da revista também serviram para reforçar as nossas convicções democráticas e aumentar a capacidade de enfrentar a raiva de governantes contrariados.

Também contribuiu para isso outra grande turbulência, dessa vez que VEJA ajudou a criar: a ascensão e queda de um jovem presidente que parecia estar inaugurando uma nova era e que acabou - sem querer - acelerando o processo de maturação política do país.

Quando VEJA resolveu publicar - em maio de 1992 - as primeiras denúncias de Pedro Collor contra seu irmão Fernando, e continuou martelando o tema de corrupção nos mais altos escalões do governo com mais uma dúzia de capas nos meses seguintes, muitos dos meus supostos “amigos” deixaram de me reconhecer ou cumprimentar. Mas, quando Collor finalmente caiu, em fins de setembro, todo mundo veio dizer que eu tínhamos “salvado” o Brasil. Assim, a revista contribuiu para o triunfo da lei e para a percepção fundamental de que esta deve sempre estar acima - e não a serviço - dos governantes. O episódio também me deu a oportunidade de reconfirmar quão poucos amigos verdadeiros pode ter um editor que leva sua missão a sério.

Pensando bem, me ocorre que contrariar os que estão no poder é a contrapartida quase inevitável do exercício da liberdade e do compromisso com a verdade que orienta a imprensa responsável. Como declarou Hubert Beuve-Méry, fundador do jornal francês Le Monde, o dever da imprensa é “Dizer a verdade, custe o que custar. Sobretudo se custar…”

“Contrariar os que estão no poder é a contrapartida quase inevitável do exercício da liberdade e do compromisso com a verdade que orienta a imprensa responsável.”

A liberdade só pode ser garantida pela responsabilidade. Se opusermos o poder à liberdade, a liberdade sai perdendo. Se acrescentarmos responsabilidade à liberdade, ambas saem ganhando.

Evidentemente, também há enormes satisfações embutidas na gigantesca tarefa de editar VEJA, hoje tão competentemente dirigida por Eurípedes Alcântara. A principal delas é poder honrar o compromisso que assumimos com os leitores desde o início: informá-los corretamente, contar-lhes a verdade, e opinar - sempre - com coragem e independência. Há a sensação do dever cumprido no combate à tortura, à violência, ao arbítrio, à legislação anacrônica, às mentiras, ao racismo e à corrupção. Há o privilégio de trabalhar com tantos jornalistas, gestores e publicitários de talento e imaginação. E o desafio permanente de tentar explicar semanalmente os porquês e implicações dos eventos e mudanças que sacodem o Brasil e o planeta.

Há, adicionalmente, o prazer de ver a revista utilizada como ponte entre a teoria e a realidade em milhares de salas de aula de todo o país. E, acima de tudo, o orgulho de ter desenvolvido um papel fundamental na conscientização política de milhões de brasileiros, na insistência em integridade, eficácia e transparência de parte dos governos, na difícil arte de escrever claramente e bem, na preocupação com a isenção e a responsabilidade jornalística, e no fortalecimento da livre-iniciativa e das nossas instituições democráticas - como acabamos de demonstrar no episódio da escuta ilícita dos telefones do Supremo.

Pois é exatamente essa preocupação permanente de VEJA - e de um punhado de outros veículos responsáveis - que tanto tem contribuído para o aperfeiçoamento da nossa democracia num momento em que o auspicioso avanço da nossa economia às vezes mascara ou até esquece a fundamental necessidade de também reforçarmos o arcabouço institucional do Brasil. Um país que está finalmente assumindo a posição no mundo que seus extraordinários recursos naturais, a manutenção da estabilidade econômica e política e o vigor e competência de seu setor privado lhe proporcionam, não pode deixar de insistir nas múltiplas reformas básicas que ainda faltam. E no contínuo progresso na eliminação das iniqüidades sociais com as quais convivemos há séculos.

Faço votos, do fundo do meu coração, que VEJA possa continuar informando, fiscalizando, questionando e debatendo tudo isso cada vez melhor ao longo dos próximos 40 anos!

Muito obrigado!

A moralidade achada na sarjeta II

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 29 Ago 2008 | sob: Política

Nada melhor do que um dia após o outro. Hoje, sexta-feira ensolarada, 29 de agosto, saiu uma entrevista no Jornal da Tarde com o empresário Walter Balsimelli Neto, presidente da BWA. Nela, o executivo tenta “contra-atacar” (a expressão é título da matéria) as acusações que recebeu do Ministério Público, que abriu uma Ação Civil Pública para apurar e punir os responsáveis pelo “caos na final do Paulistão”, quando muitos torcedores compraram ingressos falsos e acabaram feridos no tumulto na porta do Parque Antarctica.

Foi o próprio Balsimelli que chamou o jornal para disparar contra todos: Prefeitura de São Paulo, Polícia Militar, Ministério Público etc. Fala como se fosse um poço de moralidade. Admitiu até que, vejam só, sua empresa “dava ingressos a patrocinadores e torcidas organizadas”, mas não sabia como iam parar nas mãos de cambistas. Vejam estes trechos da reportagem:

“O sócio-diretor [BWA] mostrou contrariedade com a informação publicada pelo JT de que investigação patrocinada pela empresa detectou ligação entre quadrilha de cambistas com o Primeiro comando da Capital (PCC)…”

“Walter Balsimelli não foi tímido em ressaltar os méritos da própria empresa. Lembrou que ganhou concorrência pública na Argentina e está desenvolvendo catracas a serem utilizadas na Itália”

Não há dúvidas: é ele mesmo! Lembram-se? Eu ajudo. Walter Balsimelli Neto é aquele empresário que trouxe para Porto Feliz a Oscip Ágere, presidida à época por sua mãe, para realizar a mais perdulária das Festas das Monções, que custou aos cofres públicos algo em torno de R$ 180 mil reais. A história repercutiu depois que Balsimelli, em entrevista a mim, gravada, disse que Chechi era um “coitado” e que fez a festa só para “conseguir entrar na Prefeitura”.

E entrou mesmo. Depois disso, a Oscip Ágere foi contratada – sem licitação, diga-se - para realizar obras públicas de escolas e creches. Ao todo a verba passava da casa do milhão. Em alguns casos, nem as terminou e a Prefeitura foi obrigada a contratar outra empresa.

O passagem de Balsimelli e da Oscip Ágere em Porto Feliz também deu origem a duas CEIs (Comissão Especial de Inquérito) na Câmara, uma delas deflagrada depois da reportagem da Revista Viu! com o título “EU FUI BUSCAR OS CHEQUES”, na qual o motorista Florival Mariano relata, em detalhes, como levou o então diretor de Esporte e Turismo, Edson Chechi, a Boituva, pegar cheques na chácara de Balsimelli.

Pois bem, essa reportagem, baseada em fatos reais, também consta naquela ação de “danos morais” que os advogados do governo petista impetraram contra mim e a Revista Viu!, acusando-nos de publicar “inverdades”. Isso mesmo: na visão dos anões de Direito contratados pelo governo do Seu Gerúndio, reportagem que narra FATOS REAIS ofende a “instituição”. E se a matéria não tivesse sido publicada? Provavelmente o senhor Balsimelli e a Agere ainda estariam por essas bandas a prestar serviços à municipalidade.

Bem, para um governo que abre as portas a Roberto Castagnaro, preso pela Polícia Federal por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, Balsimelli é, como dizem, café pequeno. Mas nem tanto assim. Pela reportagem do JT dá para se ter uma idéia do leque de relacionamento dessa gente.

Em tempo: quem conduziu juridicamente a CEI das Oscips foi o advogado Reinaldo Crocco Júnior, à época contratado pela Câmara para dar assessoria jurídica. Ué, mas o Dr. Rei não era funcionário da Prefeitura? Não, senhores, ele foi EXONERADO no início do governo Maffei. Ficou seis meses prestando serviço à Câmara (sem concurso, claro), até o Executivo criar o cargo de “procurador-por-nomeação” e trazê-lo de volta (Isso o prefeito OMITIU do Ministério Público). É claro que teve toda uma manobra política de bastidores, que eu acompanhei bem de perto. Dr. Rei havia até me convidado para, vejam só, assinar a representação que preparava contra o Executivo. Seu argumento era de que eu seria inimigo do Seu Gerúndio. Disse-lhe: Não sou não, doutor; sou apenas um jornalista. Se quiser me dar a história, aceito de bom grado. Mas ser personagem está fora de minhas funções. Depois que Dr. Rei voltou ao Executivo e Nando Cesar assimiu a presidência da Câmara, a CEI acabou em pizza, óbvio. Pelo menos na Câmara. Mas a história não acaba aí não. Aguardem!

Os pretorianos do Seu Gerúndio e a moralidade achada na sarjeta

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 28 Ago 2008 | sob: Política

Ainda não digeri aquela história de a Oscip Isama ter contratado o José Motta, depois de seu nome ser barrado na Câmara, em razão da Lei anti-nepotismo (ele é tio do vice-prefeito). Acreditem, essas coisas tão “naturais” na política local ainda me causam sobressaltos. É verdade. Embora conviva com a choldra, ainda me surpreendo com o que vejo, ouço, cheiro e percebo.

É verdade que minha incredibilidade ficou ainda mais aguçada em tempos que fui alçado ao banco dos réus. Os pretorianos do governo petista do Seu Gerúndio, vejam só, acusam-me de “ofender” a moralidade da prefeitura só por praticar jornalismo, narrando, apenas isso, fatos reais.

Mas de que “moralidade”, afinal, esses sujeitos estão falando? A “moralidade” dos interesses proselitistas. A moralidade dos tacanhos do Direito. Só pode ser da moralidade achada na rua, na sarjeta.

Que moral tem o governo que cria um cargo de “procurador-por-nomeação” e nomeia um ex-servidor que ficou quatro anos recebendo uma pensão ilegal? Vocês sabem de quem estou falando: Reinaldo Crocco Junior. Aqui eu chamo as pessoas pelo nome. Não uso instituição e recursos públicos de barricadas covardes. Trato de fatos reais, perfeitamente comprováveis.

Como os leitores bem sabem, meus textos não têm sujeito oculto. Minhas orações têm, sobretudo, verbos. Aquele mesmo quesito básico que faltou no pedido de liminar da advogada Ana Maria Belo, que tentou, em vão, CENSURAR o meu blog na justiça, sob pena de multa de R$ 10 mil para cada vez que citasse o nome de “Seu Gerúndio”. Uma quantia considerável para uma ação cujo valor da causa foi estipulado, por ela mesma, em apenas R$ 1 mil.

Com tamanha desproporcionalidade, a nobre causídica mostra que não escorrega só na gramática, mas também na matemática. Fiquei a imaginar quanto será que Dona Maria Belo cobrou do prefeito para me acusar de “difamador”? Sinceramente, não sei. A única coisa explícita ao interesse público é que seu filho - vejam só que “coincidência` - foi contratado pelo governo petista para ser diretor da “Defesa do Cidadão” da prefeitura. Ora, não nutram pensamentos imorais. Foi, como já disse, apenas uma … “coincidência”.

Talvez tenha sido a mesma coincidência com a qual o advogado José Carlos Machado de Oliveira Junior, na condição de CONTRATADO da gestão petista (leiam post anterior), também impetrou contra mim ação de “danos morais”, alegando praticamente os mesmos motivos. Só que desta vez estaria eu “ofendendo” a moral da Prefeitura (Instituição). O doutor Zeca Junior é um expert em “moralidade pública”, lembram-se? Foi CONTRATADO depois de declarar, publicamente na imprensa: “PV dá apoio irrestrito ao governo”. Depois ficou-se sabendo que o partido nem sequer era de sua responsabilidade. Mas permaneceu no cargo para o qual foi CONTRATADO.

Quem deveria defender a MORALIDADE da Prefeitura-Instituição seria, teoricamente, o procurador público CONCURSADO. Mas isso Porto Feliz não tem. O que temos aí é um advogado NOMEADO para cargo de CONFIANÇA do governo, o que é muito diferente. Um advogado, diga-se, que ficou quatro anos recebendo pensão ilegal, foi exonerado e re-contratado para cargo POLÍTICO, não de carreira. Cadê a impessoalidade inerente à função? Pode-se chamar isso de exemplo de moralidade com a COISA PÚBLICA? Só se for na Raposa Serra do Sol.

Os advogados CONTRATADOS pelo governo petista querem intimidar a imprensa independente. Os pretorianos do Seu Gerúndio recebem salário pago com dinheiro público para tentar calar a liberdade de expressão, sob o pretexto de uma MORALIDADE PÚBLICA da qual nenhum deles tem credencial para defender.

Não tenho receio da Justiça. Muito pelo contrário. Mas vejam se algum desses anões do Direito tem CORAGEM e argumento para vir a PÚBLICO discutir e debater essas questões comigo ou com a sociedade. Têm nada! São covardes. Para eles, a Prefeitura (instituição), como já disse, é só uma barricada. Se a municipalidade perder a ação ajuizada em R$ 50 mil nenhum centavo sairá de seus bolsos. Sairá do seu, caro contribuinte.

Nossas instituições não precisam de seus serviços CONTRATADOS. Precisamos de advogados que mostrem sua COMPETÊNCIA em CONCURSO PÚBLICO. Só assim nossas INSITUIÇÕES terão o RESPEITO que merecem. Não a “moralidade achada na sarjeta” dessa gente!

Município tem de fazer licitação para contratar advogado

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 28 Ago 2008 | sob: Política

Informação é tudo. É a diferença entre a luz e as trevas. Com ela, você sabe decidir se vai à esquerda ou à direita. Sem informação, vai ter de perguntar a alguém. Daí já passa a ser uma questão de confiança. Advogados de governos, por exemplo, defendem os interesses de quem lhes contrata, não necessariamente da intituição (municipalidade ou estado). Há, também, aspectos legais. Vejam a matéria abaixo, do dia 25 de agosto, da Revista Consultor Jurídico. Com certeza, você vai se sentir mais bem informado. Volto daqui a pouco com um novo post e mais informações sobre o assunto.

O contrato firmado sem licitação entre o município de São Leopoldo (RS) e o escritório Dallagnol Advogados Associados e Maritânia Lucia Dallagnol deve continuar suspenso. O entendimento é da 21ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, que confirmou uma liminar. O TJ gaúcho concluiu que “a contratação de serviços especializados deve ser celebrada estritamente para a prestação de serviço específico e singular, não se justificando firmar contratos dessa espécie para a prestação de serviços de forma continuada e duradoura”.

A Ação Civil Pública foi proposta pelo Ministério Público. Em primeira instância, a juíza Aline Santos Guaranha acolheu o pedido de liminar para suspender o contrato e o pagamento de R$ 6 mil mensais. A prefeitura e o escritório recorreram ao Tribunal de Justiça.

Para eles, a suspensão da prestação dos serviços pode gerar diversos prejuízos ao ente público, que conta com a assessoria oferecida pelo escritório profissional. Também afirmaram que o fato de os advogados terem atuado como delegados do PT não é fundamento para suspeição do contrato. Afinal, na data do ingresso da ação, não mais o eram. No recurso, sustentam ser caso de inelegibilidade de licitação e que a notoriedade na prestação dos serviços já teria sido atestada pelo Tribunal de Contas do Estado.

O Ministério Público alega que foi perceptível a intenção do prefeito em favorecer o escritório de advocacia ao firmar contrato sem indagar a existência de outros profissionais disponíveis no mercado, também competentes, talvez cobrando preços mais baixos. E coloca em dúvida a necessidade de contratação, pois a prefeitura conta com Procuradoria Jurídica estruturada, que poderia assessorar o gabinete do prefeito.

A decisão - O desembargador Francisco José Moesch (relator) explica que “a inexigibilidade de licitação deriva da inviabilidade de competição - é aquele caso em que o futuro contratado reúne qualidades tais que o tornam único, exclusivo, sui generis, a tal ponto que inibe os demais licitantes, sem condições competitivas”.

Ele observou também que a lei prevê a dispensa da licitação quando o objeto da contratação for singular e houver notória especialização nos serviços.

Para o relator, “com formação e experiência semelhantes aos advogados contratados pelo município de São Leopoldo (que muito bem atuam na sua área de especialização), existem vários profissionais naquela cidade, na capital e no estado”. Segundo ele, “muitos profissionais renomados que possivelmente concorreriam a um certame se deflagrado, principalmente considerando o preço pago pelo município (R$ 6 mil mensais)”.

O processo principal continua a tramitar junto à 3ª Vara Cível de São Leopoldo (107.001.665-91).

A casa de Maria Tereza

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 26 Ago 2008 | sob: Política

A presidente da Câmara, Maria Tereza de Moraes, teve uma postura surpreendente na sessão de segunda-feira, 25, quando os vereadores da base governista, em especial Nando César, tentaram pressioná-la para colocar o projeto de repasse de verbas à Oscip Isama em votação. Dona Maria foi firme e austera como pouco se viu na sua gestão.
Por outro lado, a sala reservada à imprensa e autoridades parece terra de ninguém. Todo mundo entra e sai, toma água, café, come bolachinha e faz fuxico ao pé de ouvido. Não, não estou difamando a “moral” da casa. Só estou narrando fatos reais, que presenciei com os meus olhos e com as lentes da minha Sonynha de 8 megapixel. Vejam abaixo.

26 08 C  mara  5  - 26 08 C  mara  5
Público da plenária, inclusive crianças, “invadem a sala de imprensa

26 08 C  mara - 26 08 C  mara

O brinde de Lelo Tuani: matando a sede e saudades dos tempos de casa

26 08 C  mara  4  1 - 26 08 C  mara  4  1
O advogado da prefeitura, Zeca Junior, e o João também aproveitaram para fazer uma “boquinha” na área reservada

O nepotismo e a envergadura moral do governo

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 26 Ago 2008 | sob: Política

Viram a reportagem do site da Revista Viu!? (clique AQUI). Até aonde vai a envergadura moral dessa gente? Pelo jeito, não passa da linha de cintura. Tentaram contratar o tio do vice-prefeito, José Motta, para um cargo no governo, mas seu nome foi rejeitado pela Câmara em razão da lei anti-nepotismo. Sabe o que fizeram? Contrataram-no pela Oscip Isama, cujo presidente é Franscisco Carlos Bernal, fundador do PT (depois conto essa história) . Que belo exemplo de moralidade pública, né não? Agora querem repassar mais R$ 1 milhão de dinheiro público à Isama. Viva a Maniçoba!

Falando em nepotismo, o Supremo Tribunal Federal já decidiu que está definitivamente proibido a contratação de parentes nos três poderes: executivo, legislativo e judiciário. Com isso, tudo indica que não haverá mais exceções, como é o caso de Porto Feliz, onde a contratação é avaliada pela Câmara. Ou seja, há muita gente no governo que deverá ser exonerada, como a diretora Simone Almeida Mota, esposa do vereador Miguel Arcanjo (PT, claro) e o tio do prefeito Maffei, Paulo Moreau. Pela explícita “política da moralidade” pública do governo petista há grandes possibilidades de serem contratados pelo…Isama.

Apelou com pontapé no juíz

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 23 Ago 2008 | sob: Política

ponp   - ponp

O lutador cubano de taekwondo Angel Valodia Matos, campeão olímpico em Sydney 2000, vencia seu adversário por um ponto, quando precisou ser atendido pelo médico por causa de uma contusão no pé direito. Excedeu o tempo de um minuto regulamentar e foi eliminado pelo árbitro sueco Chakir Chelbat. Ficou furioso e apelou com um pomtapé no do juiz. Foi banido do esporte. As regras são feitas para serem respeitadas. Quem não sabe fazer isso, não deve participar do jogo. Ficar em casa, ué!?!.

Eu, Seu Gerúndio, Dr. Rei, Dr. Zéca Júnior e a moralidade do município

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 21 Ago 2008 | sob: Política

Estes dias andam corridos a mais da conta. Estou no meio de dois fechamentos de revistas de circulação nacional. E ainda tenho que estar indo ao fórum. Vejam só, a PREFEITURA (assim, em caixa alta, de instituição), por meio dos advogados de confiança do governo PT, está me acusando de ofender a honra do município. Isso mesmo, ofender a “honra da instituição prefeitura”. Sabe por quê? Bem, um dos motivos é aquela reportagem de capa da Revista Viu! de setembro de 2006, que trazia o seguinte título: VERGONHA - Como o prefeito Cláudio Maffei omitiu do Ministério Público informações sobre recebimentos ilegais de Reinaldo Crocco, que podem passar de R$ 170 mil, antes de nomeá-lo procurador do município.

Olhem só a esperteza do governo petista. A reportagem fala da atuação política do prefeito e de um advogado que nem sequer é concursado. Daí eles usam a estrutura pública, com advogados pagos com dinheiro do contribuinte, para processar o jornalismo que faz revelações de fatos reais, com provas.

Relembremos: No início da gestão Maffei, a administração municipal tinha um assessor jurídico que ficou quatro anos – isso mesmo, ANOS, não meses - recebendo pensão ilegal de cerca de R$ 900. A soma dá aproximadamente uns R$ 52 mil. Sabe o que o doutor Reinaldo Crocco Junior disse: “não conferia os holerites”. Que lindo, um diretor jurídico que nem sequer confere os holerites. Foi exonerado e depois foi chamado de volta para o então recém-criado cargo de “procurador-por nomeação”, criado por… Maffei.

O que vocês acham disso? Sentem-se orgulhosos em dizer que sua cidade tem um assessor jurídico que ficou quatro anos recebendo pensão ilegal e depois virou procurador-por nomeação - sem concurso público? Eu sinto VERGONHA disso. Dizem que ele está devolvendo o dinheiro à municipalidade, em parcelas que não passam de 10% de seus atuais rendimentos. Deve ser verdade. Mas isso não muda os FATOS. E tem mais: se a minha conta estiver certa, Dr. Rei fica mais uns 20 anos para quitar a soma dos cerca de R$ 52 mil. Concurso que é bom, nada! Mas também tem outra: para quem ficou 25 anos em cargo de confiança, o que são mais 20?

Mas voltemos ao princípio. A reportagem fala do gestor municipal e do advogado premiado com pensão ilegal, mas quem “se sentiu” ofendido e me processa é a Instituição. “Eu sou imoral, um difamador do município. Devo ser punido, expulso da cidade. Não mereço trabalhar aqui. Nem ter emprego e nem gerar empregos”. Porto Feliz só tem espaço para figuras ilustres como o Dr. Rei e os advogados pretorianos que o PT contratou para estancar qualquer tipo de questionamento ou de informação.

Querem saber mais? Um dos advogados que representa o governo nesta ação é José Carlos de Oliveira Machado Júnior, o mesmo que pouco tempo atrás apareceu nas capas de jornais declarando: “PV declara apoio irrestrito ao PT”. Em troca ganhou dois cargos na administração: um para ele mesmo e outro para o divertidíssimo Eduardo “Jacaré”. À época, dizia-se presidente do PV, o que pouco tempo depois ficou provado que não era verdade. Ou seja, vendeu o apoio de um partido que nem sequer lhe pertencia. Mas ficou no cargo e, num passe de mágica ideológico, arrumou outra sigla. Percebem a moralidade implícita nessa negociação?

Dr. Zéca Junior, vamos simplificar assim, agora quer mostrar serviço ao patrão-prefeito. Além dessa ação, ele também representa o fiscal Roberto Abiati, que também me processa. Diz que eu o ofendi porque publiquei o que sua ex-diretora da PortoPrev, Juçara Guarin, disse e confirmou em juízo e na polícia. Ou seja, só reproduzi o que a ex-diretora tinha falado sobre um assunto de notório interesse público.

Dr. Zéca Júnior ainda diz a seus próximos pelos corredores do fórum que quer que eu gaste todo o meu dinheiro (?) com advogados. Eu gasto o meu, e ele gasta o da municipalidade. Ou melhor, o seu e o nosso, caro contribuinte. O valor da causa imposta contra mim é de R$ 50 mil. Se perder, só de sucumbências parece-me que são 20%. Ou seja, a Prefeitura (Instituição, não os seus agentes) vai desembolsar R$ 10 mil de dinheiro do contrinuinte. Se eu perder, tenho de pagar do meu bolso. Na verdade, vou pagar de qualquer jeito. Uma disputa muito justa, né não?

Na prática, Porto Feliz não tem sequer um advogado concursado para o cargo. Estão todos em cargos de comissão, de confiança dos governos. Um verdadeiro exemplo de moralidade pública. Ah, tem uma advogada efetiva. Mas essa é uma outra história. Qualquer dia eu conto. Aqui ou em juízo.

“Eu sou o jornalista difamador da moral pública. Dr. Rei é o imperador jurídico do município e o Dr. Zéca é simplesmente… Júnior”. Viva a Maniçoba! Abaixo ao concurso público! Salve a “moralidade” do petistas e pretorianos do Seu Gerúndio.

Pequenos monstros

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 18 Ago 2008 | sob: Política

João Pereira Continho, colunista da Folha On Line, faz uma das melhores apresentações desta Olimpíada no texto abaixo.

Confesso: tenho assistido aos Jogos Olímpicos. A culpa não é minha. A culpa é da diferença horária: quando vou para a cama, Pequim está acordado. Deitado no leito, com a tv ligada, acompanho os exercícios. E a insônia vem a seguir.

Insônia por que? Por causa dos atletas chineses. Nada tenho contra chineses. Mas é difícil resistir ao rosto dessa gente. Americanos, russos, europeus, brasileiros - tudo gente normal, com as alegrias e tristezas de gente normal. Mas os chineses são outra história: o rosto exibe uma tensão e uma infelicidade que não se encontram nos outros. E quando falham, isso não representa uma derrota para os atletas. Representa uma tragédia de contornos apocalípticos. Como explicar o fenômeno?

Infelizmente, com política. Os Jogos não são mero desporto para a China; são uma forma do regime mostrar superioridade perante o mundo (tradução: perante os EUA), vencendo mais medalhas e apresentando uma organização imaculada, onde o fogo de artifício é gerado por computador e crianças inestéticas são dubladas por rostos mais fotogênicos. Um atleta chinês, quando entra em cena, está em guerra diplomática. Perder é morrer.

Mas existe uma razão adicional e pessoal: há trinta anos que a China persiste na sua política do filho único como forma de limitar a explosão demográfica. E essa política tem um preço: quando os casais têm um único filho, a pressão e as expectativas de sucesso aumentam, esmagando os desgraçados. A China criou uma juventude admirável: pequenos monstros que jogam a existência, sua e dos progenitores, em cada prova desportiva ou académica.

A revista “Psychology Today” relembrou recentemente alguns números a respeito. Números que arrepiam. Anualmente, as universidades chinesas produzem 4 milhões de diplomados. Mas a China, apesar do boom económico, apenas consegue absorver menos de metade. O desemprego é o caminho para a maioria, isso numa cultura que nunca tolerou pacificamente o fracasso.

Moral da história? Para começar, o suicídio é a primeira causa de morte entre os chineses mais jovens (entre os 20-35 anos); e só entre os universitários, 25% têm recorrentes pensamentos suicidas (nos EUA, por exemplo, só 6%). Conta a revista que a China lidera os problemas psiquiátricos entre crianças e adolescentes, com 30 milhões a necessitar de acompanhamento psicológico, que aliás não existe: uma das heranças perversas da tirania de Mao foi percepcionar os problemas psicológicos como “anti-socialistas”, enviando os “reacionários” problemáticos para campos de trabalho.

Música para a alma

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 17 Ago 2008 | sob: Política

Dorival Caymmi se foi ontem, aos 94 anos, num Sábado ensolarado, de pescador em… Copacabana. Ouça AQUI, na voz de Rosa Passos.

caymme - caymme

Se gostou, ouça ESTA também, Acalanto, com Nana e o patriarca Caymmi, na foto de 1979 na Lagoa do Abaeté, em Salvador. Foto: Arquivo/ Ag. O Globo

Os sete gêmeos

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 17 Ago 2008 | sob: Política

sete gemeos - sete gemeos

Que coisa extraordinária é a vida, que não cansa de nos pregar surpresas. A egípcia Ghazala Ibrahim Omar, de 27 anos de idade, deu à luz, no sábado, 16, a sete filhos. A cesariana foi realizada em Alexandria, seis semanas antes do tempo. Os médicos consideram o corrido como “um milagre”. Os quatro meninos e as três meninas passam bem.

Vereadores no fundo do poço

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 17 Ago 2008 | sob: Política

Reportagem do Correio Braziliense. Por Patrícia Aranha:

Os vereadores estão na berlinda. O brasileiro acredita que a corrupção, um dos grandes problemas do país, está mais presente nas 5.552 câmaras municipais. Depois delas, no ranking dos ambientes mais corruptos estão a Câmara dos Deputados, as prefeituras e o Senado. Apesar dos escândalos do governo Luiz Inácio Lula da Silva, a Presidência da República vem em oitavo lugar, atrás também das pessoas mais ricas, dos governos estaduais e dos empresários.

Os dados são da pesquisa encomendada pelo Centro de Referência do Interesse Público (CRIP), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) ao instituto Vox Populi e que será discutida em 4 de setembro num seminário onde também será lançado o dicionário A corrupção: ensaios e críticas, patrocinado pela Fundação Konrad-Adenauer, com artigos de 61 pesquisadores e mais de 400 páginas.

No levantamento, feito com recursos da Fundação Ford, foram ouvidas, em maio, 2.421 pessoas, em 139 municípios, desde localidades pequenas como Novo Horizonte do Oeste (RO), com 9,6 mil habitantes, até o berço do sindicalismo, São Bernardo do Campo (SP), com 780 mil habitantes, além das capitais.

Um dos coordenadores do CRIP, o cientista político Leonardo Avritzer, acredita que as câmaras e prefeituras foram identificadas como ambientes mais corruptos porque estão mais próximas da população. “Não quer dizer que as outras instituições são menos corruptas, mas que a percepção é maior no nível local”, avalia.

Família não pode ser transformada em “produto eleitoral” de campanhas

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 15 Ago 2008 | sob: Política

Como já divulguei aqui, o Partido dos Trabalhadores (PT) começou a campanha na cidade distribuindo dois mil folders a cada um dos candidatos a vereador do partido e coligados. São 60 postulantes, o que significa um total de 120 mil panfletos. É quase três vezes a população da Maniçoba.

O que mais me chamou a atenção no material publicitário foi a última página da panfletagem, onde aparece uma foto do majoritário, candidato Cláudio Maffei, e seus familiares. Vejam só, o mesmo prefeito que se sente ofendido com as críticas sobre sua postura como FIGURA PÚBLICA, não se incomoda em EXPOR PUBLICAMENTE todos os membros de sua família, em 120 MIL panfletos distribuídos em todos os cantos da cidade, inclusive uma garotinha de três anos, que nem tem o direito de se expressar se concorda em estar ali ou não.

O que tem de errado nisso? Nada! Ou tudo! Depende de seus PRINCÍPIOS e VALORES. Eu, por exemplo, jamais tocaria nesse assunto se não fosse essa exposição explícita em propaganda eleitoral. Se o senhor prefeito-candidato decidiu expor a imagem de seus familiares em 120 mil panfletos de propaganda eleitoral, deve ter calculado, junto com seus marqueteiros de campanha, o que isso representa, em prós e contra. São os “valores” do PT. Então, não sou eu quem está invadindo sua “privacidade”, mas sim ele que está transformando a sua vida e de seus próximos em argumento eleitoral. Ou seja, Maffei politizou até sua família!

Algum incauto pode berrar: “mas todos os políticos fazem isso”. Todos é uma generalização perigosa. Poderia-se até dizer que é um recurso recorrente em campanhas eleitorais, o que não torna o apelo válido. Mesmo assim, o caso nativo é emblemático para discutirmos aqui os princípios e valores dos candidatos, pontos que considero de extrema importância no processo de avaliação dos representantes PÚBLICOS.

As discussões sobre o que é público e privado são antigas e sempre dividiram opiniões calorosas. Eu, pessoalmente, defendo a tese de que a atuação de uma pessoa pública não está isolada de seu comportamento na vida privada. A personalidade adquirida no exercício de cargos e funções públicas não são como um paletó, que se veste e despe de acordo com as conveniências momentâneas. Vejam o que diz o ministro do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio Mello: “O homem público está na vitrine, é um livro aberto, e, evidentemente, se ele personifica o Estado, o faz com impessoalidade, ou seja, não pode se mostrar sensível quanto a pessoa dele próprio, a visão tem que ser outra” .

Voltemos, então, ao caso específico da campanha política. Se o candidato, seja quem for, apresenta sua família como referência para avaliação dos eleitores, seria correto informá-los sobre quaisquer distúrbios que possam vir a ocorrer no futuro. Ou seja, se o eleitor votou em determinado candidato porque viu na propaganda que ele é uma cara “família”, qual o problema em noticiar, depois, os distúrbios que essa família possa vir a ter? Percebam que, nesse caso, a opção em transformar a “privacidade” em produto de propaganda eleitoral foi do próprio candidato. Não queira ele, mais tarde, vir acusar a imprensa ou qualquer outro de “invadir” sua vida pessoal ou de seus…familiares.

Mas por que o candidato petista resolveu seguir esse caminho? O fato é que, na última eleição não pôde usufruir de tal recurso, já que se casou, pela segunda vez, praticamente às vésperas da eleição. Não vou entrar em detalhes sobre a nova configuração do que ele apresenta em sua panfletagem. Mas será que, depois de quatro anos de governo, não tem qualidades mais explícitas de sua capacidade administrativa para mostrar aos eleitores? Será que é prudente expor a imagem de uma criança de três anos, filha de uma autoridade, em 120 mil panfletos de campanha? Não seria melhor preservá-la desse tipo de exposição gratuita, até por razões de segurança?

Acredito que a discussão é oportuna e, como já disse, o caso da panfletagem do PT emblemático. As eleições e o processo político não podem ser transformados em meros produtos, como querem fazer entender os marqueteiros eleitorais. Na busca inescrupulosa pelo Poder, honestidade e família deixaram de ser quesitos básicos e passaram a ser qualidades para se “vender” um candidato. Uma verdadeira aberração.

Calma lá! Há, antes de tudo, valores e princípios que devem ser preservados. Se não observarmos esses pontos agora, na primeira instância do processo democrático de eleições, não será nas dimensões estaduais e federais que o faremos. O município é o princípio, com o perdão da rima. A família é uma instituição que deve ser respeitada e, sobretudo, preservada. Transformá-la em mera mercadoria eleitoral é um atalho perigoso. Pode ser um caminho só de ida!

Candidato sem “colinha”

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 11 Ago 2008 | sob: Política

Vejam só que falta faz uma “colinha” no debate. Tem candidato que não consegue formular uma linha de raciocínio. Tadinho!

Algemas: agora somos todos do PT. Ou: Sobre “garantismos”

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 08 Ago 2008 | sob: Política

Mudei a pensata da semana aí ao lado - direito, é claro. O autor é o jornalista Reinaldo Azevedo, o mesmo que escreve o artigo aí debaixo. Mas por que o articulista é recorrente neste blog? Ok, explico no próximo post.

O uso de algemas, como vimos, divide opiniões. Há uma questão que não me abandona desde que Márcio Thomaz Bastos era ministro da Justiça — e que não mudou na gestão Tarso Genro: por que nunca vimos petistas e/ou colaboradores com as argolas nos braços? Quantos deles tiveram decretada a prisão temporária ou preventiva? Segundo os meus critérios e os agora especificados pelo STF, é bem possível que isso nem tivesse sido necessário. O problema é que eles não chegaram nem sequer a ser importunados pela polícia, ainda que com suavidade. Um pouco de ironia? Vamos lá: ao menos no que concerne às algemas, agora todos temos as prerrogativas dos petistas — somos todos do PT. Sim, é uma ironia. Mas a questão é muito séria. Já chego lá.

Reagindo à decisão do STF, Tarso Genro saiu-se com uma afirmação um tanto estranha — aliás, ele tem falado línguas estranhas, e não parece ser um dos dons do Espírito Santo: “Boa decisão do Supremo. Todo enfoque que a gente defendia está reforçado por esta decisão. O agente público vai verificar no período da custódia e vai efetuar, ou não, o uso das algemas, independentemente da condição social do custodiado”. Desde que fiquei conhecendo alguns versos de Tarso Genro, sua expressão verbal provoca a minhas inteligência:
- o agente público, em especial a sua Polícia Federal, já não agia assim antes?; - as algemas já não eram usadas independentemente da “condição social do custodiado”? Fico impressionado como Tarso é sempre tentado a ceder a alguma forma de arranca-rabo de classes — já que a luta de classes, coitadinha, foi aposentada pelo INSS mental das esquerdas.

Já escrevi ontem em tom um tanto, como disse, pesaroso: fico impressionado como uma decisão que cumpre com rigor o estado democrático e de direito ganha ares polêmicos e se confunde com mais uma manifestação de impunidade. Nas faculdades, isso deveria ser matéria de reflexão, mas acho que não vai. E não vai porque todas as esferas profissionais ligadas, de algum modo, às leis — os cursos, a advocacia, a Justiça, o Ministério Público — estão contaminadas pelo militantismo. Vinte e sete anos de patrulha organizada das universidades tentam arrombar as portas da institucionalidade para criar atalhos que se confundem com um linchamento legal — já que, com efeito, não se fazem as reformas para agilizar a Justiça. Temos assistido a coisas de estarrecer. Vivemos, assim, o Koyaanisqatsi (nossa! Como já sou antigo…) do direito. Está tudo em desalinho.

O tal arranca-rabo de classes transformou-se num norte moral de muitos promotores e juízes, que se ocupam pouco de achar o direito na lei e dizem preferir achá-lo na rua. É uma variante da “justiça com as próprias mãos”, que faz, no entanto, a mímica do estado de direito. A ordem legal é tratada como um entrave para a Justiça. Em vez da mobilização para reformá-la, opta-se pelo by pass. Não, não desconfio do amor à Justiça do juiz Odilon de Oliveira, de Campo Grande (MS), por exemplo. Mas ele é dono de uma expressão assustadora: censura o que chama de “garantismos” de investigados. Se algo está na lei — é “ia”, não é “ismo”; é “garantia”, não é “garantismo”. Ou se mude a lei.

Sim, isso tem história. E os mais curiosos devem procurar os posts que escrevi aqui ao longo do tempo sobre uma corrente chamada “O Direito Achado na Rua”. Seus principais alvos são o que um de seus teóricos chama de “catedr’áulicos”. Para eles, os “catedr’áulicos” são aqueles que exercitam os códigos legais. E todos eles são “áulicos” do… sistema!!!

E os juízes e promotores de “ficha suja”? Querem um exemplo bem interessante? A AMB — Associação dos Magistrados Brasileiros — levou até o Supremo a tentativa de impedir a candidatura dos tais “fichas- sujas”. Basta que um promotor entre com uma ação contra um político e pronto! Está na lista negra. E nem mesmo adianta a absolvição, como é o caso, por exemplo, do prefeito Gilberto Kassab. Como o Ministério Público recorreu, ele continua no rol. Mas notem: até que não haja decisão sobre o recurso, vale a sentença: Kassab é inocente. Não exatamente para a AMB. E se trata, reitero, de uma associação de juízes.

Ora, cabe uma pergunta, não é? A própria AMB aceitaria fazer a lista dos juízes de “ficha suja”? E se o Congresso a fizesse? E as entidades que reúnem os promotores? Por que não fazem a sua? Noto que o político, vá lá, ainda precisa passar pelo crivo das urnas. O juiz ou promotor, mesmo processados, continuam com todas as suas prerrogativas — inclusive, no caso dos primeiros, a de botar alguém em cana. Um promotor, mesmo processado, não tem minimamente comprometidas as suas licenças para investigar quem quer que seja.

No caso da tal Operação Satiagraha, resta inequívoco que a Justiça deu à Polícia a faculdade de xeretar o histórico telefônico de todo e qualquer brasileiro. A investigação policial no Brasil, como vimos, se resume a grampos. Nesse caso, imaginem só, há 59 mil horas (!!!) de conversas gravadas. Na época do mensalão, eu teria me contentado com 1/59 disso. Talvez bastassem mil horas para botar alguns espertalhões na cadeia. Ou quem sabe umas 300 horas para pegar os aloprados do dossiê. Ou 150 para chegar à real autoria do dossiê contra FHC-Ruth. Mas quê…

Furor e ideologia Com exceções que só confirmam a regra, tanto furor investigativo têm também uma marca ideológica. Não, nem se trata exatamente de um esforço para “pegar” os “inimigos do PT”. A coisa é um tanto mais perigosa do que isso. A ambição é corrigir os desvios de todo um “sistema”, que boa parte de nossas salientes autoridades consideram mau, perverso. Em seu relatório, o delegado Protógenes Queiroz deixa claras as suas inconformidades com o sistema. Em seu primeiro relatório, ele promete resistir até ao desvirtuamento do fundo soberano (e fictício) de Mantega. Num texto ao Estadão, o juiz Fausto De Sanctis revela uma espécie de saudade do nosso passado pré-colonial — quanto só havia índios por aqui. Se não ficarmos atentos, o direito e suas áreas conexas se tornarão, no Brasil, uma espécie de centro de resistência a esta famigerada “economia de mercado”.

Há gente achando que o povo não sabe votar. Há gente achando que o povo não sabe o que é bom para si mesmo. Há gente achando que o povo não sabe nem comer biscoito — querem proibir a propaganda. Pode até ser tudo verdade. Mas a solução “deles” é bem pior.

Ou começamos a fazer já o debate sobre as liberdades públicas, ou um futuro preocupante nos aguarda. Afinal, daqui a pouco, esses Torquemadas serão maduros e estarão eles próprios no Supremo. E eu lhes asseguro: se um jovem porra-louca faz estragos, vocês não imaginam do que é capaz um velho porra-louca. Há certa crença infundada de que idiotas não envelhecem… É mentira! Talvez durem mais do que os sábios…

Reitero: que essa gente toda que sonha em encurtar a distância entre o delito e a pena se mobilize para reformar o Judiciário e as leis. É o único caminho aceitável na democracia. O resto é ação bandoleira de quem acha que pode posar de justiceiro para “satisfazer os anseios do povo”.

STF: relator vota contra barrar candidato com ‘ficha suja’

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 06 Ago 2008 | sob: Política

Vejam reportagem de Laryssa, do site Terra:

O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou hoje pela rejeição do processo movido pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), que busca barrar na Justiça candidatos a cargos eletivos que tenham pendências judiciais. De acordo com o magistrado, não se pode considerar, a pretexto de um cenário de “purificação” das candidaturas, que os políticos que respondem a processos no Poder Judiciário não tenham o direito de ser candidatos a cargos eletivos. “O fim não justifica os meios”, observou, destacando que o Judiciário “não pode agir abusivamente” e barrar as candidaturas.

“A presunção da inocência representa uma notável conquista histórica dos cidadãos em sua permanente luta contra a opressão do poder. Ninguém se presume culpado nem pode sofrer sanções ou restrições senão na condenação transitada em julgado. A presunção da inocência tem prevalecido nas sociedades civilizadas como valor fundamental e exigência básica de respeito à dignidade da pessoa humana”, avaliou o magistrado, relator do processo que avalia a legalidade da candidatura de políticos com pendências judiciais. “A prudência exige que a perda desses fundamentais direitos (de ocupar cargo eletivo) só ocorra com a ação julgada transitado em julgado”.

A ação da AMB julgada pelo STF contesta trecho da Lei de Inelegibilidades e uma recente interpretação do TSE segundo as quais apenas a condenação definitiva do candidato no Poder Judiciário, sem qualquer possibilidade de recurso adicional, poderia ser capaz de provocar a rejeição dos registros de candidaturas e impedir a disputa das eleições. A entidade pleiteia ainda que o Supremo dê aval para que os juízes utilizem o trecho da Constituição que dispõe sobre a vida pregressa dos candidatos para que eles próprios possam rejeitar registros de candidatura. Além de Celso de Mello, outros 10 ministros devem opinar sobre o caso.

Em um longo voto de 91 páginas, o relator se manifestou favorável à divulgação de informações sobre a vida pregressa dos candidatos, destacando que “o cidadão tem o direito, por meios idôneos, de ser informado sobre a vida pregressa dos candidatos”. “A vida pregressa não deve ser um domínio sigiloso ou inacessível aos cidadãos. (O eleitor tem o direito de) censurar pelo voto os candidatos eticamente desqualificados. Somente os eleitores dispõem de poder soberano e legítimo para rejeitar pelo exercício do voto candidatos ímprobos, são os únicos juízes da escolha ou não daqueles candidatos”, disse.

Celso de Mello lembrou, no entanto, que existe entendimento do STF considerando que o trecho da Constituição que dispõe sobre as pendências judiciais dos candidatos não é auto-aplicável, ou seja, não pode ser utilizados pelos juízes na análise dos registros das candidaturas. “Pertence ao indivíduo o direito de recorrer”, disse o ministro.

No início do julgamento, o procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, argumentou que a Constituição prevê “padrões mínimos” de probidade administrativa e moralidade para que candidatos possam disputar cargos eletivos. O advogado-geral da União, por sua vez, observou que a adoção do critério de preservar as candidaturas de políticos com “ficha suja” obedecem o princípio constitucional da presunção da inocência.

Para José Antonio Dias Toffoli, a controvérsia sobre a legalidade de se barrar candidatos com ficha suja realmente existe e entendemos que compete a Suprema Corte dirimir essa controvérsia em relação às eleições que se avizinham”, disse o advogado-geral.

Questão preliminarOs ministros do STF também rejeitaram, antes de analisar o caso propriamente dito, uma questão preliminar que contestava a legitimidade da AMB de propor uma ação no Supremo. Pela legislação, essas entidades de classe, como a dos magistrados, só podem recorrer à Suprema Corte se o tema que elas estiverem contestando disser respeito à sua atuação direta, no caso, os juízes, e não candidatos com “ficha suja”.

A maioria dos integrantes do STF, no entanto, considerou que a AMB pode propor essa ação normalmente. Os ministros Marco Aurélio Mello, Eros Grau e Menezes Direito votaram em sentido contrário e foram vencidos pelos demais.

Luz para Todos é direcionado a cidades do PT e de aliados

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 04 Ago 2008 | sob: Política

Por Silvio Navarro e Ranier Bragon, na Folha de S. Paulo de hoje (4/8)

Um dos principais programas sociais do governo Lula, com alto potencial de capitalização por parte dos prefeitos no interior do país, o Luz para Todos teve calendário de inauguração de obras direcionado a municípios administrados pelo PT desde 2004, quando foi criado pela então ministra de Minas e Energia e hoje chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.

Ao todo, comunidades rurais de 13,2% das prefeituras petistas receberam os cabos de energia do “Luz” -52 pequenas cidades. Só o PC do B, aliado histórico da sigla, teve desempenho melhor (15%), percentual que deve ser relativizado devido ao número pequeno de administrações dos comunistas.

Se analisados os Estados com maior volume de inaugurações do programa, o campeão é o Rio Grande do Sul, berço político de Dilma. Dos 10 Estados com maior índice de prefeituras beneficiadas, 8 têm governadores aliados, sendo 5 do PMDB, que hoje chefia o ministério. Assinante da Folha leia mais AQUI:

Até Boituva está na lista das cidades mais desenvolvidas

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 03 Ago 2008 | sob: Política

A Folha de S. Paulo publica neste domingo, 3, reportagem muito interessante sobre as cidades de SP que lideram estudo sobre desenvolvimento. Veja abaixo parte do texto on line de Antônio Gois e Janaina Lage. Volto depois:

Um novo índice que tenta avaliar a evolução dos municípios ano a ano mostra que, dos cem municípios com maior desenvolvimento, 87 estão no Estado de São Paulo. De acordo com o novo indicador, apenas 4% das cidades brasileiras têm desenvolvimento que pode ser considerado alto.
O primeiro colocado na lista é Indaiatuba, na região metropolitana de Campinas, com 0,9368 ponto. O indicador varia de 0 a 1 e, quanto mais próximo de 1, maior o patamar de desenvolvimento, medido a partir de variáveis de emprego e renda, educação e saúde.
Os dados são referentes ao ano de 2005, e o índice foi elaborado pela Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) a partir de dados oficiais dos ministérios do Trabalho, da Educação e da Saúde.
Um dos diferenciais das cidades de São Paulo foi o resultado em educação. Analisando apenas os dados de renda e emprego, o Estado tem 42 cidades entre as cem melhores. Em saúde, é o Rio Grande do Sul o que mais tem municípios bem colocados (43), seguido por São Paulo (23). Em educação, no entanto, todas as 189 primeiras do ranking são paulistas.
A explicação para o bom desempenho paulista na educação é que, entre os dados utilizados pela Firjan no cálculo, estão o Ideb (indicador do MEC que avalia a qualidade da educação) e a taxa de distorção idade-série, que mede quantos alunos estão atrasados em relação à série que deveriam estar freqüentando pela idade.
Como municípios pequenos de São Paulo vão bem no Ideb e muitos deles trabalham em sistema de ciclos, seus indicadores de repetência são melhores do que a média nacional.
Além da explicação do bom resultado em educação, a lista dos municípios de São Paulo entre os cem mais bem colocados inclui cidades que se tornaram pólos industriais, receberam empresas de tecnologia ou investiram no agronegócio.
Na avaliação do presidente do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), órgão do governo federal, Márcio Pochmann, o Estado passou por um processo de descentralização da atividade produtiva.
“Nas décadas de 1970 e 1980, essa descentralização avançou para a região metropolitana de São Paulo, mas a partir da década de 1990, esse raio se tornou muito maior”, disse.
A Firjan destaca o avanço de Gavião Peixoto, um município com menos de 5.000 habitantes que passou da 458ª colocação no ano 2000, para o décimo lugar em 2005, depois de se tornar um grande pólo da indústria aeroespacial.
Entre os cem piores resultados do índice, Maranhão, Piauí e Bahia respondem por 86 municípios. A análise por regiões mostra que, dos 500 primeiros colocados no ranking, 480 estão nas regiões Sul e Sudeste, e três quintos deste total estão em São Paulo.
Entre os 500 últimos do ranking, 421 estão no Nordeste. A pior cidade de São Paulo é Taquarivaí, que fica na 3.417ª posição entre 5.559 municípios.

Interior
Os dados do novo índice mostram que 82 dos 100 mais bem colocados contam com menos de 300 mil habitantes, e metade do total têm menos de 100 mil habitantes. “O custo de oportunidade no interior caiu muito e estimulou essa nova configuração”, afirma Patrick Carvalho, chefe de Divisão de Estudos Econômicos da Firjan.
Outro sinal da maior velocidade de expansão do interior é que 13 Estados cresceram mais do que suas capitais -o que indica que o desenvolvimento foi mais acelerado nos municípios do interior.
O principal exemplo é Minas Gerais, que registrou um crescimento de 21,3% de 2000 a 2005. No mesmo período, a capital, Belo Horizonte, teve alta de 10,6%.

VOLTEI - Na versão impressa, que está nas bancas, há um quadro mostrando alguns dos municípios que mais se destacaram. A vizinha Indaiatuba está em primeiro lugar, como poderia-se prever. Sorocaba aparece em 17º, Jundiaí em 19º e até Boituva está bem colocada, em 25º. Porto Feliz, oras, não aparece.

Pelo jeito, o pessoal que fez a avaliação anda com o corpo ereto e não leva em conta a massa asfática que recapeia os problemas de origem e ofusca uma visão mais realista. A reportagem acima explica que foram levados em consideração oportunidade de trabalho, educação e saúde. Diz ainda que cidades com menos de 100 mil habitantes do interior de SP levam vantagem. Mesmo assim a Maniçoba ficou de fora e perdeu até para Boituva, que há pouco tempo atrás pertencia a comarca de Porto Feliz.

Candidato deu uma “idéia”: Maffei poderia se chamar “Bemfeiz”. Só Mazaropi mesmo!

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 02 Ago 2008 | sob: Política

Todo mundo aqui do blog sabe que o prefeito está me processando só porque nos referimos aos seu jeito peculiar de falar, usando e abusando do gerundismo. Pois bem, ontem, no comício do Gole, um de seus candidatos deu uma idéia: “Maffei é tão bão pra Porto Feliz, que deveríamos chamar de “Bemfeiz”. Então tá!

Viram só. Não sou só eu que se refere ao prefeito com humor. Mazaropi (não o saudoso artista, mas o pintor de faixas) também sabe ter bom-humor, mesmo com uma causa duvidosa. Se o prefeito-candidato usar da mesma suscetibilidade pessoal que teve comigo, processa o seu candidato. Muito improvável, convenham… A suscetibilidade do senhor prefeito sabe a hora certa de agir.

Se Mazaropi acha que Maffei pode ser “Bemfeiz”, o vereador-candidato à reeleição Miguel Arcanjo também deixou a sua. Disse que Lula é “o cara”. ” Esse CARA conseguiu chegar até ser presidente”.

Pois é, Miguelito, trata-se de um precedente de muita importância. Se Lula, um apedeuta chegou lá, imagine você, meu caro, que é um professor com nível superior. Um dia pode até ser prefeito da Maniçoba, hein? Se os seus correligionários deixarem, é claro. Por enquato, o Bronze está várias cabeças à sua frente, né não?

Campanhas nas ruas

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 01 Ago 2008 | sob: Política

O processo sobre a impugnação do Seu Gerúndio continua nas mãos da juíza. Novidades só na semana que vem. Mas tenho informações importantes sobre as campanhas. Vejam só, a corrida eleitoral mal começou e o PT está distribuindo material para seus candidatos de toda a coligação. E não é pouca coisa. Cada um dos postulantes recebeu 2 mil folhetos, em papel couche, mais 100 adesivos. Considerando que são 60 candidatos a vereador, a soma dá 120 mil panfletos e 600 adesivos. E vem mais material, já avisaram.

Já avisaram, também, para nenhum dos candidatos fazer publicidade na Revista Viu! Quem deu o recado foi Agnaldinho Leite, o homem que deixou um currículo invejável em Jundiaí. Uma jornalista da cidade me disse que o chamavam de Agnaldinho 30. Por quê? Não sei. Perguntem a ele.

O chefe de campanha ainda tentou negociar com um dos representantes comerciais da revista. “Se vocês dessem uma trégua, a gente poderia tentar reverter isso. Não faz sentido abastecer o inimigo.”

Trégua de quê, cara pálida? De jornalismo? Viram só como eles tratam a notícia como mercadoria? Acham que podem comprar tudo… Falei com o editor e ele me disse que a revista não vive de quatro em quatro anos. Ou seja, pode tocar sua campanha sem a Viu! que a Viu! toca seu jornalismo sem os “santinhos” do PT.

Enquanto isso, o candidato do PV, Erval Steiner, já colocou sua campanha na rua? Anda mais tímida do que mocinha virgem. Será que terá fôlego pra aguentar os 120 mil “santinhos” do PT?

Deu no site da Viu!: Justiça confirma candidatura de Erval

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 31 Jul 2008 | sob: Política

Quem diria: a candidatura de Erval Steiner (PV) foi deferida pela Justiça e a de Cláudio Maffei (PT) ainda aguarda julgamento. Ou seja, por enquanto a cidade só tem um candidato, e não é o petista, como todos previam. Política tem dessas coisas….Leiam a matéria de Juliana Machado, do site da Viu! AQUI

Mais sobre “petralhotários” e “petralhantras”

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 30 Jul 2008 | sob: Política

O blog do Tio Rei nos ensina a distinguir um “petralhotário” de um “petralhantra”. Vejam como as definições deixam as coisas cada vez mais claras:

Imprensa
O petralhantra tem na imprensa seu principal inimigo e, por isso, decidiu comprar os anões morais e as ratazanas do subjornalismo.
Já o petralhotário, quase sempre um duro, ressentindo e que se sente passado para trás por gente mais talentosa do que ele, é leitor assíduo do que produzem os Mãos-Peludas.

Mídia
Um petralhantra vive acusando a imprensa de perseguir o PT, mas sabe que isso é mentira. Afinal, há mais pessoas que acreditam nos petistas nas redações do que no próprio partido. A acusação tem funcionado: muitos veículos resolvem puxar o saco do petismo só para provar que não são tucanos.
Um petralhotário acredita que, de fato, existe uma conspiração no que ele chama “mídia” contra os interesses populares.

Privatizações
Os petralhantras sabem que as privatizações foram e são um bem para o Brasil. Eles só não se conformam é em não levar a sua parte na negociação das empresas privatizadas com o estado. Por isso, estão sempre metidos em negociatas.
Já o petralhotário, coitado, não levada nada e está convicto de que o Brasil era bem melhor quando a Telebras, a Vale do Rio Doce e a Embraer estavam nas mãos do estado. Um deles até me escreveu lembrando os “benefícios” do estatismo na telefonia: “O bocó. Vc comprava ações da empresa, lembra? Vc so tem um neuronio em funcionamento”.

Futuro
Um petralhantra tem garantido o seu próprio futuro e o de várias gerações. Uma única negociata pode render milhões de dólares. Imaginem dezenas… Se preciso, vive também do achaque.
Já um petralhotário vive contando o seu suado dinheirinho e acredita que não está em melhor situação por culpa do capitalismo.

Música
Um petralhantra viaja para os EUA e Europa com o dinheiro dos petralhotários para tomar um “banho de cultura”.
Já um petralhotário antevê a revolução do cavaquinho, aquele instrumento que pode ser tocado com algemas, numa rodinha regada a um legítimo uísque nacional…

Capilé, bufunfa, propina
Um petralhantra pega empréstimo no BNDES e depois não paga.
Já um petralhotário paga juros escorchadores (ver dicionário) e aplaude a revolução do crédito: “Nunca antes neztepaiz…”

Voz ativa, voz passiva
Um petralhantra, em suma, engana os otários.
Um petralhotário, em suma, é enganado pelos pilantras.

O “petralhotário” e o “petralhantra”

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 29 Jul 2008 | sob: Política

Leiam o que segue abaixo, do do blog do Reinaldo Azevedo. Explica muita coisa do que se fala por aqui. Diria até que é “didático” para explicar uma certa espécie com a qual convivemos de perto. Volto mais tarde para falar mais sobre dinheiro nas campanhas.

No texto “O monopólio da verdade dos mentirosos”, faço uma distinção que considero importante e que passarei a incorporar ao conjunto de neologismos deste blog. Vamos nos lembrar. O que é um “petralha”? É o cruzamento de um “petista” com os “Irmãos Metralhas”, aqueles que viviam de olho na caixa forte do Tio Patinhas. É uma categoria de gente que tem uma teoria para justificar o “roubo social”. Para eles, bater a carteira do próximo, especialmente o erário, é permitido se for para construir o partido.

Todo petista é “petralha”? Em tese, não — embora eu não compreenda o que faz um não-petralha ser petista, confesso. Mas vá lá: admito a hipótese em teoria ao menos. Mas todo petralha é petista — seja pela natureza do vocábulo, seja pela moral que ele designa.

Precisamos distinguir os petralhas, não é? Há os petralhas que são pilantras dentro da pilantragem ideológica. Explico-me: dizem que estão pegando a bufunfa para construir o partido, mas estão é cuidando do próprio futuro. Assemelham-se a esses gurus e líderes de seitas que arrancam o coro de fiéis idiotas para comprar limusines, mansões, emissoras de TV, jornais… É, em suma, um “petralhantra”. E existe o “petralhotário”.

Mas o que é o “petralhotário”? Como o nome evidencia, é a mistura de petista, metralha e otário. À diferença dos chefes, os petralhantras, o cretino não ganha nada. Ao contrário: ele só dá. Dá a sua boa-fé desinformada, a sua esperança obscurantista e, claro, o seu dinheirinho. Direta e indiretamente, ele acaba contribuindo para financiar a máquina partidária que faz a fama e a fortuna dos petralhantras.

Sobre impugnações, bens e grana das campanhas. PT pode gastar até R$ 600 mil

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 29 Jul 2008 | sob: Política

Viram só a que situação chegamos? A Maniçoba não tem candidatos a prefeito! Pelo menos por enquanto, já que os nomes de Cláudio Maffei e Erval Steiner foram impugnados. É verdade que já havia uma grande expectativa com relação ao ex-prefeito Erval, mas o que será houve com relação à candidatura do petista? Na prefeitura, ninguém dá muita explicação, como sempre. O que soube de fontes lá de dentro é que o homi teve um chilique quando soube da decisão da justiça. Queria subir pelas paredes, arrastando seus advogados.

As impugnações podem ser revertidas com recursos, nos dois casos. Mas a situação bizarra já está estabelecida. Acho muito pouco apenas dois candidatos em uma cidade com tantas linhas (ou grupos) de pensamento e interesses distintos. Vejo isso como um atrofiamento político, gerado pela forma perversa de como se pratica a política local. Quem ousa a ser adversário, logo vira inimigo e é perseguido. E isso não é de hoje!

Mas voltemos às candidaturas. Não são só as impugnações que chamam a atenção. Há uma diferença gritante na relação de bens dos dois candidatos. Erval declarou ao TSE patrimônios no valor de R$ 258.396,16. Já seu concorrente petista, Maffei, afirma que “não tem bens”. Isso mesmo: não tem nadinha de bens. É, no mínimo, estranho que um prefeito não tenha sequer uma casa em seu nome. Nem um carro? Nem uma bicicleta?

Outro detalhe. O candidato do PT declarou que os gastos em sua campanha podem chegar a R$ 600 mil. Ulalá! É uma bela grana, hein. A pergunta é inevitável: de onde virá tanto dinheiro? Perguntem vocês mesmo, porque a mim ninguém responde.

E Erval? Bem, não sei os números que ele apresentou este ano, mas na última eleição foi de R$ 20 mil. Só isso? Pois é, Erval economizou muito e perdeu por R$ 150 votos, que na prática seriam 76. O PT, como sempre, não foi nem um pouco modesto na previsão de gastos: R$ 400 mil, contra R$ 150 mil de Cássia Angelieri e R$ 20 mil de Dito Mâncio.

A verba empenhada não é necessariamente a verba gasta. Mas as projeções dos números são um bom parâmetro para se aferir o potencial e disposição financeira de cada partido para chegar ou se manter no poder. Como dizem. “quem pode mais chora menos”, né não?!?

“Governo engorda receita de aliados”

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 22 Jul 2008 | sob: Política

Reportagem do Estadão de hoje, por Sônia Filgueiras e Sérgio Gobetti, de Brasília:

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva abriu o cofre para os aliados no ano das eleições municipais. Das 50 cidades que mais receberam transferências federais, a base aliada administra 43. Ao todo, o governo federal já liberou R$ 8,5 bilhões para convênios com Estados, municípios e entidades públicas e privadas desde o início do ano. Metade disso foi paga nos últimos 40 dias, com a proximidade do prazo final estipulado pela Lei Eleitoral para que o governo inicie obras.

A reportagem do Estado identificou os 935 municípios que receberam mais de R$ 800 mil neste primeiro semestre. O grupo soma R$ 2,7 bilhões em liberações. Destes, 81% dos recursos foram repassados para partidos da base aliada - o PT, que tem 7% dos prefeitos do País, abocanhou 23% das verbas, seguido por outra sigla governista, o PMDB, com 22% dos recursos liberados.

Ou seja, os prefeitos do PT e do PMDB, juntos, receberam 45% dos recursos liberados para todos os municípios pesquisados. Com o PSB e o PR na soma, essa conta sobe para 60%. Dos oposicionistas, o PSDB é o que teve a maior parcela de repasses, com 10%. Todos estes dados são oficiais e foram coletados pela assessoria do DEM no sistema eletrônico de registro dos gastos federais (o Siafi) e processados pelo Estado.

A Prefeitura de Salvador, com 2,8 milhões de habitantes e dirigida pelo candidato à reeleição João Henrique, do PMDB, é a maior beneficiária: R$ 99,3 milhões. A capital baiana recebeu R$ 75 milhões por obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), repassados pelo Ministério das Cidades. Do Ministério da Integração Nacional, comandado pelo peemedebista e também baiano Geddel Vieira Lima, recebeu outros R$ 5 milhões. Um dos convênios, assinado em 1º de julho, teve a primeira parcela, de R$ 2 milhões, liberada no mesmo dia.

A Lei Eleitoral proíbe que, até o final da eleição municipal, o governo federal transfira verbas para pagamento de obras que não tenham sido iniciadas até 4 de julho. Por isso a pressa dos ministérios em assinar papéis e fazer o primeiro pagamento ainda em junho ou início de julho.

Leia mais AQUI

Pensamentos e convicções

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 22 Jul 2008 | sob: Política

Mudei a “Pensata da Semana”, sempre ao lado direito, mas mantive o autor. Falarei mais sobre o assunto na minha coluna da próxima edição da Revista Viu! Aguardem! Ningue´m vai algemar meus pensamentos e minhas convicções!

“O direito achado na rua”

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 22 Jul 2008 | sob: Política

Sei que o blog é muito acessado pelos advogados da cidade. Uns, a maioria, em busca de informações e debate de opiniões; outros, tadinhos, atrás de alguma moedinha jogada na sarjeta. Dão uma “lustrada” nela e tentam vendê-la pelo valor de seus interesses pessoais e proselitistas. Por um lado ou por outro, segue abaixo artigo de Reinaldo Azevedo sobre um tema muito instigante e que vem ganhando campo nas universidades de Direito. Trata-se do “Direito Achado na Rua” A íntegra e outros artigos do Jornalista (com caixa alta mesmo) podem ser acessados no link da coluna do lado. Direito, é claro!

(…)
Notem bem: falo de um corrente, não de um clubinho. Não existe carteirinha de filiação a um “partido”, mas a comunhão de um conjunto de valores. Há pouco mais de um ano, expus a vocês o que é essa tal corrente: trata-se da teoria gramsciana aplicada ao direito — e, entendo, em vez de Justiça, ela opta pelo justiçamento. É um pouco longo, mas vale seguir o mapa de uma teoria que subverte o estado democrático e de direito sob o pretexto de fazer a Justiça chegar aos pobres. Acompanhem:
*
Tenho aqui em mãos uma preciosidade. Trata-se do que poderia ser definido como a carta de princípios de uma estrovenga chamada “O Direito Achado na Rua”. Foi publicado pela Editora UnB e elaborado pelo Núcleo de Estudos para a Paz e Direitos Humanos. Paz? Si vis pacem, para bellum, já ensinava adágio latino. Se queres a paz, prepara a guerra. E foi o que os valentes fizeram.
(…)
Mas que diabo é “O Direito Achado na Rua”? Trata-se de uma formulação teórica, que aspira a uma corrente, inspirada num troço chamado NAIR, pomposamente traduzido por “Nova Escola Jurídica Brasileira”, de que o grande mestre foi Roberto Lyra Filho (1926-1986). De tal maneira se encantou com a sua obra, que ficou conhecido no meio como “o homem da NAIR”, até que virasse simplesmente “o Nair”.

“O Direito Achado na Rua”, conforme é definido por seus adeptos, busca combater o que consideram o “legalismo”. Entenda-se por isso o conjunto das leis que aí estão, que estes bravos avaliam ser vincado pelas desigualdades de classe. Daí que se ocupem, na prática, de combater esse formalismo, digamos, classista em benefício de um “verdadeiro direito”, que seria aquele formulado pelas lutas sociais. Já contei isso aqui. Mas as crias da NAIR acharam que eu estava sendo simplista. De certo modo, é verdade. O conjunto da obra é bem pior do que eu imaginava.

A cartilha que tenho aqui dá o caminho das pedras. Lyra, por alcunha “o Nair”, não brincava em serviço. Informam-me, por exemplo, que era versado na obra de Gramsci, o pai do totalitarismo perfeito. Gramsci, como sabem, é o teórico comunista italiano que deu o caminho das pedras: forneceu o instrumental teórico para que a esquerda açambarcasse as instituições da “sociedade burguesa” e as usassem a serviço de sua causa.

“O Nair” era um verdadeiro guru, um mestre. Num texto de sua autoria, que está no manual, ele ensina como devem agir seus gafanhotos. Reproduzo um trecho para que continuemos. Vejam como ele se dirige ao jovem estudante de direito:

“Vocês devem, inclusive, aproveitar as lições de seus mestres conservadores. Se o ceguinho remói as suas fontes, se o catedr’áulico (SIC) irrita com a arrogância do cortesão, se o nefelibata dá sono com os seus discursos, onde há pérolas de erudição sem um fio que as reúna em colar de verdadeira cultura — todos eles, sem querer, trazem milho para o nosso moinho.
A questão é não comer o milho (não somos galinhas agachadas diante dos falos de terreiro pedagógico) e, sim, ‘moer’ o milho, isto é, constituir com ele o nosso ‘fubá dialético, acrescido com outras matérias que os ceguinhos catred’áulicos e nefelibatas ou não conhecem ou deturpam, e, em todo caso, não usam porque eles são do Planalto, e nós somos da planície, democrática, popular, conscientizada e libertadora”

(…)
Observem que “o Nair” fala a agentes subversivos, que devem aproveitar o “milho dos conservadores” para produzir o “fubá dialético”. Atentem também para a elegância revolucionária da linguagem e para o estímulo ao que não passa de delinqüência intelectual contestadora. “O Nair”, vê-se, gostava mesmo de jovens topetudos, ousados, malcriados quem sabe… Não estranho que tanto garotão que mal saiu dos cueiros, que mal sabe articular a inculta e bela, se atreva a dar lições de direito, de moral, de ética e, por que não?, de censura. Devem achar que chegou a hora de a gente passar pelo teste do fubá dialético.

Doutor Nair falava também umas coisas um tanto estranhas — e, às vezes, fica parecendo que o público-alvo de sua revolução eram só os rapazolas. Num outro momento de seu artigo, depois de desancar o direito, digamos, tradicional, ele escreve: “Não à toa, o ‘direito’ que se adapta a esse esquema, dito apolítico (isto é, político de direita) só pode ser um “direito” examinado segundo a teoria ‘jurídica’ de um positivismo (capado) ou de um jusnaturalismo (brocha)”. Eu, hein, Rosa… “A direita”, como vêem, apanhava demais, coitadinha. E urgia não ser capado (ah, tudo menos isso!) nem brocha (uma decepção, certo?). Era um homem maduro falando aos jovens, era o Sócrates do “direito achado na rua”. Os partidários dessa corrente, nem capada nem brocha, hoje se dizem muito preocupados com as criancinhas.

E onde ele queria chegar? Ele responde: “Dialeticamente, direi que política é tornar ‘possível’ o ‘impossível’, isto é, o objetivo final de toda ação, mediante a ‘evolução revolucionária’, constituída por sucessivas aproximações, que pressionam e dilatam as barreiras da reação e do conservantismo, com vista à transformação do mundo e não à adaptação ao mundo da dominação instituída”. Trata-se de um pastiche gramsciano, com intenção muito clara. A receita acima, que já usei para convencer algumas moças a ceder aos meus encantos (“Que isso… Temos de romper barreiras etc e tal”), aplicada ao direito, resulta num esforço sistemático e continuado de subversão da ordem.

Sim, este blog tem muitos correspondentes na Universidade de Brasília. Eles me informam que esse negócio se espalhou por lá feito PRAGA — sem deixar de ser uma CHAGA —, especialmente no curso de Direito, que teria se tornando um samba de uma nota só. Ora, compreende-se por quê: Seu Nair julgava que seu pensamento — e a doutrina que ensinava a seus rapazes — não era uma entre várias leituras; não era uma entre várias interpretações; não era uma entre várias possibilidades. Não! Ele tinha grandes ambições revolucionárias: como todo revolucionário, via-se como a própria encarnação da evolução. Ele defendia “a verdadeira cultura” — os outros tinham apenas pérolas esparsas de erudição. Aqueles que não se alinhavam com seu pensamento eram “catedr’áulicos, nefelibatas”. O livro tem 156 páginas e é um verdadeiro show de horrores. Mas, acreditem, nele está a explicação de boa parte dos descalabros que vivenciamos.

Formalização
O que a turma do Seu Nair — na verdade, toda a tal escola jurídica — faz é tentar dar uma expressão legal (!?) à subversão da ordem e à transgressão da lei. Muito “dileticamente”, como diria o mestre… Já falei dessa gente aqui e lhes pedi que pensassem, por exemplo, na invasão da Reitoria da USP. Ilegal? E daí? O manual que tenho aqui me diz que ela pode ser legítima. E, se é assim, a legalidade que se dane. Direitos individuais estão sendo desrespeitados? Calma lá: “individuais” de quem? É perfeitamente possível concluir que existe um direito coletivo à greve, que àquele se sobrepõe. Assim como os interesses dos invasores do MST fundam uma nova demanda de direito que se sobrepõe ao da propriedade. Quem, na imprensa, passou a mão na cabeça dos comuno-fascistinhas da reitoria está endossando isso: a formalização da barbárie

Olhem lá para a Venezuela. O tiranete fechou um canal de televisão, ameaça um outro e mandou prender o oposicionista que liderou os protestos. Chávez fez tudo isso com o direito que foi encontrando na rua, aniquilando a ordem legal “tradicional”, “catedr’áulica”, “conservadora”, de “direita” e impondo a “evolução revolucionária”. Na aparência, agiu segundo o mais estrito formalismo. Porque essa gente também sabe enganar, não é? Vai moendo o milho para produzir o seu “fubá dialético”. Não é outra coisa que o PT tem feito desde que chegou ao poder: submeter as instituições a uma pressão que “dilata as barreiras da reação”.
(…)
Não achamos a democracia na sarjeta.

Por que precisamos mudar

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 20 Jul 2008 | sob: Política

Fiz uma entrevista muito proveitosa com o escritor e especialista em cavalos de corrida Renato Gameiro, que mora e trabalha nos Estado Unidos. O conteúdo será utilizado apenas na próxima edição da Horse, em setembro. Para os meus leitores, porém, um aperitivo desse, como ele mesmo gosta de se definir, albatroz do turfe brasileiro. Só para reforçar o que disse alguns posts abaixo, que a PO-LÍ-TI-CA está presente em todos os atos de nossa vida:

É possível resgatar o glamour do turfe nas grandes metrópoles brasileiras?

Tudo é possível quando existe interesse em mudar e gente a fim de arregaçar as mangas. O Brasil é um país em que as pessoas se elegem em troca de bolsa família, cestas básicas e bicas em favelas. Em clubes turfísticos, por uma melhor piscina, luz nas quadras de tênis e uma baixa manutenção para as mesmas diretorias se eternizam. Desculpe, mas não é assim que as coisas mudam. Somos o único país em que não existem cadáveres em nossas revoluções. Do grito do Ipiranga ao rugido da máquina militar em 64, nos adaptamos, nunca mudamos. Quanto ao glamour. Este se foi. Mas pode voltar, pois, de uma coisa o Brasil pode se gabar: temos charme e gente bonita.

O ovo, a galinha e a …Toyota

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 15 Jul 2008 | sob: Política

Antes de ler o que segue abaixo, vejam o que escrevi em 28 de janeiro de 2008 AQUI.

Nova fábrica da Toyota será em Sorocaba; investimento chega a US$ 700 milhões

BRASÍLIA (Reuters). Por Fernando Exman - A japonesa Toyota vai investir até US$ 700 milhões em uma nova fábrica de automóveis no país a ser instalada em Sorocaba, interior de São Paulo.

O anúncio foi feito pelo presidente da montadora no Mercosul, Shozo Haseb, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Planalto, nesta terça-feira.

O valor do investimento foi estimado pelo ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, que acompanhou a audiência, em US$ 600 milhões a US$ 700 milhões.

A fábrica produzirá um modelo de tamanho pequeno para os mercados doméstico e externo. A Toyota, que completou 50 anos de presença no Brasil este ano, já tem uma fábrica de veículos no país, inaugurada em 1998 em Indaiatuba (SP), onde produz o sedã Corolla. A empresa também possui uma unidade industrial em São Bernardo do Campo, região metropolitana de São Paulo. A empresa tem cerca 3.200 funcionários no país.

COMENTO - Viram só? Tudo está “porvir”. Mas não veio. É melhor não contar com o ovo antes da galinha. Cá estou eu, agora tendo que explicar até as piadas…

Porto Feliz, “terra do chorinho”

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 14 Jul 2008 | sob: Política

O Chora Porto, evento organziado pela Revista Viu! há cinco anos, foi tema de destaque da Revista de Sábado da TVTEM, no sábado retrasado, dia 5. A reportagem abriu a matéria chamando Porto Feliz de “Terra do Choro”. Muito bacana. Isso mostra que é possível fazer alguma coisa pela cidade sem necessariamente precisar de “verbas públicas”. Vejama matéria AQUI

Gerúndio:10 mil reais por citação?

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 14 Jul 2008 | sob: Política

Mesmo com minhas sucessivas ausências, a audiência do blog vem crescendo a cada dia. A estatística mostra que passamos a casa das 105 mil visitas e caminhamos em ritmo galopante. Deve ser por isso que querem tirar o blog do ar. Tô me sentindo aquele elefantinho, que incomoda muita gente. E nem dieta adianta.

Vejam só, soube agora que Maffei, naquela nova ação judicial, pediu ao juiz que eu pagasse uma multa de 10 mil reais para cada vez citasse a expressão “Seu Gerúndio”. Poxa, se o Gerúndio está tão valorizado assim, quanto será que custa o Particípio? Imagino que seja bem mais caro. Fazer humor tá ficando caro com essa turma do PT.

Ainda não tenho detalhes da ação, mas, pelo que soube, o juiz chegou a pedir que a advogada de Maffei, Ana Maria Bello, colocasse “verbo” na oração para que ele pudesse entender o que ela de fato estava pedindo. Bem, de fato, gramática não é um critério que Seu Gerúndio avalia para escolher seus advogados.

Mas por que estou comentando isso? Porque a ação é pública, os temas são públicos e vocês, cidadãos, merecem saber. É o mínimo que posso fazer, graças ao Estado Democrático de Direito, muito bem resguardado pelas autoridades magistradas de nossa cidade. Volto depois com detalhes de mais essa peça “literária” que corre no fórum local e as belas palavras de Sua Excelência Jorge Panserini, que deu uma aula de democracia ao rejeitar o pedido de liminar da causídica de meu algoz.

“TEATRO DO ABSURDO”

Publicado por Marcelo Mastrobuono em 10 Jul 2008 | sob: Política

Tenho novidades muito interessantes. Antes, porém, vejam este artigo do blog do Reinaldo Azevedo. Volto mais tarde, em outros posts:

Devemos, sim, ficar preocupados. O teatro do absurdo está aí, diante de todos. Porque Dantas, Pitta e Nahas são quem são, querem aproveitar a sua péssima reputação para avançar sobre direitos coletivos. Sob o pretexto de fazer justiça com “ricos impunes”, começa-se a achar razoável avançar nos direitos constitucionais.

Ah, dou vivas! Tomara que PF e promotores consigam reunir as provas e meter todo mundo na cadeia. Ora, se Dantas queria comprar um policial, motivos para temer ele deve ter. Que se dane! Que se dantas! O meu papo é outro. Não é com ele. Ele não é meu interlocutor.

INQUÉRITO – É uma piada funesta que jornalistas tenham obtido a cópia do inquérito antes dos advogados dos acusados. Você acha bom, leitor amigo? Tem certeza de que está livre desse risco? Eu seria mais prudente: se fazem isso com um bilionário, imaginem o que não fariam com a gente — nós, a turma do tostão? Francenildo que o diga.

PROTÓGENES, ANDRÉA E TRALLI – Protógenes, o que queria prender a jornalista Andréa Michael, e o Menino da Procuradoria da poesia de Nassif (ver acima), que queria um mandado de busca e apreensão na casa da moça, não viram nada de errado em uma equipe da Globo filmar a operação??? Quem vazou a informação para César Tralli? NÃO! EU NÃO QUERO SABER. Eu defendo o direito de a Globo estar lá e filmar tudo. Com defendo o direto de Andréa fazer suas reportagens. O sigilo da fonte é uma prerrogativa constitucional. O que não pode é o delegado Protógenes querer prender uma e ficar se exibindo para o outro. Tanto Andréa como Tralli tiveram acesso a vazamentos, certo? Ou o vazamento dele é bom, e o dela, mau? Protógenes, um dos “mansos” de Nassif, virou juiz do que o jornalismo pode e do que ele não pode fazer?

BARBAS DE MOLHO – Fiquemos atentos. Sei de fonte certa que há juízes por aí sinceramente empenhados em “disciplinar” a mídia, que eles consideram excessivamente livre, entenderam? Notem que não são assim tão raros no país os despachos de primeira instância que simplesmente impedem a publicação de uma matéria — como se houvesse censura prévia no país. Há magistrados que acreditam mesmo que é preciso “pôr limites na mídia”, conforme pede o jornalismo petista, que quer fazer um Pravda para o partido.